coisa gorda

anonymous asked:

Okay, agora deu uma vontade expor o preconceito racial que eles tem com idols brancos e a homofobia absurda deles na paulista com cartaz de purpurina e tudo, mas eu tô desconfiado de que eles estão só mordidos por qualquer coisa aleatória tipo o fato de que o Kard e vários outros grupos estão começando a mostrar interesse e talvez até uma certa preferência (?) pela gente

NE
COREANOS OS PRÓPRIOS GANHADORES DO PRÊMIO NOBEL DA PAZ NÉ
hipocritas
não é como se toda semana tivesse algum idol fazendo blackface ou sites fazendo artigos chamando idols de gordas e coisa do tipo
Coreia agora além de gordofobica machista e racista também virou xenofobica

12 COISAS QUE NÓS MULHERES EVITAMOS FAZER SÓ POR SERMOS GORDAS

Por Juliana Rocha e Janaina Marques

Ser gorda é muitas vezes viver segregada. É aprender as técnicas da autochacota, antes que alguém tome a atitude de tirar sarro. Ou então, é ignorar isso e se aceitar, tendo sempre uma resposta pronta para cada gordofobia sofrida. A aceitação e o amor-próprio são difíceis. É uma luta diária, muitas vezes é um passo para frente e dois para trás, porque é muita, muita violência. Estranhos param a gorda na rua. Gritam. A família quer saber por que ela ainda não emagreceu, e sabe os quilos que ela ganhou melhor do que ela mesma. Cada encontro é a renovação do “você engordou” ou do “você emagreceu”. Mas veja, o emagrecimento nunca será suficiente. Muita gente diz o quanto o rosto da gorda é bonito, falando isso com uma pena imaginando como ela seria liiiiiiiiiiiiiinda… se fosse magra.

Além de cuidarem da estética da gorda, associam isso com uma possível solidão: “Baranga, desse jeito vai ficar sozinha, não vai arrumar marido”. Como se casar fosse algo primordial e central na vida de alguém. Ninguém nunca pergunta pra gorda se ela está feliz, se casar é seu objetivo. Só querem moldá-la com o objetivo de servir alguém.

Por isso, quando a gente viu esta matéria, logo imaginou todas as outras coisas que deixamos e deixaremos de fazer, ou que fazemos com sacrifício, só por sermos nós mesmas. Só por sermos gordas. Então, como se não bastasse uma lista de coisas que não fazemos só por sermos mulheres, fizemos outra lista. A das coisas que não fazemos por sermos gordas.

1. Ir à praia ou ao clube 

Na praia, temos que mostrar tudo aquilo que mais nos aterroriza e que todos sabem que tem embaixo das nossas roupas. Aliás, roupas escolhidas para esconder nosso corpo estrategicamente. Não tem truque na praia. Os gurus da moda estão sempre dando dicas de como esconder barriga e alongar o corpo. Não tem como fazer isso com um biquini ou maiô. Por isso meses antes do verão começam as matérias em toda mídia sobre emagrecimento. Como não bastassem as gorduras sobrando, ainda temos que nos preocupar com celulite e estria. E o pior, todos os olhares de reprovação. Tudo que falaram o ano inteiro vai estar ali exposto e exibido, e a gente deveria ter vergonha de se exibir. Por isso é melhor deixar a praia para os magros ou para os homens. E aqui deixamos uma pergunta: será que essa galera pensa que vamos tirar a roupa e de repente vai surgir uma Paris Hilton de biquíni? Não é meio óbvio que tirando a roupa continuaremos gordas?

2. Dar um fora ou rejeitar

O carinha dá aquela cantada horrível na rua. Você mostra o dedo e xinga? A gorda, meu bem, terá que agradecer o assédio. Se xingar, será agredida. Vão gritar o quanto ela é gorda, e usar um “baleia” ou coisas do tipo. Na balada se o cara chegar e a gente rejeitar, a mesma coisa. E ele ainda vai dizer que estava bêbado. A gorda tem que aceitar qualquer coisa. Sem contar que, gorda é moeda de aposta. Quem vai pegar a gorda? O “guerreiro”.

3. Usar roupa apertada ou da moda

“Toma vergonha na cara, gordinha, esconde suas banhas. Ninguém é obrigado a ver suas coxas gigantes nessa legging colorida e suas banhas saltando nas roupas apertadas. Contente-se com as batas”. É isso que a gente ouve ao se vestir ou ao comprar roupa. Quando não nos chamam de “provolone amarrado”.

4. Entrar em toda loja do shopping

Todo mundo passeia e entra nas lojas só para dar uma olhada, certo? A gente não. Conhecemos os olhares de reprovação da atendente e até mesmo já ouvimos o “não tem roupa do seu tamanho” ou “só fazemos até numeração tal”. Por isso muitas vezes só entramos em lojas especializadas ou de departamento onde pegamos a roupa que quisermos sem a reprovação ou opinião da atendente. Por que atendente de loja acha que pode saber melhor do que a cliente qual é a roupa que cabe ou que fica melhor no corpo dela?! E com uma de nós já aconteceu o seguinte: ao entrar na loja a atendente perguntou o peso. Não sabíamos que existe roupa “por quilo”.

5. Ir ao médico

Quando a gente tem um problema, sei lá, no couro cabeludo, o médico vai dizer que precisamos emagrecer. Muitas vezes ele vai nos tratar com um desprezo, um ar de “nojinho”. Outras vezes ele vai listar todas as doenças que temos ou teremos por causa do sobrepeso. Ele vai dizer que ia passar um remédio mas não vai mais, porque estamos gordas. Ele vai nos encaminhar para um endocrinologista sem a gente pedir, ou passar emagrecedores e antidepressivos. E no final ele vai deixar bem claro que nada adianta se a gente não emagrecer. O que a gente entende é “só volte aqui ou em outro médico quando você emagrecer.”

6. Ir à academia de ginástica

A gente não sabe mais se não vai à academia porque não gosta ou se é por medo de ser hostilizada. Academia não é um lugar para qualquer um fazer exercícios regularmente. É um lugar pra ficar magro ou forte (ou os dois) e sem celulite, onde todos já são magros e fortes e sem celulite! Nós não somos assim! Os próprios instrutores fazem chacota do corpo gordo durante a aula: “Vamos queimar essa banha!”, “Dá tchau pra ‘baranga’”, etc.

7. Comer na rua

Por que todo mundo acha que pode meter o bedelho até no que a gente come? Todo mundo, até mesmo estranhos. Olhares de reprovação quando comemos em publico rolam livres. E eles querem dizer “por isso que você é gorda” ou “você deveria se envergonhar de comer porcaria”. Se você é magro claro que ninguém se importa com a porcaria que você come. Pena que não dá pra ver gordura visceral na rua, caso contrário sairíamos condenando um monte de magro fitness saudável que enche o “rabo” de gordura. Afinal, “estamos apenas preocupada com a sua saúde”.

8. Ir a um churrasco/festa na piscina

Pelos mesmos motivos que não vamos à praia. Maiô e biquini. Quando vamos ficamos vestidas pelo menos com uma saída de praia. Aí as pessoas questionam por que não entramos na piscina. Mas essas pessoas sabem por quê. Elas estão apenas sendo sádicas.

9. Transar de luz acesa

Por motivos óbvios, queremos esconder o corpo. Nosso corpo não é desejável. A gente realmente não entende o porquê daquele pau duro ali, só pode ser porque a luz está apagada. Como já disse Ana Paula Barbi (Polli), ninguém fica de pau duro de maneirice, de caridade. Se não dá tesão o pau não sobe, simples assim. Sentir desejo por uma mulher gorda é tão absurdo que os caras praticam o auto-engano de “eu fiz caridade”.

10. almoço/confraternização

Se ficarmos um tempo sem ver a família, ou amigos e de repente fazem algum encontro, relutamos a ir. Porque não importa se a gente mudou de emprego, fez mestrado, se a outra teve filho, o outro se separou e mais não sei quem mudou de país. Vamos ter que explicar esses quilos a mais e o assunto e olhares de reprovação vão ser para nosso corpo, mesmo que alguém tenha sido preso e esteja lá na condicional!

11. Sair sem se arrumar

Todo mundo às vezes tem preguiça de se arrumar para sair. Aí vai na padaria, no mercado, na faculdade ou apenas dar uma volta de qualquer jeito, com o cabelo desgrenhado, sem maquiagem, com qualquer roupa. Mas a gente já é relaxada o suficiente por ser gorda, então não tem esse direito, ok? Então se arrume, ponha maquiagem, uma boa roupinha e deixe de relaxo.

12. Sair confortavelmente

Seja um pacote de café tipo exportação (embalado à vácuo). Não importa se está te machucando, se está quente, se está coçando, se está te faltando o ar: use a cinta elástica. A cinta elástica numa pessoa gorda não vai deixá-la magra, é apenas um alívio psicológico e visual para quem julga. “Pelo menos ela tá se esforçando para ser vaidosa”, “agora não somos obrigados a ver aquela banha mole caindo pra fora da roupa, tá tudo empaçocado dentro da cinta”. Ou a reação é contrária, né? Porque o importante é hostilizar: “Do que adianta essa cinta elástica? Continua baranga!”.

Por fim, não adianta quantas dietas da sopa de repolho, da proteína, do ovo, da lua, da água, da luz você fizer, a função das pessoas é de julgar: que você não emagreceu porque é incapaz, que você saiu da dieta porque é fraca, que você se odeia porque “não se cuida”, que “quero ver um homem querer casar com isso”. Nada melhor que acompanhar sem perder nenhum capítulo a vida do gordo, né? 

Quando eu era criança, acreditava que o coração era como nos desenhos (❤) aquela coisa gorda e vermelho com um formato …não sei descrever o formato, mas era , é bonito. E vi pela primeira vez um coração de verdade, não era nada bonito e muito menos se parecia com esse ❤, a única coisa incomum era a cor, porque o verdadeiro coração sangrava muito e era, é feio. Porque as pessoas não o desenhavam da forma que é? Porque não tem uma boa aparência? É,isso é verdade, mas nós humanos deveríamos parar de se importar com a aparência e rotular tudo, afinal o coração não é bonito por fora, mas se não fosse ele você provavelmente não estaria lendo isso agora. Assim como algumas pessoas.
—  Jacksilane Farias