bolars

Planos

Eu tenho planos contigo, desde muito tempo, e não é tempo de meses, é tempo de anos. Então eles não vão ser jogados fora assim, eles não vão ser descartados, não se tornaram inúteis. De forma alguma. A cada dia que passa, pra mim, no meu modo de pensar e de acreditar, os planos estão se tornando cada vez mais fortes, cada dia que amanhece e eu abro a janela, não importa se está azul, ou cinza, se está calor ou frio, o que importa é que vai ser mais um dia de dedicação, mais um dia de amor, pra que os planos fiquem mais fortes e indestrutíveis cada dia que se passar. O que vem na minha cabeça, é “Passo aí em 5 minutos.” Ou “Estou no supermercado, quer que eu leve alguma coisa? ” São atitudes pequenas que fazem a diferença, e dentro dos planos, serão essas pequenas diferenças que irão deixar mais forte ainda esse amor recíproco. Fazer o que se você é incrível, e se Deus me presenteou você, só tenho a agradecer, e bolar mais planos e realizar um por um, ao seu lado.

- Guilherme Marques.

Autossabotagem

Você já percebeu que vivemos nos autossabotando? Temos tanto medo de algo dar certo, pois estamos tão acostumados com o errado, que acabamos de bolar um meio de acabar com a nossa própria felicidade. E sabe o que é pior? É que a autossabotagem vicia. Pois ficamos  tão focados nos motivos pelo qual algo possa dar errado, que acabamos por esquecer os motivos pelo qual deve dar certo. Assim, viramos reféns de nossa própria insegurança, com medo constante de nossa autossabotagem.

Karina M. Fonseca

São cinco fases para sair e se livrar desse sentimento que você está sentindo.
  A primeira delas é chorar, dar a si mesmo o período de luto e deixar o sentimento de perda te corroer. Mas tome cuidado, esse é só o começo de uma jornada longa e talvez muito dolorosa.
   A segunda é se meter no fundo de um buraco, um lugar tão frio, fundo e úmido de onde não seja possível ver ou sentir o sol. É nessa parte em que você se convence que o único modo de sair é subindo a escada que alguém tirou. Você sente que precisa de ajuda e se sente impotente para fazer isso sozinho.
   A terceira é tentar entender e tentar consertar, ou se não houver conserto, deixar que a culpa caia sobre você. Mas a verdade é que ela não é de ninguém, e nem nunca vai ser.
   A quarta é começar a perceber que você não precisa de ninguém para te ajudar a sair desse buraco que você se colocou, além de si mesmo. Você começa a perceber que não precisa de uma escada, corda, fio e nem nada porque você é a sua própria escada. Você começa a bolar um jeito de sair dali, você precisa respirar, sentir o vento bater no rosto e o sol queimar sua pele como um abraço caloroso de alguém.
    A quinta é o fim, é quando você se permite voltar a viver. Você deixa de tentar entender o que aconteceu, deixa de que querer caçar o culpado e passa a aceitar. Você doa perdão mesmo que não tenham solicitado, você não esquece, mas não revive mais aquilo na sua cabeça. Você se dá paz e liberdade, finalmente descobre como sair do buraco e como se sentir bem na luz do sol após a sua ausência. Você se dá o dom da dúvida e se renova com esperanças para a próxima.
—  Com amor, Nina.
Eu não sentia esse desprezo todo por você, como você pensa. Mas a partir de uma época, não sei exatamente, comecei a sentir um desprezo enorme de nós dois, como um casal. Eu amava você, mas rejeitava o esquema “nós”. Você sabe, casais felizes vivem ou de projeções ou de mentiras mútuas ou de condescendências, e não tínhamos uma coisa nem outra. Passei muito tempo sonhando com aquela garota que me apaixonei em princípio, e não enxerguei que estava convivendo com um protótipo, um fantasma, um resquício seu. Eu tinha uma ideia de amor não baseada na nossa realidade, e talvez tenha sido esse meu pecado. O seu foi apenas não me acompanhar, ter descido os pés no chão pouco após zarpar da viagem, não sei se me entende. O caso é que passei tempos sendo generoso contigo. Generoso com os dias que você sufocava qualquer manifestação de romance, generoso nas vezes que você comentava do seu trabalho sem prazer nenhum, generoso quando você esquecia de bolar algo novo pra não te tocar, generoso com suas décimas ligações no mesmo o dia, generoso te sugerindo formas de fazer as pazes comigo depois de alguma intempestividade, generoso com as vezes que você vinha da rua me trazendo nada, generoso com sua amargura. Eu consertava tudo, e você só fazia deixar o mundo de ponta-cabeça… Então decidi que chegara a hora de atroz. Demorei, mas descobri que podia ser cruel, muito cruel. Simplesmente me vi exausto de tentar camuflar minhas expectativas. Ao mesmo tempo que odiei nós, desenvolvi um amor oceânico por todas essas emoções e sentimentos que nunca imaginei que poderia ter de volta. Me apeguei a isso. E foi aí que tudo que você achava saber sobre mim tropeçou e caiu feio. Uma vez ameacei ir embora e tudo que você foi capaz de me dizer foi um “pode ir!” cheio de desprezo. E quer saber? Eu fui.
—  Gabito Nunes.

PLEASE SPREAD

Kelley Williams-Bolar the #Ohio mother sentenced to 10 days behind bars for sending her daughters to a better school in a safer district. About eight years ago Williams-Bolar decided to send her children to a prestigious school in the neighboring Copley-Fairlawn district. Kelly and her family actually reside in Akron.

The school district accused Kelley of lying about her address and falsifying documents. School officials accused Ms.Williams-Bolar of cheating because her daughters received a quality education and she wasn’t paying the proper taxes for that district.

The school district actually hired a private investigator to follow Ms.Williams-Bolar and her family and they shot video of her driving into the district. The school officials demanded that she pay $30,000 in what they called back tuition.When Ms. Williams-Bolar refused she was indicted and after a subsequent conviction she was sentenced to 10 days in county jail three years probation and she was also ordered to perform community service. “I don’t think they wanted money, they wanted to make me an example.” Ms.Williams-Bolar said.

anonymous asked:

vc pode faze um texto de niver pra melhor amigo pf🙏🏻

MDS, eu tava tentando bolar uma ideia da hora de poder te dar parabéns, que tenho certeza que geral ja chegou com “parabéns, tudo de bom, felicidades, muita paz, sucesso” eu desejo isso tudo ai pra tu tmb, mas eu queria falar de uma forma especial pra tu, vou tentar fazer um texto!
Você é o cara que consegue me surpreender por tudo que você consegue ser: você é o meu melhor amigo, o meu pai, o meu irmão legal, o meu irmão chato, um professor, um aluno, claro você aprende muita coisa comigo também, consegue ser psicólogo, psiquiatra até, consegue ser o melhor segurança do mundo, consegue ser o pior contador de piadas, cantor, consegue ser engraçado na medida do possível e isso me surpreende, como você consegue ser tudo isso pra mim em um unico homem? Eu procurava, aliás nem estava procurando um melhor amigo, e acabei encontrando o homem mil e uma utilidades, e isso cara, vou te falar, é a melhor coisa do mundo, ter você na minha vida foi sim um presente de Deus ele me olhou e disse: - Pronto! você merece alguém pra te fazer rir! , e Deus sabe de tudo, porque contigo eu não sei ficar séria, claro só quando suas piadas são extremamentes sem graça, mas mesmo assim acabo rindo pela sua tentativa, não dar pra seguir a minha vida sem você agora, você é aquele link que me liga a felicidade, a paz, a segurança, porque sei que a tua amizade é muito valiosa pra mim, vou arriscar dizer que te amo, te amo de todas as formas e tamanhos possíveis, que nenhuma raiva qualquer pode me fazer negar que amo você, e claro eu sei que esse sentimento é recíproco, não da pra negar que a nossa amizade ela é verdadeira, e que não tem tempo, nem saudade, muito menos distância que pode nos impedir de ta sempre juntos, e bom, é teu aniversário, e de uma forma toda estranha eu vou te dizer que você merece tudo que estão te falando mas em quadruplo, em quintuplo, em quantas vezes a matemática permitir, porque tu é o meu orgulho, você é a existência da perfeição! e eu quero te desejar toda paz e todo dinheiro, acho que ninguém te desejou dinheiro, eu estou te desejando dinheiro, mas acima de tudo te desejo que continue assim, desse jeito mesmo, sem mudar nada! você vai longe! te amo 💘👏🎈🎂🎁

Fonte: ask.fm : @neblina0800

Thought I’d draw my favourite matsu in outfits that belongs to characters that share the same seiyuu (aka Hiroshi Kamiya). Choro needs more love.

To the right we have Izaya Orihara from Durarara! and to the left we have Penguin from Bolar Bear’s Café. Might do some of the other matsus if requested…

Imagine com Liam Payne - parte 2

Parte 1

  - Bom dia, eu tenho uma consulta marcada para agora com a Dra. Alexia. Meu nome é (S/n) (S/s). - disse para a recepcionista que rapidamente checou em seu computador a minha consulta.

  - Pode entrar, a doutora está lhe aguardando. - ela sorriu para mim e Ryan.

  - Preparada? - Ryan perguntou quando chegamos perto da porta do consultório.

  - Sim. - respirei fundo e segurei a mão dele. Ele sorriu para mim me acalmando e então entramos.

  - Bom dia. Vamos ver como está esse bebezinho? - a doutora perguntou depois de nos cumprimentar. Ela parecia jovem, definitivamente não passava dos 30 anos. Percebi que ela também não parava de encarar minha mão entrelaçada com a de Ryan e eu comecei a sentir desconfortável. - Deite-se, por favor.

  Deitei-me na maca que tinha ali e Ryan ficou em pé ao meu lado. Fechei meus olhos por conta do nervoso e em alguns minutos senti um gel gelado em minha barriga e foi automático meu corpo inteiro se arrepiar. Eu queria abrir o olho mas o medo me impedia. Eu estava com medo de ter algo errado com meu bebe. Meu, só meu.

   O cômodo inteiro foi preenchido por batidas de coração e senti meu corpo querer se explodir em milhares fogos de artifício de tamanha felicidade. Abri meus olhos e olhei para a tela que mostrava o meu bebê e senti meu coração querendo sair de meu corpo. Estava em êxtase que nem tinha percebido que estava com a mão entrelaçada novamente com a de Ryan e muito menos que estava apertando a mão dele. Olhei para o rosto dele esperando encontrar uma careta por conta da força que eu estava descontando na mão dele mas encontrei foi um Ryan com um sorriso enorme e olhos brilhando. Voltei meu olhar para a tela quando Ryan foi me olhar e me encontrou o encarando me deixando tímida.

  - Está tudo bem? - ele sussurrou em meu ouvido.

  - Está tudo ótimo.

  - Meu Deus, que zona é essa? - estava jogada na cama com meu pote de sorvete e foi só ouvir os gritos da minha mãe que me sentei na cama tentando ajeitar meu cabelo.

  - Oi mamãe. - disse quando vi a entrar em meu quarto.

  - Não me venha com “oi mamãe”! Você pode me explicar que bagunça é essa? - ela cruzou os braços e só aí eu percebi o quanto estava ferrada.

  - É que… ahn… - tentei bolar uma boa desculpa em minha cabeça mas nada parecia bom o suficiente para minha mãe acreditar. Ela ainda não sabia da gravidez, só sabia do meu término com Liam porque o mundo inteiro já sabia que ele estava de volta com Sophia.

  - Não é porque você está grávida que pode deixar a casa assim, (S/n)! - meu corpo gelou. Como ela sabia? Minha barriga ainda não havia mudado muito.

  - Como assim, mãe? - perguntei assustada.

  - Minha única filha está grávida e você acha que eu não vou perceber? - ela perguntou debochada. Senti minhas bochechas queimarem. Eu devia ter contado antes.

  - Desculpa, mamãe. Eu devia ter te contado antes e… - parei de falar quando ela me abraçou do nada.

  - Você sabe quem é o pai? - oi?

  - Que? - cortei o abraço na mesma hora. Não consegui segurar o riso. Que tipo de pergunta é essa?

  - O mundo está tão moderno, filha.

  - É óbvio que é de Liam, mãe. - senti minha voz falhar. Querendo ou não, eu amo Liam.

  - Por isso que vocês terminaram? - fechei meus olhos deixando algumas lágrimas deslizarem pelo meu rosto. Minha mãe começou a fazer carinho em minha bochecha.

  - Ele ama a Sophia, sempre amou. - disse abrindo os olhos.

  - Oh, filha… - ela me abraçou. - ele sabe da gravidez?

  - Ele nunca vai saber, mamãe. Eu não vou deixar ele tirar o meu filho de mim.

  Abri meus olhos lentamente e me arrependi amargamente por ter acordado, minha cabeça estava explodindo. Sentei-me com um certo esforço na cama e acendi a luz do abajur para iluminar o quarto que antes estava todo escuro. Olhei para o despertador que estava do meu lado e não me surpreendi com o horário. 03:47. Desde que eu e Payne terminamos tenho voltado a ter crises de insônia e enxaqueca. Tudo por conta do choro, talvez.

  Levantei-me da cama e fui em direção ao banheiro. Lavei meu rosto e voltei para o quarto encontrando meu celular vibrando desesperadamente. Desbloqueei meu telefone e levei um susto vendo o tanto de ligações perdidas de… Liam? Larguei meu telefone na cama novamente quando percebi que Liam estava me ligando novamente. Engoli em seco pensando se devia atender ou não.

   Vamos lá, (S/n). Não vai ser tão difícil. E se for emergência?

   E quando menos percebi já estava com o telefone no ouvido.

  - (S/a)? - ouvir a voz de Liam depois de tantas semanas foi quase como um tiro em meu peito.

  - Diga. - fui direta. O que ele tanto quer às 3 da madrugada?

  - Me desculpe. - ele começou a chorar e eu o acompanhei. Merda, Liam. Respirei fundo, eu não posso ser tão fácil assim.

  - O que você quer, Payne? Eu preciso dormir.

  - Eu te amo. Me desculpa por tudo, sério. Eu nunca amei tanto alguém quanto eu te amo, eu só estava confuso. - engoli o choro.

  - Eu preciso desligar, Liam. - e então ele gritou.

  - Não, por favor. Me deixe te ver, amor. - ele implorou. Suspirei. Chorava silenciosamente enquanto tentava defender meu coração.

  - Liam… - eu não sabia o que dizer. Meu coração clamava por Liam mas eu sabia que isso não ia dar certo. Ele ama Sophia, não à mim.

  - Por favor. Pelo menos pela última vez.

  - Está bem, Liam, mas vai ser a ultima vez.

   

  Já fazia 40 minutos do término da minha ligação com Liam e eu estava andando de um lado para o outro o esperando. A casa que antes estava em completo silêncio foi preenchida pelo barulho da campainha. Quando abri a porta, foi de imediato meu coração querer sair pela minha boca. Liam estava todo molhado por conta da chuva mas continuava lindo.

  - Eu posso entrar? - ele perguntou. Não consegui dizer nada, apenas assenti dando espaço para ele entrar.

  - Então.. - disse depois dele se trocar. Ele tinha esquecido algumas roupas aqui, por isso já estava seco e com uma outra roupa mais confortável.

  - Eu sinto sua falta. - senti meu coração bater mais rápido.

  - Sente? - ele assentiu. Seus olhos transbordavam sinceridade mas eu não conseguia acreditar por completo, mesmo querendo.

  - Eu terminei com a Sophia.

  - Você fez com ela o que fez comigo? - fui sincera. Precisava saber.

  - (S/a).. Isso não importa agora. Eu te amo, e eu nunca fui tão sincero na minha vida. - ele chegava cada vez mais perto.

  - Você mentiu para mim, Liam. - ele já estava com o rosto colado no meu. Eu queria sair dali entretanto meus pés não me obedeciam.

  - E eu nunca me arrependi tanto de uma coisa. - fechei meus olhos quando ele começou a fazer carinho em minha bochecha. Eu não queria render minhas armaduras tão facilmente mas isso é impossível quando se trata de Liam.

  - Liam… - sussurrei. Foi então que senti os lábios dele roçando no meu.

  - Eu te amo como nunca amei alguém antes. - e então ele me beijou. O beijo foi diferente das outras vezes, ele continha amor agora.

  - Eu preciso te contar algo. - disse depois de encerrarmos o beijo por falta de ar.

  - Conte. - ele me incentivou. Era agora. Respirei fundo arrumando coragem. Do mesmo jeito que ele podia amar, ele também podia não querer assumir e essa ultima hipótese me assustava profundamente.

  - Eu estou grávida. - fechei meus olhos com medo da reação dele. Depois de 30 segundos em silêncio, abri meus olhos lentamente. Liam estava em choque, mas enquanto ele ia voltando para a realidade um sorriso imenso ia aparecendo em seu rosto e isso acalmava meu coração.

  - Eu vou ser pai? - ele perguntou.

  - Sim. - disse sentindo lágrimas deslizarem por meu rosto. Fechei meus olhos quando Liam me puxou para um beijo que foi retribuído com muito prazer.

  - Eu não poderia ser mais grato. Eu estou com a mulher que eu amo e ainda vou ser pai… Eu não sei como te agradecer por isso, (S/n).

  - Só… só não me larga mais. - sussurrei.

  - Eu nunca mais vou fazer isso.

Gabi

Foi você quem me fez sorrir quando ele estava me fazendo chorar, e como é difícil bolar um beck com tantas lágrimas nos olhos… Mas depois do primeiro trago eu sorri, sorri porque sei que nenhum mal pode parar meu riso, sorri porque Deus criou a erva que alivia os más pensamentos e tranquiliza a mente!

30 COISAS SOBRE O MATT

E depois de escrever 30 coisas sobre o Fred, chegou a vez do cara mais gente boa da PQOGSPN inteira. “PORRA, MATT!”

1. A música preferida dele é A Movie Script Ending do Death Cab for Cutie, e o álbum preferido dele é Give Up do Postal Service. A banda preferida ele muda toda semana. 

2. Ele tem 4,5 de miopia no olho esquerdo e 4 de miopia + 1 de astigmatismo no olho direito, e usa óculos desde os 7 anos. 

3. Falando em óculos, o Matt usa o mesmo desde a quinta série. É um modelo de armação grossa tipo Wayfarer, mas não é Wayfarer. Ele comprou numa dessas feiras de rua de coisas antigas. Provavelmente foi de outra pessoa antes de ser dele.

4. O Matt é filho único e tem uma família bem normal, diferente do Thom e do Fred. Tem pai e mãe casados há 20 anos, avós, tios, primos e tudo mais. A família toda costuma se encontrar poucas vezes ao ano na casa dos avós, tipo Natal ou aniversário de alguém. Mas eles se dão bem.

5. Na infância, gostava mais de brincar sozinho do que com as outras crianças. Ele é tímido, mas mais do que isso, é introvertido. Provavelmente tenha ficado tímido por ser introvertido. Deu pra entender?

6. Na pré escola, apesar de não ter muitos amigos, ele não era alvo de bullying. Era zuado como todas as crianças, de brincadeira, então não tem nenhum trauma nesse sentido.

7. Quando criança, seu melhor amigo era um japinha que morava na casa do lado. Eles brincavam todos os dias, até o garoto mudar de casa e eles nunca mais se encontrarem. Ele tinha 9 anos. 

8. Com 10 anos ele conheceu o Thom, que morava perto da casa dele. Foi num dia em que a mãe do Matt o obrigou a parar de jogar video game e ir brincar na rua um pouco. Ele se sentou na calçada sozinho e ficou riscando o chão com uma pedra, tipo desenhando. O Thom achou legal e foi puxar assunto, e desde então eles nunca mais se separaram.

9. O jogo preferido dele é o GTA San Andreas pra PlayStation 2. Pode sair o PlayStation 20 que ele vai continuar curtindo esse.

10. Ao contrário do que muita gente pensa, o Matt não é do tipo estudioso. Ele sempre foi (muito) bem na escola e sabe de um monte de coisas por ser realmente inteligente. Ele é concentrado e aprende rápido. 

11. Ele gosta de fotografias e câmeras analógicas porque isso foi um hobby herdado do pai dele, que tem uma coleção de câmeras raras em casa. 

12. O Matt tem um negócio engraçado com “repetição”. Se ele gosta de um óculos, ele usa o mesmo por anos, usa o mesmo corte de cabelo desde criança, usa o mesmo tênis até rasgar, gosta de pedir sempre o mesmo lanche na padaria e tudo mais. Esse também um dos motivos de ele sempre usar xadrez. Ele se sente mais confortável fazendo as coisas assim.

13. Antes da Larissa, ele gostou de uma mesma guria da primeira até a quarta série, mas ela nunca falou com ele. E mesmo se falasse, ele não ia responder. O nome dela era Débora.

14. Ele só começou a falar com meninas depois de conhecer o Thom, lá pela quinta série. Antes disso, ficava tão nervoso que evitava trocar meia dúzia de palavras com qualquer uma sobre qualquer coisa. 

15. Bebeu, fumou cigarro e maconha pela primeira vez junto com o Thom. A bebida foi na pista de skate com 12 anos, quando uns moleques mais velhos levaram umas pingas. O cigarro, o Thom roubou uns do pai dele escondido e eles fumaram na casa do Thom com 13 anos. E a maconha também foi na pista de skate, com 14. O beck era do Luc.

16. A comida preferida dele é batata frita.

17. Ele é naturalmente calmo, sempre foi. Não guarda rancor de nada, não odeia ninguém e raramente fica bravo. Se fica, passa rápido. E normalmente é com o Fred. Ele também fica puto às vezes, mas costuma deixar quieto pra evitar conflitos. Acha mais fácil deixar pra lá do que confrontar as pessoas.

18. Mas nervoso e ansioso ele sempre fica, principalmente com situações novas. Talvez por isso essa mania de “repetição” das coisas. 

19. Na primeira vez, que foi com a Larissa, ele ficou tão nervoso que bateu uma umas 3 vezes no banheiro antes de ir pro quarto com ela. Mesmo assim, durou pouco. Mas o suficiente. A segunda com certeza foi melhor.

20. A única mina que ele comeu na vida foi a Larissa. Sério mesmo.

21. Apesar do item anterior, ele já pegou várias gurias. Tantas que ele perdeu a conta. Isso porque teve uma época em que ele, o Thom e o Fred iam pra Mondal toda semana, e aí ele ficava tão bêbado que não era tão difícil chegar em alguém. Sem contar que o Fred sempre dava um jeito de empurrar uma guria pra ele.

22. Três coisas que o Matt faz bem: desenhar, andar de skate e bolar becks. Hoje ele não anda tanto de skate, mas quando criança, passava boa parte do tempo sozinho treinando manobras. O Thom e ele só puderam frequentar a pista desde bem novos por causa dessa habilidade do Matt.

23. Como todo nerd, ele coleciona alguma coisa. A coleção do Matt é de quadrinhos. Ele não tem nenhum autor preferido, porque o que ele mais gosta é descobrir autores novos. Quanto mais nonsense e desconhecido, melhor.

24. O dia em que ele ficou mais bravo na vida foi quando o Fred ficou zuando que ia contar pra Larissa que ele pegou outra mina na festa da república. E pra ele, pegar outra mina foi a pior merda que ele fez na vida. 

25. Ele gostou da Larissa desde o primeiro segundo em que olhou pra ela - de verdade -, e gosta dela até hoje.

26. Não tem nenhum livro preferido, mas gosta mais de ler livros de não ficção ou histórias baseadas em fatos reais. Tem essa preferência, mas lê de tudo.

27. Ele tinha rinite, asma e bronquite quando criança, mas tudo isso melhorou depois que ele começou a sair com o Thom. Meio que fez tanta merda em tão pouco tempo que criou anticorpos. 

28. Uma das coisas que ele mais curte fazer é observar as pessoas. O fato de ele sempre saber o que tá acontecendo com os amigos tem a ver com isso. Ele percebe coisas que nem todo mundo percebe porque presta atenção nos detalhes. Uma sobrancelha que o Thom levanta de forma diferente já diz algo pra ele. 

29. Entre os três, o Matt é o que mais gosta de fumar maconha. E ele gosta mais de fumar maconha do que fumar cigarro ou beber.

30. Na segunda série ele ganhou um computador depois de vencer um concurso nacional de redação. Mas aquilo o expôs tanto e o deixou com tanta vergonha que ele nunca mais participou dessas coisas.

RETROSPECTIVA DOS ÚLTIMOS CAPÍTULOS:

O Fred resolveu fazer uma festa no mesmo dia da famosa festa do Amaral, um jogador do time de rúgbi da faculdade e membro da Atlética. Como o Fred não brinca em serviço, a festa dele foi melhor que a do Amaral, e inclusive várias pessoas da faculdade deixaram de ir na do Amaral pra ir na dele. Por isso, ele tá jurado de morte. E ao invés de ficar com medo, tá achando a maior graça.

Nessa festa, o Thom conheceu uma menina que pareceu estranha a princípio, mas estranha de um jeito bom. Fazia tempo que ele não curtia tanto conhecer, conversar e ficar com alguém. Ela tinha alguma coisa que ele não sabia explicar. Parecia que eles eram do mesmo planeta, basicamente. Pena que, logo depois que eles ficaram, ela desapareceu sem nem falar o seu nome.

E o Thom, pra variar, andou sofrendo por causa da bagunça que é a sua cabeça. Depois da festa do Fred, ele pegou carona com o Gunz e acabou passando em frente à casa da Alícia, onde viu a luz do quarto dela acesa logo que começou a amanhecer. Foi só o Gunz sair pra ele correr até a casa dela e, bêbado, causar até ela aparecer. Mas ao invés de ficar feliz por vê-la, ele ficou puto e desconfiado por ela não ter avisado que tava na cidade. Ela tinha um motivo: estava de mudança pra Espanha e não queria passar seu último mês com ele. Seria sofrimento demais.

Ele foi resgatado da casa da Alícia pelo Fred, mas não conversou direito com ninguém sobre o assunto. Disse que tava bêbado, que ela não gostava mais dele, que eles terminaram de vez, que ela ia se mudar pra outro país, e só. Ele reprimiu essa tristeza ao máximo e escolheu não desabafar com ninguém. O problema é que, de vez em quando, ele é obrigado a ficar sozinho consigo mesmo, e essa bad vem à tona.

Desde que o Matt encontrou a Larissa numa festa, coisa planejada pelo Thom e pelo Fred, ele se enfiou num monte de problemas. Primeiro a Raíssa se mostrou uma maluca, botou fogo no guarda-roupa dele, passou a tesoura nas roupas e riscou o carro do Tomate xingando ele. Depois, quando ele foi procurar emprego na biblioteca pra pagar o conserto de tudo isso, descobriu que ela tava trabalhando lá e quase apanhou de uns caras. Agora, ele tá pedindo ajuda do Thom pra conseguir um emprego onde ele trabalha. Mal sabe o Matt que o trabalho do Thom é ser traficante do Z Club.

O Fred começou a ficar sério com a Vicky e deixou todo mundo em choque. Chegou a dizer em alto e bom som que tava mesmo a fim dela e que não via nada de errado naquilo. Até que, de um dia pro outro, ela o viu xavecando outra menina na porta da faculdade. Ela se incomodou, claro, mas não foi tirar satisfação. Durante uma palestra na faculdade, ele ficou enchendo o saco dela, e pressionou até que ela explicasse por que as meninas do Bassano, escola onde ela estudou, não a conheciam. E a explicação foi a parte mais tensa de toda a história, já que ela ficou meses sem estudar por ter ficado internada com anorexia. Depois disso, ela sumiu. Não foi pra faculdade no dia seguinte e não atende as ligações do Fred que, depois de muita bronca, resolveu pedir desculpa pra ela. Mas ainda não conseguiu.

Um pouco antes da festa do Fred, ele passou uma lista de meninas com as quais o Matt deveria ficar. Os desafios eram: transar com uma menina na festa, ficar com uma guria com dreads, uma gringa, uma lésbica e uma com silicone. Como o Matt não cumpriu nenhum, o Fred resolveu mudar as regras pra motivá-lo. Disse que cada uma valeria 20 pontos e, se ele alcançasse 100, ganharia uma câmera super rara. Ele já não poderia transar com ninguém na festa, que já tinha passado, então ficou com pontos negativos. Pra compensar, o Fred deu mais 3 opções valendo 40 pontos: pegar uma amiga da Larissa, ou a irmã do Amaral ou a Mirella. O Matt topou em troca da câmera.

Começou a rolar uma fofoca na faculdade sobre a Marcela e o Felipe, que tinham terminado o namoro. Ele andava quieto, impaciente e cabisbaixo. Mal ia pra república mais.

O Thom ficou vários dias sem aparecer no Z Club por causa da bad da Alícia. Quando decidiu ir até lá pra ver como estavam as coisas, se lembrou do cara que ele viu todo machucado numa das salas. Ninguém nunca mais tinha falado sobre aquilo. O Digo, o Rod e os outros caras não estavam lá. Ele só encontrou o Gunz, que deu uma paranga de maconha de presente pra ele em agradecimento à parceria dos dois.

Ele foi pra casa a fim de fumar com o Fred e o Matt, mas não encontrou ninguém. Quando foi até o quarto guardar a paranga no guarda-roupa, encontrou um desenho e uma carta que tinha feito pra Alícia há mais de um ano atrás e nunca tinha entregado.


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INÍCIO DA SÉTIMA TEMPORADA | CAPÍTULO 162

Foi a pior bosta que eu fiz. E olha que eu faço muita.
Era triste não só o fato de eu ter escrito aquelas coisas, mas também eu nunca ter entregado pra ela. E agora, provavelmente, eu nunca iria entregar mesmo.

Como eu posso ser tão idiota?
Tive por tanto tempo alguém foda como ela do meu lado e deixei que as coisas terminassem desse jeito. Ela não tava exatamente do meu lado, é verdade. Não é a mesma coisa quando se está a quilômetros de distância, vivendo uma vida totalmente diferente, mas eu poderia ter segurado as pontas. Por eu sempre tenho que foder com tudo? Por que eu simplesmente não consigo fazer as coisas direito, uma única vez, nem quando se trata de algo com o qual eu me importo? Talvez eu não me importasse, ou não enxergasse essa importância toda na época. Na real, acho que eu não me importo com nada, nunca. Ou me importo demais. Tanto que nem eu consigo dar conta. A verdade é que ou eu sinto demais, ou não sinto nada. E não sei lidar direito com nenhuma das opções.

Eu amassei a folha e fingi pra mim mesmo que eu tinha jogado fora. Mas quando se quer jogar algo fora, tu joga no lixo, e não bota de volta no guarda-roupa. No fundo acho que eu curto sofrer. Acho que eu mereço.

Nem almocei, mas também não fiquei com fome. A primeira coisa que me ataca depois que sinto que perdi uns parafusos na cabeça é o estômago. Deitei na cama e fiquei olhando pra cima, esperando o sono chegar. Óbvio que ele não veio, eram 2h da tarde e eu tava cheio de porcarias martelando na minha mente. Fiquei na mesma posição por horas, sem forças nem pra levantar o dedo mindinho, só encarando o teto. A janela tava fechada, porque eu nunca abro, mas pelas frestas, entrava a luz do sol, que rebatia na parede da cama do Dudu. Fiquei deitado na cama tempo suficiente pra ver aqueles riscos de luz na parede mudando de lugar e de cor, conforme a posição e a cor do sol. Quando elas já estavam bem alaranjadas, marcando o fim da tarde e início da noite, me bateu um leve desespero. O que eu to fazendo com a minha vida? Antes que eu me afundasse na crise, ouvi a voz alta do Fred vindo da sala.

Fred: Caralho, Matt. O que custava tu ter me dado UM trago?
Matt: O beck não era meu, Fred, caralho!
Fred: Não interessa. Se eu não tivesse te pegado no flagra fumando com o Jean, eu nunca ia saber.
Matt: É claro que não. Desde quando eu preciso te avisar toda vez que for fumar um, especialmente quando esse um não é meu?
Fred: Porque a gente tá junto nessa jornada louca que é a vida, cara.

Meu Deus. O que eles fumaram? Me levantei da cama pra ninguém desconfiar que eu era um inútil. Eles chegaram na porta do quarto quando eu já tava sentado.

Eu: Opa. - acenei.
Fred: Tá fazendo o que aí, cara?
Eu: Tirei um cochilo à tarde.
Fred: Porra! Até agora?
Eu: To cansado.

De existir.

Fred: Saquei. Ei, deixa eu te contar a última do Matt.
Matt: Ah, vá te fuder, Fred.
Fred: Esse mané não troca ideia com ninguém nunca, treme na base só de precisar perguntar informação pra alguém na rua, mas hoje peguei ele fumando um com o Jean!
Eu: Quem é Jean?
Fred: Não interessa, sei lá! É um troxa do segundo ano. Tu não percebe a gravidade do problema?
Eu: Que problema, Fred?
Fred: Ah. Vocês são dois idiotas.

Vi o Matt passando pela porta do quarto em direção à sala, com a maior cara de tédio. Talvez eu não fosse o único que não conseguia enxergar um propósito na vida naquele momento.

Eu: Mas ei, já que vocês tão brigando por maconha, acho que nossos problemas acabaram.
Fred: Como assim? - ele arregalou os olhos.

Fui até o guarda-roupa e vi o papel com o desenho e a carta da Alícia amassado. Tirei ele da frente e peguei a maravilhosa paranga verdinha que tinha ganhado do Gunz. O Fred olhou pra aquilo como se fosse uma barra de ouro.

Fred: Caraaalho, Thommo! Onde tu conseguiu isso?
Eu: Ganhei.
Fred: Porra! De quem? Que ser iluminado é esse?

Eu não queria falar, mas não sabia como mentir sobre aquilo.

Eu: O Gunz.

O Fred me olhou de canto, mas não disse nada. Talvez ele não tenha gostado, ou tenha suspeitado de algo, mas deixou pra lá. Fumar um negócio bonito daqueles parecia muito mais interessante do que ter uma DR àquela hora.

Fred: EI, MATT!

Ele pegou a paranga da minha mão e foi até a sala encher o saco do pobre do Matt, sentado sozinho no sofá.

Fred: Se liga no que eu tenho e não vou te dar nem um peguinha.
Matt: Eu ouvi vocês falando. Não é tua, é do Thom.
Fred: Foda-se. Tu não vai fumar pra aprender.
Matt: Então também não vou bolar. Bola aí.
Fred: Beleza, pode fumar.

A ideia dele mudou tão rápido quanto o meu humor diário. E o Fred soltou a paranga no colo do Matt.

Matt: Meu, que isso?
Fred: Maconha. Nunca viu?
Matt: Não dessa cor. Olha isso.
Eu: Animal, né? - disse assim que cheguei na sala.
Matt: Porra. Agradece ele. Mas só por curiosidade, o que tu fez pra ganhar?
Fred: Cara, se tu teve que fazer alguma coisa pra ganhar uma parada dessas, deve ter sido algo PESADO.
Eu: Nada.
Fred: Tu deu pra ele?
Eu: Cala a boca, Fred.
Fred: Porque só pode.
Eu: Ele só quis agradecer pelo voto de confiança, eu acho.
Fred: Que voto de confiança? Tu confia nele? - ele arqueou só uma sobrancelha, ansioso pela minha resposta.
Eu: O voto de confiança que eu dei pra ele, depois de tudo o que aconteceu.
Fred: Tu não respondeu minha pergunta.
Eu: Não, não confio.

Eu nem parei pra pensar se confiava ou não, só respondi pra não entrar naquela discussão. Eu tenho evitado ao máximo começar a discutir qualquer coisa com qualquer pessoa ultimamente. To com tanta coisa guardada que, se eu começar a falar, vou acabar soltando tudo. Até o que não tem nada a ver com o assunto. Melhor não.

Fred: Tá esperando o quê? - ele perguntou pro Matt.
Matt: Na boa? Isso aqui merece um bong.
Fred: Noooossa, certeza!

O Matt se levantou num só pulo, deixando clara a sua animação. Fazia tempo que eu não via ele tão feliz com alguma coisa. Até me senti bem por ter sido o provedor. Logo ele voltou segurando um bong pink, que alguém esqueceu na república há um tempão e nunca voltou pra buscar.

Enquanto conversávamos sobre a vida e enchíamos o saco um do outro, pra variar, o Matt ficou sentado no pufe verde limão preparando o bong com todo o cuidado do mundo. Isso deveria ser uma profissão. Ele se daria muito bem. Quando parei de prestar atenção na piada idiota que o Fred tava contando pra olhar ao redor, senti uma paz interior momentânea que me fez muito bem. Pode ser que a felicidade seja só isso mesmo: eu e meus amigos sentados no chão da sala, conversando sobre nada e preparando um bong. Pra fechar, o Fred colocou um Cypress Hill pra tocar no celular.

O Matt foi o primeiro a fumar, porque ele merecia pelo belíssimo trabalho. O Fred foi o segundo, porque ele quis. E eu fiquei com o último, mas não menos maravilhoso trago. Só com aquela única puxada a gente já começou a sentir o corpo todo amolecer e ter vontade de rir de qualquer merda. Aquela porra era forte MESMO, não era só aparência.

Fred: Me diz, onde teu namorado Gunz arranjou isso?
Eu: Na casa da tua mãe.
Fred: Ô, quem ofende a mãe dos outros aqui sou eu.
Matt: HAHAHAHA!

O Matt já tava em outra dimensão. Acho que até esqueceu que tava devendo uns milão pro Tomate.

Muitas risadas, provocações e coversas sobre o sentido da vida e o cosmos depois, ouvimos a porta da sala abrir. O Fred já começou a berrar.

Fred: DUDU, SE LIGA NO QUE TEM AQUIIII, CAAAARA!

E eu entrei na onda.

Eu: Tu vai agradecer por terem colocado a gente no teu caminho, velho! Tu não tá ligad…

Não consegui terminar a frase porque vi uma perna comprida e bronzeada saindo de trás da parede que separava a sala e o corredor da cozinha. Era a Marcela. Acho que até fiquei sóbrio na hora.

Ela nos cumprimentou, meio sem jeito. Eu nunca pensei que algum dia da minha vida eu ia ver a Marcela SEM JEITO, mas ela tava parecendo desconfortável, por qualquer que fosse o motivo. Colocou o cabelo atrás da orelha e puxou o shorts pra baixo com a outra mão, numa tentativa frustrada de deixá-lo menos curto.

Marcela: Oi.

Ninguém respondeu.

Marcela: O Felipe… Ele tá aí?

Depois de dois segundos de silêncio, o Fred caiu na real e respondeu por nós três, já que eu tava anestesiado e o Matt devia pensar que tava sonhando.

Fred: Eu acho que não. Só se ele estiver no quarto.

Ela concordou com a cabeça fazendo movimentos rápidos e ansiosos, e saiu em direção ao quarto do Felipe. Nós três continuamos na mesma posição, só acompanhando ela com os olhos vidrados. Tá certo, eu moro com o Felipe já faz um tempo, mas ainda não consegui me acostumar com o fato do cara ter uma namorada tão gata. Fazer o quê? Nem me sinto culpado de olhar pra ela, porque eu to ligado que ela tá anos luz na minha frente. Eu precisaria nascer de novo umas onze vezes até poder chegar perto de ficar com ela. É tão longe que eu nem penso nisso. Na única vez em que ela me deu o mínimo de bola foi claramente pra deixar o Felipe com ciúmes. Mas eu e ela somos tão distantes que no fim ele nem se importou. Eu também não me importaria se fosse ele.

Ouvimos o barulho da maçaneta do quarto girando, e em seguida ouvimos os passos nervosos da Marcela voltando pra sala. Meu cérebro cheio de maconha verde fluorescente só conseguiu lembrar aquela hora que ela e o Felipe tinham terminado.

Marcela: Ele não tá aí.

Silêncio de novo. Parecia que a gente tinha desaprendido a falar.

Marcela: É… Eu vou esperar ele aqui. Eu acho. Posso?
Eu: Pode, claro!
Matt: Pode, pode.
Fred: Fica à vontade!

Reaprendemos a falar. Todos ao mesmo tempo.

Marcela: Tá. Eu vou… Esperar ele lá. - ela apontou pro quarto com a cabeça.
Fred: Tudo bem, tu que sabe. Fica sussa.

Ela concordou com a cabeça de novo e ameaçou ir pro quarto. Mas antes de sair do lugar, pareceu ter mudado de ideia.

Marcela: Acho melhor eu esperar aqui mesmo.

Novamente demoramos pra responder. Talvez porque ninguém estivesse acreditando. Ela se sentou no sofá, colocou a bolsa no colo e ficou ali, tensa. Nós fomos retomando a conversa aos poucos, tentando não ficar intimidados com a presença dela, mas era difícil. Sorte que a brisa ajudou.

Fred: Mas como eu tava falando, eu acho que deveriam cancelar todos os programas da Globo e passar só Simpsons.
Matt: Quê?
Marcela: Vocês tão fumando o quê?

Nós três viramos a cabeça lentamente na direção dela. Era tão estranho a Marcela puxando assunto.

Eu: Ahn… Maconha.
Fred: Tu fuma? Quer?
Marcela: Fumo. Mas acho que não quero.
Fred: Tu não quer ou acha que não quer?
Marcela: Acho.
Fred: Fuma aí, cara. Tá MUITO bom, vai na minha.
Marcela: Acho melhor não.
Fred: Tu deveria… Pela tua cara, tu tá precisando relaxar.

No mundo de hoje tá todo mundo precisando relaxar, eu acho. Isso não é argumento. Mas ela sorriu.

Marcela: É. Não tá fácil.
Fred: Nunca é. O que aconteceu pra vocês terminarem?

O Fred discreto como uma baleia encalhada na praia.

Marcela: É… Acho que eu não quero falar sobre isso.
Fred: Tu não quer falar ou acha que não quer falar?
Eu: Cala a boca, Fred. - falei soltando fumaça.
Fred: Relaxa, cara. To tentando ajudar.
Marcela: Não quero.
Fred: Beleza. E então, quem concorda com Simpsons 24 horas na TV?
Matt: Prefiro Hora de Aventura.
Fred: Cadê teu espírito nostálgico, velho? Logo tu que curte câmera analógica dos anos 60.
Matt: O que tem a ver? Simpsons é legal, mas eu curto desenho nonsense.
Fred: Eu curto também, mas acho que o Hora de Aventura pesa às vezes. Tem episódio que eu não entendo NADA.
Matt: Tu não entende nem Chaves.
Fred: Foi só aquele episódio que eu fiquei com dúvida!
Matt: Tu me perguntou como o Chaves e o Chapolin podiam ser a mesma pessoa. - o Matt ficou sério.
Fred: Matt, eu gosto de ti, mas às vezes eu te trocaria fácil por um x-bacon.
Marcela: A gente já não tá dando certo faz um tempo, sabe?

Do nada, ela começou a falar. Ficamos quietos na hora. O Fred virou o corpo na direção dela e se ajeitou no chão.

Marcela: Vocês sabem, eu sou muito ciumenta.

Claro, nas inúmeras conversas que tivemos eu pude perceber muito da sua personalidade. Que papo era aquele?

Marcela: Mas tipo, muito mesmo. Beira o anormal.
Matt: Sei como é. - ele, óbvio, se lembrou na Raíssa.
Marcela: Tu também é muito ciumento?
Fred: Deixa pra lá.
Marcela: Bom… Chegou uma hora em que eu comecei a sufocar ele de verdade. Queria saber tudo o que ele fazia o tempo todo, todo minuto, todos os dias. E não dá pra viver assim.

Com isso eu tenho que concordar.

Marcela: Não dá pra ele viver assim, claro. Mas também não dá pra EU viver assim. - ela suspirou. - Chegou um momento em que, por mais que eu soubesse de tudo o que ele fazia, eu não conseguia relaxar. Eu vivia sempre em alerta, desconfiada, ansiosa, esperando que o pior fosse acontecer. Quem aguenta ficar assim? Eu ficava exausta, todos os dias.
Fred: Pena que tu só percebeu isso depois que vocês terminaram.

Eu não acreditava que ia precisar pedir pro Fred ficar quieto de novo. Sorte que a Marcela não pareceu ligar pro comentário dele.

Marcela: É… Eu queria conversar com ele. Sabe? Eu vou tentar melhorar. Eu preciso.

Chegava a ser comovente ver que alguém como ela, tão inatingível, com todos os atributos pra levar uma vida perfeita, também tinha problemas. E sofria com eles. A ponto de precisar desabar com três idiotas feito nós.

Matt: A gente consegue qualquer coisa quando quer de verdade.

Se ainda me restava alguma dúvida de que o Matt tava chapado, ela desapareceu logo depois dele dar um conselho de vida pra Marcela. What the fuck?

Marcela: Eu to tentando. Juro.
Matt: Tu já deu o primeiro passo que foi perceber o teu erro. Tem gente que não chega nem nessa parte, só fica amargurando o que aconteceu. Tu viu onde errou e tá a fim de consertar.
Marcela: Agora ele só precisa me dar essa chance de consertar.
Matt: Ele vai, se não for um babaca.

Eita.

A Marcela sorriu.

Marcela: É, agora preciso esperar.

Silêncio na sala. Ninguém sabia o que falar depois daquela sessão de psicoterapia.

Marcela: Desculpa por ter deixado esse clima chato, sério. Vocês tavam tranquilos até eu chegar. - ela bufou.
Eu: Fica sussa.

Mesmo que ela fique falando merda o ambiente já fica melhor só pelo perfume que ela tá usando.

Marcela: Obrigada por me ouvirem. Me sinto melhor só por falar. Eu tentei conversar sobre isso com uma amiga, mas parece que todas as minhas amigas ficaram mais empolgadas do que chateadas com o fim do meu namoro. Vai começar a disputa pra ver quem pega o Felipe primeiro. - ela revirou os olhos.
Fred: Porra. Não deve ser fácil viver nesse ninho de cobras que tu vive.

E, mais uma vez, o Fred mereceu que eu mandasse ele calar a boca.

Marcela: Oi?
Fred: Tu entendeu o que eu disse.
Marcela: É, sei lá. Acho que eu to precisando relaxar mesmo.
Fred: Tu tá precisando ou acha que tá precisando?

Ela sorriu.

Fred: Tu precisa ter mais certezas na tua vida.

Ele estendeu o bong, e ela pegou. A Marcela é bonita, mas fica mais bonita ainda fumando. Meu pai do céu. Ficamos admirando a cena. Ela claramente nunca tinha fumado, ou pelo menos nunca tinha fumado no bong. Tossiu, deixou a fumaça escapar, se atrapalhou. Mas conseguiu. Logo depois da primeira puxada, se jogou pra trás e bateu com as costas no encosto do sofá.

Marcela: Ééé… É bom mesmo. - ela estendeu o bong.
Fred: Relaxa. Pode fumar mais.

Assim que ela colocou a boca no bong de novo, o Fred olhou pra trás e deu um sorriso maior que o mundo pra mim. Era óbvio que ele já tava planejando pegar ela. O cara não respeita nem o luto da guria. Como pode?

Fumamos, fumamos, fumamos e voltamos a falar sobre qualquer coisa. Dessa vez, até a Marcela entrou no assunto.

Fred: Cara, o sentido muda completamente se tu fala “nós” ou “nóis”.
Matt: Sério que a gente vai entrar nessa discussão de novo?
Fred: Tu não concorda?
Marcela: Meu, vocês tão num nível de entendimento muito complexo, porém muito confuso.

Eu tava tão chapado que demorei pra perceber o tamanho da brisa que tinha acabado de sair da boca dela. E não parou por aí.

Fred: É que o Matt tem prazer em discordar comigo. Na real, ele e o Thom parece que combinam de me encher o saco.
Eu: Tu que se dói por tudo.
Marcela: É um nível de entendimento complexo, mas falta trabalhar nisso. Já eu, eu to num nível muito acima de vocês.
Fred: Hahahahah! Sai dessa, Marcela.
Marcela: Não, é sério.

Ela saiu do sofá e se sentou no chão.

Marcela: Agora, eu to num nível igual ao de vocês, fisicamente falando. - ela deixou a coluna ereta e abriu os dois braços, formando uma linha reta.
Fred: Hahaha. Sim!

Só a gente tava rindo. Ela tava séria.

Marcela: Mas, genuinamente falando, falando do ser, da alma, do eu interior, eu to num nível de entendimento muito acima de vocês.
Eu: Ah, mas isso nunca foi segredo pra ninguém. - continuei rindo.
Marcela: Eu… Eu, Thom, Matt e Fred, eu atingi um nível de esclarecimento intectual, que vocês que estão me ouvindo jamais conseguiriam entender.

Parei de rir quando olhei pra cara do Matt, que tava sério como se estivesse ouvindo o presidente da ONU falar.

Marcela: Eu sinto, agora, que eu me tornei um ser de luz, uma divindade. E eu só posso ter pena de vocês por não conseguirem entender o que está se passando aqui, nesta sala. Eu to acima dessa sala. Eu to acima de vocês, acima de tudo e de todos.
Matt: Marcela, tu tá legal?
Marcela: Todos nós temos a mesma composição de que são feitas as estrelas, esse celular, a calçada dessa rua, o pó da lua.
Fred: Marcela, acho melhor tu…

Ela se levantou. E não parou de falar.

Marcela: Vocês não estão entendendo. Todos temos a mesma composição divina, mas poucos de nós conseguimos compreender a magnitude dessa criação toda. Eu atingi o Nirvana, posso dizer. É isso. É isso que eu to sentindo, vendo. Eu consigo ouvir as cores, os sons tem cores pra mim.

Aquilo começou a me apavorar de um jeito que eu nem consigo explicar. Ela tinha pirado. Completamente.

Próximo post: 29/02!

Nota da autora: lindos, espero que tenham curtido o primeiro capítulo da 7ª temporada :))) completamos 6 anos de PQOGSPN essa semana, então nada mais justo que começar uma temporada nova agora. Tirei alguns dias pra pensar na continuação da história entre o começo do ano e o Carnaval e acho eu fiz muito bem. To com várias ideias novas (e malucas, como vocês podem ver AHAHAh) e otimista que vocês vão curtir :D Eu demorei um pouco pra voltar a postar porque a vida tá corrida, sempre tá, mas também foi pra não perder o costume AHHAH Valeuuu pra quem chegou até aqui, até a FUCKING SÉTIMA TEMPORADA junto comigo, com o thom, o matt e o Fred :) Só tenho a agradecer por vocês amarem tudo isso tanto quanto eu e pela paciência. Esse ano tem muita coisa FODA pra rolar e vou me esforçar mais pra conseguir manter tudo em dia com vocês. É NOI :) <3