bobby and joan

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“Diane, 11.30am, February Twenty-fourth. Entering the town of Twin Peaks, five miles south of the Canadian border, twelve miles west of the state line. I’ve never seen so many trees in my life.”

Pilot, Twin Peaks 1x01

Mad Men Asks
  • Don Draper: If you could change your name, would you? What would you change it to? Would you tell anyone?
  • Peggy Olson: What is a secret you've never told anyone?
  • Pete Campbell: Do you have a catchphrase? What is it?
  • Roger Sterling: Have you ever cheated on a significant other? Did you get caught? Did you keep it a secret?
  • Joan Holloway: What's something you're really, really good at?
  • Ken Cosgrove: What is one thing you're known for?
  • Stan Rizzo: Describe a time you were wrong about someone. What did you learn from that experience?
  • Rachel Menken: Describe a time someone underestimated you, and you proved them wrong.
  • Sally Draper: What is your relationship with your parents like?
  • Bobby Draper: Is there anyone with your name at your school or place of work? Are you ever confused with someone else?
  • Gene Draper: How did you get your name? Were you named after someone in your family?
  • Meredith: Have you ever had a crush on a boss/teacher/person in authority over you?
  • Betty Draper: Where does your family come from? What are your roots?
  • Henry Francis: Would you ever run for public office? Why or why not?
  • Megan Draper: What is your dream job?
  • Harry Crane: What annoying habit(s) do you have that you're trying to break?
  • Lane Pryce: What is the farthest you've ever traveled from your home country?
  • Ted Chaough: What is your favorite kind of juice?
  • Trudy Campbell: What is the best party you've ever thrown? What's the best party you've ever been to? What's your entertaining style?
  • Michael Ginsberg: What is a quirk that you have?
  • Sal Romano: Can you speak any language other than the one you learned as kid growing up?
  • Bob Benson: How do you take your coffee?
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The Kennedys, no matter what hit them, they got back up. They got back up. In that sense, in my mind as a kid, and even as an elected official, they came to represent the resilience of this country. When I think of the Kennedys, I think about the notion of possibilities. There’s nothing beyond our capacity. It’s not naiveté; it’s a sense of our capacity. - Joe Biden

Uma pequena história sobre “Like a Rolling Stone”, de Bob Dylan

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Entre os dias 15 e 16 de junho de 1965, Bob Dylan gravou aquele que talvez seja o seu maior clássico: “Like a Rolling Stone”.

Enquanto a compra de Hi Lo Fi estava sendo efetuada, Bob trabalhava em Nova York na música que talvez seja sua canção mais famosa, “Like a Rolling Stone”. A palavra que usava com maior frequência quando falava da música era “vômito”. O extravasamento de desdém fora como um “vômito”, disse ele, criado como um texto no estilo de Kerouac, “que tinha uma estrutura muito ‘vomitífica'”. Ele também a descreveu, em seu modo obscuro, como “… uma coisa rítmica no papel totalmente sobre meu ódio constante direcionado a alguma coisa que era honesta. No final das contas não era ódio, era dizer a a alguém alguma coisa que eles não sabiam, dizer a eles que tinham sorte. Vingança, essa é uma palavra mais apropriada”. Em termos simples, era uma canção muito raivosa, nascida de uma fonte de ira que era em parte muito importante da personalidade incomum de Bob. De fato, “Like a Rolling Stone” poderia ser inclusive interpretada como misógina. O alvo era claramente feminino, e várias pessoas, inclusive Joan Baez, foram sugeridas como a inspiração específica. É mais provável que a canção visasse de modo geral as pessoas que ele percebia como “impostores”. O sucesso duradouro dessa música se deve em grande parte ao sentimento solidário de vingança que ela inspira nos ouvintes. Há uma certa ironia no fato de que uma das canções mais famosas da era folk-rock – uma era associada principalmente a ideais de paz e harmonia – seja sobre a vingança.
“Like a Rolling Stone” foi gravada em Nova York durante uma pequena tempestade de verão em 16 de junho de 1965. Bob Chegou ao estúdio da Columbia com o jovem músico de blues Mike Bloomfield, que tocaria a guitarra solo na faixa. Músico prodigiosamente talentoso, Bloomfield se dava muito bem com Dylan, que nem sempre era o mais fácil dos artistas com quem se trabalhar porque ele não gostava de ensaiar e não falava sobre o que estava fazendo. “Michael sabia que tudo o que Dylan queria era chegar e começar a tocar. Queria que todo o mundo, como se por um passe de mágica, entrasse logo após e tocasse uma música que nunca haviam escutado antes”, diz o amigo dos dois Nick Gravenites. “Michael conseguia identificar imediatamente o que Bob estava tocando, qual era o estilo, qual era o acorde.” O novato Al Kooper, de 21 anos, tinha sido convidado para a sessão por Tom Wilson. Ele teve a audácia de se colocar na frente do órgão Hammond, embora não soubesse tocá-lo. Paul Griffin, que tinha sido contratado para tocar órgão na sessão, foi para o piano. Joseph Mack tocou baixo e Bobby Gregg ficou na bateria. A música começou com o som de estalido seco da caixa de Gregg e rolou por quase seis minutos, como uma corredeira. Bob celebrou a descida rio abaixo de seu tema em quatro versos virulentos que culminavam em crescendos de som e emoção na ponte. “How does you feel”, cantou com ele um júbilo crescente.
Durante o playback, Bob pediu a Tom Wilson que aumentasse o volume do órgão de Kooper na mixagem. “Aí cara, esse sujeito não é organista”, contou-lhe Wilson.
“Olha aqui, não venha me dizer agora quem é organista e quem não é”, retrucou Bob, que estava começando a se cansar de Wilson. Bob estava usando um paletó escuro e a camisa estava abotoada até o colarinho. Em posição de sentido na sala de controle enquanto os outros relaxavam, ele tinha a presença imponente de um general, e agora que era uma genuína estrela ele tinha mesmo autoridade. Bob não fazia necessariamente mau uso de seu poder no estúdio, mas esperava que as pessoas fizessem exatamente o que ele queria. Se não se sujeitassem a seus desejos, estavam fora, como Wilson logo descobriu. “É só aumentar o som do órgão”, ordenou ele.
“Like a Rolling Stone” foi lançada como single em 20 de julho. Embora fosse duas vezes mais longa do que a maioria dos singles da época, com 5 minutos e 59 segundos, o que a tornava inadequada para tocar no rádio, subiu firme nas paradas e, notavelmente, teve enorme influência sobre os outros músicos. “Eu sabia que aquele cara era o cantor mais durão que já havia ouvido”, diz Bruce Springsteen, na época um adolescente de Freehold, New Jersey. John Lennon e Paul McCartney ouviram o disco no dia em que haviam se reunido para compor canções dos Beatles. “Parecia que não acabava mais. Era simplesmente lindo”, diz McCartney. “Bob mostrou a todos nós que era possível ir um pouco mais longe.”*




*Trecho do livro Dylan – A Biografia, de Howard Sounes.

The Kennedy Family in Hyannis Port, Summer 1961