bebida-alcoolica

É hoje, a data mais esperada de praticamente quase todas as pessoas… Meu aniversário… Vai entender comemorar por ficar mais velho pra chegar la na frente e querer voltar a ser jovem.
Eu quando era criança sonhava em chegar nessa idade mas mal sabia que quando eu chegasse nessa idade iria querer voltar lá atras quando minha unica preocupação era chegar em casa o mais cedo possível para não perder meus desenhos. Mas a vida é assim, temos que crescer por mais dificil que seja, por mais que apareça obstaculos atras de obstaculos, erros atras de erros… Temos que crescer e enfrentar essa vida da nossa maneira! Mas eu sou grato pelos obstaculos, pelos erros… Se eu fosse feliz o tempo inteiro, se tudo desse certo sempre, eu seria um cara idiota que não saberia nada da vida, que não saberia o verdadeiro sentido da felicidade…
E hoje eu posso dizer que sei o que é ser feliz… Ser feliz é você ter Deus no coração. Ser feliz é você estar em paz consigo mesmo, é estar em paz com sua familia, com seus amigos é estar em paz com as pessoas que não gostam de você mais mesmo assim você amar a vida delas! É você não precisar de bebidas alcoolicas de drogas de festas para poder sorrir, para poder suportar uma dor, uma perda… Não precisamos dessas coisas, precisamos de Deus e da paz que ele nos dá. É de graça isso. Mas as pessoas preferem pagar para sofrer, o ser humano é incrivel né! Quando vai a uma igreja e chega a hora do dizimo elas não dão um centavo para ajudar nas dispesas da igreja, mas quando vão sair levam 50 , 100 , 200 reais para gastar com besteira para gastar em uma noite… Mas elas preferem pagar para prejudicar seu bem estar, para se iludir, pagam para sorrir e não para ser feliz se é que você me entende…
Eu aprendi que a melhor onda é a palavra…
Aprendi que vida loka é quem estuda…
Eu aprendi que eu não era feliz quando aproveitava essas coisas, drogas, bebidas, festas… Eu aprendi que eu pagava pra sorrir, que eu fazia isso pra sorrir, porque toda vez que eu fazia essas coisas, chegava no fim do dia e eu continuava vazio, o sorriso saia do meu rosto e só me restava as lembranças…
Eu aprendi que eu não quero viver de sorrisos, á uma enorme diferença entre sorrir e ser feliz…
Eu aprendi que eu quero ser feliz, não quero viver de sorrisos não…
E não a nada melhor que ser feliz por conta própria… Ser feliz de verdade, ser feliz naturalmente e não precisar de nada além de Deus pra mim sorrir e ser feliz…
Nessa idade muitas pessoas no meu lugar estariam pensando em ir a festas, ir a qualquer lugar beber com os amigos, estariam pensando em diversas coisas erradas e fazendo varios desejos… Mas eu não, eu só penso em passar esse dia em paz, passar feliz de verdade, passar com Deus em meu coração. Não peço nada, porque eu já tenho tudo. Tenho saúde, tenho uma familia com saúde e feliz acima de todos os obstaculos. Tenho bons amigos que me ajudam. Tenho uma casa onde posso morar. Tenho do que comer. Tenho meus olhos que podem contemplar as belezas naturais, a natureza o céu imenso, que Deus nos deu… Hoje só tenho agradecer a Deus pelos meus 18 anos. Hoje não vou pedir nada nEle. Só irei agradecer. Por tudo. Por ter muito mesmo parecendo ter tão pouco. Por ter uma mente que não pensa só em mim. Por ter uma vida. Por ele ter me dado essa chance de viver, por Ele me ensinar cada dia que se passa como eu devo viver e como devo aproveitar do melhor desse mundo.
OBRIGADO DEUS!
—  Israel Muniz, meus 18 anos.
Eu tenho saudades dos dias que deitava no ombro da minha mãe e chorava porque tinha medo dela partir, tenho saudades de deitar do lado do meu pai e ouvir as suas historias e começar a chorar só pelo fato de estar com ele ali, eu tenho saudades de quando sorria sem motivos sem ser por efeito de bebidas alcoolicas. Eu tenho saudades, muitas saudades.
Sabe do que eu mais sinto falta? De quando eu era criança. Quando minhas únicas preocupações eram em perder meus desenhos preferidos. Quando minhas maiores dificuldades eram andar numa bicicleta, num skate. Quando meus pais se orgulhavam quando eu chegava com uma nota 10 em casa. Quando eu ficava na rua, brincando de pega-pega, esconde-esconde e morria de medo de ser pega. Quando minhas brigas com minhas amigas era pra decidir quem ia ser quem na ”família” ou quem ia brincar com qual boneca. Quando meus maiores machucados eram ralados nos joelhos, cotovelo. Quando meus maiores medos eram ver um monstro entrando em casa, ou alguém pegar no meu pé durante a noite. Quando eu achava que todo mundo era confiável, e que ninguém mentia. Quando beijo na boca era o ato mais safado que existia, a palavra sexo não passava pela minha cabeça. Quando eu adorava ler meus gibis. Quando eu ia nas festinhas, brincar, comer salgadinhos e bolo, ficar toda soada, e nem ligar para o meu cabelo todo bagunçado. Quando maquiagem, chapinha era coisa de gente grande. Quando não importava a beleza, nem classe social, o importante era se divertir. Quando no meu mundo não existia maldade. Quando eu ficava toda feliz quando um dente meu caía, e eu colocava em baixo do travesseiro pra fada do dente pegar. Quando o meu paraíso era uma loja de brinquedo e de doces. Quando eu ficava horas no espelho, me imaginando daqui alguns anos, achando que tudo seria fácil, e bem mais legal. Ah, como eu queria crescer. Agora eu realmente queria voltar ao tempo. Fazer tudo isso de novo. Crescer não é bom. A realidade dos adultos machucam. Os monstros estão dentro das pessoas ao nosso redor. Sentimentos nos magoam. Meus medos são piores do que nunca. Nas festas, só rolam drogas, bebidas alcoólicas, e a única ”brincadeira” é ver quem pega mais mulher/homem. Como eu queria voltar ao tempo, como eu queria ter novamente o meu mundinho perfeito.
—  Sabe do que eu mais sinto falta?

One shot Louis - Aniversário!

- Qual é o problema, Tomlinson? - perguntou Liam - Para de ser rabugento e tira essa expressão emburrada da cara.

- Literalmente falando, eu não posso arrancar essa expressão da minha car…

- Cala a boca, Louis! - exclamou Liam - seu sarcasmo, as vezes, é intolerante.

- Não pedi pra você tolerar, e também nem quis vir aqui pra te ajudar. Você deveria se sentir privilegiado, por além, de ter a minha presença, ainda terá a minha ajuda.

Liam revirou os olhos.

- Eu simplesmente não quis vir sozinho pra comprar a roupa que vou na sua festa de aniversário amanhã.

- Por quê? Nasceu grudado comigo, por acaso? - Liam nem se importou com o meu comentário, olhando a vitrine, uma calça jeans parecida com a que está agora, fico me perguntando, por quê, afinal, ele quis vir comprar roupas novas para a minha festa de amanhã, se já tinha tantas.

Até porque, sempre que o via, parecia que o que ele vestia, havia a recém sido comprado.

E entrou na loja, me puxando consigo.

- S/N está em um dia de folga e você a obrigou a ficar sem mim, só pra ter a minha fantástica companhia numa tarde de compras. E S/N quase nunca tem folga!

Uma vendedora da loja venho até o Liam e ele mostrou o modelo de calça que ele queria.

- S/N concordou que eu o trouxesse e deixa de ser insuportável, até porque, vocês terão o dia inteiro amanhã só pra vocês.

- Mas amanhã é a festa, não estarei simplesmente só com ela.

- Ai meu Deus, Louis, você é impossível.

E a vendedora trouxe o que Liam queria, ele vestiu, gostou e comprou.

- Sendo que, Harry, Niall e Zayn estavam realmente ocupados, e você, livre.

- Eu não estava livre!

- Agora está - o olhei irritado - e não venha parecer o Voldemort perto de mim que estou nem aí.

Liam, Liam, Liam, sempre sendo um tanto nerd.

Apesar de que Harry Potter me agrada. E eu, definitivamente, não sou nerd.

Fomos até mais algumas lojas e finalmente Liam comprou tudo que queria, comemos também, já que S/N havia programado algo pra sua tarde, ou seja, mesmo se eu voltasse, ela ainda estaria à passeio com alguma amiga.

Até que meu celular vibra em meu bolso.

- S/N? - atendo.

- Oi, Lou - disse, e mesmo que eu não pudesse ver, sabia que ela estava sorrindo.

- Ta tudo bem? - pergunto.

- Claro! E por aí?

- Também - espero enquanto ela não diz nada - Enfim, aconteceu alguma coisa?

- Não, Lou - riu, parecia nervosa - só preciso de uma ajuda sua. Pode ser?

- Claro, S/A.

- Antes de vir pra casa, pode passar na casa da Sammy pra mim? Já estou em casa e com preguiça de sair - voltou a rir - e acho que esqueci com ela meu IPod. Pode ir buscar?

Sorrio

- Claro, babe.

- Obrigado, Lou. Até logo.

- Até.

Desligo.

- Aconteceu alguma coisa? - pergunta Liam.

- S/N quer que eu busque o IPod dela, que provavelmente está com Sammy.

- E por quê ela mesma não faz isso?

- Porque está com preguiça e eu estou na rua mesmo…

- Ah, esqueci. Ela tem um cachorrinho que pode fazer isso por ela.

Peguei uma batata frita do x-burguer que eu havia pedido e deixado pela metade e joguei no Liam, que ria descontroladamente.

- Calma aí, bad boy. Pode me machucar com essas batatas.

- Bad boy é o cacete.

Ele voltou a rir e isso só me irritou mais.

- Eu estava brincando, Louis - parou de rir e limpou o conto dos olhos que continha lágrimas por conta do riso exagerado.

- Beleza, Liam - suavizei - enfim, acabou a sessão compras?

- Sim! - ergueu-se e deixou o dinheiro do que consumimos em cima da mesa - Vamos até a casa da Sammy então?

- Vamos.

O caminho foi curto, até.

- Subo com você - disse Liam.

- Por quê? - indaguei, saindo do carro.

- Vai que há um psicopata aí dentro - saiu do carro, também - é melhor ter alguém por perto.

- Agora entendi o porquê de você não querer sair sozinho - ri - está assistindo filmes de terror demais, Payne.

- Cala a boca, William - gargalhei.

Subimos até o apartamento 21 e apertei a campainha.

Ficamos esperando, mas ninguém apareceu.

- Acho que ela não está - comentei.

- Está sim - ele disse. Bateu na madeira com a lateral do punho cerrado e então a porta se abriu com tudo.

- FELIZ ANIVERSÁRIO! - a galera reunida ali dentro gritou.

O teto estava cheio de bexigas azuis e brancas, com longos fios cinza pendendo sobre a cabeça dos convidados. O pessoal dispersou e S/N veio andando na minha direção com um sorriso, segurando meu rosto e me beijou.

- Feliz aniversário, meu amor.

- Mas é só amanhã! - falei.

Ainda em estado de confusão, tentei sorrir para todo mundo que nos cercava.

Liam já havia se enturmado em algum canto e lá estavam, Niall, conversando com muita gente, sorriu quando me viu, Harry que segurava um copo com alguma bebida alcoolica, creio eu, que, quando me viu, ergueu o copo em cumprimento, assenti e vi sua namorada ao seu lado, cumprimentei-a de longe também, Sammy, com certeza havia sido cúmplice disso, ela me sorriu, um sorriso doce, mostrando o que Harry vira nela, além da beleza, e Zayn na picape de som.

S/N deu de ombros.

- Bom, já que você já esperava uma festa, seria difícil surpreender você no dia de seu aniversário. Surpreso?

- Muito! - exclamei, enquanto finalmente notava o quão linda S/N estava, com um vestido justo em seu corpo, vermelho, contrariando o aroma azul da festa. Ela parecia ser o foco e não eu.

Normal, ela sempre se destacava, tanto por onde passava quanto na minha vida.

Beijei-a, dessa vez com mais fervor do que na primeira vez.

Ela sorriu após o beijo.

- Foi você quem preparou tudo, não foi? - perguntei, sendo levado, pela mão, até a cozinha. Muita bebida lá, peguei um copo pra mim.

- Com a ajuda de alguns - respondeu.

- Tenho certeza que foi praticamente só você, tem um toque seu em tudo - sorriu.

- Bom que você me reconhece até nos gestos que faço.

- Isso é amar.

Me envolveu com seus braços.

E o restante da festa foi fantástica.

Desde alguns dos meus amigos apostando quem bebia mais até o fim da festa e ambos vomitando antes da meia-noite, o que, apesar de nojento, foi engraçadíssimo, porque: um gay é engraçado, dois gays é o dobro, e dois gays bêbados é o caos.

Também, houve a parte dos casais se pegando e eu me pegando com a gata da minha namorada.

Harry se pegando com a dele, Zayn com várias na picape de DJ, Liam se embebedando e Niall brigando com um cara pela última fatia de torta, apesar de haver muita comida ainda.

E então uma contagem regressiva em uníssono se iniciou. Do dez até o um.

- Nove.

- Oito.

- Sete.

- Seis.

- Cinco.

- Quatro.

- Três.

- Dois.

- Um.

E então, quando os ponteiros do relógio chegaram ambos ao número doze, todos nós comemoramos.

Meia-noite.

E eu tinha vinte e quatro.

E aos gritos todo mundo cantou uma versão bêbada de “Parabéns pra você” e aplaudiram, vieram me abraçar, e S/N ao meu lado sussurrou:

- Feliz aniversário, meu eterno.

Sorri, abracei-a e a sensação de que eu sentia, era de que sou infinito.

E o infinito, afinal, não é um prazo de tempo e, sim uma sensação.