calarem

Same Old Love.

Capítulo 2.


Me joguei no sofá ao lado de Harry, ele tinha um pote de pipoca no colo e o controle remoto na mão.
— O que vamos assistir? — Perguntei pegando uma pipoca e levando a boca.
— Todo mundo em pânico. — Respondeu de boca cheia.
— De novo? — Fiz uma careta.
— É o cinco. — Suspirei e me ajeitei no sofá, Harry apertou um botão no controle e o filme começou.

Bocejei e encostei minha cabeça no ombro de Harry.
— Está achando esse filme um saco, não é?
— Completamente. — Suspirei ainda deitada em seu ombro.
— E o que quer fazer? — Me sentei.
— Não faço ideia. — O encarei.
— Me fala como foi o encontro com o gnomo. — O olhei em reprovação. — Nate. — Corrigiu rolando os olhos.
— Foi legal. — Dei de ombros. — Eu fiquei junto das namoradas do competidores, pude ver tudo de perto.
— Comeram alguma coisa depois?
— Não.
— Ele é um idiota. — Harry disse arrumando sua posição, ficando de frente para mim. — Leva uma garota para sair e a deixa com fome, que tipo de encontro é esse?
— Harry, não foi um encontro, eu fui assistir a competição dele, só isso. — Peguei uma pipoca no balde e coloquei na boca.
— Se fosse comigo, você teria o melhor encontro da sua vida.
— E como seria? — Perguntei rindo.
— Eu te levaria a um jogo. — Sorriu, me fazendo rolar os olhos. — Faria um touchdown para você, depois iríamos a uma lanchonete, comeríamos hambúrguer, então eu levaria você até a porta da sua casa. — Harry se aproximou, deixando o balde de pipocas no chão.
— E depois? — Sussurrei, olhando para a sua boca.
— Eu te daria um beijo de boa noite. — Os olhos de Harry encontraram a minha boca, sua mão foi para o meu queixo, ele acariciou o local com o polegar, fechei meus olhos e senti meu coração bater forte, então os lábios de Harry tocaram os meus, foi um beijo doce, lento.
— Que nojo! — Me afastei ao ouvir a voz de Christian, senti minhas bochechas queimarem ao olhar para Harry, ele também estava envergonhado. — Por que vocês estavam se beijando? — Meu irmão perguntou se aproximando. A porta abriu, revelando minha mãe e Anne.
— Quem estava se beijando? — Anne perguntou entrando e tirando seu casaco.
— Anna e Harry. — Chris colocou se sentou ao meu lado e pegou o balde de pipocas do chão.
— É mesmo? — Minha mãe perguntou com um sorriso maroto nos lábios. — Vocês formam um casal bonitinho.
— Mãe.— A repreendi baixinho, Harry passou a língua entre os lábios e coçava a nuca.
— Estávamos… fazendo uma experiência. — Harry disse pigarreando.
— Isso. — Concordei, dando-lhes um sorriso nervoso.
— Que tipo de experiência? — Anne perguntou, ela estava se divertindo com tudo aquilo.

— Sobre… beijos técnicos. — Forcei um sorriso. — Eu vou entrar para o grupo de teatro da escola, e preciso saber essas coisas. — Harry sorriu e assentiu, nossas mães se olharam e sorriram cúmplices uma para a outra.
— Tudo bem, vocês venceram. — Minha mãe ergueu as mãos.
— Eu e Andrea vamos fingir que acreditamos nessa desculpa e vamos fazer o jantar. — Anne sorriu.
— Vamos jantar aqui hoje? — Harry perguntou.
— Harry, é quinta, sempre jantamos aqui às quintas. — Anne sorriu para o filho e seguiu com minha mãe para a cozinha.
— Eu… — Harry disse coçando a nuca novamente.
— Eu vou para o meu quarto, tenho que terminar um livro. — Sorri.
— Vou jogar com o Chris. — Nos levantamos.
— Okay. — Disse tentando passar, mas Harry foi para o mesmo lado, tentei ir para o outro e novamente aconteceu, Harry agarrou meus ombros e me virou, passando pelo meu lado.

Subi as escadas correndo, um sorrisinho se formou em meu rosto, toquei meus lábios com a ponta dos dedos, suspirei e entrei em meu quarto, me jogando em minha cama, relembrando cada segundo daquele beijo.
— Senti sua falta no jantar ontem à noite. — Harry disse andando ao meu lado.
— Eu acabei dormindo. — Sorri de lado. Não dissemos mais nada, apenas seguimos nossos caminhos.
— Bom dia, Milady. — Nate disse assim que me viu no portão de entrada, ri ao vê-lo fazer uma reverência.
— Bom dia, as vezes você parece um bobão, sabia? — Sorri. Nate riu e me acompanhou até meu armário, como tem feito todos os dias.

Entrei na sala e me sentei na grande classe de dupla, teríamos aula de biologia e meu parceiro ainda não entrara.
— Bom dia, alunos. — Senhor Rupert disse ao entrar na sala de aula. — Hoje iremos dissecar sapos. — Alguns garotos comemoraram e as líderes de torcida fizeram barulho de nojo.
— Professor. — Nate ergueu a mão em sua classe, o velho o olhou. — Meu parceiro não veio e o da Anna também não, posso sentar com ela?
— Evidentemente. — O velho homem disse assentindo, Nate sorriu e sentou ao meu lado, colocando sua mochila no chão ao seu lado.
— Olá turma. — A voz do diretor soou, fazendo o burburinho parar. — Professor, me dá alguns minutos com a turma? — O professor assentiu e se sentou em sua cadeira. — Bem, o semestre está chegando ao fim, teremos uma reunião de pais e mestres na sexta feira que vem, vocês tem uma semana, não se esqueçam. — O homem sorriu e se virou.
— O pai da Anna não vem. — A voz de Harry soou baixa, mas todos escutaram. O diretor parou e se voltou. — O senhor não sabia? — Ele perguntou com sarcasmo, meu coração apertou, ele não faria aquilo comigo. — O pai da Anna abandonou ela e a família por uma secretária com um belo par de seios. — Meus olhos encheram de água, todos na sala riram, menos Nate, que me olhava com pena.
— Senhor Styles! — O diretor disse alto, fazendo todos se calarem.
— Eu só disse a verdade. — Harry riu.
— Você não tem direito de falar assim. — Nate disse se levantando.

— Não, tudo bem Nate. — Disse baixo, peguei minha mochila e saí da sala, minha visão estava embaçada por causa das lágrimas e eu podia ouvir as risadas na sala.
Caminhei tudo o que pude e me encostei na árvore que havia no pátio, sentei no chão e abracei meus joelhos.
— Anna. — A voz de Nate se aproximou, ele sentou ao meu lado e eu o abracei. — Ele é um idiota.-Sussurrou acariciando meus cabelos.
— Ele não tinha direito de falar isso! — Minha voz estava embargada.
— Eu sei, se você quiser eu posso voltar lá e dar uma surra nele. — Funguei e sorri para ele.
— Não, tudo bem.-Suspirei. — Eu tenho que voltar. — Sequei meu rosto com as mãos.
— Você não precisa. — Nate disse colocando as mãos em meus ombros.
— Aquele sapo não vai se dissecar sozinho. — O olhei, Nate sorriu.
— Você é muito forte Anna, eu invejo você. — Sorri para Nate e peguei minha mochila, passei no banheiro feminino no caminho e lavei meu rosto, passei um pouco de base e pó.
A sala se calou quando entrei, o professor parou de explicar e me olhou com um pouco de receio, Nate estava com o braço sobre meus ombros.
— Você está bem, senhorita?
— Estou sim, obrigado. — Sorri fraco e me dirigi até minha classe.
— O peixinho conseguiu consolar a nerdzinha? — Duny, a capitã das líderes de torcida perguntou com deboche ao meu lado.
— Cala a boca, garota. — Disse pegando meu caderno e o estojo na mochila.
— Olha só, ela aprendeu a responder. — Disse com sarcasmo, colocando a ponta do lápis na boca.
— Duny, você não cansa? — Perguntei, todos agora nos olhavam.
— Cansar de que? De ser bonita, capitã das líderes de torcida, uma pessoa maravilhosa? — Perguntou sorrindo para as amigas.
— Não, de ser fútil, de não ter nada na cabeça e se contentar com pessoas que só dão a mínima para o que você faz por que é popular. — Algumas pessoas riram baixo, ela abriu a boca para responder, mas eu a interrompi. — Você acha que vai reinar em alguma faculdade? Aliás, acha que vai ser aceita em alguma? O seu reino de futilidade vai acabar no fim desse ano, se você não reprovar, então se acostume, porque beleza não é para sempre. — Sorri com sarcasmo, fitei as pessoas atrás de mim, Harry estava com a boca aberta, então um sorriso se formou em sua boca.
— Sua vagabunda! — Duny disse alto.
— Agora chega. — O professor bateu na mesa.-Senhorita Peterson, para fora.
— Mas professor… — Duny tentou argumentar.
— Agora. — Apontou para a porta.
— Mas foi ela quem começou! — Disse se levantando.
— Você e o seu grupinho provocaram a senhorita Celli, agora saia da minha sala ou vou chamar o diretor. — Duny bufou e pegou suas coisas, saindo e batendo a porta com força. — Como eu ia dizendo…
Aumentei o volume dos meus fones quando vi Harry virar a esquina, aumentei o passo, mas mesmo assim senti sua mão me segurar.
— Me solta! — Gritei, Harry tirou meus fones.
— Me desculpa. — Suspirou.
— Não. — Me soltei das suas mãos.
— Anna, me desculpa, eu fui um idiota. — Ele me seguiu.
— Foi. — Me virei para ele. — Você expôs para toda a sala que o meu pai abandonou a mim e a minha família por uma qualquer, você jurou nunca contar isso a alguém! — As lágrimas já rolavam em meu rosto.
— Eu sei, me desculpa, por favor. — Se aproximou.
— Não Harry, dessa vez você foi longe demais. Eu sempre defendi você, vi o seu melhor lado. — Suspirei. — Eu sou mesmo uma idiota. — Neguei com a cabeça e sai correndo.
Entrei em casa e agradeci por minha mãe estar na cozinha, subi as escadas e me tranquei em meu quarto, me deitei e abracei o ursinho rosa que Harry me dera no meu aniversário de treze anos, sentindo meu coração apertar, chorei baixinho, até cair no sono.


Eitaaa
E agora? 

Me digam uma coisa, tá tudo indo rápido demais? Os tamanhos dos capítulos está bom? 

Espero que tenham gostado :3

anonymous asked:

as f(x) são legais com os fãs?? como elas são??

A Krystal é o maior bebê com os fãs, uma vez num fansign ela perguntou a um fã “qual seu maior vicio?” e o fã respondeu “f(x)” e ela “mesmo? ainda que estamos em hiatus?” e fez uma cara de “ai meu deus”. Eu pelo menos tenho a impressão que ela se subestima muito e sempre fica deslumbrada quando vê como é apreciada, como se não conseguisse acreditar. 

A Amber fala dos fãs como se fossem amigos dela, sabe? Ela zoa com eles, conversa sobre assuntos quando tem chance. Ela é muito simpática, e vê os fãs como companheiros/amigos de verdade dela. Mesmo quando um fã faz um comentario errado ela não hesita em falar “eu te amo mas para ai” tipo quando um meU fez comentários sobre a Sulli “ganhar peso” e a Amber disse que ganhar peso não é algo ruim e que ele não devia fazer esse tipo de comentário.

A Qian é esforçada de um jeito,,, vive indo pra china separada das meninas, e ela é tão completa, atua, dança, canta. Ela é do tipo que gosta de brincar, tanto com as meninas quanto com os fãs, é o maior bebê. 

A Luna ainda mais durante as promoçoes de free somebody, não parava de agradecer. Parece que ela acorda agradecendo, dorme agradecendo. No MAMA ela ao invés de ir ficou em casa e gravou luna’s alphabet…

A Sulli, mesmo não estando mais no f(x), ela tem uma personalidade incrível. Ela sabe o seu valor sabe? A Sulli sempre recebeu muito ódio dos netizens, parece que ela não pode respirar sem eles aparecerem chamando ela de louca. E ela já sofreu muito com isso, desativou o instagram por épocas e voltou arr%mbando. Posta fotos de arroz frito em forma de pênis e manda todos calarem a boca e olharem pro rosto lindo dela.

Todas elas se preocupam muito e são muito gratas as fãs, aqui alguns videos: x delas fazendo surpresa pras fãs na escola, esse que é a coisa mais preciosa do mundo, da Victoria “salvando” as fãs dos carros x.

Quanto a amizade delas entre si(ot4), eu acho maravilhosa. Elas se provocam muito, a Amber principalmente ama provocar as outras, ela é tão espontânea que vai na rua junto com outros idols pregar peças nos outros (x) E fica constantemente provocando as meninas com coisas idiotas (x). Teve uma vez que elas estavam fazendo um shoot e gravando um video ao mesmo tempo e a Luna perguntou se eles iam editar antes de postar e a Amber disse “claro que vão” e falou um palavrão (x) Elas são umas palhaças (x) comem juntas em remake de a dama e o vagabundo (x) e se desafiam a fazer coisas constrangedoras no meio da rua (x) e brincam de ser espiãs até a Krystal espirrar e estragar a brincadeira (x). E a Victoria é a maior MÃEZONA, como quando a Amber e Luna tavam fazendo guerra de travesseiro e ela chegou botando ordem (x)

E eu separei também alguns vídeos de apresentações (ou simplesmente cantando/dançando) porque meu serviço é completo.

Luna dançando “What’s Your Name” do Usher (x)

Victoria apagando velas enquanto faz a abertura (x)

Esse video predebut delas dançando “Disturbia” da Rihanna (x)

Dance break do Docking Station (x)

Victoria dançando ‘Love Sex Magic’ da Ciara (x)

[Docking Station] Toy (x)

[Docking Station] Dangerous (x)

f(x) debut Teaser Movie (x)

O ocean de f(x) que é a coisa mais linda (x)

Teaser do Docking Station (x)

Debut Stage (x)

[Predebut] Dance Practice de LA chA TA (x)

A flexibilidade da Victoria (x)

A flexibilidade da Victoria pt 2 (x)

Luna, Amber, e Kyrstal fazendo cover de The Boys do SNSD (x)

Krystal e Luna fazendo a cena do Titanic (x)

[Predebut] Victoria dançando (x

#6 PREFERENCE - ELE FALA ALGO QUE À DEIXA INSEGURA

(Gente,não sei se respondi mt bem o pedido, mas ta ai 😊)

HARRY:

Eu e Harry vamos para a casa da Anne,ela nos convidou para almoçar e passar o dia lá.

-Harry,a gente precisa passar no mercado pra comprar alguma coisa para levar lá - falei enquanto mechia despreocupada no celular.

- Ah amor,você podia preparar alguma coisa né, da tempo!!! - ele falou chegando mais perto de mim e colocando as mãos em minha cintura.

Gelei na hora em que ele falou. Harry sabe que eu sou péssima na cozinha,são poucas as vezes em que eu me arrisco a cozinhar. Mas parece que ele não aceita isso,pra ele mulher tem que saber cozinhar e eu fico mega chateada com isso,poxa não é culpa minha eu não saber cozinhar,Deus não quis me dar esse dom.

- Harry, você sabe como eu sou na cozinha,se eu tentar cozinhar alguma coisa agora vamos chegar para o jantar e não para o almoço!

- S/n você tem que se esforçar um pouco,sla faz um curso de culinária ou então vai vendo coisas na internet. Eu cansei de ter que comer comida congelada todo santo dia,eu quero uma mulher completa - ele falou começando a se estressar.

Olhei pra ele não acreditando que ele realmente falou aquilo.

-SE VOCÊ ESTA TÃO INCOMODADO COM ISSO,POR QUE VOCÊ MESMO NÃO COZINHA? -falei já perdendo a paciência.

- PORQUE VOCÊ QUE É A MULHER DA CASA,O MÍNIMO QUE VOCÊ PODERIA FAZER É USAR ESSA MALDITA COZINHA PARA COZINHAR - ele falou gritando na minha frente,ele estava bem perto de mim.

- ENTÃO VAI EM BUSCA DA SUA “MULHER COMPLETA” E ME DEIXA EM PAZ, SEU BABACA MACHISTA - segurei as lágrimas e subi correndo para o quarto,me trancando.

Não sabia que o simples fato de não saber cozinhar iria interferir tanto na minha vida.

ZAYN:

- Zayn,vou no banheiro e já volto - dei um selinho nele e fui.

Estávamos na casa de um de nossos amigos, nada de mais,apenas estávamos bebendo cerveja, fumando narguilé e comendo alguns petiscos que ele havia preparado.

Estava voltando para a sala quando ouço meu nome no meio de uma conversa entre Zayn e Jay,fiquei na cozinha que é do lado da sala e fiquei escutando.

-…não cara,tudo bem que ela não é vaidosa nem nada, mas sla,pelo menos pra sair ela poderia se arrumar mais né…- Zayn dizia enquanto bebia um gole de cerveja.

- Mas esse é o jeito dela bro,e você tem sorte porque ela não precisa de maquiagem nem de roupa de grife para ficar bonita - já falei pra vocês como eu amo o Jay???

Antes que Zayn pudesse falar mais alguma coisa eu entrei na sala e me sentei ao lado de Jay,não suportaria ficar no lado de Zayn.

- Que isso amor,senta do meu lado - ele falou um pouco surpreso por eu não ter voltado a sentar em seu colo como eu estava antes.

- Ah não Zayn, vc está tão estiloso hoje,já eu estou muito “desarrumada” pra sentar com você,prefeito ficar com Jay que não se importa com isso. - falei sarcástica.

Zayn ficou tenso,deu pra sacar que eu tinha ouvido todo e ele simplesmente não sabia o que dizer.

- Não amor,eu não quis dizer isso eu só disse…

- Que a hippie aqui tem que ser como as suas ex namoradas? A garota estética? Modelo Victoria Secrets? Me poupe Zayn,eu sempre fui assim e não vai ser por sua causa que vou mudar.

Me levantei e sai da sala indo embora. Eu realmente fiquei chateada com as palavras do Zayn,eu não sabia que ele se importava tanto assim. Pelo o que ele falou eu me senti a mulher mais feia do mundo. Eu não ando desarrumada,muito pelo contrário, adoro me vestir bem ,porém nada do que eu uso é de grife, sou simples e uso roupas que me fazem bem, não para agradar alguém.

Estava atravessando a rua quando ouço Zayn gritar meu nome.

- S/N ME ESPERAA,VAMOS CONVERSAR

Ele me alcançou e puxou meu braço com leveza.

-Amor,me desculpa, eu não quis dizer aquilo, simplesmente saiu. Me perdoa? - ele falou enxugando minhas lagrimas.

-Zayn eu preciso de um tempo,realmente você me magoou mt hj. Não sabia que se importava tanto com isso…

Zayn não falou nada,eu me virei e continuei andando. Preciso pensar se é esse homem mesmo que eu quero ter na minha vida.

NIALL:

Niall estava sentado todo largado na cadeira da arquibancada do estádio de futebol com um copo de cerveja na mão.

Eu estava em seu lado,com uma cara de quem esta amando ficar ali,não curto muito futebol, não tenho paciência pra ficar vendo homens correrem atrás de uma bola. Mas enfim,esse não é o caso aqui.

O caso se chama Niall Horan. Quem conhece o Niall ou até msm só troca algumas palavras sabe o quão engraçado e brincalhão ele é. Mas as vezes chega ao extremo,hoje mais cedo ele e seus amigos estavam fazendo piadas com o Brasil e com as brasileiras-latinas.
Flashback On

- Cara,só o Brasil mesmo pra perder pra Alemanha. 7x1 na copa,como eles conseguiram?? Kkkkk - Niall falava se contorcendo de dar risada.

- É país de terceiro mundo né kkkkkkkkkkk nem no futebol são bons -comentou Rick,um amigo de Niall.

Eu não via a hora do jogo começar logo só pra eles calarem a boca. Sera que eles esqueceram que eu estou aqui?? E que sou Brasileira??? Pelo amor…

Mas não, eles não paravam de falar

-Mais as latinas são de mais cara,se não fossem burras e loucas para casar eu iria me apaixonar por todas elas - OK,agora esse comentário do Rick foi desnecessário.

- Rick e Nialk,os únicos burros aqui são vocês. Na verdade burro seria elogio, animais tão agradáveis, vocês são mesmo é ignorantes. Lavem a boca antes de falar do Brasil e das latinas - joguei todo na cara deles morrendo de raiva,realmente não sabia que essa é a imagem que eles (estrangeiros) tem de nós (brasileiros).

Até o final do jogo Niall ficou me pedindo desculpas,aceitei mais não vou esquecer tão fácil o que eles disseram.

LOUIS:

Eu e Lou estamos em uma das praias da Califórnia, já estava anoitecendo e daqui a pouco começaria um luau.

Eu ainda estava só de biquíni, afinal estava fazendo um calor do caramba aqui e Louis estava sem camisa só com um bermuda.

Eu estava sentado em seu lado com as pernas cruzadas vendo o pôr do sol.

- Amor -Louis falou me desconcentrado da minha saudação ao sol.

-O que? - me virei olhando para ele para que continuasse.

- Posso te fazer uma pergunta, mas promete não ficar brava se sua resposta for “não” - ele falou olhando nos meus olhos e dando aquele sorriso de lado.

- Ok,pode falar

- Você esta grávida???

Eu não acredito que ele perguntou isso. “É CLARO QUE EU NÃO ESTOU GRÁVIDA, EU ESTOU MAIS GORDA” minha vontade era de falar isso pra ele. Poxa,eu estou tão gorda assim pra ele chegar a pensar que estou gravida? Ele já sabe que não gosto muito do meu corpo e agora vem falar uma coisa dessas.

- Não Louis,eu não estou grávida. Isso daqui -falei pegando uma das poucas dobrinhas que eu tinha na barriga- é gordura e não um bebê.

Me levantei e fui para o banheiro da lanchonete, eu sei que não deveria ficar brava com isso afinal ele só estava com uma dúvida. Mas se Louis pensa que estou grávida, imagina os outros?

Na hora vesti minha saída de banho,enxuguei minhas lágrimas, esperei meu rosto desinchar um pouco e voltei.

Louis estava no mesmo lugar,assim que ele me viu se levantou e me deu um abraço.

- Desculpa se eu falei algo q te chateou, não foi minha intenção. E não pense que eu te chamei de gorda, não, longe disso, você esta mais gostosa por isso perguntei se estava grávida. Suas coxas estão mais grossas,seus peitos maiores. As pessoas dizem que quando a mulher fica mais gostosa é sinal de gravidez,então resolvi perguntar -ele falou sorrindo e logo após me beijando.

- Eu amo você Lou

- Eu amo você S/n,minha Kardashian -ri e dei um tapa em seu braço, como o Louis é idt.

LIAM:

- Amor acordaa - falei sacudindo Liam.

Já é a oitava vez que subo até o quarto pra chamar ele,Liam tem um sono de pedra.

- Liam James Payne,você vai fazer eu trazer um balde com água fria pra jogar em você??

- Não,não eu já acordei - ele falou virando e se cobrindo até a cabeça.

- LIAAAAM - puxei a coberta dele e joguei no chão.

- Como sua voz é irritante S/n. Pronto,satisfeita? - ele sentou na cama.

- Minha voz não é irritante

- É sim,e muito!! - ele falou dando risada ao ver que eu estava ficando nervosa.

- Babaca - falei ficando um pouco chateada,eu já não estou nos meus melhores dias e Liam ainda meche pra ver se meus hormônios realmente funcionam.

Ficou um silêncio no quarto.

- Amor?? - Liam disse vindo até onde eu estava,na ponta da cama.

- Hun?

- Você não esta chateada por causa disso né?

Olhei para ele sem dizer nada,já que minha voz é irritante ele não vai fazer questão que eu fale com ele.

- S/n para de bobeira,eu estava brincando- ele deu uma pausa tentando achar um “por que”- Você esta naqueles dias?

Olhei pra ele e ele me abraçou.

- Tabom amor,desculpa. Eu sei que quando você fica chateada por qualquer coisa alguma coisa tem!!!

Sorri e o beijei. Liam me conhece tão bem,e eu o amo por isso ❤

Sol de meio-dia

Ando em repouso. Ando meia lenta. Olho na janela e todos andam. Alguns fingem não se importa outros nem pouco se importam. Pessoas vazias e cheia de achismo. Crianças pulas e cantam mostrando sua alegria e gratidão pelo azul do céu. Enquanto os pais mando se calarem e as pessoas ao seu redor olham com desgosto. Paro e penso, os adultos que deveriam se calar e deixa a alegria fluir e seus sentimentos .

(Olá, gente. Esse Imagine foi uma recomendação de ideia de uma leitora nossa, mas infelizmente eu perdi a mensagem e não acho o nome de quem pediu. Mas aí está, finalmente!)

— Porra, Harry… Essa sua namorada é gostosa para caralho, hein.

Harry revirou os olhos. Ele queria poder estrangular cada um de seus amigos por estarem dizendo aquelas coisas à ele. Mas a sua namorada, (S/N), estava piorando tudo enquanto tirava o seu roupão e ficava apenas com seu biquíni.

Se o garoto estivesse sozinho com a namorada, com certeza iria se tocar por baixo da sunga, sentado na espreguiçadeira, enquanto a observava a nadar. Mas o filho da puta estava acompanhado de seus melhores amigos – Louis, Liam, Niall e Zayn – e os malditos ficavam admirando sua garota sem vergonha nenhuma.

— Você realmente é o mais sortudo entre nós… Vamos admitir. — Louis murmurou, esticando as pernas numa das espreguiçadeiras da mansão do Styles.

— Será que dá para vocês calarem suas malditas bocas? — os amigos deram risada, ignorando Harry enquanto voltavam a admirar a namorar do garoto e a cochicharem o quão boa ela era.

(S/N), de biquíni, esticou seu corpo e pulou na piscina, mergulhando até o fundo da mesma. Depois, saiu para a superfície, passando suas pequenas mãos pelos fios de seu loiro cabelo, que se encontrava molhado da raiz até as pontas. A menina apoiou seus braços na beira da piscina, descansando o queixo no dorso de suas mãos, que tinham os dedos entrelaçados.

Ela sorriu para os cinco meninos, acenando gentilmente para eles. Todos retribuíram o gesto amigável, com exceção de Harry, que apenas cruzou os braços e bufou. (S/N) franziu a testa confusamente ao ver a reação do namorado e apenas deu de ombros antes de voltar a mergulhar até o fundo da piscina.

Já durante a noite, depois que os quatro amigos de Harry foram embora e ele finalmente teve a casa somente para si e sua namorada, o garoto ainda estava perturbado pelos comentários perversos de seus colegas contra sua garota.

Sentado na ponta da cama de casal do quarto dos dois, o garoto pensava sobre todo o acontecido da tarde passada com seus amigos. Ele olhou para cima quando ouviu a porta da suíte abrindo e fechando. Viu sua namorada com o corpo e os fios de cabelo molhados, além de uma toalha branca enrolada em volta de seu belo corpo.

(S/N) virou-se de frente para Harry e franziu a testa ao ver seu namorado com uma carranca forma em seu angelical rosto.

— Ei, Harry… O que aconteceu? — ela questionou-o, ajoelhando-se em frente dele.

— Você sabe muito bem o que aconteceu, (S/N)! — a menina continuou o encarando de forma confusa. — Você resolveu ir na piscina bem na frente dos meus amigos, e você sabe como eles são…

— Você está com ciúmes, Harry? — a menina soltou uma risada alta, recebendo um sermão irritado de seu namorado.

— Não vejo nenhuma piada aqui, porra. Você sabe como eu odeio que fiquem esfregando na minha cara o quão gostosa você é.

Ainda com um sorriso bobo estampado no rosto, (S/N) levantou-se, ficando de frente para seu namorado. Ele se surpreendeu quando a menina sentou-se no colo dele, colocando uma perna sua de cada lado da cintura do garoto. Imediatamente, as mãos de Harry foram até a cintura da garota, apertando a região para segurá-la confortavelmente.

— Do que adianta eles ficarem dizendo isso, se apenas você pode me foder durante a noite, hum?

Harry logo sorriu maliciosamente, esquecendo-se brevemente da péssima tarde que teve com os comentários que ouviu.

Sendo ágil, cada um fez a sua parte. Enquanto (S/N) retirava a toalha de seu corpo para ficar completamente nua, Harry abaixava sua calça jeans e a sua cueca, fazendo seu membro pular para fora da peça de roupa. Ambos sorriram e sem mais delongas, Harry segurou seu pênis e o posicionou na entrada de sua namorada, mexendo seu quadril para enfiar seu membro totalmente dentro da vagina da menina.

(S/N) colocou suas pequenas mãos na nuca do garoto, jogando a cabeça para trás enquanto soltava um gemido arrastado e alto. Harry sorriu e apertou ainda mais a cintura dela, começando com movimentos de vai e vem bem rápidos.

O garoto usou a grande mão direita para depositar um forte e estalado tapa na nádega esquerda de (S/N), fazendo-a gritar, dessa vez. A menina inclinou-se por cima dele, fazendo-o cair deitado na cama. Ela posicionou-se confortavelmente por cima do corpo dele, deitando-se no seu namorado.

Isso não impediu Harry de continuar mexendo seus quadris para fazer movimentos repetidos e prazerosos para dentro e para fora da vagina de sua namorada. (S/N) apoiou sua testa no ombro direito do namorado, gemendo de forma sedutora no pé do ouvido dele, enquanto o provocava também com mordidas e chupões no pescoço dele.

Depois de alguns minutos nos mesmos movimentos ágeis de Harry, ele e a garota chegaram ao ápice juntos. A menina gozou no membro de Harry, e o garoto gozou dentro da vagina de (S/N).

Ele então segurou fortemente a cintura dela e retirou seu membro de dentro dela, vendo o misturado orgasmo do casal sair pela vagina da menina. Ambos sorriram e trocaram selinhos amorosos, antes de Harry falar.

— Foda-se aqueles idiotas. De todo modo, eles estão certos…

/Carol

RIP

Penteia seus cabelos de cobre
Deixa as lágrimas de cristal deslizarem por suas bochechas rosadas
Porque sabe
Ninguém nunca amará
O que existe dentro dela
Existem milhões de amores deitados sob sua cama
Existem milhões de amantes batendo em sua porta
Mas nenhum que faça seus demônios se calarem
Mas nenhum disposto a achar o inferno
Não existe nada nesse lugar para você, querida
Paixões que se acabaram em overdose
Existem tantos nomes tatuados em você
Mas nenhum valeu a pena a dor
Ela descobriu que os demônios sussurravam depois de uma dose ou duas
Ela descobriu que o silêncio é o que se precisa depois de tanta gritaria
Talvez quatro ou cinco bastam
Diga para eles…
O inferno é um vasto nada, querida.

As palavras machucam, todos sabem disso, mas ninguém leva realmente a sério até ser tarde demais. Cresci sendo constantemente perfurado com as palavras, e incrivelmente quem as pronuncia não percebe o que está fazendo, não nota que está jogando alfinetes em alguém, e só quem os está recebendo sabe a dorzinha que isso provoca no seu corpo. Estou cansado dos alfinetes, chegou um momento em que os pequenos machucados infeccionaram e estão cada vez mais demorando para cicatrizarem. Estão todos tão absortos em si mesmo que não perceberam meus ombros caídos, minhas olheiras em baixo dos olhos, minha falta de expressão. Toda vez que me olho no espelho as vozes voltam com força repetindo aquelas palavras dolorosas, abrindo as feridas que estavam se curando, fazendo-as sangrarem novamente. E eu não sou capaz de fazer a vozes se calarem até que eu mesmo provoque os cortes em minha pele, até que eu mesmo me machuque, até que eu mesmo me faça sangrar, até que junto com o sangue saia a dor, e enfim entre o alivio acompanhado pela endorfina do meu corpo, que por sua vez cala as vozes no meu interior. Sangrar, esse é meu único escape.
—  Viver não é mais uma opção. Os porquês de Elliot.
Capítulo 81

Tanto na ONG, quanto minha mãe e Eduardo, apenas ligaram e ao não serem atendidos desligaram a ligação, contudo Adrien tinha deixado uma nota de voz, uma curta mensagem de poucos segundos.

“Se eu ligo é porque preciso falar, me atenda ou retorne”

Estranhei sua mensagem, foi curta e nenhum pouco cortês, mas ainda assim não tinha sido indelicada ou ameaçadora, eu não sei explicar, mas senti urgência em sua voz. Adrien parecia tenso, realmente preocupado e com muita pressa em falar comigo, aquilo foi estranho demais, tão estranho que liguei para ele no mesmo instante, porém ele não me atendeu, repeti a ligação por mais quatro vezes seguidas e nada dele atender, seria em vão ficar o ligando aquela hora, optei por deixar para mais tarde.

Para a ONG não adiantaria mais eu ligar, ignorei Eduardo e escolhi ligar para minha mãe.

“Até que enfim resolveu lembrar que tem mãe” Foi a forma carinhosa que ela me atendeu, ao fundo ouvi os cães latindo e minha tia mandando eles calarem a boca, me joguei ao sofá e me deitei, meu coração se contraiu em meu peito e fui invadida por uma imensa saudade de tudo ali.

“Sem drama dona Solange”

“Drama? A gente  carrega vocês por nove meses, sofremos de dores no corpo e variações hormonais, engordamos e depois, quando vocês resolvem sair é literalmente um parto, no final ainda criamos, educamos, sustentamos e dai vocês crescem e nos chamam de dramáticas” Sorri, eu gostava do drama dela, até dele estava sentindo saudade nos últimos dias, mas ela não precisava saber disso.

“Mãe, você me ligou e agora já estou aqui, pode dizer o que você quer” Provoquei ela.

“O que eu quero?” Sua voz soou irritada “Não me obrigue ir até ai te bater, porque não me importa quantos anos você tem, eu ainda posso ter bater. Eu não quero nada de você, apenas saber se está bem” Ela disse ofendida.

“Não foi isso que quis dizer” Tratei de me explicar, pois pelo que conheço minha mãe, era melhor não deixar mal entendidos e acabar com aquela brincadeira “ Que tal a gente esquecer tudo isso?” Pedi.

“Só para seu próprio bem, irei esquecer isso, mas me diga, como está você, Clara e o menino?”

“Estamos aos poucos conseguindo se organizar e ir vivendo. E vocês, como estão todos? A tia? Jack, Sol, Thor, Mingau, Al…” Minha mãe me cortou.

“Já entendi Vanessa, não precisa falar o nome de todos” Eu ri.

Minha mãe me contou sobre todos e sobre tudo, eu aos poucos fui ponderando as coisas e contando uma ou outra coisa para ela, minha mãe amava ouvir as histórias, principalmente as peraltices de Max.

“Mãe, porque você não vai até a ONG amanhã? Eu preciso conversar com você sobre uma coisa”

“Sua voz … essa voz” Minha mãe disse e eu não entendi.

“O que tem minha voz?”

“Essa voz é de quando você quer aprontar, Vanessa, o que você quer aprontar? Eu não vou te ajudar a meter-se em encrenca, lembre que eu ainda posso ir ai te bater” Revirei os olhos.

“Mãe, essa é  segunda vez que você diz que vai me bater e, eu não vou aprontar nada, apenas quero conversar com você um assunto e vê o que você pensa e se pode me ajudar”

“Desembucha, fala logo” Ela mandou.

“Não, tem que ser pessoalmente”

“Desde quando você tem assuntos que só podem ser tratados pessoalmente comigo?” Ela exigiu “Eu juro que te bato menina, não quero saber se você é adulta ou maior que eu”

“Mãe, relaxa a gente conversa amanhã, ok?”


Quando desligamos a ligação eu não sei ao certo se meu padrasto tinha acabado de chegar em casa ou se tinha sido um barulho alheio na rua, entretanto novamente os cães começaram a latir, meu coração novamente imergiu-se em meu peito. Eu senti a falta deles, como não senti? Os cães sempre foram minha vida, contudo se antes eles eram minha vida de forma integral, hoje eles eram apenas parte dela, eram meus filhos amados, porém eu não poderia deixar Max ou Clara sozinhos e ir ficar com eles, pois tanto Max quanto Clara também eram parte da minha vida agora. Quando desliguei a ligação ainda fiquei um tempo ecoando os latidos em minha cabeça. Depois de um tempo apenas deitada olhando o teto resolvi me levantar e fui até o quarto de Max,  ele estava dormindo, Clara tinha deixado a janela dele levemente aberta e estava bastante frio ali, optei por fechar totalmente a janela e arrumei o cobertor dele.

“Boa noite, jujuba” Sussurrei e lhe beijei o topo da cabeça. Fui até o quarto de Clara, ela estava deitada na cama mexendo em seu notebook, deitei-me ao lado dela e encostei minha cabeça em seu ombro.

“Estava falando com sua mãe?” Ela perguntou sem desviar o olhar da tela do aparelho.

“Sim” Minha voz baixa e melodramática a fez me olhar, eu ainda estava triste e sem saber como lidar com a saudade.

“O que foi, amor? Saudades?” Ela me conhecia mais a  cada segundo.

“Bastante” Fui sincera.

Clara abaixou a tela do notebook e o colocou no criado mudo ao lado da cama, quando ela voltou a deitar-se na cama, aproveitei e deitei minha cabeça sobre seus seios, não foi um gesto sexual, ao contrário, foi um gesto ingênuo.  Eu amava como podíamos ter nossos momentos de cumplicidade e companheirismos. Clara começou a mexer em todo meu cabelo, fazendo um leve carinho enquanto brincava com algumas mechas.

“Eu acho que sou egoísta demais, estamos aqui por minha causa, eu só pensei em mim e esqueci de pensar em você” Levantei minha cabeça e olhei para Clara, eu não concordava com sua afirmativa, beijei seus lábios levemente e voltei a deitar na mesma posição.

“Não seja idiota, você estava certa, aquela casa é uma loucura, seria muito confuso ficar lá”

“Tudo bem, mas eu quero que você saiba que se quiser, podemos ir para lá” Sorri, o fato de Clara falar ‘podemos ir’ incluindo a si e a Max comigo, me deixou feliz, ela não se via mais morando longe de mim, tanto quanto eu não me via mais morando longe dela.

Definitivamente em algum ponto, ou talvez , em todos os pontos, nos tínhamos virado uma família.

Levantei novamente minha cabeça de seus seios e a beijei, agora, não um beijo leve e sim um beijo apaixonado, tentei em um movimento subi por cima dela enquanto a beijava, foi inútil, me enrolei com a colcha da cama e acabei caindo de forma desastrada sobre ela, Clara riu de mim.

“Você ri né sua, cachorra?” Bati levemente em seu rosto, um misto de brincadeira e sedução, ela apenas riu mais ainda e me puxou para cima dela enquanto voltava a me beijar. A noite acabou novamente em uma prazerosa troca de carinhos, nossos corpos eram viciados demais um no outro, juntos nossos corpos eram lascivos.

quando as palavras beberem e andarem e respirarem por mim

deixarei de ser essa carne viva em óbito ambulante.

tanto pra dizer, as bocas carbonizadas e o gosto de fel. naquela terça-feira debaixo de chuva, eu te falei que iria embora e você chorou.

não é assim que todos fazem?

estou cumprindo minha sentença irreparável

pela manhã, quando as guerras e as bombas calarem todas as vozes - inclusive as das crianças sorridentes que brincavam pelas ruas -, eu irei e levarei comigo a parte tua. 

a parte crucificada. e condenada juntamente com cristo.

estou respirando as últimas letras do teu nome