c:martha

‘’One night, when they were fifteen, they were both in New York City, and they went out for a  dinner. Plimpton ordered soft-shell crabs. A horrified River abruptly left the restaurant. When Plimpton followed him, she found him walking down Park Avenue, crying.

‘’I love you so much – why?’’ he wept. He was devastated that she was eating animals, but even more, he was deeply wounded that he hadn’t been able to convince her that veganism was the better, more moral path.

‘’I love him for that’’, Plimpton said. ‘’For his dramatic desire that we share every belief, that I be with him all the way.’’

[Excerpt from Last Night At The Viper Room by Gavin Edwards].

Não dê tanta importância à melhor roupa para vestir, à melhor frase para o primeiro encontro, às calorias que deve queimar, à melhor resposta para quem lhe ofendeu, às perguntas que precisa fazer para se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Deixe-se em paz.
—  Martha Medeiros.
Hoje é o momento ideal pra falar de sacanagem. Mas nada de ménage à trois, sexo selvagem e práticas perversas, sinto muito. Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente. Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”, duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, nem contaram que ninguém vai contar. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz se apaixonar por alguém.
—  Martha Medeiros.
Pare de pensar. É o melhor conselho que um amigo pode dar a outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha ‘sou rebelde porque o mundo quis assim’. Sem essa. O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde. Salve-se dos seus traumas de infância.
—  Martha Medeiros.
  • Me: pff what I'm not even like that into doctor who
  • Also me: scrolling through pictures from doctor who on phone with doctor who case, wearing doctor who shirt and skirt, laying underneath doctor who poster which is beside a doctor who shrine all while listening to the doctor who theme song.
  • Me:
  • Me: I mean, I don't even know the main characters name...