coldplays cds

é sobre saber que, em algum lugar do globo terrestre, você está conhecendo outra pessoa.

é sobre saber que foi insuportável dividirmos o mesmo iceberg.

é sobre lembrar o quanto eu chorei feito criança quando você disse a verdade, que estávamos nos asfixiando, a mão de um enforcando o pescoço do outro.

é sobre como o caminho da aceitação da verdade é tortuoso.

sobre como é horrível ter que acordar todos os dias e acender a luz, sair desta caverna escura e úmida e confortavelmente triste em que me enfiei desde quando você disse

“chega.

não dá mais.

você me atinge e me sufoca”.

o amor me atinge e me sufoca. 

me deixa pequena, diminuída, frágil.

o amor faz com que as coisas pareçam fáceis, faz com que acreditemos na paz e no equilíbrio emocional e na estabilidade do espírito. faz com que coloquemos fé nesta história ridícula de que há paz pra nós.

não há.

não há.

você foi como se o demônio tivesse entrado em minha vida só para deixar todas as coisas mais difíceis.

eu fui como se tivesse sido expulsa do céu e estivesse entrando no mundo agora, com raiva, com medo, odiando tudo.

queria tanto poder te consertar.

queria poder dizer que essa nossa casa não desmoronou.

queria poder escrever sobre como conseguimos fazer com que o amor superasse.

não deu. não foi desta vez.

dançávamos sobre os escombros de uma síria devastada. agora eu danço sozinha, machucada e desestabilizada, sobre os restos de uma guerra toda santa, toda pura.

esses dias fiquei sabendo que você está saindo com outra pessoa.

queria que esse texto fosse um ponto final na nossa segunda guerra mundial. mas não é.

é sobre como eu estou feliz por você, mesmo que eu não consiga entender.

é sobre como, desta vez, eu vou travar a guerra sozinha enquanto coloco o cd do coldplay que você me deu e choro e penso em me matar e penso em desistir e penso em seguir a vida sozinha e penso que sozinha é bem melhor é bem mais leve e juro nunca mais te ver mas meu deus por que eu não consigo parar de olhar suas fotos no instagram? essa sua boca é linda já disse coisas lindas já fez coisas lindas já disse que me amava já disse

“volta”

e depois disse

“desta vez quem vai embora sou eu, que é pra não quer perigo de retorno.”

é sobre o fato de você sempre ter sido mais forte mais firme e mais sensato que eu.

sobre eu ter nascido uma pessoa impulsiva.

é sobre ter começado a escrever este texto e agora nem ter lembrado o que dizia lá em cima, mas aqui grito que puta que pariu você me deixou atolada numa merda colossal.

eu não consigo me livrar desta textura

deste cheiro

ei, amor, você está me ouvindo? ao vivo e no estéreo.

volte para casa.

(iraque)

anonymous asked:

things you said while we were driving + Martin/Bull

minific minute meme (ACCEPTING)

Johnny really likes Bohemian Rhapsody.  

Make no mistake, Bull is a classics man himself. He can appreciate a little Queen any day, and long car rides are always better for it — but around half an hour into their drive. Johnny decided he only wanted to listen to Bohemian Rhapsody. Bull can appreciate Freddie Mercury in small doses, but after the eight time hearing it, it begins to feel less like musical inspiration and more like torture. 

He reaches for the dial, only to get his hand slapped away. Exasperated, he pulls his eyes away from the road just long enough to glance at Johnny.
“What’re you doing? This is our song.”

“We’ve heard of other songs too,” is all Bull says.

Johnny’s lips purse into a flat line. He leans back against the seat, frowning out onto the road in front of him. Bull knows he’s offended him, and silently curses his own tactlessness. Queen is starting up again in the background.

Taking a chance, Bull slides his hand over — not to change the dial, but to take Johnny’s hand. He doesn’t fight back, but doesn’t throw himself into Bull’s embrace either. For a moment he is tense and unhappy, not responding to his touch; then Bull begins to run his finger over Johnny’s knuckles, and he slowly relaxes.

They endure another play of Bohemian Rhapsody before the radio suddenly goes dead. Bull looks over in surprise to find Johnny fumbling one-handed through their CD collection.

“Huh,” he says, moving too fast for Bull’s eyes to keep up. “You ever notice we have way too many Coldplay CDs? Like, I don’t even love Coldplay. How about you?”

A tiny smile twitches across Bull’s lips as he focuses on the road. “Always thought they were okay.”

“They are. Not for road trips, though. Hey, how about some Johnny Cash?”

Now Bull really can’t help smiling. “Johnny,” he says, “I’d like that a lot.”

They’ve still got two more hours to kill before reaching their destination. Their gas tank is full, the music is great, and Bull wouldn’t want to be here with anyone else.