eu passo dias da minha existência querendo estar em outro lugar.

eu passo horas da minha vida implorando pelo bem que não posso fazer cair do céu como a primeira chuva em que me banhei.

eu passo momentos e mais momentos aguardando uma borboleta que não me assuste vir me contar o segredo das coisas todas.

o tempo passa pleno como se eu pudesse corresponder às expectativas de mundo, ou mesmo às minhas expectativas.

o sangue borbulha como se morrer fosse uma erupção.

como se morrer fosse uma opção.