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Você tem duas opções: Ou vive por si mesmo, ou muda pelos outros; felicidade é questão de escolher caminhos, e não multidões. Viver pelo que você faz é a essência do que você escolhe, caminhar pela opinião dos outros é a mesma coisa de gostar de pássaros mas preferir o som da flauta. Seja o que você quer, escolha o que permita ser. A escolha é sua.
—  Gabriel Malaquias
Sempre fui um bom leitor, aquele tipo de pessoa que gosta de ler tudo, desde Crime e Castigo do grandíssimo Dostoiévski a lábios de pessoas estranhas conversando entre si no meio da rua. Não por curiosidade extrema ou falta do que fazer, é que sempre fui detalhista demais, entende? Por motivos complexos eu sempre gostei de analisar as coisas e imaginar que o mundo seja a literatura em si, o berço de todas as ideias que fazem do homem criativo e magnífico. Mas eu não estou aqui para fazer uma comparação do que entendemos por mundo com  nossa magnífica literatura, muito menos falar sobre meu aspecto detalhista em analisar pessoas, é que sempre tive o péssimo hábito de enrolar, de fazer círculos em torno de um assunto para, no final, dizê-lo, e isso sempre me causou problemas. O que eu quero dizer desde o começo é que eu gosto de ler pessoas. Gosto de tentar entendê-las, imaginar o que elas imaginam, pensar o que elas pensam, sentir o gosto do que elas gostam ou estão a saborear, – mesmo que seja fruto da minha imaginação – e isso me vem acontecendo com uma pessoa em especial, e por mais clichê que seja, é com a pessoa que amo. E como tudo no mundo é literário, podendo ser decodificado, pois todas as coisas servem de inspiração e talvez virem histórias, sejam elas de ninar ou contos de guerra que atravessam gerações, minha relação com ela também foi, também é e também será. Talvez um livro mal contado, mal escrito, sem inspiração e tão gélido quanto o Polo Norte, mas não deixa de ser literatura, não deixa de cativar aquele que busca extravasar o limiar da vida cotidiana pra viver histórias diferentes. A garota, que não é a protagonista da história, muito menos a coadjuvante, foi o meu romance de outono, mas que pareceu durar as quatro estações por causar as quatro estações em meu interior, e ultimamente eu vivo o inverno. Vivo a decepção amorosa, por saborear o desespero da curiosidade ao ler aquela garota, ao contemplá-la e buscar inseri-la em minha vida. Vivo o inverno por ter sido ingênuo demais em acreditar que a arte é sempre bela, que o amor, por ser tão magnífico na literatura, seria capaz de me revigorar e me dar forças para aguentar o resto. Me enganei. Não haviam restos para se aguentar, pois os mesmos haviam sido destroçados por tudo aquilo que a nova história que eu havia começado me causou. Minha vida havia se tornado uma anáfora decepcionante, uma repetição de tristezas que me derrubavam e pareciam não ter fim. Era o fim da minha peculiaridade em transformar pequenas coisas em arte, dentro de minha mente. Ela havia me enganado, e eu estava no chão da vida. Estava arruinado como um bêbado que foi despachado por sua esposa. O mundo já não parecia mais belo como antes, estava cheio de prédios cinzentos, de fumaça de carros e pessoas frias andando pelas ruas. Eu  havia caído na realidade, tudo por conta de uma mulher que eu havia conhecido no outono e me causara um inverno interior. Mas foi aí que eu acordei: a vida é sim, literatura. A questão é que não somos nós os escritores de verdade, apenas guiamos o rumo de sua história, e quando esta chega ao fim, a vida nos dá a capacidade de criar novas histórias após o término de outras, assim como o inverno congela o nosso interior para que nos preparemos para a chegada da primavera, pro resplandecer de um novo ano, de uma nova estação, de uma nova história, de uma nova vida.
—  Gabriel Malaquias
Hoje acordei sem chão, e percebi que nunca tive casa. Não uma moradia, e sim um sustento. Já tive base, mas nunca tive proteção. O que é engraçado, pois tenho milhões de motivos para sorrir, mas uma simples telha fora do lugar consegue fazer com que uma tempestade me molhe por inteiro, se é que me entende. Pequenas coisas fora do lugar fazem estragos enormes em mim, e eu não me acostumo com isso – muito menos entendo se é pra me ajudar, ou se eu realmente não fui feito para viver.
—  Gabriel Malaquias
É que eu também tenho lá minhas crises. E me perdoa por ser arrogante e estúpido contigo, me desculpa por todas as besteiras que de vez em quando eu cometo. Afinal, eu também sofro, eu também erro, eu também amo.
—  Gabriel Malaquias
Sou aquele tipo de pessoa esquisita, que não quer nada, mas deseja tudo, sabe? Não costumo lutar pelas coisas, mas quando vejo que vale a pena eu batalho até a última palavra. Sou do tipo de pessoa, que quando ama alguém, batalha por ela. Mesmo sabendo que a esperança nem sempre é a última que morre, porque quando a esperança acaba, você ainda existe, existe sabendo que vai chorar, derramar suor, perder pessoas e amigos ainda no futuro. Sou do tipo de pessoa que não fica perto de ninguém, que odeia a socialização, mas não nega nenhum amigo e ama um conselho nas piores horas.
—  Gabriel Malaquias