azul branco

Azul

Ele era azul.
Um tom escuro de azul.
Não sorria muito,
Mas era bonito como o oceano.

Ele era azul.
Mas pela manhã tentava ser verde,
Espalhava a cor pelo rosto como uma máscara,
Enganando a sí mesmo,
Fingindo que era feliz.

Ele era Azul,
Assim como o céu depois do amanhecer.
Não tinha muitos amigos,
Mas era sozinho que criava as melhores melodias.

Ele era azul.
Seus olhos também.
Tentava ser forte, como o preto.
Pacífico, como o branco
Mas acabava parecendo vazio, como o cinza.

Ele era azul.
E amava o vermelho.
O olhava de longe, cheio de desejo.
Sonhava com o seu toque, o gosto de um beijo.
E acordava no meio da noite
Envolto em cobertas suadas.

Ele era azul.
Odiava isso.
E na madrugada, tentava ser neutro.
Perdia a consciência depois de tantas garrafas,
Quando o ar do quarto já estava cheio de fumaça,
Tentando de alguma forma suportar a vida
Tingida pelos tons frios.

Ele era azul.
Azul era a cor da sua alma.
Gostaria de ter a alegria do amarelo.
A nostalgia do laranja.
E receber o amor do vermelho.
Mas não importava o quanto tentasse,
nada parecia ser capaz de mudar  o azul refletido no espelho.

E se eu te falar que minha cor preferida é azul, preto, branco, e nunca uma só? E se eu te falar sobre as minhas preces e esperanças para um mundo que eu sei que nunca irá existir? E se eu te falar sobre minhas mágoas e traumas? Ainda assim você irá ficar? Ainda assim você vai querer cuidar desse coração que por vezes é insensível demais e não sabe demonstrar? Darling, aqui é arriscado. Eu não sei ficar, não sei fazer os outros ficarem. E, tudo bem, entendo que isso é uma questão de querer e ter força para vencer os obstáculos que surgirem, mas me dá a tua mão e me ajuda?
—  Yalen Raquel.
Cartas para ela  Nº2

Oi, cá estou novamente. Já se passaram alguns dias e nada do meu celular vibrar, você ainda pode me escutar? Eu juro, só vou tomar uns 5 minutinhos do seu tempo. É que eu queria te dizer das coisas  que deram errado entre nós. Pois então, vamos ao assunto.
Ontem eu estava deitado no meu quarto enquanto lembrava um pouco de você, lembrei até daquela música “Vou voando” do Jorge e Mateus. Mas aí eu pensei que mesmo se me chamasse, eu não iria nem de teletransporte. Sabe porque, moça? Eu me lembrei do dia em que vendi o meu adorado violão só pra render mais grana e ir te ver. Caramba, eu enfrentei 18 horas de estrada pra encontrar você, pra depois de dois anos te ouvir falar que nunca te fiz coisas boas? É uma pena você ter esquecido das flores, chocolates e ursos que te enviei naquele maio de 2016. Mas você disse que só lembra das coisas ruins? Então me desculpe por ter dito algumas coisas ruins, por ter conhecido uma outra pessoa durante os 2 meses que você me ignorou e ficou aos montes com seus amigos. Me desculpa se eu não fui te ver naquele setembro que você me mandou não embarcar, talvez se você tivesse me permitido eu até teria ido, mas eu ainda acho que você me culpa para ter uma desculpa para a sua traição com a viagem para o seu ex. O mais engraçado é que depois disso eu te perdoei, eu voltei pra você e sinceramente não sei onde eu estava com a cabeça, talvez eu fosse ingênuo demais para perceber que você não me amava, não sei. Mas eu não consigo pensar em qual desculpa você poderia usar para a segunda vez em que viajou para lá e novamente ficou com ele. Ah, eu devo relembrar também da minha última viagem até você? Que por mais perfeita que tenha sido, descobri uma semana depois de voltar que você havia dito que amava ele 1 dia antes da minha chegada? Me desculpe, isso não vem ao caso, né? Vamos voltar aos meus erros. Desculpa por quando eu me permiti conhecer outra pessoa quando achei que você não voltaria para mim. Seu forte sempre foi se desculpar, né?
Me faz um favor, guarda aquele ursinho que sempre chamávamos de Sophia, guarde aquele pijama azul e branco que caiu bem em você, principalmente aquele casaco que esqueci na sua casa. Mas guarde para que se lembre, que um dia, em algum lugar, alguém se preocupou muito e fazia de tudo para te ver sorrir.

Bts reaction: Descobrindo que você é um anjo

Seokjin: Ele havia recebido uma ligação horas antes, dizendo que um familiar dele havia falecido. O que foi uma surpresa horrível que o abalou completamente. Ele havia te avisado, e pedido para que fosse junto á ele no velório.
Quando você chegou, o encontrou perto do caixão observando o parente e o ouviu fungar. Tocou em seu braço e o viu se virar, os olhos vermelhos e inchados.
- Jagiya…. - Ele sussurou e desabou em lágrimas, você o envolveu um abraço meio desajeitado por ser muito mais baixa. Afagou suas costas e permaneceu assim por um tempo.
- Eu vou conversar com meu superior, tenho certeza de que ele irá para um lugar bom. - Você sorriu afagando a mão dele.
Seokjin franziu as sobrancelhas, claramente confuso. - Superior?
Você olhou para o chão, procurando como explicar.
- Eu estou aqui para ajudar você. Em todas fases difíceis. Por um tempo estive longe, e peço que me perdoe. - Você fez uma pausa, olhando para ele. - Mas agora, eu vou ficar. Até você não precisar mais de mim.
- Perdoar….? Mas, você não me fez nada.
Você sabia que ele estava confuso demais naquele momento, com toda a situação da perda do parente. E apenas sorriu para ele. Mesmo que ele não pudesse entender que você era o anjo da guarda dele.

Namjoon: Você foi avisada. Sabia o horário. Kim Namjoon seria atropelado por um carro, ás 23:00. Ele era seu protegido. Você foi enviada especialmente para cuidar dele. Estava em casa e ao receber o aviso, saiu correndo pela porta.
Chegou a empresa em vinte minutos, faltam 10 para o horário. Seu coração batia forte, e você desceu do táxi tropeçando ao ver ele sair da empresa. Faltavam 3 minutos.
Ele ao te ver sorriu, o sorriso que desapareceria assim que fosse atingido pelo automóvel. Você tocou seu braço e o empurrou um pouco para trás. No exato minuto em que o carro em alta velocidade passou sem direção atrás de você e bateu no poste da esquina.
E nada precisava ser dito. Namjoon ficou te fitando incrédulo, mas não conseguia nem dizer uma palavra, enquanto você sorriu. E sua missão do dia fora cumprida.


Yoongi: Ele estava tendo um pesadelo, você podia sentir algo ruim no peito. Era a ligação que tinha com Yoongi. Sempre sentia isso quando algo ruim acontecia a ele. Então se sentou na cama e tocou em seu peito, fechando os olhos e fazendo uma oração.
Podia ver as pálpebras dele se mexerem sob a pele dos olhos, a respiração ofegante e ele suava. Você podia sentir que algo ruim o atormentava, então entrou na cabeça dele.
Pediu para se acalmasse e acordasse. A respiração dele ficou calma aos poucos, e ele abriu os olhos, sentando devagar.
- Melhor? - Você perguntou.
- Eu te vi, jagi. - Ele fez uma pausa, passando a mão na testa molhada. - Você parecia envolvida por uma luz, não sei. Mas era bom, eu podia sentir. - Ele colocou a mão sobre o peito. - Você parecia um… Anjo.
Você sorriu. - Bem, talvez eu seja um anjo. O seu anjo, Min Yoongi. - Você deixou um beijo em sua testa e Yoongi estava ficando um tanto sonolento novamente, mas sorriu ao te ouvir. Colocando os braços ao seu redor e respirando fundo, agora podia sentir-se bem novamente.

Jhope: Ele ficaria muito, muito surpreso quando você finalmente revelasse que era um anjo. Até que um dia o deixasse ver suas asas, longas, quase arrastando no chão, eram brancas e brilhantes.
A coisa mais linda que os olhos de Jung Hoseok já haviam visto, em toda a vida.
Ele se aproximou devagar, não com medo, mas com admiração, ele te fitava com a boca aberta.
- E-eu posso, tocar?
Você assentiu, sorrindo ao gesto dos dedos dele tocando duas asas. Eram macias e o lembravam da sensação de tocar um bichinho de pelúcia e ele sorriu.
- Elas são de verdade. - Ele admitiu em um quase engasgo. Era surreal. - Você é um, um anjo jagi. Isso é tão lindo. - Você podia ver seus olhos marejados.

Jimin: Ele chegou em casa mais cedo, e encontrou você no quarto, parecia concentrada. Murmurava algumas palavras, que pareciam uma oração e ele ouviu o nome dele. Pacientemente, encostado no batente da porta, esperou que terminasse.
- Rezando por mim, jagi? - O susto te fez cair da cama e ele riu. Logo correndo para te ajudar.
- Park Jimin! - Você resmungou rindo em seguida, se perguntando mentalmente se ele podia ter ouvido algo. Mordeu o lábio.
- Você não me respondeu. - Ele te puxou pela cintura, e você ficou meio desesperada. Como anjo da guarda, não era muito certo ter esse tipo de contato com o protegido. Mas Park Jimin, ele parecia tão diferente…
- Estava. - Você sussurrou. E ele sorriu.
- Você é um anjo, jagi. - Ele te abraçou e você arregalou os olhos, com medo de ele ter descoberto. Mas logo se lembrou de que uma vez ouvira um humano falando isso, e parecia ser algum tipo de expressão para dizer que era um boa pessoa. Então você sorriu também, colocando os braços ao redor dele timidamente.

Taehyung:
- Por que você gosta tanto de cores claras?
Você ouviu ele perguntar e olhou para suas roupas. Não sabia exatamente o porquê. Mas como anjo, nunca usara nada a não ser azul, branco e cores bem claras. - Isso é um problema? - Você perguntou, um tanto nervosa.
Ele riu. - Não. Mas não gostaria de tentar algo… Diferente?
Você o observou por alguns segundos. Quando lhe disseram que teria de tomar conta de um humano “diferente” você teve medo, humanos podiam ser serem muito ruins. Mas agora que conhece Kim Taehyung, descobrira que o diferente era a melhor coisa que podia ter te acontecido. Ele era o humano mais doce.
Então, diferente, nem sempre era ruim.
- Sim. Vamos tentar algo diferente? - Você perguntou animada e ele riu. Aquele humano valia por todos os outros.

Jungkook: Ele chorava e era doído, cada lágrima te fazia triste também.
- Jeon Jeongguk, você é um dos humanos mais “legais” - Você leu com dificuldade a palavra que ele havia te ensinado. - que eu já conheci. - Ele chorou mais. - Não chore, por favor.
Ele segurou sua mão.
- P-por que, pra onde v-você vai?
Você sorriu. - Eu vou voltar. Mas eu prometo que não vou sumir. Fique em paz, Jungkook. Você será muito feliz. - Você passou a mão no cabelo dele e nos próximos segundos você desapareceu, deixando-o naquela praia sozinho.
E naquela mesma noite, quando ele voltara para casa destruído e já sentindo sua falta, ele te viu em um sonho. “Eu disse que não te deixaria, Jeon. Eu vou estar nos seus sonhos, vou zelar por seu descanso. Fique tranquilo.”
E assim ele dormiria em paz e sorria inconscientemente durante o sono. Todos os dias.
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eu nao to chorando vcs que estão
~mochi