cap 43

43 - A viagem

Dormi a viagem inteira, quando chegamos, estava um frio de congelar o sangue. Pqp! Nós dividimos em um táxi e fomos para o hotel. Só eu não me dou muito bem no ingles? Por que porra, eles conversaram super bem com o motorista do táxi. Eu entendi algumas coisas apenas. 

No hotel, nós dividimos entre os quartos, fiquei com a Paloma, E o resto se dividiram entre eles. No quarto arrumei minhas coisas, tomei um banho e fui pro quarto do Gui esperar ele se arrumar.

 – E porque não transou com ele? Eu não perderia tempo. – Ele falou. Estávamos falando do dia que eu dormi na casa do Vitor.

 – Por que eu não vou simplesmente transar com ele assim.

 – Mas transar é tão bom, sério! – Eu ri. – Mas você queria não é?

 – Querer eu queria, mas fiquei insegura sei lá. A gente não namora nem nada.

 – Corrigindo, vocês não namoram por que você não quer! – Revirei o olho.

 – Ta, é por que eu não quero, mas isso é tudo muito confuso pra mim.

 – Mel, qual é o problema com você? Serio? Uma hora, ele vai desistir. – Abri a boca pra responder mas ele continuou. – Eu sei que você já cansou de escutar isso, mas é a realidade sabe, ele vai cansar. E o Vitor é uma boa pessoa, e ele gosta mais de você do que imagina.

 – Ele te falou alguma coisa?

 – Não te interessa. – Ele fala rindo.

 – Ah Guilherme, qual é? – Imploro.

 – Nem vem, vamos descer que já estão nos esperando. Confirmei e descemos. Já estavam todos nos esperando lá em baixo.

 – Demoraram em. – Di reclamou.

 – Já chegamos não é? – Falei e ele confirmou. – Então para de reclamar.

Peguei o Vitor e sai puxando, escutei eles falando atrás “o que deu nela” resolvi ignorar. Não estávamos muito longe do Central Park, então resolvemos ir lá hoje, porque estávamos cansados da viagem. Vitor e eu fomos um pouco mais na frente, acho que até meu cílios congelaram haha.

Estávamos em silêncio desde a hora em que saímos do hotel, então ele passou o braço pelo meu ombro e quebrou o silêncio.

– Por que falou daquele jeito com o Di? – Bufei.

– Pra falar a verdade, nem eu sei direito. Meu humor simplesmente mudou de uma hora pra outra. Estava pensando em umas coisas.

 – Que coisas? – Nada, não é nada demais, paranoia minha.

Chegamos numa parte do parque que resolvemos parar um pouco, Vitor me puxou um pouco mais pro lado pra ninguém nos escutar e ficou me encarando.

– Fala Mel, que paranoias?

– Você gosta mesmo de mim? – Ele revirou o olho. 

– DR agora Mel? Aqui?

– Não é dr Vitor, eu só fiz uma pergunta.

 – Por que isso agora? – Ele deu uma piscada longa como se tivesse procurando paciência.

 – Eu só queria saber, mas agora não to afim mais. – Fui na direção da galera mas ele me segurou.

– Espera.

– Não Vitor! Pensou demais, perguntou demais. Não quero mais saber. – Me soltei e voltei até eles.

– Já brigaram? – Paloma pergunta, só pela minha cara e pelo Vitor chegando de cara fechada depois, deu pra perceber. Nenhum dos dois fez questão de responder.

– Di, desculpa eu ter falado daquele jeito com você, não sei o que me deu. – Falei e o abracei.

 – Ei, ta tudo bem. – Ele acariciou meu cabelo.

 – Quero voltar pro hotel. – Pedi.

 – Mais já? – Di falou e eu só confirmei com a cabeça. – Quer que eu te leve?

– Não precisa. – Falei me afastando. – Vou sozinha, não é tão difícil.

 – Não vou te deixar sozinha.

 – Já falei Diego, ta tudo bem, não precisa. – O abracei e fui andando, até alguém me segurar pelo braço.

 – Di, eu já… – Era o Vitor, revirei os olhos. – Me larga Vitor.

 – Mais você já vai embora por que?

 – Por que eu to cansada e com sono, eu só quero deitar. – O encarei. – Sozinha. – Ele fez uma cara de triste que me deu vontade de dar um beijinho nele, mas me segurei.

 – Tem certeza? – Confirmei com a cabeça. – Ok. – Sorri fraco, quando fui sair ele me puxou e me deu um selinho demorado, revirei os olhos e não pude deixar de sorrir.

 Fui andando lentamente até o hotel, olhando a vista e já sentindo saudades dessa cidade, da minha cidade! Sem perceber alguém esbarra em mim, o que me faz cair.

 – O my god, i am sorry. – Ele falou, merda, doeu.

 – I am fine. – Falei enquanto ele me ajudava a levantar.

Olhei para a pessoa que me derrubou e PUTA QUE PARIU! Que cara gato. Fiquei o encarando, e quando percebi que ele estava rindo, corei. Porra, que vergonha. Ele ia falar alguma coisa, mas o cortei com uma chuva de palavrões por que vi a tela do meu celular, e ela estava toda trincada. Minha mãe vai me matar.

– Não acredito nisso, puta merda, minha mãe vai me matar, mas que caralho. – Eu estava quase chorando, e sim, só por causa de um celular.

 – Boca suja a sua em. – O olhei assustada. – Você fala português.

 – Sou brasileiro, só moro aqui. – Deus grego e brasileiro? Assim eu não aguento. – Me da, deixa eu ver. – Ele pegou meu celular. Mexeu, mexeu e mexeu, até que ele tirou a película, me olhou com um sorriso irônico e ergueu uma sobrancelha. Nesse momento, eu tive uma incrível e ridícula crise de riso.

 – Como eu sou estúpida. – Finalmente consegui falar. – Eu esqueci dessa merda, eu já estava quase chorando, sério, obrigada.

 – Tudo bem. – Ele riu. – E a propósito, meu nome é Charles. – Charles, lindo nome, sorriso, boca, que deve beijar bem. Ok, parei.

 – O meu é Melissa, mas todo mundo me chama de Mel. – Sorri.

 – Então Mel, o que faz aqui? – Ah, eu acabei de chegar, vim passar a semana só.

 – Que pena. – Opa!!!! – Mas veio sozinha?

 – Não, vim com os meus amigos, mas briguei com um deles e me deu no saco, ai estava voltando pro hotel.

 – Entendi. – Ele sorriu, e que sorriso.

 – Então, de onde você é? – Perguntei curiosa, vai que ele é do rio.

 – Sou de Porto Alegre. – Merda. – Mas meus país moram no Rio. – Voltei a me interessar. – É pra eu voltar pro Brasil, mas estou enrolando faz um ano e meio.

 – Serio? Porque? – Sou curiosa sim.

 – Por que eu passei a maior parte da minha vida aqui, não conheço ninguém no Rio, muito menos em Porto.

 – Que bosta né. Mas enfim, agora você conhece alguém do Rio. – Fiz um sinal pra mim e o mesmo riu. – Deixo você me visitar, o que acha?

 – Nossa, só vai. – Ele riu. – Agora volto com gosto. – Ele falou isso e nós rimos.

 – Não é a Mel ali? – Escutei alguém falando, puta merda, foi a Malu e geral. Eles vieram até nós.

 – Faz uma hora que você foi embora louca, o que faz aqui ainda? – Gui falou rindo e deu uma puta encarada no Charles que o fez ficar sem graça e o Natan fechar a cara.

 – É que eu trombei no Charles. – Apontei pra ele. – E achei que tinha quebrado meu celular e ele me ajudou e ficamos conversando, nem vi a hora passar. – Falei rindo, olhei pra cara do Vitor e adivinha? Nada boa.

 – Você nem fala inglês direito Melissa, como estava conversando tanto com ele? – Vitor falou emburrado.

 – Não, eu sou brasileiro. – Charles falou antes de mim. – Sou o Charles, prazer. – Ele esticou a mão pra cumprimentar o Vitor, que olhou feio, mas a pegou, o que fez meu coração quase parar. Todos se apresentaram e conversaram um pouco com o Charles, mais ou menos o mesmo assunto que eu. Não falei mais nada, Vitor e eu ficamos nos encaramos.

 – Então Charles, já tem alguns amigos no Rio, quando voltar só chamar. – Bernardo falou.

 – Pode ser cara. – Sorriu, babei nesse sorriso, na frente do Vitor sim. Que se foda.

 – Precisa pegar o número de alguém né, se não, não vai nos achar. – Malu falou.

 – Pode ser o seu Mel? MEL? 

 – Que? – Acordei do meu transe e ele riu.

 – Não liga, ela sempre faz isso. – Paloma fala rindo e eu mostro a língua pra ela. 

 – Então me passa. – O olhei confusa. – Seu número.

 – A ta. – Ri e passei meu número pra ele. Enquanto passava, olhei pro Vitor. Falta ele voar no Charles.

 – Então galera, tenho mesmo que ir, já enrolei demais. Ele se despediu de todos, fui a última e ele me deu um abraço que me pegou de surpresa. – Adorei te conhecer. – Sussurrou no meu ouvido. O olhei e sorri.

                                                       **

 No caminho pro hotel, o Vitor foi quieto na frente e eu fui fingindo escutar o que o Natan estava falando atrás. No hotel cada um foi pro seu quarto, mas a Paloma não foi comigo, deve ta se pegando com o Bernardo por ai. Acho que fiquei um tempo deitada na cama só olhando pro nada. Era pra ser perfeito essa viagem, e até agora a única coisa que soube fazer foi brigar com o Vitor.

 – Achei que estava dormindo. – Paloma falou entrando no quarto com o Be logo atrás.

 – Antes fosse. – Falei ainda olhando pro teto.

 – O Vitor ta putão com você. – Be falou e logo em seguida levou um tapa da Paloma. – O que foi?

 – Ele ta dormindo já? – Levantei. 

 – Ainda não, mas acho… – Sai batendo a porta sem nem esperar ele terminar de falar.

Fui até o quarto deles e bati na porta, uma, duas, três vezes e nada. Acho que ele ta dormindo, decidi voltar pro meu quarto.

– Melissa. – Ele falou quando eu já estava a uma distância.

 – Não ia abrir a porta pra mim? – Falei andando até ele.

 – Estava no banho. – O que não parece ser mentira, ele está de moletom e cabelo molhado. – O que você quer? – Falou seco.

 – Queria conversar só. – Ele me encarou por alguns segundos e deu espaço pra eu entrar.

 – Pode falar. – Falou fechando a porta logo atrás de mim.

 – Não sei o que falar. – Meu coração vai sair pela boca daqui a pouco. – Fiquei sabendo que está bravo comigo. – Falei sem encará-lo. – Por que?

 – Você jura que não sabe? – Ergui uma sobrancelha. – Você ia vir embora, e uma hora depois te encontro conversando com um cara que acabou de conhecer, e que ainda pegou seu número e foi a única que ele abraçou.

 – Ataque de ciúmes Vitor? Serio isso?

 – Sim Melissa, quer saber. É sim um ataque de ciúmes. – Não sei o porque! – PORQUE EU GOSTO DE VOCÊ PORRA MELISSA. – Ele gritou.

 – GOSTA MESMO? OU SÓ GOSTA QUANDO NÃO TEM OUTRA OPÇÃO? – Gritei também, mas logo me acalmei. Ele me olhou confuso. – Por que não me falou quando te perguntei?

 – Não sei, não sei ta legal?!

 – Você tem noção o quanto me senti um lixo quando você não falou nada? – Ele me fitou. – Tem Vitor? Acho que não! Eu me senti horrível, uma idiota que você só esta quando não tem opção melhor.

 – Você sabe que não é assim, não viaja. Não ficava com você porque não tinha outras opções e você sabe bem disso.

 – Ficava? – O encarei. – Não fica mais?

 – Quer saber Mel, agora eu é que não sei. – Ele bagunçou o cabelo. – Você é muito complicada, uma hora me cobra que eu fale que gosto de você, outra hora não quer nada com nada da vida! Eu estou cansando disso. Eu cansei disso! – Ele deu ombros. – Nem você sabe o que quer da vida, acho que deveria descobrir antes de nós nos resolvermos de novo.

Eu realmente não sei o que dizer, não sei o que sentir. Meu mundo simplesmente caiu. Não sabia que gostava tanto do Vitor, a ponto dele me abalar tanto falando isso. Fiquei um tempo quieta, o encarando. Simplesmente não sei o que falar pra ele, só quero desaparecer.

 – Não vai falar nada? – Perguntou se aproximando, mas eu dei uns paços pra trás.

 – Não sei o que dizer. – Falei tentando não encará-lo. – Acho melhor eu voltar pro meu quarto. – Quero que ele volte atrás.

– Ok. – Pronto. Meu mundo caiu mais uma vez.

Sai o mais rápido que pude dali, não fechei a porta, não me despedi. Só sai. Legal, agora o que era pra ser uma viagem perfeita, virou nessa merda. Fui pro meu quarto e adivinha? A porta está trancada. Puta que pariu. Bati na porta e chamei a Paloma algumas vezes, mas nada aconteceu. Ela deve estar transando a essa hora. Porra Paloma. Sentei na porta e não aguentei, desabei ali mesmo. Comecei a chorar como uma criança que levou um beliscão, não queria falar com ninguém e nem ver ninguém. Não sei quanto tempo fiquei ali na porta chorando em silêncio, sozinha. Mas era assim que eu estou me sentindo, sozinha e vazia. PUTA QUE PARIU VITOR! 

– Ei, Mel. – Natan me sacudiu e eu abri o olho. – O que aconteceu? Por que está assim e chorando? – Só neguei com a cabeça. – Vou chamar o Gui.

– Não, por favor. Eu to bem, só quero ficar sozinha. – Foi o que consegui falar. – Por favor, não conte a ninguém.– Ele assentiu e sumiu da minha vista.

 Não sei quanto tempo fiquei ali parada, naquela mesma posição, chorando. Só sei q senti alguém me puxar e me pegar no colo, quando consegui abrir o olho, vi que é o Vitor, olhei pra trás e o Natan estava me olhando preocupado.

– Tudo bem Natan pode ir, eu cuido dela. – Vitor falou e ele concordou. – Obrigada por me chamar. – Vitor agradeceu e logo em seguida fechou a porta do quarto.

– Ai Vitor, me larga. – Foi o que consegui dizer e ele me colocou sentada na cama e se agachou na minha frente.

 – O que deu em você? – Me olhou preocupado. – Por que está assim?

 – Serio mesmo que ta me perguntando o porque. – Ergui uma sobrancelha.

 – Ai Mel. – Ele veio abraçando, mas o empurrei e levantei.

 – Ta tudo bem Vitor. – Enxuguei o resto das lágrimas. Minha cara deve estar horrível. – Eu vou voltar pro meu quarto.

 – Pra dormir na porta? – O olhei confusa. – Eles não vão sair de lá tão cedo, dorme aqui.

 – Acho melhor não, você mesmo falou que… – Me interrompeu.

 – Não to falando pra dormir comigo. – O encarei. – Tem duas camas no quarto, não posso deixar você dormindo no corredor. – Suspirei fundo pra não atacar ele e concordei.

 – Acho que vou tomar banho pra eu dormir então. – Ele assentiu.

 – É.. Eu.. – Por que eu to com vergonha mesmo? É o Vitor!

 – Quer uma camisa? – Só confirmei com a cabeça. Ele mexeu na mala, pegou uma camisa, cheirou e me deu.

 – A maior que eu trouxe. – Era uma camiseta de manga cumprida.

 – Obrigada. – Dei um sorriso forçado e fui pro banheiro.

Não acredito que estou sendo forçada a isso, meu coração está a ponto de sair pela boca. Eu vou matar a Paloma. Tomei um banho rápido e quando eu sai do banheiro, só tinha a luz de um abajur acesa, ele estava sentado na ponta da cama mechando no celular. Me olhou por cima dos olhos, o que me fez ficar roxa de vergonha, não sei o por que mas estou imóvel.

– Não vai dormir? – Falou puxando minha atenção. – Hum.. É.. E…eu acho que sim. – Gaguejei, mais que merda.

 – O que está acontecendo com você? – Ele largou o celular na cama e caminhou até mim. – Ta com vergonha de mim? – Eu ri forçado.

– Fala sério Vitor. – Debochei e fui andando, mas o infeliz segurou meu braço. – Eu odeio que me segurem assim. – O olhei brava.

 – Ei, relaxa ai. – Ele riu.

 – Vitor, eu não to de graça com você ok? – Me soltei. – Eu entendi que você queria um tempo sem mim.

 – Não é bem assi… – Interrompi.

 – Eu não quero saber Vitor, ta legal? Eu só quero deitar na porra da cama e dormir pra ver se a minha viagem melhora amanhã.

– Espera, vamos conversar.

– Conversar o que? Não temos mais nada pra conversar Vitor. Eu já entendi que você não me quer, não precisa ter dó de mim, mais que caralho.

 – Não é que eu não quero nada com você Mel, eu quero e muito, mas você não colabora.

 – Que forma mais incrível de demonstrar em. – O olhei decepcionada e fui pra cama, mas ele parou na minha frente. – Vitor, por favor. Eu estou exausta, não dormi até agora, me deixa. – Fui andar mas ele ficou interrompendo minha passagem. – PORRA VITOR MAIS QUE CARALHO ME DEIXA CARA. – Gritei.

– Ei, calma ai. – Ele passou a mão no meu cabelo, ele ta conseguindo me deixar irritada.

 – Vitor, o que você quer em? – Falo mais calma. Ele chega bem perto de mim, passa a mão na minha cintura e gruda nossos corpos.

 – Você! – Ele sussurra no meu ouvido, o que me faz arrepiar. Meu coração ta pra sair pela boca.

 – Pra amanhã dizer que cansou de mim? – Consegui encará-lo, sem grudar minha boca na dele. – Não obrigada.

No mesmo momento, ele foi atrás de mim e tampou meus olhos com uma mão, com a outra colocou alguma coisa na minha. O que me parece ser uma caixinha.

– Só vou te deixar dormir quando me prometer que irá dizer sim.

 – Dizer sim pra que? Deixa eu ver.

 – Me promete antes.

 – Não vou prometer nada Vitor.

 – Não confia em mim? – Sussurrou no meu ouvido, o que me fez arrepiar. Filho da puta, por que ele sempre faz isso? 

– Quer mesmo que eu responda? – Ele arrancou a caixinha da minha mão e me largou. – Ah, qual é?

 – Você confia em mim?

 – Por que isso agora?

– Responde? 

 – No momento? Pra falar a verdade não to confiando nem em mim. 

– Você quer ficar comigo? – O olhei surpresa.

 – Como é?

 – Ai, esquece. – Ele deitou na cama. – Apaga a luz e vamos dormir.

 – Por que você faz isso? – Perguntei brava. – Me da uma esperança pra depois tirar ela de mim.

 Coloquei minha calça o mais rápido possível, um chinelo e sai correndo. Ele veio atrás de mim, mas a porta do elevador já tinha fechado. Esta frio pra porra, to começando a me arrepender de ter saído assim. Puta que pariu. Escuto ele me chamar mas saio o mais rápido possível, como está muito MUITO FRIO, não consigo ir muito longe até que ele me alcance e me segura pelo braço.

 – ME LARGA VITOR.

 – Mel, ta muito frio, vamos conversar lá dentro.

 – Eu não quero conversar em lugar nenhum com você. Você fala tanto de mim mas não é muito diferente. Você também não dar o que quer Vitor!

 – Eu quero você! 

 – O que? – Falei surpresa.

 – É Melissa, eu quero você, eu gosto de você.

 – Fala sério Vitor. – Eu estou com a boca roxa de frio, ele tentou me abraçar, mas eu afastei. – Eu não acredito que você gosta de mim assim. 

 – Ai senhor, sabe Mel, eu queria fazer algo diferente e mais legal, só que nós brigamos e eu desisti. – Eu ia interromper. – Cala a boca, não interrompe. – Eu ri. – Enfim, tinha desistido eu assumo, de você, de nós. Mas ao te ver daquele jeito jogada na porta do quarto eu percebi o quanto eu gosto de você. Sabe. – Ele riu. – Você é muito chata, você levanta a sobrancelha quando quer agradar, é irônica quando não sabe o que responder e porque nós dois vamos pegar uma pneumonia, mas se você precisa ouvir, o por que te amo, posso continuar a noite inteira.

 Eu não tive outra reação à não ser pular nos braços dele e o abraçar o mais forte que eu consegui. Fomos nós arrastando pra dentro do hotel que está incrivelmente mais quente.


 – Isso… Isso é serio mesmo? – Foi o que consegui falar. Ele arrancou a caixinha de dentro do bolso e abriu. É duas alianças de prata, bem fininhas.

– Isso responde sua pergunta? – Ele sorriu.

 Eu não tive reação, depois de colocarmos as alianças eu o beijei. Mas o beijo estava ficando muito quente para a entrada do hotel, então subimos para o quarto. Mal fechei a porta e ele veio pra cima de mim, me beijando. Me pressionou na porta, beijava meu pescoço e logo subia para minha boca. Ele desabotoou minha calça e a tirou, eu ajudei, logo em seguida tirou sua camisa e fomos andando até a cama.

Próximo capitulo

5

“Viajes por el Mundo” 
Capítulo 43, Tazumal - El Salvador

El Tazumal de El Salvador; está ubicada en el corazón de Chalchuapa, en el departamento de Santa Ana a ochenta kilómetros al occidente de la capital. Esta zona está dentro del área arqueológica de Chalchuapa, cuya superficie aproximada es de 10 km² y donde también se localizan los sitios arqueológicos de Pampe, Casa Blanca, El Trapiche y Las Victorias. Chalchuapa fue un sitio adonde llegó la influencia de Copán, y la influencia teotihuacana y tolteca.

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The First Time Again- Tom Wilson

Originally posted by holtbyism

Tom… I love Tom… but why did he have to do me like that? Let the Leafy Boys hockey… Anyway! On to Tom. Omg I love country music anon and especially Jason Aldean so thank you! I hope you all enjoy it!

Warning: one cuss word, angst

Anon Request: Hi, I hope you’re having a great day! I just wanted to tell you that you’re an amazing writer and I love your imagines. And because I do I was wondering if you would write a Tom Wilson imagine based on the the song First Time Again by Jason Aldean (sorry if you don’t like country)? Thank you so much!

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              You weren’t going to let this bother you.

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Wa! cap 43  of “kiss him not me” is Available! seems like the end is near…
Senpai is the best as ever! I LOVE HIM! WAAAAA!!! SO CUTE!

***spoilers***

But now is pretty obvious that he will be with Kae…
my prediction is… In the next chapter, he will have memory loss and Kae will realize that she fell in love with him :p

yep…I was pretty sure since he declares to Kae that he will be the one.
Now we need to wait A LOT for the next chapter T.T