casas raras

30 COISAS SOBRE O MATT

E depois de escrever 30 coisas sobre o Fred, chegou a vez do cara mais gente boa da PQOGSPN inteira. “PORRA, MATT!”

1. A música preferida dele é A Movie Script Ending do Death Cab for Cutie, e o álbum preferido dele é Give Up do Postal Service. A banda preferida ele muda toda semana. 

2. Ele tem 4,5 de miopia no olho esquerdo e 4 de miopia + 1 de astigmatismo no olho direito, e usa óculos desde os 7 anos. 

3. Falando em óculos, o Matt usa o mesmo desde a quinta série. É um modelo de armação grossa tipo Wayfarer, mas não é Wayfarer. Ele comprou numa dessas feiras de rua de coisas antigas. Provavelmente foi de outra pessoa antes de ser dele.

4. O Matt é filho único e tem uma família bem normal, diferente do Thom e do Fred. Tem pai e mãe casados há 20 anos, avós, tios, primos e tudo mais. A família toda costuma se encontrar poucas vezes ao ano na casa dos avós, tipo Natal ou aniversário de alguém. Mas eles se dão bem.

5. Na infância, gostava mais de brincar sozinho do que com as outras crianças. Ele é tímido, mas mais do que isso, é introvertido. Provavelmente tenha ficado tímido por ser introvertido. Deu pra entender?

6. Na pré escola, apesar de não ter muitos amigos, ele não era alvo de bullying. Era zuado como todas as crianças, de brincadeira, então não tem nenhum trauma nesse sentido.

7. Quando criança, seu melhor amigo era um japinha que morava na casa do lado. Eles brincavam todos os dias, até o garoto mudar de casa e eles nunca mais se encontrarem. Ele tinha 9 anos. 

8. Com 10 anos ele conheceu o Thom, que morava perto da casa dele. Foi num dia em que a mãe do Matt o obrigou a parar de jogar video game e ir brincar na rua um pouco. Ele se sentou na calçada sozinho e ficou riscando o chão com uma pedra, tipo desenhando. O Thom achou legal e foi puxar assunto, e desde então eles nunca mais se separaram.

9. O jogo preferido dele é o GTA San Andreas pra PlayStation 2. Pode sair o PlayStation 20 que ele vai continuar curtindo esse.

10. Ao contrário do que muita gente pensa, o Matt não é do tipo estudioso. Ele sempre foi (muito) bem na escola e sabe de um monte de coisas por ser realmente inteligente. Ele é concentrado e aprende rápido. 

11. Ele gosta de fotografias e câmeras analógicas porque isso foi um hobby herdado do pai dele, que tem uma coleção de câmeras raras em casa. 

12. O Matt tem um negócio engraçado com “repetição”. Se ele gosta de um óculos, ele usa o mesmo por anos, usa o mesmo corte de cabelo desde criança, usa o mesmo tênis até rasgar, gosta de pedir sempre o mesmo lanche na padaria e tudo mais. Esse também um dos motivos de ele sempre usar xadrez. Ele se sente mais confortável fazendo as coisas assim.

13. Antes da Larissa, ele gostou de uma mesma guria da primeira até a quarta série, mas ela nunca falou com ele. E mesmo se falasse, ele não ia responder. O nome dela era Débora.

14. Ele só começou a falar com meninas depois de conhecer o Thom, lá pela quinta série. Antes disso, ficava tão nervoso que evitava trocar meia dúzia de palavras com qualquer uma sobre qualquer coisa. 

15. Bebeu, fumou cigarro e maconha pela primeira vez junto com o Thom. A bebida foi na pista de skate com 12 anos, quando uns moleques mais velhos levaram umas pingas. O cigarro, o Thom roubou uns do pai dele escondido e eles fumaram na casa do Thom com 13 anos. E a maconha também foi na pista de skate, com 14. O beck era do Luc.

16. A comida preferida dele é batata frita.

17. Ele é naturalmente calmo, sempre foi. Não guarda rancor de nada, não odeia ninguém e raramente fica bravo. Se fica, passa rápido. E normalmente é com o Fred. Ele também fica puto às vezes, mas costuma deixar quieto pra evitar conflitos. Acha mais fácil deixar pra lá do que confrontar as pessoas.

18. Mas nervoso e ansioso ele sempre fica, principalmente com situações novas. Talvez por isso essa mania de “repetição” das coisas. 

19. Na primeira vez, que foi com a Larissa, ele ficou tão nervoso que bateu uma umas 3 vezes no banheiro antes de ir pro quarto com ela. Mesmo assim, durou pouco. Mas o suficiente. A segunda com certeza foi melhor.

20. A única mina que ele comeu na vida foi a Larissa. Sério mesmo.

21. Apesar do item anterior, ele já pegou várias gurias. Tantas que ele perdeu a conta. Isso porque teve uma época em que ele, o Thom e o Fred iam pra Mondal toda semana, e aí ele ficava tão bêbado que não era tão difícil chegar em alguém. Sem contar que o Fred sempre dava um jeito de empurrar uma guria pra ele.

22. Três coisas que o Matt faz bem: desenhar, andar de skate e bolar becks. Hoje ele não anda tanto de skate, mas quando criança, passava boa parte do tempo sozinho treinando manobras. O Thom e ele só puderam frequentar a pista desde bem novos por causa dessa habilidade do Matt.

23. Como todo nerd, ele coleciona alguma coisa. A coleção do Matt é de quadrinhos. Ele não tem nenhum autor preferido, porque o que ele mais gosta é descobrir autores novos. Quanto mais nonsense e desconhecido, melhor.

24. O dia em que ele ficou mais bravo na vida foi quando o Fred ficou zuando que ia contar pra Larissa que ele pegou outra mina na festa da república. E pra ele, pegar outra mina foi a pior merda que ele fez na vida. 

25. Ele gostou da Larissa desde o primeiro segundo em que olhou pra ela - de verdade -, e gosta dela até hoje.

26. Não tem nenhum livro preferido, mas gosta mais de ler livros de não ficção ou histórias baseadas em fatos reais. Tem essa preferência, mas lê de tudo.

27. Ele tinha rinite, asma e bronquite quando criança, mas tudo isso melhorou depois que ele começou a sair com o Thom. Meio que fez tanta merda em tão pouco tempo que criou anticorpos. 

28. Uma das coisas que ele mais curte fazer é observar as pessoas. O fato de ele sempre saber o que tá acontecendo com os amigos tem a ver com isso. Ele percebe coisas que nem todo mundo percebe porque presta atenção nos detalhes. Uma sobrancelha que o Thom levanta de forma diferente já diz algo pra ele. 

29. Entre os três, o Matt é o que mais gosta de fumar maconha. E ele gosta mais de fumar maconha do que fumar cigarro ou beber.

30. Na segunda série ele ganhou um computador depois de vencer um concurso nacional de redação. Mas aquilo o expôs tanto e o deixou com tanta vergonha que ele nunca mais participou dessas coisas.

BAJO TUS ALAS (WIGETTA)

“JOEL” (PRIMERA PARTE)

Muchas veces los comienzos son buenos; son oportunidades de reinventarse, de renovarse, de sacar lo mejor y volver a escribir la historia sin borrones o enmendaduras. Se tiene una hoja en blanco.

Para Samuel, este nuevo comienzo no estaba siendo feliz, no estaba siendo fácil, no se sentía como una oportunidad; se sentía ni más ni menos como una de las mayores tristezas que hubiese experimentado a sus escasos 18 años. Había llegado a Los Ángeles sin ninguna ilusión, sin ninguna emoción de quien empieza de nuevo en un lugar desconocido con mil posibilidades.

No estaba siendo pesimista, de verdad quería intentarlo, porque después de todo, no es como si pudiera cambiar la suerte que le había tocado, al menos no por el momento. Ya se encontraba en ese nuevo lugar y por mas quejas y reclamos, no iba a cambiar nada, así que la situación entonces era la siguiente; podía vivir quejándose y amargándose la existencia todo lo que le diera la gana o podía intentarlo, podía hacer que funcionara, por mas difícil que le pareciera en aquel momento.

La segunda opción, por supuesto, resultaba a todas luces más razonable.

Aquella mañana Samuel se levantó de la cama con renovado entusiasmo, con ganas de dejar las quejas atrás y empezar de una vez con lo que le interesaba… estudiar. Sabía perfectamente que el tema del idioma iba a representar un problema, así que lo primero sería eso.

…………………………

Se encontraba por fin sentado al final de una fila de asientos vacíos. Tan solo eran 20 personas en aquel grupo de estudio y aquello lo hacía sentirse incluso mas expuesto. No podía simplemente esconderse entre la multitud para no ser notado y había olvidado lo que era sentirse nervioso el primer día en una nueva escuela.

La clase inició y Samuel se quedó embobado mientras el profesor les mostraba en el proyector, un par de videos de conversaciones en ingles. Sobraba decir que no entendía ni media palabra y lo angustiaba el hecho de ver que la mayoría de sus compañeros parecían bastante menos perdidos que él, que para ese momento debía tener la mayor cara de angustia de su vida.

—¿Dime que no soy el único que no está entendiendo una mierda en esta clase? —Samuel reconoció inmediatamente aquel acento español. Volteó a su derecha y se encontró con un chico castaño de ojos verdes, que se veía tanto o mas asustado que él. No le quedó más que sonreír de forma nerviosa.

Dexter se convirtió desde ese momento en uno de sus mejores amigos. El único realmente. Aquel chico había nacido en Estados Unidos, pero había vivido prácticamente toda su vida en Valencia España. Sus padres habían decidido regresar por fin al país que los había visto nacer, así que a pesar de ser estadounidense, Dex se sentía tan perdido y fuera de lugar como Samuel.

Afortunadamente gracias a la compañía de aquel chico, Samuel logró adaptarse relativamente mas fácil de lo que le hubiese costado hacerlo estando solo. Dexter era un excelente chico, de esos que no teme decir lo que piensa y que era capaz de sacarle una sonrisa con sus ocurrencias, aun si lo que menos tenía era ganas de reírse. Ambos chicos congeniaron de inmediato.

Samuel seguía hablando con Willy, aun con lo mucho que les estaba costando adaptarse a la diferencia de horario. Samuel tenía que llegar prácticamente corriendo de la escuela y sin haber comido siquiera, su único destino era el ordenador. Su madre se molestaba la mayoría de las veces, pero hacía un esfuerzo por entender, que aquella era la única manera que ambos chicos pudiesen hablar, sin que Willy tuviese que estarse despierto hasta altas horas de la madrugada; cosa que por supuesto también le acarreaba problemas.

Las cosas estaban funcionando lentamente, pero ambos muchachos estaban haciendo lo posible. Sabían que las cosas no eran tan fáciles ahora, que no era tan sencillo como caminar un par de pasos y estar frente a frente en la casa del otro. Tenían que esforzarse por conservar aquella amistad intacta a pesar de la distancia y estaban haciéndolo.

—Vamos, siempre me dices que no y sabes que pocas veces te pido que me acompañes —Dex tenía el ceño fruncido y el rostro el un claro gesto suplicante.

No era la primera vez que le pedía a Samuel que lo acompañara a una fiesta, pero Samuel siempre se negaba. Era viernes y aun a la distancia, la tradición de pasar los viernes con Willy no había cambiado. Por tonto que le pudiera parecer a los demás, ellos pasaban gran parte del día y la noche, conversando, jugando en línea, escuchando música o viendo alguna serie cada uno por su lado. La amistad que tenían, se había modificado a las circunstancias.

—He dicho que no puedo… t-tengo cosas que hacer —titubeo un poco al responder y Dexter sabía perfectamente lo que significaba aquello.

—Cosas que hacer —resopló —Hablas con él todos los días y pasas con él cada uno de los viernes ¿no puedes dejar uno solo para pasarlo conmigo? ¡También soy tu amigo!

Dexter no había querido que aquello sonara como un reproche, pero si se ponía a pensarlo ¡Si que lo era! Se sentía molesto aunque no quisiera admitirlo, tenía un año de ser amigo de Samuel y en ese año, jamás había aceptado salir a ningún lugar con él, tampoco iba a su casa, siempre tenía que hablar con Willy y no es que Dexter fuera especialmente celoso con sus amigos y entendía que entre ellos había una amistad de prácticamente toda una vida, pero ese chico tenía mas atención de Samuel aun encontrándose al otro lado del océano. El no estaba pidiendo tanto.

Samuel soltó un largo suspiro de frustración, lo que decía Dexter era verdad y lo sabía. No se trataba de empezar a vivir una nueva vida y olvidarse por completo de Willy, eso jamás pasaría, pero quizá pasar un solo viernes con quien se había convertido en uno de sus mejores amigos, tampoco le iba a hacer ningún mal. Sabía que Willy entendería, pues ya alguna vez había sido él quien cancelara la tradición de los viernes por algún otro compromiso.

Aun así, Samuel decidió que decir una mentirilla piadosa sería mejor que decirle a Willy que lo dejaría plantado para irse de fiesta con su nuevo amigo. “Tengo un compromiso familiar” sonaba muchísimo mejor.

Eran las 9 de la noche del viernes 13 de agosto del 2010. La casa en la que se llevaba a cabo aquella fiesta donde se celebraba quien sabe que, estaba a reventar de jóvenes alcoholizados hasta la medula ósea. Samuel no conocía a nadie y entendía la mitad de lo que le decían, aun así no le fue difícil mezclarse entre los demás adolescentes borrachos que se movían descontrolados al ritmo de la música.

Aquel día que a Samuel no le inspiraba mucha confianza para salir, se convertiría en un día que sin lugar a dudas iba a cambiarle por completo la vida para siempre.

……………………………….

Samuel despertó desorientado y con el mayor dolor de cabeza que hubiese tenido en su vida. Parpadeó un par de veces intentando ubicarse en aquel lugar que no le sonaba de nada.

—¿Ya te vas? —escuchó una voz femenina muy cerca de él y prácticamente dio un salto en su lugar. Giro a un lado para encontrarse con una chica rubia que apenas recordaba.

‹‹¿Rita? ¿Raquel? Quizá… ¿Rosa? ¡Joder! ¿Cómo mierda se llama?››

—¿Rebeca? —respondió mas como una pregunta que como una afirmación, estaba deseando no haberse confundido con el nombre. Afortunadamente aquella muchacha estaba aun medio dormida y al parecer no se dio cuenta de la forma en la que Samuel titubeó al intentar reconocerla.

—Aun tengo sueño —dijo la chica mientras quitaba de encima de su cuerpo las mantas que la cubrían y cerraba nuevamente los ojos —…y también mucho calor.

Samuel casi se atraganta con su propia lengua al ver que la chica estaba completamente desnuda y es que no había reparado en el hecho de que él tampoco llevaba ninguna pieza de ropa encima. Su respiración se volvió agitada en cuestión de segundos y estaba luchando por que aquella pregunta no llegara a su mente, aunque inevitablemente lo hizo.

—¡¿Qué mierda es lo que hice?! —susurró para si mismo. En realidad era una pregunta tonta, sabía perfectamente que es lo que había hecho. Ella estaba completamente desnuda, él también lo estaba. No era tan difícil de deducir. Volteó a mirarla y los recuerdos le llegaron de golpe.

La había visto desde que había llegado a aquella casa que estaba tan llena de humo de cigarro como de adolescentes borrachos. Le había parecido bonita a simple vista, además de ser la única chica que parecía estar aun sobria. Se animó a hablar con ella, deseando que su inglés alcanzara para mantener una conversación medianamente fluida. Cuando la escuchó hablar, resopló con alivio, la suerte parecía estar de su lado. Aquel acento lo conocía. Rebeca resultó ser de Argentina.

Samuel sacudió su cabeza rompiendo el hilo de sus pensamientos. Se levantó inmediatamente de la cama buscando su ropa por toda la habitación ¿de quien era la habitación en todo caso? ¿Alguien los habría visto en esa situación? ¿Qué hora era? Su cabeza estaba tan llena de pensamientos confusos que el dolor se incrementó si es que eso era posible. Samuel tomó sus cosas y se vistió a toda prisa.

No sabía si debía dejarla ahí, sola y desnuda en una habitación que muy probablemente ella tampoco conocía. No podía ser tan desconsiderado. La verdad era que habían terminado en una situación que el no hubiese deseado estando sobrio, al menos no de esa manera, pero aun así no podía echarle toda la culpa a ella. La cubrió con la manta y movió su hombro para intentar despertarla.

—Tengo que irme ya —le dijo sin dejar de moverla. Rebeca solo se removía incomoda en la cama si muchas ganas de despertar —venga, mujer, despierta ¿o piensas quedarte aquí? —la chica solo hizo una mueca con su mano indicándole que se fuera mientras asentía sin siquiera abrir los ojos. Samuel no iba a insistir mas, podía sentirse tranquilo por haberlo intentado. No quería quedarse en ese lugar más tiempo. Terminó de acomodarse la ropa y salió de aquella casa con una rara opresión molestando en su pecho.

Fue en su casa cuando Samuel se dio tiempo de maldecir y lamentarse ¿Por qué se sentía tan mal? No lo sabía pero era así. Después de todo era un chico de 19 años y no es que intentara justificarse, pero tener sexo con una desconocida no era la gran cosa ¿verdad? ¿VERDAD? ¡Mierda! ¡Claro que lo era! ¿Habían usado protección siquiera? Ni siquiera eso podía recordarlo ¿Y si ella quedaba embarazada? ¿Y si estaba enferma de algo? Suspiró tumbándose en la cama sintiendo sus piernas temblar ¿Por qué había bebido tanto? A él ni siquiera le gustaba el alcohol. Tenía un año viviendo en Los Ángeles y se había comportado siempre de la manera que le parecía correcta, a veces rayando en lo exagerado y él día que se le ocurría salir, disfrutar y distraerse sin pensar en nada, había terminado cagándola de forma épica.

Samuel jamás hubiese imaginado que perdería su virginidad así, con una completa desconocida a la que muy seguramente no iba a volver a ver jamás. No es que hubiese estado esperando que aquel momento ocurriera de forma romántica como en una película, pero al menos hubiese esperado dar un paso como ese, con una persona que significara algo para él.

Samuel no habló de aquello con nadie, ni siquiera con Dexter, aun con lo mucho que su amigo le preguntó donde se había metido toda la noche. Lo que había sucedido no era algo de lo que debiera sentirse orgulloso o digno de contarse. Quizá otra clase de chico si lo sentiría como un logro, pero no Samuel, no un muchacho como él.

Se sintió mal por mucho tiempo y ya ni siquiera luchaba por entender la razón. Sentía culpa, remordimiento, tanto que a él mismo ya empezaba a parecerle ridículo ¿Estaba exagerando? Probablemente si, pero había una sensación extraña en su pecho cada que recordaba aquella noche.

Los días, semanas y meses pasaron y como era normal, Samuel terminó por olvidarse de aquel suceso. Decidió incluir aquel error de una noche, en el montón de cosas que no debía volver a hacer en su vida. Beber en exceso y volverse por una noche el chico despreocupado que claramente no era, le había traído ya, un montón de dolores de cabeza.

Aquel error de una noche, se convertiría en la mayor lección que le daría la vida, pues hay cosas que inevitablemente suceden, sea que lo queramos o no.

Aquel día que Samuel recordaría por el resto de su vida, había amanecido particularmente bonito, luminoso, cálido y tranquilo. Ni siquiera el hecho de que se le había hecho tarde hablando con Willy y ahora estaba justo de tiempo para llegar a su primera hora de clases, lo había hecho borrar aquella sonrisa.

Eran las 10 de la mañana y se sentía feliz de que aquel día, su primera clase iniciara a las 11, pues él hacía apenas minutos que había abierto los ojos.
Se había mudado un par de meses atrás a un pequeño departamento cercano a la universidad y vaya que era complicado vivir solo, sin su madre despertándolo cada mañana con un grito y sin sus abundantes desayunos que apenas le permitían moverse. Todo era parte de crecer.

Estaba desvistiéndose para entrar a la ducha cuando escuchó fuertes golpes en su puerta Nadie lo visitaba a esas horas de la mañana, de hecho, nadie lo visitaba a ninguna hora. Dexter estaba en clase desde las 8, así que no tenía sentido que pensara en él como posibilidad.

—¡Ya voy! —gritó esperando que la persona afuera de su puerta tuviera un asunto realmente importante, porque claramente aquello lo estaba retrasando. Se puso nuevamente la camiseta y escuchó los golpes en la puerta una vez mas —¡VOY! —la insistencia de quien estuviese afuera de su departamento lo estaba molestando, como fuese alguna propaganda o publicidad, iba a empezar a repartir golpes.

Cuando estaba a medio camino en el salón justo a segundos de abrir la puerta, los golpes cesaron y pudo escuchar las pisadas aceleradas de alguien alejándose ¿Había sido una simple broma acaso? Abrió la puerta de golpe, dispuesto a alcanzar a quien hubiese estado molestando, para al menos gritarle a la cara unas cuantas maldiciones, cuando tropezó con algo que a poco estuvo de hacerlo caer al piso.

Había una silla. Una de esas sillas de bebé que se colocan en los autos, cubierta con mantas blancas.

Miró alrededor en busca de algo o de alguien. El pasillo estaba completamente desierto. Su corazón empezó a golpearle el pecho de forma casi dolorosa. No podía moverse, con trabajos podía respirar, sus manos empezaron a temblar y ni siquiera lograba entender el porque de su reacción ¿Aquello era una broma? ¿Estaría alguien escondido en algún lugar grabando su reacción?

Aquel objeto tenía que estar vacío. Lo estaba seguramente.

Se escuchó un tenue llanto. Samuel sintió que el alma se le escapaba del cuerpo.

………………….

Tenía exactamente 3 minutos sentado en el sofá, con aquella sillita de bebé frente a él y ni siquiera se había atrevido a apartar las mantas. 3 minutos que le estaban pareciendo años, 3 minutos que le había servido para acumular en su mente un montón de pensamientos confusos que fueron cortados cuando nuevamente escuchó aquel tenue quejido bajo aquella mantita blanca.

Se acercó cauteloso. Tenía miedo y no sabía el porque. ¿Que mas podía haber en aquella sillita que no fuera un bebé? ¡Exacto! Eso era precisamente lo que mas lo asustaba. Tomó una orilla de la manta y sin demorar mas tiempo la apartó de un jalón. Lo que encontró debajo lo dejó sin aliento.

Un pequeño bultito de mantas blancas se removía al parecer incomodo frente a sus ojos, un bebé de quizá uno o dos meses de nacido, la verdad es que no lo sabía ¿Por qué iba a saberlo? El pequeño estaba dormido, tan tranquilo y apacible, contrastando por completo con el mar de sensaciones que estaban arrastrando a Samuel como una ola salvaje.

Se dejó caer en el sillón sin saber que hacer ¿Era una broma? ¿Quién usaría a un bebé para hacer una broma como aquella? Sentía que en cualquier momento algún loco iba a golpear nuevamente a su puerta para decirle que todo había sido un juego cruel y que quería de vuelta a su bebé. Se levantó nuevamente y lo miró. Quiso acercar una mano al rostro del pequeño, pero se detuvo a medio camino. Sus manos temblaban de forma descontrolada.

Samuel empezó a sentir como sus ojos se llenaban de lágrimas y no entendía el porque. Estaba a punto de levantarse para ir a la cocina a tomar un vaso con agua, cuando vio algo más entre las mantas que cubrían al bebé. Un sobre.

Lo tomó inmediatamente y prácticamente lo rompió para sacar la carta que contenía, mientras más rápidamente se enterara de que aquello era un error, y que ese bebé no tenía que estar frente a él, en la mesa de su salón, mas rápido no entregaría a su familia.

Desdobló la hoja, la letra era bastante desprolija, escrita obviamente a mano con tinta azul. Pudo un par de rayones a simple vista y su nombre escrito  en la parte superior. Sintió que sus manos temblaban aun más. La carta si era para él. Empezó a leer.

Querido Samuel.

Que ridículo suena ¿no? da igual. Te estarás preguntando quien es el niño que ahora está contigo ¿verdad? Pues te lo presento, es tu hijo. No te digo su nombre porque no he tenido tiempo de ponerle uno, puedes llamarlo como te dé la gana. No me importa. Tuve la mala suerte de toparme contigo en aquella fiesta ¿lo recuerdas? Pues si, hay cosas que tienen consecuencias, tienes a tu consecuencia justo frente a tus ojos. ¿Por qué te lo entrego? Porque yo no lo quiero, así de sencillo. Nunca esperé quedar embarazada, nunca esperé tener un hijo a los 19 y no, no voy a tenerlo, sería una muy mala madre, te lo aseguro, las cosas como son. Pensé en darlo en adopción ¿sabes? Pero después de todo no soy tan hija de puta. Es preferible que esté con su propio padre a que se quede con algún extraño ¿estás de acuerdo? ¡Bien! Aunque de hecho, tampoco puedo obligarte a tenerlo, así que si tu tampoco lo quieres, puedes hacer con él lo que te de la gana, mi nulo amor de madre no me permite preocuparme por lo que pase con ese chiquillo que yo nunca esperé, agradecido debes estar de que haya decidido no interrumpir el embarazo. No hay documentos porque no los tiene, encárgate de eso. Nació el 9 de mayo, es lo único que puedo decirte. Espero no tener que saber de ustedes nunca mas… y por cierto, si dudas de que sea tu hijo, puedes hacer las pruebas que te de la gana ¿bien?

Rebecca.

Samuel terminó de leer aquella carta sintiendo que la presión en su pecho se hacía cada vez mas grande. No podía creer lo que acababa de leer, no podía creer que existieran personas como Rebeca, que estaban dispuestas a abandonar a un bebé, en la puerta de prácticamente un desconocido.
Se levantó y lo miró y las lágrimas empezaron a correr nuevamente. Acercó su mano a la mejilla del pequeño y acarició su mejilla con el pulgar.

—Lo tiró como si fuese… basura —susurró para si mismo y sintió como se ahogaba con sus propias palabras.

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Holaaaaaaa!!! Falta la segunda parte de este capítulo. Espero que les haya gustado. Se que algunas personas no estaban del todo conformes con que un niño haya aparecido en la historia, pero como siempre les digo, confíen en mi. Esta historia es diferente a las otras que he escrito y si que va a gustarles, aun si no les gustan los niños, yo tampoco soy muy fan de los bebés. Van a aprender a querer a Joel, estoy segura xD

É incrível como algumas pessoas nos fazem sentir em casa, elas são raras, mas logo de cara a gente percebe, elas carregam consigo uma boa dose de amor, estrelas no olhar e sempre um colo para quem precisar.
—  Felipe Bueno
¿Sentiste algo más? #2

Pareja: Jainico

Palabras: 1.080 aprox

Advertencia: Ninguna

Estas son personas reales, por lo tanto no me pertenecen; este contenido no es para insultar a los integrantes, solo es por gusto personal.

—> Primera parte <— –> Tercera parte <– –> Cuarta parte <– –> Quinta parte <– –> Sexta parte <– –> Séptima parte <– –> Octava parte Final <–

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-Alfredo desafiante dice- Ya sabes el por qué no es bueno enamorarse de una persona que no te corresponde.

Se da vuela y sigue haciendo su labor de ver que juegos van a jugar. Nicolás permaneció quieto.

-¿Qu- El menor lo interrumpe.

-No quiero hablar del tema; por favor.

-…- se sacudió la cabeza- me voy pa` abajo…

-Bien…

Nicolás se levanta de su cama y se dirige al primer piso; antes de cerrar la puerta de su pieza dirige su vista a Alfredo… lo mira con confusión; cierra la puerta y sigue su camino.

Al bajar al primer piso se encontró con el Edgar y el Yelo conversando en el sillón.

-¿Oye y el Jaime?- pregunta el Edgar.

-Ah! eh… está arriba- responde distraído- sigue buscando juegos.

-Ah ya- lo mira un tanto confundido.

-Eh, ¿ya terminaron los contoples?

-Sip- responde Yelo alegre.

-Ya- se sienta en el sillón que estaba desocupado y empiezan a hablar.

—+—

Pasaron unos 5 minutos y ya habían llegado el Bestia con el Pesho.

—+—

Jaime al fin bajó; no se dignó a mirar a Nicolás, simplemente lo ignoraba; no sabía si era por su orgullo o porque tenía miedo de que se dirigiera a él para decirle que ya no quería su amistad… lo único que pensaba que lo ayudaba era simplemente ignorándolo.

Nicolás todavía sin creerse lo que pasó allá arriba, trataba de no confundirse; no podía gustarle su mejor amigo, ¡no podía! Ambos eran hombres, ambos totalmente diferentes… pero lo más raro es que no le disgustó el beso, fue raro y tiene que admitirlo, pero no fue desagradable. La pregunta era:

¿Lo volvería a hacer?

—+—

Todos ya listos con los completos, las bebidas y el copete, se dirigieron directamente al cuarto del dueño de casa Holyfuuu.

Es rara la situación que hay ahora; Alfredo que estaba nervioso y distraído, ahora se veía que estaba con menos despreocupaciones y más confianza; pero por dentro se sentía inquieto, todavía tenía el recuerdo de que había besado a su mejor amigo, a su compadre, al que molestaba aunque no tuviera motivo alguno, al que ama… en cambio Nicolás; estaba confundido, le hablaban y no hacía ningún movimiento de vida o que le interesara la conversación, simplemente se ahogaba en sus propios pensamientos.

-¿Qué me pasa wn?- se dice a sí mismo en voz baja restregándose la cara y tratando de tener algo en claro.

Pero no lo único que tenía en claro es que Jaime lo había besado y no podía enfrentarlo. Nicolás no es homofóbico y nunca lo ha sido; es más, tenía un pasado el cual no quería recordar…

*Flash Back*

-Suspira- Nunca debí seguirle a mi corazón, soy un mongólico qlo; debí ser como los demás; debí ser normal.

Nicolás con 16 años de edad, se encontraba en su cuarto a punto de romper en llanto; estaba sentado en su cama con las manos en su rostro- ¡¿POR QUÉ WN POR QUÉ?!- se lamentaba por lo sucedido; nunca en su vida como estudiante o simple persona se sentía de tal forma.

En ese tiempo Nicolás era gay, tenía una relación con un compañero, bastante piola a decir verdad; pero llegó el día en que los demás se enteraron y simplemente no dejaban en paz a los dos chicos. Les pegaban, les rayaban en sus mesas palabras como “maricón” “gay” “presta el culo fácil” entre otros; no había manera de que los dos se defendieran, TODOS estaban en su contra; ninguno de los dos iba a decirle a su director o a sus profesores, porque si no, los matones que no aceptaban su sexualidad lo iban a poner más difícil de lo que ya es.

Nicolás le cuenta a su madre; primero de su sexualidad, lo cual lo tomó más bien de lo que se esperaba; segundo, lo ocurrido en la escuela, su madre como es tan “madre”, fue a la escuela, habló con el director y solucionó el problema; el director hecho a los matones de los dos chicos, dando la cara a los padres diciendo que sus hijos son unos homofóbicos y que agredían a dos chicos homosexuales.

Por defecto los dos chicos se separaron, nunca más se han vuelto a ver después de la escuela.

—+—

El inicio a la Universidad lo entusiasmaba, era otro comienzo, otro Nicolás. Conoció a unos compañeros de clases súper simpáticos, que al poco tiempo se volvieron en sus mejores amigos. Nunca les contó lo que tuvo que pasar en la escuela, y no lo iba a hacer.

Lo que enfrenta ahora Nicolás es que quedó con un pequeño trauma de la experiencia que vivió en plena adolescencia; nunca más ha tenido una relación con una persona; podríamos decir que se hizo asexual… nunca más tocó el tema de que fue gay, y nunca lo quiso asimilar; simplemente se olvidó de su pasado.

*Fin del Flash Back*

Su mente no estaba con su cuerpo literalmente; estaba en las nubes; sintió algo dentro de él cuando lo beso el menor… -no es amor- se dice a sí mismo; intentando convencerse de que no es amor lo que siente. Tiene que dejar de pensar en eso; su pasado, su presente; lo están comiendo vivo.

-¡NICO!- grita su querido amigo Eddie.

-Ah! ¿Qué pasa?

-Wn hay estado callao hace rato y se te ve un tanto triste o no se- se sienta al lado- ¿te pasa algo?

-No es nada- mira a los demás que están jugando- tengo que distraerme.

-Yo te distraigo; ¡cabros! Háganle un espacio al Nico que quiere jugar- mira a Nicolás con una enorme sonrisa.

Nicolás le sonríe de igual manera, aunque muy poco creíble que estuviese feliz.

—+—

Habían pasado la madrugada entera jugando diferentes juegos; aunque sean pencas; se sentían felices tirando tallas y diferentes cosas.

A la hora de las 05:47 a.m. ya estaban casi todos dormidos; excepto dos personas. Adivinarán quienes eran: Nicolás y Alfredo.

Los demás estaban distribuidos por toda la habitación; el Bestia estaba en el piso al igual que el Pesho; el Edgar estaba sentado durmiendo, y a su lado estaba el Yelo, abrasado al mayor- Que se ven tiernos los qlos- se dijo Nicolás mirando la escena del Yelo y el Edgar.

Los dos despiertos estaban en la cama del mayor, estaban simplemente sentados mirando a la nada.

-Perdón- dice el menor.

-¿Por qué te disculpas?- dice serio mirando aún al frente.

-Por lo que hice hace unas horas…, de verdad Nico sorry yo n- Lo interrumpe el mayor.

-No me disgustó.

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Buuueeenooo ¿¿Cómo están?? :D no me odien, por fa u-u tendrían que amarme por que seguí con esto!… esu xD comenten que les pareció, si les gustó, si no les gustó; si quieren que la siga, si no quieren que la siga… etc :D corazoncitos para ustedes! <3 Bays~

1...

Murió a mitad de semana, en un día tal vez rutinario para muchos.
Murió tal vez de la manera mas boba y por las razones más estúpidas, pensara cualquiera que conozca su historia. Pero esas personas que lo juzgan no se dieron cuenta de lo mucho que necesito a alguien que lo ayudara a cambiar de opinión, o de sentimientos.

Creció rodeado de mucho amor y desamor a la vez. En su casa rara vez habían peleas, pero casi nunca veía a sus demás familiares -¿pasará algo?- se preguntó. En sus cumpleaños solo están sus padres -¿me odiaran?- se preguntaba, pero seguía con la esperanza de algun dia compartir con aquellos que nunca estaban. Pero… ¿cuanto de dura la esperanza de algo mejor?.. en un futuro lo sabrá.

Lucy, la primera niña en hablar el primer dia de escuela. Algo tímido y miedoso para su edad, pero no como no serlo cuando siendo tan pequeño no sales de circulo de confort.

(Puede que continue con esta historia. Pero el futuro es tan insierto que no sabremos lo que pase mañana. Pero algo si es seguro, y es que haras tu presente para ver un futuro.)
Sentimientos Latentes || Cap 15 (Fic Wigetta)

4 Día : Nuestra Semana Perfecta.

 -Narra Vegetta-

Anoche cuando terminé de subir el vídeo consideré que era demasiado tarde para despertar a Willy. Aún con el sueño que había acumulado mientras esperaba pacientemente la subida y lo exhausto que aún estaba por la excursión el día anterior, había sentido imperiosas ganas de hacerlo. El cansancio no era suficiente para retener la tentación de ir hasta su habitación y meterme en su cama. Pero aunque la imaginación era un poderoso recurso, siempre nos jugaba malas pasadas en su encarnizada lucha contra la realidad. Despertarlo no sería tan maravilloso cómo yo lo imaginaba, probablemente me recibiría con malhumor o se pasaría el día siguiente echándome en cara haber interrumpido su sueño.. seguramente estaba en lo cierto, le conocía cómo si le hubiera parido. Así que decidí descansar, elección que mi cuerpo agradeció. Dormí como un lirón durante toda la noche, y me levanté una hora más tarde de lo que hacía habitualmente, pues siempre había sido un hombre madrugador. Nada más levantarme fui hasta el salón mientras me cubría la boca con un bostezo. Descubrí a Willy sentado en la mesa, desayunando un cuenco de leches con cereales cómo acostumbraba a hacer. Era una novedad encontrarme con el chico desayunando antes de que yo lo hiciera, pues normalmente para cuando él desayunaba yo ya había vuelto del gimnasio e incluso me había dado tiempo a ducharme.-Hombre Vegetta.. hoy se te han pegado las sábanas.-Me saludó en un tono burlón, y yo sonreí todavía adormilado. Fui hasta la cocina de donde cogí un paquete de galletas y un zumo.-Aquí uno que tenía que trabajar hasta tarde.-Respondí con cierta arrogancia, dejando ambas cosas sobre la misma mesa donde Willy comía y sentándome a su lado. Tenía tendencia a desayunar cosas ligeras, aún consciente de que el desayuno era la comida más importante del día para tener energía.-No viniste.-Sonreí para mis adentros ante la recriminación del menor. Su voz sonó entre recriminadora y quejicosa, cómo si realmente le hubiera molestado el hecho de que no lo hubiera despertado en mitad de la noche. ¿Se habría quedado mucho tiempo aguardando mi llegada? No lo creía posible, cuando lo hice irse a su habitación fue porque estaba quedándose dormido en el sofá. En cualquier caso, su inseguridad y necesidad de mi presencia era muy dulce.-Estaba cansadito.-Me excusé, haciendo un pequeño puchero antes de llevarme una de las galletas a la boca. Eran dulces sin llegar a ser empalagosas.-Ya, ya lo he visto.-Añadió muy secamente, recogiendo más cereales con el cucharón y comiendo. Yo hice lo mismo con varias galletas más, mientras lo miraba risueño sin motivo aparente.-Que raro, Willy en plan borde por la mañana, anonadado me hallo.-Murmuré socarrón, con toda la ironía del mundo, pues él acostumbraba a ser bastante antipático cuando tenía todavía sueño.-Que raro, Vegetta sonriendo por cualquier cosa hasta a primera hora del día.-Me reí al escucharle decir eso. Parecía un viejo gruñón de esos que echan a los niños pequeños que están jugando en su jardín. Ya había mencionado en otras ocasiones lo mucho que le molestaba mi alegría por las mañanas, puesto que él no la tenía, aunque a medida que avanzaba el día y para las cosas que le convenían se volvía de lo más risueño. Ya había comido varias galletas más cuando bebí un buen trago de zumo para bajar la comida, miré la hora en la cocina con cierta impaciencia.-¿Hoy te quedas?.-Preguntó, y juraría que sonó más a petición que a pregunta. Percibí decepción en su rostro tras oír mi respuesta.-No, ya falté al gimnasio ayer. Tengo que irme enseguida, quiero llegar a casa y ducharme antes de comer para que grabemos el nuevo capítulo y por la tarde he quedado con Luzu. Uff… estoy a tope eh.-Presumí, mientras me levantaba de la mesa, sin poder dejar la comida donde estaba tuve que colocar cada cosa en su lugar. Me agobiaba tener la agenda tan apretada pero al mismo tiempo me resultaba mucho más gratificante que no tener nada que hacer. Puesto que Willy hizo un directo el día anterior capaz yo hacía también uno por la noche, todo dependía de lo cansado que estuviera.-Pero entonces..-Lo oí quejarse y suspiré, él también debería llevar una vida más activa, casi siempre que salía de casa era conmigo. Mira que yo era el tipo de persona que estaba mejor en casa y que rara vez la abandonaba por mucho que insistieran sus amigos, pero había veces que Willy era incluso peor. Otras, en cambio, se volvía muy callejero.-Voy super justo, me cambio y salgo.-Fui a mi habitación para ponerme la ropa que solía usar en el deporte, me peiné como pude y me dispuse a salir de casa.-Enseguida vengo y grabamos.-Le di un corto beso en los labios, cogí la bolsa y salí de casa en dirección al gimnasio más cercano, en el que estaba anotado. 

Solía estar como mucho una hora y media en el gimnasio diariamente. Cuando llegué a casa decidí darme una ducha fría y justo después nos pusimos a grabar nuevo episodio de nuestra serie. El día anterior ya había estado pensando lo que haría durante este nuevo episodio, así que me centré en mis mods o eso intenté, pues siempre era difícil estando grabando junto a mi eterna distracción: Willy. Pero nos echamos unas buenas risas la media hora de episodio, siempre lo hacíamos y teníamos mucho aprecio a la serie. Cuando terminamos iba con el tiempo justo, pues había quedado con Luzu por lo que tenía que comer rápidamente. Ya había dejado algunos vídeos subiendo. Comí un plato de ensalada, pues todavía tenía que perder peso antes de proceder a muscular el cuerpo. Me despedí de Willy, que estaba apunto de ponerse a grabar unos vídeos con Frank y fui hasta casa de Luzu.

Habíamos quedado en ir a dar una vuelta y jugar a algo, pues nos parecía mal que viviendo ambos en el mismo sitio no nos viéramos con más frecuencia de la que hablábamos vía skype. La tarde fue extensa aunque el tiempo pasó deprisa, hablamos de muchas cosas sobre diversos temas. La variedad estuvo más que presente en la conversación: Youtube, Los Angeles, El gimnasio, Futuros Viajes, Familia, Karmaland (Mencionamos algo sobre aliarnos contra el resto de ciudadanos de nuestro pequeño mundo en minecraft) y finalmente Willy. Ya serían las siete cuando llegamos a este tema, habíamos caminado mucho durante nuestras charlas e incluso nos habíamos parado en un bar a tomar algo mientras conversábamos e intercambiábamos opiniones. En un alarde de sinceridad, había confesado a Luzu lo que estaba sucediendo con mi compañero de piso, que aún éramos únicamente amigos pero que habíamos acordarnos no reprimirnos y algo extraño sucedía entre nosotros. Increíblemente, mi notificación de los acontecimientos no le sorprendió en lo más mínimo. Se mantuvo sereno y comprensivo, su tolerancia siempre era algo de agradecer.-Sinceramente ya se os notaba hacía tiempo.-Me encogí de hombros, sin terminar de comprender a que se refería Luzu.-¿Hace tiempo? Que dices tío.. si hará como mucho un mes que me di cuenta ¿Porqué lo dices? .-Pregunté, mientras me recostaba en el asiento del local dónde estábamos. Había sido una semana rara aunque llena de emociones, me venía bien tocar el tema con alguien.-Pues eso. Desde que os conocéis se os nota. Willy, por ejemplo, le conozco desde hace un tiempo y nunca le había visto tan así con ninguno de sus amigos. No hay más que ver como se empeñó en integrarte en nuestro grupo al principio, a nosotros no nos importaba en absoluto pero siempre estaba preocupado por que te sintieras cómodo y eso.-Yo asentí con la cabeza, aunque nunca me había dado cuenta de semejante hecho, y me llevé el refresco a los labios para dar un buen sorbo.-La verdad me sorprendió que me hiciera tanto caso.-Confesé, pero en aquel momento estaba encantado de que WillyRex, un youtuber tan “grande” al que yo veía incluso antes de tener un canal me hiciera caso, que nunca me habría detenido a pensar en esas banalidades.-Y por ejemplo, en los eventos. Cuando tú no solías venir a ellos, como te insistía y hasta se disgustaba porque no fueras.. que sí, que siempre queremos estar todos juntos, pero contigo era diferente.-Yo era analítico con otras cosas, pero no con el comportamiento humano ni mis relaciones, así que no me había dado cuenta de nada de lo que ahora estaba mencionando Luzu. En cambio él, cómo había dicho, conocía a Willy desde hacía tiempo y ese tipo de cosas le habían llamado la atención.-Me dejas de piedra tío.. ¿Quiere decir que desde el principio..?.-Me interrumpió negando con la cabeza.-A ver.. no digo que le molases desde el principio, pero está claro que le calaste de una manera distinta que el resto de sus amigos. No sé porqué.-La conversación me dejó pensativo, pero cambiamos tema y seguimos con otras cosas. Aún así no podía dejar de pensar en el pasado, quizá Willy sí se había obcecado conmigo al igual que yo lo había hecho con él, y aún después de un año no nos habíamos cansado el uno de la compañía del otro. Cuando terminamos las bebidas fuimos a casa, Luzu no dejaba de repetir “Wigettaaa…” en un tono burlón para picarme, mientras yo le repetía lo tonto que era.

Cuando llegué a casa fui directo a su cuarto, pero escuché como reía a carcajadas y supuse que estaría grabando con alguno de nuestros amigos. Me encerré en mi habitación, todavía pensativo, y me dediqué a subir vídeos mientras grababa otros. Dos horas después, cuando ya no estaba grabando pero sí editando, tocaron a mi puerta.-Adelante.-La cabeza de Willy asomó por la puerta, fijándose este en lo que yo estaba haciendo.-Oh, estás editando.-Observó, con cierta decepción en su voz.-Sí, pero en un momentito termino.-respondí sinceramente, pues lo único que tenía que hacer era añadir algunas transiciones al vídeo.-He llegado antes, pero estaba partiéndote de risa ¿Y eso? .-Comenté sin apartar la vista de la pantalla, para sacar un tema de conversación y hacerle ver que no tenía porque marcharse.-Ah na, Frank que es un pringao.-Dijo riéndose, seguramente por haber recordado aquello que tanto les había divertido.-Hm.. pues esto ya está.-Exclamé, ultimando algún que otro detalle. Él había permanecido hasta el momento en el umbral de la puerta, se adentró en el cuarto tímidamente.-Oye.. ¿Harás directo esta noche? .-Me dirigió una mirada significativa, y yo sospeché que él no quería que yo lo hiciera.-Eh.. no pensaba, he tenido un día muy movido y tengo la voz super gastada.-En realidad habría hecho un esfuerzo, pero la conversación de Luzu se repetía en mi mente y me arrepentía de no haber prestado atención a Willy en todo el día. Sonrió tras mi respuesta, pero no dijo nada. Era típico de él, siempre esperaba que yo propusiera las cosas o lanzase las indirectas, aunque diese pie a ello o me siguiera la corriente nunca era capaz de lanzarse el primero. Aún así no me costaba ningún trabajo, así que guardé el vídeo que acababa de editar.-Podemos ver una película aquí en mi cuarto, si quieres.-Propuse, a lo que asintió con la cabeza. Cerré los programas y puse una película de comedia. No eran mis favoritas, pero tampoco le gustaban las de terror y ya habíamos ido al cine para ver las nuevas de acción. Lo preparé todo de modo que pudiéramos ver la película en la pantalla de mi ordenador desde la cama. Me acosté sobre el colchón y Willy se tumbó justo a mi lado, ambos de perfil para poder mirar el film. Tal y cómo había hecho la otra noche, lo abracé por la cintura y pegué su espalda contra mi pecho mientras que me alzaba un poco por encima de él para que su cabeza no me impidiera ver la pantalla.-Espera, espera.-Añadió súbitamente, y antes de que pudiera pestañear ya se había ido de mi habitación. No tardó más de veinte segundos en volver con una bolsa de almendras en la mano. Yo me reí, pues hasta el momento no había comprendido su desaparición.-Que tonto eres.-dije negando con la cabeza, mientras que él volvía a colocarse en la misma posición que antes. Vimos aproximadamente media hora de la película, de vez en cuando él cogía una almendra y me la metía en la boca ya que mis brazos estaban ocupados rodeándolo. Nos reímos en varias ocasiones, pero de lo mala y patética que era la película.-Madre mía niño.. este es el peor chiste, mejor la quitamos.-No pudo negarse a ello, así que se levantó y apagó el ordenador antes de volver a tumbarse junto a mí, esta vez mirándome a la cara.

-Y bueno, que tal con Luzu? .-No consideré adecuado mencionar que habíamos estado hablando de él, aunque quizá si me convenía contarle que había confesado a Luzu que éramos algo más que amigos, o que estábamos intentando comprobar si convenía que lo fuéramos.-Genial. Pero.. le he comentado lo nuestro, ya sabes, lo que está pasando.-Pensaba que Willy tomaría a mal semejante atrevimiento por mi parte, pero más bien fue todo lo contrario.-¿Y qué te ha dicho? ¿Se lo ha tomado bien? .-Preguntó con cierta preocupación, pero yo asentí con la cabeza y eso hizo sonreír al menor.-Yo he hecho algunas maldades en Karmaland.-arqueé una ceja, escrutando al chico con la mirada.-No habréis entrado en mi muralla..-Espeté, cabreandome un poco. Que sí, que era un juego.. pero me reventaba que no respetasen las normas que habíamos impuesto en el mismo.-Aaah.. Vegetta, eso es información privilegiada. Si.. si te la dijera tendría que matarte.-No me gustó nada la forma en la que habló, titubeando en sus palabras e incluso teniendo que repetirlas, eso era típico de él cuando se ponía nervioso. Y uno no se ponía nervioso si no ocultaba nada.-Wiiilly.. chaval, que te destrozo.-Le amenacé como acostumbraba a hacer en este tipo de situaciones.-Destrózame.-Su respuesta me pilló desprevenido, ya fuera por la forma seria en la que pronunció la palabra o la connotación sexual que en aquel momento pareció tener. Pero el más sorprendido no fui yo, pues Willy asombrado por su propia contestación, la cual parecía que había pronunciado sin pensar, se puso repentinamente alterado.-A ver.. no, que..-Empezó a balbucear, queriendo explicarse, a lo cual ambos reímos nerviosos. No era la primera vez que nos ocurría algo similar, ya había pasado infinidad de veces en vídeos, pero no era lo mismo cuando estábamos tumbados en la misma cama, era sin duda mucho más violento.-Bueno..-Empleé la voz más seductora que pude, pero tuve que interrumpirme porque me reí sin poder evitarlo.-Si insistes..-Susurré, en voz baja. Pude notar como él se ponía tenso, aún cuando todavía estábamos bromeando. Yo busqué sus labios, los cuales besé con mimo mientras acariciaba de forma distraída su espalda. Al principio me había costado pero ahora que habíamos acordado no reprimirnos lo hacía con más frecuencia, aunque nunca llegábamos más lejos. Él me correspondió. Su forma de besar había mejorado considerablemente, pues ya no intentaba hacer movimientos extraños ni apoderarse del beso, ahora correspondía pero esperaba pacientemente a que yo llevara el control. Era mucho más cómodo para mí, pues así solía ser cuando uno besaba a su chica. Aún así esperaba dar algunos trucos a Willy en el futuro, cuando el tema no fuera tanto tabú como delicado, yo no era un experto pero todos necesitábamos hablar del tema nuestras primeras veces. Cuando nos separamos sus labios se posicionaron sobre mi cuello, besándolo torpemente. Pero su desorientación no quitaba que aquella fuera una zona muy delicada, que la atracción por mi compañero fuera descomunal y que llevase mucho tiempo sin aquel tipo de atenciones. Sus besos me enardecían pero dudaba que estuviera dispuesto a apagarme, así que lo aparté de mi cuello con delicadeza y le acaricié los cabellos.-Es tarde, será mejor que descansemos.-Pareció molesto, suspiré. No sabía bien como explicarle nuestra situación respecto a eso. No creo que ninguno de los dos estuviéramos listos para hacerlo con un hombre, y por mucha atracción que sintiera hacia él, por muy tolerante que fuera.. a nadie que se hubiera considerado siempre heterosexual le hacía gracia imaginarse repentinamente manteniendo relaciones con alguien de su mismo sexo. Ambos éramos igual de inexpertos en aquel aspecto, y aunque Willy esperaba que le alentase en todo lo que hiciéramos y llevase las riendas, en este aspecto estaba tan inseguro como él. Tampoco creía que él buscase exactamente eso, pero si seguía calentándome yo no podría contenerme, pues no estaba hecho de piedra. Resumidamente, era un tema delicado que prefería dejar aparte aunque fuera por esta noche.-Buenas noches chiqui.-besé su mejilla y me reacomodé en la cama. No me importaba si dormía conmigo durante la noche, pero se levantó y se marchó. Suspiré.. jamás entendería a Willy, ni a las personas en general.

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Listo <3 Dejadme vuestras opiniones. Quien pensáis que tiene razón? :3 Yo pienso que Vege me sale medio frío pero la verdad que nadie lo comprende al pobre, oins </3