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“Não, você não sabe como é. Não finge que se importa, não diz que me entende. Porra, não mente pra mim. Você não entende a minha dor, o meu sofrimento e o por quê das minhas lágrimas, então consequentemente, você não tem o direito de me julgar. Não temVocê sabe meu nome, não minha história. Você vê minha aparência, não meu coração. Você pode não saber, mas as suas palavras me ferem, e muito. Então, por favor, antes de abrir essa boca, pensa, caralho. Pensa bem. Porque você não me conhece, e você não sabe como é se sentir sozinho em meio a uma multidão. Querer viver, mas não encontrar forças. Ter que sorrir, mesmo desmoronando por dentro. Você não sabe. Então cala a porra da sua boca.”

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“A gente só vive uma vez… Sabia? E eu tô vendo tu deixar sua vida passar, sem vivê-la. Levanta, põe tua roupa de viver, e enfrenta seus medos. Vai ser feliz. Vai curtir, para de reclamar, sua vida não vai acabar só porque aquele menino não te dá atenção, ou porque seu cabelo tá ruim. A vida é o que você faz dela. […] E aí, tu quer viver ou só existir?Luc L.

A cada segundo a saudade fica mais insuportável. Eu tinha medo de te perder, e meu maior medo virou realidade. Você é como chuva de verão… É tão boa enquanto dura, mas dura tão pouco… Não sei como te explicar, não sei quais palavras usar. […] Eu, sempre tão forte, tão seguro de mim mesmo, me vejo agora como um bobo, fraco, despedaçado. E tudo isso é minha culpa. Não é sua culpa, eu sei. É minha. Amei demais, cuidei demais, me importei demais. Te quis demais. Sufocou, não é? Desculpa, amor. Desculpa. Queria voltar no tempo, de novo te conhecer, eu faria tantas coisas diferentes… Seria mais eu. Eu fui muito você, por você. E me perdi. […] Continuo perdido. Esperando você me achar.” Luc L.

Ele tinha aquele jeito, sabe? Aquele jeito… Assim, o jeito que fazia todas se apaixonarem. O jeito de menino mau, menino bom, ele oscilava entre te deixar maluca e te fazer amá-lo. […] Vivia com aquele sorrisinho no rosto. Seus olhos eram escuros e vazios, pois não conhecia o amor. E nem queria, viu. Ele não era bobo, mas fingia ser, quando necessário. Era esperto, fingia muito, um pouco de tudo. Fazia elas viverem naquela indecisão. Falava sobre amor, e falava muito bem, mesmo sem nunca tê-lo sentido. Ria, e ria muito. Dizia nunca chorar, mas chorava. Escondido. Seus sofrimentos eram só dele. Não gostava de falar sobre seus sentimentos, pois achava que não os possuía. Digo, queria não os possuir. Deixava todas loucas, e adorava isso. Não muito. Adorava a um ponto que não transparecesse. Não poderia parecer orgulhoso, é claro. Afinal, ele era o seu príncipe. O príncipe de todas. Estava longe de ser perfeito, mas, como eu já disse, sabia fingir. Era cruel. Malvado. E elas adoravam isso. […] Até que ele conheceu ela. A garota fria, sem coração. Sua versão feminina. Não sabia explicar, mas algo nela o deixava louco. Ele sofreu. Provou do próprio veneno, e viu que o gosto era amargo, ruim. Não gostou de se ver naquele estado. Resolveu fugir de si mesmo, voltar a viver escondido na sua máscara. Mas toda vez que ela se aproximava, ele perdia os sentidos. Descobriu que tinha coração, porque ela o fazia acelerar. A garota que ele amou, foi a única que não ficou impressionada com a sua aparência que, à primeira impressão, era perfeita. Ele decidiu parar de sentir, queria buscar todas as qualidades que escondiam seus defeitos, mas ela o deixava nu. Nu de espírito, quero dizer. O deixava em carne viva, exposto. Não sabia o que fazer para fugir daquilo. Enlouqueceu. Fantasiava com monstros e fantasmas que o perseguiam. Obviamente, eram seus fantasmas interiores, aqueles que ele devia ter combatido quando era jovem, mas não teve coragem de enfrentar. Até que chegou sua hora, o tempo o abalou, como abala todos os outros. Morreu como viveu: sem saber o que era ser amado.” Lucas L.

“Você lembra, minha pequena? Lembra de quando eu te fazia rir de tudo, do nada? Tu lembra quando você me ligou no meio da noite, com medo, e pediu pra eu ir na tua casa dormir contigo? E eu fui. Fui por você, por nós. Um nós que não existia na época e que nunca veio a existir. Você não deixou eu ser teu, não deixou eu te chamar de minha. […] O problema é que você me via como amigo, e eu sempre quis um pouco mais. […] Me deixa ser aquele que te chama de amor o tempo todo. Me deixa te abraçar, te cuidar, te mimar, te amar. Me liga, me chama, me procura. Eu juro por nós, pelos nossos dedos entrelaçados, por eu e você, que eu sempre estarei aqui. Não entendo como tu não percebeu ainda, não entendo como consegue ignorar meus olhos que praticamente gritam isso: eu te amo. Muito. Demais. Mais do que imaginei que fosse possível. Mais do que deveria. Mais do que é seguro pra mim mesmo. Eu te amo.”

E todo mundo já percebeu. Todo mundo já reparou que eu falo com você de um jeito diferente. Que eu fico meio bobo, meio tonto perto de ti. Que eu sou mais legal, mais ‘eu mesmo’, quando falo com você. Meus sorrisos são mais sinceros. Eu rio das suas piadas, e das brincadeiras bobas, mesmo quando ninguém mais ri. Eu te escuto, quando todos se fazem de surdos pros teus problemas. E me sinto meio fora do lugar, meio deslocado, sabe? Sinto-me assim quando você diz que me ama. Não que você o diga com frequência, mas quando diz, sinto que talvez eu possa ser o mais feliz. O mais feliz do mundo. […] Eu sei, você sabe, e eles desconfiam. Mesmo que não me ame mais do que jamais amou alguém, mesmo que não me queira por perto, mesmo que o som da sua respiração não seja no ritmo da minha, mesmo que, ao anoitecer, você não deseje meu corpo colado ao teu, mesmo com eu sentindo tudo isso, e você não, eu sou feliz. É meio louco tudo isso, né? Quero dizer, eu ser feliz, mesmo você não sendo completamente minha. Mas, repito, eu sou feliz. Só por te ter do meu lado. […] E nós somos tão complicados… Você, principalmente. Em um dia me ama, no outro nem ao menos me olha. Mas sabe garota… Eu gosto de você assim. Gosto da sua complicação. Gosto mais ainda quando percebo que é nossa complicação. Nós dois sabemos, meu amor, que ficarmos juntos, seria… Difícil, improvável. Improvável por ser difícil demais. E ainda tem aquilo, né… Aquilo. Você sabe. Aquilo de você achar que eu não sou o certo pra você. Achar que seríamos errados demais. Quer saber? Talvez sejamos. Talvez sejamos muito errados, extremamente errados. E, se você quiser assim, eu me contento com o seu quase nunca dito ‘eu te amo’, mesmo que ele seja incompleto. Me contento em não poder te chamar de 'minha’. Me contento, por um único motivo: eu não posso fazer nada. Você colocou na sua cabeça que eu não sou o 'ele’ do seu 'nós’. […] É claro, é óbvio, é lógico, que se eu pudesse fazer alguma coisa, qualquer ação, qualquer palavra que eu pudesse pronunciar, e que fizesse você me querer na mesma proporção que eu te quero, eu faria, eu diria, sem me arrepender. Sem pensar. Por você. Por um futuro ‘nós’. Que talvez venha a existir.Luc L.

“Olha só pra mim. Eu, o garoto frio, insensível, que fazia todas sofrerem, eu estou sofrendo agora. Provando do meu próprio veneno, talvez? Não sei. […] Gostaria de pedir desculpa a todas que eu já fiz sofrer, pois se elas sentem um terço do que sinto, eu tenho nojo de mim. Espero nunca ter sido tão cruel com alguém, como você é comigo. Brinca com meus sentimentos, me ilude, me trata bem e logo em seguida me descarta. Por quê? Pra quê? Estou aqui, sem joguinhos, sem falsidade, estou pronto pra te ouvir, seja lá o que tu tem a dizer. […] Eu pensava que era forte, mas você é meu ponto fraco, amor. […] E eu não sei o que fazer. Sinto que estou enlouquecendo, perdendo a consciência de quem eu sou, ou do que eu fui. Eu só quero você, guria. Te espero, pra sempre, porque te amo. Eu estou irremediavelmente apaixonado. Sei lá se é paixão. Me recusava a admitir que é amor, porém não tenho mais nada a perder, meu anjo. Você era meu tudo, e me deixou sem nada. […]Lucas L.

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Chegou devagar… Assim, com calma. Com aquele jeito doce, maluco, jeito de quem vinha pra ficar. Não imaginava que fosse me tornar dependente de alguém tão chata, boba, e irritante. Mas ela se tornou tão minha. E eu me deixei levar pelas suas palavras… Às vezes me assustava com a ideia de confiar tanto e alguém que estava há tão pouco tempo na minha vida. Mas não pude evitar. Ela entrou, e não quer mais sair. Entrou na minha vida, no meu coração, e bagunçou tudo. Agora me sinto feliz, leve e… Um pouco idiota também. Nunca antes alguém me conquistou tão rápido. […] Mas você conseguiu isso, meu amor. Você foi a única que, mesmo estando na minha vida há pouco tempo, tocou meu coração. Nós somos tão idiotas e sem assunto… Você é minha idiota, eu sou seu. A gente ri do nada, falamos de coisas bobas e sem sentido. Se é errado o quanto eu preciso de você, eu quero errar por um bom tempo. […] Eu poderia, e até gostaria de, escrever mil palavras pra tu, mas nenhuma delas seria o suficiente pra demonstrar o quando és importante pra mim. Comecei a escrever com a intenção de surpreendê-la, talvez até fazê-la me amar um pouco mais… Mas não dá. Não sou bom em escrever sobre o que eu sinto, e você sabe disso. Eu te amo, muito. Não vou dizer ‘pra sempre’, porque tenho medo de o pra sempre acabar muito rápido. Mas eu te amo até o fim. E além do fim, talvez. Você me faz bem, você é essencial. Minha pequena, eu te quero, te amo, te preciso. Vem ser minha?” De corno idiota para puta de esquina

“5:32h am. Terça-feira.

Oi, amor. Lembra de mim? Eu costumava ser quem estava ao seu lado, quando o mundo te esquecia. Costumava ser quem te fazia sorrir, quando o que você mais queria fazer era chorar. Eu não deixava você chorar [risos]Porque a cada lágrima tua, é como se eu levasse uma facada no coração. Parece clichê, e soa como uma mentira, não é? Mas é verdade. É a mais pura e idiota verdade. Aliás, tudo que é relacionado à mim, à nós, é idiota [risos]. O mais bonito tipo de idiotice. Não acha? Ah, meu amor… Eu tinha tanto medo de te perder. Ter você ao meu lado, parecia bom demais para ser verdade. Vivia com aquele medo constante de nunca ser bom o suficiente pra você. Tu dizia que eu era bobo, que você amava somente a mim. E que jamais me deixaria. Lembra disso? Não mente, eu sei que lembra. Você lembra, mas não se importa, né? [risos] Não sei porque estou te escrevendo, eu sou um idiota. Você vai parar de ler no ‘oi, amor’. Tu tem preguiça de ler as coisas, né, guria?! Eu lembro disso. Ah, se lembro. Lembro também do modo como você morde, ou melhor, mordia, (melhor escrever tudo no passado, pois não conheço a nova 'você’) o lábio antes de beijar. Tens a mania boba de sempre achar que estão olhando para ti nos lugares, e ficar enroscando os dedos nas pontas do cabelo. Nem é uma mania tão boba assim, porque estás certa. Todos te olham, tu é linda. Costumava ser minha linda… Mas o tempo passou, né, guria? Passou pra tu, passou pra mim, passou. Passou como o vento passava por nós e bagunçava teu cabelo, ele bagunçou o nosso 'nós’. Ah, amor. Queria voltar no tempo. Voltar a conhecer a sua antiga 'você’. Será que fui eu que te fiz mudar? Eu te transformei… Nessa menina cruel, fria insensível? Será? Não posso acreditar que você simplesmente me esqueceu. Tão fácil, tão simples, tão rápido assim. Não. Não posso acreditar, não quero, não vou. Eu lembro de você até com o som da minha respiração. E vai continuar sendo assim. A mesma piada contada várias vezes perde a graça, mas as tristezas, as dores, essas nos fazem chorar sempre, não importa quantas vezes repetidas. Sei lá. Eu acho que ainda te amo. E muito. 

Lucas. Teu Lucas. Pra sempre.” Luc L.

Eu sei que o certo é te amar. […] Propuseram-me que utilizasse a força do exterior para te conquistar, mas em um impulso interno, algo me disse para ser apenas eu mesmo. Assim foi feito. Numa ação eficaz, apesar de tumultuada, você gostou do meu ’eu mesmo’. E em um momento de lucidez, em meio a toda a loucura que tu despertastes em mim, eu percebi que te amava.”

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Rabiscos. 4:25h am. Sexta-feira. 

“Teu corpo junto ao meu. Tua respiração na minha nuca. Meus dedos acariciando seu corpo inteiro, e os seus entrelaçados no meu cabelo. […] Beijos e mais beijos trocados. Abraços e carinhos não são o suficiente para expressar o quanto eu te amo e preciso de ti. Você sussurra no meu ouvido: "te quero”. E você me deixa louco, garota. Eu levanto seu corpo no meu colo, te coloco na cama. Você me puxa pela cintura, e eu beijo a ponta do teu nariz. Você e eu, deitados na mesma cama. Eu e você, juntos no mesmo abraço. No mesmo amor. Tão entrelaçados, que não sei dizer quem sou eu, quem é você. Sinto as batidas do seu coração, e elas estão no ritmo do meu. Loucas, frenéticas. Como eu sou por você. Louco. E você olha em meus olhos, sorrindo, vejo neles refletido todo o nosso amor, nossa paixão. Tudo que nós somos. Na mesma cama, o mesmo corpo, a mesma vontade um pelo outro. Nós assim, juntos. Nos amando. Inteiramente, apaixonadamente. Eternamente.

Lucas Lorencini

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O tempo vai passando, e eu procurando te esquecer. Tento convencer a mim mesmo de que é passado, você se foi, e pretende não voltar. Mas a cada minuto eu ainda lembro de você. Cada gesto, cada cheiro, cada rosto que eu vejo na rua, ainda me lembra nós. Nós dois. Juntos. Por que tinha que acabar? Você diz que quer ir embora, não pode ficar o suficiente só pra explicar? Me explica, amor. Me explica por que agora parece tão errado te chamar de minha. […] Estamos tão distantes… Eu mal posso te reconhecer. Talvez essa tenha sido sua intenção, quando se afastou tão abruptamente. Me excluir cem por cento da sua vida. Então, como quiser, eu irei embora. Só se lembre: você pode me ignorar, me excluir de tudo, bloquear minhas ligações… Mas na sua cabeça, amor, eu sei que eu sempre vou estar. Assim como você está, e sempre esteve, na minha.Luc L.

Chega de nostalgia. Chega de sentir falta do passado. Chega de lamentar pelo que foi. A partir de hoje eu vou me concentrar no que vem e fica, e esquecer o que foi embora. […] Por que quer saber mesmo, guria? Eu não tô nem aí. Não tô nem aí se fiquei com uma nota ruim naquela matéria que eu odeio. Não tô nem aí se você fala pra ele as mesma coisas que falava pra mim. Não tô nem aí se a chuva cancelou meus planos de ser feliz lá fora. Não posso mudar o tempo, mas posso mudar eu mesmo. Vou ser feliz aqui dentro. Vou ser feliz lá, aqui, na esquerda, direita, dentro de mim. Vou ser feliz onde eu quiser, onde der, onde for possível. Mesmo que seja feliz solitário, na minha cama ouvindo minhas músicas preferidas. É, é isso que eu quero: que meu futuro seja feliz, onde for, como for, sozinho, com você, não importa. Só quero que seja.Luc L.