beira da praia

Você é a pessoa que todo alguém queria ter ao lado. Você é uma mistura de felicidade e encantação. Você é vento no rosto da beira da praia. Você é poesia bagunçada, mas que toca e emociona. Você é noite de luau. Você é esconderijo no claro. Você é arrepio. Corpo quente no frio. Água no deserto. Vem, chega mais perto. Você é tudo, e quando não for, calma, eu faço você ser.
—  John Green. 
Bonito é andar na rua de mãos dadas. Bonito é sentar no banco da pracinha e ver as crianças brincando, alegres, felizes! Bonito é ver o pôr do sol na beira da praia. Bonito é sorrir. Bonito é abraçar e se sentir abraçado. Bonito é ser beijado na testa. Bonito é amar e ser amado. Bonito é olhar pra cima e ver a Lua que mesmo com toda sua grandeza, dá lugar para as estrelas brilharem. Bonito é ser feliz. Bonito é ter fé na vida. Bonito é ter fé no Autor que te deu vida. Bonito é ver que há tantas coisas para ser feliz. Bonito é deixar a tristeza de lado e abrir um sorriso pra felicidade.
—  Beatriz Dornelas
₪ STATUS: VERÃO/SOL ₪
  1. Quero as ondas desses mares, universo em fim de tarde. 🌊🌥
  2. Um céu, um sol e um mar. 🌤🌊
  3. Minhas chances são de desistir, ou estar em algum lugar e ver o sol nascer. 🌤
  4. Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol. ☀️
  5. Vambóra pra praia, vendo o sol estralar. 🌊🌞
  6. Eu quero sol e mar, verão o ano inteiro. 🌊☀️
  7. Tão natural quanto a luz do dia. ⛅️✨
  8. Deixa o mar levar pra longe todo mal que existe. 🌊
  9. Vamos pra praia pra ver o mar, sentir a onda bater, ideias clarear. 🌊
  10. Em plena praia, no céu azul, brilhava o sol. ☀️
  11. Entre o azul do céu e o verde do mar tanta coisa ainda há. 🌈✨
  12. Eu quero a praia, só quero paz, só quero amor. 🌊✌️🏾
  13. Sentado a beira da praia, olhando o mar, cantando pra você. 🌊🎸
  14. Um por do sol é mais um dia que se vai. 🌥🔄
  15. Todo por do sol, traz a esperança do que vem pela frente. 🌥☘
  16. Faça chuva, faça sol, faça amor. 🌦♥️
  17. Vamos ver o pôr do sol, me dê a mão. 💑🌥
  18. Mas é claro que o sol, vai voltar amanhã mais uma vez. 🌥🔄
  19. O importante é que faz sol, com ou sem você. ☀️🕶
  • se pegar/gostar dê like.

Você já se sentiu como se nada e nem ninguém pudesse te entender? Nem você mesmo?

È um sentimento estranho è uma mistura de confusão, alívio e aflição. É possível sentir alívio e aflição ao mesmo tempo? Se não for, olha ai meu coração desafiando a ciência.

Eu acho que oque todos nos precisamos è de um tempo sozinho, longe de todos e todas as redes sociais. Tirar um tempo para você mesmo, ir para a beira da praia apenas observar as ondas ir e vir sem nenhuma razão específica pra isso, você só quer se desligar um pouco dos pensamentos que fazem confusão na sua mente. É bom, tentar esquecer o te aflinge e oque te incomoda, pensar só que ali naquele momento você está ali por si mesmo, só pra relaxar e se deixar levar pelo vento que sopra e as ondas que não param.

As vezes é disso que a gente precisa, se desligar para depois voltar a viver.

Cardíaco, 1997

Nota sobre esse coração,
(que bomba o sangue desde o fim de 97)

adiei um pouco minha própria vida, por vezes escolhi não escolher e fui em direções de vento. Mas fui.
Hoje,
(pra ser exato, nesse instante)
carrego dentro do corpo a pressão de me revelar a mim mesma, diante de um espelho cujo reflexo é distorcido e onde aparece rostos que não são meus. Tento me esboçar e sinto em toda troca gasosa que o peso da vida está muito além da poluição do ar.
Mergulhei em oceanos profundos e viajei em estrelas profanas pra construir na beira da praia castelos de areia indestrutíveis e não impermeáveis.
Desafiei as fronteiras entre as Américas só pra notar a diferença na cor do céu. E é azul, aqui e lá.
Me ausentei de você Ana, e me ausentei em mim.

Ribossomos, transes

Anônimo: Oi posso fazer um pedido? Do zayn que ele teve um filho com uma ex namorada (s/n) mas eles não estão mais juntos ai o baby n gst da Gigi é mal criado com ela e diz que a mãe dele é mais bnt que ela? E dps o Zayn coloca ele pra dormir e confessa que tmbm acha a mãe do baby mais bnt? Obg desde já❤

Zayn e S/n viveram um longo romance, chegaram até a se casar na beira da praia mas como todo casal, eles tiveram crises que resultou em um divórcio. 

Ashley, filha do casal tem apenas três anos e vive com Zayn e sua madrasta Gigi com quem tem uma péssima relação.

S/n está terminando a faculdade de medicina e vê a filha apenas aos fins de semana quando não está atolada nos livros. 

— Sabem o que eu estava pensando ? — Gigi comentava enquanto almoçava a mesa com o namorado e a enteada — Poderíamos fazer alguma coisa na sexta, como ir ao parque por exemplo 

— Eu não saio sem minha mamãe — Ashley dizia enquanto levava uma colherada de comida a boca 

— Filha, será divertido. Imagina só: eu, você e a Gigi em um parque — Zayn tentava animar a filha 

— Prefiro minha mamãe, ela é mais legal e bem mais bonita. 

Gigi lançou um olhar furioso para Zayn e respirou fundo se controlando para não estragar o almoço brigando com a menina.

— Bom, já está na hora de ir pra escola — Zayn tentou disfarçar o climão que ficou a mesa — Boa aula. 

Ashley deu um abraço apertado no pai e saiu correndo junto com a babá sem ao menos se despedir da madrasta. 

— Até quando essa menina vai ficar me tratando assim ? — Gigi perguntava irritada 

— Você precisa entender e dar um tempo a ela… 

— Tempo ? Zayn, já tem mais de um ano e meio que eu estou com você e sempre é a mesma coisa, patadas e patadas. Eu nunca a tratei mal

— Mas ela é criança e leva tempo para entender nossa relação. Ela é muito apegada a mãe… e também tem a personalidade forte igual S/n

— Jura que vai ficar falando da S/n para mim ? — ela revirou os olhos 

— Não, claro que não. Eu só estou tentando explicar que ela é teimosa e leva tempo para aceitar as coisas, principalmente o meu namoro com você. 

- Eu amo você, amo muito mas sua filha me tira a paciência. 

Gigi terminou seu almoço e foi até o estúdio fazer umas fotos enquanto Zayn ficou no apartamento tentando entender porque Ashley não se dava bem com Gigi. 

No fundo Zayn entendia o apego da menina com a mãe, afinal, S/n era uma mulher determinada, divertida e também era linda. Zayn se culpa até hoje por não ter insistido no casamento com ela, mas Gigi não pode nem sonhar com essa culpa que o moreno carrega.

(…)

— Papai, papai — Ashley vinha correndo até Zayn que a esperava no colégio para levá-la para casa — Que bom que você veio sozinho. 

— Depois precisamos conversar sobre isso, pequena criança — Zayn a pegou no colo e passou o indicador na ponta do nariz dela

— Nós podemos comer antes de ir para casa ? 

— Não será necessário. Gigi vai preparar o jantar

— Não quero a comida dela — fez bico 

— Ashley… — o moreno respirou fundo 

— Por favor papai, compra comida para mim — a menina pediu manhosa e o pai não resistiu

Os dois chegaram em casa com uma sacola do MC Donald’s e Gigi estava no fogão preparando o jantar. 

— Você foi ao MC, meu bem ? — ela perguntou sem entender — eu disse que iria preparar o jantar 

— Isso não é para mim…  — ele disse sem jeito

— É meu — Ashley entrou na conversa — eu disse que não ia comer sua comida e meu papai comprou comida para mim. 

— Zayn — A loira repreendeu o moreno — É por isso que ela é assim, você faz todas as vontades da menina. 

— Ela é minha filha… 

— Mas nem por isso precisa ser tratada e mimada dessa forma… Sinceramente, perdi a fome. 

Gigi subiu para o quarto e Zayn olhou com uma cara furiosa para a menina que comia seu lanche toda inocente. 

— Ash, sobe para tomar um banho e vá se deitar, antes de dormir, papai precisa falar com você. 

Embora Zayn não gostasse da forma que a menina tratava a namorada, ele não podia brigar com ela. Ela não tinha culpa de preferir a mãe. 

— Já dormiu ? — Zayn entrou no quarto da menina e a encontrou deitada com um ursindo 

— Não, papai.

— Bom — ele se sentou na beira da cama — Você precisa mudar suas atitudes com Gigi, ela fica triste quando você trata ela mal 

— Eu não tô nem aí…

— Não pode ser assim, Ash… Ela é a namorada do papai e você precisa aceitar 

— Eu prefiro a minha mamãe… 

— Você precisa entender que algumas coisas não foram feitas para dar certo, S/n e eu é um exemplo disso — o moreno tentava explicar para a garota — Só tenta tratar Gigi melhor, ela é legal. 

— Tá — a menina bufou — Mas a mamãe ainda é bem mais bonita que ela… Boa noite, papai! 

— É — Zayn sorriu com a frase da garota que logo fechou os olhinhos e dormiu — Boa noite, bebê! 

Zayn continuou longos minutos sentado ao lado da filha que dormia como um anjo. Ele era apaixonado pela menina, seus olhos brilhando ao olhar para ela não negavam isso. 

— Você se parece tanto com S/n — Zayn dizia acariciando o rosto da garota ciente de que ela não ouviria uma palavra sequer — Tanto nas atitudes quanto na fisionomia… E você tem razão, S/n é bem mais bonita que Gigi — admitiu — Bons sonhos! 

Zayn beijou o topo da testa da menina e foi se deitar com Gigi, mas sempre desejando dormir algum dia, novamente ao lado de S/n.

Imagine - Harry Styles

Oi gente, bom, eu ando tendo MUITA dificuldade para escrever os pedidos, então, para não deixar vocês mais um dia sem nada, escrevi algo que veio de livre e espontânea vontade. E sim, vai ter continuação Espero que gostem! Beijos ❤


O dia estava tão lindo no litoral.
Antes das oito horas da manhã eu já estava na estrada indo em direção de Brighton. Selena Gomes tocava no rádio e eu cantava junto em alto e bom som. Uma hora de viagem não era tão ruim, ainda mais com a estrada livre desse jeito.
Eu havia fugido para escrever. Meu prazo de entrega estava apertado e a cidade grande me dava calafrios, assim como as buzinas me deixavam angustiada. Eu sempre fui a menininha típica de cidade grande e há um ano me sentia sufocada com a rotina corrida que abandonei por uma semana.
Depois de passar no mercado que ficava mais ao centro de Brighton, fui para casa, desfiz as malas, guardei as compras e limpei a casa de forma rápida. Como a casa da minha família no litoral estava fechada a uns dois meses e, por isso, não estava tão suja.
Na varanda do segundo andar, abri uma mesinha e uma cadeira de madeira, liguei o notebook e voltei para dentro do quarto pegar meu caderno de anotações para ver quais ideias ainda tinha que pôr em prática.
A listinha de detalhes me deixou meio triste por ver tantos quadradinhos em branco esperando ser preenchido quando aquela “cena” ficasse pronta.
Anna, minha personagem, ainda precisava de um par romântico, mas eu estava tão frustrada com meus relacionamentos que estava cogitando até a deixa-la para titia. Coitada, ela não tinha culpa das minhas desilusões.
Verifiquei onde havia parado e comecei a sentir fome. Desisti de começar a escrever e desci para a cozinha fazendo o almoço. Frango com salada, uma coisa fácil e bem saudável; o suco de laranja já não era tão saudável, mas na caixa dizia “natural”.
Depois de almoçar e limpar a louça, fiquei algum tempo assistindo televisão e depois subi novamente para a varanda onde estava o computador.
Meia hora foi mais ou menos o tempo em que fiquei olhando para o caderninho. Havia escrito um tópico onde eu descreveria o namorado de Anna, suas características e maneira de agir. Risquei cerca de dez características, estava em dúvida sobre a cor dos olhos do garoto assim como seu nome; não sabia como moldar seu corpo ou qual seria seu tom de voz.
Estava desiludida por não obter nenhum parágrafo se quer depois de tanto tempo. Por mais que pensasse, as características do garoto se voltavam para os meus ex’s e a raiva me fazia odiar o personagem antes mesmo de escrever totalmente quem ele seria.
Bufando, recolhi meu caderno e a caneca, desci as escadas, tranquei a casa e fui para a beira da praia. Alguns bancos estavam posicionamos de frente para o mar.
- Posso me sentar aqui? – Perguntei a um cara que estava sentado no único banco vazio próximo a casa da minha família, rabiscando um caderno de forma revoltada.
- Claro! Fique a vontade! – Sem nem mesmo me olhar, ele gesticulou para o banco e eu me sentei dando de ombros.
Eu observei o mar por um tempo, até que comecei a ouvir batidas ritmadas da caneta no caderno; eu estava quase pedido para que ele parasse de bater quando de repente ele ergueu a cabeça me encarando.
- Desculpa, não quis incomodar. – Ele sorri me mostrando covinhas adoráveis.
- Tudo bem. – Voltei a encarar meu caderno.
- Também não consegue escrever?
- É, o prior de tudo é que eu tenho prazo para entregar e isso me deixa mais apreensiva. – Confesso e suspiro.
- Sei como é. – Ele olha para o caderno. – Trabalha com música também?
- Não, sou escritora; trabalho com romance. – Sorrio.
- Bom, de certo modo, eu também trabalho com romance. – Ele sacode o caderno.
- Verdade, de certo modo. – Ele pondera se fala mais alguma coisa ou não. – Qual seu problema? Digo, o que você não consegue escrever?
- Eu não consigo descrever o namorado da minha personagem. A última coisa que escrevi no meu computador foi: “ meus olhos encontraram os dele, “. Não consigo nem decidir que cor de olhos o infeliz vai ter! Isso é tão frustrante.
- Bom, eu, hoje pela manhã, decidi escrever uma canção de uma amor de verão. Uma coisa romântica, melosa e que pudesse mostrar que eu estava apaixonada por alguém, mas o problema é que não estamos no verão e eu não estou apaixonado por ninguém. Acho que estou mais perdido que você!
- Acho que empatamos…. – Dou de ombro.
Ele sorri fraco e volta a rabiscar no caderno. Eu cruzo as minhas pernas, prendo meus cabelos e abro o caderno. Olhos: verdes; sorriso: lindo; cabelos: macios e em um tom castanho de suspirar. Olho para o estranho ao meu lado. Corpo: alto, mas só o suficiente para passar confiança; não muito forte; hobbie: tocar violão; sonho: cantar e se apaixonar. Detalhes: tem covinhas e uma pontinha perto do queixo.
- Qual o seu nome? – Pergunto tocando em seu braço para lhe chamar a atenção.
- Harry. – Ele me olha e sorri.
Seu nome, namorado da Anna, é Harry.
- Eu vou indo; foi um prazer te conhecer, Harry! Obrigada! – Sem que o mesmo me dissesse algo, levantei e voltei para casa.
Como estava esfriando, recolhi o notebook da varanda, coloquei a lasanha de microondas para descongelar e fui tomar banho. Depois de completamente limpa, de pijama e cabelo seco. Coloquei a lasanha para esquentar e subi no quarto em que eu dormiria para pegar uma manta.
Me servi de um bom vinho branco e da lasanha, coloquei o computador e o caderninho no sofá, liguei a televisão e jantei.
Deixei o prato sobre a mesinha de centro, e puxei o notebook para o colo. Abri o arquivo que dizia Um sonho amais e dei continuidade a frase.
“Meus olhos encontraram os dele, verdes; o sorriso era lindo e tinham covinhas que o deixavam mais charmoso. Mesmo pelo uniforme da escola, eu via os braços fortes que, por um momento, imaginei me abraçando. Eu estava ficando louca. Mesmo que o novato me desse bola, o que eu seria para ele? A nerd ou só estranha?
- Muito prazer, eu sou Harry. “

Anônimo: hello, faz um 1s com o Harry, que ele e a SN são casados, mas estão se divorciando, só que eles não quer falar pra ninguém, então os amigos deles ainda acham que eles são um casal, só que em algum momento um dos amigos deles questionam. pq tipo, eles continuam agindo como se fosse um casal, porém sem beijos. e o fim do relacionamento foi super amigável!

Harry e eu sempre fomos o casal que todos desejavam ser; nos casamos à beira da praia, viajamos o mundo todo, porém, nossa relação caiu na rotina e por esse motivo estamos nos divorciando. 

Provavelmente será difícil nossa relação depois disso, afinal, temos inúmeros amigos em comum e estamos ao máximo tentando esconder isso. 

(…)

— Você está linda — Harry disse assim que entrei em seu carro 

— Muito obrigada! — sorri e dei um beijo no rosto dele 

Estávamos indo até uma social de amigos na casa de Louis, que por sinal foi nosso padrinho de casamento. Como ainda ninguém sabia do nosso divórcio, Harry sugeriu que fossemos no mesmo carro até a casa dele, e assim fizemos. 

— Preparada para encenar ? — ele disse desligando a chave, parando na frente da casa de Louis 

— Nós já fizemos isso outras vezes — me lembrei das noites que íamos a barzinhos com eles, já divorciados — Não será tão difícil. 

— Você está bem ? — Harry perguntou de forma afetuosa 

— Sim, fui chamada para uma entrevista de emprego na semana que vem! 

— Que ótima notícia, S/n! Vou torcer por você! — ele disse animado

— Obrigada, Hazz! Vamos ? 

Embora Harry e eu tivéssemos tomado a decisão do divórcio, nós tínhamos maturidade suficiente para manter uma amizade. 

Entramos na casa de Louis encontrando todos lá. 

— Olha se não são meus afilhados favoritos — Louis gritou assim que nos viu entrando 

— Olá — dei um oi coletivo para todos que estavam ali. 

A casa estava cheia. Me sentei no sofá próxima da namorada do Lou, enquanto Harry foi até a cozinha. 

— S/n, acabei de notar, você está sem aliança ? — ela olhou direto para minha mão 

— Ah-ah — gaguejei — Eu provavelmente esqueci na pia do banheiro. Que cabeça a minha — tentei disfarçar 

— Sempre que esqueço minha aliança de compromisso com Louis, ele fica uma fera — ela brincou

— Harry também me repreendi quando esqueço a minha — menti 

— Homens… — ela riu

Louis e Liam apareceram na sala com alguns petiscos e algumas garrafas de vinho. Todos se sentaram ao lado de seus respectivos parceiros, enquanto Harry e eu estávamos um pouco mais afastados. 

— Como andam as coisas, Styles ? — Liam perguntou pegando um queijo — Digo, já fazem alguns longos dias que não vejo você e S/n 

— Estão bem! S/n foi chamada para uma entrevista de emprego — ele disse rindo para mim 

— Que ótimo, S/n! Tomara que você consiga

— Obrigada, Liam! Agora sozinha eu preciso de um ganho — deixei escapar 

— Sozinha ? — Louis perguntou franzindo o cenho 

— Não, ah… — fiquei nervosa — Sozinha é modo de dizer, quero dizer que quero ser independente e ter um emprego! — expliquei 

— Ah, claro! É ótimo ser independente — Eleanor disse feliz

— Eu vou pegar mais petiscos, alguém quer ? — Harry disse mudando de assunto 

— Te ajudo — Liam se levantou e os dois seguiram para a cozinha 

Depois do que eu disse, Eleanor notou que algo não estava bem e foi mais perto de mim. 

— S/n — ela disse baixo — Está tudo bem entre você e Harry ? 

— Claro — sorri fraco — Por que a pergunta ? 

— Eu conheço vocês, querida! Venho notado a alguns dias que vocês estão estranhos. Eu me lembro que a alguns meses atrás nós tínhamos que pedir para vocês pararem de se engolir em público de tanto que vocês se beijavam, e hoje não presenciei nem ao menos um selinho. E eu não engoli a história da sua aliança, e depois do que você disse, eu sinto que algo está acontecendo… 

— É — eu olhei para baixo e comecei a passar a mão pela minha coxa — Harry e eu estamos nos divorciando… 

— O que ? — ela perguntou assustada arregalando os olhos — Por que ? 

— Foram três anos, Eleanor… Nossa relação esfriou, não tinha sentido continuarmos juntos — expliquei 

— Vocês se amavam, S/n… Eu não consigo acreditar nisso 

— Eu ainda o amo muito — sorri fraco — Mas acho que nossa relação como casal já deu o que tinha que dar. Nós chegamos juntos a essa conclusão e decidimos que é melhor para ambos. Nós continuamos amigos e eu torço muito pela felicidade dele, assim como ele torce pela minha também! 

— E como você está com tudo isso ? — ela perguntou acariciando meu rosto. Eleanor sempre foi carinhosa comigo 

— No começo foi difícil mas agora eu estou bem… Nós estamos bem. Eu voltei para a casa dos meus pais e as coisas estão começando a dar certo para mim. Harry é um homem maravilhoso e esses anos que eu vivi com ele foram incríveis, e é isso que eu quero levar para mim. 

— Quando vocês pretendem contar aos outros ? 

— Quando os papéis saírem nós vamos anunciar nosso término. Não comenta com ninguém por enquanto, tudo bem ? 

— Claro — ela concordou — Foi um choque para mim — suspirou — Mas se está bom para vocês dois, fico feliz! 

— Obrigada! — sorri segurando as mãos dela 

Um mês depois os papéis saíram, e Harry e eu nos divorciamos por definitivo.

Foi um baque para todos nossos amigos, mas com o tempo eles compreenderam que Harry e eu não nascemos para ficarmos juntos. 

E a minha amizade com meu ex marido, nunca foi abalada, e era isso uma das coisas que eu mais admirava nele, a maturidade que Harry possuía.

Dei meu cuzinho.

Me chamo Lauãnne, sou estudante,tenho 20 anos, 1,67m,66 Kg, sou morena clara.Tenho seios médios, a barriga chapada, meu quadril é largo, minhas coxas grossas e minhas pernas torneadas.

Desde a adolescência sempre me preocupei com o meu corpo. Ser gostosa, não é fácil!

Certo dia no começo do ano, fui à praia. O sol se escondia por trás de algumas nuvens, mas sabíamos que ele estava lá. Eu usava um biquíni azul royal. A parte de cima era bem comum, mas confesso que a parte de baixo chamava mais atenção do que eu imaginava. Isso não me aborrecia. O biquíni era de lacinho nos lados, e um fio -literalmente- na parte de trás. Eu evitava abaixar-me em público.

Nunca é bom ser processada por atentado ao pudor, não, é ?

O dia passou rápido, no final da tarde, hora em que costumo deixar a praia. Havia muito pouca gente e eu resolvi ir na beirinha do mar, dar uma última lavada nos pés, quando me deparei com uma conchinha linda. Entusiasmada, abaixei-me para apanhá-la, e fiquei agachada observando. Mal me lembrei que o fio que cobria o meu bumbum, só era eficaz quando eu estava em pé.

Quando percebi uma brisa batendo na “portinha” me lembrei. Levantei num segundo, e de supetão olhei para trás. Há uns 5 metros, estava um homem alto, moreno, com uma toalha nos ombros e uma mochila nas costas a observar aquilo que a maioria das pessoas não mostra à estranhos: O meu cu. Disfarcei, e ele também.

Entrei no mar, e esperei que ele fosse embora. Ele veio à beira da praia, e fez uma lenta caminhada até sumir da minha vista.

Pensando nisso depois, fiquei muito excitada, mas na hora foi muito vergonhoso. No dia seguinte, fui à festa na piscina da minha prima. Como o biquíni azul tinha enxugado, fui com ele mesmo. Dei uns mergulhos pela manhã, e quando eu sai da piscina, pela escada, lembrei que meu cu estava praticamente exposto. Olhei de volta para a piscina, e todos estavam distraídos conversando, exceto o homem da praia no dia anterior. Gelei.

-Como pode ele estar aqui? Pensei.

Arrumei minhas coisas, e fui embora pra casa.

Alguns dias se passaram. À princípio, fiquei preocupada com o que havia acontecido naqueles dias, mas o tempo passou e o caso sumiu da minha mente.

Certo dia, fui pegar um cineminha, e vocês já devem imaginar quem apareceu, né ? Ele. Fiquei um pouco assustada, mas ele passou direto da minha fila. Porém, instintivamente olhou para trás , me viu, e veio sentar exatamente na poltrona ao lado da minha.

- Quem é você, cara ? Está me seguindo ? perguntei.

- Oh, não, desculpa ! Sério. Não tô te seguindo, não. Foi só coincidência.

- Ah, sim. Mas eu fiquei mesmo assustada. Se ponha no meu lugar, você também ficaria assustado se encontrasse um estranho três vezes seguidas.

- Primeiramente meu nome é Victor, tenho 38 anos, não sou mais um estranho.Segundo, ficaria muito feliz por encontrar alguém tão lindo quanto eu três vezes seguidas.

Tive que rir. E a tensão sumiu. Já me sentia íntima dele. Falei meu nome, conversamos, mas as duas cenas vergonhosas da praia e da piscina estavam lá, martelando na minha cabeça, e no final do filme trocamos os números.

Dois dias depois ele me ligou, e marcamos um passeio na praia. Porém, ele quis que o lugar que eu sabia que era praticamente deserto. Topei. Fiquei com receio, mas ele me dava uma segurança que me tranquilizou em parte.

Às 17:30 cheguei na praia, e ele já estava lá. Haviam algumas pessoas na praia, mas estavam muito longe. Sentei ao lado dele.

- Não tiro você da cabeça. – ele confessou.

- Nem eu, mas imagino que você tenha uma perspectiva diferente da minha.

- Como assim ? Não entendi - Ele favou com voz quase inaudível

- Ah, você sabe. Mulheres são melosas, e tem outra coisa, né.

- Que Coisa?

- Para, você sabe.

Ele se aproximou de mim, e falou mais baixo ainda.

- Não, não sei. Me fale

Continuei no mesmo tom em que vinha conversando o tempo todo, porém, comecei a me sentir excitada com o cheiro dele, e a vontade de sentir os pelos da barba dele no meu ombro, já que estavam tão próximos.

- Pra mim, você é o cara misterioso que eu encontrei coincidentemente. Pra você, eu devo ser a vadia que mostrou o cu em público. – disse, nesse momento, me senti molhada.

Ele me olhou de forma irônica. e se aproximou mais.

- Claro que não, você tem um belo cu, diga-se de passagem. Mas eu também te achei muito linda.  Não vou negar que sinto uma tração física por você, mas não é só isso. E eu quero sentir mais do que o seu cu envolvendo meus dedos e língua. Eu quero você por completo.

A noite já havia caído. Não deu tempo de pensar, ou de responder. Quando senti a barba por fazer dele tocar o meu ombro, me entreguei. E ele percebeu. Me deu um beijo intenso. Mas não demorado demais. Logo mudou o foco de suas carícias. Com habilidade tirou o meu vestido, e passou as duas mãos, lentamente, dos meus ombros até o início das minhas coxas. Passou os braços por trás de mim, mas não me abraçou. Desfez os dois nós do meu biquíni, e admirou meus seios.

- Como eu esperava, rosinha também. – disse.

Meus mamilos, rosinhas como ele disse, já estavam rijos. Ele beliscou um com força, eu gemi alto, mas ele logo abocanhou o meu mamilo, como que por carinho. Em compensação ao beliscão. Depois me deu outro beijo, enquanto massageava meu outro seio. Eu não consegui pensar em nada, muito menos não queria que ele parasse. Eu só queria aproveitar o momento. Ele se afastou, e me observou.

Então, me virou de bruços, e eu amei a sensação da areia nos meus seios sensíveis. Ele tirou a parte de baixo do meu biquíni, e deu um beijo no meio das minhas costas. De repente, com força, ele deu um tapão na minha bunda, colocou os dois polegares entre as minhas nádegas, e com força, abriu minha bunda, fazendo o meu cu saltar.

- Como eu imaginava, alguns pelinhos, mas isso não atrapalha.

Eu não sabia o que dizer, mas o meu cu estava em chamas, e eu me senti virada ao avesso. Ele tirou a força que abria a minha bunda, mas logo em seguida a abriu de novo, com mais força ainda, e eu gritei.

- Ai, como você é curioso!

Então ele deu um beijo no meu cu. Eu achei estranho, mas tão íntimo. Então relaxei. E ele deu outro, e mais outro, e começou a sugar o meu cuzinho, e de repente, colocou a língua na portinha. Era um língua quente e firme. Eu relaxei ainda mais, queria que ele conseguisse fazer o que ele quisesse comigo. E deu certo, ele enfiou a língua dentro, e eu me senti dele. Estávamos ligados da forma mais incomum e gostosa que poderia existir. Ele abria as minhas nádegas, enfiando o meu cu na cara dele, e eu percebi que se levantasse o quadril estaria facilitando as coisas pra ele.

Então ele parou, e começou a beliscar o minha bunda. Doía, mas eu gostava da dor. Ele então dava mais beijinhos de consolação, e eu já estava derretida por dentro. Ele me deu mais uns tapas, abriu mais ainda a minha bunda, enfiou a língua o mais fundo que pode, e então parou. Virou minha barriga pra cima novamente, me pegou no colo e e me levou para dentro d'água. Quando a água estava no quadril dele, ele parou, e me colocou em pé. Lavou o meu corpo da areia, e chupou meus mamilos agora temperados pelo mar.

Ele enroscou minhas pernas na cintura dele, e eu tomei sua cabeça em minhas mão, olhei em seus olhos e lhe dei um beijo com tanta força que minha língua doeu. Ele desceu as mãos para minha bunda, e enfiou um dedo no meu rabinho. Não senti dor alguma. Com a outra mão ele começou a estimular meu clitóris. E eu gozei na mão dele em menos de 1 minuto.

Ele começou a mexer o dedo que estava no meu cu e a água fria começou a entrar, uma delícia. Ele então colocou outro dedo, da outra mão, doeu um pouco, mas ele era muito cuidadoso, e perguntou se eu queria que ele parasse, eu disse que não.

Com dois dedos em mim, ele começou a distanciar os dedos, abrindo o meu cuzinho, e fazendo entrar mais água. Eu gemi no ouvido dele. Ele então tirou os dedos.

- Não quero você arregaçada, quero fechadinha, só pra mim.

Ele que estava só de bermuda, tirou o seu membro para fora, e meteu na minha boca. O chupei forte, lambuzando seu pau com minha saliva, depois de um longo boquete,ele já enfiou a pica no meu cu. Deu estocadas com muita força, parei de contar na 20ª. Eu tive uns 4 orgasmos seguidos,tocando siririca, enquanto ele comia meu cu, e ele continuava lá firme, me dando prazer sem pausa.

Quando ele segurou meu cabelo, eu soube que viria, ele então parou os movimentos e colocou o seu líquido no meu ponto mais profundo, e eu gozei junto.

Para um primeiro encontro, eu decidi que já estava bom até demais. Saímos da água, eu completamente sem jeito, e ele normal, sem expressar vergonha ou arrependimento. Eu coloquei a parte de cima do biquini, e o vestidinho, quando eu ia colocar a parte de baixo, ele me impediu, pegou o biquini de mim, guardou dentro da bermuda dele, e mandou que eu agachasse, não entendi, mas obedeci.

Ele levantou a parte de trás do meu vestido, abriu minha bunda, e mandou que eu colocasse um pouco de força. Quando fiz isso, um curto jato da água do mar saiu de dentro de mim. Me senti um animal, mas amei aquilo. Com o dedo indicador, ele deu uma batidinha no meu cu, agora sensível. E disse :

- Boa menina.

Levantamos. Ele me deixou em casa, sem a parte de baixo do biquíni, mas com um beijo tão quente que me enfeitiçou completamente.

Você é a pessoa que todo alguém queria ter ao lado. Você é uma mistura de felicidade e encantação. Você é vento no rosto da beira da praia. Você é poesia bagunçada, mas que toca e emociona. Você é noite de luau. Você é esconderijo no claro. Você é arrepio. Corpo quente no frio. Água no deserto. Vem, chega mais perto. Você é tudo, e quando não for, calma, eu faço você ser.” — John Green.

Abra-te as aspas
Pois aqui, faz-se um testemunho
Segmento mais visceral e menos católico
Cadavérica viagem, ferida fantasiada de casca nos desertos


Uma cabeça equilibrada na outra
Discursando sobre resumos
Apresentando um caput retalhado
Entre verdades pueris e grossas armações


A serpente não viera junto do vestido cor macieira
Portando, a maçã concebida viera da mão do senhor criatura
Creditado a.k.a como feitiçaria explosão deus uníssono
Ecoando outros oito ecos principais fora os que ainda não foram ouvidos


Zela o verbo embaixo da vela
Enquanto, a segunda dança
Varrendo escárnios
Para o rogar da fé oposta


O uniforme forma a fome
Que fomenta ao formol foto
Um fato fictício vira fatídica
Contendo um martírio e escopo de fábula


A morsa convidaria o lobo à um encontro
A beira da praia ambos transariam transes vogais
Originando a pérola e a oferta à ostra
Caída em ostracismos do desfiladeiro pós coral


Parentesco colônia, faz-se força sob o olhar da rainha
Compondo dúzias de horários biológicos
Meu bem, sou-te devoto esta diária diurna
Assim sendo, após mortes solares, verto-me cigarra


E por fim, voltamos ao entreveiro de meio
A serpete tens fome e reclama da indigestão
Se não fores a indigestão, seria o feitio ouroboros jamais supracitado
Senhoril, o caput és vós, eu, simples voz inconsciente, acompanhada de alívio. Fecha-te aspas…

—  Um Longo Parêntesis Existencial, Pierrot Ruivo 
Feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria. Mais que sensação, densa certeza viscosa impedindo qualquer movimento em direção à luz. E além da certeza, a premonição de um futuro onde não haveria o menor esboço de uma espécie qualquer não sabia se de esperança, fé, alegria, mas certamente qualquer coisa assim. Eram dias parados, aqueles. Por mais que se movimentasse em gestos cotidianos - acordar, comer, caminhar, dormir, dentro dele algo permanecia imóvel. Como se seu corpo fosse apenas a moldura do desenho de um rosto apoiado sobre uma das mãos, olhos fixos na distância. Ausentou-se, diriam ao vê-lo, se o vissem. E não seria verdade. Nesses dias, estava presente como nunca, tão pleno e perto que estava dentro do que chamaria - tivesse palavras, mas não as tinha ou não queria tê-las - vaga e precisamente de: A Grande Falta. Era translúcida e gelada. Tivesse olhos, seriam certamente verdes, com remotas pupilas. À beira da praia certa vez encontrara um caco de garrafa tão burilado pelas ondas, areias e ventos que cintilava ao sol, pequena joia vadia. Apertou-o entre os dedos, sentindo um frio anestésico que o impedia de perceber as gotas de sangue brotando mornas da palma da mão. Era assim A Grande Falta. Pudessem vê-lo, pudesse ver-se, veriam também o sangue, ele e os outros. Acontece que tornava-se invisível nesses dias. Olhando-se ao espelho, sabia de imediato que estava dentro Dela. No vidro, além dele mesmo, localizava apenas um claro reflexo esverdeado. Ela estava tão dentro dele quanto ele dentro Dela. Intrincados, a ponto de um tornar-se ao mesmo tempo fundo e superfície do outro. Amenizava-se às vezes no decorrer do dia, nuvens que se dissipam, turvo de água clareando até o cair da noite surpreendê-lo nítido, passado a limpo, passado a ferro. Então sorria, dava telefonemas, cantava ou ia ao cinema. Mas em outras vezes adensava-se feito céu cada vez mais escuro, turvo agitado subindo do fundo, vidro bafejado. Sem dormir, fosforescia entre os lençóis ouvindo os ruídos da madrugada chegarem como abafados por uma grossa camada de algodão. Dissipava-se ou concentrava-se na manhã seguinte e, concentrando-se, não era uma manhã seguinte, mas apenas uma fluida e mansa continuação sem solavancos. Seu maior medo era o destemor que sentia. Íntegro, sem mágoas nem carências ou expectativas. Inteiro, sem memórias nem fantasias. Mesmo o não-medo sequer sentia, pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço. Fosse íntimo das águas ou dos ares, teria quem sabe parâmetros para compreender esse quieto deslizar de peixe, ave. Criatura da terra, seu temor era quem sabe perder o apoio dos pés. E criatura do fogo, A Grande Falta crepitava em chamas dentro dele. Sua invisibilidade no entanto não o invisibilizava: encadernava-o meticulosa em um determinado corpo e uma voz particular e uns gestos habituais e alguns trejeitos pessoais que, aparentemente, eram ele mesmo. Por isso não é verdade que não o veriam. Veriam e viam, sim, aquela casca reproduzindo com perfeição o externo dele. Tão perfeito que nem ao menos provocava suspeitas aumentando as pausas entre as palavras, demorando o olhar, ralentando o passo daquele falso corpo. Atrás da casca, porém, o cristal incandescia. Debaixo da terra, fogo-fátuo soterrado tão profundamente que a pele nem reluzia. Alguma coisa que jamais teria, e tão consciente estava dessa para sempre ausência que, por paradoxal que pareça, era completo nesse estado de carência plena. Isso acontecia apenas quando dentro Dela, pois ao desembarcar, em vez de sorrir ou fazer coisas, freqüentemente limitava-se a chorar penoso como se apenas a dor fosse capaz de devolvê-lo ao estágio anterior. A dor desconsolada e inconsolável, em soluços que o sacudiam cada vez mais fortemente, a cada um deles partindo-se a casca, quebrando-se a moldura, rachando-se o vidro, apagando-se o fogo. Como uma outra espécie de felicidade, esse desembaraçar-se de uma também felicidade. Emerso, chafurdava em emoções: tinha desejos violentos, pequenas gulas, urgências perigosas, enternecimentos melados, ódios virulentos, tesões insaciáveis. Ouvia canções lamurientas, bebia para despertar fantasmas distraídos, relia ou escrevia cartas apaixonadas, transbordantes de rosas e abismos. Exausto, então, afogava-se num sono por vezes sem sonhos, por vezes - quando o ensaio geral das emoções artificialmente provocadas (mas que um dia, em outro plano, aquele da terra onde, supunha, gostava de pisar, aconteceriam realmente) não era suficiente - povoado com répteis frios, a tentar enlaçá-lo com tentáculos pegajosos e verdes olhos de pupilas verticais. Não saberia dizer com certeza como nem quando aconteceu. Mas um dia - um certo dia, um dia qualquer, um dia banal - deu-se conta que. Não, realmente não saberia dizer ao menos do que dera-se conta. Mas foi assim: olhando-se ao espelho, pela manhã, percebeu o claro reflexo esverdeado. Está de volta, pensou. E no mesmo instante, tão imediatamente seguinte que confundiu-se com o anterior, cantava, novamente ele mesmo. No segundo verso, pequena contração, tinha novamente entre os dedos o caco de vidro luminoso. Mas antes que a mão sangrasse, havia preparado um drinque, embora fosse de manhã, e bebia lento, todo intenso. Antes de engolir o líquido, seu corpo ganhou vértices súbitos, emoldurando o desenho de um rosto apoiado sobre uma das mãos abertas, olhos fixos na distância. Foi um dia movimentado, aquele. Sua casca partia-se e refazia-se, entardecer sombrio e meio-dia cegante intercalados. Fumou demais, sem terminar nenhum cigarro. Bebeu muitos cafés, deixando restos no fundo das xícaras. Exaltou-se, ausentou-se. No intervalo da ausência, distraía-se em chamá-la também, entre susto e fascínio, de A Grande Indiferença, ou A Grande Ausência, ou A Grande Partida, ou A Grande, ou A, ou. Na tentativa ou esperança, quem saberia, de conseguindo nomeá-la conseguir também controlá-la. Não conseguiu. Desimportou-se com aquilo. Tomado a intervalos pelo anônimo, atravessou a tarde, varou a noite, entrou madrugada adentro para encontrar a manhã seguinte, e outra tarde, e outra noite ainda, e nova madrugada, e assim por diante. Durante anos. Até as têmporas ficarem grisalhas, até afundarem os sulcos em torno dos lábios. Houvesse uma pausa, teria pedido ajuda, embora não soubesse ao certo a quem nem como. Não houve. Mas porque as coisas são mesmo assim, talvez por certa magia, predestinações, sinais ou simplesmente acaso, quem saberá, ou ainda por ser natural que assim fosse, e menos que natural, inevitável, fatalidade, trágicos encantos - enfim, houve um dia, marco, em que o tocaram de leve no ombro. Ele olhou para o lado. Ao lado havia Outra Pessoa. A Outra Pessoa olhava-o com cuidadosos olhos castanhos. Os cuidadosos olhos castanhos eram mornos, levemente preocupados, um pouco expectantes. As transformações tinham se tornado tão aceleradas que, no primeiro momento, não soube dizer se a Outra Pessoa via a ele ou a Ela, se se dirigia à moldura, à casca, ao cristal ou ao desenho, ao corpo original, às gotas de sangue. Isso num primeiro momento. Num segundo, teve certeza absoluta que se tinha desinvisibilizado. A Outra Pessoa olhava para uma coisa que não era uma coisa, era ele mesmo. Ele mesmo olhava para uma coisa que não era uma coisa, era Outra Pessoa. O coração dele batia e batia, cheio de sangue. Pousada sobre seu ombro, a mão da Outra Pessoa tinha veias cheias de sangue, latejando suaves. Alguma coisa explodiu, partida em cacos. A partir de então, tudo ficou ainda mais complicado. E mais real.
—  Caio Fernando Abreu.
Você sente mais do que quer demonstrar, eu sei. Você engole o choro, disfarça o medo, finge que nada te atinge. Quando se permite chorar, ninguém vê. Você é o que ficou depois da tempestade, é quem nadou até o fim mas morreu na beira da praia, ali tão cansado que não conseguiu perceber que a maré sempre sobe, sempre apaga o que foi escrito na areia, no passageiro, no transitório. Você tem medo da felicidade porque já provou tristeza demais. Você tem medo do verdadeiro, porque depois de provar de tanto cinismo, a gente desacostuma a acreditar. Eu não sei de muita coisa nessa vida, mas sei como as decepções mudam a gente. Passei um tempo me culpando por ter sido ingênua, por ignorar os sinais, relevar o que fazia sangrar. Hoje, não! Não é culpa minha. Ei, presta atenção em mim: não é culpa sua. Ser bom não é ser idiota. É isso que você tem: um bom coração. E não deve se maltratar por isso, pois isso é o certo. E o ato errado é errado mesmo que todos estejam fazendo-o. O mundo tá lotado de gente ruim. Gente que engana, mente, espalha, trai e, ainda assim, dorme com a consciência tranquila. Como conseguem? Não sei e nem quero saber. Só quero que saiba: o problema não é você.
—  A menina e o violão.
STATUS PARA PRAIA

Praia onde não há nenhum vestígio de impureza, somente a certeza que a paz vem a reinar.

Aqui o tempo apaixonadamente, encontra a própria liberdade.

A brisa noturna varreu, levou, só restou a alma limpa,

Quero navegar nesse teu lindo mar, nas belas ondas quero me afogar, gastar cada minuto pensando em você, oh Jah.

As areias molhadas pelas ondas que quebram na praia dão uma sensação de bem-estar que invade alma e faz bem ao coração.

Vida pra mim é ouvir os pássaros cantando, o sol brilhando, as ondas do mar invadindo a praia, uma palavra amiga, vida pra mim é isso!

Que os dias sejam de sol, praia, vibe positiva e muita alegria. 

Livra-me de todo mal, amém!

Na calmaria da praia, o mar me abraça.

Levo a vida deste jeito.

Não me leve a mal, me leve a praia.

Praia, nascer do sol, som do mar, silencio do mundo.

Uma necessidade chamar mar.

Quem é do mar, não enjoa.

Felicidade é um fim de tarde olhando o mar.

Vambóra pra praia, vendo o sol estralar.

Um céu, um sol e um mar.

Que o vento leve todas as coisas negativa.

Quero sol e mar, verão o ano inteiro.

Mas, hoje a loucura é na praia.

Em plena praia no céu azul, brilhava o sol.

Quero praia e sol, um lugar pra namorar

Quero a praia, só quero paz, Só quero amor!

Observar o pôr do sol, contemplando a vida e seus preceitos.

Vamos ver o mar, quem sabe assim, vamos relaxar.

Onde há mar, toda pedra no caminho é enfeite. 

Entre o azul do céu e o verde do mar tanta coisa ainda há.

Sentado a beira da praia, olhando o mar, cantando pra você.

Ser feliz quero ser, nas ondas desse mar esquecer, tudo o que há de ruim.

Você é a pessoa que todo alguém queria ter ao lado. Você é uma mistura de felicidade e encantação. Você é vento no rosto da beira da praia. Você é poesia bagunçada, mas que toca e emociona. Você é noite de luau. Você é esconderijo no claro. Você é arrepio. Corpo quente no frio. Água no deserto. Vem, chega mais perto. Você é tudo, e quando não for, calma, eu faço você ser.
—  John Green. 
Bem que eu poderia
te contar belas histórias
te fazer promessas
todas sinceras 
te oferecer melhores dias
lembro daquela tarde de terça
que você encostou sua cabeça
e me disse o que sentia
eu te entendi, mas também senti
um medo de não ser suficiente 
você me conhece
sabes que estou caindo lentamente
estou perdendo a minha mente
para algo que diz ser eu
é triste contar histórias de amor
quando o jardim que tem a flor
na verdade já morreu
eu não quero te perder,
e também não quero atrapalhar
garrafas com sentimentos navegam pelo mar
e na beira da praia há pessoas
esperando ela voltar
e no céu há estrelas
esperando que as pessoas possam vê-las
brilhar 
não quero ser teu dia nublado
eu queria estar do teu lado
mas na verdade sou só um pássaro desajeitado
que nunca soube cantar
eu agora aqui estou
pensando nas histórias perfeitas
te vendo sorrindo e dançando
músicas lentas
com outra pessoa
estou parado em frente a janela
observando, pensando, percebi
que a única coisa ruim das histórias perfeitas
é que eu não consigo fazer parte delas.
—  Olho Direito
Na beira da praia eu vi, ouvi, senti e adorei.
Mamãe Sereia me abençoou, me fez feliz, me protegeu. Ela, que muitos não sabem o poder, mostrou pra mim que quem faz por merecer, tem seu carinho, tem seu axé, Iemanjá é a mãe de quem tem fé 🎼🌸🌊