boa noite anjos meus

MENSAGENS DE BOA NOITE

Boa noite! Lembre-se: a alegria vem pela manhã. 

Durma com Deus e que os anjos te iluminem. Boa noite meu amor!

Que sua noite seja tranquila e seu sono seja suave, para que o seu dia seja abençoado. Boa noite!

O que o mundo te oferece, é passageiro. O que Deus te oferece, é eterno. Boa noite!

Boa noite meu amor! É assim que se constrói as maravilhas do mundo. Dizendo a quem é importante, que ela faz parte da eternidade.

Aproveite o silêncio da noite e durma com a certeza de que Deus está preparando um lindo amanhecer para você. Boa noite!

Esta mensagem é a prova de que meu último pensamento do dia é você. Boa noite amor!

Que a tranquilidade e a paz tomem conta de você nessa noite! Tenha uma noite abençoada.

Que os anjos cuidem bem de você esta noite, para que possa ter lindos sonhos. Boa noite!

Nunca se culpe por um dia ruim, dias bons nos trazem felicidade, dias ruins nos trazem experiência, ambos são essenciais em nossas vidas. Tenha uma boa noite!

Nunca deixe o dia acabar sem agradecer a Deus pelo privilégio de ter vivido mais um dia. Boa noite!

O meu maior desejo é que a noite renove as tuas energias e esperanças, para que amanhã você alcance tudo aquilo que merece. Boa noite!

Quem descansa nos braços do Senhor certamente recuperará as forças para enfrentar o amanhã com esperança e alegria. Boa noite!

Que Deus dê descanso para o teu corpo e alívio para a tua alma, para que você possa enfrentar o amanhã com um sorriso no rosto. Boa noite!

Para você eu desejo os sonhos mais lindos de uma noite e que todos eles se realizem ao amanhecer. Boa noite!

Qualquer noite é perfeita se eu posso sentir o teu cheiro e o teu toque. Boa noite, amor!

Por mais longe que esteja, por mais difícil que se torne, haverá sempre um jeitinho lindo para te dizer: boa noite!

Quando os olhos pesarem, que os sonhos sejam leves. Uma ótima noite para você! 

Imagine Zayn Malik

anônimo disse: 

você poderia fazer um que a s/n não gosta de crianças e não quer ter filhos mas o zayn quer ser paj 

 S/N P.O.V 

O almoço na casa de minha sogra estava sendo algo normal, até que vieram com o papo se termos filhos. Zayn sempre gostou da ideia, mas eu nunca nunca me pronunciei a respeito. Não sei nem cuidar de mim, quem dirá de um bebê. 

 - S/N, filha. Por que não tentam um filho? - Minha sogra perguntou e eu gelei no mesmo momento. - Seria maravilhoso ter um pequeno Malik correndo pela casa. Além do mais, a casa de vocês é extremamente grande só para os dois. - Encarei Zayn que sorria. 

 - Bom, mãe eu concordo. Mas, se S/N não estiver preparada eu posso esperar o tempo que for. Não é meu amor? Faremos isso quando estivermos prontos. - Assenti levando mais um quiabo a boca. 

 - Eu acho que somos muito jovens ainda. Mas um dia poderemos pensar nisso. - Disse palavras ao vento. 

 - Vocês são os melhores que eu poderia ter. Obrigada por tudo meus anjos. - Minha sogra disse. 

 O almoço continuou tranquilo. O assunto de filhos desapareceu e em menos de três horas já havíamos saído de dentro da casa. Na verdade eu não quero e nem vou pensar diferente disso. Eu não quero filhos. Parece que é difícil de entender. 

 Mais uma vez eu saia emburrada da casa de minha sogra, ela é uma mulher sensacional. Mas sempre vem com os papos de que deveríamos ter filhos e a coisa toda. Ela diz que a coisa mais maravilhosa do mundo é ter filhos. Ela só não entende que eu não quero e não estou preparada para isso. Fechei a porta do carro e Zayn sorria e cantarolava ao meu lado. Encaixei o cinto do lugar adequado, cruzei os braços demonstrando que não estava feliz com aquilo, mas ele não pareceu se importar no momento. 

 Ao chegar em casa fui direto para a cozinha lavei a louça que deixei antes mesmo de sair de casa. Zayn parou ao meu lado e resolveu secar as louças que eu lavava. 

 - Ei, amor. Eu andei pensando e eu acho que podemos tentar ter filhos. Nós nos amamos e ter um fruto nosso seria algo mais maravilhoso ainda. 

 No momento em que Zayn disse aquilo eu fiquei tão assustada que um copo de vidro caiu e cortou parte da minha mão. Eu sai dali sem dizer nada. Peguei a caixa de primeiros socorros e fiz um curativo na minha mão que havia sido cortada em grande parte pelo copo. 

 - Ei, meu amor, você está bem? - Zayn perguntou e eu me afastei dele. 

 - Zayn, sai daqui, por favor, não quero conversar agora. - Larguei tudo em cima da mesa e subi para o quarto. 

 Não dei chance para que ele respondesse, não quero brigar nem falar de filhos. Eu não quero e ponto. Só não quero, não é tão difícil de entender. Eu acho. Tomei um banho relaxante e demorado. Coloquei meu pijama e me joguei na cama, esperei um pouco e nada de Zayn, eu não sei o que aconteceu. Ele só não apareceu, simples e ponto. Já eram por volta das 4 da manhã quando senti uma mão na minha cintura, me virei observando seu corpo e ele sorriu sem mostrar os dentes. 

 - Por que demorou tanto? - Perguntei e ele acariciou meu rosto. 

 - Fiquei arrumando as coisas lá embaixo, você está machucada e eu quero cuidar você. 

 - Obrigada, mas não precisava disso. - Disse e ele me calou com um selinho demorado. 

 - Olha, eu sei que nunca pensou em ser mãe e não quero constranger você. Mas, por que não reconsidera? Por que não tentamos algo? Podemos começar com um cachorro. A nossa casa é tão grande e imagina só nossa menininha gritando com o irmão porque pegou as coisas dela e nós rindo daquilo. Pensa nós nos beijando e eles fazendo cara de nojo. Pensa na nossa família. Pensa na gente. 

 - Zayn, é algo mais difícil, sabe. Eu não sei se estou pronta. Sou muito jovem e acho que isso não seria nada oportuno, agora. 

 - Mas você vai pensar? Não precisa ser agora.  Só, por favor, pensa meu amor. - Ele disse sorrindo. 

- É, eu posso pensar. Agora vamos dormir, meu anjo. 

 - Boa noite, linda. - Selei seus lábios e ele apoiou suas mãos em minha cintura.

Preference #9

Anônimo disse:

Faz um preference em que os meninos colocam seus filhos pra dormir ?


Harry:

- Mas papai, eu não quero dormir! - Reclamou Darcy. - Deixa eu dormir aqui, com a mamãe e o bebê. - Darcy disse se referindo a gravidez de S/N.

- Você tem que pedir isso pra mamãe. - Ela assentiu e correu um direção ao quarto, onde S/N estava deitada.

- Mamãe? - Chamou Darcy. - Posso dormir aqui? - Sorriu sem mostrar os dentes. 

- Deixa eu pensar… - S/N colocou a mão no queixo, ficando ainda mais fofa. - Pode sim, minha menininha. - Fez cocegas na barriga da pequena. 

- Ebaaaa! - Ela gritou se jogando ao lado da mãe e eu observei. - Vem papai, cabe nós três, ou melhor, nós quatro. - Ri e me deitei ao lado de Darcy. 

Niall:

- Papai, eu só vou dormir se você contar histórinha. - Reclamou Elena. 

- Tudo bem, qual histórinha você quer hoje? - Perguntei. 

- Aquela do João e Maria. - Disse agarrada com o ursinho. 

- Mas Lena, o papai conta essa toda noite. - Ela negou com a cabeça.

- Não, é sempre a mamãe e se não contar eu vou chorar. - Ameaçou. 

- Tá, você venceu. - Sorriu vitoriosa. 

- Era uma vez… - Quando olhei para o lado Elena já dormia. - Boa noite meu anjo. 

Liam:

Eu e Liam somos separados, há algumas semana John não dorme, porque não fala com o pai, mas eu iria resolver isso hoje. 

O pequeno John está deitado ao meu lado chorando na cama, como nas noites anteriores:

- Eu quero o papai, mamãe! - Reclamou. 

- Tudo bem, vamos ligar para o papai e você vai dormir. - Assentiu. 

Disquei o número de meu ex marido no celular e em poucos segundos ele atendeu sonolento. 

- Liam, é a S/N, o John no consegue dormir, ele quer falar com você. Está ocupado? 

- Nunca estou ocupado para meu filho. - Respondeu rindo. - Oi pequeno. - Disse. 

- Papai, eu quero você aqui, comigo. Vem papai. - O menino choramingava.

- Filho, dorme. Amanhã o papai passa ai e a gente conversa. Eu te amo. 

- Eu te amo. - Disse o pequeno.

Zayn + Louis:

- Papai, papai. - O filho de Zayn gritava. - Deixa eu dormir na casa do tio Lou, por favor, com o Luke, deixa, deixa. - Implorava.

Zayn encarou Louis que assentiu. - Tudo bem, mas Ben, se comporte. - O menino sorriu e fez um toque com Luke. 

- Vamos colocar os bebês para dormir então, porque as mulheres não vão voltar tão cedo. - Louis disse e revirou os olhos rindo.

Zayn e Louis arrumaram a cama dos pequenos que após um banho se deitaram e dormiram rapidamente pela agitação anterior do dia. 

- Boa noite futuros nós. - Disse Zayn fazendo Louis rir.

desaniversário

o que será que restará das músicas que ouvimos
dos livros que usamos como prece
dos sonhos filtrados pelos apanhadores pendurados pela casa
das frases que rabiscamos nas paredes do
primeiro quarto com portas que não tivemos que dividir?
o que será dos parafusos da nossa primeira bicicleta
e dos cílios que perdemos nas apostas de dedão?
o que será
que a gente esconde de baixo da pele e da cama
e que alimenta os monstros que tememos?
as bolas de papel de poemas que escrevemos com as mãos sujas
de poeira?
hoje eu sinto que os dentes do tempo mordem meus pulsos
e os amigos que eu esqueci se acumulam em um sótão
todos precisam de um lugar para voltar agora
de paredes rabiscadas com os contornos das nossas mãos pequeninas
e tatuagens de chiclete coladas na cabeceira da cama
“- e o coelho disse corra corra corra alice! boa noite minha filha dorme com deus e o anjo da guarda”
os meus anjos hoje são
os vermes que eu cultivei e que cavaram labirintos dentro de mim
sabe, hoje é meu desaniversário e
o david bowie morreu
e quando eu tinha 14 anos bati meu recorde no guitar hero tocando Heroes
depois baixei a música no meu mp3 e a coloquei como o toque do meu despertador
quem são as vozes que ouvimos?
sou dessas pessoas que precisam dizer o que as outras vozes lhes provocam
e sei que agora a morte essa coisa que está correndo vermelha e quente
esse possante rubro que eu dirijo com meus óculos brancos iguais aqueles que o kurt cobain usava
a morte! que me despertava para o colégio durante todas as manhãs
esse eco de latido na madrugada
a morte: uma névoa que envolve qualquer razão
tem o toquinho polifônico de um video game e está correndo em mim como nunca
como um trem desenfreado de faróis bicolores
que desafiam os trilhos na noite.

tanranran ranran tanranran ranran
Oh, we can be heroes
just for one day…

carug

Imagine Louis Tomlinson

Anônimo disse:

Faz um com o Louis, em que eles iriam ter o primeiro filho e quando o bebê nasce, ele fica todo bobo *u*

Eai xuxu, tudo belesma? Eu espero muito mesmo que goste. Obrigada por estar aqui comigo e fazer esse pedido. Me conta o que achou na ask. Boa leitura.

S/N P.O.V

Estava deitada na cama lendo um livro sobre gravidez de gêmeos quando ouso a porta de entrada ser aberta. Meu marido corre escada acima e pula na cama ao meu lado.

- Louis! – O repreendi. – Cuidado, querido. – Acariciei minha volumosa barriga.

- Ei, meu amor, me desculpe. Mas eu realmente quero nossos bagunceirinhos correndo pela casa e pulando em cima da melhor mãe do mundo. Você! – Ele me dá um beijo e logo se volta a minha barriga.

- Oi, vocês ai de dentro, quando nascerem sejam bem quietinhos e deixem o papai e a mamãe namorarem e dormirem. Obrigada, amo vocês! – Ele beija minha barriga.

- Não era você o senhor bagunça? – Pergunto sorrindo.

- Não nesse sentido senhora gravidinha linda. – Ele se levanta. – Eu vou preparar o jantar, pode ficar aqui, se quiser.

- Eu vou com você.

Levanto devagar indo em direção a porta, estava muito difícil ficar para lá e para cá com essa barriga enorme. Quando vou pisar no primeiro degrau da escada sinto algo molhar minhas pernas.

- Louis! – Grito e ele vem correndo. – Precisamos ir para o hospital agora.

[…]

Já fazem duas semanas que Jason e Justin estavam em casa. S/N estava em repouso, então eu fazia de tudo naquela casa. O choro estridente de um dos bebês me faz levantar e o pegar no colo para que S/N pudesse dormir mais um pouco – falho – ele queria mamar e eu não tenho peitos. Balanço o corpo de S/N que ao ouvir o choro de nosso filho se levanta rapidamente e da de mamar ao nosso filho.

- Eles dão trabalho. – Falo e ela me entrega o bebê.

- Eu estou tão cansada. Realmente alguém lá de cima ouviu suas orações, eles são muito agitados.

- Eles são tão lindos. – Toco a ponta do nariz de Jason que ri. – S/N ele sorriu. Meu garoto. Quando você crescer nós vamos jogar bola juntos e eu vou te ajudar a encontrar a mulher perfeita, como eu encontrei sua mãe.

- Meu amor, pegue Justin para mim por favor. – Ela me interrompe e eu faço o que a mesma pediu.

- Aqui está nosso outro xuxu. – Coloco nosso bebê em seus braços.

Ela da de mamar para ele também e então me sento na cama, ao seu lado e ficamos conversando sobre como eles são parecidos e como nos dariam trabalho por serem são lindos.

- Já está na hora de vocês dormirem. Os três, cada um pro seu quarto, já, já e já. – Falou com autoridade.

Aproximo cada bebê perto de seu rosto e ela beija a cabeça de cada um deles. Os coloco no berço e fico observando como eles dormem, parecem anjos, são meus anjos.

- Boa noite meus amores. Eu amo vocês. Não cresçam.

Aqueles olhos castanhos fotografavam cada passo meu, olhos devoradores de virtudes, creio que ele salvava minha imagem como fotografia em sua mente e escondia como se eu fosse seu segredo mais precioso. As vésperas de um pseudo-romance, eu sorri para ele. Pisquei e o já vi em cima de mim, apresentando-se e me oferecendo um drinque. Concordei e aguardei para ver o que o cúpido trouxe a mim na pré-estreia deste verão. Os nossos sonhos subdesenvolvidos podem tornar-se um medíocre projeto de felicidade. Teus olhos devoravam minha carne, enquanto ele lançava-me tuas armadilhas amorosas. Sei bem onde isso ia dar, mas quis pagar pra ver e crer aonde iríamos nos desaguar. Suas táticas sedutoras foram-me fazendo perder a pose, o sorriso já estavam grudados em minha face, muito em efeito de todos os drinques que nós tomamos ao decorrer daquela noite. Feito romance nos beijamos, dois personagens de belas histórias de cinema, mudos ficamos, tentamos improvisar algumas palavras de afeto mais nada pairou no céu de nossa boca. Restou então, apenas um ultimo beijo demorado para deixar uma boa memória nesta noite. Tu foste meu anjo mais devasso, perdido em meus lábios. Levou-me ao motel e despediu-me de toda a minha ingenuidade. Por aquela noite, virei-te o derradeiro e único amor. Minha visão embaçava-se pelas tuas técnicas. Reze a sua prece em meu decote, mas cuidado este vestido custou caro. Azul fosco apertava e definiria as silhuetas que pesava que nunca tivesse. Mas ao olhar no espelho percebi que minha teoria estava errada. Ao som do blues, nosso sexo batizou o perfumado quarto, nossos corpos suados e entrelaçados, derretiam-se aos desejos aparentemente alheios. Minha maquiagem manchava aquele lençol branco, do outro lado da parede, além de ouvir meus próprios gemidos, notei outros corpos entregues ao quente frenesi. Gozei como há tempos não fazia. Mas hoje somos a tradução em vida do nunca mais, os perfumes não foram esquecidos, mas os embriagados diálogos foram sabotados como a casualidade de mais uma noite de paulista. Nuca mais tua leve mão saberá o sabor de meu corpo, não há mais mão em minha nuca. Sei bem que eu fora mais uma estrela no mar especial de constelações daquele homem que mal lembro-me de seu primeiro nome. Hoje, caro moço, queimei as fotos que secretamente tirei de ti, quem sabe, assim as cinzas de nossas intimidades me levaram novamente a ti…
—  A Breve História Da Casualidade De Dois Quentes Corpos, Pierrot Ruivo
Capitulo 20

Ainda estávamos de mãos dadas, saindo do lugar, Jorge nos direcionava a saída. Lá fora soltamos as mãos e Jorge nos perguntou sorrindo - Querem que eu deixe vocês em algum lugar – sua pergunta foi intencional. Vanessa respondeu séria.

- É melhor cada um ir para sua casa, amanhã a gente conversa. – ela disse a mim. Eu assenti com a cabeça. – Não precisa nos levar Jorge a gente vai de táxi, aproveita a noite a festa acabou de começar. –

- Tem certeza Vanzinha? Eu posso levar vocês e voltar, e porque vocês não ficam e aproveitam também? – ele perguntou

- Eu não to com cabeça, to preocupada com o que Vitor vai fazer, eu vou pra casa se caso ele apareça lá eu despacho ele. – ela disse angustiada.

- Tudo bem qualquer coisa me liga. – ele nos deu um beijo no rosto e voltou para dentro.

Achamos um táxi e entramos, Vanessa estava em silencio e pensativa, tive medo do que estava pensando, poderia estar arrependida.

- O que você ta pensando? – perguntei a ela.

- Eu to preocupada com o que Vitor vai fazer, ele pode chegar e jogar isso tudo em minha mãe, eu não quero a ver sofrer. Ela não é moderninha sabe, e sei que ela tem muitos preconceitos, não convivemos com casais homossexuais e todos os seus comentários sobre eles não são bons. – falou cabisbaixa.

- Você ta arrependida? – vê-la assim me fez ficar triste, eu não queria vê-la sofrer por minha causa. Eu a amava, mas vê-la assim me corroía por dentro, me deixava mal.

Ela colocou as duas mãos em meu rosto me fazendo a olhar. 

- Não me arrependo de nada, você foi a melhor coisa que aconteceu pra mim, e depois de hoje eu tenho certeza que eu não quero te deixar nunca. Eu não suportei te ver com o Jorge, por um momento você ia ser dele, eu tive que impedir ou me arrependeria para sempre. – ela me olhava nos olhos e falou firmemente, as suas palavras me emocionaram senti algumas lágrimas descerem pelo meu rosto, e ela as limpou com seu polegar, seguido de um beijo apaixonado, não se importando com o taxista. Eu estava cada vez mais a amando era incrível como ela fazia me sentir viva novamente, e tudo o que ela estava sentindo era ciúmes, ela me amava.

- O que a gente vai fazer agora? Vitor esta nos odiando e vamos o ver todos os dias. – Eu estava preocupada, querendo ou não ele também tinha parte na empresa e poderia me demitir, me doía a ideia de estar longe dela.

- Ele é muito infantil, eu disse que ele era muito ciumento, nós não temos mais nada e ele fez um barraco. Ele vai ter que aceitar, sinto muito a ele. – ela disse irritada.

- E sua mãe? – sua expressão havia mudado.

- Sinceramente eu não tenho ideia de como vou contar isso, mas vai ser preciso. Ela tem que saber por mim e não por Vitor. Eu vou tentar descobrir como reagiria primeiro e depois despejar tudo. – era nítido a sua preocupação, ela estava triste e não me olhava nos olhos.

 - Vanessa eu sei que você ta triste, se você quiser desistir eu vou entender, a gente se afasta mesmo me doendo muito, eu vou aceitar. Cada uma segue a sua vida, vai ser melhor pra você. – Foram as palavras mais difíceis que eu falei na vida, eu sabia que iria sofrer, mas por ela eu faria qualquer coisa, só não queria vê-la ainda pior. – Assim você não sofre como está sofr… – ela me interrompeu pressionando sua mão em minha boca.

- Não diga besteira Clara, eu não quero me afastar de você. Eu sei que lhe disse que não queria compromisso, mas eu não tinha ideia do que estava sentindo, eu estou completamente segura do que sinto, e eu sei que se você me deixar eu vou sofrer muito mais.  - Ela passou a mão em meu rosto e em meu cabelo. Cada toque o mais suave possível, suspirei concordando.

- Eu vou precisar de você do meu lado, quando tudo isso vir a tona. Eu quero ficar com você e pago qualquer preço por isso. – Ela não havia terminado de falar, e eu avancei a ela e lhe dei um beijo pressionando os nossos lábios, ela me agarrou e ficamos ainda mais perto.  

Já estávamos chegando o taxista permaneceu calado a viagem inteiro, mesmo ouvindo tudo. O que foi constrangedor.  Ela me deixou em casa, lhe dei um ultimo beijo e ela se foi.

Eu me sentia leve, como se meu corpo não estivesse na terra, eu sabia que um caos iria surgir. Ter que enfrentar a todos, nos julgando não seria fácil, mas ouvir dela que ela pagaria qualquer preço para ficar comigo, me deixou nas nuvens. A cada momento, quando sem saber que era possível, eu estava ainda mais apaixonada.

Tomei um banho, deitei na cama. Eu estava preocupada, Vanessa ainda não tinha dado sinal, ela poderia estar enfrentando uma briga agora.

Com todo o ódio com que Vitor saiu da boate, era possível ele ir direto contar para Dona Solange, era impossível imaginar que a aquela senhora tão doce poderia ser tão fechada ao mundo, infelizmente o preconceito ainda existia, aceitar as pessoas felizes era o que importava independente de suas opiniões sexuais. Triste saber que nem todos possam se conformar com a mudança do mundo.

Resolvi lhe mandar uma mensagem no Whats.

-“Van ta tudo bem ai?”- Ela demorou  me responder o que me deixou ainda mais aflita. Depois de exatos dez minutos ela respondeu.

- “Oi ta sim, nem sinal do Vitor. Ta todo mundo dormindo aqui” – respirei aliviada.

- “Achei que tivesse acontecido alguma coisa, você não deu noticia”

- “Me desculpa, eu estou pensando em uma solução =/” – ela devia estar agoniada, e com os pensamentos a mil.

- “Amor, tenta dormir amanhã a gente pensa em alguma coisa” – lhe disse.

- “ Me chama de amor de novo, eu adorei me senti melhor.”  -abri um enorme sorriso era como se eu estivesse a vendo pedir, com aqueles olhos sedutores, que nunca conseguia resistir.

- “ Eu chamo quantas vezes você quiser, Amor Amor Amor Amor Amor da minha vida”

- “Hahahaha obrigada, me sinto melhor, é melhor dormimos amanhã vai ser um longo dia.” – ela tinha razão, amanhã Vitor estaria na clinica e ele iria fazer de tudo para nos atingir, seria um longo dia.

- “Você tem razão, dorme bem amor. Eu te amo muito” – eu queria dizer aquilo em seu ouvido, sentir a sua reação. Eu a amava tanto, tudo que eu queria era estar ao seu lado, todas as noites.

- “ Boa noite meu anjo” – foi apenas o que  disse, eu sabia que pra ela era difícil dizer te amo, ela era muito fechada, mas eu sabia que ela me amava, tudo que ela disse naquela noite, eu tive certeza. Era só uma questão de tempo até ela se sentir a vontade e me dizer, afinal suas atitudes demonstraram claramente que eram melhores que palavras. Tudo que ela fez foi por amor, e era por mim.

Tentei dormir, mas todos os flashs da noite me vieram à cabeça. Nós dançando coladas meu corpo ao dela, eu sentindo o seu gosto e todos olhares voltados a nós,  e ela não se importando. Por alguns momentos nós estávamos unidas na pista, não nos importava com nada só nós duas como uma sintonia perfeita, foi o melhor beijo dado, com tamanha intensidade e paixão. Foi o nosso momento.