babirdgs2

— Um, dois, três indiozinhos, quatro, cinco, seis indiozinhos, sete, oito, nove indiozinhos, dez no pequeno bote.
— Meu Deus amor, fica quieta.
— Canto tão mal assim?
— Não, mas olha o que está cantando.
— Cultura, uai.
— Cultura infantil.
— Eu sou criança.
— Mas que criança gostosa você é.
— Amor…
— Tô mentindo?
— Sim… Eu tô gorda.
— Onde que tu tá gorda mulher?
— Na barriga, idiota.
— Gostosa.
— Cego
— Tu poderia tá gorda, ter uma perna só, ser careca e mesmo assim eu me apaixonaria.
— E se eu fosse banguela?
— Também.
— E se eu fosse homem?
— Aí não.
Ela ri. — Bobo.
— Sou mesmo.
— Admitiu, as pessoas sempre admitem a verdade.
— Gostosa.
— Já disse que não sou.
— Quanto tempo você vai demorar para admitir a verdade?
— Mas não é verdade.
— Tá bom, gordinha.
Ela faz bico. — Acha mesmo que tô gorda?
— Você tá gostosa.
Ela sorri. — Imbecil.
— Não sou.
— É o que então?
— Imbeseu.
—  Bárbara (defectss) E eu sou imbesua.
— Anda amor, você está demorando.
— Estou me arrumando para você, então fica quieto por favor.
Você já é linda, vai desarrumada, é bom que nenhum marmanjo mete o olho.
(Ela aparece, vestida apenas com suas roupas íntimas)
— O que tem eles olharem amor?
— Ah amor, é que… (Ele se vira) Hm… Que tal a gente perder a festa?
— Nem vem amor, nada disso, deixa eu ir me arrumar.
(Ele vem por trás, e a abraça)
— Pra quê se arrumar, sei de uma coisa que podemos fazer sem precisar de muita coisa… Sem precisar de roupa sabe?
— Amor…
— Por favor?
— Não. (Ela tira o braço dele de sua cintura e entra no quarto)
É assim? Tu vem aqui, me deixa de pau duro e sai? Qual é.
— A culpa não é minha se você não se aguenta.
— Não me aguento? Se não me aguentasse eu estaria batendo uma.
— (risos) Deixe de bobeira. Estou quase pronta.
Ainda prefiro a minha proposta, sem nada pesando em nosso corpo, apenas o suor descendo.
— Para amor, então… (Ela sai) Que tal?
— Nossa, você está magnífica.
— Obrigada.
— Então, vamos?
— Espera, falta uma coisa.
— O que é dessa vez?
(Ela beija ele, com carinho)
— Pronto.
— Perfeita.
— Vamos amor, estamos atrasados.
— Sim, vamos.
No carro…
— Estamos no caminho certo?
— Eu sei lá, to seguindo esse mapinha da festa.
— (risos) Estamos andando em círculos.
— Vou voltar com o carro e rever o caminho.
— Não, tenho uma idéia melhor.
— O que?
Podemos ficar e aproveitar, chegar atrasados não vai fazer mal.
— Hmmm, achei uma ótima idéia.
— Então isso é um sim?
— Não, lembra quando você me deixou de pau duro? Então…
— Você vai me deixar na vontade?
— Vou.
Posso sair e arranjar outro cara.
— Você não faria isso.
— Tem razão eu não faria.
— Por um momento eu achei que faria.
— Não consigo.
— E porquê não?
— Não existe ninguém que me faça sentir aquele fogo que você me faz sentir..
— (sorriso) Eu te amo.
Agora vamos transar, certo?
—  Bárbaraverdades-silenciosas
— Vamos pedir uma pizza?
— Calabresa?
— E portuguesa.
— Você sabe que eu não gosto, é cheio de coisas, frescuras.
— Assim como você.
— Tá insinuando que sou fresca?
Ele ri. — Não amor.
— Cala a boca, vou pedir
— Não esquece hein, portuguesa.
Ela senta e faz bico. — Ah não amor.
— Mas eu quero amor.
— Eu não quero.
— Come só da outra.
Ele ri, ela faz birra. — Amor…
— Tudo bem então, calabresa.
Ela abre um sorriso. — Amo você.
— Liga lá, tô com fome.
— Sim senhor.
Ela pega o telefone, liga, pede e ele fica a observando.
— Que foi, tô gostosa?
— Não sei, ainda não provei.
— Idiota.
— Você.
Ela faz bico. — Não sou idiota.
— Você é minha pizza de portuguesa.
— Eca, porque?
— Toda cheia de frescura.
Ele ri e ela olha para ele. — E você é meu…
— Seu o que?
— Meu, só meu.
— E qual o sabor?
— Sabor de amor.
—  Bárbara, defectss
— A gente se perdeu.
Cada dia mais.
— Por meses.
— Podemos nos encontrar?
— Talvez.
Talvez sim ou talvez não?
— Talvez sim, talvez não, quem sabe.
— Nós sabemos.
— Sabemos?
— Deveríamos.
Eu e você.
— Quando?
— Sempre.
Sem exatidão, o para sempre pode durar uma hora.
— O nosso não.
— O nosso dura quanto?
A eternidade.
— E existe?
— Não sei.
— E como a gente faz?
A gente inventa.
— Então podemos nos encontrar?
Todos os dias por toda a eternidade.
—  Bárbara R.verdades-silenciosas
O que faz você feliz?
Abraços no frio, beijos na chuva, pirulito de morango, balinha de maçã verde, risadas em um sábado à tarde. Abrir a geladeira e encontrar suco de goiaba geladinho. Sair no verão com uma roupa leve, sem preocupar com comentários. Ter um melhor amigo homem, e não ter segundas intenções, provando que existe amizade entre homem e mulher. Achar uma garota vadia, mas logo depois conhecer, e ver que estava errada. Novos amigos. Fotos em preto e branco e filmes antigos. Música lenta que depois anima. Legião Urbana e jogar Guitar Hero com as amigas. Chorar de emoção e felicidade. Encontrar um garoto bonito na rua, e ver que ele está te encarando. Encontrar dinheiro perdido nas suas coisas. Colocar o despertador pra despertar cedo e acordar só na hora. Ir para a escola e descobrir que algum professor faltou. Geografia, Estados Unidos e Brasil. Hawaianas e Ipanema. Salto alto e All Star. Dar e receber conselhos, olhos nos olhos. Futebol, basquete, vôlei e ginástica artística. Um sorriso solitário no meio de um monte de expressões tristonhas. Sábado a noite. Festas do Pijama. Moletom masculino. Boné de aba reta e camisas customizadas. Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Brasília. Fuso horário. Notícias boas. Filmes de comédia. Jim Carrey, Morgan Freeman, e Eddy Morphy. Sexo. Will Smith e Robert Downey Jr. Cobertas e travesseiros. Slipknot e Rolling Stones. Michael Jackson. Gritos e escandalos. Olhares intensos e toques. Frio. Toddy, Nescau e derivados. Pastel, pizza. Meu time campeão. Clássicos. Queen. Sex Pistols. Demi Lovato + Miley Cyrus, e Selena Gomez + Taylor Swift. Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer. Inglês e Espanhol. Londres. Kurt Cobain. Dinheiro + Shopping. Justin Bieber + Caitlin. Natal, Frango, e Miojo. Coca-cola, mineiro e fanta uva. Rock, sertanejo, forró, funk, samba e pagode. Mr Catra. Nicki Minaj. Madonna. Filme de terror de madrugada e séries o dia inteiro. James Cook e Effy Stonem. Delena e Stepherine. Ian Somerhalder + eu. Olhos azuis, pretos, verdes, castanhos ou mel. Loiros e ruivos. Skate. Bom humor. Pânico na band. Beijo na testa, na boca, no nariz, na bochecha e no olho. Brincadeiras. Banco Imobiliário. Lojas de R$1,99. Ursos de pelúcia gigantes. Adolph Hitler e Karl Marx. Capitalismo. Liberdade. Vodka. Marlboro. Mais sexo. Balada. David Guetta, Usher e Jennifer Lopez. Negros, Asiáticos, Brancos, Pardos… Humanos. Línguas. Professores liberais e diretor palhaço. Porteiros e tios da limpeza. Acordar depois do 12:00. Abraço apertado. Xuxa só para baixinhos e Teletubbies. Bananas de Pijama descendo as escadas, Bananas de Pijama uma dupla bem levada. Shows. Esplanada. JK. Londres. Pitty 3 horas da manhã e Nx Zero 3 da tarde. Alexandre Pato. Textos. Caio F. Abreu e Tati Bernardi. Asks. Jogos. Vídeo-games. Eminem. Pornô adolescente. American Pie, Amizade Colorida e Sexo sem Compromisso. Filmes de noite. Internet rápida. Abraços por trás. Café da manhã na cama e mensagens. Arranhões, chupões e mordidas. Arrepio. Homens. Sorrisos de bebês. Vovó e vovô. Clipes. Valéria e Janette. Aulas da Dona Irene. Expressar opinião. Filosofia e Matemática. Abolição dos números. Poseidon e Zeus. Athena e Medusa. Chegar em casa antes da chuva. Sorvete no verão. Blusa de frio. Cheiro dele. Eu e ele. Ele e eu. Morder o lábio e mexer na franja. Maquiagem. Chapinha. E você, o que faz você feliz?
—  Bárbara, verdades-silenciosas
Só uma rapidinha, uma rapidinha bem demorada, por favor.
— Cara, eu não aguento mais.
Estávamos olhando umas fotos de quando ele era criança, eu deitada na cama e ele sentado ao meu lado. Essa explosão dele me assustou, eu não entendi.
— Cansou de olhar as fotos? — Eu disse fechando o álbum.
— Não, não é disso que estou falando.
Me sentei e o encarei — Então o que é?
To com saudades de você.
— Eu estou bem do seu lado, idiota.
— Você entendeu.
Eu caí na gargalhada. — Sério? Esse seu drama foi por sexo?
— Você sabe que não é só sexo.
— Ai amor, você não presta.
— Vai me deixar mesmo na vontade?
— Não sei, deixa eu pensar. — Eu disse isso e sentei no colo dele de frente para ele, o olhei nos olhos e dei um sorriso, mordi seu lábio e quando ele ia colocar a mão na minha cintura, eu levantei.
Ele ficou me olhando incrédulo. — Sério? É isso mesmo?
O olhei com um sorriso torto. — Só olha. — Fui até o aparelho de som e coloquei uma música eletrônica, comecei a dançar, tirei a blusa e joguei nele, em seguida tirei o short, fiquei dançando e olhando para ele; Me aproximei e ele me puxou para a cama, subiu em cima de mim e me beijou.
— Talvez não.
— Talvez não o quê?
— Talvez eu não te deixe na vontade.
— Só talvez? — Ele disse beijando meu pescoço. Me arrepiei.
— É… — Eu disse arrepiada e excitada.
— Tem certeza?
— Não.
— E então?
— Eu tenho que ir embora. — Eu disse quase que num sussurro.
Ele apertou minha coxa. — A gente faz uma rapidinha.
Eu me levantei e subi em cima dele. — Acho que não é uma má ideia.
— Uma rapidinha então?
Contanto que demore bastante para acabar, por mim ta ótimo.
—  Bárbara, Defectss

Não gosto das meias verdades e não aceito mentiras. Por favor, sim ou não. Vou ou não vou. Quero ou não quero. Não me dou bem com meio termo. A ansiedade e curiosidade que as duvidas me trazem não fazem bem. Me irrito com os ‘talvez’. Gosto do completo. Sou como um quebra cabeça, uma peça pode fazer toda a diferença.Bárbara (verdades-silenciosas)

— Tira a roupa.
— Porque você só pensa em sexo amor? Credo.
— Não penso só em sexo.
— Em que mais pensa?
— Mulheres.
— E qual o objetivo com uma mulher?
Sexo.
— Bingo!
— Isso não é nada, eu também penso em você.
— E qual o objetivo?
— Casar.
— Sério?
— Com certeza.
— Eu te amo.
E aí amor, vamos pro motel ali perto?
—  Bárbara, Defectss