chaphia

2. Capitulo
  • Narrado por Sophia.


Depois olhar naqueles olhos e mesmo assim não poder chegar perto deles, depois de ficar vidrada naqueles lábios mesmo assim não poder roubar eles de volta, eu fiquei ainda mais sem rumo, a saudade ainda estava ali me perseguindo, e na verdade ela só continuava aumentando e pedindo pra trazer ele de volta pra mim. Eu não consegui guardar pra mim, é muita coisa pra poder guardar no meu coração, ele não aguenta! Eu decidi ir atrás da Lua, minha melhor amiga, eu sei que ela me entenderia, e me guardaria em seus braços, eu sei que ela não julgaria minhas lágrimas.

*sms*

- Lua, eu preciso de você, eu não posso ficar sozinha nesse momento, vem aqui ficar comigo? Preciso de você do meu lado. Beijos, Soft.

- Eu to indo pra ai agora! Fica forte, amo você.

  • Narrado por Lua.

Eu fiquei muito preocupada quando ela me mandou aquela mensagem, meu coração disparou, e eu parei tudo que estava fazendo, e fui até ela, sem demorar muito. 

  • Narrado por Sophia.

 Eu mal podia esperar pra ela chegar, eu já não aguentava ficar sozinha. Eu precisava dela do meu lado. Eu precisava das palavras dela, ela sempre diz a coisa certa. 

*barulho da porta batendo* *toc toc toc*

- Lua? Cara, ainda bem que você chegou. 

- Eu não podia te deixar sozinha. Vem, vamos entrar e ai você me conta o que aconteceu. Eu trouxe sorvete, todo mundo adora isso quando tá mal, vai sentar, eu sirvo.

- Tá bom, vem logo Lu.

- Pronto, me diz o que tá acontecendo Soph. 

Quando ela me perguntou a unica reação que eu tive foi abraça-la. Eu precisava muito daquele abraço. Ela apenas me disse:

- Calma, calma, eu to aqui com você Sô. A hora que conseguir pode me dizer o que está acontecendo, não vou te pressionar.

- Ai Lu, é o Chay, é o meu tepenico.

- Ei pequena, coragem. Eu to contigo ta?

- Lembra que eu disse que tinham dias em que me dava desespero e que eu precisava olhar pra ele?

- É claro que eu lembro pequena.

- Hoje foi mais forte do que nunca, eu não sei o que me deu, mas eu tive que ir atrás dele, eu fui e olhei naqueles olhos, de longe, ele sorriu pra mim, aquele sorriso que ilumina meu mundo. Mas eu não fiquei, eu não fiquei. Eu convenci a mim mesma que era apenas porque eu que não queria estragar a vida dele novamente. Só que ainda mais do que isso, ia doer, mais do que está doendo agora, se ele não viesse pra me guardar e pra roubar mil beijos como ele fazia. Então eu deixei aquele lugar com a imagem daquele sorriso guardada. Eu amo ele demais, ainda amo, nunca deixei de amar, mas eu não sei se isso é o suficiente, não sei se isso é o suficiente para ele entender e me perdoar por ter ido embora um dia.

- Sô, minha pequena, não tem como saber, e eu aposto que se o amor dele era verdadeiro, ele já te entendeu e te perdoou.

- Eu tenho medo Lu, tenho medo dele estar me odiando. 

- Pensa bem, se ele te odiasse, ele não teria sorrido pra você.

- Eu espero que tenha razão, iria me destruir se eu ficasse sabendo que ele me odeia. 

- Dê tempo ao tempo Soft. O que for pra ser, vai ser.

*sms* 

- Bom, eu não sei nem por onde começar, na verdade, eu nem sei se esse ainda é o seu numero, mas não custa tentar né Pito? Pitoleca, ainda posso te chamar assim? Enfim, eu espero que sim. Eu só quero que você saiba que foi ótimo ver seu sorriso mais uma vez. Beijos, Tepenico.

[…]

Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.” —  Caio Fernando Abreu
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“O vento levou. Mas ele não levou a saudade e nem as lembranças mas sim levou você de mim e quando levou, ele deixou a dor mas não é uma dor qualquer e sim uma dor que no final vai deixar cicatriz. O vento curou? Nunca, ele só machucou e ainda continua machucando e quando ele passa por mim o que fica são ainda as lembranças de que um dia você foi minha.” —  Cory Buckman, O vento levou.