cenas de filmes

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A exposição sobre o cineasta Tim Burton montada no MoMa (@moma).

Tim Burton é diretor e produtor de filmes como Edward Mãos de Tesoura (1990), Batman (1989) e Batman - O Retorno (1992), A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), Alice no País das Maravilhas (2010), dentre outros. Sua próxima produção é Big Eyes, com Amy Adams, Krysten Ritter e Christoph Waltz, prevista para estrear em dezembro deste ano nos EUA.

(Source: Box Cinematografico)

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The Other Side of the Underneath (1976), de Jane Arden.

“Dentro de cada uma de nós, há toda a dor e todo o amor.”

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Quadro (frame) de um take alternativo, não utilizado, em O Iluminado (The Shining, 1980). a imagem foi divulgada na Screen International magazine, em fevereiro de 1980.

(Source: BoxCinematografico.tumblr.com)

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Ele estava ali, com seus enormes 1,94 de altura, e uma tatuagem espalhada pelo braço esquerdo que eu sabia exatamente em que ponto da costas terminavam, perguntando se eu estava bem. E, por exatos seis segundos eu acreditei que aquele conjunto de olhos azuis, barba rala e perfume bem passado fizessem sentido. Quase achei, que todas as vezes que  a Bianca, a Mari e a Ju disseram o quão bonito ele era, eu estava errada em não dar atenção. Por uns minutos de conversa eu simplesmente acreditei que toda aquela simpatia era muito mais lógica do que alguns gostos em comum. E enquanto me despedia, pensando mesmo em aceitar o convite da próxima sexta,  achei que sim, ele era mais bonito do você, afinal, a gente não se encontrava a seis meses.  Mas ai, como em uma daquelas cenas de filme que não acontecem, tu apareceu na minha frente. Não como um mocinho bonitinho que veio para dizer que ainda me ama, mas como um perfeito canalha, que não me deixa nem sequer pensar que o outro é mais bonito do que você. Não, como um filho da mãe egoísta tu me apareceu com aquele sorriso estonteante, dissipando em um segundo o que eu demorei dois minutos para a acreditar. Me abraçou com esse cheiro tóxico – já que esse é o único adjetivo que pode explicar porque meus olhos quase se fecham quando você me toca – dizendo que estava com saudades. E ficou ali, me abraçando, no meio da multidão, só para provar que ainda que você me solte, eu vou estar sempre presa aos seus braços. E me contou como foi o curso, me lembrou exatamente porque eu gostei de tudo em você. E não foi só pelo sotaque, ou pela blusa branca que cai como uma luva em contraste com a sua pele quase morena, mas porque a gente se entende. Como naquele cinema do dia 7 de novembro, que eu te olhei, e você me olhava rindo das piadas da Marvel como ninguém. Foi porque tu tinha bom papo e sabia que eu te queria desde daquele tal dia que o Felipe te trouxe no meu apartamento, é porque de todas as minhas pseudo historias, a sua é única que eu me arrependo de não ter deixando acontecer. Porque enquanto você chega mais perto para que as pessoas parem de esbarrar na gente, coloca a mão na minha cintura para a que a mulher intrometida possa passar, eu paro de respirar.  E não porque quero que você me solte ou porque lembro da primeira vez que isso aconteceu, mas porque é natural. A verdade, é que nesses instantes, sempre me dou conta que te contaria o que me pedisse, sentada em uma mesa de bar bebendo um copo de cerveja, eu riria das minhas próprias historias, já que você é sim, de todas as coisas que não encontrei,  a que eu não precisei procurar. E você precisou de apenas três minutos para me provar porque eu sempre te achei mais bonito que ele, porque eu te quis diante de todos os outros. E eu nem sequer me dei conta quando disse sim para o seu convite de sexta e te deixei ir encontrar seus amigos. Afinal, eu nunca fui capaz  de te dizer o quanto queria que você ficasse.
—  Danielle Quartezani