bombara

Sabe, nunca fui fã de filmes ou séries de amor, músicas melosas ou qualquer coisa relacionada sobre. Afinal, clichê não é o meu forte - e de fato não é. Você se lembra de quando vivíamos um laço de carinho? Ah meu bem, como era bom estar ao teu lado te acariciando, te vendo sorrir, estar te beijando ou estar cantando para você - embora eu já tenha dito que não sou um bom cantor.
Moça, tu fizestes parte de mim, ganhastes um lugar em meu coração aceitando-me mesmo sendo eu um caos em pessoa, uma bombara relógio prestes a explodi. Mas você é calmaria, amor. Arrumou a bagunça que havia em mim e decidiu ficar mesmo diante as minhas imperfeições, mas te deixei partir e agora sei que foi uma, senão uma das piores decisões que já tomei. Tínhamos de tudo para deixar de sermos singular para virarmos plural, de subtração para adição, para ser só eu e você. Mas agora, sou um texto que deu errado, uma equação onde a única incógnita sou eu, uma pergunta sem resposta, um labirinto sem saída.
Agora sei que devo correr atrás do erro que cometi, embora eu acredite que não tenha mais volta - não depois do que fiz. O arrependimento tem sido meu amigo depois que te deixei partir e por não ter pensado mais sobre nós e agir por impulso ao afirmar que não poderíamos voltar a sermos dois.
Quero voltar a ser um texto corrigido, responder aquela pergunta e encontrar a única saída do labirinto que está em teus braços. Meu bem, volta para que juntos possamos resolver aquela equação onde a incógnita “X” tenha seu resultado igual a dois. Nós dois.
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Poetologia, À moça que me fez bem.