clara and sol

Voy a extrañar tus cejas pobladas, tu cabello castaño, tu palida y cálida piel, la suavidad de tu tacto con mi cuerpo, tus mejillas al sonrojarse, voy a extrañar esa mirada profunda y clara, esos ojos color sol, tus labios suaves al besarme, tus brazos protegiendome al abrazarme, tus risas de mis chistes malos, tus sonrisas al encontrarme con la mirada, tus manos llevandome por la calle y por la vida, voy a extrañar el sonido y el calor tu respiración, extrañaré tu forma inquieta de dormir, extrañaré el tic ocasional de tus ojos, tus dientes blancos, tu cabello despeinado después de hacerme el amor, voy a extrañar tu ternura, voy a extrañar tu breve manera de escribirme y tu cursi manera de hablarme frente a frente, nuestra ida al estadio, voy a extrañar esas pestañas claras, tus trucos, sin duda tus defectos, las luchitas de cosquillas en la cama, voy a extrañar las discusiones sin sentido, las tardes en tu sofá mirando televisión, extrañare los días de películas que vimos juntos incontables veces y jamás nos aburrimos, las idas al cine llenandonos de comida, extrañare cuando te daba mi refresco cuando acababas con el tuyo, nuestras travesuras y aventuras, las noches de desvelo charlando, voy a extrañar los domingos de picnic en la habitación, los días que no sabiamos que hacer y acababamos improvisando; extrañare los días que me embriague de alcohol y de tu amor al mismo tiempo, tus besos de mil sabores, tu pasión, tu corazón de niño…
Podria pasarme el rato diciendo todo lo que ahora mismo ya estoy empezando a extrañar y que extrañaré de ti ahora que dejemos de estar juntos… Básicamente extraño y extrañaré todo lo que viví a tu lado, todo lo que nos faltó vivir, todo lo que me recuerde a ti, te extrañare a ti por completo.
Clara

ela sempre tirava um momento
pra falar com as flores
e eu sempre tirava um momento
pra falar com deus
nem elas e nem ele
pareciam se preocupar muito
em responder

mas tudo bem
ainda acho que deve haver
algum valor implícito em tudo isso
nesses relacionamentos
impessoais

algumas coisas nascem com a gente
algumas outras se criam
nada se perde de verdade
embora quase todo mundo vá embora

eu uso sempre uma camiseta preta
e larguei a escola no terceiro ano
pra conhecer são paulo
ela usava um vestido amarelo
da primeira vez que a gente se viu
cursa letras na federal
e sorri pelas coisas pequenas

tão viva
tão brilhante
clara como o sol
Clara, como você
pode ser tão
perfeita
nesse mundo de tanta dor?

Segunda Temporada – Capitulo 5

Vanessa virou de costas pra mim e começou arrumar algumas coisas que não faço ideia do que seria, pois eu só conseguia prestar atenção em seu corpo e como seria perfeito se aquela toalha caísse ou fosse puxada, comecei a travar uma batalha interna comigo mesma tentando me segurar para não empurra-la contra a parede e matar toda a saudade que estava presa em mim.

Clara: Eu vou… É… – Tentei formular alguma frase em vão a fazendo soltar um riso baixo. – Bom… Vou esperar você banho pra vim terminar o meu. – Tentei concluir meu pensamento e ela se virou pra mim com aquele sorriso sem vergonha na cara e começou a prender seu cabelo olhando em meus olhos me fazendo respirar fundo para conseguir falar uma frase que fizesse sentido. – Quando terminar é… Bom me avisa. – Disse engolindo seco observando seu corpo coberto só por aquela toalha branca e tentei controlar meus desejos.

Van: Clara? – Me chamou baixo assim que eu já estava na porta para fugir do perigo, mas ao ouvir sua voz me chamando baixinho não consegui mais me segurar me virando e indo a sua direção.

Clara: Você sabe que eu não podia fazer isso, mas eu não estou mais aguentando te ver e não poder te tocar. – Disse em seu ouvido já com meu corpo colado ao dela. – Se sentir alguma coisa me fala. – Falei e não esperei que ela respondesse arrancando sua toalha e a empurrado com cuidado para dentro do box.

Van: Tira logo isso Clara. – Disse desabotoando os botões do meu short o jogando longe dali.

Clara: Faça-me um favor. – Pedi mordendo seu lábio inferior a fazendo arfar. – Cala essa boca. – Falei em tom de ordem voltando a beija-la ferozmente enquanto minhas mãos matavam a saudade de cada parte do seu corpo.

Meu corpo gritava de saudade e desejo mais eu teria que ir com calma ate porque ela ainda não estava 100% porem eu não conseguia mais me controlar assim como era nítido em seu rosto que ela também não, me posicionei no meio de suas pernas e desci minha mão direita desenhando seu corpo ate que chegasse a sua intimidade a penetrando com dois dedos sem que ela esperasse por aquilo o que a fez arranhar minhas costas e puxar meus cabelos com força o que apenas me motivava aumentar o ritmo das estocadas dentro dela. Ela estava com sua perna direita em volta da minha cintura e gemia cada vez mais alto no meu ouvido, o que me fez enfiar três dedos nela cada vez mais rápido não demorando muito para gozar gostoso e na tentativa de abafar seus gemidos ela mordeu meu ombro com força.

Van: Nossa Clara… – Falou com dificuldades no meu ouvido enquanto eu beijava seu pescoço.

Clara: Eu já não te mandei calar a boca? – Perguntei olhando em seus olhos e ela sorriu maliciosa assentindo, continuei minha trilha de beijos do seu pescoço ate seus peitos e comecei a chupa-la com vontade a ouvindo gemer baixinho em meu ouvido, desci beijando todo o seu corpo e parei agachada a frente da sua intimidade. – Olha pra mim Vanessa. – Disse novamente em tom de ordem colocando sua perna esquerda em meu ombro e assim que ela me olhou comecei a chupa-la bem lentamente a torturando, passando minha língua quente por toda a extensão da sua buceta.

Van: Vai logo caralho! – Falou me olhando não aguentando mais aquela tortura e eu parei o que estava fazendo a olhando com um sorriso vitorioso no rosto. – Va… – Ela não conseguiu terminar sua frase, pois comecei a chupa-la com vontade a fazendo soltar um gemido alto enquanto puxava meus cabelos. – Vadia… – Disse em meio aos seus gemidos gozando na minha boca, bebi todo seu gozo sob seus olhares e me levantei beijando todo o seu corpo ate selar nossos lábios novamente.

Clara: Caribe. – Falei com nossas testas coladas e ela me olhou confusa.

Van: Clara ficou louca de vez? – Perguntou me olhando sorrindo e eu neguei com a cabeça lhe dando um selinho.

Clara: Nós vamos nos casar no Caribe. – Disse lhe dando outro selinho e ela sorriu abertamente. – Mais precisamente em Barbados. – Falei fazendo carinho em seu rosto e ela me abraçou forte completamente feliz.

Van: Eu amo você. – Falou enchendo meu rosto de beijos me fazendo sorrir. – Eu sabia que não iriamos casar aqui em SP. – Disse com um sorriso vitorioso e eu a olhei confusa. – Você estava muito tranquila para quem se casaria na cidade mesmo. – Confessou sorrindo me fazendo sorrir junto. – Eu estava morrendo de saudades. – Falou sorrindo selando nossos lábios. – Amor? – Me chamou baixinho.

Clara: Oi meu amor. – Respondi com um sorriso no rosto.

Van: Acho que quando eu ligar o chuveiro você vai sentir um pouco de dor. – Falou rindo baixinho e eu a olhei confusa.

Clara: Por quê?

Van: Talvez porque eu tenha aranhado suas costas com um pouquinho de força. – Falou com um sorriso travesso.

Clara: Não tem problema amor. – Falei lhe dando um selinho. – Nem vai doer tanto assim, quer ver? – Perguntei sorrindo abrindo o chuveiro. – Aaaaaai! – Dei um grito alto assim que senti a agua gelada bater nas minhas costas.

Van: Amor desculpa. – Pediu me tirando debaixo d’agua fazendo carinho nas minhas costas. – Eu falei que ia doer.

Clara: Nem doeu tanto amor. – Falei e ela riu baixinho negando com a cabeça.

Van: Vem aqui que vou cuidar disso. – Falou no meu ouvido me abraçando por trás.

Nosso banho foi mais longo do que o esperado e nem preciso comentar a saudade que eu estava de seu corpo né? Acho que não. Enfim terminamos nosso banho e trocamos de roupa para poder descer para o jantar que pelo cheiro que estava vindo da cozinha já estava pronto.

Thais: Que isso Clara? Vocês estavam brigando dentro daquele chuveiro? – Perguntou assim que chegamos à cozinha e ela viu minhas costas completamente vermelha e arranhada.

Van: Todo mundo já sabia que íamos nos casar no Caribe? – Perguntou animada mudando o foco do assunto.

May: Meu Deus a criança resolveu contar ou você mexeu nas coisas dela? – Perguntou rindo e eu revirei os olhos me sentando a mesa de jantar.

Van: Ela me contou logico. – Falou animada sentando-se ao meu lado. – Então vamos que dia? – Perguntou me olhando e seus olhos estavam ate brilhando.

Clara: Você sabe que eu apenas te contei porque você resolveu que nossa lua de mel será surpresa e que você teria quem comprar as passagens né? – Perguntei tentando manter a seriedade ao ver sua carinha de cachorrinho que caiu da mudança. – Achou que era porque eu te amava amor? – Perguntei sorrindo e ela assentiu rindo também.

May: Tadinha mais Alice que eu. – Falou rindo e ela mostrou língua pra May que caiu na gargalhada.

Clara: Eu, May, Tia Sol e Max viajamos na quarta feira de madrugada amor, vamos chegar lá na quinta á tarde para arrumar tudo para sábado, você, Thais e Junior vão na quinta também de madrugada para chegarem lá na sexta na parte da tarde. – Falei calma e ela logo fez um bico do tamanho do mundo.

Van: Porque não podemos ir todos juntos? – Perguntou igual criança e eu segurei para não rir.

Tia Sol: Porque você é chata e vai ficar de cima de todo mundo pra saber de todos os detalhes e vai estragar toda a surpresa, então resolvemos que os homens com exceção vão só na quinta. – Falou rindo e Van revirou os olhos.

Van: É bom saber que vocês me amam tanto sabia? – Disse rindo. – Vou ficar um dia sem vocês? – Falou fazendo voz de manha me fazendo rir.

Junior: Ah não Vanessa o melado é pra depois agora é a janta ok? – Falou rindo e ela revirou os olhos.

Van: Eu não queria saber de nada mesmo. – Disse mostrando língua pro Junior nos fazendo rir. – Cadê meu filho? – Perguntou vendo que Max não estava na mesa.

Max: Buuh. – Falou saindo de baixo da mesa assuntando fazendo eu e Van gritar de susto.

Clara: Nossa filho quer ver se enfarta suas mamães? – Perguntei rindo o pegando no colo para o enche-lo de cosquinhas.

Max: No mama. – Respondeu rindo tentando segurar minhas mãos. – Tio Ju qe mando. – Falou apontando para Junior.

Junior: Mano vai ser gazeta. – Falou rindo tacando uma bolinha de papel em Max.

Thais: Puxou as mães. – Disse rindo nos fazendo sorrir.

CAP 15

Ver o meu amigo daquela maneira me deixou surpresa e com o coração apertado. Ele chorou muito, tentei de todas as formas acalmá-lo. Minha mãe nos deixou sozinhos, ela sabia que precisávamos de privacidade. Ele foi se recuperando do choro, quando percebi que ele já estava se acalmando, levantei e fui até a cozinha buscar um copo com água para ele. Depois que ele o tomou, respirou fundo e me olhou.

Vanessa: Calma Ju - disse acariciando seu cabelo, estava muito preocupada com ele. Mas não quis deixar transparecer. - Me conta, o que aconteceu? Porque esta assim ?

Junior: Ele me expulsou de casa Van - disse com os olhos se enchendo de lagrimas novamente - E disse pra me virar que ele não vai dar mais nem um centavo pra mim.

Vanessa: Mas Ju, porque ele fez isso ? Ele não pode fazer isso, pelo menos até você encontrar uma maneira de se sustentar - eu não estava acreditado que o pai dele havia feito aquilo, mas conhecendo aquele homem como conheço, realmente ele não valia nada pra fazer aquilo com o próprio filho.

Junior: Não só pode, como fez Van. Ele falou muita coisa horrível sabe, sei que ele já estava querendo fazer isso e depois da discussão que tivemos. Ele explodiu - disse olhando pro chão, ele parecia perdido

Vanessa: Ju, não se preocupe. Vai dar tudo certo, pode contar comigo. Você pode ficar aqui o tempo que quiser - disse fazendo carinho em seu rosto

Junior: Obrigado Van, sei que posso contar com sua amizade - ele me abraçou

Vanessa: Quer me contar como tudo aconteceu ? Quer desabafar ? - falei receosa, estava curiosa quanto o que havia ocorrido. Até porque acho que o motivo da discussão me envolvia.

Junior: Van, fica tranquila. Sei que esta pensando que o motivo da nossa discussão foi você, mas isso já estava pra acontecer a muito tempo - ele sorriu amarelo - Mas vou te contar tudo.

Junior: Bem, logo depois que você foi embora. Meu pai chamou eu e a Clara para irmos ao escritório. Ele falou da minha péssima maneira de escolher as pessoas com as quais ando, de como levo minha vida, da grana que jogo fora em projetos que nunca vão pra frente. Enfim, falou muita merda e a Clara se meteu. Van, nunca vi a Clara tão transtornada. Ela realmente perdeu o controle, até meu pai não esperava. Ela me defendeu sabe, até que ele começou a falar que ela estava seguindo pelo mesmo caminho que eu sabe, pensa numa mulher que ficou puta da vida. Tentei de todas as formas acabar com aquela discussão, mas foi em vão. Eu não sei quem ele ofendeu mais, se eu ou a Clara. A Clara jogou tanta verdade na cara dele sabe, parecia que ela estava jogando fora tudo que ocorreu por anos em nossas vidas e na vida dela. Até que ela tocou na ferida dele, falou da nossa irmã mais velha a Kamila, falou que ele mereceu o desprezo dela e por fim disse que ele também teria o dela. Van, foi horrível. Não aguentei mais ficar um minuto ali e saí de lá sem rumo, pensando em tudo o que ele disse sabe. Estou arrasado e o pior que ainda sobrou pra Clara, ela está passando por um momento tão difícil… - ele parou no momento que disse essas palavras e não continuou a falar da Clara, tentou desviar minha atenção daquilo - Então, resolvi vir aqui. Me desculpa por isso Van.


Vanessa: Não precisa se desculpar Ju, sempre estarei aqui pra você - abracei ele forte, tentei o confortar.Mas meus pensamentos foram até Clara, que momento difícil será esse que ela estaria passando!? Divorcio ? Tentei afastar esses pensamentos, pois ainda estava me sentindo arrependida de ter agido daquela forma com ela, de ter a magoado.

Ficamos ali abraçados por alguns minutos e a campainha toca. Levei até um susto, como sempre Jack e Thor começaram a latir desesperadamente. Tentei os repreender mas foi em vão. Minha mãe ouviu e veio até a gente, pedi a ela que atendesse a campainha enquanto colocava os dois nos fundos da casa. Quando voltei dei de cara com a Clara entrando pela porta e abraçando o Junior.


Clara: Junior, como você faz isso comigo? Você saiu de casa sem dizer nada e não atendia o celular, te procurei em todo lugar - ela o olhava com lágrimas nos olhos.

Junior: Desculpa, eu só… precisava de um tempo. Não queria mais ficar um minuto ali - ele disse limpando as lágrimas do rosto dela.

Clara: Eu sei Ju, mas fiquei preocupada. Nunca mais faça isso - ela disse limpando as lágrimas e se recompondo.

Junior: Como me encontrou aqui ? - ele perguntou curioso

Clara: Depois de procurar em todo lugar, minha única esperança era que estivesse com a Vanessa. Já tinha vindo aqui uma vez - ela suspirou e sorriu - Mas então, vim te buscar.

Junior: Eu não volto mais para aquela casa Clara. O papai… - antes que ele terminasse a frase ela o interrompeu.

Clara: Junior, eu jamais te pediria isso. Eu comprei um apartamento essa semana, parece que já estava prevendo o que viria. Você vai pra lá, o Max e a Mayra estão lá nos esperando. Pedi a Ana, para arrumar todas as nossas coisas. A Mayra vai lá amanhã buscar tudo pra gente.

Junior: Como assim Clara!? Porque nossas coisas? Ele não te expulsou de casa ou expulsou ? - ele parecia confuso

Clara: Não, ele não me expulsou. Saí por conta própria e cortei qualquer tipo de relação com ele. Ele não faz mais parte da minha vida, somente da do Max, não posso privar ele e a mamãe disso - ela disse com um olhar triste

Junior: Porque fez isso Clara? E agora ? Clara, ele que estava te ajudando com todo aquele problema do Fabian. E agora o que você vai fazer ? Você não devia ter feito isso - ele disse preocupado

Clara: Junior, não se preocupe com nada. Amanhã é um novo dia, resolverei tudo amanhã - ela disse sorrindo - Agora vamos, o Max deve estar deixando a May de cabelos em pé.

Sol: Desculpe a minha intromissão. Clara, a Vanessa me disse que seu apartamento não está mobiliado. Porque vocês não ficam aqui ? Tem lugar pra todos vocês dormirem, a casa é simples, mas vai trazer muito mais conforto pra vocês - ela disse ao se aproximar deles, senti meu coração se acelerar com o pedido da minha mãe - E amanhã vocês arrumam tudo com calma, eu posso até ficar com o Max enquanto vocês organizam tudo.


Clara: Não precisa se desculpar Sol, eu que peço desculpas por trazer nossos problemas até aqui. Agradeço de coração pelo carinho que vocês tem pelo Junior e principalmente por nos oferecer sua casa. Mas não quero incomodar vocês - ela disse sorrindo doce, aquele sorriso que derrete meu coração

Sol: Não é incomodo algum. E outra coisa, não vou aceitar não como resposta, vocês vão ficar aqui - ela se aproximou mais deles os abraçando e só pude sorrir com aquilo

Junior: Então ficamos né Clara!? - ele disse com receio olhando pra ela

Clara: Claro, quer dizer, se a Vanessa concordar - ela disse agora sem aquele sorriso de antes

Vanessa: E porque não concordaria!? Vocês serão sempre bem vindos aqui - eu disse sorrindo, mas ela desviou seu olhar.

Sol: Então, enquanto você busca eles. Vou fazer uma comidinha pra vocês - ela sorriu já indo em direção a cozinha.

Junior: Clara, deixa que busco eles. Me passa o endereço - ele anotou no celular onde ficava o apartamento e Clara o explicou mais ou menos onde era. Após isso ele saiu para buscá-los


Ela pareceu ficar desconcertada com a situação, seus olhos estavam no chão. Ficamos em silêncio por alguns minutos, até o silêncio ser cortado pelo Jack e Thor que vieram correndo na direção dela quando minha mãe abriu a porta dos fundos. Clara foi pega de surpresa, ela se virou e acabou se assustando quando eles vieram correndo em sua direção. Ela deu uns passos rápidos em minha direção e se pôs atrás de mim agarrando meu braço. Clara realmente estava assustada com a agitação dos dois e acabei sorrindo da situação, principalmente da maneira como ela se agarrava a mim.

Vanessa: Jack… Thor… se comportem - os repreendi e quando eles se acalmaram, Clara me soltou. Começou a sorrir alto

Clara: Aí meu Deus….que vergonha, desculpa. Não era o tipo de primeira impressão que queria causar a eles - ela ria e fiquei boba com aquilo. Em seguida ela se abaixou e começou a fazer carinho nos dois - E os outros, onde estão ?

Vanessa: Estão no terraço, quer conhecer o restante ? - disse surpresa, ela se levantou após dar um beijo em Thor e Jack.

Clara: Claro - ela disse sorrindo.

Nós fomos até o terraço sem trocarmos uma palavra, chegando lá. Apresentei cada um, foi difícil, mas ela deu atenção a todos. Sorri como uma boba. Ela parecia um tanto perdi com eles, pois não sabia como dar carinho a todos, pois ela só tinha duas mãos.

Vanessa: Clara - disse na tentativa de chamar sua atenção, ela se levantou e me olhou. Me aproximei dela, toquei seu rosto com carinho. Mas ela retirou minha mão - Me perdoa por ter dito aquilo mais cedo!?

Clara: Por ter sido um erro ficar comigo ? - ela disse com ironia

Vanessa: Não foi isso que eu disse - falei ao me aproximar mais dela

Clara: Mas pensou, era isso que ia me dizer não era ? - ela deu um passo para trás

Vanessa: Estava confusa, aquela discussão mexeu com minha cabeça e acabei falando o que não devia. Me perdoa Clara ? A última coisa que queria era te magoar, eu não me arrependo de ter ficado com você - tentei novamente me aproximar, mas nossa atenção foi desviada quando ouvi minha mãe chamar a gente - Clara…

Clara: Sua mãe esta nos chamando - ela disse já saindo dali e indo em direção a sala.

Fiquei vendo ela sumir pela porta do terraço, não sei o que acontece comigo. Em vez de puxá-la pelo braço e beijá-la, dizer o que sinto. Eu sigo pelo caminho inverso, deixando ela ir e cada vez mais pra longe. Fiquei ali alguns minutos, respirando aquele ar levemente frio e olhando as poucas estrelas que haviam no céu. Pensei nela, porque ultimamente meus pensamentos são para ela, Clara. Quando resolvi descer, Mayra e Max já estavam lá. Minha mãe estava com Max no colo o enchendo de beijinhos. Me aproximei e Max me viu, ele começou a esticar seus pequenos bracinhos em minha direção. Tive que pegá-lo no colo e comecei a beijar, fazer cócegas em sua barriguinha, ele ria cada vez mais que fazia isso. Clara olhava para nós dois com aquele sorriso doce, Jack se aproximou e me agachei para que Max pudesse brincar com ele, pois o mesmo não parava de chamá -lo.

Max: auau mama - ele olhava pra Clara e apontava pra Jack

Clara: Van, cuidado - ela disse ao olhar pra mim

Vanessa: Tudo bem Clara, o Jack não vai fazer nada - disse tentando tranquilizá-la

Clara: Van, não estou falando do Jack. Falo do Max, olha o jeito que ele tá apertando o pescoço do Jack. Vai acabar sufocando ele - ela sorria, assim como todos - Sol, quer ajuda em alguma coisa ?

Mayra: Essa é nova pra mim - ela gargalhou quando Clara ofereceu ajuda pra minha mãe - Desde quando você sabe fazer alguma coisa Clara ? A única coisa que você sabe fazer é a mamadeira do Max e olhe lá.


Clara: Mayraaa!! - ela a repreendeu e pareceu ficar com vergonha. Pois todos começamos a sorrir

Sol: O que importa é a intenção. Obrigada Clara, mas já esta quase pronto - ela sorriu - Vanessa, porque não empresta umas roupas para a Clara e a Mayra. Elas devem estar querendo tomar um banho. Mostra o quarto que a Mayra vai ficar e espero que não se importe em ficar no mesmo quarto que a Van Clara.

Clara: Claro que não - ela sorriu amarelo.

Vanessa: Vamos, vou mostras onde fica e entrego a vocês as roupas - elas me acompanharam. Entreguei tudo a Mayra, mostrando onde ficava o quarto e o banheiro. Em seguida, levei a Clara até meu quarto - Vou deixar a roupa aqui na cama, tem toalha e tudo que precisar no armário do banheiro. Se precisar de mais alguma coisa é só chamar.

Clara: Tudo bem - ela me olhou como se quisesse dizer algo, mas pareceu desistir e seguiu para o banheiro.

Não esperei por ela, resolvi descer e fiquei brincando com o Max. Até que o bichinho pegou no sono. Clara ainda não havia descido, estávamos esperando por ela para jantar. Resolvi levar o Max para o quarto. Chegando lá encontrei a Clara dormindo, coloquei Max ao seu lado na cama. Como estava um pouco frio, cobri os dois, depois depositei um beijo na testa de Max e me sentei ao lado de Clara na cama, acabei me perdendo ao admirar aquela mulher. Como ela era linda, acariciei seu rosto com as costas da mão, coloquei alguns fios do seu cabelo atras da orelha e dei um beijo em sua testa. Mas fui pega por ela.


Clara: Van, que horas são ? Acabei cochilando. Desculpa - ela disse se sentando na cama e com os olhinhos um pouco moles pelo sono

Vanessa: São 21H. Quer que traga algo pra você comer ? Você parece cansada, fica aqui que te trago alguma coisa - já estava saindo do quarto quando ela me chamou

Clara: Van, eu vou com você - ela depositou um beijo no Max, se levantou e descemos juntas. Quando chegamos na cozinha, todos já estavam na mesa jantando.

Junior: Foi mal gente, essa comidinha da Tia Sol tava num cheirinho tão bom. Não resistimos - ele disse sorrindo

Vanessa: Ué Sergio, achei que só chegasse de viagem amanhã - Sergio era meu padrasto, uma ótima pessoa e o mais importante fazia minha mãe muito feliz.

Sergio: Não me aguentei de saudade da sua mãe - ele disse todo bobo beijando a bochecha da minha mãe - E essa moça bonita quem é ?

Sol: É a Clara - ela cutucou ele, mas não entendi muito bem o porque.

Sergio: Então é ela!? A Clara da Vanessa !? - quando ele disse isso, não sabia onde enfiar a cara, estava morta de vergonha. Todo mundo começou a rir da forma como ele falou, todo eufórico.

Vanessa: Mãeee !!! - a repreendi sabendo que ela havia falado de mais

Sol: Que foi Vanessa!? Não é novidade pra ninguém - ela disse rindo e só pude ficar com mais vergonha ainda

Sergio: Desculpe Clara, mas a muito ouço falar de você e conhecer a famosa Clara me pegou de surpresa. Prazer, sou Sergio padrasto da Van - ele estendeu a mão ao cumprimentar a Clara.

Clara: O prazer é meu. Então você ouviu falar muito de mim!? - ela me olhou com um sorriso de canto - Espero que só coisas boas.

Sergio: Acredite, pra chegar aos meus ouvidos o seu nome, significa muito mais do que coisas boas ao seu respeito… - ele ia continuar a falar, já estava falando até de mais pro meu gosto. Resolvi cortar logo.

Vanessa: Acho que você já falou de mais né Sergio, melhor comer antes que a comida esfrie - falei brava, ele havia falado de mais. Todos estavam rindo. Peguei dois pratos, entregando um para que Clara colocasse sua comida


Sergio: Desculpa Van, mas é novidade pra mim saber que tá gostando tanto de alguém. Sabe que fico feliz por você - ele disse sincero e sorrindo, mas aquilo me deixou muito mais envergonhada. Saí dali com tudo e fui pro terraço. - O que eu disse de errado?

Sol: Falou de mais né Sergio. Vou lá falar com ela - ela disse enquanto eu subia as escadas em direção ao terraço.

Eu não sabia como que iria olhar na cara da Clara agora. O que ela iria pensar de mim ? Que sou uma idiota que em tão poucos dias já estava apaixonadinha por ela. Estava morta de vergonha e muito irritada com aquela conversa. Minha mãe falou de mais e o Sergio perdeu a noção das coisas, mas nem culpo ele. O coitado tava viajando nem sabe da história toda provavelmente. E agora mano? Não conseguia parar pra pensar, fiquei andando de um lado para o outro sem saber o que fazer e os coitados dos cachorros me acompanharam por um tempo, mas resolveram me acompanhar somente com os olhos naquela minha agitação. Bufei irritada ao cruzar os braços, respirei fundo e fechei os olhos. Ouvi o barulho da porta atrás de mim se abrir, imaginei que fosse minha mãe. Mas quando o vento soprou frio pude sentir aquele perfume, meu corpo se arrepiou dos pés a cabeça e meu coração não se aguentava no peito. Meu Deus, era ela.

2 Temporada - Cap 28

- Vanessa, não estou entendendo uma coisa.

- O que você ainda não entendeu, Lucy?

- Você disse que procurou sua médica uma semana antes da Clara voltar para saber da inseminação. Como está grávida de duas semanas?! Por acaso tem outra criança escondida por ai? – todos me olharam com curiosidade e eu soltei uma gargalhada alta. Bebi um pouco do meu suco e observei Clara à distância conversando com Chris, Thor e Pepa.

- Lucy, você fez medicina e me faz uma pergunta dessas?!

- Estou confusa.

- Tudo bem, deixa eu explicar. – me ajeitei na cadeira e todas da mesa viraram a atenção para mim. – Quando Clara voltou, faltavam duas semanas para que eu fizesse a inseminação. O problema é que nós ficamos tempo demais matando a saudade, se é que me entendem. Quando percebi, o tempo já tinha passado e decidi deixar para depois, seria melhor do que fazer e surpreendê-la. Por isso, no início desse mês, eu finalmente decidi. Acho que já estava na hora e Mariana, minha médica, falou que tomei a decisão certa. Agora estou mais madura com a ideia e a Clara pareceu aceitar.

- Agora sim eu entendi. Nossa, minha cabeça estava criando milhões de possibilidades.

- Claro, Lucy. Vanessa com certeza teve uma criança e ninguém percebeu, você fala cada coisa. – Daniella revirou os olhos e a mesa explodiu em uma gargalhada amistosa.

- Olha, eu adoraria ficar aqui e ver vocês tirando sarro com a minha cara, mas tenho que achar minha filha, chamar todos para cantar parabéns e depois expulsá-los, para que eu possa transar a noite toda com minha esposa.

- Nossa, você é direta.

- Exatamente. Preparem-se, em dez minutos quero todos perto da mesa do bolo.

Lucy levantou da mesa e andou em direção à um enorme grupo de crianças brincando perto de um pula-pula inflável. Observei tudo com um sorriso no rosto enquanto ela tentava, inutilmente, retirar Lana de dentro do brinquedo. Nem senti quando Clara se aproximou de mim e mordeu o lóbulo da minha orelha direita. Meu corpo inteiro tensionou e mordi o lábio inferior, facilmente percebido por ela. Sua risadinha bateu contra meu tímpano e ela sentou do meu lado, abrindo um sorriso malicioso.

- Está toda arrepiada.

- Idiota, você sabe que isso que é culpa sua.

- Pronta pra voltar para a casa da praia?

- Não sei, você está?

- Como não sabe?! – ela franziu o cenho e armou um bico. Soltei uma risada abafada e selei nossos lábios. – Assim você me ganha.

- As coisas mudaram, professora Aguilar. Espero que não esteja velha.

- Velha?! Vou te provar o quão velha eu sou. – mordi o lábio inferior e a beijei novamente, sentindo meu corpo receber um choque elétrico.

- Desculpa atrapalhar o casal, mas eu quero cantar parabéns para a afilhada de vocês. Podem fazer o favor?!

- Calma, Vives. Estávamos indo.

- Claro que estavam. Indo para um quarto, só se for. Agora levantem e fiquem uma de cada lado. Clara com a Pepa e, Vanessa, você fica comigo.

- Que troca de casais agradável.

- Cala a boca, Aguilar. Anda logo.

Soltamos uma gargalhada em conjunto enquanto acompanhamos Lucy até a mesa do bolo. Várias crianças lutavam para pegar um lugar em frente à mesa, enquanto eu e Clara nos juntamos à Pepa e Lucy. Por um instante, enquanto olhava para os sorrisos das duas, pensei em como seria depois de ter minha filha. Festas, colégio, reuniões de pais. Era engraçado pensar em como Clara reagiria a tudo isso, mas não duvidava o quão boa mãe ela seria. Senti seu olhar em mim e lancei um beijo no ar, que ela fingiu pegar e colocar no peito. Éramos nós, estava na hora de acontecer.

- Vocês vão ter a lua de mel antecipada? – Pepa perguntou para Clara, enquanto comíamos o que tinha sobrado do bolo depois da festa. Todos já tinham ido embora e apenas nós quatro estávamos no quintal.

- Mais ou menos isso.

- Aproveite, depois que a barriga cresce, fica cada vez mais difícil.

- É verdade. Não fizemos muita coisa durante meu período de gravidez, mas você não tem do que reclamar, Fernanda.

- Eu sei, amor. Estou só comentando. – Pepa deu um beijo na testa de Lucy e me senti bem pelas duas. Era esquisito ver uma pessoa que um dia já fui perdidamente apaixonada, bem na minha frente, casada e com duas filhas. A vida nos prega peças.

- Gente, desculpa, mas eu e Vanessa precisamos ir. Nosso avião sai daqui a duas horas e temos que passar em casa para pegar as malas.

- Seus irmãos já foram?!

- Foram com o carro da Vanessa.

- Clara, cadê o Apolo?! – olhei em volta e não tive sinal do meu filhote. Levantei da cadeira e andei pelo quintal, mas não encontrei.

- Calma, Van. A Lana levou para o quarto dela, deve estar brincando com ele ou dormiu.

- Vou até lá buscá-lo.

Entrei pela cozinha e subi as escadas com calma, não queria fazer muito barulho caso as meninas já estivessem dormindo. Passei novamente em frente à fotografia de Clara na faculdade e abri um sorriso involuntário, passando a ponta dos dedos em cima da sua imagem. Eu queria fazê-la sorrir daquela maneira por quanto tempo fosse necessário, apesar de Taylor dizer que hoje em dia, ela era mais feliz comigo.

Cheguei no quarto de Lana e me escorei na porta, observando a cena dela dormindo abraçada com Apolo. O filhote estava deitado em cima da barriga dela e a respiração de ambos era tranquila. Caminhei até a televisão e desliguei, voltando minha atenção para os dois. Com muito cuidado, retirei Apolo de cima de Lana e a cobri. A pequena virou para o outro lado e dei um beijo em sua cabeça. Mal senti quando alguém chegou por trás e me abraçou pela cintura. Confesso que por muito pouco não soltei um berro, mas ao ouvir a risadinha de Clara, revirei os olhos.

- Já pegou nosso primogênito?

- Quer me matar do coração, Aguilar?! Se eu grito, além de acordar a Lana, acordo a Kendall. Só que seria você quem ia se resolver com a Lucy.

- Relaxa, amor. Vamos embora, temos que passar no apartamento para pegar as bagagens e eu tenho que dar algumas informações para os meus irmãos. Não quero que aconteça nenhuma social.

- Tudo bem, vamos logo.

Demoramos meia hora nos despedindo e ouvindo Pepa fazer piadinhas sobre nossa ida à Miami, quase falando sobre a minha viagem com ela até a casa de praia anos atrás. Clara abriu aquele velho sorriso amarelo, como quem deseja partir a cara de alguém ao meio, mas meus apertões em sua mão a fizeram recuar de qualquer possibilidade. Enrolei Apolo no meu casaco e puxei Clara para o carro, não queria dar a chance de uma possível discussão acontecer.

Depois de vinte minutos dando instruções para os irmãos e terminando de colocar Apolo na casinha de viagem, eu e Clara partimos para o aeroporto com pressa. Nosso avião sairia em menos de uma hora e ela parecia estranhamente empolgada, não fiz muitas perguntas, sabia que não conseguiria nenhuma resposta. Quando se trata de segredos, Clara não mede esforços para não deixar nada escapar. O trânsito em Manhattan parecia estranhamente favorável, era como se tudo estivesse caminhando à nosso favor. Chegamos no aeroporto faltando quinze minutos para o embarque. Despachamos Apolo, as malas e corremos para a fila. Não demoramos muito para alcançar o portão e, por fim, achar nossos assentos no avião. Dei uma última olhada para Clara enquanto ela ajeitava a bagagem de mão no compartimento superior. Ela estava diferente, parecia mais nova. Podia ser impressão minha, mas acho que essa viagem vai nos render umas boas histórias.

- Ansiosa?

- Um pouco.

- Só um pouco?

- É que eu preciso confessar.. – mordi o lábio inferior e Clara se mexeu impaciente em seu acento, entrelaçando os dedos para me analisar melhor. – É esquisito voltar naquela casa. Sabe? Mesmo que já tenha ido até lá depois de tudo, me incomoda.

- Tem uma diferença.

- Qual?

- Agora somos noivas e não precisamos nos esconder. – Clara deu uma piscadinha e selou nossos lábios, roçando seu nariz com o meu. Ela estava certa, não tinha com o que me preocupar, o fantasma de Pepa não atrapalharia as ótimas lembranças que eu tinha com Clara naquele lugar. As melhores possíveis.

Confesso que Miami não mudou nada desde que vim aqui pela última vez. Cada palmeira estava no mesmo lugar, assim como os prédios e as mesmas pessoas. Não me sentia mais em casa. Para falar a verdade, onde Clara estivesse, era a minha casa. Apolo se mexia impaciente no meu colo, tentando pular pela janela e correr pela rua. Fui obrigada a fechar a janela e ouvir Clara reclamando sete vezes que o filhote estava arranhando o precioso vidro de sua Ferrari.

- Para de fazer esse bico por causa de um vidro, além do mais, já estamos chegando na casa da minha mãe e vamos deixar o Apolo lá.

- Não é isso, só não quero ter que trocar esse vidro agora.

- Clara, para com isso. É só um vidro.

- É o vidro de uma Ferrari.

- Tanto faz. Para mim, é só um pedaço de vidro como todos os outros.

Passamos os dez minutos restantes sem conversar. Clara dirigiu apressada pelas ruas de Miami, sua vontade maior era de chegar na casa da minha mãe e entregar Apolo à ela. Só assim para o filhote parar de arranhar qualquer parte daquele maldito carro. Assim que ela estacionou, uma Sofia animada correu em nossa direção e arrancou o filhote do meu colo. Minha mãe veio logo atrás, abrindo os braços e me oferecendo um caloroso abraço.

- Mi hija, como está?

- Estou bem, mãe. E você? Tem se cuidado? Não me faça vir de Manhattan às pressas, não vou tolerar que minha mãe tenha um problema cardíaco.

- Acalme-se, Dra. Mesquita, ela é bem cuidada por mim.  – Sérgio, agora atual marido da minha mãe, nos envolveu com seus enormes braços. O cabelo grisalho lhe dava um certo charme e lembrava um pouco o meu pai.

- Olá, Sérgio. Como estão as coisas?

- Ótimas. Veio passar uma temporada?

- Não, eu e Clara vamos para a casa da praia. Precisamos de um tempo sozinhas para acertar algumas coisas. Não temos essa oportunidade desde que ela voltou da Grécia. – nesse momento, Clara se juntou a nós e cumprimentou Sérgio e minha mãe.

- Você está maravilhosa, Clara.

- Obrigada, Sol. Você parece mais alegre, mais espontânea. Está fazendo um ótimo trabalho, Sérgio. – o homem corou e minha mãe também. Dei um tapa no braço de Clara e ela soltou uma gargalhada gostosa. – Detesto ser estraga prazeres, mas precisamos ir. Não quero pegar a estrada de noite.

- Tudo bem. Façam boa viagem, prometo que vamos cuidar bem do Apolo. Mi hija, passe aqui e fique pelo menos um dia antes de voltar para Manhattan. Por favor.

- Farei o possível, mama.

- Vamos vir, não se preocupe, dona Sol. – Clara abriu seu charmoso sorriso e deu um abraço apertado na minha mãe e em Sérgoio, correndo de volta para o carro.

- Ela parece ansiosa. Alguma surpresa?

- Não sei, mama. Clara está elétrica desde que saímos da casa da Lucy em Manhattan. Quase teve uma pequena discussão com Pepa;.

- Compreendo. Bom, divirta-se e juízo.

- Te quiero, mama.

- Te quiero, mi hija.

- Cuida dela, Sérgio. – o homem piscou para mim e abracei os dois. Era ótimo sentir minha mãe por perto, mesmo que por tão pouco tempo. Clara buzinou três vezes e eu percebi que tinha que ir, antes que ela descesse mais uma vez do carro e me jogasse dentro dele à força. – Credo, Clara. Nem consegui me despedir direito da minha mãe.

- Fique calma, você vai vê-la de novo. Agora, vamos para casa, quero ficar um pouco a sós com minha noiva.

- O que está aprontando?! – um sorriso malicioso brincou nos lábios dela e eu revirei os olhos com divertimento. Ela arrancou com o carro dali e senti meu coração dar pulos dentro do peito, como se estivesse fazendo uma viagem no tempo.

Clara POV’s

A lua cheia já iluminava o céu quando estacionei a Ferrari em frente àquela casa de praia. Tudo estava exatamente aonde deixei, o caseiro e a empregada não ousavam tirar nada do lugar. Desliguei o motor e deixei que o som das ondas me tranquilizasse. Fechei meus olhos e lembei daquela noite em que tive Vanessa comigo enquanto Pepa estava dormindo. Foi uma sensação única, um tipo de prazer que não achava que fosse capaz de ter com mais ninguém. Mas ela não era qualquer uma, assim como os acontecimentos que sucederam aquela noite, não deixariam que eu pensasse o contrário.

Vanessa retirou o cinto e abriu a porta, caminhando para frente do carro e sentando no capô. Apoiou o corpo com a ajuda das mãos e vi seus cabelos sendo bagunçados pela brisa do mar. Não sabia no que ela estava pensando, ou até sabia, mas preferia que Vanessa me contasse. Apertei o volante com nervosismo e senti minhas mãos suando. Por que eu estava daquele jeito? Não era uma adolescente qualquer sentada no meu carro. Era Vanessa Mesquita. Minha ex aluna. Minha noiva. Futura esposa e mãe de um filho meu. Sei que é estranho até pra mim, mas era a verdade. Não fazia ideia que aquela transa de uma noite, viraria meu mundo de cabeça para baixo.

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Apertei a buzina e ela se assustou, dando um pulo e parando em frente ao carro com as mãos na cintura. Mordi o lábio inferior e a chamei com o dedo indicador. Vanessa sabia muito bem o que eu queria, basicamente, o mesmo que ela. Caminhou até a minha porta, entrou e sentou de frente para mim, no meu colo. Nos olhamos por vários segundos, estudando os traços uma da outra. Passei a ponta dos dedos por todo o seu rosto, acompanhando os contornos que ele tinha, até chegar em sua boca. Era perfeita. Chamativa. Deliciosa. Provocativa. Vanessa era um conjunto de palavras de baixo calão, eu poderia passar uma noite inteira chamando-a por nomes vulgares. Mas não era algo ruim, claro que não. Era uma perversidade que só nós duas conhecíamos. Assim como eu podia chamá-la de “uma puta gostosa”, ela tinha o direito de fazer o mesmo. E fazia.

- No que está pensando? – um sorriso quase adolescente nasceu em seu rosto e eu toquei seus lábios com a ponta dos dedos novamente. Vanessa abriu um pouco a boca e deixou que sua língua desse boas-vindas à eles.

- Isso é golpe baixo, você sabe disso.

- O que?! Isso?! – ela chupou meu dedo anelar e o do meio, deixando que a ponta da língua passasse por último.

- Sim. Exatamente isso. Está jogando sujo.

- Nunca joguei limpo. – mordeu os lábios e meus olhos fitaram os seus. Eles tinham um brilho diferente, uma luxúria que a muito tempo eu não via. A última vez que a vi, foi aqui, nesse mesmo lugar. – O que tanto me olha?

- Sabe o que estou vendo agora?

- O que?

- Aquela adolescente insuportável de dezessete anos, que eu não conseguia evitar de olhar, que me tirava o juízo e me fazia perder os sentidos todas as vezes que passava por mim. Aquela adolescente que enfiou uma caneta no meu braço, mas que cedeu quando a beijei no elevador. Estou vendo a Mesquita, minha pior aluna de laboratório.

- A pior?! Eu sempre fiz tudo certo, você é quem enchia o saco. – me aproximei dela e comecei a dar beijos na curva do seu pescoço, sentindo o perfume dela me anestesiar. – E sabe o que eu vejo? – murmurei entre sua pele, sentindo a pulsação dela aumentar. – Vejo aquela professora insuportável, que mesmo quando meus relatórios estavam perfeitos, ela cismava em me deixar de recuperação. Aquela professora que dava em cima de todos os alunos e alunas, desejada por vários professores. Aquela professora que tinha o corpo perfeito e me fazia tremer quando se aproximava. A detestável professora Aguilar.

Senti os dedos de Vanessa enrolarem algumas mechas do meu cabelo e continuei distribuindo beijos, chupões e leves mordidas no seu pescoço. Sua respiração falhava a cada toque da minha língua contra sua pele. Meu corpo estava pegando fogo e aquele espaço minúsculo da Ferrari, me fazia sufocar. Mas eu adorava. Era o meu cheiro misturado com o dela. Mais uma vez. As mãos de Vanessa foram abaixando e indo de encontro à barra da minha camisa, já um pouco suada. O tecido foi subindo devagar, as unhas de Vanessa causavam arrepios em mim quando entravam em contato com a minha pele. Pouco mais de alguns segundos depois, a blusa já estava jogada em algum canto do carro.

- Da maneira que você está encarando os meus peitos, posso até dizer que nunca tinha olhado pra eles antes. – ela nem ao menos pareceu ter escutado. Continuava a olhar fixamente para os meus seios, enquanto mordia o lábio inferior com força. – Mesquita, está tudo bem?

- Se me permite, professora Aguilar, queria dizer uma coisa.

- À vontade. – Vanessa sorriu de canto e se aproximou da minha orelha. Sua respiração pesada fez os pelos da minha nuca arrepiarem. O calor de seu hálito esquentava ainda mais o meu corpo, fazendo com que eu suasse mais rápido.

- Chúpamela. Cada parte de mi cuerpo. – meu coração bateu rápido e ela soltou uma risadinha maldosa, mordendo o lóbulo da minha orelha. - Hazme gemir tu nombre. Mete los dedos en mí. Uno, dos, tres. Quiero quedarme con las piernas bambas.

Apertei sua bunda com força, fazendo Vanessa soltar um gemido de satisfação. Seus cabelos bagunçados caiam pelo seu rosto e vi seu sorriso adolescente pervertido aparecer, enquanto ela mordia o lábio inferior. Meu corpo tremia e minha excitação era mais do que aparente. A luz da Lua iluminava parcialmente o lugar, me dando uma visão meio apagada de Vanessa. Ela jogou o corpo para trás e vi uma gota de suor descer pela sua testa e alcançar a ponta do seu nariz. O pescoço também estava parcialmente suado, fazendo gotículas apostarem corrida até seus seios e sumirem entre eles. Me sentia uma pedófila e Vanessa não poupava esforços para parecer uma garotinha mal criada.

- Já te falaram o quão Lolita você pode ser na hora do sexo?

- Não, é a primeira vez. Por que? Está me vendo como uma criança, professora Aguilar? – a risada divertida dela fez meus batimentos cardíacos elevarem. Não estávamos normais, era como se nos conhecêssemos pela primeira vez. Como se eu estivesse a ponto de tirar a inocência de uma menina.

Vanessa deu uma leve rebolada no meu colo, arrancando um gemido abafado da minha garganta. Mais duas cavalgadas foram o suficiente para eu, com desespero, tentar arrancar minha calça jeans naquele espaço minúsculo e quente. Ela levantou um pouco, ficando de quatro. Apoiou a bunda no volante e os dois braços no encosto do banco, enquanto me estudava com aqueles olhos. Famintos. Cheios de tesão. Eu não conseguia desviar o olhar dela, era como se no mínimo deslize, ela pudesse me atacar. Parecia uma fera à espreita da presa. Cinco segundos de devaneio e consegui, finalmente, me desfazer da calça jeans.

- Você é a pior aluna que eu já tive, Mesquita.

- É uma pena, professora. – ela voltou a sentar no meu colo, encaixando nossas intimidades. Eu arfei. O vestido de Vanessa já estava grudado no corpo dela, devido ao suor. Os mamilos aparentes através daquele fino tecido, me davam a visão do que eu mais desejava. Agarrei a barra do vestido e o puxei, deixando-a apenas com uma calcinha branca de renda. Trilhei um caminho de beijos em sua barriga e ela jogou o corpo para trás, soltando um gemido arrastado e carregado de prazer.

- Por que é uma pena?

- Porque você é a melhor professora que eu já tive, Aguilar.

Nos olhamos uma última vez, antes de eu atacar seus seios. Minha língua traçava caminhos confusos entre eles, alcançando os mamilos e fazendo Vanessa arfar. Dei leve chupões e mordidas, alternando entre eles. Com um puxão violento, arrebentei a alça da calcinha que ela usava, arrancando uma risada gostosa dela. Meus lábios foram de encontro com os dela e iniciamos um beijo violento. Eu queria possuí-la de novo. Como fiz daquela vez. Sentia como se tivesse perdido Vanessa nesse tempo em que estive fora e precisava tê-la com urgência. Mal senti quando ela fez o mesmo com a minha peça íntima, acabando de vez com os tecidos que separavam sua intimidade da minha.

As reboladas aumentaram, tornando aquele espaço mínimo ainda mais quente. Os vidros embaçados impediam de ver o que tinha do lado de fora, somente silhuetas turvas. Meus dedos foram descendo até alcançar seu clitóris, que ao ser estimulado, fez Vanessa gemer alto. Ela agarrou meu cabelo e atacou meus lábios mais uma vez. A invadi com dois dedos e seus movimentos de vai e vem no meu colo, aumentavam, implorando para intensificar as estocadas. Eu estava extasiada. O corpo dela tremia em cima do meu e estava próxima de um orgasmo só de vê-la naquela maneira.

- O que você quer, Mesquita?

- Quero que você me coma, professora.

- E se eu não quiser agora?! – ela abriu os olhos em total transe, as gotículas de suor por todo o seu rosto, deram ao sorriso malicioso dela, um ar carregado. Ela passou a língua pelos lábios, enquanto continuava a rebolar nos meus dedos, aproveitando o contato.

- Se você não quiser me foder, Aguilar.. – Vanessa se aproximou da minha orelha e deu uma mordida no lóbulo, fazendo minha respiração falhar. – Vou ter que ligar para a Pepa. Ai já sabe, né?! A história pode ser a mesma, só que podemos inverter as personagens e..

- Escuta aqui, sua vadiazinha.. – agarrei o rosto dela com força, mas ela não pareceu assustada. Pelo contrário, Vanessa estava adorando tudo aquilo. Ela se divertia com a minha raiva. – Se aproxime de qualquer pessoa, que eu mato você.

- Mata?

- Te esfolo, arranco esse seu sorrisinho besta e..

- E o que?! – ela puxou minha mão e, mais uma vez, chupou meus dedos, sentindo o próprio gosto entre eles. – Vai fazer o que?

- Cala essa boca e vem aqui.

Voltei meus dedos para dentro dela e intensifiquei as estocadas. Vanessa rebolava e gemia alto, suas unhas arranhavam toda a extensão do meu pescoço até os seios, que ela apertava com vigor. Suas coxas molhadas pela sua excitação, tornaram-se ainda mais difíceis de se apertar. O corpo de Vanessa começou a estremecer e seus gemidos aumentaram, deixando de ser apenas sons involuntários. “Aguilar!”. Ela gritava meu nome, cravando as unhas nos meus ombros, enquanto meus dedos trabalhavam rapidamente para fazê-la gozar. “Você.. não.. sua puta!”. Quando Vanessa xingava, era sempre mais divertido. Olhei para o seu rosto completamente suado, enquanto ela mordia o lábio inferior com força. Puxei sua cabeça e iniciei um beijo violento, dando leves mordidas. Mais uma vez, o corpo de Vanessa estremeceu e ela gemeu o mais alto que eu já tinha escutado. Ficou mole e encostou no volante, olhando para mim com aqueles olhos de predadora.

- Vai para o banco de trás.

- O que?!

- Agora, Aguilar.

Os bancos da Ferrari estavam um pouco molhados graças à umidade. O carro parecia uma sauna e eu não me sentia tão nova em anos. Joguei o corpo contra o estofado e encostei na lateral, vendo Vanessa se aproximar como uma leoa. Seus olhos brilhavam e ela engatinhou até mim, abrindo minhas pernas. Beijou minhas coxas e foi subindo, dando leves mordiscadas. Meu corpo respondia com espasmos. Alcançou minha virilha e passou a língua por toda a região, explorando cada parte do que ela já conhecia. Eu estava suando frio, minha excitação já encharcava o meio das minhas pernas. Senti a língua de Vanessa passar lentamente pelo meu clitóris, o que me fez soltar um gemido de aprovação.

- Me chupa, Mesquita.

- Vou passar de ano, professora?

- Se chupar direito, se me fizer gozar, não precisa estudar laboratório nunca mais. – ela me lançou um olhar carregado de malícia e voltou a passar a língua pelo meu clitóris, mas sem interromper o contato visual. Vanessa era meu tipo favorito de droga.

Sua boca tomou toda a minha intimidade, começou a chupá-la e dar leves mordidinhas. Ela não parava de me olhar e isso só aumentava meu tesão. Eu podia ver que a desgraçada sorria com meu sofrimento. Cada lambida, sucção, me fazia revirar os olhos e tremer. “Me chupa com vontade, Mesquita.”. Tentei me manter firme, mas sua língua quente e macia passeando pela minha intimidade, não me deixava raciocinar. Senti seu dedo me penetrar e joguei a cabeça para trás, soltando um gemido alto. “Vanessa!”. Os movimentos de vai e vem permaneceram e eu não sabia se agarrava seus cabelos ou se cravava minhas unhas no estofado de couro. Meu corpo ia explodir, sentia cada parte dele esquentar a cada estocada que Vanessa dava. Ela levantou a cabeça e um sorriso maldoso estampava sua cara.

- Geme, grita meu nome, Aguilar. Eu sei que você gosta.

- Vanessa..

- Mais alto. – ela penetrou mais dois dedos e meu corpo foi impulsionado para frente, aumentando cada vez mais a pressão deles contra minha intimidade.

- Vanessa!

- Isso, do jeito que eu gosto, professora Aguilar.

Eu estava pronta para rebater, mas ela voltou com sua língua ágil e os movimentos rápidos contra meu clitóris, não me deram tempo para pensar em mais nada. Algumas estocadas depois, explodi em um orgasmo e gozei na boca dela, que apareceu com um sorriso vitorioso. Meu corpo estava mole e minha respiração completamente descompassada. Eu queria mais. Vanessa se afastou de mim e encostou do outro lado do banco. Nós nos encarávamos o tempo todo, olhando para nossos corpos suados. Os olhos dela pegavam fogo, assim como os meus brilhavam de tesão. Não conseguia ver nela a minha noiva. Na minha frente, estava a Vanessa de dezessete anos.

- Quer saber o que eu penso de você?!

- Pode falar, professora.

- Você é a minha Lolita. Luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Meu pecado, minha alma. Lo-li-ta: A ponta da língua faz uma viagem de três passos pelo céu da boca, abaixo e, no terceiro, bate nos dentes. Lo. Li. Ta.

- Vladimir Nabokov. Grande citação.

- Sabe bem que eu gosto muito dele. – ela se aproximou novamente de mim, tirou os fios de cabelo que estavam grudados no meu rosto por causa do suor e me beijou, mordendo meu lábio inferior em seguida.

- Você pensou que se divertia, sabia como me dominar. Mas era eu que sabia fingir. Era eu que te fazia sonhar.

- Então você também gosta.

- Lolita é meu livro favorito, professora Aguilar. – ela deu uma piscadinha e eu gargalhei, jogando a cabeça para trás e puxando-a para um abraço apertado. Vanessa se aninhou a mim e ficamos daquele jeito, completamente nuas dentro daquela Ferrari abafada. – Acho que precisamos entrar. Já viu a hora?

- Está preocupada com a hora?!

- Não.

- Então o que é?!

- Temos o resto da casa para explorar. – seu sorriso malicioso me acendeu novamente. Em um impulso, procurei minhas roupas, enquanto ela fazia o mesmo. Parecíamos ter voltando anos no tempo, duas idiotas sedentas por sexo.

Sai da Ferrari e uma brisa gelada bateu contra o meu corpo, me fazendo arrepiar. Ajudei Vanessa com suas malas e corremos para dentro da casa. Os móveis e objetos estavam no mesmo lugar de antes, como se realmente tivéssemos voltado no tempo. Joguei as bolsas em cima do sofá da sala e andei até a cozinha para pegar um pouco de água. Vanessa veio atrás de mim e abraçou minha cintura, iniciando um caminho de beijos no meu pescoço. Suas mãos foram descendo até a barra da minha calça, passou as unhas na minha pele e senti todos os meus pelos arrepiarem. Ela jogava baixo. Era fascinante.

- Não quer esperar até nos instalarmos?

- Temos a noite toda pra ir no quarto.

- Ótimo, só precisava escutar isso. – me virei de frente para Vanessa e a levantei, colocando-a sentada na bancada. Ela arfou quando sua bunda entrou em contato com o mármore gelado. Iniciamos um beijo apressado, enquanto nos desfazíamos das roupas mal colocadas no corpo.

- Você.. Aguilar..

- Cala a boca, Mesquita.

Comecei a beijar cada parte do seu corpo, começando pela clavícula e descendo até os seios. As mãos de Vanessa se enrolavam nos meus cabelos e, algumas vezes, imploravam por mais contato da minha língua em algumas regiões. Desci por seu torso, até chegar onde interessava. Afastei as pernas dela e Vanessa arfou ao sentir minha língua quente bater contra sua intimidade. “Clara.” Aquela voz arrastada fez meus pelos da nuca arrepiarem. Ela passava a ponta das unhas nas minhas costas, cravando a cada movimento mais intenso que eu dava. A penetrei com dois dedos e senti a ardência por ela arranhar minha pele com violência. A cada estocada, um novo arranhão era feito. “Merda. Porra!”. Era divertido vê-la xingar, excitante. Mais algumas estocadas e senti aquele líquido quente na minha boca. Fiz o caminho de volta até ela, dando mordidas por todo o seu tronco. Vanessa respirava com dificuldade e seu corpo suado indicava exaustão.

- Por que.. eu.. você.. não..

- Calma, Van. – me aproximei dela e tirei o cabelo que estava no seu rosto. Ela estava com um ar infantil, as bochechas coradas por causa da atual situação e o peito subia e descia com rapidez. – Sabe que não pode exagerar.

- Eu.. eu sei.. Mas você..

- Vamos subir e tomar um banho, sem segundas intenções. Depois podemos comer alguma coisa. Lembre-se, tem alguém ai com você. – pela primeira vez na noite, assumimos nossa real identidade. Estávamos de volta, aquele casal nada comum. Ajudei Vanessa a descer da bancada e pegamos as malas. Ela não se interessou se estava com nenhuma roupa, afinal, era a casa dela agora.

O quarto estava com um cheiro cítrico, vinha de um aromatizante natural deixado pela empregada. Vanessa tomou fôlego e foi para o banheiro, ouvi o chuveiro ligar e optei por desfazer as malas. Tinha certeza que se fosse até lá, banho seria a última coisa que faríamos naquele box. Coloquei as roupas no armário e ajeitei os lençóis. Abri a porta que dava para a varanda e caminhei até lá para ver o mar. Estava igual a uma lagoa. Sem ondas, somente a Lua prestes a beijar a água. Respirei um pouco da maresia e dei um sorriso involuntário. Estou exatamente onde deveria.

- Pensando em mim? – ouvi a voz sonolenta de Vanessa e me virei para vê-la. Estava vestindo apenas um roupão branco e caminhou até mim, selando nossos lábios. - Então?

- Estava pensando na vida.

- Ou seja, em mim.

- Convencida. – dei um beijo em sua testa e ela sorriu. Os olhos dela já não estavam carregados como no carro, era definitivamente outra pessoa. – Vou tomar um banho e depois, comemos alguma coisa.

- Clara, são quatro horas da manhã.

- Qual o problema? Você não pode ficar sem comer.

- Tudo bem, só não demore.

Entramos no quarto e Vanessa se jogou na cama, prometendo não dormir. Fechei a porta da varanda e fui para o banheiro. Meu corpo estava impregnado com o cheiro dela e eu adorava. Arfei de dor quando a água quente entrou em contato com os arranhões proporcionados por uma Vanessa raivosa. Era fascinante o quanto ela ainda podia me surpreender. Estávamos na nossa melhor fase e eu não queria que passasse, mesmo sabendo que tínhamos mais um elo à caminho. Apesar de já possuirmos Apolo, uma criança tornaria tudo um pouco mais complexo.

Depois do banho, não optei por roupa nenhuma. Vesti o outro roupão branco e voltei para o quarto. Encontrei Vanessa adormecida, completamente nua e descoberta. O roupão estava do lado da cama e ela sabia que eu não teria coragem de acordá-la. Bom, estava certa. Retirei o meu e me juntei a ela, puxando o cobertor para nos cobrir. Vanessa se aninhou ao meu corpo e dei um beijo em sua bochecha, antes de cair em sono profundo, completamente esgotada.

No dia seguinte, fui acordada com uma sensação estranha. Estava de bruços, mas meu corpo estremecia. Soltei um sorriso maldoso ao perceber do que se tratava. Senti os beijos de Vanessa subindo pela minha coluna até alcançar meu ouvido. Sua intimidade encaixou-se com a minha bunda e eu arfei pelo contato. Mordi a fronha e ela soltou uma risada. “Bom dia.”. Não respondi, Vanessa já tinha colocado seus dedos para entrar e sair da minha intimidade. Agarrei os lençóis e soltei gemidos roucos de aprovação. Essa era a melhor maneira de ser acordarda. Ela mordeu meu ombro assim que introduziu dois dedos, iniciando uma sequência rápida de vai e vem. Senti minhas pernas amolecerem e gozei em seus dedos. Vanessa me virou e sentou no meu colo, encaixando nossas intimidades.

- Bom dia para você também, Mesquita. – ela sorriu e mordeu o lábio inferior, logo dando lugar a uma cara desesperada. Estimulei as reboladas de Vanessa, apertando sua bunda e dando pequenos tapas. Consegui me sentar e ela agarrou meus cabelos, enquanto eu me ocupava em lamber e sugar seus seios. “Me fode, Aguilar.”. Vanessa ergueu-se um pouco do meu colo e deu espaço para que eu introduzisse meus dedos nela, iniciando estocadas rápidas e fortes. Não demorou muito para eu sentir sua intimidade esmagar meus dedos e indicar que ela estava próxima de um orgasmo. – Aqui, não.

- Mas..

Com certa dificuldade, consegui levantar da cama sem deixar Vanessa cair. Caminhei com ela até o banheiro e liguei o chuveiro. Pressionei o corpo dela contra a parede gelada de azulejos, enquanto a água fria tentava diminuir o calor que eu estava sentindo. Meus dedos voltaram a trabalhar e Vanessa gemia cada vez mais alto, me beijando com dificuldade. “Eu vou gozar.”. Aquelas três palavras eram música para os meus ouvidos. Soltei Vanessa e a virei de costas para mim. Ela empinou a bunda e eu arfei quando minha intimidade entrou em contato com ela. Meus dedos fizeram o caminho de sua barriga de volta à intimidade dela e comecei a estimular seu clitóris. O corpo de Vanessa dava leves espasmos, enquanto sua respiração lutava para se manter estável. “Merda. Eu vou gozar.”. Aumentei meus movimentos e Vanessa soltou um berro agudo, deixando o rosto entrar em contato com o azulejo. Segurei seu corpo pela cintura e a virei para mim, iniciando um beijo mais calmo.

- Agora sim, bom dia. – suas bochechas estavam coradas e ela falava com dificuldade. Tomamos um banho tranquilo e finalmente descemos para comer alguma coisa.

- Van, o que você quer?

- Estou com desejo de comer banana. – ela me olhou séria, mas depois percebeu a ironia que sua frase carregava e explodiu em uma gargalhada. – Pode ser fatiada, com mel e aveia. Preciso de energia.

- Tudo bem, eu faço para você. Senta na sala, já levo lá.

Vanessa me deu um beijo rápido e correu para a sala, ligando a televisão no Discovery Home & Health. Era incrível o que uma profissão, somada com uma gravidez, podem fazer com uma mulher que antes só conseguia tomar café assistindo ao Bob Esponja. Preparei tudo que Vanessa pediu e, para mim, uma caneca de café preto era suficiente. Me juntei a ela no sofá e estendi a vasilha, que pegou sem desgrudar os olhos da televisão. Estava assistindo à um programa sobre mães de primeira viagem. Neguei com a cabeça e levantei procurando meu celular, precisava falar com Taylor ou Chris para saber como estavam as coisas.

- O que foi, Clarinha?

- Viu meu celular? Estou procurando.

- Acho que deixou no quarto.

Subi as escadas mais uma vez e apanhei o aparelho na cabeceira. Andei para a varanda e olhei novamente o mar. Estava calmo, sem ondas. O cheiro da maresia invadia meus pulmões e eu me senti bem em voltar ao meu lugar favorito, apesar de ter vindo poucas vezes sozinha para cá. Peguei o celular e disquei o número de Chris. Nada. Decidi que Taylor seria melhor para falar, mas nem ela atendeu. Fiquei um pouco preocupada, mas ao julgar pela hora, estavam dando uma volta pela cidade. Rolei a agenda e parei no nome de Lucy. Depois de três toques, uma voz calorosa atendeu.

- Você não deveria estar em Lua de Mel?

- Sabe que isso é só depois do casamento.

- Tem razão, mas podem transar à todo segundo. A barriga da Vanessa ainda não dificulta, lembre do que eu te falei.

- Penso nisso sempre. Lucy, posso te fazer uma pergunta?

- Claro, Clara. O que foi?

- Você me achava uma boa namorada? – o silêncio foi inevitável. Era estranho questionar Lucy depois de tanto tempo, mas eu queria uma resposta de outra pessoa, para ter certeza que não faria o mesmo erro com Vanessa. - Lu?

- Desculpa, Clara, me pegou de surpresa. Olha, você foi uma boa namorada sim. Por que isso agora?

- Não sei, não quero errar com a Vanessa.

Ai, meu Deus.. – as gargalhas de Lucy do outro lado da linha me fizeram afastar um pouco o aparelho da orelha.

- Qual é a graça?!

Clara, você não é namorada da Vanessa. Você é a noiva dela, futura esposa e mãe do filho ou filha que ela está esperando. Pode ter certeza de uma coisa, com ela você não errou em nada. Curta o momento e esqueça do passado, tá bom?! Vá transar em um lugar diferente, algum que você não tenha ido ainda.

- Eu acho que sei o lugar perfeito.

- Viu só?! Já até esqueceu do que tinha me perguntado. Aproveite bem, depois que a barriga cresce, fica complicado.

- Obrigada, Lucy. Mande um beijo para as meninas e para a Ferreira.

- Vou mandar, faça o mesmo pela Vanessa.

Desliguei a ligação com Lucy e joguei o telefone na cama. Desci as escadas com um pouco de pressa e Vanessa parecia ainda fixada na televisão. Me aproximei dela e comecei a dar beijos em seu pescoço, o que pareceu ter surtido efeito. Ela abriu um sorriso de canto e fechou os olhos para sentir meu contato. Vanessa desviou sua atenção do programa, desligou a televisão e suspirou, abraçando meu pescoço.

- Tudo bem, sei que quer alguma coisa.

- Tenho uma proposta.

- Qual?!

- Topa um banho de mar? – arqueei uma sobrancelha e sorri de canto. Vanessa percebeu minhas intenções, abriu um sorriso malicioso e deu sua famosa mordida no lábio inferior.

- Vou pegar um protetor, não quero que fique queimada.

- Isso foi uma ironia?!

- Não! Vai que você fica com queimadura de terceiro grau e eu tenho que ligar para a Pepa me satisfazer?! – franzi o cenho e bufei. Tentei levantar do sofá, mas Vanessa sentou no meu colo e começou a morder meu pescoço. – Para de bobagem, eu estava brincando.

- Sabe que eu odeio isso.

- Eu sei. Mas é bom.

- É bom me ver com raiva?!

- Sim.

- Por que?!

- Porque só aumenta meu tesão por você. Agora vem, vamos dar um mergulho. – ela saiu do meu colo e andou em direção à escada. Parou no meio do segundo degrau e me olhou, deu uma piscadinha e voltou a subir as escadas correndo. Eu daria um motivo para Vanessa sorrir daquele jeito, e ela com certeza ia implorar por mais.

Segunda Temporada – Capitulo 4

Fomos todo o caminho rindo e brincando nas tentativas de Max falar algumas palavras que ate então era desconhecida para ele, ou das tentativas dele cantar as musicas que ouvíamos no radio. Chegamos ao Bob’s e os olhos de Van e Max até brilharam assim que pegaram seus devidos milk-shake e ainda inventaram de comprar batata e lanche.

Clara: Podemos ir agora crianças? – Perguntei divertida olhando a felicidade deles de comerem.

Max: Comi mama. – Falou me olhando com um risinho sapeca e não esperou nenhuma resposta minha e foi enfiando três batatas de uma vez na minha boca fazendo Van cair na gargalhada. – Tá totoso né? – Perguntou rindo sapeca e eu apertei as bochechas gordinhas dele dando um beijo estalado.

Clara: Tá realmente muito gostoso mesmo meu amor, mas agora vem aqui seu pestinha. – Falei rindo pegando Max no colo e mordendo ele devagarzinho enquanto ele ria alto.

Max: Juda mama. – Pediu rindo olhando pra Vanessa e eu a olhei com o olhar sapeca.

Clara: Vem ajuda seu filho mama. – Falei rindo.

Van: Eu vou meu amor, deixa só eu ver onde tem um segurança mais próximo. – Falou rindo, dando alguns passos para trás enquanto eu caminhava na sua direção. – Sai fora Clara que eu vou gritar. – Disse rindo me fazendo rir mais ainda.

Max: Corri mama. – Falou rindo tampando meus olhos com suas mãozinhas para que Van pudesse “fugir”.

Clara: Pra onde ela foi seu pestinha? – Perguntei rindo fazendo cosquinhas em sua barriga e ele negava com a cabeça enquanto ria. – Ali ela. – Falei rindo e coloquei Max de cavalinho nas minhas costas indo atrás da outra criança que corri na direção do estacionamento.

Van: Eu me rendo estou exausta. – Falou se se encostando ao carro enquanto eu me aproximava sorrindo igualmente cansada.

Clara: Não sei qual dos três é mais criança. – Disse destravando o carro, colocando Max na cadeirinha. – O shopping inteiro ficou nos olhando.

Van: Deviam esta pensando coitada pobre moça custando correr pelo shopping enquanto uma peituda louca vem atrás dela com uma criança nas costas. – Disse séria mais caiu na gargalhada ao ver minha cara de tedio.

Clara: Olha Vanessa só não mando você tomar naquele lugar porque nosso pequeno papagaio ali atrás esta querendo falar mais que nos duas juntas e não o quero aprendendo essas coisas. – Falei rindo e ela me deu um selinho. – As crianças querem mais alguma coisa ou podemos ir? – Perguntei sorrindo dividindo meu olhar para minha linda mulher e meu pequeno príncipe.

Max: Au-au! – Disse animadinho batendo palminhas.

Clara: Então vamos ver os au-aus. – Falei dando partida no carro indo finalmente para a ONG e assim como no caminho de ida ao shopping a ida para a ONG foi aos risos e brincadeiras de Van e Max que estavam completamente animados. – Chegamos crianças. – Disse rindo e Van faltou pular do carro para pegar Max assim que estacionei o carro. – Vanessa a ONG não vai sair do lugar.

Van: Vai cagar Clara. – Falou rindo e eu a repreendi pelo olhar. – Não pode repetir isso viu filho? – Disse rindo e eu neguei com a cabeça indo ate eles.

May: Achei que não vinham mais. – Falou atrás da gente assim que passamos pela porta.

Clara: As crianças se empolgaram no Bob’s depois ainda me fizeram correr pelo shopping. – Falei rindo me lembrando do mico que tínhamos passado.

Van: Amor me ame menos. – Falou me dando um selinho e pegando Max no colo. – Vamos filho, larga a velha da sua mãe ai.

Clara: Vanessa para de correr! – Disse em tom bravo e ela parou na hora sorrindo pra mim. – Ela é uma criança. – Falei boba para May e logo Thais se juntou a nós.

Thais: Isso daqui é tudo pra ela. – Disse enquanto a observávamos com nosso pequeno se divertindo com os bichinhos.

Clara: Eu sei que sim, por isso resolvi que iriamos passar a tarde aqui.

May: Quero ate ver na hora que você chama-la para ir embora, ela vai ate chorar. – Disse rindo e eu concordei sorrindo.

Van: AMOR! – Ouvi seu grito e olhei na direção assustada e quis mata-la quando vi que ela estava rindo. – Amor em vez de a gente almoçar na casa da minha mãe o que acha de jantar? – Perguntou com um sorriso sapeca assim que me aproximei. – Fala pra sua mãe filho pra gente ficar aqui.

Max: Que fica ati mama. – Falou todo sujinho assim como Van de tanto que eles rolavam e brincavam.

Clara: Tudo bem meus amores, vou ligar para tia Sol. – Falei negando com a cabeça e ela me deu um selinho.

Van: Eu amo você. – Disse toda fofinha.

Clara: Eu sei que sim. – Disse e ela revirou os olhos voltando a brincar.

May: O que seus filhos queriam? – Perguntou divertida assim que voltei ate onde ela estava com Thatha e Junior.

Clara: Não quer embora para almoçar, deve estar com medo da ONG fugir ou algo do tipo. – Falei rolando os olhos e eles caíram na gargalhada.

Junior: Deixa eles se divertirem sua velha. – Falou divertido e eu sorri pegando o celular para ligar para tia Sol.

Liguei para tia Sol e expliquei pra ela o motivo que não iriamos almoçar e ela acabou rindo do quão criança Vanessa estava hoje mais disse que não tinha problema algum, após a ligação me rendi ao meus dois sujinhos e me juntei a eles que ficaram completamente felizes e logo após May e Junior também se renderam as brincadeiras e passamos a tarde inteira rindo e brincando com todos os bichinhos.

Thais: Oh crianças a tia vai ter que fechar o parque de diversão. – Falou assim que parou na nossa frente. – Meu Deus ate os bichinhos estão mais limpos que vocês cinco. – Disse rindo e mostramos língua pra ela.

Van: Não esta na hora de fechar ainda tem sol. – Falou igual à perfeita criança que tinha dominado ela.

Thais: Deixa a tia te explicar uma coisinha, isso se chama horário de verão porque já são sete e quinze Vanessa é obvio que ainda tem sol.

Clara: Vamos amor, estamos todos imundos depois a gente volta.

Van: Promete? – Perguntou e eu não consegui segurar o riso.

Clara: Prometo amor. – Falei rindo pegando nosso pequeno no colo e dando a mão para ajudar Van levantar. – Vocês vão lá pra tia Sol né? – Perguntei e todos assentiram sorrindo. – Então ate daqui a pouco. – Falei entrando no carro e dando partida no carro ate a casa de tia Sol.

Tia Sol: Que isso? Rolaram na terra? – Falou rindo assim que nos viu.

Max: Vovó. – Disse feliz assim que a viu e saiu correndo indo ate ela.

Clara: Max você esta todo sujo filho. – Falei e ele parou no meio do caminho me olhando.

Tia Sol: Falou a limpa né? Pode vim aqui na vovó meu amor. – Falou sorrindo pegando o pequeno sujinho no colo.

Van: Eu preciso de um banho. – Disse fazendo cara de nojo.

Clara: Amor você cresceu de novo. – Falei sorrindo a abraçando e ela revirou os olhos.

Van: Larga de ser chata Clara. – Disse andando na minha frente. – Me larga Clara chata você esta suada. – Falou rindo me empurrando no sofá.

Clara: Vanessa você tem a obrigação de amar ate meu suor. – Falei sorrindo e ela vez cara de nojo. – Tá vendo tia Sol, isso que se chama amor. – Disse rindo e ela negou com a cabeça indo ate a cozinha com certeza para fazer as vontades de Max.

Van: Clara vem aqui lavar esse pé preto. – Gritou lá de cima.

Tia Sol: Se fosse só o pé estava fácil. – Gritou da cozinha me fazendo rir.

Clara: Vai me dar banho? – Perguntei assim que entrei no banheiro que ficava no seu quarto e a vi só de toalha.

Van: Não mesmo. – Disse com um sorriso malicioso no rosto.

Jesus colocou uma nova roupa em você. Não estou falando da qualidade de algum tecido resistente ou quaisquer trapos de marca famosa, mas sim do revestimento de roupas santas que são eternas — nunca rasgarão. Ele trocou o seu coração. Ele mudou o seu interior. Quando percebemos que, ao receber a Salvação de Jesus em nossa vida, o nosso coração estará envolto em vestes celestiais. São roupas mais valiosas que o ouro mais puro, e mais claras que o brilho do sol; nada é mais precioso do que o Amor de Jesus costurado dentro do seu peito. Mas por serem vestes celestiais, somente a santidade de Cristo poderá lavá-las quando estiverem sujas. Como você se sentiria em saber que o seu interior, mediante à entrega diária, está revestido com a vida eterna? Deixe Jesus Cristo usar o sangue Santo da cruz como estampa em seu coração, e experimente a sensação de estar uniformizado para o Céu.
—  R. Martins
LIII - Capitulo

POV Vanessa

- Tia Sol é realmente incrível mesmo! – Erick falou em meio a risadas abraçando minha mãe apertado, os dois me olhavam com uma expressão debochada.

- Vocês gostam de me ver sofrer ou o quê? – perguntei com um toque de irritação na voz

Minha mãe estava fazendo os preparativos para o pequeno almoço com Rosangela, Clara e seu irmão. Queria sair de casa, almoçar em qualquer outro lugar, comer um sanduiche no parque ou qualquer coisa, mas tinha outra parte de mim que resistia em querer permanecer ali, e ver o desenrolar das coisas, eu sei que nada ia se acertar facilmente assim de um dia para o outro, e também era necessário um pouco de orgulho para não cair aos pés, igual uma cadelinha quando a dona volta de uma longa viajem, não iria fazer aquilo.

Estava tudo limpo e organizado, minha mãe tinha acordado cedo e acabei despertando junto com a barulhada da limpeza que fez, levantei meia hora depois e arrumei todo meu quarto deixei brilhando, senti falta do meu espelho que foi estraçalhado por Alexandre no dia da briga. Inclusive não tinha ouvido muito de Alexandre ultimamente, a única noticia que recebi foi que após nosso rompimento ele optou por montar seu negocio no Rio de  Janeiro e permanecer por lá morando, os pais deles ficaram completamente chateados com o término do namoro, e segundo informações não acreditaram nem por um momento que toda a briga foi por motivo de eu estar ficando com uma mulher.

Pra mim o sumiço de Alexandre era muito desconfiável para quem estava tão apaixonado e queria se casar, tinha todo um futuro planejado, ele nem menos lutou para continuar ao meu lado. Me fez pensar que talvez ele tivesse alguém por ai, uma outra possibilidade de futuro quase encaminhada, ele era bonito as mulheres não perdiam tempo com ele, lembro que ele recebia cantadas até mesmo na minha presença na época de namoro, a sorte é que nunca tive um ciúmes obsessivo por ele, nunca me senti completamente presa e dependente, diferentemente de como era com Clara, sem relacionamento algum mesmo assim ela parecia dominar minhas vontades e sentido.

A verdade é que depois da coisa intensa que vivemos por um mês e algumas semanas qualquer outra coisa sem ela parecia não ter nenhuma graça.

Eu aguardava a chegada deles com o pé batendo ansiosamente no chão ritmado e angustiado, eu nem sabia como agir depois da noite no bar, e… Bom tudo aquilo com Pepa.

Pepa tinha me ligado duas vezes depois do ocorrido, eu ignorei a primeira, mas na segunda acabei atendendo, ela veio com um papo de que queria sair para jantar e se redimir com o passado entre nós, não teve nada mais redimível do que transar a noite toda em minha opinião, então neguei sem hesitar o seu convite, ela pareceu chateada, porém eu não via outra opção e não queria reviver passado algum, ainda mais aquele passado bosta que tive com ela e toda confusão de sua traição e etc.

Ouvi murmúrios do lado de fora da casa o que fez meu corpo ficar mais tenso, Erick percebeu isso ao meu lado, meu corpo tomou uma postura meio rígida e tesa, me olhou. – Relaxa mano, não tem nada a ver ficar nervosa assim. – disse –

- Clara tem esse poder sobre mim. – falei

Então a loira platinada como uma flor da primavera preencheu a sala com seu perfume antes mesmo de passar pela porta, minha mãe tinha toc com calçados, e clara sabia, cogitei que estava removendo os seus antes de entrar em casa, fechei os olhos capturando toda flagrância e meu coração acompanhou os outros sentidos, batendo descompassado. Sua risadinha harmônica também se juntou ao local, sua voz deliciosamente doce, me derretia por dentro e eu parecia uma geleia naquele sofá, como pode ter esse poder sobre mim? Sem ao menos aparecer a minha frente, por simplesmente cheirar deliciosamente bem e ter uma voz que arrepia os pelos do meu corpo.

Depois ela finalmente se juntou ao mesmo cômodo que eu me encontrava, sorriu para Erick e depois para mim, eu sabia que aquilo era uma máscara, a mãe dela não tinha nem ideia do ocorrido então ela não ia agir estranho provocando um clima pesado ou dando motivos para Rosangela desconfiar de algo.

Beijou Erick no rosto que se obrigou a levantar e abraçar a loira por alguns segundos demorados e desconfiáveis, leve impressão de que sussurrou algo em seu ouvido e eu franzi o cenho estranhando. – Oi Van. – ela disse suavemente

Ouvir meu apelido carinhoso de sua própria boca, com o som da sua voz era tão injusto e doía profundamente, o apelido carinhoso que tinha me dado quando erámos crianças, algo que por um momento foi quase substituído pela palavra ‘’amor’’ mas que acabou ficando nas brincadeiras idiotas e nas ofensas tolas e brincalhonas como ‘’vagabunda, puta’’ ou qualquer outra coisa que possa chamar sua melhor amiga sem que ela se sinta ofendida como seria para um estranho.

- O-oi. – respondi – Eu deveria carregar uma expressão fechada por estar irritada do seu beijo com Junior, mas então lembrava de Pepa e estávamos quites, apenas manti a forma normal de agir, ela me seu um beijo no rosto e se eu tivesse um controle do tempo eu pararia o movimento enquanto estava sendo executado para poder observa-la de perto sem que ela soubesse olhar nos olhos cor de mel tão conhecidos por mim, e pelos meus sentidos, aqueles que me provocavam um frio na espinha quando cruzava diretamente com os meus olhos negros e parecia colocar uma breve luz neles.

POV Clara

Beijei seu rosto rapidamente tentando manter a pose normal, como se nada nunca tivesse acontecido como se fossemos as mesmas pessoas que éramos antes, amigas próximas que adoravam se ver pois passaram anos separadas por obrigação e após retorno se tornaram novamente ‘’unha e carne’’, eu diria fogo e gelo, mas acho que isso talvez já pertença a outra vida outra história de amor também complicada, então preferi classificar isso de uma forma diferente, Vanessa se mantinha na escuridão, escondida e camuflada de certa forma, enquanto eu tentava chamar a tenção, demonstrar e aparecer, isso seria mais ‘’claridade e escuridão’’? Luz ‘’luz e sombra’’? Ai, toda essa teoria está simplesmente se tornando tola em minha mente desisti de tentar entender por um momento.

Preenchi os pensamentos na cozinha arranjando qualquer coisa para fazer lá ficando a companhia de Solange para que não precisasse ficar com Vanessa o tempo inteiro, estava tudo ocorrendo bem até minha mãe sentar na sala e me deixar alguns minutos breves e suficientes sozinha na cozinha com Solange.

- Sabe Clara, a Vanessa pode parecer não se importar, mas é exatamente assim quando ela se importa demais. – falou, fitei ela de um modo estranho de certa forma sabia onde queria chegar, mas como ela sabia?

- Van sempre foi assim, mas por que me diz isso? –agi como desentendida

- Ela me contou Clara – Sol olhou rapidamente para sala espichando o pescoço para se certificar que a conversa ainda estava só entre nós. – Que vocês estavam ‘’juntas’’.

A encarei, não pensei que Van fosse falar já, com tudo tão incerto, tão errado, as coisas tomaram um caminho completamente perdido e mesmo assim Vanessa abriu o jogo.

- Não pensei que ela diria para você. – falei sincera – Não tão cedo, sem nada estar decidido.

- Ela tá quase depressiva novamente, posso observa-la, só se abriu comigo por que eu forcei, perguntei, apesar de desconfiar subconscientemente  do modo que agiam as vezes. – ela deu uma pausa – Mas nunca vi Vanessa tão feliz como quando você voltou, você traz uma luz para a vida da minha menina, é difícil dela ver isso, ela é tão fechada e insegura muda de ideia toda hora e…

Ela interrompeu quando alguém se aproximou.

- Então o que faço com a cenoura? – perguntei mudando de assunto, minha mãe atravessou a cozinha.

- Faça o que sabe que é o melhor. – ela disse, se referindo a outra coisa e não necessariamente a cenoura.

**

O almoço foi descontraído na mesa, insisti em ajudar com a louça apesar de Solange negar mil vezes, permanecemos ali, eu praticamente não falei com Vanessa o tempo inteiro, logo após o almoço ela sumiu com Erick, provavelmente estava em algum lugar da casa, após secar a louça vagarosamente, sai dali a procura de ambos. Caminhei pela garagem que dava em uma porta para os fundos da casa, passei pela porta os dois estavam ali, Erick me viu por cima do ombro de Van e sorriu, passando por ela e depois por mim, finalmente ficamos a sós.

O sol batia em sua pele bronzeada e avermelhada a deixando maravilhosamente linda daquela forma, ela parecia combinar com o sol, quando tocava sua pele e a regata exibia os músculos definidos das costas e ombros. Ela virou lentamente com a minha aproximação. Seus cabelos loiros até a bunda pareciam brilhar com o amarelo do sol. Ela demonstrava um olhar meio perdido, não triste nem nada, talvez culpado, ou era apenas algo da minha cabeça.

- Olhando assim até parece uma cena de filme. – falei sorrindo um pouco para quebrar o clima tenso e seus lábios ameaçaram se repuxar nos cantinhos em um leve sorriso.

- Parece mais uma novel a. – corrigiu absolutamente certa, seus olhos negros tentavam fugir do meu olhar e eu sei por que a conexão do olhar era sempre algo que em nós era inescapável, parecia fazer brotar cipós do chão enrolando nossos membro aproximando nossos corpos, nos permitindo ceder, o olhar era forte demais.

- Amor, ódio, Traição… Amor, ciúmes. – descrevi o enredo de uma novela mal e porcamente.  Não sei por que ‘’traição’’ pareceu pesar.

- Traição…. – repetiu – Não há exatamente quando não se tem algo concreto, algo resolvido. - disse, e eu uni as sobrancelhas pensando em continuar .

- Talvez tenha sido o grande erro. – completei

- Apenas algum deles. – ela disse levantando o olhar para me encarar, o que acabou nos prendendo ao momento como sempre, me aproximei – Agir por raiva e ciúmes, fazer o que eu não pretendia para não voltar ao passado e se aprofundando nele mais ainda, se atolando completamente. – disse, sabia que ela se referia a noite com Pepa.

- Eu sei – disse a ela – Sei o que aconteceu com Pepa, e sei que o único motivo foi por causa do meu ‘’momento’’ … – fiz aspas – Com Junior.

- Já eu não sei mais o que fazer Clara, nunca soube, e parece que cada vez piora mais. – falou, eu já estava muito próxima a ela, então acariciei seu rosto de leve com meu polegar, ela fechou os olhos sentindo o toque.

- Permita-se Van, permita-se sentir. – falei lentamente

Ela assentiu ainda de olhos fechados, não sei quando os abriu, pois eu já havia saído dali.

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Uma reflexão pessoal sobre amor, universo, dia, noite, ser e estar:

Amaldiçoamos as trevas por ser algo ruim e luz por ser bem.

Eu era noite; na minha escuridão escondia meus piores e mais frágeis demônios. Afugentava e alimentava toda minha dor, tristeza, melancolia, solidão. (é estranho como as pessoas julgam o preto ser algo ruim, as trevas serem mal. “Nem toda luz equivale ao bem”)
Se trevas és de todo mal, como sentimos bem dentro dela? Ali, na escuridão do silêncio aprendemos a conviver com o sofrimento, criar estruturas, cuja toda dor caleja-se e nos constrói em destruição, se é que há algum sentido nisso.
Somos uma noite eterna, e quando amanhece fazemos eclipse 
 O amor nos chega como uma manhã clara, com sol aconchegante na pele, um toque fino e caloroso. Sentimos as borboletas voarem em nosso estomago, ouvimos os pássaros cantarem as mais belas melódias. E se a chuva nos cai numa dessas manhã, nos lambuzamos de sua graciosidade, como se as gotas fossem lágrimas de felicidade do universo. 
(Achar que o bem só reflete á luz é estranho. Nem sempre as trevas equivale ao mal")
Quando essa manhã chega, não queremos mais o anoitecer, a tarde torna-se algo banal e mesmo se escurece, fazemos ser cenário de dois amantes, fazemos ser o enlace de duas almas, com a lua e o universo para testemunhar. Quando nossas estruturas escuras de dor são balançadas por uma estrutura clara e cheia de paixão, fazemos o mal ser bem e o bem ser bem também.
E se tudo isso passa, se a manhã ensolarada parte fazemos outra vez ser para sempre noite, culpamos as cores, as flores, a lua, o mundo por ser noite, mas lá nos refugíamos.
Conclusão: Basta a nós ser, tanto dia, tanto noite, nos manchar a tarde, ser dor ou felicidade, ser e estar depende de nós. Não dá magnitude da natureza.
O universo está para nós, porém não estamos para ele.

Capítulo 40.

Xxx: Então, quer dizer que você vai desistir?! Depois de tudo o que você aguentou?!

Jonas: Eu não tenho escolha, ela não me quer. Prefere ficar sem a Clara e sozinha. Eu… só… não aguento mais.

Xxx: Mano, parece até que você nem gosta dela do jeito que você fala!

Jonas: Não fala isso! Você sabe que eu já provei que amo muito ela!!

Xxx: Mas desistir… não é atitude de quem ama!

Jonas: É… eu conversei com a Pepa… ela me entende!

Xxx: Entende, mas tá lá esperando a Clara! E você, desistindo… Pepa é bem mais forte do que você, ela ama a Clara de verdade! Aguentou e pretende aguentar bem mais coisas pra conquista-la!

Jonas: Não é assim que se conquista alguém, pelo menos agora tô começando a enxergar… E ela já não tem mais nenhum pouquinho de sentimento por mim.

Xxx: É claro que tem, a Van só é fechada demais, fica com medo de se envolver e se magoar! Olha no que deu ela se permitir, acabou nesse relacionamento louco com a Clara. E você precisa lutar mais por ela, não pode deixar pra lá o que você já conseguiu conquistar.

Jonas: Não sei… Vou pensar, quero dá pelo menos um tempo pra ela esfriar a cabeça.

Xxx: Tá bom, faça isso. Já conversei com a Pepa e ela garantiu que ficará tudo bem entra ela e a Clara.

Jonas: Agora, tô indo trabalhar, nos falamos outra hora, beijos!

**Fim da conversa pelo telefone**

PDV Clarinha.

Ver Vanessa brincando com Max quase me fazia chorar, o amor que transbordava dos olhos dela era o mesmo de quando ela falava dos meninos dela, era 100% verdadeiro, e o melhor, ela fazia questão de demonstrar, jogar no ar. Com esse amor ela não tinha receio, medo, era nítido como ela só queria expor e aproveitar.

Mas comigo, ela estava diferente, não me olhava mais com aquele olhar forte e seguro do que ia ou queria fazer. Ela tava distraída para o resto mundo, somente Max estava ali. Era bem notável. Ela não tinha demorado em casa, foi bem rápida, mas eu também sabia que ainda tinha o Jonas, eles tinham brigado feio, mas não tinham colocado um ponto final. Talvez fosse isso, talvez ela tivesse se resolvido com ele. Na minha cabeça rondavam mil e umas teorias. Eu estava uma pilha de nervos, não via a hora do Max dormir pra eu poder conversar com a Vanessa. As horas passaram lentamente, que bom pra eles, que se divertiam e estavam felizes, eu estava pra enlouquecer.

Ver ela com todo aquele cuidado, até querendo colocar ele pra dormir ela fez questão, me deixava mais apaixonada por ela. Como meu bebe tem sorte de estar rodeado de pessoas que amam ele incondicionalmente. Quando ele já dormia eu esperei com os olhos vidrados neles que ela saísse da cama e do quarto. Quando ela me chamou para sentar no chão minha garganta pedrou, senti minha boca seca, minhas mãos trêmulas e o meu nervosismo iria me fazer mais gaguejar do que falar, preferi voltar aonde todos estavam e beber mais um pouco.

Ela tava fora dali, por mais que as conversas animadas estivessem ao redor, o olhar dela tava perdido. Mas foi quando ouvi ela falando com Thais sobre convidar o Jonas pro tal almoço do trabalho, que minhas pernas agiram de acordo com o que meu coração pedia, sai dali rapidamente e fui ver Max o único ser que conseguia me tranquilizar diante de qualquer problema no mundo. Enxuguei algumas teimosas lágrimas que desceram quando percebi que ela me olhava na porta. A tal esperada hora chegou. Respirei fundo e fui.

Quando ela começou eu notei a impaciência e que dali vinha bomba. Foi preciso eu escutar o nome do Jonas e interligar a uma conversa dos dois, pra eu ligar minha cabeça no automático e soltar merda. Falei sem pensar em Pepa. E pronto, a conversa acabou ali. Óbvio que eu não tinha trocado uma palavra com a Pepa, mas eu como tenho o dom de foder com tudo, não poderia agir diferente. Era notável que nós duas precisávamos sair dali urgentemente.

Ela tinha ido embora antes que eu pudesse voltar lá e falar bem mais merdas. Ainda bem. Sentei no chão pertinho da cama do Max e chorei, relembrando fatos e vendo momentos da gente. Repetia para mim: - Aquilo era real! Eu tenho certeza disso. Falei algumas vezes em voz alta, precisava ouvir aquilo para acreditar.

May: Se você acha isso porque deixa todas as chances de vocês se resolverem escapar pelas mãos?!

Eu realmente me assustei, só não gritei porque tinha bebida na boca, e acabei cuspindo toda.

Clara: Porra! Vai matar outro!

May: Vem aqui pra fora, vamos conversar.

Pela primeira vez notei que eu não iria fugir dela. Eu precisava daquela conversa.

May: Você sabe que precisa se resolver com a Pepa pra poder ter uma conversa com a Van, não sabe?!

Clara: É… Sei…

May: Então… porque DESSA vez, você não faz diferente?!

Ela frisou bastante a palavra dessa.

May: Você já voltou atrás na decisão de voltar com ela, mesmo que só aí dentro. Você mostrou a você mesma que ela é quem manda no seu coração. Então, acho que tá na hora de você aceitar isso e resolver suas coisas com uma mulher, como gente grande.

Clara: Você falando, é tão simples, que eu até tenho vontade de correr na casa dela agora e pronto, transar com ela a noite inteira e viver só disso!

May: Realmente, não é tão simples, você vai ouvir uma Pepa apaixonada chorar por você, e você vai sentir seu ego lá no chão a medida que você for soltando seus sentimentos pra Vanessa.

Clara: Nossa… Que encorajador!

May: Não tem nada do que eu te diga que faça você ir lá. Como vou te convencer de se rastejar pra alguém?! É isso que tô tentando colocar na tua cabeça oca… O teu sentimento é que tá martelando aí dentro implorando por isso, e ele exige sem te dar nada em troca! Então, mano… independente de estar com ela ou não esse sentimento vai tá aí! Só que com uma pequena diferença…

Clara:  Com ela ou sem ela.

May: Qual o pior?!

Clara: Sem ela.

May: Eu preciso te convencer ainda?!

Clara: Macaca veia! Me convenceu fingindo que não tinha como me convencer!

May: HAHAHA!! Trouxa!

Clara: Mas, dessa vez, vou fazer tudo certinho, com calma.

May: Por favor, não faça eu pegar as duas pela orelha e botar frente a frente, ok? Vai ser ruim e constrangedor eu fazer isso!

Clara: May, eu já vou, preciso da minha cama, me preparar pra mais tarde.

May: Vamos pedir um táxi, ajeita as coisa do Max, e eu espero com você!

Clara: Obrigada amiga!

Na minha cabeça só tinha 2 objetivos: 1 – Falar com a Pepa e por um ponto final. 2- Falar com a Vanessa.

Entrei no meu ap e ao colocar o Max pra dormir, adormeci junto com ele.  Acordei de manhã e o Max ainda dormia, me levantei e no relógio marcava 10:00h da manhã, fui até a cozinha e a Pepa estava preparando algo no fogão.

Pepa: Te esperei ontem o dia inteiro…

Clara: Não acredito…

Pepa: Ah, qual é Clara, com a gente é sempre assim… nos resolvemos do nosso jeito.

Pepa se aproximou tentando me abraçar, eu me afastei e me encostei no balcão.

Clara: Não tem mais o nosso jeito. Por favor, respeita a minha vontade. Fica aí, olhando pra mim e prestando atenção na nossa conversa…

Coloquei meu braço na frente dela antes que ela se aproximasse mais. Me afastei novamente indo para o outro lado da cozinha.

Pepa: Clara, cê não quer fugir de mim… Tá fazendo só doce!

Clara: Quero sim! Olha aqui nos meus olhos, por favor, não faz eu te dizer coisas que vão te magoar!

Pepa: Clarinha… eu estive aqui… quando ninguém mais esteve.

Clara: Eu sei! Eu sei! Mas isso não muda meus sentimentos! Eu nunca estive aqui pra você… Por favor, Pepa, me entende… Prefiro ficar sozinha, preciso resolver minha vida. E você não está nos meus planos…

Pepa: Como você pode ser assim hein?! Consegue me descartar como se eu fosse um lixo!

Clara: Pepa, me perdoa por tudo que fiz a você! Hoje, pode ser tarde, mas eu me arrependo… Eu quero que você leve suas coisas, saia ainda pela manhã. Não podemos mais perder tempo.

Pepa pegou todas as suas coisas, pediu um táxi, e foi ao quarto de Max, ficou lá até o porteiro ligar avisando do táxi. Seus olhos inchados e seu nariz vermelho denunciavam o quanto foi difícil pra ela sair dali, tanto por mim, como por Max, ela também o amava, tinha ele como um filho. Pegou algumas bolsas e entregou ao porteiro que veio ajuda-la.

Pepa: Não precisa se dar ao trabalho de me ajudar… Eu… só queria te pedir uma coisa.

Clara: Pepa…

Pepa: Por favor, deixa eu ver o Max de vez em quando?!

Clara: Claro, a gente marca! Fico feliz de vc se manter na vida dele. Obrigada por tudo que fez por ele…

Pepa: Não agradece, amor a gente dá sem esperar receber nada em troca!

Ela saiu e aquilo ecoou na minha cabeça, foi exatamente o que May me explicou, o amor é simples, nós é que complicamos com nosso orgulho, nosso ego.

O resto da manhã passou voando, Max que já havia acordado brincou um pouco até eu decidir ir de encontro a Vanessa. Já era final de tarde quando parei em frente a casa da Vanessa. Apertei a campainha e olhei para a minha mão que suava frio, A Tia Sol que vinha se reclamando dos meninos quando me viu com Max a tira colo, abriu um sorriso gigantesco, apressou os passos, a primeira coisa que fez depois de abrir o portão foi pegar Max no colo.

Tia Sol: Eu sabia que vocês voltariam a frequentar a minha casa! Que saudades de vocês!

Clara: Tia Sol, ela não sabe que eu tô aqui… preciso conversar com ela.

Tia Sol: Sei… Pois suba lá, ela deve tá assistindo um filme. Mas, deixa o Max aqui embaixo comigo e os meninos?!

Clara: Deixo sim!

Seguimos até a escada onde ela me deixou subir sozinha. Bati na porta e logo ela se abriu.

O olhar de espanto dela me deu vontade de rir, ela tava mó bonitinha com aquela carinha. E ficou muda também, além de paralisada.

Clara: Não sou um ET. Você já pode desassustar!

Falei soltando uma gargalhada, ela corou e sorriu sem graça.

Clara: Eu vim aqui pra te falar algumas coisas, você não precisa me dizer nada. Só preciso que me escute!

Capítulo 27 - Hoje você não escapa

Passei mais 2 horas tentando de todas as formas estabelecer um contato com Van, pois sabia que algo tinha acontecido. Ela não respondeu nenhuma das minhas mensagens, eu desisti, meu lado racional dizia que ela provavelmente tinha um bom motivo mas, meu lado emocional ficou destruído. Eu estava contando as horas para matar a saudade do meu amor e de repente ela simplesmente some. Mas como eu não sou de desistir fácil voltei a ligar para Vanessa, em meio a choro e soluços,  mas ela novamente não atendeu. Minha cabeça dizia para continuar mas meu corpo já tinha se dado por vencido, acabei adormecendo no sofá mesmo.

Foi uma noite horrível, eu não parei de sonhar com Vanessa por um minuto. No sonho ela dizia que me amava mas pouco tempo depois ela sumia e eu nunca mais a achava, era um sonho muito real, eu via Vanessa sumindo no horizonte e ao mesmo tempo, meu céu ficava preto, eu gritava mas ninguém me salvava, pelo contrário, apenas escutava risadas debochadas e enxergava pessoas me tapando com terra.

Acordei em um susto, chorando, desesperada.

“Eu te amo muito, nunca duvide disso, eu faria qualquer coisa por você, eu abriria mão da minha felicidade para que você possa ser feliz.”

Essa frase de Vanessa não saiu de minha cabeça durante as 3 horas que vieram depois, eu decidi dar um tempo para ela, por mais difícil que fosse eu teria que esperar. Eu só via uma forma de conseguir isso: Dedicando todo o meu tempo ao meu filho.

Os 4 dias seguintes foram completamente angustiantes, enquanto eu ficava com Max, mantinha meu celular próximo caso Vanessa ligasse, mas isso não aconteceu. Eu ligava para ela durante o dia e chorava pensando nela durante a noite, assim eu não ficaria, estava decidida, eu encontraria Vanessa e descobriria o que aconteceu.

“Mas como? Onde? Que horas?” Questionei May pelo whats.

 Se Vanessa estava me ignorando, achar ela não seria uma tarefa fácil.

“A não ser que ela fosse todo dia, no mesmo horário, para o mesmo local..” May respondeu, sem perceber que acabara de resolver meus problemas.

“Isso May, academia… Ela vai lá sempre no mesmo horário.”

Decidido, por volta das 21 horas cheguei à frente da academia e permaneci por cerca de 1 hora e 30 minutos. Só então resolvi entrar.

“Olá, posso ajudar?” Um moço todo musculoso e muito simpático me recebeu.

“Oi, você pode me dizer se a Van, quer dizer, a Vanessa Mesquita já veio ou vai vir aqui hoje?”

“ Não precisa ficar sem jeito” Ele respondeu após ver o quão envergonhada eu estava para perguntar. “Eu sei quem você é, acompanhei vocês duas no programa. Pelo jeito vocês não andam se falando muito né?”

“Por quê?” Perguntei assustada, será que Vanessa havia contado tudo para todos da academia e eu era a única que não sabia?

“Faz uns 6 dias que ela não aparece aqui, é estranho porque ela nunca falta. Você tem notícias dela?” Ele parecia surpreso e preocupado com o sumiço de Van.

“Na verdade eu achei que aqui eu poderia falar com ela, mas pode deixar que assim que souber de algo eu aviso.”

Algo realmente deveria ter acontecido e eu precisava descobrir o que. Havia apenas mais um local para ir, sim a casa dela. Teria que chegar de surpresa pois se avisasse ela provavelmente fugiria da conversa.

Apertei a campainha e logo o padrasto dela veio abrir.

“Olá, tudo bom?” Antes que ele respondesse ou me colocasse para fora, eu já estava dentro da casa. “A Van está aí? Eu combinei que falaria com ela.”

“Oi Clara.” Era Dona Sol. “Você não precisa mentir, sei que Vanessa não está sabendo da sua visita e eu não poderia deixar você vê-la…”

“Por favor, eu nem sei o que aconteceu.” A interrompi, ou eu conversaria com Vanessa ou trocaria meu nome.

“Não é certo deixar você passar mas, eu estou vendo o quanto minha filha está sofrendo e acho que não é fugindo de você que ela vai melhorar.”

Sofrendo? Eu nunca desejaria que Vanessa sofresse. Dona Solange liberou a passagem, mostrando que ela estava em seu quarto. Eu já conhecia o caminho.

“Clara não bata na porta, pra ela achar que sou eu, eu nunca peço licença para entrar.”

Assim que cheguei frente a porta respirei fundo e entrei preparada para uma batalha mas acabei dando de cara com Vanessa adormecida.

Aquela não era minha namorada, ela estava pálida, visivelmente fraca, e o pior, tudo apontava para uma culpada: EU.

Sentei nos pés de sua cama e esperei ela despertar, o que não demorou muito.

“Ai boi, porque eu tenho que sofrer tanto?” Ela reclamou enquanto abria os olhos .

Quem sabe você não me conte o porquê de tanto sofrimento?” Respondi imediatamente.

“Clara, o que você está fazendo aqui?”

“Vanessa, eu sei que você não quer falar comigo, mas nem tente me expulsar, sua mãe liberou a passagem. Eu estava preocupada, você sumiu, nem na academia está indo.”

“Como assim? Você resolveu investigar-me?”

“Não né?” Eu estava preocupada com você, estou sofrendo também, mas diferente de você eu nem sei o motivo, fui procurar por você lá, no desespero valia tudo.”

Deu, você já viu que estou bem agora vai embora.”

“Está bem? É isso que você quer Vanessa?” Ela sinalizou que sim com a cabeça. “Fala olhando para mim.”

Neste exato momento ela caiu no choro e por instinto a abracei em uma tentativa de acalmar seu choro. “Van eu não estou brava com você, apenas preocupada. Van, eu sei que você está sofrendo, sei que essa não é a sua vontade, mas você pode me explicar o que aconteceu?”

“Como assim? Não se faça de vítima Clara Aguilar.”

“Vanessa, alguma vez eu me fiz de vítima? Você acha que se eu soubesse o motivo eu estaria chorando há 6 dias por você? Me explica por favor, eu juro por tudo que é mais sagrado, eu não sei  que aconteceu. Vai me explicar ou terei que ficar acampada na frente da sua casa para todo o sempre?”

“ok… Então Clara…”

GALERA SEI QUE FAZ TEMPO QUE NÃO POSTO MAS AGRADEÇO A COMPREENSÃO DA MAIORIA. ESSE CAPÍTULO NÃO ESTÁ DOS MELHORES PQ ESTOU TENTANDO VOLTAR AO RITMO DA FIC. CONTINUO ESPERANDO OS COMENTÁRIO E SUGESTÕES NO TWITTER @FicClanessa

Capitulo 98

Mores atenção aqui oooh, sugiro que na hora que a Clarete der o play dela vocês também deem play aqui https://www.youtube.com/watch?v=Bfq2dmIZTzY É isso não sei se vai dar pra postar o resto hoje, se não der amanha eu termino tudo ok? Beijos no core. ♥♥

____________x___________

Clara: Meu amor acorda, eu preciso tanto te contar varias coisas. – Falei sentando ao seu lado na cama. – Van, por favor, eu prometi pro nosso filho que você ficaria bem assim como você prometeu que voltaria você lembra? – Perguntei dando um beijo na sua testa deixando cair uma lagrima teimosa. – Meu amor eu sei que não sou uma boa cantora porem você gosta de me ouvir cantar certo? Então sendo assim posso cantar uma musica pra você? – A questionei limpando algumas lagrimas colocando meu fone de ouvindo e dando play.

I had a dream last night, you see

(Eu tive um sonho ontem à noite, você vê)

I dream that you were here with me

(Eu sonho que você estivesse aqui comigo)

I cry cause you’re really here

(Eu choro porque você não está realmente aqui)

And every moment, everyday

(E a cada momento, todos os dias)

I think of you in a special way

(Eu penso em você de uma maneira especial)

Oh baby please come back to me

(Oh baby, por favor, volte para mim)

Inside my love

(Dentro do meu amor)

Forever won’t be long enough

(Pra sempre não vai ser longo o suficiente)

To show you baby just how much

(Pra mostrar a você baby o quanto)

That I miss you

(Que eu sinto sua falta)

Inside my love

Bring back the joy

(Trazer de volta a alegria)

That only you can make me feel

(Que só você pode me fazer sentir)

Don’t leave me with the memories

(Não me deixe com as memorias)

Of you inside my love

(De você dentro do meu coração)

Inside my love

(Dentro do meu amor)

Eu cantava baixinho segurando sua mão, mas de acordo com o que eu cantava ali ao seu lado não consegui terminar de cantar e conter minhas lagrimas então me deitei com cuidado sob seu corpo enquanto eu fazia carinho na sua mão direita tentando parar de chorar para poder voltar a cantar o que foi completamente em vão, pois os minutos se passaram e eu permanecia da mesma forma então cheguei à conclusão que se eu continuasse ali não pararia de chorar nunca mais.

Clara: Amor eu já volto ok? – Falei dando um beijo na sua testa e quando eu fiz menção de levantar senti algo me impedir e olhei para minha mão e vi que Vanessa a estava segurando. – Amor você esta me ouvindo? – Perguntei deixando minhas lagrimas rolarem pelo meu rosto e ela apenas apertou minha mão novamente. – Não acredito! – Falei pensando alto por vê-la reagindo e num impulso apertei o botão que chamava os enfermeiros e os médicos.

Thiago: Clara o que esta acontecendo? – Perguntou parado ao meu lado em menos de dois minutos que eu havia apertado aquilo.

Clara: A Vanessa… – Foi apenas o que eu precisei dizer pois ela apertou minha mão novamente e Thiago sorriu abertamente assim que a viu mexendo.

Thiago: Ela voltou. – Falou para alguns enfermeiros que já estavam ali à disposição. – Clara vai avisar a todos, vamos cuidar dela. – Disse animado enquanto eles estavam em cima dela com todos os cuidados necessários.

Sai correndo daquele CTI sorrindo ate para as paredes, eu não poderia estar mais feliz finalmente depois de duas longas semanas minha mulher havia finalmente acordado e me despertando do meu maior pesadelo, como não sabia onde tia Sol, Junior e Max haviam se metido resolvi mandar uma mensagem para meu irmão.

“Onde vocês estão?”

“Viemos comer estamos famintos, aconteceu alguma coisa?” – Respondeu rapidamente.

“Estão na cantina certo?”

“Bom é onde as pessoas normais costumam comer certo?” – Revirei os olhos e nada respondi voltando a correr para contar a excelente noticia.

Tia Sol: Clara o que aconteceu? Está mais branca que o normal. – Perguntou assim que parei ao lado das mesas onde eles estavam.

Clara: A Vanessa. – Respondi sua pergunta sorrindo abertamente e eles me olharam desconfiados. – Ela acordou! Vanessa acabou de acordar! – Falei animada e eles levantaram me abraçando forte.

Tia Sol: Eu não acredito. – Falou sorrindo me abraçando e deixando algumas lagrimas rolarem por seu rosto. – Podemos vê-la?

Clara: Acho que sim, Thiago mandou chamar vocês enquanto eles a examinavam. – Respondi dando pulos de alegria. – Vão indo, vou ligar para May e Thatha. – Eles assentiram sorrindo e saíram rapidamente dali para vê-la, peguei meu celular e disquei o numero de Thais que atendeu no segundo toque.

Thais: Eu ia te ligar agora, como adivinhou?

Clara: Já chegou à ONG? – Perguntei animada.

Thais: Estou em cima da moto já, Clara o que esta acontecendo?

Clara: Mayra esta com você?

Thais: Não, ela ainda esta dormindo o que tá acontecendo? – Perguntou curiosa.

Clara: A Vanessa Thais ela acordou!! – Respondi animada e a ouvi dando alguns gritos de alegria do outro lado da linha. – Vai acorda a sapatão da Mayra e venham pra cá.

Thais: Provavelmente ela deve ter acordado com meus gritos, mas ok. – Falou rindo. – Em dez minutos estamos ai, obrigada por avisar.

Clara: Só não me saia correndo feito uma louca do pântano viu? – A alertei rindo a fazendo rir também.

Thais: Relaxa Clarete que aqui é piloto de fuga. – Disse rindo. – Ok quinze minutos estamos ai tá bom agora mamãe? – Perguntou rindo.

Clara: Vai se fuder Thais. – Respondi rindo. – Vem rápido.

Thais: Clara aproveita que esta em um hospital e procura um medico pra tratar da sua bipolaridade, vai ser louca. – Falou rindo me fazendo rir alto com aquilo. – Ate mais louquinha. – Disse desligando e assim que olhei pra frente vi Jonas passar pelo corredor e fui correndo ate ele.

Clara: Jonas? – O chamei e ele parou sorrindo me olhando.

Jonas: Que isso viu o passarinho verde? Há tempos não te vejo tão sorridente. – Falou assim que me aproximei dele.

Clara: Quem é passarinho verde perto do que vi hoje. – Falei animada e ele me olhou curioso. – Jonas a Vanessa acabou de acordar! – Disse com toda minha animação e ele me olhou sorrindo.

Jonas: O que estamos fazendo aqui então? – Falou animado e fomos a passos largos ate o CTI. – O que fazem aqui fora? – Perguntou olhando para Junior, Max e tia Sol.

Tia Sol: Thiago pediu para que esperássemos um pouco, eles estão examinando ela.

Jonas: Sendo assim vou entrar para ver o que esta acontecendo. – Disse e apenas assenti pegando meu bebe no colo.

Thais: Já foi permitido matar ela hoje ou não? – Falou rindo assim que chegou acompanhada de May depois de uns dez minutos. – Por que é isso que vou fazer assim que a ver, como ela faz isso com a gente? – Perguntou se fazendo de ofendida nos fazendo rir.

Clara: Meninas Fabiano morreu hoje de manha. – Falei depois que me levantei para cumprimenta-las.

May: Que isso o dia das boas noticias? – Perguntou visivelmente animada.

Thiago: Ouvi boas noticias? – Perguntou assim que abriu a porta do CTI. – Porque se ouvi certo trago mais uma. – Falou animado e todos levantamos rapidamente parando a sua frente. – Vanessa esta acordada e aos pouco esta tentando conversar já.

Clara: Podemos vê-la? – Perguntei animada.

Thiago: Só se for agora. – Falou sorrindo. – Se ela passar bem hoje essa noite será a ultima dela aqui. – Disse animado e abrindo a porta.

Van: Clara… – Ouvi sua voz soar pelo quarto assim que pisamos ali e um alivio dominou meu corpo ao ouvir sua voz novamente. 

-Capitulo 35-

May:Já pararam com a frescura?(observando as duas que entraram)

Clara:Quieta Mayra.(rindo)

Sol:Bom meninas acho que está na hora de nos retirarmos.(rindo)

Thais:Ah não tia,elas que vão para o quarto delas.(também rindo)

Nem preciso dizer como ficamos ao ouvir o que elas disseram não é mesmo?Clara queria o mesmo que eu eu…um buraco para se enterrar,apesar disso eu estava feliz,pela primeira vez eu me sentia sendo amada de verdade.

May:Querem ficar com o nosso quarto?

Van:Porque?

Thais:Bom,o Max tá dormindo no de vocês né?então fica mais fácil vocês trocarem o quarto com a gente do que fazer algo lá e traumatizar o garoto.(prendendo o riso)

Van:Cala boca Thais.(vermelha)

Sol:Mas é uma boa ideia.

Clara nem se manifestava tamanha vergonha sentia naquele momento por minha mãe estar ali,depois de muita confusão aceitamos a proposta das duas e fomos para o quarto delas.

Clara:Nossa que vergonha.(se jogando na cama)

Van:de que?

Clara:Dessa situação,até perco a vontade só de imaginar.(rindo)

Van:Ah que pena,imaginei que podíamos selar isso direito.(mordendo sua orelha)

Clara:Er…a vontade já voltou.(sorrindo maliciosa)

Van: rápido hein.(devolvendo o sorriso)

A beijei de uma forma que eu nunca havia beijado antes,naquele beijo eu coloquei todo o meu amor que antes havia guardado mas que agora,estava sem medo de expor.

Clara:Van…você tem certeza?

Van:Nunca tive tanta em toda a minha vida.(sorrindo)

Voltei a beija-la,a lua era a única testemunha do nosso amor naquele momento,fui descendo os beijos,sem pressa,fui distribuindo beijos em seu queixo e pescoço,fui abrindo os botões de sua blusa lentamente e distribuindo beijos em cada pedacinho daquela obra prima.

voltei a selar nossos lábios e novamente fui descendo com os beijos só que dessa vez até chegar em seus seios,abri o sutiã e continuei a beija-la,abocanhei um de seus seios e fui massageando o outro com a mão.

Clara:V-V-an.(respirando com dificuldade)

fui descendo os beijo para sua barriga,e já se era possível ouvir o som de seus gemidos e sentir o seu corpo arfar cada vez que minha boca entrava em contato com sua pele,abri o zíper de sua calça lentamente e a tirei,fui beijando sua virilha e pude sentir ela se arrepiar com aquele contato.

Desci os beijos para a parte interna de suas pernas,chegava em seu sexo e na hora h eu parava,ela nesse momento já estava mais que dominada pela luxuria,gemia,gritava e hora ou outra me dava uns tapas em reprovação a minha demora.

Van:A gatinha tá com pressa?(sorrindo)

Ela nem me respondeu mas me deu aquela olhada hahaha,parei com a tortura e voltei a beijar suas pernas e por fim retirei sua calcinha,preciso dizer o estado que se encontrava a peça?não né? ok.

Fui passando somente a língua na entrada de sua intimidade o que levou ela ao delírio e a mim também,eu poderia gozar só em ouvir ela gemer,não aguentei mais e suguei todo o seu sexo.

Clara:Van…espera.

Van:O que foi?

Clara:também quero.(sorrindo maliciosa)

Iniciamos um 69 maravilhoso ela rebolava sua intimidade em minha cara,aumentamos o ritmo até que ela faz menção pra eu parar.

Clara:Goza comigo!

inverti as posições e deixei minha intimidade sobre a sua,ela rebolava aprofundando o contato,me esforcei ao máximo para não gozar quando ela gemeu em meu ouvido.

Clara:Van…

Assim que ela gozou eu logo em seguida fiz o mesmo deixei meu corpo cair para o lado e fiquei a encarando enquanto recuperávamos a respiração,como podia ser tão linda.

Van:Te amo.(sorrindo)

Clara:eu também.

Van:Também se ama?(fazendo bico)

Clara:Não sua boba,quer dizer claro que me amo,mas eu também amo você.(lhe dando um beijo)

Van:Será que ouviram?(fazendo carinho em seu rosto)

Clara:Não sei,mas vão ter que ouvir de novo.(subindo em seu corpo)

(em São Paulo)

Pepa:Vamos ser rápidos,aproveita que ela não está em casa.

Fabian:Ela não esta em casa?(nervoso)

Pepa:E você queria que estivesse?ela foi viajar.(revirando os olhos)

Fabian:Ela viajou com aquela…e levou meu filho?(se irritando)

Pepa:Fabian foco,elas viajaram ontem!(se irritando)

Fabian:E como você sabe que ela viajou?(irritado)

Pepa:tenhos meus contatos.

Fabian:Que tipo de contatos?(fazendo aspas com as mãos)

Pepa:Não vem ao caso,mas então vamos entrar ou você vai ficar aqui me fazendo questionários?(impaciente)

Fabian:Como pretende entrar?

Pepa:Você é ex-marido dela então dá um jeito.

Fabian:Vou ver o que posso fazer.(saindo do carro)

(Na chácara)

Van:Bom dia amor.(abrindo a janela)

Clara:O amor acabou a partir do momento que você abriu essa janela.(cobrindo o rosto)

Depois da declaração que fiz,Clara e eu tivemos uma noite perfeita,daquelas de filme sabe?! era incrível como eu conseguia me apaixonar cada dia mais por aquela mulher.

Van:Tá na hora princesa Max já tá dentro da piscina perguntando da Mama dele.(sorrindo)

Clara:E que horas são?(se levantando)

Van:10:30 e tá um sol lindo.(olhando para fora)

Clara:Ainda tá cedo.(indo em direção ao banheiro)

Van:Cedo nada,larga de preguiça.(rindo)

Clara:Tô cansada.

Van:Então vai tomar um café pra recuperar as ene….

Clara:VANESSA.(gritando)

Van:Que houve?(assustada)

Clara:Sua vagabunda diz pra mim como vou pra piscina desse jeito?(se olhando no espelho)

Van:Hahahaha não vem não que você bem que gostou.

Clara:Vanessa,a sua mãe,May e Thais estão todas ai como vou aparecer assim?(incrédula)

Van:põe uma burca.(prendendo o riso)

Clara:para de graça,idiota.(revirando os olhos)

Van:Não estou vendo nada demais.

Clara:Cadê meu celular?

Van:Tá ali na mesinha.

Clara:Alguém me ligou?(pegando o aparelho)

Van:Não que eu tenha visto.(se jogando na cama)

Clara:Nem o Fabian?

Van:Não,porque? tava esperando?(a encarando)

Clara:Não é que…ele sempre liga para saber do Max e…(fixando o nada)
Van:Algum problema?(se levantando)

Clara:Não,é só que estranhei mesmo,vou tomar banho.

-Clara narrando-

Eu não sei o que havia acontecido comigo aquela manhã,a noite anterior havia sido perfeita mas,algo estava me incomodando e não era Vanessa,um sentimento de que algo muito ruim está para acontecer,tentei ao máximo esconder isso de Vanessa tudo estava perfeito demais para eu estragar com meus pensamentos.

Clara:Van.(gritando)

Van:Oi?

Clara:Me traz uma toalha.

Van:Aqui.

Clara:Obrigada.(sorrindo)

Van:Ta se escondendo ai porque?(sorrindo)

Clara:Eu estou sem roupa ué.

Van:Não tem nada ai que eu não tenha visto.(abrindo a porta)

Clara:Toda vez que voc….

Vanessa realmente não consegue se controlar antes mesmo de eu terminar de falar ela já estava me agarrando hahaha,era sempre assim a necessidade a vontade que sentíamos uma da outra era incalculável.

Clara:Se controla Vanessa!(rindo)

Van:Perto de você?impossível.

Clara:Van?(a abraçando)

Van:Humm,(beijando seu pescoço)

Clara:Promete que vai ficar comigo independente de qualquer coisa?

Van:Que pergunta é essa amorzinho?

Clara:Promete?

Van:Clara que prometo,mas porque essa pergunta!(a abraçando)

Clara:Besteira minha,vou me trocar e a gente desce.(sorrindo amarelo)

Van:Tá.
(vanessa narrando)

Eu não sei o que estava acontecendo,mas senti Clara estranha naquela manhã,preferi guardar pra mim,perguntei mas algumas vezes mas ele me garantiu que estava tudo bem,decidi não perguntar mais,descemos e encontramos minha mãe na cozinha.

Sol:Bom dia Clara!(sorrindo)

Clara:Bom dia dona Sol.

Sol:Vem cá…(a puxando)

(Clara narrando)

Dona Solange me levou para perto da janela e de lá pude ver a imagem mais linda do mundo,Max,ele brincava e soltava seus gritinhos,senti os braços de Vanessa em torno do meu corpo deixei algumas lagrimas cair eu não sei ao certo o que estava acontecendo comigo.

Sol:Tá tudo bem?

Clara:Tá sim…(limpando as lagrimas)

Van:Clara vo…

Clara:Vamos lá pra fora?(saindo)

Van:Tá.

Nem esperei ela responder e fui para fora da casa,cheguei perto da piscina e chamei por Mayra que estava com Max nas costas jogando água em Thais.

Clara:Mayra,para de fazer meu filho de boneco.

Thais:O que é bom ela não ensina pro menino.(se defendendo)

May:Joga água na chata Max.(rindo)

Van:O que te deu lá dentro?(calma)

Clara:Não sei.(encarando o chão)

Van:Clara,conversa comigo fala o que você está sentindo,eu fiz alguma coisa?

Clara:Claro que não Van,tá tudo bem.(lhe dando um selinho)

Graças ao bom Deus ela não mais me encheu de perguntas,ficamos um tempo ali observando Thais,Mayra e Max até que o sol começou a tomar força e resolvemos entrar.

Max:não…(fazendo bico)

Clara:Filho você precisa tomar banho.(tentando segura-lo)

Max:Vã..(segurando as pernas de vanessa)

Van:Vai lá pra mamãe te dar banho e depois a gente vai pra piscina de novo.|(o pegando no colo)

Clara:Vem filho.

Foi uma luta consegui dar banho em Max,eu estava me esforçando ao máximo para manter a calma afinal ele era só um bebê,depois de muito esforço e resistência ele se rendeu tomou banho,bebeu seu leite e dormiu.

Van:amor o almoço tá pronto.

Clara:Já tô indo deixa só eu ajeitar ele aqui.

Van:tá vou te esperar lá.

Clara:não,fica aqui comigo.(fazendo)

Van:Ai meu Deus que mulher mais manhosa que fui arrumar.(a abraçando)

(no outro quarto)
May:Mas que droga eu não acredito.(revirando a mala)

Thais:O que houve hein?(secando os cabelos)

May:Esqueci meu secador.(bufando)

Thais:pega o meu,tá dentro da minha mala.

May:Mas você não vai usar?

Thais:Não tenho essa frescura,só a toalha tá de bom tamanho.

May:Depois o cabelo resseca e fica igual uma esponja ai não sabe o porque.

Thais:O seu já ressecou então?(irônica)

May:Você não perde uma oportunidade de me alfinetar né?tudo isso é amor?

Thais:Não mesmo.(rindo)

May:Sabe Thais,eu até gosto desse seu jeito marrento.(sorrindo)

Thais:Eu até suporto seu jeito chato.

May:Desarma um pouco.

Ao terminar essa frase ambas não repararam mas estavam quase que com os rostos colados,ao se dar conta disso Thais resolve quebrar o contato.

Thais:Er..tô descendo,seca ai..e…ér…depois desliga da tomada.(saindo)

May:hahahahaha

(na sala)

Sol:Meninas o almoço tá pronto!

(no quarto)

Van:Tá bom,já vamos descer!(gritando)

Clara:Vanessa!!!

Van:Desculpa esqueci.(se referindo a Max)

Clara:Olha essa bagunça quase não dá pra distinguir de quem é qual roupa.(impaciente)

Van:É não exatamente,por exemplo essa meia aqui é muito pequena pra ser nossa,logo é de Max.(rindo)

Clara:Ha Ha Ha como você é engraçada.(revirando os olhos)
Van:Vamos descer vai.

O almoço seguiu normal eu já estava “melhor"afinal era um final de semana perfeito demais para eu ficar de bode e imaginando besteiras,após terminarmos vanessa e as meninas resolveram dar uma volta,eu queria ficar em casa mas quem disse que ela deixava.e.e

Van:Vamos coração.(fazendo bico)

Clara:Van o Max,não posso sair e deixar ele,ele chora se não me ver.

Van:Mas ele dormiu quase agora,vai demorar a acordar e tem mais,minha mãe vai ficar qualquer coisa ela liga.

May:É Clara para de cu doce e vamos.

Van:Vai amor!

Depois de muita insistência e de conseguir me irritar,por fim resolvi ir afinal o dia estava realmente muito lindo.

Clara:Ué vamos de carro?

May:Você não acha que vou andar com esse salto,nessas ruas de terra a pé né?

Thais:Tira o salto e coloca um tênis,pronto,resolvido o problema.(sorrindo irônico)

Van:É meio complicado andar de alto por aqui viu May.(rindo)

May:Sério que vocês querem ir andando?(incrédula)

Clara:Ai gente eu tô com a May,olha esse sol.(respirando fundo)

Thais:Van lembra daquelas bikes que tinha aqui?

Van:Ah é verdade,acho que ainda tem,estão nos depósitos e…

Clara:Pera…bicicleta?me recuso…(cruzando os braços)

E mais uma vez não consigo manter minha palavra e lá estava eu toda desengonçada em cima de uma bicicleta e.e,Vanessa ia ao meu lado e hora ou outra quando eu perdia o equilíbrio ela ria de mim,até que tava demorando para o obvio acontecer.

Clara:Chega!(descendo da bicicleta)

Van:Ah amor para vai.(rindo)

Clara:Vai ficar me zoando?(irritada)

Van:Amor foi só um tombinho de nada.(prendendo o riso)

Clara:Porque não foi você.(séria)

Van.Vem cá…(a abraçando por trás)..ninguém viu,e eu não vou falar.

Clara:Falando nisso,cadê as meninas?

Van:Foram dar uma volta do outro lado,quero que você conheça um lugar.(sorrindo)

Clara:você já tava planejando.(séria)

Van:Sim,agora vem cá,me dá sua mão!(sorrindo)

(em São Paulo)

Fabian:Pronto!

Pepa:Como conseguiu assim tão fácil?

Fabian:Como você,também tenho meus "contatos”

Pepa:Ok,bom agora a gente espera ela voltar de viagem para executar a segunda parte do plano.

Fabian:Que seria?

Pepa:A separação do casal,apesar que depois da surpresinha que deixamos ai dentro,Vanessa não vai querer saber da “namoradinha”.

Fabian:Contanto que ela volte pra mim.(dando de ombros)

Pepa:E vai,assim como a vanessa será minha,é questão de honra.(sorrindo vitoriosa) 

             ========= Torcida_amada=========

Capítulo 21.

Vanessa teve traumatismo craniano leve, apesar de estar com o cinto, talvez o corpo de Clara ao se debater no carro tenha atingido ela, causando. Teve algumas escoriações no corpo, mas nada mais sério.

Ela acordou estava numa sala limpa e algumas macas e muitos aparelhos, tentou falar alguma coisa, mas sua voz pesava, ficou olhando ao redor até uma moça chegar até ela.

Enfermeira: Olá Vanessa Mesquita.

Vanessa olhou atenta pra ela, mas não conseguiu responder.

Enfermeira: Você está no Hospital São Camilo, eu sou enfermeira, e você está na UTI, você sofreu um acidente de carro. O médico vai vim te ver e te explicar melhor, tá bom?

Vanessa: Tá…

Com uma voz muito embargada e cansada, além de ter feito muito esforço pra falar uma pequena palavra, ela estava nervosa por causa desse acidente que ela nem sequer lembrava, algumas lágrimas escorreram dos olhos dela, apesar de estar em um hospital, ela estava sozinha, o medo começou a percorrer pelo corpo dela, e se ela estivesse com algum problema nas pernas?! Começou a tentar fazer movimentos, olhou para os pés e viu o lençol mexer com os movimentos dos dedos, agradeceu a Deus por aquilo. Ela só queria lembrar de onde vinha e se estava sozinha. Vanessa não teve nenhum problema na memória, ela só não estava lembrando porque estava se pressionando demais, causando nela esse esquecimento.

Médico: Oi Vanessa! Que bom que está acordada! Meu nome é Dr. Jonas, sou seu médico. Você teve traumatismo craniano leve, chegou aqui no hospital por volta das 6h da manhã de hoje, e agora são 17h, você veio aqui para UTI para ficar em observação, e dormiu durante o dia todo porque seu corpo estava cansado e sedamos você para fazer os exames necessários, seu quadro é estável e você está muito bem, vai ficar mais uns 2 dias aqui parar fazer uns exames e logo receberá alta. Agora, vou fazer alguns testes com você tá bom? E logo logo você vai ser encaminhada para um quarto e receber a visita da sua mãe e de seus amigos, certo?

Vanessa dessa vez assentiu com a cabeça e prestava atenção em casa coisa que o médico dizia ou fazia. Logo ele terminou e deu a alta dela da UTI, fazendo ela ser transferida para um quarto. Assim que sua maca saiu da sala da UTI no corredor estavam esperando: Tia Sol, Thais, May e Júnior. Antes dela acordar, eles estavam reunidos conversando, quando foram avisados. Vanessa na maca não aguentou a emoção e deixou várias lágrimas caírem, e lembrou que estava na festa e com certeza ela saiu de lá com a Clara, e ela não estava ali entre eles, suas lágrimas começaram a aumentar mais e mais, o desespero estava grande, Vanessa queria poder conseguir falar e chamar por Clara, queria abraços de todos e queria ser confortada, mas simplesmente só fazia chorar.

Tia Sol: Minha filha! Meu amor!! Você está bem, graças a Deus!!

Thais: Amiga, vai ficar tudo bem.

Ela olhou pra Thais como se pedisse para que ela contasse o que tinha acontecido e aonde estava Clara. Thais não podia fazer isso, não agora, esperaria ela está no quarto para todos juntos fazerem isso, ela estava visivelmente abalada e cansada, precisaria do apoio de todos com certeza.

Vanessa foi instalada no quarto e todos estavam com ela, fizeram ela se acalmar aos poucos.

Tia Sol: Van, tenha calma, você não tá conseguindo falar porque está muito nervosa. Tenha Calma, você não tem com que se preocupar, tudo ficará bem.

Todos concordaram com as palavras da Tia Sol e beijaram e abraçaram Vanessa, naturalmente a cabeça e o corpo dela foram se tranquilizando, sua mãe e seus amigos estavam ali, realmente ela precisava se acalmar.

Ela conseguiu falar.

Vanessa: Clara…ela estava comigo?

Tia Sol: Estava.

Vanessa: Cadê ela?

Tia Sol: Filha, a Clarinha estava sem cinto e se machucou um pouco mais do que você, ela está fazendo uma cirurgia agora.

Vanessa: Porque eu não deixei ela dirigir? Eu nem me lembr…

Thais: Quem estava dirigindo era ela.

Vanessa: Mentira! A Clara nem gosta de dirigir!

Júnior: Van, é verdade. Ela que estava dirigindo, você foi socorrida de cinto no banco do passageiro.

Vanessa: Meu Deus! A Clara tem o Max! E ele aonde está e como está? Ele com certeza tá sentindo o que tá acontecendo!!

Vanessa falava tudo pausadamente e com uma fraqueza na fala, mas era audível o que ela dizia.

Júnior: Calma, Van! O Max é muito moleque, ele não sabe o que tá se passando, ele tá bem.

Vanessa: Você que pensa, ele é muito inteligente, deve ter ouvido vocês conversando, com certeza ele tá tristinho.

Tia Sol: Calma, Van. Você precisa se recuperar!

Vanessa: Quem precisa é a Clara, ela tem o Max, não pode deixar ele sozinho.

Júnior: Você precisa também Van, você sabe o quanto ele é louco por você, ele precisa de você também!

Vanessa lembrou das palavras do médico, que logo ela receberia alta, e poderia estar com o Max, cuidando dele e dando força, ele precisava tanto quanto ela acreditar que aquilo iria acabar bem, que Clara seria forte e se recuperaria logo depois de Vanessa.

Vanessa: O médico me explicou o meu caso, logo vou sair daqui, respondi bem durante a observação. Mas queria saber mais sobre o caso de Clara.

Tia Sol: Filha, os médicos dela são os únicos que podem falar, e estão em cirurgia, o Júnior assim que souber novidades vai te falar.

Vanessa: E quem tá lá com ela, se você tá aqui Júnior?

May: No momento ninguém Van, até porque ela tá na sala de cirurgia, mas sempre estamos por lá, ela esta nesse hospital também, e sempre trocamos os lugares aqui, algumas horas sua mãe vai pra lá ficar com o Júnior, e nós ficamos aqui, outra hora o Júnior vem ficar com sua mãe aqui e nós vamos pra lá.

Vanessa: Tá na hora de vocês irem pra lá então, lá não pode ficar sem ninguém, Clara precisa mais do que eu. É um calmante natural ver gente conhecida aqui nesse ambiente.

Eles assentiram, apesar de no momento eles não poderem fazer nada, tinham que confortar a ideia de Vanessa, ela precisava se acalmar e se isso acalmaria mais ela, eles fariam.

May: Vamos, eu e você pra lá Jú, deixa a Tia Sol curtir um pouco a Van.

Júnior desabou ao sair do quarto, Vanessa tinha razão, Max precisava de Clara. E Max sentia tudo que estava acontecendo, passou o dia quietinho, assistindo tv e algumas vezes dando um chorinho só pra ser consolado. Dona Rosângela tinha que ficar com ele, ele não largava do pé dela, ela segurava o choro até não aguentar mais, corria pro banheiro e lá chorava com o chuveiro ligado, Max logo procurava ela e ficava olhando com uma carinha triste pros olhos vermelhos de sua vó. Ele estava ali tentando se alegrar e alegrar a vovó.

May o acalmou e ele recuperou a força que o tinha mantido até então.

Júnior: Eu precisava disso May. Vanessa tem razão, imagino como a cabeça dela esta. Tentando se recuperar pra sair logo daqui e olhar por Clara e Max.

May: É ela tem razão. E não se preocupe, sempre que quiser chorar, se afaste e faça, faça como achar melhor, afinal nós precisamos desses momentos para ficarmos mais fortes para os que virão.

Júnior: Será que já saiu da cirurgia?

May: Vamos nos informar.

Quando May e Júnior iam chegando os médicos já se aproximavam.

Clara também teve traumatismo, um pouco mais grave do que o da Vanessa, chegou ao hospital em coma e com uma lesão na medula. Eles só viram ela na maca sendo levada para fazer alguns exames. O dia foi corrido pra ela, fez tomografia e ressonância, e foi detectado um edema cerebral, fizeram todo o possível e Clara respondeu bem todo o tempo, teve um início de hemorragia que foi controlada. Tudo que havia para ser feito fizeram, agora iriam esperar e ver como o cérebro dela irá reagir e torcer parar não causar mais nenhum problema, o caso dela é grave ainda, mas está estável. O problema na medula também foi resolvido, mas deixando todos totalmente atentos ao caso dela, já iniciaram os corticoides e retiraram liquido do canal da medula, logo o inchaço irá melhorar. Ela continua em coma, agora induzido, até o corpo dela reagir a medicação e mostrar melhora. Mas no caso da lesão medular, os corticoides e o procedimento só ajudarão a diminuir a sequela.

Júnior e May choraram abraçados, foram muitas informações, e saber que Clara poderá acordar paralítica foi uma das piores, saber que ela ainda é grave é como obrigar a recarregar todas as energias.

Dr. Jonas: Posso confortar vocês dizendo que temos confiança em Clara. Tudo que ela passou hoje nas cirurgias mostraram o quanto ela é forte.

May: Doutor, o senhor pode fazer outro grande favor pra gente?

Dr. Jonas: Se estiver ao meu alcance.

May: O senhor pode explicar para a… amiga dela tudo isso? Ela também estava no carro na hora do acidente e quer saber qual o real estado de Clara, se nos contarmos ela não vai acreditar.

Dr. Jonas: Me dê o nome dela e o quarto que ela está, preciso ver o prontuário dela e conversar com o médico dela, se ele julgar que todas essas informações não irá prejudicar ela, irei sim.

May anotou e deu ao médico, Júnior foi em casa conversar e explicar a mãe, já era tarde, May se juntou a Thais no quarto de Vanessa.  Em duas horas, antes de deixar o plantão, o médico entrou no quarto de Vanessa, ela estava acordada conversando com Thais e May, Tia Sol tinha ido em casa descansar e cuidar dos meninos.

Dr. Jonas: Boa noite.

Vanessa: Boa noite.

Dr. Jonas: Vanessa, você não me conhece, sou o Dr. Jonas, médico da Clara.

Dr. Jonas: Eu vim aqui a pedido da sua amiga, Mayra. Conversei com o seu médico e ele me autorizou a conversar com você sobre o estado de Clara.

Vanessa ouviu atentamente tudo o que o Dr. Jonas explicava, algumas lágrimas caíram durante a conversa bem franca, ele era bem direto e realista, mas ao mesmo tempo conseguiu confortar.

Vanessa: Eu sei que isso não é o maior problema, mas, ela vai ficar paralítica com certeza?

Dr. Jonas: Vanessa a cirurgia foi parar minimizar qualquer problema que acontecer, ela tem pequena chance de não ficar, mas o lado positivo é que é reversível, ela pode fazer fisioterapia e reverter o quadro dela.

Vanessa: Sei. Entendo. Fico mais aliviada de saber disso, mas ao mesmo tempo estou sem chão.

Dr. Jonas: Sei como se sente, mas procure manter o foco na sua recuperação a de Clara será mais demorada, mas se Deus quiser, será uma boa recuperação. Estou muito confiante.

Vanessa sorriu amarelo e buscou a mão de Thais, que logo entendeu que ela precisava dela pertinho. Chegou mais perto e a abraçou, o médico se despediu, e elas ficaram as três caladas por instantes, Vanessa não demorou e adormeceu, Thais fazia um cafuné, os remédios eram fortes, tudo contribuiu para isso. A confiança que o médico passou pra ela, fez ela não se abater. 

Capitulo 90

Mores desculpa meu BIIIG ATRASO é porque tive alguns probleminhas aqui, enfim esse capitulo é dedicado para a Larissa que fez aniversario ontem, meu amore parabéns pra você, feliz aniversario e tudo de bom pra ti hoje e sempre. E ainda hoje teremos mais dois capítulos. *–* Beijos no core, ate mais tarde. ♥♥

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Coloquei Max no chão com certo medo e ele se escondeu atrás das minhas pernas e tenho certeza que ele estava com certo medo de entrar naquele quarto assim como eu. O quarto estava só com as luzes próximas a cama acesas e Vanessa não estava no quarto que continha apenas um pedaço de papel que parecia ser um bilhete e um homem de branco estava de costas para a porta mexendo em algumas coisas, assim que ele ouviu minha voz se virou com uma cara séria e só ai que reconheci Jonas.

Jonas: Acho que isso é pra você. – Falou apontando para o papel e eu acendi as luzes do quarto.

Clara: Cadê a tia Sol, Junior e principalmente a Vanessa? – Perguntei segurando a mãozinha de Max ainda com certo medo de entrar.

Jonas: Leia o papel que acho que vai entender. – Falou com um sorriso terno no rosto.

Max: Quede mama? – Perguntou puxando minha blusa e eu o peguei no colo dando um beijo estalado na bochecha.

Clara: Isso é o que vamos descobrir. – Falei caminhando ate a cama pegando o papel e me sentando na poltrona com Max no colo.

“Oi meu amor, tudo bem? Espero que sim. Bom se você estiver lendo esta carta com certeza eu já não vou estar mais aqui no quarto e provavelmente você deu de cara com Jonas e deve estar passando mil coisas pela sua cabeça acertei? Mas calma que eu juro que tentarei te explicar tudo da melhor forma possível mesmo não sendo boa com as palavras. Eu queria muito estar te contato tudo isso pessoalmente mais não foi possível. Bom antes de tudo preciso que se lembre de que eu te amo e que não sou nada sem você e nosso pequeno. Lembrou? Então tá bom. Clara na noite que acordei pela primeira vez depois que tudo aconteceu ainda estava confusa se estava viva ou não ate que abri os olhos com dificuldades e a primeira pessoa que eu vi foi Jonas e claro que comecei fazer varias perguntas, ele pacientemente respondeu todas desviando do assunto “Max” claro que obriguei ele a falar e me contou sobre a situação de Max e que se realmente ele estivesse piorando seria preciso fazer quimioterapia e o transplante de medula. Bom ontem de madrugada acordei sentindo muita dor e quando eu abri meus olhos para chamar alguém para me ajudar me deparei com minha mãe, Junior e Jonas conversando baixinho, eles me contaram que você tinha ido pra casa se cuidar e cuidar do nosso pequeno, mas dai fiquei pensando no porque Jonas estaria aqui as três da manha e ele me contou que estava saindo do laboratório que tinha olhado os exames de Max e estava procurando por você ou por alguém da família, bom… Ele não esta bem meu amor, sinto muito por falar isso. Bom eu já tinha tomado minha decisão na primeira vez conversei com Jonas e mesmo ele brigando comigo e falando que ele não iria fazer isso e mesmo assim eu não mudei de ideia e nem pretendo fazer isso. Passei um bom tempo conversando com minha mãe, Junior e Jonas ontem de madrugada e eles acabaram me entendendo eu tenho certeza que você também ira me entender. Amor, Jonas vai explicar tudo pra você depois porque Max precisara fazer seções de quimioterapia ate no dia do transplante que está marcado para quarta feira às dez horas da manhã. Por favor, não surte com ninguém e me escute ou melhor leia-me. Eu sempre disse que faria tudo por você e pelo nosso filho e é exatamente isso que estou fazendo, na verdade o que toda mãe faria. Amor você não deve saber ainda mais mesmo sem realizar o transplante eu ainda corro grandes riscos de vida e não vou me perdoar nunca se Deus me livre guarde algo acontece comigo e não consigo salvar Max antes disso, então eu prefiro correr esse risco sabendo que Max vai estar do seu lado cuidando de você sempre do que ser egoísta e viver com essa culpa pelo resto dos meus dias. Minha vida uma vez eu te disse que existem pessoas que valem a pena morrer por elas e é claro viver também e vocês dois são essas pessoas, vocês me proporcionaram momentos que eu nunca, jamais vou me esquecer e me fizeram acreditar no amor verdadeiro. Clara você me deu tudo que eu sempre quis na minha vida, um amor, um filho e principalmente uma vontade enorme de viver cada dia ao lado de vocês. Bom não pense que isso é um adeus é apenas uma forma de lhe contar tudo sem fraquejar ao teu lado ao te ver me implorando para não fazer isso, mas lembre-se de que você faria a mesma coisa por ele… Eu te amo para todo o sempre minha vida. Ass.: Sua Vanessa”

Terminei de ler sua carta aos prantos e Max ficou em pé no meu colo me abraçando e tentando limpar minhas lagrimas com beijos por todo meu rosto, o abracei com força para tentar parar de chorar.

Jonas: Eu sinto muito. – Ele falou na minha frente com um olhar tentando me acalmar e eu me levantei com Max nos braços.

Clara: Onde ela esta? – Perguntei ainda chorando e ele abaixou a cabeça.

Jonas: Ela esta bem não se preocupe, mas porque não vamos conversar melhor em outro lugar? – Perguntou baixinho e ele limpei minhas lagrimas enquanto ele me olhava com um olhar calmo para tentar me tranquilizar e eu o abracei de lado. – Quer deixar ele comigo enquanto você lava seu rosto? – Perguntou fazendo carinho nos cabelos de Max.

Clara: Claro, afinal não quero sair daqui com essa cara. – Disse ainda limpando algumas lagrimas e fui ate o banheiro para lavar o rosto na tentativa de melhorar minha cara de choro.

Max: Plese mama no chola maize. – Falou erguendo os bracinhos na minha direção assim que me viu.

Clara: Não vou mais chorar. – Disse pegando ele no colo dando um beijo em sua testa.

Jonas: Bom não comi nada ate agora se importa de ir na cantina comigo antes de irmos para minha sala? – Perguntou enquanto andávamos pelo corredor e eu apenas assenti.

Clara: Onde esta tia Sol e o Junior?

Jonas: Ultima vez que falei com Junior ele tinha ido tomar um banho na casa de Thais e a Solange me disse que iria na cantina ela ainda dele estar por lá. – Respondeu mexendo em seu celular enquanto caminhávamos tranquilos.

Clara: Nunca vi essa porta fechada antes, você já? – Perguntei revezando meu olhar para Jonas e a porta da cantina.

Junior: Clara! – Ouvi a voz do meu irmão atrás de mim e quando me virei levei um susto assim que o vi.

Clara: Pretende ir a uma festa as onze da manha? – Perguntei olhando para o relógio e ele revirou os olhos.

Junior: Preciso de falar uma coisa. – Falou olhou fundo nos meus olhos e eu apenas assenti. – Você se lembra do que me pediu no dia do seu casamento? – Perguntou serio e eu o olhei confusa me perguntando se aquilo realmente era sério e ao ver que ele me olhava a espera de uma resposta respirei fundo.

Clara: Eu te pedi pra me levar no altar, mas o que isso tem haver agora Junior?

Junior: Lembra o que eu respondi?

Clara: “Desculpe Clara mais não posso te levar nunca para o altar sendo que não confio no seu noivo, espero que saiba o que esta fazendo porque não concordo com isso e te levarei no altar com o maior prazer no dia que eu confiar sua vida na pessoa que vai estar a sua espera.” – Respondi séria e ele sorriu de canto. – Me lembro de cada palavra sua naquele dia, mas o que isso tem haver agora?

Junior: Max vem aqui rapidinho. – Falou sorrindo e pegou meu pequeno no colo cochichando algo em seu ouvido que sorriu na hora.

Clara: O que você falou pro meu filho? – Perguntei quando vi Max correr na direção de Jonas me dando tchauzinho e eles entraram na cantina fechando a porta novamente.

Junior: Alguém já te falou o tanto que você é chata? – Perguntou rindo negando com a cabeça. – Para de ficar perguntando tudo mano e vem comigo caladinha. – Falou segurando meu braço e abriu a porta da cantina.

Clara: O que significa isso? – Perguntei com os olhos cheios de lagrimas assim que olhei para os lados e vi Thatha com May lado ao lado uma da outra arrumadas e com sorrisos no rosto, ao lado delas estavam Diego, Jonas e Max entre eles sorrindo pra mim, e na minha frente porem a certa distancia tinha um homem que devia ter uns 40 anos com uma roupa preta, olhei para o Junior sem entender o que era aquilo e ele apenas sorriu apontando para frente e quando me virei vi tia Sol empurrando Vanessa que vinha na cadeira de rodas, todos estavam devidamente arrumados. – Van? – A chamei deixando cair uma lagrima em meu rosto assim que ela ficou na frente do homem vestido de preto.

Max: Mama. – Correu na direção dela sorrindo lhe entregando algo.

Van: Eu gostaria de poder ajoelhar para fazer isso porem é meio impossível… – Falou sorrindo. – Clara Aguilar você aceita casar comigo? – Perguntou abrindo uma caixinha de veludo e eu não continha mais minhas lagrimas de felicidade com aquilo.

Clara: Eu não acredito… – Disse limpando algumas lagrimas e ela sorriu abertamente pra mim.

Van: Não estava nos meus planos fazer esse pedido numa cantina de hospital mais devido à situação. – Falou sorrindo e todos me olhavam ansiosos por uma resposta. – Então aceita?

Clara: Você não precisa me perguntar novamente… – Falei sorrindo assim como ela. – Isso é tudo que eu sempre quis escutar, é claro que aceito. – Respondi sorrindo e pude ver uma lagrima rolar pelo seu rosto, fui andar na sua direção porem Junior segurou meu braço me impedindo.

Junior: Eu te levo no altar. – Falou limpando minhas lagrimas e eu sorri o abraçando forte.

Clara: Eu te amo meu irmão, obrigada por tudo. – Falei em seu ouvido e ele me apertou contra seu corpo.

Junior: Eu também te amo sua pequena irritante. – Falou rindo e eu fiz biquinho. – Vamos sua mulher esta te esperando.

Clara: Vamos… 

Capítulo 47

Olharam-se fascinadas enquanto caminhavam de volta ao salão da festa.


– Você teria mesmo coragem de me apresentar como sua namorada? – Vanessa perguntou tímida.


– Se essa fosse a única forma de você acreditar em mim, sim, eu teria.


– Bom saber disso, mas, por hoje você escapa desse desafio… Só não vai escapar de me tirar daqui para me deixar exausta de tanto fazer amor comigo…


A loirinha mordeu os lábios destilando puro desejo pelo olhar. Não foram para casa, Clara deu uma desculpa às amigas e a irmã que levaria Vanessa ao hospital, por que a amiga não passava bem, logo retornaria para buscá-las no clube.


– Aonde você vai me levar hein? – Vanessa perguntou entregando as chaves do carro a Clara


– Ainda não estou acreditando que você vai me deixar dirigir essa máquina… – Clara disse com os olhos brilhando conferindo o carro.


– Ow! Você tem mesmo habilitação não é?


– Claro que tenho!


– Não me diz que você aprendeu a dirigir em um trator!


– Para Vanessa!


– Então, aonde vamos? – Vanessa perguntou entrando no carro.


– Aprendi com uma pessoa, que ao fazer o convite a alguém, esse alguém tem que estar satisfeito pela minha companhia, não importando o destino.


– Ah pentelha! Olha aí, usando minhas palavras contra minha pessoa!


Clara gargalhou.


– Você vai gostar.


Clara deu partida no carro, depois de afagar a mão de namorada. Vanessa não parava de dar orientações, preocupada com a segurança do seu carro.


– Olha o quebra-molas! Pra que tem um quebra-molas nessa cidade? Você dobrou e não deu sinal? E se viesse uma carroça desembestada atrás de nós e batesse na minha traseira?


Clara optou por apenas sorrir para não se irritar com a namorada. Em pouco tempo, e depois de subir por uma rua íngreme, seguiu por uma estrada de terra, cercada por altas árvores que escureciam o caminho.


– Seria um momento ruim para perguntar se minha namorada é uma serial killer que traz forasteiras para o mato e enterra seus corpos depois de matá-las?


– Que absurdo Van!


Clara exclamou e continuou:


– Não enterro os corpos, empalho todos e os guardo em um porão…


Vanessa arregalou os olhos, depois que Clara fez uma curva repentina e freou bruscamente.


– Agora, vamos a pé.


– Ah! Não saio desse carro não!


Vanessa cruzou os braços, apreensiva. Clara prendia o riso.


– Van, eu não acredito! Você está com medo de mim?


Vanessa ficou tímida, baixou os olhos.


– Se você ficar aí, não vai saber o que vim te mostrar, e vai perder algo incrível!


Clara apelou para a curiosidade da namorada, desceu do carro e caminhou lentamente, como se esperasse a decisão de Vanessa segui-la. Não demorou até a fotógrafa o fizesse.


– Estou aqui, agora me diz, o que você vai fazer comigo? – Vanessa perguntou em tom de desafio.


– Você se lembra de quando você se exibiu no sítio, escalando uma árvore, dizendo que a moça da cidade se dava bem no mato?


– Claro que lembro.


– Quero ver a garota da cidade se garantir nessa árvore aqui.


Clara parou diante de uma árvore gigantesca, semelhante às outras, entretanto, através da sua copa uma fresta da luz do sol lhe destacava das demais.


– Você quer me ver morta mesmo né? Olha a altura dessa árvore!


Vanessa disse indignada. Clara olhou para o relógio, em seguida se desfez das sandálias, amarrou os cabelos e escalou na árvore, até atingir o alto dela através dos galhos.


– E aí moça da cidade? Vai ficar só olhando?


Vanessa balançou a cabeça e perguntou:


– Porque mesmo vale a pena eu arriscar a integridade do meu pescoço e fêmur pra te acompanhar nessa loucura? Você deve ter treinado a vida toda subindo em pau de sebo em festa junina pra ter aprendido a subir assim como subiu aí!


– Tem gente que está com medooooo! – Clara provocou.


Como menina tinhosa, Vanessa aceitou a provocação. Tirou o tênis, respirou fundo, e começou a sua escalada, sem sucesso, escorregou três vezes seguidas, o que despertou as risadas de Clara, e obviamente a fúria da loirinha também. Como se defendesse a própria honra Vanessa se sentiu motivada, mais que isso, obrigada a subir naquela árvore, agarrou-se com toda força que tinha quando mais uma vez os escorregões ameaçavam seu objetivo, até alcançar a namorada no galho forte no alto, se sentou ao lado de Clara praticamente cuspindo os pulmões.


– Está tudo bem Van?


Clara perguntou segurando o riso. Sem condições de verbalizar qualquer palavra Vanessa recuperava o fôlego e enxugava o suor que escorria pelo seu rosto ruborizado, apenas consentiu com a cabeça seu estado. Clara esperou a namorada voltar ao seu estado normal para lhe falar:


– Desde criança, eu escapava para cá quando queria me esconder, por ter cometido alguma travessura em casa, ou simplesmente quando não queria falar com ninguém. A casa dos meus avós fica aqui perto, então eu sempre fazia isso, até meu avô descobrir e me entregar pros meus pais, temendo que algum acidente grave me acontecesse…


– Clara, desculpe-me, sei que deve ter um sentido muito lindo e profundo em você dividir esse lugar de refúgio comigo, mas, da próxima vez, você me fala isso lá em baixo?


Vanessa olhou apavorada para a altura que estavam. Clara gargalhou e respondeu:

– Trouxe você aqui por outro motivo sua boba e insensível! – Clara brincou. – Um dos motivos que me fazia vir aqui, era ver o pôr-do-sol daqui de cima, sempre foi uma imagem que me marcou, era como se renovasse minhas esperanças e energias, não importava o quão grande fosse à encrenca que eu estava metida, assim como o sol se escondia pra descansar e nascer brilhante e forte no dia seguinte assim eu teria que agir, me escondia até tudo se acalmar para surgir de novo disposta a consertar tudo e me redimir.


– Você sempre foi precoce? Uma criança filósofa? Sério? Você é chata desde pequenininha?


Vanessa implicou como conseqüência recebeu tapas no braço da namorada.


– Eu só pensava que tudo ficaria bem quando eu via essa imagem, mais tarde quando as coisas se complicavam para mim, relembrava a imagem que me trazia essa sensação… A luz através dessas folhas, o tom, as cores… Como você é fascinada por isso, quis dividir com você essa paisagem.


Clara apontou para o sol que se punha o céu vermelho por cima da serra, a luz entrecortada pelos galhos, e a postura contemplativa da moça era de longe, a imagem mais bonita que Vanessa poderia ter. Algumas mechas de cabelo soltas no rosto de Clara e um sorriso discreto na boca desenhada tendo como fundo aquele jogo de luzes e cores naturais foi a foto mais perfeita que a loira conseguiu captar na sua mente, ela sabia que tal fotografia a acompanharia para sempre, mesmo não podendo torná-la física, já que não estava com sua câmera ali.

Segundos depois de silêncio e contemplação, as namoradas se encararam, e selaram aquele momento com um beijo delicado.


– Linda imagem, a mais linda de todas é essa que tenho agora… Você colada em meu rosto…


Vanessa sussurrou.


– Melhor descermos daqui, eu acho que não consigo resistir a você por mais tempo… E amar você aqui de cima pode ser trágico…


Riram juntas.

Com a tarde indo embora, ainda sob a proteção da natureza tranqüila, Clara abriu a porta de trás do carro, e puxou o corpo de Vanessa sobre o seu enquanto se deitava no banco.


– Clarinha… Aqui?


– Quero você agora…


Não precisou repetir. Vanessa avançou em sua boca em um beijo faminto, com sua língua percorreu cada pedaço da pele de Clara que ia ficando desnudo pela pressa de suas mãos a despir. O desejo tórrido ditava a entrega de Clara às mãos e movimentos de Vanessa, que pedia espaço entre as pernas da namorada com sua coxa, encaixando-a na altura do seu clitóris, roçando no sexo de Clara até sentir a umidade se configurar no prazer anunciado, se confirmando nos gemidos, e nas unhas sendo cravadas nas costas de Vanessa, quando esta finalmente penetrou seus dedos naquela cavidade encharcada e pulsante.

E quando Vanessa recostou seu rosto entre os seios de Clara, foi a vez desta se deliciar em seu corpo de maneira livre, sem restrições. Sorriu satisfeita, quando deslizou seus dedos pela nuca e costas de Vanessa e viu sua pele eriçar, segurou então o rosto da namorada pelos cabelos, mordiscou seus lábios, lambeu seu pescoço, provocando-lhe até tomar sua boca com a voracidade de um felino algoz diante de sua presa. Vanessa não ofereceu resistência à sua predadora, entregou-se à sua boca derretendo-se na ânsia de ser devorada. E a boca de Clara fez isso, devorou o corpo da fotógrafa, as mãos foram coadjuvantes, mas conduziram o sexo de Vanessa até a língua de Clara, faminta por mergulhar naquele mar de prazer derramado entre as pernas da loira. Depositou ali sua boca, sugando, se deliciando, percorrendo com a língua toda extensão dos pequenos, grandes e apetitosos lábios, edemaciados pelo tesão incontido, pelo gozo liberado por gemidos que chegaram à proporção de um grito de êxtase totalmente justificado.

******

Os dias que restaram do feriado representaram uma árdua luta entre sensatez e o desejo insano despertado pela paixão, louca por ela mesma em seu conceito, tal sentimento por várias vezes colocou o jovem casal de meninas em risco, quando durante as refeições uniam as mãos por baixo da mesa ou roçavam os pés pelas pernas uma da outra. Outras vezes, a mão de Vanessa escapulia entre as coxas de Clara, com afagos nada inocentes, provocando na namorada uma onda de calor que a obrigava a se retirar mais cedo da refeição com uma desculpa esfarrapada, para antecipar o momento de estar a sós de novo com Vanessa.

A família reagia inocente. Definitivamente eram incapazes de ver malícia na amizade entre a colega da capital e Claea, menina estudiosa, exemplo de determinação na família. Vanessa facilmente agradou a todos, e já se dirigia aos sogros com o título de “tios”, para agradar a cunhada, gentilmente improvisou o “book” de Vitória, o que fez a garota se tornar a presidente do seu fã clube oficial.

Na manhã de quarta-feira de cinzas, Vanessa e Clara retornaram a São Paulo, o namoro agora oficial para elas entraria em outra fase na qual, o segredo absoluto sobre o teor da relação delas precisava ser revisto. Seus olhares denunciavam muito mais, pareciam atraídos por alguma força mais potente do que a gravidade, esconder de Marcelo e Júnior o que elas eram na verdade seria tarefa impossível, apesar de Vanessa relutar em tal decisão temendo as conseqüências.

Capítulo 13

Ao chegarem na casa de Vanessa, Tia Sol que estava na sala, recebeu Clara com empolgação, Vanessa seguiu pro banho, Clara fez questão de ficar conversando com a Tia Sol, que a deixou encantada, o jeito espontâneo de Clarinha deixava ela mais linda.

Tia Sol: Clarinha, senta aí, porque a Van vai demorar com certeza.

Clara: Hahaha.

Elas conversaram bastante, Clara falou sobre Max, sobre Vegas, sobre muita coisa da sua vida, Tia Sol escutava tudo com muita atenção, Clara realmente estava dando a volta por cima para se reestabelecer por aqui, ficou feliz de conhecer ela um pouco melhor, e ela era realmente como pensava, uma ótima pessoa. Vanessa apareceu com um vestido preto curto que deixava seu corpo torneado, Clara não conseguiu tirar os olhos de Vanessa, deixando ela muito envergonhada, até porque Tia Sol estava ali observando como Clara tava boba olhando pra Van.

Tia Sol: Pois é Clarinha, tudo que é bom, dura pouco. Que pena, vocês já vão.

Clara: Mas não tem problema, outro dia eu venho aqui pra senhora me passar todos os podres da Van!

Tia Sol: Hahaha. Os de hoje não bastaram?

Tia Sol riu cúmplice pra Clara, ambas só queriam ver a cara de Vanessa, e ela realmente ficou assustada com o fato de sua mãe falar demais.

Vanessa: Manhê, a senhora é minha mãe viu?! Tem que aprender a jogar do meu lado!

Todas riram, apenas Van tava com um sorriso amarelo, pensando no que sua mãe poderia ter contado a Clara. Não que ela escondesse algo na sua vida, mas com Clara ela tinha toda calma, cautela. Não queria que Clara pensasse que ela estava arriada os 4 pneus por ela, por experiência própria, ela sabia que começando assim não iria dar certo. Conhecia as mulheres e sabia que mulheres gostam quando pisam, e não quando alisam.

Se despediram, Clara e Tia Sol sorriam e faziam brincadeiras para aperriar Vanessa. Ao entrar no carro de Van, Clara virou-se e abraçou ela. Vanessa retribuiu o abraço, mas pensou que pudesse ter acontecido algo, aquele abraço de Clara era terno, calmo, um abraço que falava com o coração. Porque estava abraçando ela com tanta urgência, sem motivos e do nada?

Vanessa: Tá tudo bem?

Clara: Tá.

Vanessa: Tem certeza?

Clara assentiu com a cabeça. Aquilo era só um abraço. Cheio de sentimento, mas um simples abraço, ela ficou se perguntando porque Van ficou perguntando isso, porque ficou achando que tinha acontecido algo, ela só queria abraça-la, só isso, e elas já tinham intimidade suficiente pra isso.

Chegaram na boate, encontraram Marcelo, o dono da boate logo na entrada. Clara apresentou Vanessa.

Marcelo: Clarinha, esperei até hoje pra te dizer que desde a entrevista você já tá na nossa equipe. Seja bem vinda.

Clara: Mano, cê tá falando sério?! Não brinca com isso, hein!

Marcelo: É sério. Amanhã você vem aqui pra assinar o contrato.

Clara: Obrigada Marcelo!

Marcelo: Não agradece, você toca muito. Viu o que você fez na última festa? Você foi ótima!

Marcelo se despediu e seguiu pro camarote, Clara tava em êxtase ainda. Vanessa a abraçou e deu um selinho.

Vanessa: Parabéns! Você merece!

Clara agradeceu e retribuiu com outro selinho. Ambas sorriram, estavam felizes. Clara precisava comemorar e também se acalmar, pediram drinks e começaram a beber, logo, logo Clara iria tocar.

May e Thais chegaram e se juntaram as meninas. As duas estavam com saudades, riam, se tocavam, quem olhava pra elas, jurava que eram namoradas de longa data. Depois de 1 semana estavam se revendo, mas agora com um gosto diferente, May teve que viajar ao Rio logo depois de “conhecer” Thais, foi resolver umas coisas na editora onde ia lançar seu próximo livro. Passaram a semana conversando quase que 24h quando não estavam em ligação, se falavam por whatsapp, elas tinham muito em comum, e ainda tinham uma vontade enorme de ter um contato maior. Mas nenhuma das duas entendia o que se passava, elas não tinham atitude, não conseguiam, os pensamentos travavam elas. Thais acreditava que porque nunca chegou em uma mulher, não iria saber como fazer, agir, pegar, beijar e ainda tinha mais, ela conhecia a fama de May, se ela estava afim dela, porque não chegou junto? Ela pensou que poderia estar confundindo as coisas, sabe se lá, apesar dos olhares e flertes de May, talvez fosse só um joguinho dela pra ela tomar uma atitude e ela dispensar. Já May que achava-se a pegadora, tinha medo de ir rápido demais e acabar assustando Thais, ela poderia acabar pensando que ela só a queria por uma noite, uma ficada, uma transa, e pra ela Thais era diferente, ela realmente sempre pagou pau pra Thais e conhecer ela melhor só influenciou mais ainda esses pensamentos, já que Thais disse várias vezes que conhecia a fama de May e Clara, elas eram o terror das meninas, pegavam, desapegavam e deixavam uma fila de iludidas. Tiveram a mesma ideia inconscientemente, beberiam bastante e deixariam a bebida falar e agir por elas. Era uma ótima ideia.

Clara deu um beijo em cada uma e seguiu pra cabine de Dj. Vanessa ficou fitando até ela começar a tocar. May avistou uns primos do Rio, falou com as meninas e prometeu não demorar, iria só dizer um Oi. Van e Thais assentiram.

Vanessa: E aí… é namoro ou amizade?

Thais suspirou.

Thais: Sinceramente, não sei. A gente não ficou ainda.

Vanessa: O que? Todo esse grude e nem sequer um beijinho?

Thais: Nada, só conversamos, conversamos e conversamos.

Vanessa: O que tá faltando mano? Pela sua cara e pela dela, vocês querem muito!

Thais: Da minha parte é verdade, eu quero. Maaaas…

Vanessa: Ah mano, é óbvio que da parte dela também! Da pra ver no jeito que ela se comporta.

Thais: As vezes eu acho que não. Você sabe a fam…

Vanessa: Ah, nem vem com essa Thais, a mina tá caidinha por você. Esquece esse negócio de fama disso ou daquilo. As vezes as pessoas mudam. A Liza tinha fama de que? De lezada, que sempre era a magoada e pobre coitada da história e taí o que ela fez com você.

Elas foram interrompidas por uma voz bem próxima a Thais.

Liza: Oi meninas!

Vanessa que não gostava nenhum pouco dela, por causa das coisas que ela fazia a Thais nem se deu o trabalho de responder, baixou a cabeça e quando tornou a levanta-la, May estava a sua frente com um olhar de surpresa e medo, medo de que Thais saísse com Liza e a deixasse ali. Vanessa notou a frustação de May e pegou na mão dela, como se avisasse que estava ali.

Thais se virou e começou a trocar algumas palavras com Liza. Por algumas vezes Thais parecia gritar, Liza pegou na mão dela, apertou, fazendo Thais tentar se desvencilhar, e começou a puxar Thais. May chegou rapidamente e segurou Thais pela cintura, fazendo Liza parar bruscamente.

May: Você quer ir?

Thais: Não. Quero ficar com você.

Liza: Que porra é essa? Solta ela.

May: Solta ela você. Ela não quer ir.

Liza olhou com desaprovação pra Thais, Vanessa também se aproximou e tirou a mão de Liza, fazendo ela ficar ali no vácuo por uns milésimos de segundo. Liza ficou em choque com toda aquela ação, mas saiu como se nada tivesse acontecido. May abraçou Thais de lado e voltaram pra onde estavam. Thais sentou em um dos bancos junto com Vanessa, May ficou a frente delas, pediu mais drinks e cada uma estava servida e todas em silêncio. Thais puxou May pra mais perto dela, a abraçou e agradeceu, mas não deixou May se afastar tanto, colaram os lábios por alguns segundos e se olharam, só pra confirmarem que era aquilo que queriam, sorriram e continuaram, deixando suas línguas se conhecerem e matarem aquela vontade contida a dias.

Vanessa sorria satisfeita com a atitude de Thais, ela realmente merecia coisa melhor do que a Liza, e May olhava pra ela diferente, era notável como ela tinha um carinho por Thais. Ficou com seus pensamentos vagos até ser surpreendida por Valter, ele notou o olhar dela distante aproveitou e deu um selinho. Vanessa se virou deu um tapa no braço dele, mas logo o abraçou.

Vanessa: Tá louco, mano? Quer levar porrada?

Valter: Que isso Van! Vai com calma, de você eu apanho.

Valter sentou do lado dela e começaram a conversar, ele sabia como prender Vanessa a ele, começou a falar do cachorrinho que ele adotou por causa da filha, que estava apaixonado e que se soubesse que era tão bom, teria adotado sem a filha pedir. Vanessa estava com os olhos brilhantes, saber que um cachorrinho que sofreu tanto, agora estava sendo bem tratado a fazia muito feliz.

Clara desde que começou a tocar olhava pra pista e pra Vanessa, sabia o quanto ela chamava atenção na balada, e ficava preocupada com os caras sem noção, Van era esquentada pra esse tipo de cara, e poderia acabar em uma confusão. Mas seu semblante já no fim da apresentação mudou quando viu o selinho do cara em Vanessa e ainda por cima logo depois ela abraçou o cara.
Ficou tentando ver quem era, poderia ser um conhecido, mas não conseguiu reconhecer. Ficou incomodada quando o cara sentou do lado de Van. Tava rezando pro set acabar e ela descer e ver aquilo de perto, com certeza não era nada, mas queria conferir. Desceu rápido, nem falou com Marcelo, seguiu linha reta até Vanessa, quando chegou mais perto pode ver a mão do cara na perna dela, os dois sorriam e os olhos dela brilhavam. Ela sentiu um formigamento começando dos pés. Várias dúvidas apareceram sobre sua cabeça, não teve outra atitude se não ficar ali parada. Vanessa quando a viu, sorriu e a puxou.

Vanessa: Clara, esse aqui é meu amigo Valter. Valter, essa é a Clara.

“Essa é a Clara”, ela repetiu isso pelo menos umas 3 vezes na sua cabeça. Sorriu falso pra ele, pediu licença e foi sentar ao lado de Thais.

Vanessa continuou conversando com Valter animadamente, enquanto Clara se aproximou de May e Thais que parabenizaram pelo set que tava muito foda. Clara sorriu mas não conseguia disfarçar o quanto estava incomodada com aquela situação, mas, resolveu deixar pra lá e ficar ali trocando ideia com as meninas, vez ou outra May já bêbada brincava com a cara de tacho que Clara tava, fazendo Clara ficar envergonhada. Ela vez ou outra via Valter falando no ouvido de Vanessa, pegando na mão e nas pernas dela, aquilo fazia Clara fervilhar por dentro, dava uma raiva. Vanessa se despediu de Valter e procurou Clara, que estava do lado de Thais, como se estivesse escondida. Com certeza tava com ciúmes, percebeu os olhares de Clara assim que ela chegou, aproveitou Valter ali, pra ver até onde Clara aguentaria com os ciúmes, e ela realmente suportava bem. Mas foi só Clara ameaçar ir sozinha ao banheiro que Vanessa pulou do banco e parou ao lado dela.

Vanessa: Vai ao banheiro?

Clara: Vou.

Vanessa: Vou com você. Tô com vontade faz tempo.

Clara: Nem parecia, cadê seu amigo, foi embora?

Vanessa: Foi sim.

Vanessa ria por dentro, Clara tava com muito ciúme, e era muito fofa daquele jeito, dava vontade de apertar e agarrar muito.

Clara: Quando a gente voltar do banheiro, vamos embora?

Vanessa: Porque?! Tá muito boa a festa! Vamos ficar mais um pouquinho…

Clara tava sem entender nada, uma hora achava que Vanessa era realmente afim dela, outra hora achava que Vanessa não sabia o que queria, realmente a Van mexia com ela e ela não sabia qual era a dela. Mas decidiu deixar rolar, ser feliz era o que realmente importava pra Clara. Apesar daquilo ter incomodado ela bastante, iria deixar pra lá.

Quando se juntaram as meninas May logo entregou Clarinha pra Van.

May: Van, não faz mais isso, viu? Pensei que a lôra ia infartar!

As 3 sorriram, só não Clara que fuzilou May com os olhos.

Vanessa: Que foi Clara? Tava com ciúmes?!

Clara: Lógico, né?!

Vanessa: Ai que fofaaa…

Vanessa abraçou Clara apertado e deu uns beijinhos no rosto e alguns selinhos seguido de um beijo de tirar o fôlego. Clara em 2 minutos esqueceu tudo e se deixou levar. Era realmente uma frouxa apaixonada. Ficaram ali mais alguns minutos e decidiram ir embora, May tava muito bêbada e as 4 estavam precisando de intimidade. Decidiram ir à casa de May, ela estava bêbada e insistiu bastante. May e Thais que haviam ido de táxi foram no carro com Van e Clara.

May e Thais tinham pressa em chegar ao quarto começaram a se agarrar na garagem mesmo, May quase derrubava as duas umas quatro vezes, fazendo Vanessa e Clara ficarem uns minutos dentro do carro rindo da cena e esperando as duas seguirem pro quarto, ficar vendo aquela cena era meio estranho, sorriram.

Vanessa: Parece a gente, lembra? Era tanta pressa que mal saímos do carro.

Clara: Não faz eu me lembrar!

Vanessa sorriu safado e Clara saiu do passageiro e sentou no colo de Vanessa que ainda estava sentada frente a direção, as duas engataram um beijo com uma pegada forte, era puxão de cabelo, chupão no pescoço, em segundos Vanessa tirou a blusa e o sutiã de Clara, aquelas mãos fortes e bem resolvidas de Vanessa dava um tesão em Clara. Vanessa caiu de boca nos seios de Clara, fazendo ela gemer e se contorcer, subia ao pescoço fazendo Clara amolecer e se entregar completamente. Vanessa abriu a porta do carro, fez Clara descer foram para o quarto abafando as gargalhadas com beijos, Clara já quase nua e Vanessa tirando o vestido, bateram de frente com Thais saindo no corredor. As 3 gargalharam muito, Vanessa escondeu os peitos de Clara com a mão.

Thais: Ih, Van… Nem perde seu tempo, eu só tenho olhos pra May!

Clara: Vai transar meu, o que cê quer no corredor?

Thais: May vomitou, tô indo pegar um remédio e água pra ela.

Thais deu as costas pra elas, elas se olharam e riram da cena. Mas logo lembraram o que faziam no corredor e seguiram se pegando até o quarto.

Clara e Vanessa estavam satisfeitas com todo o clima e com a transa, as vezes que tinham se visto na semana, sempre tinha Max, mesmo quando o clima esquentava elas tinham que esfriar os ânimos, Max estava sempre esperto e fazendo danações.

Thais cuidou de May que não tinha condições de fazer mais nada, só deitaram abraçadas e dormiram.

Capítulo 92

- Sérgio: Na verdade precisamos ver onde será melhor pra ela.

- Solange: O que vocês acham?
- Junior: Em Porto Alegre há excelentes hospitais, mas acho que nesse caso, São Paulo será melhor.
- Solange: Mas como vamos fazer?
- Clara: Bom, vocês podem ficar comigo no apartamento da Van. - Todos a olharam. - É…eu terminei meu noivado há poucos dias e estava no apartamento dela.
 
- Sérgio: Ficaremos poucos dias, até acharmos um apartamento pra nós.
- Solange: Obrigada.

 
Sérgio e Junior foram dar iniciativa no processo de transferência. Depois de algumas horas, várias ligações, vários papéis assinados e eles finalmente conseguiram. No dia seguinte eles viajariam cedo para o Brasil.
 

Durante a viagem de volta, Vanessa foi separada deles com uma equipe médica, enquanto o pessoal foi em um avião normal.

 
Enquanto isso no Brasil

 
Durante a semana Fabian tentou ligar para Clara, mas seu celular só dava desligado. Preocupado ele entrou em contato com os pais dela e contou-lhes tudo o que havia acontecido. Assim que souberam, os pais dela e Fabian se juntaram e começaram a procurar Clara feitos loucos.

- Paula: Fabian? Que surpresa você aqui. - Os pais de Clara surgiram. - Aliás, vocês.
- Fabian: Paula, você sabe onde a Clara está?
- Rosangela: Por favor Paula, nos diga onde ela está.
- Paula: Calma gente, a Clara está bem. Uma amiga nossa se acidentou fora do País e ela junto com a May e o Junior foram para lá.
- Fabian: Pra onde?
- Paula: Foi para o Canadá, onde exatamente eu não sei. Mas eles estão bem, Junior me liga todas as noites.
- Henrique: Eu não acredito que ela fez o que fez e viajou para o Canadá!
- Rosangela: Você sabe quando ela volta?
- Paula: Será por essa semana.
- Henrique: Assim que ela chegar, nos avise por favor.
- Paula: Sim senhor.
- Fabian: Obrigado Paula. - Eles retiraram-se.

Imediatamente Paula correu para o telefone para avisar Junior, como eles estavam no avião, o celular deu desligado então ela mandou uma mensagem. Horas depois e eles chegaram no Brasil e foram direto para o hospital. Marcos, o novo doutor de Vanessa veio falar com eles.

 
- Marcos: Boa noite, me chamo Marcos e serei o novo médico da paciente Vanessa. - O pessoal o cumprimentou. - Preciso que alguém venha comigo para assinar uns papéis e me contar tudo o que aconteceu.
- Sérgio: Eu sou o pai da Vanessa, eu vou com o senhor. Junior, poderia vir comigo? Não sei tudo o que aconteceu no acidente.
- Junior: Claro, vou sim. - Eles retiraram-se.

 
Logo veio uma enfermeira falar com as meninas, ela contou que Vanessa já estava no quarto e estava bem, também as aconselhou a ir embora, pois hoje seria impossível ver Vanessa, já que eles fariam exames a noite toda.

 
Clara não quis ir, diz que ficaria a noite e no dia seguinte quando alguém chegasse ela iria para casa tomar um banho e a empresa rapidinho. O pessoal questionou, mas acabaram aceitando.

Junior levou os pais de Vanessa até o apartamento dela e logo seguiu para seu apartamento. Lá ele contou tudo para Paula e Edu.

Durante a noite não teve nenhuma novidade, Vanessa não acoradava, não se mexia, não reagia. Lá pelas seis horas da manhã, uma enfermeira autorizou Clara a vê-la.

 
Clara rapidamente entrou no quarto e a viu lá, deitada, quieta, sem reação alguma. Ela aproximou-se e segurou sua mão. Antes de voltarem ao Brasil, o médico do Canadá deu a Clara uma sacola, com alguns pertences de Vanessa. Dentro da sacola, entre as coisas, havia o anel que Clara tinha dado a ela.

 
- Clara: Oi meu amor! - Beijou a testa de Vanessa.

 
Clara não conseguiu falar mais nada, apenas ficou a olhando enquanto algumas lágrimas caiam por seu rosto. O estado de Vanessa a matava por dentro cada dia um pouco mais, mas ela sabia que precisava ser forte, ser muito forte, por ela e por Vanessa. Clara pegou o anel e colocou em seu dedo.

 
Logo ela puxou uma cadeira e sentou-se ao seu lado. Clara permaneceu em silêncio, olhando para Vanessa enquanto pensava em tudo o que haia acontecido entre elas desde que se conheceram. Sem perceber ela ficou assim durante uma hora e meia e só foi acordada de seus pensamentos quando os pais de Vanessa chegaram.

- Solange: Clara? - Clara a olhou.
- Clara: Oi dona Sol. Bom dia. - Levantou-se e secou suas lágrimas.
- Solange: Como ela passou a noite?
- Clara: Bem, ainda que sem novidade.
- Solange: Vai pra casa, você precisa descansar.
- Clara: Eu vou. Preciso tomar um banho.
- Solange: Eu fiz um café antes de sair de casa, tome-o.
- Clara: Obrigada. Por favor, qualquer coisa me ligue.
- Solange: Ligo sim.

 
Elas trocaram telefone e antes de Clara sair, ela olhou mais uma vez para Vanessa e saiu. Paula, Edu, May e Junior foram até o hospital para visitar Vanessa. Em seguida May foi para o seu trabalho e Paula para o apartamento de Vanessa, visitar sua amiga.

No quarto de Vanessa

 
- Edu: É difícil ver ela assim.
- Junior: É duro, cara.

 
Eles não trocaram mais nenhuma palavra. Uma lágrima rolou no rosto de cada um e o silêncio os confortou.

 
No apartamento de Vanessa

 
Assim que chegou em casa, Clara tomou um banho e ao terminar seu banho a campainha tocou, era Paula.

- Clara: Ai amiga, que bom que você veio! - Elas se abraçaram e Paula entrou.
- Paula: Como você está?
- Clara: Péssima! - Elas sentaram-se no sofá.
- Paula: Nota-se! Você está branca e com olheiras. Tem se alimentado?
- Clara: Não tenho fome, não tenho vontade de nada na verdade.
- Paula: Ai amiga, você precisa comer, precisa estar forte.
- Clara: Você já viu ela?

- Paula: Sim, vim de lá agora. - Clara começou a chorar.
- Clara: Eu não aguento ver ela daquele jeito. - Paula a abraçou.
- Paula: Eu imagino como deve ser difícil.
- Clara: Tenho medo Paula, tenho muito medo dela não acordar mais.
- Paula: Isso não vai acontecer!
- Clara: Preciso da minha Van! Preciso ver aqueles olhos de novo, preciso sentir o toque dela, necessito do abraço dela, Paula!- Uma lágrima caiu pelo rosto de Paula que a abraçou ainda mais.
- Paula: A Van vai acordar, acredite.

Elas ficaram abraçadas em silêncio alguns longos minutos.

- Clara: Se eu soubesse que aquela seria nossa última noite, eu teria feito tudo diferente! Teria a abraçado mais, a beijado mais, dito mais vezes que eu a amava. Isso me corrói por dentro! - Voltou a chorar.
- Paula: Vou pegar um copo com água pra você, só um segundo. - Retirou-se da sala, voltando minutos depois. - Beba e tome esse remédio, é um calmante.
- Clara: Não quero remédios.
- Paula: Você precisa, Clarinha. Pela Van, por favor.
- Clara: Não! Eu quero ir ao hospital de novo.
- Paula: Descanse um pouco, nem que seja uma hora apenas, qualquer coisa, qualquer coisa mesmo eu te acordo. Vou ficar com você aqui.

- Clara: Tá bom. - Clara pegou a água e o comprimido e o tomou.

Logo em seguida, Clara deitou em sua cama e Paula foi junta, assim que ela deitou, Paula deitou junto e a abraçou. Clara adormeceu com o carinho da amiga.

- Paula: Oh minha amiga, força! Você precisa ser muito forte agora. - Beijou sua cabeça. - Não quero nem pensar se o pior acontecer.

Lá pela uma da tarde Clara acordou e foi até a sala.

- Clara: Eu dormi demais.
- Paula: Você estava precisando. Fiz o almoço, vou esquentar pra você.
- Clara: Não, eu vou para o hospital.
- Paula: Acabei de ligar pra mãe da Van e por lá esta tudo ok. Agora trate de comer.

Paula esquentou o almoço e com muito esforço conseguiu fazer Clara comer um pouco. Após isso ela lavou a louça.

- Paula: Quando você vai a empresa?
- Clara: Tava pensando em ir hoje, mas não to com muita vontade.
- Paula: Clarinha, eu não quero te dar mais problemas, mas preciso te contar que seus pais já sabem que você acabou o noivado.
- Clara: Como eles souberam? Nossa, havia até esquecido disso.

- Paula: Eu não sei. O Fabian apareceu lá em casa com eles querendo saber de você. Eu disse que você tinha viajado para fora do País por causa de uma amiga nossa que sofreu um acidente. Seu pai está muito bravo. Pediu pra avisá-lo assim que você voltasse.
- Clara: Mais essa agora. - Respirou fundo.
- Paula: Você sabe que cedo ou tarde vai ter que encará-los.
- Clara: Sei, mas agora não to com cabeça pra isso.

Paula resolveu deixar esse assunto de lado.

- Paula: Bem, e agora tarde, o que pretende fazer?
- Clara: Vou a empresa e de lá para o hospital.

Paula levou Clara em sua empresa e de lá foi para seu trabalho. Clara viu algumas coisas pendentes e pediu para sua funcionária de confiança tomar conta de tudo. Lá pelas cinco e meia da tarde, Clara foi para o hospital.

- Clara: Como ela está? - Entrou no quarto de Vanessa e foi até ela.
- Sérgio: Sem nenhuma novidade.
- Clara: Se vocês quiserem podem ir, eu fico com ela agora.
- Solange: Nós vamos, qualquer coisa nos ligue, por favor.

- Clara: Podem deixar. Boa noite. - Eles a desejaram boa noite também e retiraram-se.

Nisso, Clara deu um beijo na testa de Vanessa e sentou-se ao seu lado.

- Clara: Trouxe uma coisa pra você, Van. - Pegou uma rosa de uma de suas bolsas. - É uma rosa, vou deixar aqui nesse vaso. - Levantou-se, colocou água no vaso e a deixou do lado da cama.

Após isso, Cçara sentou-se novamente e ficou olhando fixo para o rosto de Vanessa, como se esperasse algum movimento de sua face, mas foi em vão. Nisso chegou Junior.

- Junior: E ai Clarinha, como está? - Deu um beijo em sua cabeça.
- Clara: Sobrevivendo.
- Junior: E a Van? Sem novidades?
- Clara: Nada.
- Junior: Eu fico com ela hoje, vai pra casa.
- Clara: Não, não quero Ju. Quero ficar com ela.

Junior insistiu bastante, mas não conseguiu convencer Clara. Então os dois acabaram passando a noite lá. Na manhã seguinte, Clara foi para sua casa e dormiu um pouco com ajuda de calmantes. Junior, por sua vez foi para sua casa, tomou um banho e foi para o seu emprego. Durante o dia foram visitar Vanessa, Edu, May e Paula.

Três semanas se passaram

Três semanas se passaram. A vida de Clara se tornou da casa para o hospital e do hospital para casa. Ela não fazia nada além disso. Vanessa não havia tido nenhuma melhora, mas também nenhuma piora. Em uma tarde qualquer, Junior e May foram visitar Clara.

- Mayra: Como está prima?
- Clara: Indo.

Depois de algumas poucas horas conversando.

- Junior: Clarinha, você precisa continuar sua vida.
- Clara: Como com a Van naquele estado?
- Mayra: O Ju tem razão, prima. Amanhã ou depois a Van acorda e aí? Ela vai precisar de você. Você precisa ter uma renda estável.
- Junior: Sem contar com o que pode acontecer se o seu pai descobrir sobre vocês.
- Clara: É difícil gente.
- Junior: Você precisa ser forte por você e pela Van. É difícil, mas a Van vai precisar muito de você quando acordar.

Aquelas palavras mexeram com Clara. Ela resolveu fazer como seus amigos a aconselharam. Pra começar com a mudança, Clara resolveu encarar seus pais de uma vez por todas.

 
Mais uma semana havia se passado, Vanessa ainda não tinha nenhuma melhora. Depois de muitas ligações não atendidas, Clara resolveu ir a casa de seus pais.

 
- Paula: Tem certeza que você está pronta?
- Clara: Preciso fazer isso logo.
- Paula: Quer que eu vá junto?
- Clara: Não. Obrigada amiga.

 
Clara retirou-se e foi até a casa de seus pais. O nervosismo tomava conta dela a cada passo dado. Finalmente ela estava lá dentro.

 
- Rosangela: Minha filha! - Correu até ela e a abraçou.
- Clara: Oi mamãe.

- Rosangela: Como você está meu amor? Por que sumiu assim? O que está acontecendo com você? - Antes que Clara pudesse responder, seu pai entrou na conversa.
- Henrique: Oras, até que enfim resolveu dar um sinal de vida.
- Clara: Oi papai.
- Henrique: Acho que você nos deve uma explicação, Clara.

 
Clara respirou fundo, era agora.

 
- Clara: Sim e foi pra isso que eu vim até aqui.
- Henrique: O que te deu na cabeça para acabar seu noivado?
- Clara: Eu cansei papai. Cansei de viver uma vida que eu não sonhei pra mim.
- Henrique: Por favor Clara, vamos viver a realidade e não a fantasia. Oras! Você está jogando no lixo um futuro brilhante que eu e sua mãe planejamos pra você! - Falou em tom alto.
- Clara: É isso que eu não quero! Eu quero viver a minha vida, com as minhas escolhas e não as suas.
- Henrique: Ninguém melhor que eu e sua mãe para sabermos o que é melhor pra você ou não!
- Clara: Você está enganado, papai!

- Henrique: É assim que você nos agradece?
- Clara: Papai, eu só quero seguir a minha vida do meu modo.
- Henrique: Que modo melhor que esse Clara? O Fabian é de uma família de sobrenome, é um excelente profissional. Ele e só ele te dará um futuro brilhante.
- Clara: Eu vou te provar que não é só ele e que eu posso andar com meus próprios pés!
- Henrique: Tudo o que você tem hoje é graças a mim!
- Clara: Até hoje eu fiz tudo como o senhor quis. Me formei, abri uma empresa e graças a Deus ela está indo cada vez melhor. Agora é hora de tomar minhas próprias decisões.
- Henrique: 70% daquela empresa cresceu graças a mim.
- Clara: Chega papai! Eu já me decidi e não vou voltar atrás. Não vou me casar com Fabian.
- Henrique: Pelo menos esse outro tem sobrenome?
- Clara: Que outro?
- Henrique: Como que outro? Você só pode ter deixado o Fabian por causa de outro.

Clara pensou em falar tudo de uma vez e contar sobre Vanessa, mas ela sabia o quão influenciador era seu pai e ela temia que ele fizesse algo contra Vanessa.

- Clara: Não me interessa o dinheiro.
- Henrique: Pelo amor de Deus Clara, perderemos nossa sociedade com a família de Fabian.
- Clara: Eu já falei que não me interessa essa droga de dinheiro! - Falou em tom alto.
- Rosangela: Por favor, parem.
- Henrique: É graças a essa droga que você tem tudo o que tem hoje!
- Clara: Você sempre se preocupou com dinheiro e só com o dinheiro, não é?
- Henrique: Sempre pensei no seu futuro.
- Clara: Me diz uma vez, uma única vez que você parou e me perguntou se eu estava feliz, papai! - O silêncio tomou conta daquela sala. - Não sabe, né? Claro, você sempre esteve ocupado procurando um melhor comprador pra sua filha!
- Henrique: Agora chega Clara! - Gritou.
- Clara: Chega mesmo papai! - Falou no mesmo tom que ele. - Minha decisão está tomada e não voltarei atrás. Vou te provar que posso chegar aonde você está, com meus próprios pés!
- Henrique: Tudo bem. - Clara estranhou. - Mas não conte comigo daqui pra frente. Pode se retirar.
Clara ao ouvir seu pai praticamente a expulsando de casa não teve outra atitude além de dar um beijo em sua mãe e sair daquela casa. Saindo de lá ela foi direto ao hospital ver Vanessa. Ela cumprimentou os pais de sua namorada e entrou no quarto.

- Clara: Oi meu amor. - Deu um beijo em sua testa. - Dei uma passadinha só pra te dar um beijo antes de ir a empresa. - Ela acaricou os cabelos de Vanessa enquanto lembrava da discussão com seu pai. - Ninguém vai separar a gente, meu amor. Ninguém! - Apertou com cuidado a mão dela. Clara deu mais um beijo em Vanessa e foi para sua empresa.

Mais duas semanas se passaram, ainda não havia nenhuma novidade sobre o estado de Vanessa. Clara trabalhava bastante já que tinha que provar para seu pai o quão longe poderia ir. Enquanto analisava uma estratégia de marketing, sua secretária entrou na sala.

- Secretária: Com licença senhora Clara, tenho uns papéis pra você assinar. - Os entregou.
- Clara: E o que são? - Começou a passar o olho neles.
- Secretária: Hãm..é..trata-se do seu pai tirando as empresas dele da sociedade com a senhora. - Clara respirou fundo e começou a analisar o que estava escrito.
- Clara: Estão faltando duas empresas dele.
- Secretária: Correto, essas estão em nome de sua mãe e ela não quis desfazer a sociedade.

Clara, apesar de triste assinou os papéis e os entregou a sua secretária. No fim do expediente, Junior passou para pegá-la e jantarem fora. Enquanto esperavam a comida, eles conversavam. Clara contou toda sua discussão com seu pai e a atitude dele.

- Junior: Era de se esperar já. Você sabe que pode contar comigo e a galera, não é? - Clara sorriu.

- Clara: Sei sim. Obrigada!

Depois de jantarem, Junior a levou para o hospital, deu uma olhada em Vanessa e foi embora. Clara praticamente havia se mudado para o hospital. Durante o dia ela ia para o serviço, fazia suas viagens rápidas a negócios e sempre no final da tarde voltava para o hospital ficar com Vanessa. O pessoal até tentava revesar com ela no hospital a noite, mas ela nunca aceitou. Dizia que não sairia do lado de sua namorada, eles poderiam pedir qualquer coisa, menos isso.

Em uma manhã de sexta-feira, Clara estava segurando a mão de Vanessa e quase cochilando ao mesmo tempo quando sentiu Vanessa apertar sua mão. Rapidamente ela olhou VAnessa.