bonecas de pano

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Não olhe para mim como uma mulher sensual, que ri e se diverte bebendo champanhe.
Não olhe para mim como uma mulher de muitos homens, que favorece seus caprichos e esconde sua verdadeira intenção.
Não olhe para mim como uma cúmplice de seus desequilíbrios e testemunha de sua ignorância quando atentas contra a Lei Maior.
Não olhe para mim pensando que eu venho pular de alegria com o seu ego, quando eu venho é para trabalhar.
Não olhe para mim à procura de pretextos para atrair alguém que lhe interessa, não estou para brincadeiras sexuais travestidas de minha suposta sensualidade .
Não olha para mim como uma mulher de palavras ruins, quando sua boca é dominada por emoções que não sabes enfrentar.
Não me veja como um espírito feminino que gosta de se vestir de mil cores, porque eu não me importo com aparências, sou o que sou.
Não confunda o seu entusiasmo em querer chamar a atenção com a minha personalidade.
Não olhe para mim com cara de fome, oferecendo sacrifícios de animais em troca de favores efêmeros e infantis. Não bebo sangue, o animal não me interessa, não sou das trevas, sou da luz trabalhando para Deus na escuridão…
Não olhe para mim pensando que sua loucura e descontrole ao incorporar são a minha suposta manifestação. Aprenda que é você o responsável por manter suas emoções ocultas no dia-a-dia.
Não olhe para mim supondo que eu vim para mostrar minha beleza. Eu não sou uma boneca de pano que você pode vestir como quiser.
Eu vim para trabalhar, não para competir contra estupidez.
Não olhe para mim como um produto que você vende para os iludidos, procurando tirar dinheiro de seus caprichos, desespero e desequilíbrios.
Eu sou um instrumento Divino, que não tem valor monetário. Faço caridade, não negócios.
Não olhe para mim como uma ex-prostituta, ou uma mulher de má fé. Sou um ser que trabalha nas trevas, a favor de Deus, pois assim ele desejou, não pelo que eu fui.
Não olhe para uma Pombagira supodo ser uma mulher de Exu, e que tem um filho que se chama Exu Mirim. Somos mistérios separados trabalhando pelo bem da humanidade.
Não olhe para uma Pombagira como um espírito que depende de sangue, de bebida, anéis, braceletes, vestidos, maquiagem, perfume, sapatos, etc, etc…
Não sou marionete de teu ego, nem da tua mediocridade. Não vim para adornar seu corpo como se você fosse um manequim. Estou aqui para demonstrar a simplicidade e determinação do Criador em suas ações.
Não olhe para uma Pombagira como uma degustação de milagres baratos que se pagam com lágrimas e gritos de animais sangrado entre falsos centros e falsos espíritos…
O melhor milagre é que despertes do sonho do carnaval profano que chamam de gira ou sessão, e se volte para a realidade onde a Lei Maior e a Justiça Divina trabalham a favor da humanidade.
Pombagira é um instrumento de Deus, um mistério que executa as ações da Justiça Divina.
Pombagira não é o escândalo que se veem nas manifestações de alguns médiuns ególatras mergulhados na ilusão.
Pombagira vai além da aparência. Estende-se à vontade do ser humano, à vontade do Criador, no estimulo da evolução, da expansão de consciência, da maturidade mental e emocional…
Pombagira transita pelas trevas lutando contra seres que perturbam a Luz.
Pombagira merece respeito, por isso venho hoje passar essa mensagem. Para que pares, reflitas e olhe ao seu redor e pergunte:
O que você faz com a sua Fé? Um circo de ignorância ou uma demonstração de respeito pela religião?

Eu era semelhante a uma boneca de pano, esquecida. Minhas roupas eram sujas, e haviam alguns rasgos. Empoeirada, mantive-me jogada tanto tempo nas prateleiras da vida, que achava ser a solidão, minha única amiga. Quando olho para trás, vejo um baile no qual, ninguém me tirava para dançar. Ninguém se importava, e, quando me viam, na verdade, não viam nada. Mas, Você, foi o único que puxou uma cadeira, para sentar-se ao meu lado, não se importando com os remendos que o passado me causou. Quando olhei nos Seus olhos, Jesus, vi o mais bonito amor. Percebi que Você sempre me olhou. Que nunca me deixou. Você me tirou para dançar. Suas mãos, tocaram as minhas, e percebi que Você tinha meu nome escrito nelas. Perdi o medo, e fui. Meio desajeitada, mas, Você me conduziu. Não sou mais uma boneca esquecida, pois, todos os dias Você sorri para mim. Você me notou, e agora eu sou sua, Jesus.
—  Bruna Miguel, versando com Flávia Ferreira.
que nem o sol

falar que temos uma amizade para o mundo é tão estranho quanto te questionar sobre isso. somos amigos? sei lá, só sei que sinto falta dos momentos bons que tive contigo, e me sinto muito mal quando a distância nos separa e você nem procura saber da minha existência. eu não sou uma boneca de pano empoeirada que você às vezes se lembra e tira da gaveta pra brincar. amizade não é isso. mas com você, amizade é que nem o sol: gosta de sentir o calor, ciente da sua presença, mas não questiona a ausência quando a noite chega. afinal, o sol vai estar lá no dia seguinte… mas eu não sou o sol, cara.

Boneca de Pano

Jogada de um lado pro outro; vestida para os olhos críticos julgarem, treinada para dizer apenas o que os outros querem ouvir.
Ela é daquelas que chega na mesinha do bar e fica horas sentada, não notada e sem poder reclamar. Daquelas que quando fala alguma coisa, ninguém para pra escutar.
Ela só queria ser igual as outras pessoas que ao chegar em um lugar, seus amigos vem cumprimentar, elogiar, puxar uma conversa gostosa que você nem vê a hora passar. Sabe? Aquelas agradáveis, que é só chegar e parece que o mundo faz o resto por elas.
Mas ela não pode. Não se deve desejar aquilo que não tem, deve-se conformar com aquilo que possui.
Ela nasceu pra enfeitar, parar em um lugar e ficar. Bonecas de pano não podem opinar, são feitas para obedecer sem questionar.
Quieta e vazia ela existe, andando pelas ruas como uma bomba relógio, pronta para estourar.

Tulipa

Gostaria que os sentimentos não fossem tão complicado que, quando começasse a amar alguém fosse simples e não precisasse doer nas pessoas, que não precisasse doar um coração frágil para outra pessoa poder cuidar como se cuidasse de uma boneca de pano. Sentimento é uma vida expressa, é um coração, é um filho que se deve cuidar com amor e carinho e não dar pedradas.
—  Thiago Guedes
Sou um tanto antiga, não tem jeito.
Por aí alguém disse “você gosta de coisas de velha”.
Gosto do vapor que o  café solta,  cheirinho que cobre.
Gosto de chá e jogar conversa fora.
Gosto de ler, sonhar com esses romances até fechar os olhos.
Gosto do natural, flores e sol que aquece.
Tenho  cactos, margarida e um cachorro arteiro. 
Antes de dormir costumo pentear meus cabelos e usar perfume de camomila.
Quando caminho sozinha pela noite, meus pensamentos parecem bordar os desenhos da lua.
Gosto de bonecas de pano, meias coloridas e canecas enfeitadas.
Sei tricotar, versos podem tirar arrepios do meu corpo e espero morar no colo de um bom poeta.
É, talvez eu só goste de coisinhas fora de moda.
—  Floratizando

Sou criança afinal…
Espero todos os dias que você apareça e me traga um doce - não qualquer doce, o meu favorito - e com isso me arranque um sorriso.
Sou criança porque te espero chegar e te convido a brincar comigo, te conto do mundo que criei com meus brinquedos feliz em te explicar tudo que você entende contrariar a lógica.
Sou criança quando percebo que sobrou apenas a velha boneca de pano, feita pela vovó, e ela me enche de riso - a exibo enquanto posso jurar que me olhando ao longe dá pra ver o brilho nos meus olhos.
Sou criança quando você some e não sei explicar a saudade.
Talvez seja um pouco crescida quando te vejo ao longe e receio contar minhas histórias e estórias.
Devo crescer um pouco mais quando tenho medo de dizer “olá” e fico onde estou.
De certo sou criança, continuo não explicando a saudade. 

Eu nunca fui suficiente, seja pra ser o amor da vida de alguém ou pra fazer uma prova. Eu me embolo no meu próprio meio de campo, tenho o gol vazio e a bola aos meus pés, mas por alguma força do destino eu erro - por pouco ou por muito. Esse é o problema meu bem, eu sempre erro. Não tem ninguém do outro lado da ponte - eu sei, juro, eu sei - mas mesmo assim eu tenho medo de atravessa-la. Desculpa se eu quero jogar aquela minha boneca de pano fora, mas é que eu não sei jogar fora coisas - pessoas também - que já me fizeram felizes, mesmo que agora elas não me sirvam para mais nada. Desapega. Como eu odeio essa palavra. Por quê ela existe mesmo? Ta bom, eu admito eu só não gosto porque não sei fazer ela funcionar. Se alguém entrar na minha vida eu quero que fique pra sempre, sem previsão pra voltar - só pra ficar. Eu sou uma ilha no meio do nada. Você só pode vim me visitar sem passagens de volta.
—  reluando
Passei grande parte da minha vida, tentando fazer com que as pessoas ficassem… pra que se sentissem bem, se sentissem queridas. Mesmo que muitas vezes eu não me sentia assim…
Até perceber que quem tivesse que partir iria, não importa o que eu fizesse.
Quem tem que ficar, fica! Pra te dar asas, não pra ser gaiola e te impedir de voar.
—  Um coração para a boneca de pano,