calarem

(Olá, gente. Esse Imagine foi uma recomendação de ideia de uma leitora nossa, mas infelizmente eu perdi a mensagem e não acho o nome de quem pediu. Mas aí está, finalmente!)

— Porra, Harry… Essa sua namorada é gostosa para caralho, hein.

Harry revirou os olhos. Ele queria poder estrangular cada um de seus amigos por estarem dizendo aquelas coisas à ele. Mas a sua namorada, (S/N), estava piorando tudo enquanto tirava o seu roupão e ficava apenas com seu biquíni.

Se o garoto estivesse sozinho com a namorada, com certeza iria se tocar por baixo da sunga, sentado na espreguiçadeira, enquanto a observava a nadar. Mas o filho da puta estava acompanhado de seus melhores amigos – Louis, Liam, Niall e Zayn – e os malditos ficavam admirando sua garota sem vergonha nenhuma.

— Você realmente é o mais sortudo entre nós… Vamos admitir. — Louis murmurou, esticando as pernas numa das espreguiçadeiras da mansão do Styles.

— Será que dá para vocês calarem suas malditas bocas? — os amigos deram risada, ignorando Harry enquanto voltavam a admirar a namorar do garoto e a cochicharem o quão boa ela era.

(S/N), de biquíni, esticou seu corpo e pulou na piscina, mergulhando até o fundo da mesma. Depois, saiu para a superfície, passando suas pequenas mãos pelos fios de seu loiro cabelo, que se encontrava molhado da raiz até as pontas. A menina apoiou seus braços na beira da piscina, descansando o queixo no dorso de suas mãos, que tinham os dedos entrelaçados.

Ela sorriu para os cinco meninos, acenando gentilmente para eles. Todos retribuíram o gesto amigável, com exceção de Harry, que apenas cruzou os braços e bufou. (S/N) franziu a testa confusamente ao ver a reação do namorado e apenas deu de ombros antes de voltar a mergulhar até o fundo da piscina.

Já durante a noite, depois que os quatro amigos de Harry foram embora e ele finalmente teve a casa somente para si e sua namorada, o garoto ainda estava perturbado pelos comentários perversos de seus colegas contra sua garota.

Sentado na ponta da cama de casal do quarto dos dois, o garoto pensava sobre todo o acontecido da tarde passada com seus amigos. Ele olhou para cima quando ouviu a porta da suíte abrindo e fechando. Viu sua namorada com o corpo e os fios de cabelo molhados, além de uma toalha branca enrolada em volta de seu belo corpo.

(S/N) virou-se de frente para Harry e franziu a testa ao ver seu namorado com uma carranca forma em seu angelical rosto.

— Ei, Harry… O que aconteceu? — ela questionou-o, ajoelhando-se em frente dele.

— Você sabe muito bem o que aconteceu, (S/N)! — a menina continuou o encarando de forma confusa. — Você resolveu ir na piscina bem na frente dos meus amigos, e você sabe como eles são…

— Você está com ciúmes, Harry? — a menina soltou uma risada alta, recebendo um sermão irritado de seu namorado.

— Não vejo nenhuma piada aqui, porra. Você sabe como eu odeio que fiquem esfregando na minha cara o quão gostosa você é.

Ainda com um sorriso bobo estampado no rosto, (S/N) levantou-se, ficando de frente para seu namorado. Ele se surpreendeu quando a menina sentou-se no colo dele, colocando uma perna sua de cada lado da cintura do garoto. Imediatamente, as mãos de Harry foram até a cintura da garota, apertando a região para segurá-la confortavelmente.

— Do que adianta eles ficarem dizendo isso, se apenas você pode me foder durante a noite, hum?

Harry logo sorriu maliciosamente, esquecendo-se brevemente da péssima tarde que teve com os comentários que ouviu.

Sendo ágil, cada um fez a sua parte. Enquanto (S/N) retirava a toalha de seu corpo para ficar completamente nua, Harry abaixava sua calça jeans e a sua cueca, fazendo seu membro pular para fora da peça de roupa. Ambos sorriram e sem mais delongas, Harry segurou seu pênis e o posicionou na entrada de sua namorada, mexendo seu quadril para enfiar seu membro totalmente dentro da vagina da menina.

(S/N) colocou suas pequenas mãos na nuca do garoto, jogando a cabeça para trás enquanto soltava um gemido arrastado e alto. Harry sorriu e apertou ainda mais a cintura dela, começando com movimentos de vai e vem bem rápidos.

O garoto usou a grande mão direita para depositar um forte e estalado tapa na nádega esquerda de (S/N), fazendo-a gritar, dessa vez. A menina inclinou-se por cima dele, fazendo-o cair deitado na cama. Ela posicionou-se confortavelmente por cima do corpo dele, deitando-se no seu namorado.

Isso não impediu Harry de continuar mexendo seus quadris para fazer movimentos repetidos e prazerosos para dentro e para fora da vagina de sua namorada. (S/N) apoiou sua testa no ombro direito do namorado, gemendo de forma sedutora no pé do ouvido dele, enquanto o provocava também com mordidas e chupões no pescoço dele.

Depois de alguns minutos nos mesmos movimentos ágeis de Harry, ele e a garota chegaram ao ápice juntos. A menina gozou no membro de Harry, e o garoto gozou dentro da vagina de (S/N).

Ele então segurou fortemente a cintura dela e retirou seu membro de dentro dela, vendo o misturado orgasmo do casal sair pela vagina da menina. Ambos sorriram e trocaram selinhos amorosos, antes de Harry falar.

— Foda-se aqueles idiotas. De todo modo, eles estão certos…

/Carol

As palavras machucam, todos sabem disso, mas ninguém leva realmente a sério até ser tarde demais. Cresci sendo constantemente perfurado com as palavras, e incrivelmente quem as pronuncia não percebe o que está fazendo, não nota que está jogando alfinetes em alguém, e só quem os está recebendo sabe a dorzinha que isso provoca no seu corpo. Estou cansado dos alfinetes, chegou um momento em que os pequenos machucados infeccionaram e estão cada vez mais demorando para cicatrizarem. Estão todos tão absortos em si mesmo que não perceberam meus ombros caídos, minhas olheiras em baixo dos olhos, minha falta de expressão. Toda vez que me olho no espelho as vozes voltam com força repetindo aquelas palavras dolorosas, abrindo as feridas que estavam se curando, fazendo-as sangrarem novamente. E eu não sou capaz de fazer a vozes se calarem até que eu mesmo provoque os cortes em minha pele, até que eu mesmo me machuque, até que eu mesmo me faça sangrar, até que junto com o sangue saia a dor, e enfim entre o alivio acompanhado pela endorfina do meu corpo, que por sua vez cala as vozes no meu interior. Sangrar, esse é meu único escape.
—  Viver não é mais uma opção. Os porquês de Elliot.
Me deu vontade de mandar todos calarem as suas bocas de trapos e prestarem atenção ao que realmente estava acontecendo. Eu estava desmontando. Mas ninguém se importava.
—  Alucinações Poéticas.