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Ele me subestima demais, acha que nunca vou deixá-lo e que me tem na palma da mão. Me subestima, ao pensar que não sei que não sente um pingo de sentimento por mim, que não está nem aí para o que eu sinto e penso, que sou nada mais que um corpo. Foi isso que pensei em dizer a ele após a noite que tivemos. Mas as palavras não me saem, elas costumam ficar presas na minha garganta, me sufocando, me deixando mal. E como de costume, conversamos um pouco. Acho que ele faz mais isso pra suprir a frieza dele em relação à mim. Mas ele não me engana, eu sei que ele quer ir embora logo. Ele já conseguiu o que quis, não é mesmo? E isso me entristece. Olho pra ele e o observo. Por favor, me observe também, olhe bem pra mim. E ele me olha, mas não me enxerga. É mais um olhar de desdém do que de acolhimento. E nesse momento, ele é o sol da Califórnia e eu o frio do Alaska.
—  Porque tudo fica mais frio quando você está aqui, por Chrislayne L. Pinto.

I sit down on the front porch
and look up to the night sky.
The more my eyes accustom to the light
the more stars appear to my sight.

I adore the tiny lights
that brighten up the darkness.
The moon
reflecting the light of the sun
and the stars
shining on their own.

It makes me shiver
how small I am
and that I will soon be forgotten,
while these galaxies gleam on
to be seen
even from so far away.

That’s when I think of you.
You are just one star in a million,
but you are the brightest one to me.

—  night sky, prompt from @sonador-reveur
Hoje eu vou ver ele de novo, faz dias que não o vejo e isso me dá um friozinho na barriga, não consigo explicar o porquê. Me pergunto se ele vai reparar na roupa que, em dúvida, decidi usar. Mas começo a sorrir comigo mesma, que besteira a minha, ele nunca repara em mim, quanto mais no que eu vou vestir. Eu não sei como ainda estou com ele, bom, gosto muito dos olhos, eu sempre me perco neles. As sobrancelhas que parece serem feitas com delicadas pinceladas e que fazem com que seja bem harmoniosa com os olhos. O cabelo bagunçado, ele tenta arrumar, mas que sempre fica do mesmo jeito. Mas a boca, não tem comparação, adoro ela formando um perfeito encaixe sobre a minha. E aquele jeito largado, de não tá nem ai para as coisas, sempre achei um charme de quem à possui. O abraço dele me esquenta, em noites como essas, mas sempre sinto um frio por dentro, que tento descobrir explicar.
—  Porque tudo fica mais frio quando você está aqui, por Chrislayne L. Pinto.
Damn, boy, if you knew.
You really think there is no reason for her to fall in love with you?
How could you think she’s unreachable?
Why do you think she’s something better?
She doesn’t think so herself.
She thinks you could be the best thing
that has ever happened to her.
Don’t mess it up.
Don’t break her heart by letting her go.
Because she would think
she isn’t good enough,
if you went away so easily.
And you thought she was too good.
Damn boy, if you knew,
that her heart was only beating for you.
Começo a ficar ansiosa, mas ele finalmente chega, no habitual lugar que nos encontramos. Abro a porta do carro e entro, e lá está ele, com aquele ar de prepotente que tem. Fico me imaginando o que ele enxerga quando me vê. Queria que saísse algo bonito da boca dele, um simples elogio, um palavra de carinho mas o que eu ouço é só um simples “E aí?”. Sorrio comigo mesma e pra ele. Mas por dentro começo a ficar gelada, um frio que ultimamente estou sentindo nos encontros que casualmente temos. Queria que entendesse que às vezes me machuca, mas acho que ele não se importa muito com isso. Enquanto dirige, me perco em pensamentos e me pergunto se eu estou fazendo a coisa certa por ainda estar com ele. Será que no fundo, algo que ele tenta esconder dentro de si, sente algo por mim, mais que desejo físico? E enfim chegamos, e antes mesmo de tiramos o cinto, ele começar a me beijar, um beijo de tirar o fôlego. Eu já não penso mais em nada e, aquela sensação que sentia há minutos atrás, desaparece. E eu me perco nos beijos dele, no calor, no encaixe que os nossos corpos faz um no outro.
—  Porque tudo fica mais frio quando você está aqui, por Chrislayne L. Pinto.
I want someone who loves me the way I am,
but maybe that’s impossible.
I know that I’m clingy
and maybe I love too much.
I always feel so lonely and lost.
I don’t want to be alone.
If you were here right now,
we wouldn’t be fighting.
If you were here,
I wouldn’t be crying.
I would be lying in your arms,
feeling your warmth,
and that would be enough.
If you were here,
I had a smile on my face.
Love me the way I need it
and if you can’t love me right,
please do me a favor and let me go.
She was punching him screaming: “What am I supposed to do? Tell me! What should I do?”
“Fall out of love with him.” He said, like it was the easiest thing to do.
“And how am I supposed to do that?” She was crying, because she knew that she just broke his heart.
And maybe she was the one more broken in the end, because she did not only break his heart, but at the same time her own.
—  excerpt from a book I’ll never write #9
Chego em casa e, já não sinto tanto frio quando estava com ele. Eu me sento e deixo meus pensamentos correrem soltos. Por que deixo ele usar meu corpo assim? Eu sei que não gosta de mim. Sinto um aperto por dentro. Como se uma mão entrasse no meu peito e assim, alcançasse meu coração e desse um puxão sem se preocupar como eu me sentiria, como me deixaria. E isso vai se tornando um hábito quando penso nele e, essas dores retornam com mais força que as primeiras vezes. Por que ele faz isso comigo, por quê?! E o cheiro dele ainda permanece em mim e, eu penso no beijos dele, no jeito, no calor, nos olhos; da intensidade que nossos corpos fazem. Ele não é um cara perfeito, eu sei. Mas meu coração é dele, o meu corpo também é. Quando o vejo, meus olhos me denunciam. Meus olhos sempre têm um brilho, tem um quê a mais, que são guardados só pra ele. Mas sempre tenho medo de falar demais; de me entregar demais. Mas não me levem à mal, eu só quero que ele me queira tanto, como quero ele.
—  Porque tudo fica mais frio quando você está aqui, por Chrislayne L. Pinto.
And she said:
“One day it will be over.
One day one of us will be lying on the floor,
drowning in his own tears.”
It took him days to think this through
and then he told her
he didn’t want to be the one crying,
but he didn’t want her to cry either.
—  excerpt from a book I’ll never write #12