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LMAO! This music video is crazy! Plus, the beat isn’t half bad either ;)

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Michael Live in Concert on the cherry picker - 1981-1997

An iconic move by the King of Pop, whether it’s to the fiery disco classic Don’t Stop til You Get Enough, the brutal Beat It, the feel-good Black or White, or the breathtaking drama of Earth Song.

shan-to-mé

as montanhas parecem chapéus chineses
e o observatório alienígina enviou um sinal claro e sem dúvidas a respeito da aliança terra-poesia;
“é capaz de ver o sol nascer e morrer mas não é capaz de avaliar o impacto emocional da explosão da placa tectônica”;
existe um silêncio/pacto entre todas as coisas:
nada é capaz de atrapalhar a entropia e enquanto tudo mergulha lentamente para o caos
as montanhas aguardam pacientes
em tempos humanos;

elas se sentam no horizonte e escondem a estrela-mãe no fim da tarde quando são observadas do ‘oeste;
elas ressoam e ronronam sibilos simples de montanha quando a tarde se vai e os pássaros cantam suas canções de tristeza;
elas sopram os vales durante a noite e a brisa perfaz toda existência sob a sua proteção;

existem mantras montanheses circunscritos nas rochas saudáveis;
eles escondem a cidade sagrada de Shambala por entre suas repetições sonoras e incrivelmente contagiantes;
o universo inteiro vibra enquando o Om da montanha segue troando 'huuuuuuuuum’;
círculos alieníginas foram encontrados em plantações, mas as naves voadoras tocaram primeiro o cume do chapéu;
lá onde se vêem os brilhos esquisitos durante a noite e a cobertura de árvores parece não ter fim;
lá onde as vezes neva e mora o lendário e gigantesco Yeti sábio na sua caverna cheia de ossos de alpinistas;
lá onde os templos budistas eram construídos, num tempo onde elevadores eram magia e magia era possível;
lá onde o ar rarefeito traga o barato mais poderoso que o homem já conseguiu provar;
lá onde o tempo não importa;

a montanha parece um chapéu chinês que repreende o mundo num silêncio mortal e incompreensível;
nela mora o dragão que cospe fogo e lê haicais quando a lua sobe e pernoita a montanha;
nela se gravou e se perdeu a súplica de moisés desesperado e impopular;
nela deuses foram vistos e depois desvistos para então ser vistos novamente e virarem poesia épica;
nela estão escritos os sinais e as primeiras cavernas no sopé onde o homem ousou atear presença certa;
nela subiu a cidade encantada das pedras que convive submissa na sua sombra;
nela vivem as lendas que o mundo esqueceu e não faz mais questão de abençoar;
nela o homem senta e vê o sol se pondo atrás de outra montanha mais a leste;
nela o tempo passa de outro jeito;

as montanhas são chapéus chineses cunhados pela brisa e pela chuva
formados pela briga das rugas e da terra
onde a sabedoria perpétua do buddha
se perdeu em mais um livro
do kerouac;