cardumes

eu quero uma palavra que silencie o peito,
desacelere o sangue, faça poente a dor num olhar vibrante.
eu quero uma palavra que me lembre o azul tônico, inviolado,
que rasgue a carne e mostre a alma emborboletando a vida.
eu quero uma palavra que alivie os danos, acenda os opostos
e diga que o amor é o sol que morena a pele e faz vibrar a alma.
uma dança de cabelos trançados e fitas coloridas,
uma melodia de ossos floridos, corais e cardumes inesquecíveis,
um movimento lento e preciso pontuado na rotina do beijo.
eu quero uma palavra no formato exato do meu vazio.

Há um brilho nas extremidades

que não se desfaz,
desfaz o sol sobre o mar,
desfaz a velocidade das notas cantaroladas sobre o precipício,
desfaz o barulho dos cardumes na embarcação,
desfaz a lua, as horas e o tempo,
mas há algo que fica e que me conduz,
me conecta e instiga,
é esse brilho nas extremidades que fica,
que você deposita em mim e que nunca se desfaz.

Elisa Bartlett

Ando na areia, olho pro mar
Ouço a sereia cantando alegre pra mãe Iemanjá (2)
Nas profundezas do mar azul
Arraias bailando, cardumes, corais.
Tem mistério e magia, é encanto divino
Os golfinhos brincando, oh que reino tão lindo.
E lá na praia pescador chorou ôôô
Sua rede vazia ao ver lamentou
De joelho faz uma oração
Oh! Rainha das águas solução pra minha vida.
Eu sou seu filho venha me socorrer
Minha família me espera, a pesca é o sustento pra sobreviver
Iemanjá com seu manto sagrado abençoou
Pescador tão feliz pro seu lar voltou,
Sua pesca foi farta, ele comemorou
Final feliz de uma historia, de amor e devoção
De um homem que carrega a fé em seu coração.
—  Odociaba Iemanjá.
A festa

Venha, esqueça de seus problemas

Aqui estão os seus maiores amigos

A pista esta esperando por você

Por um momento tente relaxar

E o que esta tocando? é a sua musica

Por essa noite, seremos vitoriosos 

Pare de pensar na sua ex namorada

Tem muito peixe pelo mar ainda

E aqui tem um cardume cheio

Vamos apenas nos divertir

Você esta muito estressado 

Sua cabeça esta cheia de problemas

Deixe a musica entrar nela

Por que amanhã é um novo dia

Mas vamos viver essa noite como se fosse a ultima

Por algum tempo caminhei e vi pessoas indo por estradas sem esperança, sem vida e sem fé, esses “sem” tem o mesmo perigo de um grande “talvez”. As pessoas demonstram ser uma raça soberana, sem limites e cheios de si próprios na superfície, mas quando você sai do raso e vai para o fundo e enxerga o abismo dessas almas perdidas, percebemos que somos apenas peixes tentando achar o cardume certo, temendo ir para grandes mares com medo de tubarões e maremotos.
Somos frios iguais geleiras, mas quentes igual lava de vulcão, somos cruéis igual Hitler em seus melhores momentos, mas também somos bons como algum soldado que salva famílias em meio a guerras, podemos ser o que quisermos, ter dois sentimentos diferentes, mas nunca deixaremos de ser parte de uma evolução que só vai crescendo.
—  Jack Soares

Se chegarem as gentes, diga que vivo meu avesso / Que há um vivaz escarlate / Sobre o peito de antes palidez, e linhos faiscantes / Sobre as magras ancas, e inquietantes cardumes sobre os pés / Que a boca não se vê, nem se ouve a palavra / Mas há fonemas sílabas sufixos diagramas / Contornando o meu quarto de fundo sem começo. Hilda Hilst

Aprenda com Davi a não dar nenhum passo sem Deus [2Sm 5.23]. Cristão, se quiser conhecer o caminho do dever, tome Deus como bússola; se quiser navegar seu barco por ondas sombrias, coloque o leme nas mãos do Todo-Poderoso. Escaparemos de muitas pedras se deixarmos nosso Pai assumir a direção; muitos cardumes e areias movediças poderão ser evitados se deixarmos Sua Soberana vontade escolher e comandar.
—  C. H. Spurgeon, no livro Dia a dia com Spurgeon.
Eles estão na ponta do iceberg. Tão superficiais. Não fazem idéia da pressão que habita aqui no fundo. Estão contentes com o vento leviano e correntes banais. Mas aqui nas profundezas, na escuridão do desconhecido, estão reunidos os seres mais fantásticos. Encontra-se gigantes criaturas marinhas, e fantásticos pequenos seres. E mais no fundo, encontramos os poetas. Não só eles, temos pintores, músicos, e cardumes de artistas. Todos incapazes de sobreviver em uma zona superficial. Uns até preferiam estar lá, e os que tentaram explodiram. Quem habita aqui no fundo tem uma pressão interna colossal, que nos protege de nosso habitat hostil. Fomos programados para viver aqui, remoendo o que a superfície, em sua ignorância, deixa afundar sem o mínimo conhecimento de sua preciosidade.
—  Felipe Ponsoni