azucrina

versotraço

no meu estilo de escrever
eu guardo mágoas, neste estilo
guardo cidades e bandeiras;
sóis velozes brasileiros;
muita fome de improviso

e muita saudade da banda
que tocava nas noites,
varandas,
de onde meu intento
era versar.

o meu estilo é,
sobretudo, vaidade.
é meu jeito de haver,
é meu traço no espaço.

meu estilo me assina,
me mantém (eu refém).
quando não me azucrina,
me contém muito bem.