cabelos encaracolados

Ela era do tipo que nunca falava com ninguém, não tinha amigos e um semblante triste.
Eu era um garoto com muitos amigos, estava sempre sorrindo. Mas o que ninguém sabia nem mesmo ela, era as diversas vezes que eu observava cada gesto seu do outro lado da sala, ela não sabia da magia que ela transbordava, não sabia o quanto ela era diferente para mim, eu observava cada detalhe seu, a forma que ela colocava seus cabelos encaracolados cor de mel por trás da orelha e abaixava o rosto sorrindo tímida, eu observava como ela mordia os lábios quando estava nervosa e rabiscava em seu caderno o tempo inteiro quando estava ansiosa, ela era atrapalhada as vezes e sorria sozinha, ficava viajando durante as aulas. Aquela garota era incrível, diferente de todas as outras que conheci, ela tinha um mundo só dela e simplesmente por sua simplicidade eu a amava cada dia mais.

Se eu amo ela? Cara, como nunca amei alguém na minha vida. Ela é aquele tipo de coisa boa que só acontece uma vez na vida. Mas sabe aquele cara idiota? Pois é, sou eu. Eu sou o típico cara idiota tentando ser bom o bastante para ser visto com ela. Aquela morena, de olhos claros, cabelo encaracolado, que as vezes fica liso. Aquele sorriso escandaloso, e aquele quadril lindo, com aquela pele de bebê, eu me perco dentro do mundo dela, e do amor que sinto por ela. Eu…Porra eu amo ela! Eu não a quero a ver sofrer, mas como disse, eu sou idiota. O idiota futuro pai dos filhos dela. O idiota que um dia usará terno e entrará na igreja para prometer diante a Deus que irei ama-lá e cuida-lá acima da minha própria vida. E vou! Mas amarei sendo idiota. Um idiota ao lado da morena mais incrível que já conheci em toda a minha vida.
—  Você é incrivelmente apaixonante.
Oitava maravilha do mundo

Bem vindo a cidade “Você”, saiba que é perigosa… vim a turismo e já estou fazendo morada. Me perdi nas curvas encantadoras do seu sorriso, e é incrível ver o pôr do sol no céu olhar. A estrada da fama nas suas pintinhas e como esquecer do bosque que é seus cabelos encaracolados. Será a oitava maravilha do mundo? Para mim não há dúvidas! Vim pensando em passar as férias, mas hoje não consigo mais deixar você pra trás…

Pedido: Hellooooo, sabe a música criminal da Britney?!!! Entãoooo faz um imagine do harryzinho baseado nessa music plsss bj gata

IMAGINE INSPIRADO EM CRIMINAL DA BRITNEY SPEARS

            Não sabia no que eu tinha me metido, mas estava gostando dessa sensação de perigo percorrendo minhas veias e cada célula do meu corpo. Antes eu não conseguia sorrir, não ao lado daquele idiota que apenas passava aquela posse de machão para todos, mas na verdade é um trapaceiro, e não é bom de jeito nenhum, é um perdedor, mentiroso e nada confiável. Agora me sinto que estou viva ao lado de Harry sinto-me completa como se nada pudesse me parar.

           Eu sei que Harry disse-me para ficar longe dele, e não pensar em nada do que ele me fez há algum tempo atrás, mas é impossível não se lembrar daquele jeito escroto e nojento dele, a minha única vontade era atirar na cabeça dele. Peguei a minha arma que estava encima da cama é apontei para o tiro ao alvo e imaginei que aquele papelão fosse ele e simplesmente atirei com toda a vontade que eu sentia todo o ódio.

- Calma ai. – Harry passou os seus braços musculosos e grandes ao redor do meu corpo puxando-me para trás. – Você não quer que os nossos vizinhos escutem isso. – Harry beijou meu pescoço. – Já basta os seus gemidos.

           Senti meu corpo se arrepiando por inteiro ao relembrar das nossas noites juntos e de como ele me toca como nenhum outro homem jamais me tocou ninguém jamais me fez tão mulher como Harry faz.

- Já disse para você não pensar naquele filho da puta. – Harry tomou a arma das minhas mãos e a jogou na cama. – Ele é um cara mau com um coração podre, até eu sei isso, ele não é sensato. – Harry pegou-me no colo e eu entrelacei minhas pernas em seu tronco.

           Suas mãos foram até as minha bunda apertando aquela região com vontade, joguei minha cabeça, Harry beijou toda aquela região dando pequenas mordidas. Minhas mãos foram até os seus cabelos encaracolados e os puxei para trás.

           Eu sei que tudo o que a minha mãe menos queria é isso, sua única filha envolvida com um criminoso, mas eu o amo e eu a peço desculpas por isso, esse tipo de amor não é racional, é físico. Harry jogou-me na cama e tirou a sua camiseta branca expondo todas as suas tatuagens. Mordi os lábios inferiores ao passar minhas unhas por todo o sue tronco musculoso e rígido.

           Pondo a razão de lado, eu não posso negar, eu amo esse homem, ele PE um vilão pelas leis do diabo. Assim que sua língua tocou meus clitóris contorci-me na cama por inteiro, eu apenas conseguia gemer o seu nome e pedir por mais e mais. Seus dedos estavam dentro da minha intimidade fazendo movimentos de vai e vêm, meus olhos se reviravam.

           Ele é um assassino só por diversão, ele não tem consciência, ele não tem nada, eu sei que deveria abandonar, mas não eu não posso, eu preciso dele. Harry se pós entre as minhas pernas e sorriu para mim assim que penetrou seu membro dentro do meu corpo de uma vez só. Minha voz saiu como um grito de prazer, ele apenas continuava com os seus movimentos gostando daquilo, ele ama me vê nesse estado de prazer e totalmente entregue a ele.

           Segurei nos seus braços e olhei a sua tatuagem com o meu nome, ele costuma a dizer que isso é o seu amuleto da sorte, então eu acho que está tudo bem, pois ele está comigo. Harry beijou meus lábios enquanto aumentava suas estocadas, minha voz estava falha mal conseguia dizer o seu nome, estou totalmente entregue a ele.

           Nós sempre escutamos pessoas falando, fazendo comentários maldosos, tentando nós separar, mas eu não me escuto não ligo, pois não tem nada que eu quero mais do que ele ao meu lado. Senti todo o meu corpo entrando em um estado maravilhoso de prazer eu apenas conseguia pedir para Harry aumentar a velocidade, nossos corpos estavam tomados por um único sentimento o prazer.

- Eu amo você. – Foi a ultima palavra de Harry antes de ele chegar ao seu orgasmo.

           Eu sei que isso é errado, mas não posso fazer nada estou apaixonada por um criminoso e eu amo isso.

Pedido: Um hot do Harry que ele é traficante e ela é toda fofa, e ela fuma maconha pela primeira vez com ele em uma festa – Anônimo

*Aqui nesse link http://hot-1d-imagine.tumblr.com/pedidos vocês podem ver quais e a ordem que em os imagines vão ser postados, se o seu não estiver na lista é porque infelizmente não chegou, vou estar sempre atualizando a lista*

***

Imagine HOT Harry:

Minhas amigas passaram o dia todo ligando para mim, o motivo era uma festa que ia acontecer no centro da cidade, era provavelmente a festa do ano e eu não era muito de ir nesses tipos de festa, sou uma pessoa mais caseira mas minhas amigas ficaram me ligando e me importunando tanto que resolvi aceitar.

Eu estava pronta, uma blusinhas de bolinhas com uma saia preta meio curtinha, me atrevi até a colocar um salto alto preto estilo boneca. Passei uma maquiagem leve e esperei as meninas chegarem.

Quando finalmente a campainha tocou fiquei surpresa com as roupas delas, vestidos curtos e colados ao corpo e os salto mais alto que o meu, elas estava indo para a caça de homens.

- Ok, que roupa é essa? – Perguntei e elas sorriram maliciosas.

- Vamos, entre no carro que eu explico – Kate disse sorrindo.

Eu fiz o que ela pediu e Mary deu a partida no carro e Kate me encarou.

- A festa é do maior traficante de Londres – Kate jogou essa bomba na minha cara e sorriu como se ir para a festa de um TRAFICANTE fosse a coisa mais responsável que ela já fez.

- O QUE? VOCÊS ESTÃO ME LEVANDO PARA A FESTA DE UM TRAFICANTE? – Grito já com medo.

- Por isso pedi para você entrar no carro, pra não ter chance de fugir, foi um sacrifício fazer você vir com a gente – Kate diz e Mary assente enquanto dirigi.

- Eu nunca devia ter aceitado, olha para onde vocês estão me levando, eu sou a mais nova daqui e parece que sou a mais responsável, Mary pare o carro, vou descer aqui – Digo e Mary nega.

- Não vai não, por favor, (S/n), dá uma chance pra festa, tenho certeza que você vai gostar – Mary diz acelerando mais.

- Eu nem gosto de ir em festa, vou me sentir totalmente deslocada e além do mais se acontecer um tiroteio entre traficantes, se eu morrer por causa de vocês eu mato as duas – Digo e Kate e a Mary rirem de mim.

- Ok, pode matar nos duas mas você irá na festa com a gente, aliás essa roupa sua está muito bonitinha no máximo fofo para uma festa dessas – Kate responde.

- Esse é o meu estilo, não me sinto confortável usando um vestido colado igual o seu – Respondo.

- Quero impressionar o Harry Styles, ele é um deus grego, quero passar pelo menos uma noite com aquele homem – Kate diz suspirando.

- Os amigos deles também são lindos, se não conseguir nada com o Harry, eu parto para cima do braço direito ele, o Louis – Mary responde e Kate assente.

- Prefiro o Zayn – Kate responde suspirando pensando nos homens.

- Meu deus, vocês são ridículas – Digo passando a mão nos cabelos.

Depois de pelo menos 10 minutos chegamos a tal festa.

O barulho de música alta quase fazendo o chão tremer me deixou assustada, mas as pessoas que entravam no local me deixaram tremendo de medo.

- Calma, vai dar tudo certo, vamos lá – Mary diz me puxando em direção a entrada da festa.

O cara que ficava guardando a porta tinha uma arma enorme na mão e tinha um olhar muito assassino, estremeci de medo.

Ele olhou para nós e deixou a gente entrar.

- Tão fácil assim? – Perguntei e Kate riu.

- Meu amor, a entrada de mulheres bonitas é livre – Ela diz e eu coro, nunca me achei bonita, no máximo arrumada.

- Ok, o que iremos fazer agora que entramos? – Pergunto.

- Vamos tomar algo, vem – Kate puxa eu e Mary em direção ao bar. O local é em céu aberto, tem uma pista de dança gigante e várias luzes vindo de lá para cá, sem contar nas músicas que iam de Rap á Pop.

Mary pegou uma vodka e Kate pegou um Martini, como eu tinha certeza que iria rebocar as duas para casa, pedi um refrigerante.

- Você é muito careta, (S/n), devia pedir um Martini igual a mim, pelo menos uma cerveja – Kate diz bebendo tudo de uma vez.

- Não sou careta, sou responsável, vou dirigir para levar vocês duas para casa sãs e salvas, agora não exagere, não irei querer ver você vomitando por aí – Digo bebericando o meu refrigerante.

- Ok, mamãe – Ela diz rindo junto com a Mary e as duas saem gritando quando escutam uma musicas que elas gostam, elas dançam de uma maneira que me faz sentir vergonha alheia, mas eu dou várias risadas.

Continuo ali sentada com as pernas cruzadas enquanto observo o local, tem tipo um prédio todo de vidro com uma placa escrito “vip” pendurado na porta. Lá dentro, tem várias mulheres com vestidos piores que de Kate e Mary, elas rebolam na frente de alguns homens, um deles é loiro e o outro tem cabelos pretos com um topete. Eles bebem, fumam e riem de algo, percebo que os dois tem uma arma presa no cós da calça e eu paro de fitar eles, sentindo um arrepio do nada. Volto a beber meu refrigerante e vejo que Mary já está atracada com um cara. Ela não perde tempo. Sinto um arrepio do lado do meu corpo e encaro o prédio de vidro, lá tem um homem alto, com uma arma no cós da calça, ele usa uma blusa branca e uma calça preta, tem os cabelos encaracolados e longos até o ombro, ele me encara enquanto bebe alguma coisa. Meu corpo se arrepia por inteiro e eu desvio o olhar rapidamente. Bebo em um gole o meu refrigerante e uma Kate vermelha por dançar aparece na minha frente e pede outra bebida.

- Amiga, eu estou louca – Ela diz rindo e eu dou uma risada também.

- Estou percebendo, o que aconteceu? – Pergunto.

- Eu vi Harry ali na parte dos vip e olhei pro lado e vi o Zayn, só com o olhar dele em mim fiquei toda molhada, desisto do Harry, eu quero o Zayn mesmo – Kate diz e me encara.

- Você muda muito de opinião sobre o que você quer, daqui a pouco vai estar querendo aquele segurança lá da porta – Digo e nós duas rimos.

- Bom, moço me dá uma vodka por favor – Ela pede e eu franzo o cenho, o copo dela ainda está cheio.

- Mas…

- Você tem que beber pelo menos um copo hoje, por favor – Kate diz e eu assinto já sabendo que se eu negar Kate vai fazer o maior escândalo. O homem deixa o copo na minha frente e eu o pego e bebo em um gole, a bebida desce rasgando minha garganta e eu começo a tossir e Kate ri um pouco, logo eu fico melhor.

- Pronto, arrancou algum pedaço do seu corpo? Acho que não, vem está tocando a nossa música – Ela diz me arrastando para a pista de dança, lá ela rebola no ritmo e eu que me sinto constrangida em ficar parada na pista, resolvo dançar também, a música tem uma batida boa para balançar os quadris de um lado pro outro e eu faço isso e Kate sorri aprovando minha dança.

- Rebola esse rabo, amiga – Ela grita e eu dou uma gargalhada e dançamos juntas. Quando vou me virar de costas para ela, vejo um homem todo de preto na minha frente e paro na hora, e Kate faz o mesmo.

- O chefe tá chamando as duas – Ele diz e segura o meu braço com força e faz o mesmo com a Kate, meu coração bate fortemente e eu tento me soltar o que só faz o homem apertar mais o meu braço, gemo de dor.

Assim que chegamos dentro do prédio dos vip, ele sobe uma escada segurando nos duas, quando chegamos no topo ele abre a porta com o pé, já que estava apenas encostada.

- Me solta, você está me machucando, seu brutamonte – Digo me debatendo.

- Você está machucando ela, Luca? – Uma voz se sobressai em cima do som alto da música e eu paro de me debater.

- Não, senhor, eu apenas estava mantendo ela parada, mas ela é uma gata selvagem, não parou de tentar fugir – O brutamonte Luca diz e eu o encaro indignada.

- Gata selvagem? – Pergunto e ele me solta, vejo a marca vermelha no meu braço – Você me machucou mesmo.

Viro pra frente e me deparo com o cara que eu vi sentado enquanto as mulheres rebolavam para ele, o loirinho.

- Sim, ele machucou – Ele diz segurando meu braço – Luca, o Harry não vai ficar nada feliz com isso, se ele ver o que você fez, tenho pena de você mais tarde, bom, depois conversamos sobre isso, solte a outra também – Ele manda e eu vejo que Kate está com a boca aberta em choque, ela se aproxima de mim e sussurra no meu ouvido:

- Esse é o Niall, ele é um dos melhores amigos do Harry e está na gangue também.

Eu estremeço, vejo Luca sair e Niall me encara.

- Entrem, se divirtam, não é qualquer uma que Harry e Zayn chamam para ficar aqui em cima – Ele diz e eu reviro os olhos.

- Eu estou vendo várias por aqui – Digo me referindo as mulheres, Niall me encara e ri, ele é bonito e passa um ar de ser uma pessoa engraçada.

- Gostei de você, tem a língua solta, algumas aqui tem medo de falar algo, mas você garota… – Ele me observa de cima a baixo – Não é igual a nenhuma outra mulher daqui dentro, percebo o porque Harry ficou interessado em você, qual é o seu nome? – Ele pergunta.

- (S/n) – Respondo

- Belo nome – Niall diz sorrindo.

- NIALL – Escuto um grito rouco vir lá de dentro.

- Parece que o chefe não gostou muito do meu papinho com você, vamos dizer que ele é bem possessivo – Niall diz e me segura no braço delicadamente e pega Kate com a outra mão – Vamos lá, garotas.

Ele anda com a gente e vejo que tem vários homens sentados bebendo, alguns me encaram maliciosos e eu me encolho perto do Niall, me sinto desconfortável, me olhar cai em cima do homem que estava me encarando enquanto bebia, o cara de cabelos longos encaracolados.

- Pronto, chefe, aqui está ela – Niall diz – Esse aqui é o Harry, o dono da festa, princesa, Harry essa é a (S/n) – Eu coro com o que o Niall diz – E aqui está a outra que você pediu Zayn – Vejo Kate ficar vermelha com o olhar de Zayn.

- Bom, obrigado, Niall, acho que posso cuidar dela agora, solte-a – Harry diz e eu me sinto totalmente deslocada ali. Os olhos dele vão da minha cabeça aos pés, eles ficam focados nas minhas pernas por um tempo e um sorriso malicioso surge em seu lindo rosto. O que ele deve estar pensando?

- Venha sente aqui – Ele diz batendo em sua perna e eu o encaro séria. Quem ele pensa que é?

- Não, na verdade nem sei porque me chamou até aqui, essa área vip está entupida de mulher e você me chama pra que? Me desculpe, mas eu não sou atirada igual as outras e não irei sentar no seu colo, nem te conheço pra poder fazer isso, se me der licença irei voltar para onde estava, esse local está me deixando sem ar – Digo e vejo a expressão de surpresa, ele deve ser acostumado com mulheres fazendo o que ele manda. Me arrependo do que disse segundos depois, ele tem uma arma e é o maior traficante de Londres, com certeza vai me matar por ser tão insolente. Adeus mãe.

Harry sorri de lado, um sorriso cafajeste e se levanta, meu deus ele é bem alto, com certeza tem mais de 1,80 enquanto eu estou nos meus 1,65. Eu definitivamente sou uma anã na frente dele.

Ele caminha até mim e me puxa pelo braço e vai andando até umas escadas, lá ele sobe comigo e vamos para o terraço do local, o lugar é ventilado e ninguém consegue ver nós dois aqui em cima. Ele sorri para mim.

- Com suas palavras eu poderia ter dado um tiro em sua cabeça por me desrespeitar, é isso que eu faço quando me desrespeitam, mas invés de me deixar furioso com você, você me fez ficar bastante excitado, garota – Ele diz se aproximando e eu me encosto na parede enquanto ele me encurrala.

- E-eu… – Tento dizer mas ele sorri malicioso e se afasta.

Ele pega uma cigarro suspeito, era maconha certeza e acende, ele começa a fumar e eu o encaro.

- Quer? – Ele me oferece e eu nego.

- Eu não uso drogas – Respondo e ele ri.

- Eu sei você é toda certinha, totalmente diferente de mim, mas os opostos se atraem, vamos lá, só uma tragada, não faz mal eu juro – Ele diz e me oferece mais uma vez e eu o encaro na dúvida. Esse homem me convence muito rápido das coisas. Eu meio relutante me aproximo dele.

- Abra a boca – Ele diz e eu o faço, Harry coloca o cigarro entre meus lábios e eu trago a fumaça para dentro e começo a tossir e tiro o cigarro da boca e ele sorri e pega o baseado de volta.

- Nem doeu, você ficou mais sexy com o cigarro na boca – Ele diz e joga o cigarro no chão e pisa em cima o apagando.

Ele se senta no chão e eu o encaro de cima, seu olhar cai em minhas pernas e ele se mexe desconfortável. Então do nada ele puxa minha mão e eu caio sentando em seu colo, com minhas pernas envolta da cintura dele. Harry sorri malicioso e me beija com força, eu fico surpresa e eu não retribuo o beijo fazendo ele dar um grunhido sem paciência e me apertar mais nele. Eu gemo ao sentir o membro rígido dele tocar minha intimidade e ele sorri entre o beijo, o efeito da bebida começa a surgir e o da maconha também, me torno mais ousada. Retribuo o beijo e me movimento devagar sobre o membro coberto dele, sua calça faz uma fricção maravilhosa na minha intimidade e eu gemo mais alto.

- Porra – Ele geme e puxa minha blusa para cima e encara meus seios presos no sutiã – Gostosa.

Eu coro e ele retira meu sutiã e eu fico com vergonha, mas ao sentir seus dedos acariciarem meus mamilos eu esqueço toda a vergonha e me entrego. Harry puxa e aperta meus mamilos e no segundo seguinte ele se curva e lambe meu seio com vontade, minhas mãos vão para seu cabelo e eu o aperto contra mim.
- Harry… – Gemo e ele suga meu mamilo me fazendo arfar.

- Porra, quero estar dentro de você agora – Ele diz e eu me sinto mais molhada.

Ele me solta e eu o ajudo a abrir a calça dele, abro o zíper e ele puxa o pênis dele para fora, eu encaro aquilo e ele se acaricia por um momento – Levante essa saia e tire sua calcinha – Harry manda e eu me levanto e subo minha saia até acima da minha cintura e retiro minha calcinha, Harry pega a peça de roupa e leva minha calcinha até o rosto e a cheira, eu fico chocada e coro fortemente.

- Cheirosa, queria te chupar toda agora, mas minha vontade de te invadir é mais forte, estou louco para meter em você, venha – Ele manda e me estende um pacote de camisinha, eu visto nele e a cada toque meu ele geme – Senta em mim, (S/n) – Harry diz e eu seguro o pênis dele e vou guiando até a minha entrada e o encaixo lá, gemo quando a cabeça do membro dele me penetra, vou descendo devagar até que finalmente ele está todo dentro de mim. Deus, eu nunca me senti tão bem.

- Oh (S/n), você é fodidamente apertada – Ele diz e eu me sinto mais excitada e começo a me mexer sobre ele, seu membro entra e sai de dentro de mim e eu me apoio em seus ombros largos, Harry segura minha cintura e eu me movo com mais velocidade. Começo a gemer mais alto e Harry solta rosnados de prazer.

Ele me vira e me deita no chão e abre mais minhas pernas e começa a me penetrar mais forte, ele entra e sai de dentro de mim me levando a loucura, puxo a blusa dele e Harry rosna e arranca a blusa dele me deixando ver seu peitoral com tatuagens. Cravo minhas unhas em suas costas e ele geme roucamente perto do meu ouvido.

- Quando vi você lá de cima, eu fiquei louco para te ter aqui agora, quando você ficou na minha frente eu fiquei louco para ter essas pernas em volta de mim enquanto eu meto com força em você, porra eu te desejo, como isso pode acontecer assim do nada… OH – Harry diz com os dentes cerrados e no final ele geme alto

- Harry… eu… vou – Eu começo a falar.

- Goza, goza gostoso no meu pau – Ele diz e suga meus seios me levando ao orgasmo mais incrível da minha vida. Minha intimidade parece estar sugando e apertando ele por causa do meu ápice e Harry dá um gemido rouco alto e chega ao seu orgasmo, gozando dentro da camisinha. Ele fica por um tempo dentro de mim e eu recupero minha respiração. Ele sai de dentro de mim e joga a camisinha usada longe da gente. Me levanto e totalmente envergonhada por ter feito isso com ele sem nem o conhecer, eu me visto rapidamente.

Provavelmente eu fui só mais uma, assim que me arrumo percebo que ele já estava pronto e me encarando. Eu dou um suspiro e me viro para ir embora.

Mas Harry me segura no braço.
- Aonde vai? Posso levá-la para casa se quiser, sei que você bebeu – Ele diz me encarando.

- Você também – Respondo e ele sorri.

- Mas eu sou difícil de ficar bêbado e estou acostumado, vem vou deixar você em segurança – Harry diz me segurando pela mão com força e delicadeza e saímos dali de mãos dadas. Ele me mantém entre seus braços quando passamos por todos aquele mar de gente e quando saímos vejo os comparsas dele me encarar e fazem um movimento com a cabeça em sinal de respeito, franzo o cenho e me deixo ser levada por Harry, ele dá olhares mortais para alguns outros homens que me encaram malicioso e eu ainda não acredito que transei com um traficante.

Espero que tenham gostado, se sim, deixem uma ask me contando

*Os favoritos são importantes, então se gostou deixa seu fav lindo aí ;D

#CavillnasRedes | Henry Cavill publica em seu IG, ele indo trabalhar com o ‘urso’ Kal 🐾🐾
Ele edita o post respondendo para os que perguntaram, que o cabelo dele é encaracolado naturalmente.

“Off to work with the Bear!
#Kal
#AmericanAkita”
.
Edit: For those asking, my hair is naturally curly and I haven’t coloured it. That’s just the light.

#henrycavill #work #london #mi6 #missionimpossible #missionimpossible6 #actor #dog

Pedido: aí calma aí esqueci do pedido kkkk Eu queria um que ela e ele são vizinhos e as mães são muito próximas mas eles vivem se implicando (tipo muito mesmo) e aí no dia que eles estão comemorando a ida dela p faculdade ele se declara, bem meloso por favor hahah

           A pequena cidade de Doncaster estava coberta por nuvens cinza e mesmo que o sol tentasse aparecer às nuvens carregadas eram ainda mais fortes que ele, sorri comigo mesma ao lembrar que tudo isso vai ser apenas um lembrança daqui alguns dias, e como eu estava feliz por isso, finalmente vou sair dessa cidade pequena onde ninguém tem futuro e vou ganhar a minha vida. Abri a janela o meu quarto e olhei para as minhas malas que estavam no canto do meu quarto, tudo estava pronto daqui dois dias vou ir para os Estados Unidos fazer minha tão desejada faculdade de medicina.

           Meus olhos foram em direção da janela do Louis. Ele estava parado olhando para mim assim que olhei novamente ele mostrou o dedo do meio, revirei os olhos e fechei a cortina com toda a minha força quase rasgando o pano fino. Okay, só mais alguns dias e eu estou livre disso. Olhei-me no espelho e passei as mãos nos meus cabelos longos e encaracolados, uma vontade imensa de livrar-me deles tomou conta do meu corpo e sem pensar duas vezes puxei a tesoura que fica na primeira gaveta do criado mudo e cortei a primeira mecha na altura do meu pescoço.

           Desci as escadas e minha mãe colocou a mão na boca olhando-me incrédula. – O que você fez o com o seu cabelo? – Mamãe se aproximou do meu corpo e colocou as mãos nos meus cabelos. – Por favor, me diz que isso é uma peruca. – Ela virou meu corpo.

- Não, eu quis fazer isso. – Passei as mãos nos meus cabelos. – Nova vida mamãe. – Sorri.

           No mesmo instante a campainha tocou e minha mãe olhou seria para mim. - Okay, a Johannah e a sua familia estão vindo para cá…

- Que? – Passei as mãos nos meus cabelos. – Ela tudo bem, mas aquela peste daquele menino está vindo junto…

- Cala boca. Eu sei bem a sua relação com o Louis, mas, por favor, ela ama você então se comporte. – Minha mãe me lançou um olhar que faria qualquer um chorar nesse momento, e se eu a conheço bem esse é o olhar de vou acabar com você, se não fizer o que eu mando e como não estou a fim de ir toda marcada para faculdade a obedeci.

- Só porque ela é uma ótima pessoa.

           Ela caminhou em direção à porta e ela entrou juntamente com o seu marido e os seus filhos. Louis foi o ultimo a entrar ele não estava com um cara boa, assim que ele me viu desviou o olhar. Johannah me abraçou e me entregou com presente.

- É a sua cara. – Ela beijou meu rosto.

- Obrigada você é um amor. – Retribui o beijo.

           Depois que comemos a torta que a Johannah trouxe todos se sentaram no sofá, mas vi quando Louis saiu da sala e foi em direção ao jardim da minha casa, por algum motivo senti vontade de ir atrás dele. Assim que abri a porta o vi o parado na rua seis, encostado embaixo do poste de luz. Caminhei em sua direção e assim que cheguei perto dele disse em voz baixa.

- Você só pode está doente, porque não me xingou e em fez umas das suas brincadeiras de mal gosto. – Parei por um minuto e sua expressão continuava a mesma. – Espera mais de você, eu estou indo embora deveria está feliz. – Disse com a voz mais baixa.

- Mas eu não estou. – Ele cruzou os braços.

- Okay, desculpa. – Levantei os braços.

           Louis olhou para o meu rosto e abaixou o olhar. – Então você vai mesmo para os Estados Unidos?

- É o que parece. – Olhei para os lados. Nunca imaginei que um dia iria conversar com o Louis sem nenhum de nós dois sair machucados.  – Isso é muito estranho.

           Antes mesmo que pudesse olhar novamente para o seu rosto senti suas mãos na minha cintura e o meu corpo sendo colado contra o seu. Seus lábios quentes e finos tocaram os meus, minhas mãos foram para a nuca e a outra estava sobre o seu peito, sua língua invadiu a boca e os meus olhos se fecharam. Mesmo que eu tentasse o afastar eu nunca iria conseguir, por incrível que pareça o beijar foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

- Eu amo você. – Louis olhou para o chão. – Sempre amei.

           Afastei do seu corpo. – Porque está me dizendo isso? – Passei as mãos nos meus cabelos. – Isso não é uma coisa para se brincar Louis.

- Eu não estou brincando. – Ele gritou. – Acha que é fácil dizer isso para você? – Uma pausa surgiu. – Eu sei que agi como um idiota todo esse tempo, mas era a única maneira que eu conseguia a sua atenção.

- Mas agora é tarde, eu não posso largar minha faculdade, eu tenho sonhos assim como você. – Limpei as lagrimas que caiam. – Lembra? The X Factor?

- Eu sei. – Ele colocou as mãos na cabeça.

ANOS DEPOIS…

        Empurrei a porta onde estava escrito One Direction e entrei. Louis estava sentado olhando o celular enquanto os outros meninos terminavam de se arrumar para o show, Louis levantou o olhar e abriu um sorriso lindo quando me viu. Pulei em seu colo e o beijei com toda a minha vontade.

- Você realmente está aqui. – Louis beijou meu pescoço.

- Não iria perder o show mais importante da sua carreira.

Ele fedia álcool, uma mistura de cigarro e álcool, mas aquilo não me incomodava.
A imagem dele deitado no chão era patética, deprimente, ele era fraco. Ter que cuidar dele toda vez que algo acontecia, por mais que fosse desgastante parecia ser o certo, eu não era tão insensível de deixá-lo jogado ao chão naquele estado, não ele.
O rosto quente e corado, os lábios sussurrando qualquer coisa sem nexo. Não podia deixá-lo.
Talvez em minha mente, aquela frase totalmente conhecida deveria estar sendo repetida inúmeras vezes, “eu te avisei” mas não, a última coisa que ele precisava ouvir era isso, eu não podia fazer isso, não com ele.
Afaguei teus cabelos encaracolados e suspirei, era essa a sua escolha certa?
Você se encolheu como se tivesse escutado meus pensamentos e isso fez com que meu coração doesse, eu pensei em deixá-lo, mas eu não podia, não ele.
Meus lábios tocaram sua testa, Meu dedo contornou seu maxilar, você pronunciou… Pronunciou o nome dela. Você já não era mais Meu.
—  E assim eu pude deixá-lo
7

Filme: Pelo Malo

Direção:  Mariana Rondón

Ano: 2013

Sinopse: Junior, um menino de nove anos, tem cabelo encaracolado, e não pensa em outra coisa senão alisá-lo. Sua mãe, Marta, luta para sustentar a família após a morte do marido e, ao mesmo tempo, preocupa-se com a atenção de Junior com o visual, e tenta evitar o jeito diferente do filho.

Pedido: ah desculpa a demora pra responder 😬 mas eu queria um inspirado em Beep Beep das misturinhas, estou um pouco viciada nessa música haha desde já obrigada 😊

                                                     BEEP  BEEP

           Já passava das onze horas da noite eu estava presa em uma transito infernal e a imagem da noite anterior atingiu-me como um choque que percorreu todo meu corpo, passei a minha mão pela a minha jaqueta de couro e levei a gola até meu nariz e pude sentir o cheio dele, o cheiro da sua loção pós-barba, tudo o que eu desejaria nesse momento é que ele estivesse aqui como ontem, suas mãos tocando minha bunda e apertando com força, fechei os olhos e imaginei eu pulando em seu pau novamente como na noite anterior de como ele gemia e falava o quando me amava.

           Olhei para o banco de atrás e vi eu e o Harry ali novamente, sentindo toda aquela sensação novamente de como ele entrava em mim e me fazia pedir por mais, como eu amo fazer amor com ele só de imaginar já ficou louca. Mas agora eu estou aqui presa em uma rodovia e eu só queria está com ele sentir ele novamente, eu só quero foder à noite inteira com Harry. Disquei o numero do Harry e depois de alguns segundos ele atendeu, sua voz é extremamente sexy e eu mal podia me aguentar.

- Oi, baby. – Harry disse. Podia imaginar ele deitado em sua cama com seus cabelos encaracolados e bagunçados e sem camisa, passando as mãos em seu cabelo e mexendo no celular.

- Eu estou com saudades. – Disse com uma voz manhosa.

- Então porque você não vem para cá, sabe que eu sempre vou está esperando por você. – Ele disse, podia o sentir sorrindo.

- A coisa que eu mais quero, mas estou presa em um transito.

- Então apenas imagine, e lembra como nós dois nos divertimos no banco de atrás do seu carro, e eu vou ficar esperando você.

           Fechei os olhos e lembrei como nós dois não estávamos nos importando com nada, algumas pessoas passaram e olhavam curiosa para o carro e nós apenas continuávamos, tem alguma coisa no amor dele que me faz senti-me assim, eu estou enlouquecendo, só em pensar em você eu fico louca. Assim que o sinal ficou vermelho não me importei apenas dei partida no carro, eu precisava chegar o mais rápido possível na casa dele. Assim que parei o carro na frente da sua casa, a porta se abriu é como se ele já estivesse me esperando.

- Eu preciso de você. – Disse empurrando ele para dentro da sua casa.

- Como eu preciso? – Harry disse tirando sua blusa.

Imagine com Harry Styles.

Pedido: Queria um 1s do harry, que eles são casados a um tempo já e sempre tentam ter um bebê, mas não conseguem, e um dia ela descobre que ele traia ela a uns meses, e a amante dele aparece dizendo que está grávida, e ele fica todo feliz, sai contando pra todos que vai ser pai e vc pode decidir o final :) Obg

Espero que goste <3


Suspirei encarando o pequeno teste em minhas mãos, mais uma vez dera negativo. Cerrei meus olhos e deixei as lágrimas escorrerem, Harry e eu tentávamos ter um filho há meses, mas eu nunca engravidava.

Larguei o teste dentro do lixo e molhei meu rosto, fui para a cozinha fazer o jantar, Harry chegaria logo.

Estava cortando alguns legumes quando a campainha tocou, lavei minhas mão e fui até a porta, uma garota bonita estava atrás da mesma.

-Posso ajuda-la?-Perguntei me apoiando no batente da porta.

-Então…eu sou Scarlet.-Estendeu-me a mão, a apertei.-Você deve ser a s\n.-Assenti.-Eu posso entrar?-Ela parecia nervosa, dei um passo e a garota entrou um um sorriso envergonhado.

-Senta, quer beber algo?-A garota sentou.

-Não, obrigado, eu só preciso falar com você.-Me sentei na poltrona a frente dela.-Bem, eu sou…eu tenho estado com o seu marido.-Mordeu o lábio inferior.

-O que?-A olhei incrédula.

-Eu sei, é horrível, mas eu me apaixonei por ele!-Meus olhos começaram a arder.

-Mesmo sabendo que é casado?-Perguntei com ironia.

-Me desculpe!-Me levantei.

-Saia da minha casa, por favor.-Apontei para a porta, a garota se levantou.

-Eu engravidei do Harry.-Ela disse baixo, meu mundo desmoronou completamente.-Me desculpe, s\n.-Ela me olhou uma última vez e saiu, cai no sofá e coloquei as mãos no rosto, as lágrimas escorreram incessantes.

A porta abriu, Harry apareceu sorrindo, ele largou sua maleta em cima da poltrona e se aproximou de mim, seu sorriso se desfez.

-Aconteceu alguma coisa, meu amor?-Não respondi, apenas o olhei.-Você fez outro teste?-Assenti. Harry suspirou.-Nós vamos conseguir, amor, não fica assim.-Tentou me abraçar, mas eu o estapeei.-Ei, o que está havendo?-Segurou meus braços.

-Seu eu for tentar ter um filho Harry, não vai ser de você.-Grunhi me soltando.

-O que aconteceu?-Me levantei e segui para a escada.-s\n, o que aconteceu?-Me agarrou antes que eu subisse nos degraus.

-A Scarlet aconteceu Harry.-Me virei sentindo as lágrimas ainda caindo, o rosto de Harry ficou branco, ele passou a língua nos lábios, mas não disse nada.-Ela tá grávida, Harry.-Suspirei, um sorriso fraco se formou na boca dele.-Parabéns.-Disse fraco. Me virei novamente e corri para o quarto, tranquei a porta e guardei todas as minhas coisas dentro das minhas malas.

Desci já com o rosto seco, minha cabeça doía um pouco, meus olhos ardiam. Harry estava sentado no sofá com o celular nas mãos, ele se levantou assim que me viu.

-Então é isso.-Suspirei.

-Não precisa ser assim.-Ele deu um passo em minha direção, ergui a mão, tocando seu peito, mantendo-o afastado.

-Precisa sim.-Suspirei.-Você vai ser pai, Harry, e o seu filho que não é meu.-Meu coração doeu.

-Por favor, não vai.-Agarrou minha mão.

-Boa sorte com o seu bebê, Harry, sei que sempre foi o seu sonho.-Puxei minha mão, trazendo a dele junto, beijei seus dedos, soltei nossa mãos e segui para a porta.

-s\n.-Me virei para ele.

-Adeus, Harry.

(…)

Encarei o teto branco do quarto enquanto ouvia meu celular tocar, me sentei na cama de solteiro e esfreguei os olhos, peguei o celular e atendi sem ver quem era.

-s\n?-A voz feminina soou.

-Claire?-Suspirei e olhei para o relógio do lado da cama.-Por que me ligou as seis e meia?

-Eu tive um problema com o Jonny, ele está com febre, você pode cobrir o meu turno hoje?

-Claro, como ele está?

-Agora está bem, mas temo que piore e a febre volte.

-Pode ficar tranquila, vou tomar um banho e vou para o consultório.

-Obrigado, amiga.

-De nada.-Sorri e desliguei o celular.

Me levantei e tomei um banho rápido, coloquei um vestido florido, prendi os cabelos e dirigi até o consultório pediátrico, que já estava cheio.

-s\n, que bom que você chegou.-Maicon, o pediatra, disse se aproximando. Sorri e lhe dei bom dia, fui até a bancada e comecei o meu trabalho. Estava conversando com uma das mães que saíra da consulta quando um choro estridente foi ouvido, a pessoa que estava com a criança fazia sons com a boca para fazê-la parar, mas não dera certo. Me levantei da minha cadeira e segui o choro até o fraldário.

-O que você tem, Nina?-A voz masculina perguntou, recebendo mais choro em resposta.

-Precisa de ajuda?-Perguntei entrando, meu corpo congelou quando o homem se virou, era ele. Seus cabelos estavam mais compridos, tinha olheiras, mas era ele, era o meu Harry. O choro alto me tirou do meu encanto.

-s\n.-Ele disse baixo.

-É a sua filha?-Perguntei me aproximando, ele apenas assentiu.-O que aconteceu?

-Eu não sei.-Deu de ombros.

-Posso?-Me referi a mexer no bebê.

-Claro.-Sorriu. Me aproximei mais e sorri para o bebê, que ainda chorava.

-O que aconteceu, princesa?-Perguntei afinando a voz, ergui o vestidinho e baixei a meia calça pequenina. Abri a fralda e vi a assadura que deveria ser a causa do choro.-Como isso aconteceu?-Perguntei pegando uma das fraldas que ficavam no armário ao lado.

-Eu não…sei.-Coçou a parte de trás.

-Está com a pomada para assaduras?-Tirei a fralda suja de baixo do bebê.

-Acho que não.-Mordeu o lábio inferior. O encarei.

-Harry, isso dói, sabia?-Apontei para a bunda vermelha da pequena.

-Eu sei, mas não faço ideia do que comprar.-Se defendeu.

-E a mãe dela, onde está?-Passei um lenço umedecido na assadura, causando um choro mais fino.

-Nos abandonou a algumas semanas, desde então eu tenho cuidado de Nina sozinho.-Suspirei e assenti. 

-Pode abrir essa porta para mim?-Perguntei apontando a portinha do armário alto, Harry a abriu.-Agora pegue uma das pomadas.-Ele o fez e me entregou. Espremi um pouco no meu dedo e espalhei na bunda do bebê, que soltou um suspiro de alivio.-Okay, princesa, isso vai te ajudar.-O choro acabou, fechei a fralda e recoloquei a meia calça.-Pronto.-Sorri pegando-a no colo.-Ela parece com você.-Sussurrei. Ela tinha olhos claros, verdes como os dele, os cabelos eram encaracolados e a boca era desenhada como a dele.

-Obrigado.-Disse me olhando ainda sorrindo, meus olhos desceram para a boca de Harry, meu coração bateu mais forte, a bebê nos olhava atentamente.

-Eu preciso…trabalhar.-Disse baixo, Harry assentiu e eu saí quase correndo. Ele saiu atrás de mim e se sentou em uma das cadeiras perto da bancada.

-Tia s\n.-Uma das garotinhas que frequentavam a clínica me chamou.

-Olá, Hailey.-Disse sorrindo para ela. Fingi prestar atenção no que ela dizia, mas meus olhos estavam fixos nele, e os dele em mim.

(…)

Fechei a porta do consultório e guardei as chaves na bolsa, caminhei até o meu carro e tomei um susto ao ver a figura alto escorada nele.

-Harry?-Disse me aproximando, ele sorriu.-Está frio para ela.

-Eu sei, mas eu precisava te ver.-Sorriu de lado, o bebê dormia em seus braços, a bolsa rosa pendia em um dor ombros.

-Está de carro?-Perguntei.

-Não, ainda não tenho a cadeirinha.

-Eu tenho, entra.-Destravei o carro. Harry abriu uma das portas traseiras e colocou o bebê na cadeirinha, depois se sentou ao meu lado.

-Por que tem uma cadeirinha de bebê?-Perguntou colocando o cinto.-Você teve…

-Eu empresto o carro para uma amiga, ela tem um filho pequeno e pediu para que ela ficasse aqui.-Liguei o carro e dirigi para fora do estacionamento.-Você disse que precisava me ver.-Mencionei.

-Sim, eu…-Suspirou.- amo você.

-Não vamos começar com isso.-disse parando em um sinal vermelho.

-É verdade.

-Onde está morando?-Mudei de assunto.

-Na nossa casa.

-Não existe mais nossa casa, Harry.-Comecei a seguir o caminho que ainda lembrava.

-Claro que existe, ainda somos casados legalmente.-Me olhou.

-Harry, por favor, não.-Suspirei, meus olhos começaram a arder, mas eu segurei as lágrimas.-Pronto.-Falei estacionando na frente daquela casa que me trazia tantas lembranças.

-Entra um pouco.-disse soltando o cinto.

-Não, obrigado.-Forcei um sorriso. Harry suspirou.

-Okay, boa noite, s\n.

-Boa noite Harry.-O olhei, Harry tomou meu rosto entre suas mãos e selou meus lábios, em um beijo lento. Levei minhas mãos para os cabelos dele a e profundei o beijo, matando parte da minha saudade.

-Você não pode dizer que não me ama, s\n, eu sinto, senti no seu beijo.-Ele disse colando nossas testas.

-Harry.-Sussurrei.

-Admita.-Sussurrou de volta.-Admita que me ama, s\n.

-Não.-Disse me afastando. Harry agarrou meu rosto e me beijou novamente.-Para por favor.

-Eu sei que você me ama, como eu te amo.-Sua voz estava rouca, aquilo era o meu fim.-Admita.-Sussurrou roçando seus lábios aos meus.

-Eu amo você, Harry.

One Shot - Harry Styles

Londres, 31 de janeiro de 2016

-Isso é de fato necessário? A mulher ouviu a voz rouca e arrastada, típica de quem acaba de acordar, soar atrás de si, enquanto fechava mais uma mala.

S/n apertou os olhos e suspirou.

-Harry… Sussurrou com a voz arrastada e se jogou na cama ao seu lado. – Você acredita que eu nunca vou estar longe demais?

O rapaz se virou e rodeou sua cintura com os braços, depositando seu rosto na curva do ombro de s/n.

-Eu me sinto tão… sem rumo, perdido sem você aqui.

A morena percorreu com as unhas todo o seu couro cabeludo, aspirando o cheiro cítrico do shampoo que Harry usava.

-Se você estiver perdido, apenas me procure. Vai me encontrar na região das estrelas de verão. Respondeu baixinho e sentiu o rapaz sorrir contra sua pele.

-Ei, s/a! Ele chamou sua atenção levantando a cabeça para poder encara-la. –Eu separei umas coisas e queria que você levasse, para não se esquecer de mim. Disse meio tímido e levantou-se indo até o closet.

A mulher fechou os olhos e enterrou o rosto no travesseiro do namorado, tentando guardar em sua memória seu perfume e todos os seus pequenos detalhes.

Sentiu a cama afundar e os braços de Harry rodearem sua cintura mais uma vez. Sentou-se e abriu a caixa azul que o rapaz lhe entregou, retirando lá de dentro um suéter cinza que lhe era bem familiar, algumas fotos de polaroide dos dois juntos na última viagem que fizeram e um frasco de seu perfume favorito. Eram poucas coisas, mas que tinham muito significado para ambos.

-Eu sei que são poucas coisas, mas eu sei que são o suficiente para você lembrar de mim. Ele disse sorrindo e levou a mão ao rosto da namorada, limpando uma lágrima que escorria com o polegar.

-Me desculpa por te deixar, Haz? Você sabe que se dependesse de mim…

-S/n. Ele a interrompeu ainda sorrindo e sentiu menina se jogar nos seus braços. –Você, durante esses dois anos, me apoiou quaisquer fossem as minhas decisões. Se lembra de quando eu decidi deixar o cabelo crescer, e mesmo achando que ia ficar igual a um leão você me deu dicas de cremes e condicionadores? Ou quando eu e os meninos decidimos que iríamos dar uma pausa? Você também estava ao meu lado.

A menina o encarou atenta e ele passou a acariciar seu cabelo castanho e longo.

-O que eu estou tentando dizer é que para mim, o fato de nós conseguirmos sentar aqui e dizer adeus, significa que já ganhamos. E a necessidade de desculpas entre nós

dois, meu amor, não há nenhuma. Pausou e lhe deu um beijo na testa, enquanto se arrumava na cama. - Eu não quero lhe dizer adeus, mas sei que o motivo que te leva de mim é nobre. Você quer ajudar as pessoas, quer usar sua profissão para levar ajuda humanitária, e foi exatamente isso que me encantou naquela estudante de medicina que sonhava em entrar para os Médicos sem Fronteiras e salvar vidas. Eu vou sentir saudades, vou sentir demais…, mas nós tivemos bons momentos, não tivemos? Despedidas são sempre amargas, mas não é o fim, eu verei seu rosto novamente.

-Eu amo você, Haz. Não se esqueça disso.

“Harry Styles

Londres, Reino Unido

18 de novembro de 2016

Querida s/n,

Estamos a tanto tempo sem nos falar que mal sei como começar esta carta. Sinto falta de conversar com você sobre coisas leves, ou fatos engraçados que ocorreram durante o meu dia. Por isso, não vou falar de coisas pesadas, ou lhe perguntar como as coisas vão por aí, porque sei que não vão nada bem.

Ontem, passei o dia inteiro em função da mudança. E ainda tive que sair para celebrar o aniversário de um amigo, mas sabe que quando levantamos o copo para fazer um brinde eu reparei que você não estava ali. Mal notei que eram 17 de novembro. Esse dia costumava nos trazer grande felicidade, se lembra? Íamos até a galeria de arte aonde nos conhecemos e depois no cinema aonde foi nosso primeiro encontro. Programa rotulado como clichê por todos os nossos amigos, mas não nos importávamos.

Hoje, pela manhã decidi que seguiria nosso roteiro mesmo estando sozinho, e fui até a galeria e o cinema. Acabei por assistir um filme mela-cueca que estava em cartaz. Lá pela metade do filme, depois de ignorar os olhares curiosos e tortos que foram direcionados a mim, eu percebi que não tinha ninguém ao meu lado para roubar minhas pipocas ou me repreender por estar tomando refrigerante. Me caiu a ficha também que você não iria jantar comigo naquela cantina italiana ao lado do cinema e nem riria da minha cara quando eu me sujasse de molho.

Mesmo depois de tantos meses eu ainda espero lhe encontrar esparramada no sofá, quando chego do estúdio sexta à noite. As vezes sinto que essa distância pode me matar a qualquer momento.

Por favor, mande-me uma mensagem, um telefonema, um telegrama, uma carta (meu novo endereço segue no envelope), um sinal de fumaça, que seja.

E eu sei que ficaremos bem, Querida. Só feche seus olhos e veja, estarei ao seu lado qualquer hora que estiver precisando de mim.

Eu amo você, S/n.

All the love, H ”

S/n mal notou que a folha grossa da carta estava molhada quando ela terminou de ler. Durante todos aqueles meses ela tinha evitado pensar em Harry, e parecia dar certo até ela chegar em casa e se deparar com as fotos penduradas, ou o suéter cinza jogado em cima da cama. Parecia que tudo a lembrava dele, mesmo em lugar tão remoto, aonde a olhos nus nada a faria lembrar. Mas a bondade das pessoas, o médico alto e de cabelo encaracolado que trabalhava com ela, uma pequena menininha de olhos grandes e verdes que estava internada, qualquer um que escrevesse cartas ou tivesse a voz mais rouca só a faziam pensar em uma única pessoa, Harry Styles. Era inevitável pensar nele, ou desejar estar em seus braços sendo reconfortada, após não conseguir salvar um paciente.

Apesar de todos esses aspectos ruins, ela se sentia mais realizada do que nunca. A cada criança que vencia uma desnutrição, a cada mãe que sobrevivia para ver seu filho nascer, e o amentava pela primeira vez, a cada sorriso e batalha vencida a sensação de estar sendo útil de alguma forma para humanidade, a sensação de estar fazendo a diferença na vida de alguém, amenizavam a saudade que ela sentia de sua antiga vida. A saudade que sentia dos pais, namorado e amigos, porque sabia que estava lhes deixando orgulhosos, e se orgulhando.

Era reconfortante pensar que em meio a todo aquele horror, em meio à guerra, haviam pessoas trabalhando em prol da humanidade. Ajudando, medicando, curando.

A guerra tinha se intensificado com a intervenção da Rússia e França, para lutar contra um grupo terrorista que tomava conta de boa parte do país. S/n seria transferida para uma unidade mais afastada e isso dificultaria ainda mais a comunicação.

“ S/n S/s

Síria, Ásia

16 de janeiro de 2017

Querido Harry,

Peço desculpas pela demora para enviar a carta, mas como você deve saber a guerra se intensificou e eu acabei sendo transferida para uma unidade mais afastada, tornando assim mais difícil para me comunicar.

Haz, o suéter cinza está começando a perder o seu cheiro… E eu ainda não tive coragem para abrir o frasco de perfume, confesso. Eu tenho sentido tanto a sua falta. Na realidade de umas semanas para cá tenho desconfiado de uma insanidade mental, já que tenho fantasiado você aqui comigo e conversado contigo mentalmente. E sabe o pior? Você sempre me responde e me dá conselhos. (Estou considerando aumentar as consultas semanais com a psicóloga assim que voltar para Londres).

Queria te dizer que pretendo voltar para casa, não posso ficar aqui para sempre. Apesar de todo esse horror e saudade, ajudar as pessoas tem me feito bem. Sabe tudo aquilo que sonhei? É ainda mais, Haz. Nunca pensei que o sorriso agradecido de um estranho pudesse significar tanto.

Sinto muito a sua falta, Styles. Mas você vai me encontrar, talvez em lugares em que nunca estivemos e por razões que não entendemos.

Eu amo você, Harry

All the love, s/n”

Londres, 28 de outubro de 2017

-Muitas felicidades, muitos anos de vida!

S/n ouviu o embalo da música tão familiar, cantada pelos amigos e família e sorriu retribuindo o abraço caloroso que recebeu de Harry.

-Eu mal posso acreditar que você está de volta, babe. O rapaz falou selando seus lábios e ela sorriu. Meu deus, parecia que não o beijava ou sentia seus carinhos a séculos.

-Cheguei bem a tempo de passar meu aniversário com vocês! Disse sorrindo e passando os braços por seu pescoço.

- Ei, foi tudo tão corrido hoje à tarde, desde te pegar no aeroporto e trazê-la para cá. Que nem deu tempo de entregar o seu presente. Haz comentou se soltando e a puxando pela mão até um quarto no final do corredor.

Pela decoração e a bagunça, provavelmente era dele. Entrou no closet e trouxe lá de dentro uma caixa azul, Igual à que ele havia entregado no dia em que ela partiu.

A menina sorriu e se sentou na cama para abrir, e retirou de lá um suéter exatamente igual ao que ela levou consigo e uma máquina polaroide.

-Eu estive pensando, o inverno está chegando e você está com meu suéter. Resolvi te dar um igual, para receber o meu de volta. Disse com um sorriso de canto, se sentado ao seu lado na cama. – E a polaroide? Bem, pensei que seria boa para registrar uma nova fase da nossa vida.

A menina riu fraco e passou a unha de leve na nuca do rapaz.

- Eu devolvo o suéter, Styles. Disse rolando os olhos teatralmente e o selou. – E eu vou amar começar uma nova fase da minha vida com você.

- Eu te disse que não era o nosso fim.

Por: Beatriz (ziallpassivos)


Quero agradecer muuuito a linda da Beatriz pelo one shot lindo e perfeito que ela me mandou e dizer que estou aberta para receber mais one shots não só dela, mas de todas vocês que quiserem mandar. Ok? 

Muito obrigada, Beatriz! E parabéns por essa obra! <3 

/jess

Minha cor é cor de cuia
Tenho cabelos encaracolados
O corpo roliço
E não me encaixo
Nos padrões de beleza

Tenho marcas
Em me corpo
Na barriga
Nos seios
E nas pernas

Mas acima de tudo
Sou feliz
E me aceito assim
Com minhas qualidades
E defeitos

Sou mulher
Nen menos
Nem mais

Me aceite assim
Como sou
Ou
Nem se aproxime.

—  Nessa Cross
toda a imensidão de meu ser cabe num pote de margarina (derretida)

Ela gostava de dormir de barriga para cima, embora a ideia de ter pesadelos durante a noite a atormentasse profundamente: sabia que, embora em sua certidão datasse dezoito anos desde seu nascimento, possuía a idade mental de uma criança de quatro. Seu sonho era ter estrelas brilhantes coladas no teto de seu quarto, para que todas as noites, imprescindivelmente, pudesse se encantar com o brilho, embora artificial, das pequenas esferas de calor, de mentira. A ideia de que possuía o universo em seu quarto era uma ideia que a agradava imensamente.

Uma vez, o psicólogo perguntou a ela o quão é possível uma imensidão caber num espaço pequeno. De início, a resposta fora sequestrada, bem diante dos seus olhos redondos, daquele castanho tão escuro que perdia-se em tonalidades expressivamente negras. Na luz da sala, a sua pele atingia tons mais claros, e os lábios tornavam-se pálidos. Era possível uma imensidão caber num espaço pequeno, afinal?

Ao meio do desenho, duas meninas, de mãos dadas, cuja posição indicava especificamente a sua importância a todos os outros elementos. Era de se admirar: toda a composição havia sido feita à aleatoriedade, e não era intenção sua fazer com que a amada ficasse bem ao centro do seu universo particular. Ao redor, os outros elementos não eram apagados, no entanto: havia muito de si nas estrelas artificiais, nos quadrados de linhas duras e firmes e na saudade inegável de pessoas. Havia desconfiança: em seus sóis, em suas nuvens, em seus bonecos e em seu vazio.

Ela possuía um metro e cinquenta e quatro centímetros de altura, e pesava cinquenta e dois quilos. Os seus cabelos eram encaracolados, embora insistisse em alisar os fios, pretendendo em um futuro inalcançável atingir a meta de tal liberdade. Não falava muito em público, ou perto de desconhecidos, mas adorava o som das palavras proferidas por si uma vez próxima das pessoas que eram suas. Uma coisa, no entanto, a acrescentar: mais que o som das palavras, vivia a intenso frenesi em sua mente, jamais silenciada.

Entendeu o que era a imensidão, diante dos extensos desenhos desconexos, essenciais à compreensão de si mesma. Deixou-se dançar a música e tentou calar as vozes em sua cabeça por segundos falhos. Tentava-se fazer pequena, em vão: sua imensidão era impossível de valer-se menor que suas próprias pretensões. Era enorme, mas incrivelmente pequena também.

Lavínia Ramos