cambaleando

Cambaleando na Moda

Algumas pessoas são muito teimosas(algumas beemmm mais que as outras XD) e quando colocam uma coisa na cabeça ninguém consegue tirar!!! -__-

Muitas vezes a teimosia pode custar caro, muito caro, nesse caso pode custar a integridade física, ou falando em português mais claro, pode QUEBRAR AS DUAS PERNAS, isso na “melhor” das hipóteses!!! XD

Ahhhhhhhh… mulheres e sapatos de salto alto, eu sempre adorei essa mistura, mas no caso dessa moça, essa combinação não deu muito certo não ou pelo menos ela deveria ter treinado um pouquinho, pra saber como andar com sua bota nova!!! XD

Mas… fazer o que??? Quando a pessoa quer ela quer mesmo, e no mais deu pra perceber que essa moça A-DO-RA “andar” na moda, e também ela pode ser facilmente diagnosticada com um típico caso da síndrome: “Posso até morrer, mais morro com estilo!!!” XDDD

Perdido no corredor
Cambaleando chapado de amor
Sem rumo e direção
Foi esquecendo sua ilusão
Quando viu estava dentro de um lugar
Lotado de gente
Para todos os lados passou a olhar
Quando menos esperava
Avistou alguém
Que ali, tornou seu refém
Meio sem saber o que fazia
A sala passou a ficar vazia
Naquele momento só tinha ela
Sem entender ficou na sua espera
Nunca havia reparado tanto
De costas a reconheceu
Para seu espanto
Uma hora se passou
Aquele encanto levantou
E foi sumindo de seus olhos
Dominado
Foi procurá-la por todo lado
E de longe a viu
Parou de segui-la e sorriu
Escolheu deixar o encanto ir
Ao poucos, até sumir
Não quis forçar a barra
Deixou por conta do destino
Porque esse não falha

Opiário

Ao Senhor Mário de Sá-Carneiro

É antes do ópio que a minh’alma é doente.
Sentir a vida convalesce e estiola
E eu vou buscar ao ópio que consola
Um Oriente ao oriente do Oriente.

Esta vida de bordo há-de matar-me.
São dias só de febre na cabeça
E, por mais que procure até que adoeça,
já não encontro a mola pra adaptar-me.

Em paradoxo e incompetência astral
Eu vivo a vincos de ouro a minha vida,
Onda onde o pundonor é uma descida
E os próprios gozos gânglios do meu mal.

É por um mecanismo de desastres,
Uma engrenagem com volantes falsos,
Que passo entre visões de cadafalsos
Num jardim onde há flores no ar, sem hastes.

Vou cambaleando através do lavor
Duma vida-interior de renda e laca.
Tenho a impressão de ter em casa a faca
Com que foi degolado o Precursor.

Ando expiando um crime numa mala,
Que um avô meu cometeu por requinte.
Tenho os nervos na forca, vinte a vinte,
E caí no ópio como numa vala.

Ao toque adormecido da morfina
Perco-me em transparências latejantes
E numa noite cheia de brilhantes,
Ergue-se a lua como a minha Sina.

Eu, que fui sempre um mau estudante, agora
Não faço mais que ver o navio ir
Pelo canal de Suez a conduzir
A minha vida, cânfora na aurora.

Perdi os dias que já aproveitara.
Trabalhei para ter só o cansaço
Que é hoje em mim uma espécie de braço
Que ao meu pescoço me sufoca e ampara.

E fui criança como toda a gente.
Nasci numa província portuguesa
E tenho conhecido gente inglesa
Que diz que eu sei inglês perfeitamente.

Gostava de ter poemas e novelas
Publicados por Plon e no Mercure,
Mas é impossível que esta vida dure.
Se nesta viagem nem houve procelas!

A vida a bordo é uma coisa triste,
Embora a gente se divirta às vezes.
Falo com alemães, suecos e ingleses
E a minha mágoa de viver persiste.

Eu acho que não vale a pena ter
Ido ao Oriente e visto a índia e a China.
A terra é semelhante e pequenina
E há só uma maneira de viver.

Por isso eu tomo ópio. É um remédio
Sou um convalescente do Momento.
Moro no rés-do-chão do pensamento
E ver passar a Vida faz-me tédio.

Fumo. Canso. Ah uma terra aonde, enfim,
Muito a leste não fosse o oeste já!
Pra que fui visitar a Índia que há
Se não há Índia senão a alma em mim?

Sou desgraçado por meu morgadio.
Os ciganos roubaram minha Sorte.
Talvez nem mesmo encontre ao pé da morte
Um lugar que me abrigue do meu frio.

Eu fingi que estudei engenharia.
Vivi na Escócia. Visitei a Irlanda.
Meu coração é uma avòzinha que anda
Pedindo esmola às portas da Alegria.

Não chegues a Port-Said, navio de ferro!
Volta à direita, nem eu sei para onde.
Passo os dias no smokink-room com o conde -
Um escroc francês, conde de fim de enterro.

Volto à Europa descontente, e em sortes
De vir a ser um poeta sonambólico.
Eu sou monárquico mas não católico
E gostava de ser as coisas fortes.

Gostava de ter crenças e dinheiro,
Ser vária gente insípida que vi.
Hoje, afinal, não sou senão, aqui,
Num navio qualquer um passageiro.

Não tenho personalidade alguma.
É mais notado que eu esse criado
De bordo que tem um belo modo alçado
De laird escocês há dias em jejum.

Não posso estar em parte alguma.
A minha Pátria é onde não estou. Sou doente e fraco.
O comissário de bordo é velhaco.
Viu-me co’a sueca… e o resto ele adivinha.

Um dia faço escândalo cá a bordo,
Só para dar que falar de mim aos mais.
Não posso com a vida, e acho fatais
As iras com que às vezes me debordo.

Levo o dia a fumar, a beber coisas,
Drogas americanas que entontecem,
E eu já tão bêbado sem nada! Dessem
Melhor cérebro aos meus nervos como rosas.

Escrevo estas linhas. Parece impossível
Que mesmo ao ter talento eu mal o sinta!
O fato é que esta vida é uma quinta
Onde se aborrece uma alma sensível.

Os ingleses são feitos pra existir.
Não há gente como esta pra estar feita
Com a Tranqüilidade. A gente deita
Um vintém e sai um deles a sorrir.

Pertenço a um gênero de portugueses
Que depois de estar a Índia descoberta
Ficaram sem trabalho. A morte é certa.
Tenho pensado nisto muitas vezes.

Leve o diabo a vida e a gente tê-la!
Nem leio o livro à minha cabeceira.
Enoja-me o Oriente. É uma esteira
Que a gente enrola e deixa de ser bela.

Caio no ópio por força. Lá querer
Que eu leve a limpo uma vida destas
Não se pode exigir. Almas honestas
Com horas pra dormir e pra comer,

Que um raio as parta! E isto afinal é inveja.
Porque estes nervos são a minha morte.
Não haver um navio que me transporte
Para onde eu nada queira que o não veja!

Ora! Eu cansava-me o mesmo modo.
Qu’ria outro ópio mais forte pra ir de ali
Para sonhos que dessem cabo de mim
E pregassem comigo nalgum lodo.

Febre! Se isto que tenho não é febre,
Não sei como é que se tem febre e sente.
O fato essencial é que estou doente.
Está corrida, amigos, esta lebre.

Veio a noite. Tocou já a primeira
Corneta, pra vestir para o jantar.
Vida social por cima! Isso! E marchar
Até que a gente saia pla coleira!

Porque isto acaba mal e há-de haver
(Olá!) sangue e um revólver lá pró fim
Deste desassossego que há em mim
E não há forma de se resolver.

E quem me olhar, há-de-me achar banal,
A mim e à minha vida… Ora! um rapaz…
O meu próprio monóculo me faz
Pertencer a um tipo universal.

Ah quanta alma viverá, que ande metida
Assim como eu na Linha, e como eu mística!
Quantos sob a casaca característica
Não terão como eu o horror à vida?

Se ao menos eu por fora fosse tão
Interessante como sou por dentro!
Vou no Maelstrom, cada vez mais pró centro.
Não fazer nada é a minha perdição.

Um inútil. Mas é tão justo sê-lo!
Pudesse a gente desprezar os outros
E, ainda que co’os cotovelos rotos,
Ser herói, doido, amaldiçoado ou belo!

Tenho vontade de levar as mãos
À boca e morder nelas fundo e a mal.
Era uma ocupação original
E distraía os outros, os tais sãos.

O absurdo, como uma flor da tal Índia
Que não vim encontrar na Índia, nasce
No meu cérebro farto de cansar-se.
A minha vida mude-a Deus ou finde-a…

Deixe-me estar aqui, nesta cadeira,
Até virem meter-me no caixão.
Nasci pra mandarim de condição,
Mas falta-me o sossego, o chá e a esteira.

Ah que bom que era ir daqui de caída
Pra cova por um alçapão de estouro!
A vida sabe-me a tabaco louro.
Nunca fiz mais do que fumar a vida.

E afinal o que quero é fé, é calma,
E não ter estas sensações confusas.
Deus que acabe com isto! Abra as eclusas —
E basta de comédias na minh’alma!

Álvaro de Campos
(No Canal de Suez, a bordo)

Arte: Lajos Gulacsy - The Opium Smoker’s Dream (1918)

"Pode falar que eu não ligo
Agora, amigo
Eu tô em outra
Eu tô ficando velha
Eu tô ficando louca

Pode avisar que eu não vou
Eu tô na estrada
Eu nunca sei da hora
Eu nunca sei de nada

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom

Pode falar que nem ligo
Agora eu sigo
O meu nariz
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca

Pode falar, não importa
O que tenho de torta
Eu tenho de feliz
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta”

BBB 15: 'Eu vou nos dois', diz Mariza sobre próximos paredões

Sozinha, Mariza ficou analisando a atual situação do jogo, na tarde desta sexta-feira (20).

Sentada no sofá, a professora falou sozinha.

“Acho que agora só tem dois Paredões… Eu vou nos dois!”, comentou. “É incrível eu chegar aqui. Vou cambaleando torta”, pensou ela.

Horas antes,  a professora fez almoço…

06:14 #22

Acordei doente. Mais doente. Minha cabeça parecia que ia explodir. Levantei com calma, cambaleando. Andando passo atrás de passo que era pra ver se me doía menos. No banheiro sentei no vaso e inclinei a cabeça, até encostar na parede. E agora, pensei, mais essa. Já questionava minha sanidade e meu corpo fraco, e mal me aguentava em pé. No meio do meu desespero, me vi sentindo tua falta. E no momento em que lembrei teu rosto, senti minha cabeça ficar leve. Meu peito, porém, pesava, e a dor era maior. Abaixei a cabeça até apoiar nas mãos. Me faltava ar. Levantei e caminhei até a cama. Sem você. Ninguém pra me cobrir ou me colocar no peito. Me senti vazia. Sozinha. Não consegui voltar a dormir. A dor tomou minha cabeça mas você tomou o corpo todo. E agora, pensei, e agora?

Ela sai todo fim de semana, e está sempre com suas amigas, ela usa vestido curto, maquiagem, salto alto, e um perfume de matar. Bebe todos os drink que lhe oferecem, olhe para ela, ela parece perdida não é? Cambaleando, tropeçando e rindo muito. Umas, falam que ela é uma vadia, outras, adorariam ser como ela. E ela? Ela só esta se divertindo e pouco se importando com o que pensam dela. (em Coração Sertanejo)