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Odeio quando você some e quando para de responder minhas mensagens. Odeio mais ainda quando reclama por eu ter reclamado da demora. Que isso? Ta pensando o que? Só pra você saber… Eu fico com saudades, entendeu?
—  Cara, da pra rebobinar?
Esbarrei com alguém legal, mas ao mesmo tempo chata. É que ela reclama demais, e esse é o pior defeito dela. Quer dizer, um dos piores. Porque além de reclamar, ela briga, xinga, fica de mal… E o que mais me irrita, é que tudo isso me fez gostar dela.
—  Cara, da pra rebobinar?
Quebro a cabeça pra falar sobre você. Tu é daquele tipo de pessoa que não da pra descrever em algumas palavrinhas e pronto. É difícil, tem que raciocinar, pensar, refletir, tem muitas etapas, e acredito que nunca vou chegar a uma conclusão. Porque tu é uma caixinha de surpresas, cada dia descubro algo novo, cada dia tu se revela mais um pouco. Confesso que fico impressionado com esse teu jeito que conquista qualquer um. Tanto teu modo de falar, como de pensar. Até as implicâncias, as briguinhas, as meia crises de ciúmes, é tudo intenso demais. Você é intensa demais. E tudo o que é intenso, de alguma forma, me fascina, me prende, me enlouquece.
—  Cara, da pra rebobinar?
Te liguei sábado de madrugada, e tu me atendeu. Eu nem sabia o que falar, porque eu tava bêbado. Confesso que pensei que tu ia falar umas poucas e boas pra mim, e desligar na minha cara. Alguma coisa do tipo “você ta mamado cara, vai dormir”. Mas não, tu ficou ali comigo, ouvindo meu papo besta e eu só conseguia ouvir tua risada, e ainda ouço, porque ela não sai da minha cabeça.
—  Cara, da pra rebobinar?