bom encontro

Não sei se deveria realmente estar escrevendo, pois é a prova concreta do faltou para que tudo acontecesse. Mais uma, uma outra prova que se juntará a tantas outras, tantas oportunidades perdidas, que atormentam, que afligem e porquê? Sim, pela minha falta de coragem. É triste pensar que por maior que seja a vontade de que tudo ocorresse como sempre imaginei, temos um empecilho, logo ela, tão presente, quanto temor! Tenho medo de que isso possa estragar o que temos de mais bonito, a história que venho moldando de nós dois há tanto tempo, tudo acontece tão perfeitamente, penso que todos os planetas se alinhariam para contemplar tamanha felicidade. As vezes me pego refletindo, em algum universo, talvez um planeta invertido, esse texto não será escrito, porque tudo que deveria estar acontecendo aqui, estamos vivendo lá, agora. Me pego preso em detalhes e suposições, uso disso como artimanha para me livrar da culpa, minha culpa, pela tão temida falta de coragem. A covardia tomou-me como sua cúmplice, o medo me agarrou com toda voracidade, estou trancafiado nas expectativas que criei de nós e isso é tão bom. Aqui onde me encontro tudo acontece em perfeita sintonia, nada pode nos atrapalhar, nada irá ocorrer, será nós dois. Apenas nós dois, como deveria ser nesse planeta.
—  Um cara feliz em outro planeta. 


Tirei uma foto da criatura que passava por entre as folhas da pequena árvore. Era diferente de qualquer inseto que eu já havia visto e, sinceramente, acho que já havia visto de tudo.

Como estudante de biologia eu deveria pesquisar animais, tirar fotos e catalogá-los para um trabalho da faculdade. Mas não era uma tarefa fácil, apesar dos insetos se encontrarem aos montes, eu deveria achar espécies raras. 

Minha vida não estava tão fácil quanto eu gostaria.

Estava quente, meu celular estava no conserto, eu havia acabado de brigar com os meus pais, era um fracasso em relacionamentos e meu emprego estava por um fio. 

Já estava pedindo que um asteroide caísse sobre a minha cabeça quando vi algo brilhante mais à frente. Eu tinha duas opções: ir checar ou dar meia volta. E a mais sensata, obviamente era a segunda, mas eu não sou conhecida por ser racional então segui em frente.

O caminho era difícil e ao entrar em uma caverna, podia sentir as paredes se fechando a minha volta. Para conseguir andar, tive de largar a câmera e liguei a lanterna para ajudar na minha visão.

Eu conseguia sentir a falta de ar me agarrando pelo pescoço e o desespero tomar conta do meu corpo por conta da claustrofobia mas a curiosidade ainda era maior. E como eu odiava essa teimosia interna. Eu praticamente travava uma batalha contra mim mesma, tentando me convencer de que aquilo valia a pena, e que morrer sufocada dentro de uma caverna pequena e no meio do nada não era uma opção.

Quando o brilho à minha frente estava maior e enxergar era quase impossível, deduzi que havia chegado ao destino. Era um… o que diabos era aquilo?

Procurei por algo ao meu redor e alcancei um galho de árvore, lançando-o para a luz, e ele desapareceu. Meus olhos se arregalaram e quis voltar para onde eu podia respirar, mas minha consciência, ou parte dela, me fez ir em direção da tal luz. E eu a atravessei.

Nenhuma sensação ruim, nenhuma queda ou teletransporte. Eu estava em outro lugar, mas era como atravessar uma porta.

Então aquilo deveria ser um portal.

— Uma intrusa!

Não tive tempo nem para me situar, quando fui agarrada pelos braços e arrastada para trás. Dois homens gigantes, armados com espadas brilhantes e escudos dourados, me levavam para não sei onde. Ainda assim a ficha de que eu havia acabado de atravessar um portal não tinha caído. Eu só poderia estar sonhando.

Tentei me debater mas foi completamente em vão, quando fui jogada bruscamente dentro de uma cela escura e o portão foi trancado.

Eu já poderia ficar desesperada?

— Achamos esta humana perambulando por Bifrost, meu senhor. Heimdall disse não tê-la visto entrar — um dos homens gigantes, que mais parecia um guerreiro, se ajoelhou perante um senhor de tapa-olho e grande barba branca. Ele não estava com uma cara boa, mas eu não podia deixar de ficar quieta. 

— Onde eu estou? — falei. —  Que lugar é esse?

— Quieta, espiã — o senhor disse, fazendo com que eu ficasse mais confusa do que já estava. Queria eu ser uma espiã.

Uma mulher de longos cabelos escuros adentrou o local, imponente e também vestindo uma armadura, empunhando espada e escudo. Ela me olhou de soslaio.

— Acharam ela? Acham que pode ser uma espiã infiltrada? — ela disse, mas não conseguia achar qualquer desconfiança em seu rosto. Ela não parecia acreditar que eu apresentava ameaça. — Ela não parece ser um perigo.

— E como explica a chegada dela em Asgard sem que Heimdall a visse? — o senhor falou mais alto, e a mulher se encolheu.

— Não faço ideia, pai de todos — ela fez uma reverência, mas foi interrompida por um grande homem que havia chegado rapidamente. Eu me lembrava de seu rosto. Há muito tempo, em Nova York, ele e os Vingadores haviam me salvado de um ataque alienígena.

Os três conversavam tão baixo que eu ao menos ouvia os cochichos. Então mais alguém apareceu. Um homem de longos cabelos pretos e olhos tão verdes quanto uma esmeralda. Ele depositou seu olhar sobre mim e pareceu surpreso, mas logo se virou de costas, passando a discutir junto aos três.

Chamar por eles era inútil, eles apenas me ignoravam.

— Me soltem! — gritei a plenos pulmões, fervendo de raiva. Sentia que, a qualquer momento derrubaria aquela grade que me prendia à cela, mas a ideia era ridícula. — Eu nem sou de Asgard. Eu sou humana!

E eu ao menos sabia o que estava acontecendo.

— Boa tentativa, forasteira, mas vai ficar presa até que possamos descobrir quem você é — o homem alto, loiro e super idiota disse, com um sorriso, piscando para mim. Ele piscou para mim? Quem ele pensa que é?

— Me escutem — pedi, tentando ao máximo me acalmar. — Eu sou humana, estava fazendo uma pesquisa e acabei entrando em uma caverna. Eu atravessei uma coisa brilhante e vim parar aqui. Essa é toda a história. Por favor, me libertem!

O loiro, conhecido no meu mundo como Thor, o Vingador, riu como se eu houvesse dito algo engraçado. Ele parecia não prestar atenção no que eu estava falando, e sim em algo que acabou de lembrar. Loki apenas me observava com atenção, e talvez… curiosidade?

Odin foi o primeiro a se retirar, durante todo o tempo me olhou como se eu pudesse matá-lo a qualquer momento, era um misto de desconfiança e ódio. 

A mulher parecia preocupada, repetia diversas vezes que eu não deveria ser perigosa, mas Thor não deu ouvidos.

E Loki… Loki apenas olhava de soslaio para os outros, e repousava várias vezes o olhar sobre mim, sorrindo sempre que eu respondia mal ao irmão dele.

Logo Thor e Sif se foram, me deixando sozinha com o moreno, que agora se permitia abrir um sorriso. E que sorriso. Eu estranhamente perdia o fôlego ao vê-lo sorrir.

— Sabe — ele finalmente falou, mostrando uma voz aveludada e sedutora. — eu acredito em você, doce humana.

— Sério? — perguntei cheia de sarcasmo.

— Sim — ele riu, mostrando os dentes brancos. — Sif tem razão, não acho que possa fazer mal à uma mosca.

Aquilo, apesar de ser verdade, me irritou profundamente. Tinha a ver com o jeito como ele falou. Ele com certeza era arrogante, estava estampado em sua face. Felizmente, não era tanto quanto seu irmão, o que me deixava um pouco mais relaxada em estar trancada com ele.

— Estou me lembrando de você — falei, com as memórias do incidente dos alienígenas de 2012 voltando à minha mente. — Você foi o maluco que destruiu Nova York, não foi?

— Sim — ele sorriu, escondendo as mãos atrás do corpo.

— Eu estava dentro de um restaurante quando um daqueles monstros explodiu a porta para que nenhum de nós saíssemos — comentei, sabendo que ele não teria o mínimo remorso. Eu não me importava. — Se não fosse o Capitão América, eu poderia estar morta.
Loki revirou os olhos.

— Se eu soubesse que estava lá, não teria te deixado morrer — ele falou, andando até a grande porta.

— Ei, espera — corri até as grades da cela, segurando-as como se pudesse parti-las ao meio. Não conseguia passar dali. — Eu não quero ficar sozinha aqui.

Então ele abriu um sorriso satisfeito, acho que o mais bonito que eu já vi. 

Como um homem terrível como ele conseguia ser tão agradável? Talvez não fosse assim tão terrível. Eu não sabia. Apenas queria conversar mais, ficar ao lado dele, contanto que pudesse ouvi-lo, não fazia questão de sair daquela cela.

Eu deveria estar fora de mim, talvez ele tenha me enfeitiçado, mas eu não ligava.

— Acredita em amor à primeira vista, senhorita…?

— S/N.

— Claro — ele riu do meu nome. — Acredita em amor a primeira vista, S/N?

— Costumo não acreditar — disse, me sentando no chão, apoiada na parede suja daquela cela. Ele fez o mesmo, sentado próximo a grade da cela. 

— Eu também, até agora.

Se eu estivesse bebendo algo, tenho certeza de que cuspiria tudo, surpresa.

— Como é?

— Eu tenho uma boa reputação aqui, apesar de tudo — ele mudou de assunto. — Fui perdoado pelos meus crimes e, tenho certeza de que se convencer meu pai, consigo libertá-la e levá-la para Midgard.

Uma luz se acendeu dentro de mim com a esperança de poder voltar para casa, mas logo se apagou ao perceber que ele poderia querer algo em troca.

— Por que está fazendo isso? — indaguei, vendo seu rosto se iluminar. — O que quer em troca? Não posso dar nada.

Ele sorriu.

— Primeiro: posso estar fazendo isso por querer ser uma pessoa melhor — ele disse, jogando uma mecha dos cabelos pretos para trás da orelha. — E segundo: em troca não quero nada difícil de conseguir, mas é algo muito valioso.

— Que seria…?

— Um beijo — ele sorriu sem mostrar os dentes. E a essa altura, eu estava tão fora de mim que poderia aceitar, mas também poderia recusar e continuar presa. E se eu fizesse isso, eventualmente poderia ser executada por, supostamente, tentar me infiltrar em Asgard. E eu não queria aquilo.

— V-Você está falando sério? — gaguejei, e ele riu adoravelmente.

— Sim. É tão difícil de acreditar que Loki, o sanguinário e arrogante, poderia estar atraído por uma humana?

Fiquei em silêncio.

— Sinceramente estou com muita saudade de ver algo acontecendo por aqui em Asgard, está tudo tão monótono — ele se levantou rapidamente. — E provavelmente você será julgada como uma espiã de algum reino inimigo, será morta da maneira que meu pai achar melhor. E devo admitir que as maneiras dele são um tanto perturbadoras.

Engoli em seco.

— Mas eu sou inocente.

— Meu irmão não acha isso — ele argumentou. — Qual é o pior jeito de morrer, para você? Enforcamento ou decapitação?

— Para com isso — pedi enojada, e ele riu.

— Estou apenas te assustando, você fica adorável quando está com medo. Provavelmente não acontecerá mais do que prisão perpétua. — prisão perpétua? — Se quiser sair daí, sabe o que fazer. 

(…)

Abri os olhos com certa preguiça, o chão gelado não era em de longe confortável, mas o silêncio me permitiu cochilar um pouco. Com a porta sendo aberta, saltei rapidamente, ficando de pé apenas para ver que Loki entrava naquela prisão repulsiva, acompanhado de Thor.

Me pergunto se quando Loki foi preso, ficou na mesma situação que eu me encontro.

— Bom dia, S/N — Thor disse irritantemente amistoso. — Está pronta para voltar à Midgard?

Alternei os olhares entre o loiro e o moreno, confusa.

— O que você…

— Consegui provar que você é inocente e não está planejando um ataque contra o nosso reino — Loki revirou os olhos. — É uma política um tanto antiquada achar que sempre, todos querem destruir Asgard.

— É irônico quando você fala isso, irmão — Thor riu, batendo levemente no ombro do deus. — Muito bem, humana, pode sair. Loki a levará para a Terra por um portal mágico.

Minha garganta travou, e eu não conseguia dizer nada. Olhei para Loki, que mantinha um olhar vazio, direcionado ao chão. Ele parecia insatisfeito com a decisão. E parte de mim também. Eu gostaria de ficar mais e ouvir o moreno falar, era algo do qual eu estava começando a gostar. Mas a outra parte queria ir para casa, rever os amigos e voltar para o trabalho ridículo e mal remunerado. 

Observei a cela ser aberta e fui em direção à Loki, que me lançou um pequeno e quase imperceptível sorriso, e o segui enquanto ele andava apressadamente.   

Aproveitei para observar o quanto Asgard era bonita, e pensei no quanto eu era insatisfeita na Terra. Gostaria de ser Asgardiana para viver livremente nesse lugar lindo. O sol brilhava e iluminava a pele pálida de Loki, deixando-o mais bonito. Ao perceber que eu o olhava, ele sorriu.

Continuamos andando até chegar em uma ponte de arco íris, que eu, sinceramente adoraria andar sobre. Me sentiria como uma criança em um parque de diversões. 

Mas Loki parou logo, movendo as mãos e um novo portal se formou à nossa frente. 

— Eu a libertei — ele disse sem qualquer humor. — Ainda me deve um beijo.

Apesar de tudo, eu ainda me surpreendi.

— Obrigada — eu sorri.

— Será que vamos nos ver novamente, doce humana?

— Eu espero que sim — falei, finalmente o encarando. Ele me olhava profundamente, esperando uma resposta satisfatória. — Contanto que não destrua Nova York.

Ele riu.

— Se é isso que deseja, então não o farei.

Assenti, alternando o olhar entre o portal e Loki, que ainda ansioso, esperava que eu fizesse algo.

Me aproximei rapidamente, puxando-o para perto e colando nossos lábios. Senti seu beijo, aproveitando-o ao máximo. Era diferente de tudo o que eu já havia provado. Era bom. Eu não queria parar jamais, mas a falta de ar me fez nos afastar.

O observei de olhos fechados, ele parecia tão vulnerável, tão entregue as emoções. Ele não era um monstro.

— Adeus, S/N — ele disse, ainda segurando a minha mão. Me afastei lentamente.

Senti nossas mãos se soltarem, e entrei no portal. O vi desaparecer e a luz dificultou a minha visão. Eu estava de volta à Terra.

— Adeus, Loki.

Blackpink Reaction: Ao você dizer que tem um encontro ( elas não se declararam ainda )

Jisoo:

Quando ela recebesse a sua mensagem de que você teria um encontro a primeira coisa que ela faria seria sentir raiva e ciúmes, mas apesar de tudo você era a melhor amiga dela e ela sempre te apoiava em tudo o que você fazia.

Ela iria te pedir nome, idade, CPF, número de telefone, etc, apenas para ter certeza de que a pessoa com quem você iria sair era confiável. E apesar de ela falar que fica feliz de você ir se encontrar com alguém ela fica torcendo para este encontro ir mal e se você falasse que foi tudo muito bom ela iria pensar o pior

“E se esse encontro for bom e ela se apaixonar por ele/ela?” Ela gosta muito de você desde muito tempo mas nunca teve coragem de se declarar “Aish S/n por favor não se apaixone por ele/ela”

Jennie:

Ela ficaria brava com você, e claro que você não entenderia o porque de toda aquela raiva e ciúme. Depois de um tempo de briga ambas já estariam gritando no meio da sala de prática e as outras membros ficariam olhando perplexas pois nenhuma delas tinha visto a Jennie tão brava.

No meio da briga e Jennie deixaria escapar que gosta de você, e você ficaria surpresa, apesar de você sentir o mesmo, você não podia simplesmente deixar a pessoa plantada no local do encontro e então acabaria indo de todo jeito.

“Jennie mais tarde a gente continua conversando” Você iria embora e Jennie ficaria lá envergonhada sobre a declaração tão do nada

“Eu não acredito que disse isso pra ela”

Rosé:

Ela de primeira não gostaria da ideia de te ver saindo com outra pessoa sem ser ela, mas ela entenderia que é a sua vida e que não tem como você adivinhar que ela é apaixonada por você.

Mesmo triste ela forçaria um sorriso para você se sentir melhor e te deixaria ir, mas no fundo ela estaria mal com tudo aquilo.

“Pode ir S/n se divirta”

“Rosie, tá tudo bem mesmo?”

“Sim, pode ir”

Lisa:

Assim como Jisoo ela te faria perguntas sobre a pessoa com quem você iria sair, e também não gostaria muito de te ver tão animada pra esse tal encontro.

Você a disse que uma amiga havia lhes apresentado um ao outro, e isso só a deixava mais desconfiada.

Quando você chegasse do encontro a primeira coisa que ela iria fazer seria perguntar se teve beijo, e ao ouvir um não sair da sua boca ela ficou mais leve.

“Ufa, ainda bem que tu não beijou ele/ela”

“Porque Lalisa?”

“Porque aí sobra mais pra outras bocas, a minha por exemplo”

“LISA!”

“Brincadeira”

Se seu celular estragar certamente você iria concertar, se seu computador estragar certamente faria o mesmo, simples assim, mais quando se estraga um amor, nada é tão simples como parece. Então, antes de magoar alguém, pense se fosse você no lugar, pense que as madrugadas foram feitas para amar e não para chorar. Antes de falar bobagem, respire fundo, não sai maltratando, um caráter muitas vezes é definido na raiva, então se for para amar alguém, que ame de verdade, que cuide com carinho a cada dia, dê “bom dia” no primeiro encontro de manhã e uma “boa noite” na hora de partir, se for se encontrar naquela praça a tarde, deixa o celular em casa, o amor é movido a conexão de dois corpos, buscando o mesmo equilíbrio, e não pela tela do seu celular. Se for para amar, que ame direito, com esquerda, para cima ou para baixo, mais ame com a mais sincera certeza que vai fazer a outra pessoa feliz.
—  Carlos Antônio. 

One Shot Harry

A típica nerd da escola, huh?! Bufei, virando a página do livro de filosofia, e vi Harry se aproximar. Mas espera, Harry Styles na biblioteca?

- (S/n), posso falar com você por um minuto? - Virei a página do livro novamente, irritada, sem conseguir me concentrar. Fechei o livro, e me levantei, guardando-o na mochila.

- O que você quer? - Perguntei colocando a mochila sobre as costas, e ajeitando a minha saia que estava amarrotada.

- Quero que, você venha ao baile comigo. Sei que eu fui mau com você durante o último ano, mas eu quero recompensar. Me desculpe. Eu sei que abandonei você, que você me ajudou muito, por favor … - As mãos de Harry foram diretamente para os cachos dele, puxando-os para trás.

- Tá bom Harry. Eu te encontro lá. - Fui para casa. Eu já tinha comprado o vestido para o baile, mas eu imaginei que iria sozinha. Amanhã. Sábado a noite.

~Sábado, no final da tarde~

- Filha, você está linda! - Minha mãe me olhou surpresa.

- Bem, obrigada. - Corei, e mordi o lábio inferior. 

- Já está tudo certo? Podemos ir? - Meu pai apareceu na sala, e eu fiz careta.

- Pai, por favor, não me leve a mal. Eu quero ir sozinha. Confie em mim, pode me emprestar seu carro? - Pedi com medo da resposta, e ele me abraçou de lado, me entregando as chaves.

- Tome conta dele amor. - Me deu um beijo na testa e eu fui para o carro aos pulinhos, ouvindo gargalhadas dos meus pais.

Depois de exato trinta minutos dentro do carro, finalmente cheguei no local desejado. Desci do veículo, e encontrei Harry parado na frente da porta, me olhando com um sorriso no rosto.

- Hei. - Murmurou me abraçando de lado, e eu me soltei.

- Não é porque eu concordei, que eu quero que você toque em mim Harry. - Ele deu ombros e entramos no salão. Me encostei perto de uma das mesas que servia uma bebida vermelha, e Harry ficou na minha frente, me encarando.

- Você quer dançar? - Perguntou e eu neguei com a cabeça. - E que tal um banho de ponche? - Eu o encarei confusa.

- Como? - Ele sorriu e virou o rosto, acenando a cabeça. Saiu da minha frente, e as duas líderes de torcida derrubaram um suco avermelhado em meu vestido.

- Ops! - As duas riram, e eu suspirei baixo.

- Acha mesmo que eu iria querer vir ao baile com você? Sua nerd estúpida! Você me foi útil, realmente. Mas, sabe quanto tempo eu tive que escovar os dentes para tirar os vestígios da sua saliva? - Fechei os olhos, e senti meu corpo queimar.

- Quer saber? Você tem toda razão. - Ele me olhou surpreso e eu sorri. - Acha mesmo que eu vou deixar você me humilhar de novo? Harry, você é um nada, você sem mim é um nada. Eu te dei notas boas para você passar de ano, porque dentro dessa cabeça miúda aí, não existe nada! Você perdeu a pessoa que mais se importava com você, no último dia do ano, no último dia que vamos nos ver. E quer saber? Eu estou feliz, muito feliz, eu estou com nojo de olhar você. No dia que você perceber o quão eu sou importante, você vai vir atrás de mim, e sabe o que eu vou dizer? Tarde demais! - Olhei para o meu vestido molhado, e fui até o carro do meu pai, dirigindo de volta para casa.

- Filha? Chegou ced .. Oh meu Deus, o que aconteceu? - Solucei, e abracei minha mãe.

- O Harry, ele não mudou, eu sabia mãe, eu sabia! - Ela suspirou e me apertou contra o corpo dela.

- Aquele idiota não te merece, vá lá para cima, tome um banho, e vá dormir, sim? - Assenti com a cabeça e fui para o quarto, retirei o vestido, tomei um banho rápido e coloquei meu pijama. Tirei a maquiagem, escovei os dentes e me dentei na cama, abraçando meu travesseiro. Ele ia se dar conta do que perdeu.

Mas é que a gente é bom assim, nesses encontros casuais, sem obrigações de ligar no dia seguinte, sem cobranças desnecessárias. A gente tem uma conexão forte, quando estamos juntos é como se o mundo lá fora não importasse, eu até gosto de perder meu tempo contigo. Mas é só isso, depois a gente finge que se esqueceu e volta pra mesma rotina. Eu gosto de quando você aparece sem avisar e diz que do meu lado só consegue sorrir, teu sorriso me fez até esquecer o quanto você é problema pra mim. É uma guerra constante dentro de mim, quando você me olha assim e beija minha testa, eu quase acredito que você presta. Não somos de se apegar, você nunca prestou a ironia é que eu também não, somos bons juntos, mas ainda melhores sozinhos. Somos do mundo moreno, não fomos feitos pra durar, não suportamos a mesmice, quebramos as regras, nunca tivemos limite. Eu sou atraída pelo errado porque talvez eu seja errada também. Nosso caso é livre, eu sei que cê gosta, não precisa dar nome não, pra algo que não tem explicação. A gente se encontra quando a vontade bater, sem compromisso, deixa rolar o acaso sempre dá um jeito de te por no meu caminho.
—  Thaís Lopes, navegou.
Têm pessoas que estão longe de ser um casal, mas que se amam tanto quanto aqueles que estão juntos, e, aqueles que se pertencem sem saber, que cada encontro é como o primeiro e quando os olhos se cruzam é como se nada de ruim existisse, onde ficam ali tentando impressionar e é isso que torna tudo tão mágico e puro, por que conhecem o pior do outro, cada defeito e erro, e mesmo assim ficam perplexos e admirados com o lado bom. E cada encontro é carregado pela certeza de que se amam (…) se amam a primeira vista.
—  Camila Cardoso.
O amor conspira por quem pode ser a resposta da oração de alguém. Quando chegar o dia a gente vai saber, que as mãos tem o encaixe perfeito, só não vá reparar minhas palavras sem jeito, é que será tão bom ouvir seu nome, ao qual pertence as cartas que escrevo desde os 11. Então, espera por mim. Não vamos ceder às mentiras que eles contam, se debaixo das mesmas estrelas sonhamos, que Deus cruze nossos caminhos e nos dê um bom encontro, pra finalmente te ter pertinho e saber seu nome.
—  Marcela Taís
Meu amor
Talvez você queira um clichê
Talvez você esteja cansada
Dessa badalação toda
Das festas intermináveis
Do vazio dos corpos e dos copos
Que dançam na pista
Talvez a sua alma esteja
Em período de solidão
Mesmo que o seu corpo não esteja
Talvez você esteja cansada
Dos corpos esculturais
E dos egos caricaturais
Talvez as planilhas e as carreiras
Te machuquem
Talvez e só talvez
Você não saiba qual é
O seu lugar no mundo
É clichê eu sei
Mas talvez seja aqui
Onde as mãos agarram as esperanças
Onde sentados em uma grama
Ouvimos risinhos de uma garotinha
É clichê eu sei
Talvez você seja o meu lugar no mundo
E eu o seu
Amor me parece um bom lugar para um encontro.
Você não acha?
P.s você gosta de morder o lábio inferior quando está pensativa?
—  Zack Magiezi

Imagine Liam Payne – colaboração

Colaboração enviada pela Bellah [xxx]

Parte I – Parte II

Depois de sair da casa e da vida do Liam naquele dia, eu resolvi tirar alguns dias de férias, eu fui visitar a minha família que morava no norte da França em Lille.

- Eu fico feliz que você tenha vindo nos visitar, filha. - Minha mãe disse me servindo o seu famoso Le Palet des Dames; como eu senti falta disso.

- Eu aproveitei para tirar férias mãe, acho que depois de tudo eu mereço ter pelo menos alguns dias de descanso. - O meu pai entrou na cozinha ele estava no trabalho quando cheguei hoje de manhã.

- Querida, que surpresa em ver você. - Ele disse vindo em minha direção.

- Pai, eu estava com saudades de você. - Eu o abracei.

- Você está abatida, o que aconteceu andou chorando? - Me encarou. - Está magra também, aquele inglês não te fez mal, fez? - Meu pai tinha o pé atrás com o Liam e disse que ele poderia me machucar algum dia.

- Não pai, o Liam não me fez mal nenhum, quer dizer, acho que não. - Eu sorri sem graça. Eu contei toda a história a ele e a minha mãe algumas outras partes que eu não tinha dito nas ligações que eu fazia todas as vezes que eu queria desabafar com alguém.

- Ele ainda tão jovem, não deveria estar passando por isso, eu sei que eu não gostava muito dele confesso, mas eu sei que ele é um bom rapaz. - Meu pai se serviu com mais chá.

- Eu tenho medo de que ele fique preso a ela para o resto da vida sabe, eu tenho medo de que ele não suporte tudo isso e algo de ruim aconteça com ele e eu não esteja lá para poder ajudá-lo. - As lagrimas voltaram a rolar, eu estava com tanto medo do que ele pudesse fazer se sentisse que estava sozinho.

- Oh minha querida não fique assim, ele vai superar tudo isso você vai ver, Liam vai sair dessa não se preocupe é só uma fase. - Minha mãe me abraçou.

- Eu tenho medo mãe, eu tenho muito medo de quando eu voltar para Londres receber uma notícia horrível sobre ele, eu não iria me perdoar nunca se algo acontecesse com ele. - Eu limpei as lagrimas.

- Você o ama muito, não minha filha? - Meu pai me perguntou.

- Sim pai, eu o amo muito e foi por esse amor que eu o deixei, foi porquê eu não aguentava vê-lo chorar todas as noites por ela e não poder fazer nada para não ver ele sofrer daquele jeito. - Eu acho que esquecer o Liam não seria tão fácil assim não amando ele desse jeito.

Liam Pov’s:

Primeiro foi a Sophia e agora é a S/N, o que será que eu tenho de tão ruim que as mulheres mais incríveis que eu conheço se afastam de mim assim? Será que o problema sou eu e por isso eu perdi as duas tão rápido ou será a vida querendo me testar? Eu fui até o antigo quarto que eu guardava as coisas que pertenciam a Sophia.

- Primeiro foi você que entrou na minha vida de um jeito tão estranho. - Eu disse olhando para um retrato dela que ficava na parede. - Porque? Por que você tinha que ir para tão longe de mim? Se soubesse a falta que me faz você não teria partido tão cedo. Sabe eu achei que eu nunca pudesse sentir o que eu sinto por você por nenhuma outra mulher, até a S/N entrar na minha vida, ela é tão incrível, vocês são tão parecidas… Desculpa por estar comparando vocês duas outras vez, deve ser chato.

Eu encarava o retrato dela, foi o último que ela tirou antes de morrer, Sophia estava sorrindo e tínhamos tirado na torre Eiffel.

- Eu quero tanto poder amar a S/N, eu quero tanto que ela seja minha para sempre, mas eu tenho medo de que aconteça com ela o que aconteceu com você, não suportaria perder as duas do mesmo jeito, eu quero poder acordar todos os dias e ver a S/N ao meu lado na cama, poder tocar os seus cabelos até ela acordar e reclamar por estar sendo acordada. - As lagrimas rolavam em meu rosto. - Sophia se você soubesse o quanto ela me faz bem você entenderia o meu medo de também perdê-la, a S/N  me trouxe a vida de volta, quando eu a conheci no museu eu achei ela linda, a mulher mais linda do mundo, me desculpe falar assim, mas quando eu encarei aqueles olhos pela primeira vez foi encantador e você deve ter visto tudo ai de cima. - Eu encarei o céu as estrelas pareciam brilhar ainda mais. - Ela me sorriu com os olhos, foi o dia em que eu percebi que poderia viver outra vez, mas o medo de perder a pessoa que me trouxe a vida de volta foi muito maior que eu deixei que ela me sufocasse, mas eu amo a S/N de verdade, você sabe que é verdade eu amo a S/N. - Eu comecei a juntar todas a coisas que eu tinha guardado da Sophia e comecei a colocar em algumas caixas que tinha por lá. - Eu não posso perder ela, eu não desistir dela, eu quero tanto poder corresponder todo aquele amor que ela sente por mim, como eu pude nunca ter retribuído o amor da mulher da minha vida?

A partir daquele momento eu iria procurar uma ajuda para poder melhor entender o que se passa dentro da minha cabeça e no meu coração e depois eu iria atrás daquela que me fez sempre feliz.

Liam Pov’s off

S/N Pov’s

Depois de passar uns meses fora e tentar colocar a minha vida no lugar, acho que estou pronta para retomar de onde eu parei, eu teria de aprender a conviver com todo esse amor aqui dentro, achei que seria fácil esquecer o Liam nesses meses, mas eu vi que não é fácil, não quando o seu coração deseja que esse amor viva por amor algum tempo, talvez voltar para Londres possa ser mais fácil do que longe, por que não se esquece alguém estando longe de uma pessoa fisicamente quando essa pessoa está perto demais dos teus sonhos e você pensa nela todas as notes antes de dormir.

Eu ouvi batidas na porta do meu apartamento, estava no quarto e fui atender. Eu fiquei surpresa com o que eu vi, achei que era uma miragem.

- Oi? - Liam disse sem graça com o meu espanto.

- Liam? - Eu o encarei não esperava vê-lo assim, talvez eu não estivesse preparada para esse encontro. - Bom… Entra? - Eu o deixei que entrasse.

- Ah, obrigado. - Disse enquanto eu fechava a porta, ele ficou parado ao meio da sala.

- E então… - eu tinha medo de ouvir o que ele tinha a dizer, talvez aquilo fosse me machucar.

- Me desculpa vir assim sem te avisar, mas eu precisava te ver e te pedir uma coisa. - Ele disse com as mãos nos bolsos me encarando.

- Aconteceu alguma coisa? Você está bem? - Eu estava ficando preocupada que fosse algo grave.

- Está tudo bem sim, é que eu preciso que você vá em um ligar comigo na quarta feira ás 16:00, é muito importante para mim e eu sei que parece loucura, mas eu preciso muito que você vá comigo. - Ele continuava parada me encarando e agora estava com medo da minha resposta também.

- Liam eu acho melhor não sabe? Depois de tudo que aconteceu é melhor nos afastarmos um do outro pelo menos por enquanto, sabe…

- É na minha terapia, eu estou fazendo terapia e seria muito importante que você fosse, vai me ajudar muito. - Ele me interrompeu e eu fiquei surpresa sem saber o que responder a ele.

- Você o que? - Não acreditava o que eu ouvia.

- Eu estou fazendo terapia, depois do que aconteceu eu fui procurar por ajuda e a terapia tem me ajudado muito nesses meses sabe, eu conversei com a minha terapeuta sobre você e ela pediu que você fosse a uma sessão comigo, mas você tem razão e melhor deixar isso de lado. - Ele disse triste e encarou o chão.

- Eu vou com você Liam na sua terapia, não se preocupe. Pode dizer a sua terapeuta. - Eu fiquei feliz por ele ter ido buscar ajuda.

- Muito obrigado S/N de verdade, não sabe o quanto eu fico feliz por isso, quer dizer agradecido. - Ele me deu um abraço de surpresa e eu pude sentir o seu perfume de novo. – Er, me desculpe. - Ele se afastou de mim.

- Não tem problemas Liam, e eu estou muito feliz por você tenho certeza que você se sentir muito melhor depois de tudo isso.

- S/N, eu acho que nunca vou poder te agradecer por tudo o que você me fez e me faz até hoje, mesmo depois de tudo o que aconteceu você ainda quer me ajudar. - Ele me encarou outra vez.

- Eu só quero te ver feliz Liam, apenas isso, você merece ser muito feliz. - Sorri e segurei o choro.

- Bom eu preciso ir, e muito obrigado mais uma vez eu posso te buscar pra irmos juntos na quarta? - Eu o acompanhei até a porta.

- Claro, eu vou esperar por você então. - Eu respirei fundo e sorrir.

- Eu te pego as 15:00 então, e mais uma vez muito obrigado. - Ele saiu e eu fechei a porta.