coisa mais amor eles

Até quando vou ter que fingi, que superei, que você foi embora?
—  Por que não está dando mais…

- Não eram um casal perfeito, daqueles de cinema, brigavam muito, ficavam um tempo sem se falar, e nesse tempo ainda rolava guerra de indiretas, cada um querendo ser o dono da verdade.. mas no fundo, eles sabiam que tudo era joguinho bobo de orgulho, e que por trás das caras fechadas e bicos, não se aguentavam de saudade.. tudo bem se eles passavam imagem de cão e gato, mas uma coisa é certa.. eles se amavam mais do que qualquer coisa. (apenas-voceeu)

Muitos querem a normalidade
Eu? Busco a diferença e acredito que nela as coisas serão  mais belas
O amor não é restrito, ele é expansível
Com ele posso construir uma torre
Quanto mais alta ela for, mais meu voo será grandioso
Porém nem tudo é tão certo
Poucos sabem como realmente amar
Ilusões e mentiras estão por todos os lados
Isso não é nenhuma surpresa, pessoas preferem isso
Ao invés de serem verdadeiras.
—  lordegarcia

Quando te conheci, eu não imaginava que você poderia se tornar tão importante pra mim como é agora, você chegou de mansinho e me cativou de tal maneira que eu fiquei querendo mais. Você com esse seu jeito romântico, brincalhão e até bobo de ser me mostrou que o amor é mais importante que qualquer outra coisa, que com ele podemos vencer qualquer obstáculo. Quando me sinto sozinha, ou triste por algo sei que posso sempre contar com você, assim como você também pode contar comigo, além de namorado somos amigos e ótimos amigos. Não posso deixar que o amor mais lindo que já vivi vá embora, preciso de você pra sempre na minha vida, você se tornou importante e essencial nela. Farei de tudo que estiver ao meu alcance e até o que não estiver pra te manter bem aqui, do meu lado.

Eu acho que minhas costas doem, mas não tenho certeza. Estou anestesiado, de alguma maneira estúpida que não envolve álcool. Infelizmente, estou sóbrio. Há muito tempo estou sóbrio, cem por cento sóbrio, cem por cento dono de mim, infelizmente, há muito tempo, há muito tempo sem tocar no assunto. A cama eu não arrumo há quatro dias, e proibi a empregada de fazer isso por mim. A bagunça e o mau cheiro são uma moldura incrível para o “algo” desarmado que se tornou a minha existência. Nesse instante, estou sozinho na casa vazia. Casa vazia de corredores intermináveis, iluminação precária e livros impacientes. O ventilador faz um barulho indescritivelmente desagradável. E o calor dessa cidade me lembra de que mora o inferno dentro de mim. Eu, faminto, de cueca folgada e rasgada, de barba e de culpa mal feita. Subi após longos minutos de diálogo interno comigo mesmo. Eu posso até ter o inferno dentro de mim, mas o demônio, às vezes, se incomoda com a fome e com a realidade que costura a minha carne todos os dias. Parei pra abrir as janelas da sala e me deparei com um homem, de cabelos escuros, moreno com uma marca horrorosa de regata, aparentemente uns 45 anos, gordo, sem camisa, no apartamento em frente. Me encarou e desviou o olhar. Mero protocolo. Fiz o mesmo. Parei meus olhos no fio de céu que estava ao lado dele e, pela primeira vez desde que estou sóbrio, me senti verídico. Não havia motivo, mas havia um fio de céu, um inferno, uma vida, um cara desconhecido e muita, muita fome. Ele parou de desviar a atenção e me olhou. Nos olhamos. Tentei ver um pouco do apartamento dele, mas estava tudo escuro. Só consegui identificar um sofá e um abajur. Talvez, tivesse uma televisão um pouco mais ao lado, mas não tenho certeza, poderia ser uma estante também. Senti que ele sabia, e isso me incomodou de uma forma que quase estive feliz por uns nanosegundos. Senti que ele sabia que não arrumo a minha cama há quatro dias, ele sabia da minha forma errada e transgressora de encarar o mundo, ele sabia da minha mania de escrever sobre solidão após transar (ou quase isso) com alguém, ele sabia, inclusive, do meu fracasso em ser um escritor imbecil, eu era só um imbecil sem talento algum, exceto para quase sempre se dar bem consigo mesmo, ele sabia do meu ego inflado e ferido diariamente, ele sabia das minhas costas marcadas por unhas e espinhas e sabia que as cicatrizes eram a coisa mais parecida com amor que eu obtive durante todo esse tempo. Ele sabia que a vida pra mim era coisa boba demais, que o tempo, o tempo passa, eu fico, as pessoas somem, é assim. Ele sabia dos aniversários em que me odiei e odiei cada centímetro do meu corpo, esse corpo tão pouco fictício e cheirando a vodca, esse corpo tão pouco comercial e tão pouco higiênico, esse corpo morada de infernos, que sua mais que um trabalhador braçal e nunca fez porcaria alguma além de levantar uns pesinhos na academia e na alma. Ele sabia dos assaltos que aconteciam diariamente naquela rua, e da minha incapacidade de gritar, ou até de falar, ele sabia dos velhos porcos que morriam em asilos esquecido por gente como eu, jovem, bonita, saudável, infeliz, ele sabia da minha necessidade de sangrar, rir, beber, comer, pulsar, gozar, ele sabia dessa necessidade pra sempre não suprida, pra sempre real e palpável. Ele sabia do meu inferno, das minhas pupilas dilatadas por nicotina imaginária, do meu falso sentimento de desapego, ele sabia da minha playlist recheada de músicas eletrônicas numa tentativa desesperada de ser só batida alegre também. Ele sabia da minha falta de coragem em me matar, mas acho que nesse ponto do ser humano é igual, ele deve saber também, nesse ponto. Ele continua me encarando. Me sinto quase abraçado diante da sua cara de desapontamento impresso como uma tatuagem. Imagino com o quê ele está desapontado. Acho que consigo mesmo. Eu entendo, eu entenderei daqui a alguns anos, quando eu tiver quarenta e cinco anos e morar num apartamento infestado de traumas e fobias. Ele tem mulher? Ex-mulher, quem sabe? Tem filhos? Ex-filhos, quem sabe? Filhos não legítimos? Cachorros? Será que ele já contratou garotas de programa? Ele já pagou cinquenta reais numa pizza? Já esqueceu alguém com um porre? Já esqueceu de si? Ele tem algum tipo de sonho frustrado? Se eu fosse ele, se ele fosse eu, moraríamos em algum lugar afastado, bem isolado, isolado das pessoas que isolo agora, quem sabe numa terra nova, onde só eu e ele saberíamos onde fica, numa espécie de refúgio egoísta, onde eu precisasse ficar sóbrio porque eu abriria a janela e daria de cara com o abismo, e se eu estivesse bêbado, eu saltaria, finalmente voando, livre, finalmente. Eu daria de cara com o abismo, e não com ele. Tiro meus olhos dele e encaro a rua. O dia está mais cinza do que nunca e quase me sinto feliz. Quase me sinto com quarenta e cinco anos, e idiotamente eu acabo de dar um sorriso ao imaginar que toda essa droga já passou, eu já vivi, já era, tenho quarenta e cinco anos e gosto de usar regatas sem passar protetor solar. Ele sorri de volta. Acho que fazia tempo que ele não reparava em outro ser humano, de verdade. Eu também. Coçou a barriga enorme e fechou a cortina. Talvez ele estivesse vendo só um cara do outro lado da rua. No fim das contas, é só isso mesmo.
—  Cinzentos
É que não adianta, mesmo! Você pode até tentar e re-tentar, mas não vai mudar nada. Relacionamentos não sobrevivem só de amor, é preciso confiança, lealdade, companheirismo, carinho, respeito… uma lista infindável de coisas. Quando não se tem nem o amor mais, quando ele simplesmente acaba, não adianta. Não adianta chorar, implorar, reatar, refazer promessas… nada. Porque ninguém quer perder tempo se dedicando pra uma coisa que não ama. Isso é certo.
Ninguém tem medo do amor. Ninguém não quer amar. As pessoas só tem medo de serem machucadas, de serem decepcionadas, de serem enganadas outra vez. Ninguém foge do amor. Ninguém diz que o amor não existe. As pessoas fogem da mentira, fogem do que faz sofrer, do que é falso e mentiroso. Não é só porque alguém sofreu uma decepção amorosa que deve deixar de acreditar no amor. Ele existe e é a coisa mais valiosa que existe na vida. O amor não dói, não fere, não machuca, não faz sangrar e nao mata. Isso é papel da inveja, a falsidade, a mentira, o egoísmo. Permita amar, viver, sentir sentimentos inexplicáveis que a vida tem pra ti. Ninguém é durão, insensível e incapaz ao ponto de não conseguir amar ninguém. O coração além de bombear o sangue, ele foi feito para amar. Nenhum ser humano morre sem conhecer o amor. Nem que seja o amor de mãe, de amigo, da avó ou até do seu cachorro. Não se tranque no seu quarto se impedindo de viver novas experiências só porque uma deu errado. O amor é oxigênio. Sem amor não há vida. A gente para de respirar. Quem não ama, morre todos os dias afundado na solidão.
—  Andrew Xavier
  • - Ela: To gravida
  • - Ele: Vou sair
  • - Ela: Vai aonde ?
  • - Ele: Vou arrumar um emprego , pra cuidar de você e do nosso filho...
  • - Ela: Awn amor que coisa mais linda *-*
  • E hoje faz 2 anos que ele saiu pra procurar emprego e não voltou KKKKKKKKKK
Eu acredito sim que exista algo alem do que a gente consegue ver, e o engraçado nisso tudo é que algumas pessoas julguam você, por você acreditar em algo que você não vê, mais me responde uma coisa, você vê o amor? acho que não né, mais você acredita que ele existe, mesmo que você não o veja ou não o toque, você acredita.
Então será que é tão difícil aceitar a opinião de outras pessoas sobre “ vida após a morte” sobre essas coisas, cada um é cada um, não julgue se não quer ser julgado.
—  Gaby Vieira
Critiquem-me ou me aplaudam, eu supostamente consegui, cheguei ao fim da vida sem acabar com ela antes. – Nossa que exagerado eu, bom, sempre fui assim – Me impus limites, e acho que vocês jovens, deveriam fazer o mesmo… Limite-se com a bebida, ela acaba com teu fígado ao passar dos anos. Limite-se com o cigarro, se continuar assim seu pulmão não vai atingir a meia idade. Limite-se de ficar comendo em Fast-food, se não daqui a uma década ficará um pouco difícil de passar até pela porta do seu quarto. Só não tenha limites para o amor, esse sim tem que ser abraçado e acolhido com força, ser protegido com unhas e dentes, porque quando se ama não se chega ao ponto que estou… Ao fim sem ao menos ter acabado, com um mundo inteiro ainda pra descobrir, com mistérios a ser desvendados, com palavras entaladas precisando ser ditas, com desprezo, sem ânimo para nada. Limite-se de várias coisas que te faça mal, mas não do amor, por mais que ele às vezes faça doer, ame, porque amar nos deixa vivos, e pra viver é preciso amar.
—  Separou e Pronuncio.
No decorrer da vida nossos corações irão criar centenas de desejos, centenas de paixões, de gostar diferentes, até porque não algumas dezenas de amores sabem? Aquele amor que bate no coração e te abala e te faz acreditar que não se é mais possível viver sem aquela devida pessoa. Nossos corações ficarão aflitos nos fazendo acreditar que será com aquela pessoa que devemos passar o resto de nossas vidas, nossos pensamentos criarão futuros, nossos medos criarão ciúmes e nossas imperfeições criaram sabe o que? Novos amores! No decorrer da vida talvez conseguissem conquistar alguns amores, outros nem tanto, mas o que eu realmente acredito é que em todas essas nossas fases que todos sem exceção temos, em meios tantos tropeços a caminho do verdadeiro acerto conheceremos o grande amor, um amo que não será escolhido pelo nosso coração e nem pelo nosso pensamento, um amor que será escolhido a olhos fechados pela nossa alma, pela nossa essência, pelo nosso espírito antes de ser aprovado ou não pela nossa carne física, e será essa pessoa que te fará se sentir completo, não como se ainda faltasse, não como se as outras paixões não completassem, mas esse amor, esse ser que chegou à alma antes de chegar ao coração ele não completará só a sua vida, mas também os seus medos, os seus sonhos, os seus desejos… A sua essência… Até chegar a seu coração! O verdadeiro amor ele irá conquistar primeiro todas as bordas antes de chegar ao centro, pois o coração o frágil e fácil de mudar de gosto, mudar de opiniões com tantas falhas humanas. Acredito também que o nosso grande amadurecimento na vida ocorre quando encontramos essa pessoa, ela irá nos dar sentido, nos fazer crescer, acreditar que estamos aqui realmente para conquistarmos algo a mais ou quem sabe melhor dizendo que a felicidade talvez realmente exista. Ela não será perfeita, ler nossas mentes ou tão menos realizar nossas vontades antes mesmo que nós falemos… Ela apenas irá entender nossos olhares, respeitar nossos limites, o nosso tempo, nossas fraquezas e principalmente nossos sentimentos. O verdadeiro amor será aquele que irá sim brigar conosco muitas vezes, mas nunca irá dormir sem antes dizer boa noite, o verdadeiro amor irá sim nos magoar às vezes, mas terá o seu coração destruído da mesma forma que acabou destruindo o nosso só pela sua própria atitude, ele irá se arrepender não deixar o orgulho falar mais alto, afinal o verdadeiro amor nunca deixará o orgulho, o ciúmes, a desconfiança ou qualquer outra coisa falar mais alto do que o amor que ele sente por nós. O verdadeiro amor não será aquele que nos prende que nos puxa somente para ele, mas sim aquele que nos liberta e nos deixa voar sabendo que estaremos nas alturas, mas pensando somente nele. O verdadeiro amor não te fará amá-lo mais do que tudo, mas sim te fará se amar mais ainda, se gostar, se confiar, tiver fé em si próprio e em seus sonhos, pois sabe de uma coisa? Aqui nesse planeta que vivemos de tantas guerras, mortes, invejas e dominado pelo materialismo só temos uma pequena chance de conquistar essa tal de felicidade quando conquistamos esse dom de nos amar, de nos permitir acreditar nos nossos próprios sonhos, mas acima de tudo quando conquistamos o verdadeiro amor daquele que mais amamos.
— 

Tive o privilégio de encontrar o amor da minha do meu coração, da minha alma, agora oro para que ela consiga perceber isso e consiga me encontrar também. – Lucas Vieira

É DIA DOS NAMORADOS, VAMOS FALAR SOBRE O AMOR. Se você está apaixonado o amor é a coisa mais poderosa e mágica do mundo. É psicótico e insano e te faz de bobo. Ele te faz perder o controle – todas as suas ações, por mais que você não queira, serão guiadas pelo amor – você não vai ter nenhuma escolha a não ser se entregar a ele. Ele virá intrometendo-se na sua vida como um ditador sem piedade e declarará que todos os seus pensamentos, tudo o que você vê vai ser agora na forma do rosto de outra pessoa, a voz de outra pessoa, a risada de outra pessoa. Note como o termo é “ROUBAR meu coração”, não “PEGAR meu coração” ou “GENTIL E POLITICAMENTE PEDIR pelo meu coração” – o amor é involuntário e não pede por sua permissão – você pode até lutar mas ele sempre vai vencer. Amor é a coisa mais mágica do mundo. Se você já se apaixonou alguma vez, lembre-se de como poderoso era, toda música de amor era sobre aquela pessoa – e você vai sentir isso de novo – não desista do amor só porque ele te machucou. Ele vai aparecer de novo, quando menos você esperar, e vai te machucar de novo – mas você não pode desistir. Por que acreditar na única coisa que traz tanta agonia à maioria das pessoas? Por causa do êxtase, aquela emoção que ele traz – é irresistível. Sim, ele vai fazer com que você queira se jogar de uma ponte em 50% das vezes, mas as outras 50% é quando ele vai te querer fazer pular e voar porque vale TANTO à pena. Não esqueça da maravilhosa parte do amor quando você estiver chorando no chão com rímel escorrendo por suas bochechas, ouvindo Taylor Swift e xingando o nome do seu ex. Você vai achar alguém que olhe para você como se você fosse mágica. E se você ainda é solteira, não há pressa. O amor vai vir até você quando você menos espera. E vai chegar e vai te atingir mais forte do que o ônibus atingiu a Regina George. Então, se você se sente vazia, se preencha com chocolate, isso vai te melhorar em uns 15%. Esteja animado para o amor – porque ele está por aí e vai chegar.
—  Twitlonger traduzido da Camila no Valentine’s Day 

Quando te conheci, eu não imaginava que você poderia se tornar tão importante pra mim como é agora, você chegou de mansinho e me cativou de tal maneira que eu fiquei querendo mais. Você com esse seu jeito romântico, brincalhão e até bobo de ser me mostrou que o amor é mais importante que qualquer outra coisa, que com ele podemos vencer qualquer obstáculo. Quando me sinto sozinha, ou triste por algo sei que posso sempre contar com você, assim como você também pode contar comigo, além de namorado somos amigos e ótimos amigos. Não posso deixar que o amor mais lindo que já vivi vá embora, preciso de você pra sempre na minha vida, você se tornou importante e essencial nela. Farei de tudo que estiver ao meu alcance e até o que não estiver pra te manter bem aqui, do meu lado.

Capitulo 15 – Finalmente

Cheguei tão desanimada a ponto de só querer me atirar na cama, botei um desenho e dormi com Max em meus braços, acordei algumas horas depois e botei Max no berço do quarto ao lado. Quando encostei à cabeça no travesseiro a campainha tocou. Levantei me arrastando para atender e quando abri a porta ela estava lá. Entrou e fechou a porta bruscamente me encarando.

-Obrigada por atender ao telefone. - Falou sarcástica.

-Eu tava dormindo. – Respondi seca em retorno ao seu tom sarcástico. – Como foi o jantar com seu ex-amor?

-Você tá certa, ex-amor, e mais uma coisa, não jantei com ele. – Por isso eu não esperava.

-E por que não?

- Qual seu problema Clara? Primeiro está toda romântica me dando beijinho na praça, daqui a pouco me virando as costas e indo embora.

-Não adianta ser romântica com você mesmo, você não se importa. – Falei e por algum motivo eu segurava as lagrimas.

-Quem disse? Quem é você pra falar o que eu sinto ou deixo de sentir, é você que está no meu corpo? – Ela falou rapidamente. Então ela sente?

-Então você sente?

-Já parou pra pensar que às vezes quem não demonstra é quem mais sente? – Ela falou.

-Então me diz o que você sente caralho! Fala pra mim Vanessa. Por que eu sou apaixonada por você, completamente. E morro de medo de você se afastar por isso.  Entendo que você é fechada e não costuma demonstrar, mas eu preciso saber. – Ela se silenciou por alguns estantes, e pela minha bochecha as lagrimas escorriam sem sentido.  Ela baixou a cabeça e largou nas mãos enquanto sentava no sofá.

Então ela levantou o rosto e começou a rir, mas em meio à gargalhada havia lagrimas, e eu fiquei perdida. – Ó, não entendo você.

Ela levantou e pegou meu rosto nas mãos me olhando nos olhos. Limpou minha lagrima e sorriu.

-Meu coração para, quando você me olha assim sabia? – Me declarei de novo, já estava fodida mesmo, que diferença faria declarações a mais ou a menos. – E dói muito, não saber o que você sente por mim, tá me machucando de verdade.

-Eu amo você Idiota, eu sou apaixonada por esse sorriso, essa voz doce, desde a primeira fez que vi você. Sua paixão e completamente correspondida Clara Aguilar. – Ela encostou a testa na minha e fechou os olhos. Achei que ia cair aquele momento, meu coração parou, meu corpo se encheu com o calor da paixão e minhas pernas ficaram bambas. Não deu tempo de eu cair. Ela já me tinha nos braços, selando meus lábios com os seus, e dando o beijo mais apaixonado que eu já havia dado na minha vida inteira. Meu corpo transbordou com a alegria da vitória de saber que ela realmente sentia o mesmo, e isso não tinha explicação.

Parei por um segundo, quando estava quase sem ar, ela contornou meus lábios com a língua novamente e me beijou urgentemente puxando meus cabelos e me abraçando como se quisesse que nossos corpos se fundissem em um só. Então mordeu e chupou meu lábio inferior enquanto tirava a jaqueta, descolou os lábios dos meus por alguns segundos para tirar a blusa, e a arrastei para o quarto. Ela tirava minha roupa às pressas como se o mundo estivesse pronto para acabar e só tivéssemos aquele ultimo momento juntas. Seus toques que deixavam meu corpo arrepiado, ela percebia e fazia no intuito de provocar.

Sentou na cama no modo convidativo para que eu sentasse em seu colo, então fiz a empurrei fazendo que deitasse na cama, mais atrapalhadas do que nunca ajudei ela a tirar sua roupa, ela puxou meus lábios pros seus novamente, desci beijando seu pescoço e dedicando um tempo aquela parte, mordia forte seu pescoço, sem pena e ela cravava as unhas na minhas costas sem piedade mesmo, então ela procurou meus lábios novamente e desci com a mão para tocar seu núcleo lentamente, quando fiz uma leve pressão lá, seu gemido saiu abafado sobre a minha boca, e ela fechou os olhos, segurei seu queixo e fiz com que ela olhasse nos meus olhos, a encarei por um momento, sem tirar os olhos dos dela, podia ver a luxuria neles, como se eles quase implorassem para que eu terminasse o que havia começado, então observando sua expressão, sem parar de olha-la penetrei dois dedos bem devagar, para que eu não perdesse nenhuma expressão de seu rosto quando eu fizesse isso, quando fiz ela gemeu novamente, mais alto agora ainda me olhando nos olhos e deixando-me perceber todo o prazer que eu à proporcionava, comecei a movimentar meus dedos dentro dela, ela aumentei bem o ritmo dos meus dedos e quando ela começou com gemidos seguidos e mais agudos eu parei, e ela me deu dois tapas em protesto. Abriu os olhos e me olhou, eu sorri i disse: - Segura um minuto. Então desci meu rosto e chupei seu clitóris, ela guiou minha cabeça para parte que sentia prazer e rebolava em minha boca, então sem para mais nenhum momento deixei que ela gozasse na minha boca.

Sem pensar muito logo após , ela inverteu as posições e chupou meus seios, apertando o bico rígido e estimulando de uma forma maravilhosa, mas nada se comparava com o que eu sentia quando ela me tocava o núcleo, ela desceu dando beijos em minha barriga e beijou minha virilha, sem tirar os olhos dos meus passou sua língua quente em minha vagina e aquela sensação era incomparável,  foi um movimento carinhoso e delicado, me fez revirar os olhos, atirei a cabeça pra trás e fechei os olhos me permitindo apenas sentir, lambeu meu corpo até chegar na ponta da minha orelha apenas pra dizer: ‘’Goza pra mim amor’’, ah com todo prazer, então ela me chupou sem parar e quando sentiu que eu ia gozar não parou, arranhou minha barriga tornando orgasmo satisfatoriamente incrível com aquela mistura perfeita de prazer e dor. Naquela noite não fizemos sexo, fizemos amor.

( Gostaram? Oi foi cedo demais? euhuueh @ClanessaNewFic )

Capítulo 15

 Vanessa estava tomando um gole de sua bebida e imediatamente engasgou quando ouviu Clara dizer aquilo.

 -Te salvar do que exatamente? – Vanessa a olhava confusa.

 -Até agora, da vida monótona que eu estava vivendo. – Clara sorriu. – Mas eu sinto que vou descobrir outras coisas em que preciso ser salva e só você poderá me mostra-las.

 Vanessa nunca sabia o que falar quando era surpreendida pelas respostas de Clara, e dessa vez não foi diferente. Por sorte, antes que elas entrassem num silêncio constrangedor, Vanessa foi salva pelo garçom, que chegou com os pratos pedidos.

 -Hmmm, vou querer um pouco do seu hein. – Clara disse, olhando para um dos pedidos de Vanessa.

 -Então pede depois ué.

 -Chata. – Clara disse e logo após mostrou a língua.

 As duas ficaram alguns minutos em silêncio, e Vanessa sempre evitando ter contato visual com Clara, para que não houvesse perigo do assunto “você salvou a minha vida” voltar. Vanessa já começava a entrar em desespero por não ter nenhum assunto para começar, quando Clara se atrapalhou com seus hashis e derrubou um pouco de shoyu na calça.

 -Bosta de pauzinho. – Resmungou, olhando para baixo. Vanessa apenas riu da situação. – E você cale a boca. – Ela disse, olhando em sua direção e rindo.

 -Mano, cê só faz cagada, parece criança. – Vanessa continuava rindo.

 -Ha Ha. – Clara riu ironicamente. – Eu vou no banheiro limpar, já volto. – Vanessa apenas concordou com a cabeça.

 Passaram-se poucos segundos e o celular de Clara começou a receber várias mensagens. Vanessa não tinha o costume de olhar o celular dos outros, mas a primeira coisa que veio a sua cabeça foi o filho de Clara, e com a quantidade de mensagens que chegaram, ela pensou que algo poderia ter acontecido com ele. Mas quando pegou o celular, viu que eram mensagens de seu amigo, João, que enviara várias vezes o nome de Clara, provavelmente para encher o saco. Só que uma mensagem Vanessa fez questão de ler.

 -Sua putaaaa, deu bolo na gente né! Tá a galera toda aqui te esperando, mas tudo bem, vc deve estar cuidando do seu moleque. Me liga quando der.

Logo que terminou de ler a mensagem, Vanessa não conseguia esconder o sorriso do rosto. Ela acabara de ler que Clara havia trocado uma noite com seus amigos de anos para ir num jantar com uma pessoa que conhecera há pouco tempo. Como se não bastasse, João, que nunca fora com sua cara, era um desses amigos.

 Assim que Clara chegou, Vanessa tentou disfarçar ao máximo a felicidade que estava sentindo.

 -Que foi mulher? – Questionou Clara, que percebera uma mudança em Vanessa.

 -Nada. – Respondeu, com um sorriso no rosto.

 -Vanessa, o que você aprontou?

 -Nada! Tô rindo de você ainda.

 -Nossa senhora hein, é fácil de fazer dar risada. – Vanessa respondeu com um sorriso.

 Elas demoraram mais do que o normal para terminarem de comer, pois sempre paravam para conversar e dar risada. Agiam como já se conhecessem faz tempo, brincavam e implicavam uma com a outra como melhores amigas. O celular de Clara tocara duas vezes, e ambas as ligações foram ignoradas por ela, que alegava que nada seria tão importante que pudesse atrapalhar o momento entre as duas. E a cada vez que Clara demonstrava interesse de estar em sua companhia, era como se Vanessa estivesse dando passos largos em sua direção.

 Na hora de acertar a conta, Clara até sugeriu que ela pagasse tudo, mas Vanessa logo discordou, falando para as duas dividirem, pois estavam ali como duas amigas, e Vanessa sempre dividia as contas do restaurante com suas amigas.

 O caminho para o apartamento de Clara foi novamente com ela cantando todas as músicas do rádio, e com Vanessa rindo de sua empolgação, mas dessa vez participando da cantoria.

 -Você vai subir comigo né? – Perguntou Clara, assim que Vanessa parou o carro em frente ao seu prédio.

 -Já tá tarde, fica pra próxima.

 -Quinze minutinhos vai. – Clara fez aquela voz manhosa e jogou aquele olhar para Vanessa, que era capaz de ter o poder de fazê-la pular de uma ponte.

 -Ai, tá bom. – Vanessa riu e abriu a porta do carro.

 Elas entraram no elevador e Clara logo falou o que estava planejando.

 -Eu ganhei um vinho que parece ser muito bom e você vai beber comigo. E se for ruim, você vai me ajudar a acabar com ele logo pra não desperdiçar.

 -Clara, eu disse que não ia beber hoje. Já tomei aquela caipirinha, e pra mim já foi o suficiente.

 -Não vai fazer desfeita comigo, vai beber e ponto final. – Clara não deu tempo para Vanessa responder e foi logo saindo do elevador para abrir a porta de seu apartamento. – Sinta-se em casa. – Clara entrou já retirando os sapatos e Vanessa fez o mesmo, pois já estavam incomodando seu pé faz horas.

 -Eu lembro de você falando que tinha outro gato, mas até agora não vi ele. – Vanessa disse, olhando em volta do apartamento.

 -Ah, ele deve estar no meu quarto. Vem cá ver! – Clara puxou Vanessa pelo braço e a levou de encontro com seu animal. – Gustavo. – Chamou pelo bichinho, que estava deitado em sua cama.

 -Nossa, que lindo! – Vanessa se mostrou encantada e nem pediu permissão para fazer carinho nele, porque se tinha alguém que sabia como se aproximar de animais desconhecidos, esse alguém era ela.

 -Você tem uma facilidade com animal que me assusta. – Vanessa riu.

 -É a coisa mais fácil, fazer amizade com bicho. Eles só têm amor pra dar. – Vanessa falava enquanto acariciava Gustavo. Clara a olhava, encantada.

 -Eu admiro muito isso em você. Essa compaixão que você tem por animais. Você tem um coração enorme, Van. É até difícil de acreditar que alguém já teve coragem de te machucar. – Vanessa olhava para baixo e mordeu os lábios, sem saber o que responder. Clara percebeu o clima estranho e tratou de chama-la para experimentar o vinho.

                                                      *

 -Nossa, é bom mesmo. E que sorte, porque eu não tava afim de ter que beber uma garrafa inteira de um vinho ruim. – Vanessa disse, tomando mais um gole de sua terceira taça. Elas estavam sentadas no tapete da sala de estar, uma do lado da outra, apoiadas com as costas no sofá.

 -Fazer o que, eu tenho ótimo gosto.

 -Você disse que ganhou o vinho.

 -O que não me impede de ter um ótimo gosto, pois estou em ótima companhia e tomando um ótimo vinho.

 -Sua companhia só não é melhor que a minha. – Vanessa disse a frase e logo percebeu que o álcool já começava a fazer efeito. Clara, percebendo isso, fez o favor de encher a taça de Vanessa mais uma vez, e ela já não resmungava que não podia beber.

 Elas ficaram alguns minutos em silêncio, nenhuma olhando na direção da outra, mas as duas com o mesmo desejo. E foi só Vanessa dar uma rápida virada para o lado, para que Clara tomasse a atitude de se aproximar e selar seus lábios. Vanessa não se assustou com a ação de Clara, já que ela estava justamente pensando no que faria para poder beija-la. Clara cuidadosamente colocou sua mão no rosto de Vanessa e aproximou ainda mais seus corpos, Van, por sua vez, colocou a sua na cintura de Clara e vez ou outra dava leves apertões no local.

 As duas estavam entregues ao momento, até que o telefone de Clara tocou e antes dela levantar, as duas se olharam e trocaram um sorriso.

 -Já volto. – Vanessa encostou a cabeça no sofá e permaneceu com o sorriso no rosto, talvez ela nunca se acostumaria com a ideia de que beijava a garota que sempre chamara sua atenção.

 -Desculpa, eu não ouvi o celular. – Clara estava em seu quarto, mas ainda assim, Vanessa conseguia escutar sua voz. – Eu fiquei em casa hoje. – Vanessa logo imaginou que fosse João que havia ligado, por isso Clara preferiu falar que não saiu de casa, para não ter que dizer que saiu com ela. – Mas é lógico que ele tá com saudades de você, e eu também. – Assim que ouviu aquilo, levantou sua cabeça e começou a prestar mais atenção nas palavras de Clara, pois percebeu que não era seu amigo do outro lado da linha, e já desconfiava quem era. – Eu também te amo, meu amor, não vejo a hora de te ver. – Vanessa fechou os olhos com força e soltou uma risada baixa, irônica, como um reflexo de quem não queria acreditar no que havia ouvido. Assim que Clara voltou para sala, ela se levantou.

 -Desculpa, eu tenho que ir embora. – Vanessa evitava olhar em direção a Clara enquanto calçava seus sapatos.

 -Ah, mas a gente nem terminou a taça. – Clara riu e fez cara de triste.

 -Fica pra outro dia, quem sabe. – Vanessa caminhou em direção à porta.

 -É sério que você vai agora?

 -Minha mãe mandou mensagem falando que precisa de mim lá em casa, desculpa.

 -Tá bom então. Dirija com cuidado. – Clara se aproximou do rosto de Vanessa para lhe depositar um selinho, mas Van virou o rosto e apenas a abraçou.

 Vanessa entrou em seu carro se lamentando por ter terminado uma noite tão boa assim do nada. Por mais que ela estivesse em plena consciência quando ficou com Clara pela primeira vez que estava se envolvendo com alguém casada, e não tivesse se importado com isso, ela ainda sentia que não havia mais ninguém na vida de Clara, quando estava em sua presença. Mas sempre que ouvia palavras relacionadas à Fabian, Vanessa tinha um choque de realidade, uma realidade que ela custava a aceitar.

Amor com pedigree

Entrei lá armado. Tava de óculos escuros e com uma puta vontade de pegar uma garrafa de uísque da prateleira mais bonita e dar uma golada. Às vezes gosto de “aparecer”. De sair de casa querendo fazer justiça como se fosse Stalone Cobra querendo acertar as contas com o mundo. Sandra ganhava um salário mínimo trabalhando oito horas por dia no supermercado Carrefour. Era caixa. Metade do que ganhava dividia de aluguel comigo num quarto da Zona Sul. Um dia ela disse: “vamos dar um tempo de anal, mô. Trabalhar sentada tem inflamado meu cu”. Entendi. Sexo não importava tanto entre a gente. Gostava dela pra valer. De tê-la em meus braços em dias frios. De levar café na cama e dizer “bom dia, minha baixinha. Meu raio de sol”. Fico patético quando amo. Esqueço até que sou um escritor de calibre e viro um bocó. Um abestado com pedigree. Coisas do amor. Ele embriaga mais que lança-perfume no carnaval. Eu estava lá com uma pistola de brinquedo na cintura. Por baixo de uma camiseta do Nick Cave e óculos redondos dando pinta de tira. Comprei num camelô do centro. Você engatilhava o troço e no lugar de balas saía uma flanela com um pedido de casamento. Não sei quem inventou, mas achei genial. Tão ridículo. Tão piegas. Tão clichê. Tão bang bang comedy. Tão filme da sessão da tarde. Entrei na fila do caixa dela. Gente pra caralho. Já perceberam que pessoas gordas são as que mais falam em praças de alimentação, açougue, padaria e mercados? Um casal de jamantas estava bem na palma do meu nariz falando que iriam botar mais chantilly nas cerejas e que pipoca engorda mais que refrigerante. Chegou a minha vez. Sandra me olhou com reprovação e disse: “Você tá fazendo o quê, aqui? Já falei que é meu local de trabalho, Diego. Dá o fora daqui. Em casa a gente conversa.” Puxei a pistola da cinta e gritei: “Isso é um assalto! Ninguém se mexe.” Uma gritaria do caralho até que um tiro acertou minhas costas e me fodi. Só queria pedir Sandra em casamento e ter um filho chamado Bukowski. Perdi o movimento das pernas e estou agora escrevendo esta história verídica de um celular que ganhei num bingo. Não há um dia que não pense em me matar. Falam que Sandra se casou com o gerente do supermercado, se operou de hemorroidas e faz amor com ele todos os dias.

Diego Moraes