aula particular

Conto Erótico parte 1

Quando uma mulher é incendiada pelo desejo de outra, sua perspectiva sobre tudo muda, era assim que se sentia Sarah Jessica Filds, ao se sentir atraída por uma bela mulher que a mostrou que uma nova perspectiva, que tirou dela toda aquela falta de desejo que ela encontrara em homens, não adiantava procurar, ela sabia bem que só no corpo de uma mulher mataria sua sede.

Sarah era uma jovem com seus 21 anos, estudante de medicina, com pouco tempo livre, amigos incrivelmente inteligentes, estava bem, até conhecer Alexa Grey, sua professora de anatomia humana, uma mulher elegante com seus 30 mas um corpo de 20, logo pensou

- cirurgiã plástica, murmurou Sarah a sua amiga sentada a sua direita

- Ela não é cirurgiã Plástica Sarah é neuro, retrucou Clara, ela é famosa entre os professores, tem um esquema de aulas particulares, se é que você me entende, riu baixo para não interromper a aula

Sarah interessada pela informação, começou a prestar atenção nos principais sinais de uma lésbica, olhou suas unhas, lindas, bem feias e grandes, olhou seu estilo de vestir, super feminina e seu cheiro exalava por toda sala, o que deixava Sarah completamente focada na aula, no outro dia, Sarah sentou na primeira mesa da fileira do meio, estando em evidência ao olhar penetrante de Alexa, ao entrar Alexa se deparou com uma menina linda de cabelos cor do sol, uma boca rosada, quase irresistível aos olhos de Alexa, ao se aproximar percebeu que Sarah a olhava intensamente como um fruto proibido que adoraria comer

-  olá, disse Alexa

Meio engasgado Sarah custou a falar, tropeçando nas palavras

-  o, oi quer dizer olá

-  qual seu nome minha jovem, disse Alexa com um sorriso torto

-  me chamo Sarah, retrucou

-  como vai Sarah? Meu nome é Alexa Grey, e serei sua fonte de conhecimento esse semestre, não estou lembrada de você aula passada, por isso a apresentação menos formal, sorriu com o canto da boca

- Obrigada senhora, será uma honra tê-la, quero dizer aprender com a senhora esse semestre

Sorrindo Alexa olhou e disse, - senhora não Sarah, pode me chamar de Alexa.

Sarah sorriu e continuou observando aquela mulher incrível se virar de costas, em evidência um corpo totalmente exposto em uma saia justa. Durante a aula, Sarah parecia estar nas estrelas, distante, navegando nos lábios de Alexia, que se mexiam ao falar e mostravam dentes perfeitos, um verdadeiro convite a boca de Sarah, que mal conseguia se controlar, após a aula, Sarah esperou todos irem embora, para que pudesse ter um contato maior com Alexa, após a sala vazia Alexa reparou somente Sarah sentada de pernas cruzadas em uma cadeira a sua frente

- Oi Sarah, quer tirar alguma dúvida?

Sarah respondeu apressadamente – Não, só queria saber se posso ter a honra te te beijar,

Sim, era o que Sarah queria ter dito, mas ao invés disso disse – não, queria lhe perguntar se conversaram com você sobre a festa de arrecadação de fundos, para formatura, pois fiquei sabendo que você será madrinha da nossa turma.

- Olha Sarah eu sinceramente ainda não me informei sobre tudo, mas pelo que posso ver você faz parte da comissão certo?

- Sim senhora

- Pois então, adoraria me encontrar com você 1 ou 2 vezes por semana, para que você me deixe bem informada, mas para isso você deve parar de me chamar de Senhora – risos

- Claro, seria uma honra disse Sarah com um sorriso enorme, e quanto a senhora, não irá se repetir

Apertaram as mãos e deixaram a sala, enquanto Sarah foi para a porta da faculdade, pois havia perdido a carona de Clara, que havia saído mais cedo, Alexa avistou Sarah após sair do estacionamento, e lhe ofereceu uma carona

-  aonde você mora Sarah?

 

Sarah havia deixado a casa de seus pais e comprado um apartamento no centro, mas este apartamento estava sendo reformado como um presente de seu pai, um arquiteto renomado na cidade, então Sarah estava em um hotel, a 30 quadras da faculdade

-  moro provisoriamente em um hotel, a 30 quadras, hotel Vivence, conhece?  mas não se preocupe eu pego o ônibus disse Sarah sem graça de pedir uma carona

-  conheço sim entra aqui, eu te deixo lá, disse com um tom de autoridade, que penetrou no ouvido de Sarah como um toque e a fez arrepiar

Entrando no carro, meio sem graça puxou o sinto de segurança, e observou as mãos de Alexa, sem nenhuma aliança ou anel indicando compromisso

Sem ver soltou

- Alexa você é casada?

Alexa desviou os olhos da direção e olhou para Sarah que estava vermelha de vergonha devida a pergunta invasiva, sorriu dizendo, - já ouviu o ditado, solteira sim sozinha nunca? Sorrindo perguntou

Sarah sorriu e disse, -claro que sim, se aplica a você?

-  solteira sim, sozinha às vezes, se aplicaria melhor sorrindo respondeu

-  e você, onde anda seu príncipe encantado, bela adormecida?

Rindo disse – Bela adormecida?

-  sim, claro, perceba a semelhança, cabelo loiros cor de mel, boca rosada e pele branca, qual é, anda perdida no mundo real princesa?

Aos risos disse – uma leve semelhança, príncipe? Ele que me desculpe mas eu me interesso mais pela Jasmim, princesa do Aladin .

Dito isso Sarah reparava na semelhança de Alexa a tal princesa Jasmin, cabelos longos e pretos como à noite, olhos grandes e intensos uma beleza surreal no mundo real.

- Então você é lésbica? Perguntou

- Sim, muito, sorrindo disse

Alexa olhou para Sarah e disse - chegamos ao seu destino minha querida, sorriu.

- Alexa, me deixa retribuir esse favor, vamos subir, tomar um chá? Café? Água? Sorriu

- Obrigada Sarah, não irei recusar, mas hoje não posso, tenho uma reunião com o reitor da faculdade no centro a 1 hora, mas irei aceitar seu convite outra hora, pode ser?

-  claro, ficarei feliz em recompensa-la pela carona, muito obrigada novamente, disse Sarah acenando para Alexa enquanto ela partia

Sarah subiu pensando na conversa que teve com Alexa, pensando que ela havia deixado no ar sobre sua sexualidade, ou preferência sexual, Sarah chegou no quarto tirou sua roupa e foi ao banheiro, tomando banho Sarah teve os pensamentos mais sacanas sobre Alexa, sem se dar conta estava completamente excitava e sentindo seu sexo escorrer pelas suas pernas, se encostou na parede do banheiro, deslizou sua mão para baixo tocando seu clitóris encharcado, começou a se masturbar, jogou a cabeça para trás e imaginou Alexa na sua frente, completamente nua, passando a mão pelo seu corpo, em poucos minutos Sarah gozou, voltando a realidade e caindo a ficha do quanto Alexa estava mexendo com seus sentimentos.

Enquanto isso, Alexa flutuava em sua reunião, viajando nos lindos olhos de Sarah, repassando sua risada várias e várias vezes em sua mente, sorrindo sozinha até ser interrompida pelo reitor, que falava da classe de Sarah, sem saber o que falavam, Alexa, tentou prestar atenção na reunião, sendo proposta a ficar encarregada da turma de Sarah, Alexa se interessou na proposta,como já teria dito a Sarah que ela seria seu canal de informações, lhe pareceu conveniente aceitar a proposta, ao sair da reunião, Alexa foi pra casa, planejar a aula do outro dia.

Sarah agarrada nos livros tentava se livrar dos pensamentos sacanas que Alexia lhe trazia, tentando estudar exatamente a matéria do qual Alexia lecionava, Sarah era uma aluna exemplar e impressionava qualquer professor, mas ela queria impressionar uma em particular.

Durante a noite, Sarah não conseguia largar os pensamentos impróprio que teve no banho, mas junto a eles, veio a regra número 84 do parágrafo 3 do livro de código de ética profissional da faculdade , que proibia o relacionamento entre professores e alunos, mas como dizem o proibido é mais gostoso, só manteve Sarah mais excitada em relação a sua querida professora, virou a noite pensando sobre o assunto, ao se dar conta seu relógio marcava 4:00 horas da manhã, e Sarah acordava às 7:00 pois sua aula começara às 08:30, fechou os olhos e seu despertador tocou, ela nem se importou em estar acabada e com sono pois iria ver Alexa e quem sabe ela aceitaria seu convite para aquele café.

Na faculdade a aula de Alexa passou em 1 minuto pelo menos para Sarah, ao fim da aula, Sarah perguntou Alexa se ela queria se informar com a situação da turma, como ela seria a responsável pela mesma, então Alexa aceitou seu convite para o café …

A caminho Alexa diz

- Sarah, tenho algo sério para conversar com você, eu não sei bem o que aconteceu aqui neste carro ontem, mas foi bem impactante, eu sou gay também como você, então é inevitável eu não flertar com uma mulher como você, vai contra minha natureza, sei bem que os alunos da sua turma diz ter rumores sobre minhas aulas particulares, mas isso é mentira, uma vez eu me envolvi com uma ex aluna, ela era uma pessoa incrível uma médica com um futuro brilhante, e precisava da minha ajuda pois iria se especializar na minha área, neuro, com meu auxílio ela não teria limites e cresceria inevitavelmente sendo a aluna brilhante que era, não havia nada sentimental ou sexual entre a gente, mas ela pegava carona comigo todos os dias, ficávamos juntas nos fins da aula, e isso instigava os alunos, que começaram a falar e comentar sobre o que não sabiam, por isso estou te contando porque você pode se tornar vítima de calúnia pelos corredores desta faculdade, com você é diferente, você me instigou por ser uma pessoa cativante, você é meiga e atenciosa, mas você não pode ter nada a mais que minha amizade, tudo bem ?

Sarah escutava e absorvia toda a informação e o motivo pelo qual Clara fez o comentário no primeiro dia de aula do semestre, mas focou na parte que Alexa se assumira gay, mesmo escutando que Alexa só queria sua amizade, havia algo na voz de Alexa que não passava tanta firmeza, e de jeito nenhum Sarah queria ficar na friendzone mas aceitou, melhor ter Alexa amiga perto que Alexa nenhuma, por hora era o suficiente

- Tudo bem Alexa, você é uma mulher incrivelmente atraente, e aceito sim sua amizade, e para deixar claro, não ligo para o que falem na faculdade, pode fica tranquila quanto a isso

Chegando no hotel em que Sarah se hospedara, subiram para o quarto, Sarah pediu dois chás com torradas para entregar no quarto

Entrando no quarto Sarah diz

-  fica à vontade Alexa, quer ver TV? Enquanto eu troco de roupa?

-  não precisa retrucou Alexa

Sarah andou  caminho ao banheiro para se trocar, deixando a porta aberta, havia um espelho em frente a porta do banheiro do lado de fora  que refletia parte interna do banheiro, Alexa tentava não olhar, mas viu Sarah abaixar sua calça, mostrando sua lingerie delicada, e incrivelmente pequena, deixando a mostra sua bunda arredondada e perfeita, e seus seios fartos logo após Sarah tirar a camiseta, Alexa tentava se controlar mas sua boca salivava de vontade daquela mulher, levantou, respirou fundo e foi até a varanda tomar um ar, Sarah voltou com uma roupa menos formal, e disse que o chá havia chegado, sentaram tomaram chá e conversaram sobre tudo um pouco, sobre gostos, esportes, musicas, relacionamentos,  até chegar na parte sexual da conversa, após aberta a intimidade, Sarah diz

-  sexualmente falando, essas mulheres da cidade não estão com nada, - risos

- Sarah tem tanto tempo que não fico com uma mulher na cidade, que nem te ajudar com essa questão posso

-  então a senhorita é internacional? Diz Sarah

-  digamos que meus congressos são de sua maioria fora do Brasil, e lá estão mulheres incríveis, novas experiências, novos gostos, é incrível

-  digamos que gosto muito da pegada brasileira, retruca Sarah, mulheres gostosas com um corpo incrível que fazem loucuras na cama, elas sim valem a pena

Perto de Sarah Alexa diz ofegante

-  valem é?

Se olham fixamente e profundamente, sentindo o tesão de ambas se encontrarem em um clima quente e úmido

Alexa se levanta meio sem graça e diz

-  olha a hora está tarde, tenho que ir

-  tudo bem diz Sarah, mas você volta? Algum dia?

-  claro que volto Sarah, Alexa pega o caderno de Sarah deixado a mesa e anota seu número junto a um meio coração, e diz me liga ou mande mensagem diz sorrindo ao sair pela porta

-Sarah sorri e diz, claro

Sarah louca com o clima que havia acabado de ter com aquele espetáculo de mulher, pega o celular e imediatamente envia um “olá” para Alexa

Alexa enquanto isso desce para a garagem pensando no corpo de Sarah que sem querer havia apreciado secretamente, sem aguentar as borboletas no estômago e a vontade louca de beija-la, entrou em seu carro e foi para casa, para um banho de água fria, após o banho o tesão por Sarah permanecia em Alexa, que lutava contra aquele sentimento forte para com a aluna

E então por sua vez Alexa se tocara, com os pensamentos em Sarah, mais especificamente na imagem que havia visto no espelho esta tarde, gemendo loucamente com seus dedos penetrando, entrando e saindo de dentro de si, gozando como a muito tempo não gozara.

Então seu celular apita com uma mensagem de Sarah

-  olá, estava pensando em você

Você quer vir tomar uma cerveja comigo hoje mais tarde?

 

Ao ler Alexa deu seu último gemido, e como não concordar com aquele pedido

-  olá Sarah, gostaria muito, te encontro as 19:00 na recepção tudo bem para você?

-  claro, marcado

Então cada uma em sua casa e ambas com o mesmo pensamento, que roupa usar, após várias tentativas a roupa estava pronta, Alexa sempre preparada e maravilhosa, Sarah foi se depilar pois o que poderia acontecer aquela noite, era imprevisível, as 19:00 em ponto Alexa entrava na porta do hotel, incrivelmente linda, cabelo solto, salto 15 é um vestido colado deixando suas curvas em evidência, não havia uma pessoa que passara e não reparasse sua beleza, com 10 mim de atraso Sarah desce, olha Alexa e fica extasiada com a beleza que a sua frente estava, e Alexa olhando fixamente pra Sarah e usava um decote que a deixava literalmente de queixo caído, durante todo o tempo Alexa só queria cair de boca naqueles peitos que se insinuavam pra ela, Sarah ciente de onde os olhos de Alexa estavam, Sarah a provocava mais, após as bebidas e comidas, Sarah chamou Alexa para seu quarto, as duas subiram deixando o clima no elevador quente, Alexa estava à frente de Sarah, ela então se aproximou e colocou sua boca de leve no pescoço de Alexa que se arrepiou por inteira ao sentir, se virou e beijou enlouquecidamente a boca de Sarah, cada toque era mágico, sua língua percorria cada canto da boca de Sarah, ao sair do elevador entraram pro quarto e foram se despindo rapidamente até chegar na cama, com um sorriso safado Alexa joga Sarah na cama com um só empurrão, e diz

-  você gosta de mulher brasileira? Então vou te mostrar como é uma brasileira na cama

Começou a beijar todo o corpo de Sarah que gemia e se contorcia com o tesão enorme que o toque de Alexa a proporcionava, ela beijava, lambia e mordiscava os peitos de Sarah como se fosse os devorar, apertando e massageando o outro com a outra mão, e ia descendo a encontro da tão desejada buceta de Sarah que estava encharcadas de tesão, que escorria pelas duas coxas, e Alexa fez questão de chupar antes de colocar sua língua na buceta de Sarah, que já implorava para que a chupasse, então com a maior fome Alexa abocanha a buceta de Sarah a fazendo gritar de tesão, e pedir cada vez mais puxando os cabelos de Alexa e apertando sua cabeça em seu sexo, Alexa a chupava como nunca havia chupado alguém antes e sentia tanto tesão chupando aquela buceta completamente molhada que metia seus dedos na sua própria buceta, sem aguentar o tesão que estava em comer Sarah se lambuzar naquele paraíso que Sarah tinha  entre as pernas, e quando Sarah iria gozar Alexa colocou o clitóris dela em sua boca e começou a sugar e mamar como jamais havia feito antes, e por fim gozaram juntas, pela primeira vez, de muitas que ainda iriam gozar durante aquela noite…

continuação em breve …

Aula especial

Eu era péssima em matemática. Desde os primórdios do meu ensino, era minha pior nota. Aprendi a conviver com isso e principalmente aprendi que quase sempre iria precisar de uma professora particular para me ajudar nos piores anos. Na faculdade não seria diferente. Me chamem de louca, mas mesmo não sendo muito boa em matemática, resolvi fazer engenharia. 

Já no primeiro período consegui o telefone de uma professora que diziam ser genial. Ela dava aula no departamento, mas para os períodos mais avançados, por isso nos dois primeiros eu ainda poderia usufruir de seu conhecimento. Inclusive, ela mantinha uma pequena sala alugada perto da faculdade só para dar aulas particulares. Diziam que ela era tão carrasca quanto boa.

Marquei para começar na terça. Duas vezes por semana, duas horas de aula por dia e quem sabe nunca mais reprovar em matérias de matemática. Dez minutos antes eu já estava tocando a campainha da sala. Eu nunca tinha encontrado com ela e minha boca quase abriu quando a vi. Morena, de cabelo preso, usava uma calça social justa marcando suas coxas grossas e uma blusa branca transparente que mostrava o sutiã, também branco, rendado. Precisei lembrar de respirar para sentir o ar nos pulmões novamente.

- Adiantada. Já gostei de você - Martina Loureiro fazia a qualquer um se arrepiar com aquele tom de voz altivo
- Desculpe - respondi mesmo sem saber o motivo pelo qual estava me descupando
- Não se preocupe, prefiro adiantados aos atrasados - a segui até a mesa que ficava no meio da sala

Ela me passou exercícios, me ensinou pensamentos lógicos e me fez sorrir dizendo que eu não era tão ruim quanto ela imaginava. As duas horas voavam e eu só queria continuar ali. Respirando o mesmo ar que ela, sentindo seu braço encostar no meu eventualmente. Sentir o cheiro que vinha dela enquanto seus olhos se movimentavam junto com sua boca. Aquela boca de lábios finos, mas batom muito bem desenhado. Uau. Que mulher.

Finalmente quinta novamente. Cheguei cinco minutos adiantada e ela abriu a porta sorrindo.

- Adiantada de novo. Parabéns, dona Clarisse, está subindo no meu conceito 

Sorri sem graça e ao mesmo tempo orgulhosa do comentário. A segui de perto até a mesa. Consegui sentir seu cheiro novamente e senti meu coração disparar no peito. E entre as pernas. Seria difícil controlar aquela sensação que Martina me fazia sentir. Ela era sensacional demais para o que eu estava acostumada.

- Seus exercícios estão perfeitos. Parabéns - sorri orgulhosa mais uma vez
- Você fica linda sorrindo assim - Corei e abaixei a cabeça quase morrendo de vergonha. Não esperava tal elogio.

Senti seu dedo liso no meu queixo, puxando minha cabeça para cima. Encontrei os olhos dela bem próximos a mim.

- Nunca abaixe a cabeça para um elogio - ela ainda fez um carinho no meu queixo antes de se afastar

Tive vontade de puxar seu braço de volta e manter o contato entre nossas peles. Ela sorriu mais uma vez, pegou um copo de água e sentou a minha frente para começar a aula. Hoje ela estava de saia social até o joelho e com uma meia fina cor da pele. O sapato, preto, completava o look junto com a famosa blusa branca e o sutiã rendado. 

Entre fórmulas e cálculos, cruzei minha perna ao mesmo instante que ela se mexeu e nossas peles voltaram a se tocar. Eu estava com uma bermuda minha canela raspou na meia fina que ela vestia. Não pude deixar de me arrepiar inteira. Para minha surpresa, ela sorriu com o toque e bebeu um longo gole de água. Para minha surpresa maior ainda, me mexi novamente, agora com o propósito claro de nos encostarmos novamente e consegui que meu pé, que já estava fora da sapatilha, acariciasse sua perna. Ela bebeu o resto do copo de água. Sorri orgulhosa como quando ela elogiou meus exercícios. 

- Dona Clarisse, levante por favor - sua voz era altiva, como sempre e eu achei que ela me expulsaria para sempre

Levantei e parei na frente de sua cadeira, que ela havia girado e ficado de lado para a mesa. Como já tinha tirado meus pés da sapatilha, permaneci descalça. Ela me olhava da cabeça aos pés e eu não aguentei a pressão do olhar dela. Abaixei a cabeça.

Vi seus pés se movendo e percebi que ela levantara da cadeira. Vi que ela tirou o sapato e meu coração começou a bater acelerado no peito. E entre as pernas. Ela caminhou até onde eu estava e não consegui levantar a cabeça para olha-la. Senti seu dedo no meu queixo novamente e a pressão que ela fez para que eu levantasse o roso. Antes que eu pudesse encontrar seus olhos como na primeira vez, senti seus lábios nos meus. 

Ela me beijou com força e me segurou pela cintura com uma mão e pela nuca com a outra. Senti meu cabelo sendo puxado na parte detrás da cabeça e gemi quando nossos lábios descolaram rapidamente. Ela então, me empurrou até a parede que estava a alguns passos atrás de mim. Eu sentia sua língua passear pela minha boca e sentia minha vagina encharcar enquanto ela pressionava suas pernas entre as minhas.

A mão que estava na minha cintura, subiu por baixo da blusa nas costas e em um movimento habilidoso, senti a pressão do sutiã sumir e em seguida, suas mãos apertando meus peitos com força. A dor pareceu aumentar o tesão que vinha crescendo em mim. Gemi um pouco mais alto. Ela parou de me beijar, afastou a cabeça e me olhou com fome.

- Eu vou te comer agora e você vai adorar! 

Não havia mais o que fazer. Com um único movimento abri sua blusa social estourando os botões. Pude, finalmente, ver o sutiã rendado que marcava a blusa branca. Puxei o bojo para baixo deixando o peito eriçado dela a mostra. O coloquei todo na boca e com a língua brincava com o bico vermelho enquanto com as mãos apertava com força o outro seio. Senti ela jogando a cabeça para trás e ouvi um gemido sair de sua boca.

Ela então me virou de costas para ela e de frente para a parede. Senti o gelado do cimento na lateral do rosto, mas o calor que me percorria parecia muito maior. Ela puxou minha blusa pelos meus braços, jogou meu sutiã, que já estava aberto, no chão e abriu minha bermuda enquanto beijava minha nuca e mordia minhas costas. Enquanto uma mãe desfazia o zíper a outra vinha por entre as minhas pernas e apertava a costura do jeans contra uma calcinha molhada que eu vestia. Joguei a cabeça para trás e encontrei o ombro dela. Os corpos estavam muito grudados. Ao deixar meu pescoço a mostra, ela aproveitou e chupou bem perto da minha orelha enquanto a mão que estava no zíper entrava dentro da minha calcinha. 

Senti seu dedo se molhar em mim e ouvi um sorriso triunfante nela enquanto percebia que eu estava daquele jeito. Quando pensei que ela me comeria, ela me virou de frente, segurou minhas mãos para cima me beijou do pescoço até meu peito, agora descoberto. Ela já estava sem sutiã, apenas de saia. 

- Tira a bermuda

Ela falou enquanto tirava a própria saia. Não tirei meus olhos de seus movimentos e abaixei a bermuda junto com a calcinha. Ela sorriu ao me ver completamente nua ainda encostada na parede. Eu não sabia o que fazer, apenas respirava ofegante e sentia ficar cada vez mais molhada. Ela então tirou a calcinha e a meia fina que vestia. Completamente nua, ela jogou os livros e cadernos que estavam na mesa para o chão, sentou na beirada e abriu as pernas as apoiando nos braços da cadeira que usava. 

- Vem aqui. 

Andei até onde ela estava. Ela tirou uma das pernas do braço e me mandou sentar na cadeira. Nua, sentei e senti molhar o estofado preto. Ela recolocou o pé no braço da cadeira me prendendo ali.

- Agora, você vai me chupar bem devagar

Eu nunca tinha chupado uma mulher, mas também nunca tinha encontrado uma mulher como Martina. Apoiei as mãos em sua coxa e me inclinei até meus lábios se encharcarem nela. O gosto era diferente, novo. Amargo, mas doce. Ela então segurou meus cabelos e me pressionou contra sua buceta molhada. Precisei mexer minha cabeça para respirar, mas em pouco tempo já estava bebendo daquele líquido enquanto ouvia os gemidos sussurrados de Martina. Os pelos que sentia em minha boca pareciam fazer parte daquele cenário. Enfiei a ponta da minha língua nela e senti meus cabelos serem puxados de leve. Minha língua já subia e descia em um movimento ritmado quando ela passou a me controlar pelo cabelo. Acelerando e reduzindo a velocidade, me fez lamber e chupar ela até que suas pernas tremerem e seu líquido viesse em maior quantidade. Bebi tudo que consegui, mas ela me puxou pelo cabelo e não deixou que eu continuasse.

- Você é especial. Nunca ninguém me chupou tão bem no primeiro encontro 

Eu não resisti e sorri orgulhosa novamente. Ela parecia gostar daquele sorriso que eu dava. 

- Deita na mesa que agora eu vou te comer

React BTS - Tendo que falar com você apenas em inglês

🔸Kim Seokjin:
Antes de namorarem, ele se esforçava muito para dialogar com você, mas ele insistia no idioma. Ele até chegou a pedir algumas aulas de Namjoon, e ele melhorava gradualmente. Quando se tratava de alguma coisa que queria muito, ele não media esforços para fazer, então no final de tudo acabou que a barreira do idioma não foi capaz de impedir que vocês se aproximassem.

🔶Kim Namjoon:
Para ele foi maravilhoso saber que podia se comunicar com você em um idioma que dominava bem. Pelo fato de conseguirem se comunicar muito bem vocês se aproximaram muito rápido e começaram a conversar por mensagens de texto quando lhes faltava tempo. As vezes ele soltava algumas palavras em coreano sem perceber lhe deixando um pouco confusa e quando percebia começava a rir pedindo-lhe desculpas.

🔶Min Yoongi:
No começo de tudo, Yoongi apenas falava algumas palavras monossilábicas, tinha receio de falar com você por conta do idioma mas com o passar do tempo mostrou ser competente em falar com você e o fato de estar interessado em você o incentivava ainda mais.

🔶Jung Hoseok:
Mesmo não sabendo muito do idioma, ele falava o que sabia da maneira que achava estar certo fazendo você rir da sua pronúncia engraçada, talvez isso tenha sido um dos fatores para que tenham se aproximado tanto, você passou a ensiná-lo a língua inglesa e em troca ele te daria aulas de dança particular.

🔶Park Jimin:
Ele sempre tinha muita vergonha e era inseguro ao falar com você por não ser muito bom no inglês, ele sorria pra você mas não conseguia dizer muita coisa e isso o frustrava. Certo dia, você pediu ajuda dele para ser seu parceiro em uma coreografia, então Jimin deixou a timidez de lado para lhe ajudar e foi aos poucos tomando iniciativa dos diálogos e fazendo daquela experiência o mais divertida para os dois tirando toda a tensão de seus ombros. Ele passaria a treinar o idioma para que pudesse ter mais momentos assim com você.

🔶Kim Taehyung:
Taehyung tinha um jeito fofo de falar inglês, ele falava bem pausadamente e soava como se estivesse cantando as palavras. Depois de muito tempo praticando, ele pediu para que saíssem juntos, algo que queria fazer a muito tempo mas que só agora tinha total certeza de que daria tudo certo. “Aprendi palavras-chave para nosso encontro, tipo “Gosto de você”, “deveríamos sair de novo” e “amo você”.

🔶Jeon Jungkook
Ah, nosso golden maknae nunca decepciona. Quando o quesito é talento para aprender, Jungkook se destaca. Em um fansing ele cantou uma música em inglês, que por sinal era uma de suas favoritas, quando chegou a hora de as fãs irem receber autógrafos você elogiou o inglês dele fazendo Kook sorrir tímido, queria que soubesse o quanto te achou legal mas faria isso assim que treinasse mais um pouco sozinho, então para que isso acontecesse ele pediu que aparecesse no próximo fansing. “Tenho algo importante para dizer na próxima vez que nos vermos, se não vier ficarei triste pois é algo importante. Vou te esperar.”

Me perdoem pelo react, sei que posso fazer melhor, apenas não posso deixar de postar pra vocês. Não deixem de pedir react para nós, amamos vocês demais! sz

~Hill

Old Friend

Originally posted by kths

O relógio indicava 4 da tarde, o que significava que eu estava atrasada para as minhas aulas particulares. 

Desde que eu quase reprovei em biologia, minha mãe tem pago aulas particulares com o filho da amiga dela, que é um dos melhores alunos da escola onde ele estuda. O problema é que o filho da amiga dela aconteceu de ser o mais gostoso da rua. 

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onlyanevilangel  asked:

As fantasias sexuais dos paqueras, tanto AD como ED

Bem… como dizem as regras, só posso escrever sobre um dos grupos de rapazes. No entanto, como gostei da pergunta e me senti inspirada, irei responder sobre os rapazes de AD aqui, e em breve estarei postando os de ED, então fiquem de olho!

Vale ressaltar que, considerei como fantasia sexual, não apenas um traje específico, mas também determinadas ações e/ou situações.


Atenção! NSFW após o corte!

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Contrato Inviolável - Capítulo II

Será que meu coração enlouqueceu?

Eu fui criada por uma família totalmente fora do padrão, mas de algumas coisas eu tinha toda certeza em minha vida e a principal delas era: Eu era muito amada. Se tinha algo em minha gigantesca família de sobra, era amor incondicional, da minha mãe, das minhas tias, dos tios, dos meus irmãos e primos, de todos, havia amor, havia carinho e apoio fosse no que fosse embora como toda família houvesse algumas divergências. Contudo na nossa, tudo era resolvido no fim, de um jeito ou de outro, claro que se caísse no ouvido dos doms - haviam alguns entre meus tios - as coisas seriam um pouco mais tensas, mas jamais sem amor.

 Todos nós fomos criados mais livres do que crianças comuns, e alguns de nós eram bem encrenqueiros, minha irmã estando no topo dos problemas, claro. Ainda assim, havia amor, apoio e incentivo, logo não haveria coisa que eu não pudesse perguntar, ou ser orientada, ou protegida. Eu era livre para ser quem eu quisesse e agradecia todos os dias por isso. Mesmo, mas algumas coisas começaram a me perturbar e pela primeira vez eu tive receio de descobrir as respostas.

 Porque sempre reclamei da Bárbara por isso, aquele excesso de controle me deixava irritada, para dizer o mínimo e eu não queria acabar sendo como ela, uma louca dominadora, mas… Desde que entrei naquela escola meus problemas começaram.

 Talvez, aliás, meus problemas começaram quando meus tios resolveram voltar para Seul.

 A história resumida era de que devíamos proteger tio Channy e Chansonie, o caçulinha de um ano de idade e o chaveirinho de todos nós. A vila da praia se tornou perigosa para ambos por causa do nascimento atípico do meu priminho cute cute e então tio Lee Jongsuk, LJS, recuperou a fortuna escondida e alguns bens valiosos que tinha escondido em lugares muito loucos – Eu nem quis saber na verdade onde – E voltamos com os passaportes falsos que mantínhamos – minha mãe encabeçando todo o esquema, para variar com tia Amber -  e voilá, estávamos em Seul outra vez e assim que pisei no hall do prédio que os tios Cha mantinham em nome de terceiros há mais de vinte anos para uma eventual “emergência”… Quando pisei ali eu soube, minha vidinha tranquila tinha terminado.

 Foi um pressentimento como tia Jess dizia ter de vez em quando, um pressentimento que tomou forma quando no primeiro dia de aula eu vi certo garoto do primeiro ano passar escondidinho pelo corredor com um skate em um dos braços e a mochila do outro. Nada de mais, na verdade, mas ali meu coração saltou pela primeira vez. E não foi a única.

 Eu fiquei chocada, não era possível…

 Eu não estava isenta da tão irritante paixonite aguda adolescente? Eu jurava que estava, afinal quando minha irmã decidiu – Sim, ela decidiu – Que DZ era definitivamente seu – ela sempre achou que todos nós éramos dela para cuidar, desde que começou a falar, na verdade. Mas aos dezesseis anos ela “decidiu” que DZ era seu como tia Jess era dos pais dele. Ou dos babys que pertenciam aos daddys, aquele tipo de ‘seu’.

 Daí então foi uma confusão atrás da outra, minha irmã tinha o gênio do cão, como mamãe dizia, e por aquele motivo ela foi aconselhada a não terminar a escola de forma normal, ali ela podia fazer um teste e pular para a faculdade. O que todos podíamos na verdade porque tínhamos aulas particulares na família mesmo, eu cresci lendo mais livros do que meu antigo professor de literatura. Éramos um bando de CDFs bizarros, como éramos conhecidos na escola no Brasil. Mas minha mãe queria que nos “enturmássemos” e por isso todos nós, menos Ba e Chin, que já tinha terminado a escola mesmo e decidiu pensar melhor na faculdade que queria, fomos matriculados no famoso centro estudantil.

 Enfim, depois de muita confusão os daddys aceitaram o namoro da Ba e do DZ. E eu estava na minha, imune. Os filhos da tia Jess, do tio Channy, todos os meus “primos” eram primos para mim, eu os adorava como adorava minha irmã temperamental, assim como amava os quadrigêmeos agora próximos dos onze anos, assim como eu amava todos. Eu acreditei que era como Chin, assexual. Eu iria amar romanticamente alguém algum dia, mas não teria desejos sexuais, paixonite, ansiedade por beijar ou coisas do tipo. Eu era plácida como uma brisa suave… eu era…

 Me iludi, me iludi hard.

 Queria me socar e eu sabia bem como fazer – quando você cresce em uma família que tem daddys bons de briga, mafiosos, minha mãe era filha da maior mafiosa do mundo, e alguns caras osso duro de roer, você sabe bem como socar alguém – Mas nem para isso eu tinha ânimo, afinal eu caí na tão temida paixonite, e estava louca por um garoto dois anos mais novo que eu, esquisitinho e tímido, com carinha de bebê que você tem vontade de apertar as bochechas até fazer biquinho de peixe… eu estava perdida.

 Eu queria bater em alguém, porém respirei fundo e olhei para o teto do meu quarto contando até mil. Eu estava tendo êxito em ignorar meus instintos, estava mesmo, até aquele dia em que ele tropeçou em mim e nos olhamos olhos nos olhos e eu soube, soube assim como Ba ficava dizendo como uma maluca repetitiva por mais de um ano todo até ter o que queria e o consentimento da família, que ele era meu.

 Yuto era meu.

 Os sintomas eram vorazes dentro de mim, eu queria abraçá-lo, andar de mãos dadas com ele na escola, socar os babacas que olhavam para ele como tubarões olhavam para golfinhos. Eu queria dar uma de Barbara e puxar o cabelo do líder do time de basquete que ficava secando o meu Yuto toda vez que ele saia da escola… eu queria ser um escudo dele e não o deixar sozinho ou longe dos meus olhos. Eu quis bater no JY por ter assustado o meu fofinho, mas não… eu só dei as costas e evitei socar meus punhos na parede.

 Eu estava em crise, em curto, em pânico.

 Eu era uma dome? Como assim? Não podia, não é? Eu não podia me entregar aos instintos, eu era uma garota racional, plácida, calma, suave…

 A porta abriu em um baque e Nini veio correndo para minha cama e pulou sobre mim gargalhando:

— Bi, eu tirei dez em matemática, dez! Não nove e ou oito… Mano, eu sou de humanas, humanas, mas tirei dez em exatas, sou ou não sou um cara fenomenal!? Mereço um sorvete caprichado, não mereço?

 Ele sorriu e eu assenti.

 Nini tinha dezessete anos, mas era um dos mais puros de nós, um amorzinho, um espelho do tio Channy, na verdade e todos temiam que ele sofresse na escola ali, afinal Nini foi alvo de bullying anteriormente e desde então todos o vigiavam meio que discretamente.  E por isso evitavam de se aproximar muito dos outros alunos da escola, quanto menos eles soubessem deles melhor, saber da sua família seria munição para magoarem algumas das crianças, principalmente aquele seu primo amável.

 E se Barbara soubesse de algo, ela era bem capaz de causar o apocalipse. Ela foi proibida de ir para escola, mas ia com a gente e voltava para nos pegar na saída. Todos, deixando tia Jess e os babys para buscarem os menores na escolinha que era bem mais próxima do prédio onde agora morávamos. Eu sentia falta do mar, do ar puro, da brisa…

 Eu sentia falta de não ser uma louca com paixonite.

— Ei Bi, Bi, ‘tá tudo bem? - Notei que estava viajando quando Nini sacudiu meus ombros com olhos abertos demais – Problemas?

— Coisa de garota, bebê, coisa de garota, agora vamos, vou fazer o super sorvete para você!

 Disse tentando me animar e sair daquele mar de auto piedade e descemos juntos para o andar da cozinha.

 Alguns dos meus tios eram engenheiros e construtores e depois de uma semana de mutirão, mudaram algumas coisas no prédio abrindo paredes, ligando andares por escadas… Coisas que só os tios Im’s e Son’s inventavam mesmo, mas que como sempre ficou perfeito. Barbara dizia que os tios embora cinquentões agora, ainda estavam inteiros, gatos e saradões. Achava um exagero, mas os tios realmente davam lição de resistência em muitos garotos por aí e eu tinha assistido isso por anos lá na vila…

 Os daddys eram exemplos, isso era mesmo incontestável.

 Enfim, a cozinha e a área de serviço agora era todo o térreo e o meu quarto, da Bá e dos trigêmeos mais a sala de leitura era no andar a cima.

 Cheguei na cozinha e vi Ba fazendo brigadeiro para os quadrigêmeos e para as gêmeas, filhas mais novas da tia Jess. Júlia e Julieta riam de algo que viam no celular enquanto YH, lia outro dos seus enormes tratados de jardinagem.  Yongguk Himchan Júnior era, como Ba brincava, a parte de biológicas da família. Seu primo só faltava abraçar árvores, e só havia outra paixão dele além da flora do mundo, piano.

— O que vocês estão assistindo aí, meninas!

 Chegou atrás delas no balcão e Júlia fez um som de clara diversão:

— Se chama Kpop, Bibi, é música local…

— Música repetitiva e com pouca harmonia, eu não gostei – YH disse sem desviar os olhos do livro – Mas elas adoraram, pelo visto, e são minhas irmãs, nem posso me defender…

— Deixe elas curtirem, Gukkie, é preciso conhecer o inimigo a fundo para se infiltrar entre eles de modo mais fácil…

— Inimigo Bá? Pelo amor…

 Eu resmunguei e enquanto ela ria eu revirava os olhos.

 Barbara era doida, não tinha explicação melhor… e era minha irmã, eu nem podia me defender…

 Fui preparar o sorvete do jeitinho que Nini gostava no outro balcão e caprichei na taça colocando diante dele que já estava sentadinho na mesa esperando educado e ao vê-lo assim todo fofinho eu imediatamente me lembrei que os olhos do Yuto não eram muito diferentes dos dele.

 Ele gostava de sorvete com calda de frutas tropicais como Nini? Ou era adepto de picolés como a maioria dos coreanos? Que sabor ele gostava? O que ele jantava, ele comia bem? Era tão magrinho…. Quer dizer coreanos eram magros geneticamente, mas…

— Bianca, você ‘tá bem?

 Eu percebi que estava encarando Nini comer, parada e com a mente longe outra vez e o faro de Bárbara era fenomenal. Suspirei e resolvi falar sobre aquilo, mas do meu jeito:

— Se eu fosse acometida pela febre da paixonite como eu faria para me curar? Tem algo para isso, sei lá, feitiço que seja? Eu não posso ficar como você Barbara, uma só de nós já é dor de cabeça o suficiente. Isso está errado.

 Por alguns segundos fez-se um silêncio sepulcral na cozinha ampla e me arrependi no instante seguinte de ter aberto minha boca quando minha irmã saiu do transe para gargalhar como uma possuída maldita! Ela ria de sufocar e eu torci para ela sufocar mesmo, aquela criatura cruel malvada, porém éramos irmãs e gêmeas idênticas.  Se ela morresse eu ia me sentir mal, então fui até ela e dei um soco leve no estômago dela resmungando furiosa:

— Para com essa merda e me responda, droga!

— Olha só que as garrinhas saíram, ui! – Ela zombou mas parou de ri ao menos – Olha só, Bi, isso não é doença okie, é natural, se está gostando de alguém, apenas vá em frente, a não ser que ela ou ele seja um filho da mãe, daí é outra história e…

— Ele é um fofo, criatura, não fala assim dele!

 Rebati, ela assentiu:

— Ótimo, chega nele e diz que quer ele. Pronto, se ele aceitar, beije, se não, diga que vai pedir ele em namoro até ele aceitar, todos os dias e que seu sangue é Campone e não desiste nunca. Resolvido.

— Coitado do DZ, eu sempre tive pena, mas agora tenho mais…

— DZ é meu, é muito bem-amado e cuidado, dúvidas fale com ele, sem dúvidas, não meta meu baby no meio.

 Ba sorriu meio cruel e eu suspirei. Que difícil, céus!

— Estatisticamente as flores atraem com seu cheiro os insetos para polinização, traçando um paralelo com nossa família, todo baby geneticamente compatível atrai daddys ou mommys quase da mesma maneira e já sabendo que ter Ba como gêmea geneticamente você teria setenta e cinto por cento de chance de genes dominantes em você, ter encontrado um “fofo” para atraí-la e ativar seus instintos polinizadores para a flor é totalmente possível e aceitável -  YH disse outra vez sem desviar os olhos do livro e com o tom monótono que era bem típico dele – Diante dos fatos, acho que ao invés de lutar, devia mesmo fazer o teste e ver se esse polén lhe agrada, querida prima. Ou não, mas negá-lo seria o mesmo que morrer de fome. Imbecil e ineficiente.

— Obrigado por me fazer imaginar um beijo entre uma abelha e uma flor, idiota!

 Nini resmungou com a boca cheia e eu terminei por rir na bizarrice que transformamos o assunto.

— Uma abelha pode beijar uma flor?

 Perguntou um dos quadrigêmeos nos encarando confuso e eu suspirei, aquilo ia render dias…

— Não é assim, amor, é bem…

— JANG BARBARA CAMPONE! – A voz da minha mãe chegou antes dela e eu meio que me encolhi, quase nunca ganhava bronca, era desde o berço a Ba quem aprontava, mas agora eu me sentia culpada, sabe deus porquê – Onde está a Magnum que eu deixei na caixa de documentos?

— Eu peguei para ensinar o DZ a atirar, nunca se sabe o que vai encontrar na escola mãe, não posso deixar meu chuchuzinho desprotegido naquele oceano perigoso cheio de águas vivas venenosas, mas eu substitui por balas de borracha, juro, pode verificar, o pente seu está completo! - Bárbara sorriu toda doce e eu revirei os olhos, cara, mas minha irmã era uma peste! Ainda ergueu a tigela de brigadeiro para nossa mãe que naquele momento estava com sangue nos olhos – Brigadeiro?

— Você vai ver o brigadeiro na sua bunda sua pestinha!

 E mamãe voou na Ba que saiu correndo com a panela de doce e os quadrigêmeos choramingaram juntos um ah cheio de muitos h’s tristes seguidos de resmungos entre ‘podia ter deixado o doce’ e perguntas retóricas sobre se ‘flores tinham boca’ e ‘como abelha beijava com ferrão’…

 Eu me sentei desolada na cadeira da imensa mesa e quis xingar o destino de todos os nomes possíveis.

 Eu continuava com paixonite aguda e o dia seguinte se aproximava. Eu ia ver o pólen que me atraia e não havia segurança alguma naquela situação.

 Eu devia fugir do país? Devia pedir ajuda aos doms? Devia beber e fingir demência?

 Eu não sabia, mas queria muito uma boa solução de preferência sem ser nada como minha irmã fazia, nada, uma segunda Barbara seria hospício.

 Eu era plácida, suave, amena… Não era?

Eu nunca fui boa em matemática, nunca tive facilidade para aprender igual aos outros. Por outro lado, eu sou boa em redação, eu sou boa com textos argumentativos de sociologia. Eu não me imagino calculando nada futuramente, eu definitivamente não quero isso pra minha vida. Meu raciocínio é lento quando se trata de números, mas quando é pra dar minha opinião, escrever algo ou argumentar, ele é rápido. Por ser muito “do contra”, não concordo que eu tenha que estudar cálculos na escola, e se o Enem realmente quer me ajudar a entrar em uma faculdade, eu não deveria selecionar as matérias em que me dou bem?! Não concordo com médias da escola, adoraria entender o motivo pelo qual eu PRECISO atingir uma certa média. Se eu não fui bem em uma matéria e nao atingi a média (coisa que pouco me importa, sinceramente) eles ja mudam a cor da minha nota só para dar ênfase que eu definitivamente não fui boa naquilo. Se eu continuo indo ruim, fico de recuperação, a matéria que eu nao aprendi em dois meses, sou obrigada a aprender todinha para fazer uma prova! A escola ja me procurou para me dar aulas de reforço grátis? NÃO. O dinheiro gasto na minha aula particular, poderia estar sendo investido numa coisa que eu realmente sou boa. Não quero desmerecer nenhum professor com esse texto, não quero desmerecer as aulas, dizendo que só se eu fizer aula particular que eu passo, muito pelo contrário. Parabéns professor pelas suas aulas muito bem dadas, se todos conseguem aprender e eu não, obviamente o problema não é com você. Vejo anualmente na minha escola, os alunos premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática sendo chamados para receber o prêmio na frente da escola toda, agora uma pergunta, se eu ganhasse uma olimpíada de português, eles me chamariam lá também?! Fica aí a minha dúvida. Se eu tiro total em redação, o que dizem? “Ah redação é fácil” e se  eu tiro uma nota bem baixa em matemática logo dizem que eu preciso estudar. O mesmo nao se repete com o aluno que tira total em matemática mas tira nota baixa em redação. Luto por direitos iguais, e mais que isso, luto para que eu seja reconhecida pelo que eu faço de bom, pelas matérias que eu me destaco. Não quero ser conhecida como a menina que não sabe calcular, quero ser conhecida como a menina que nao sabe, até tenta, mas o negócio dela é ser da humaninade. Eu sou de humanas.
—  iriscgo
Imagine Namjoon Ato 1

Imagine inspirado em Am I Wrong

Casamento arranjado não é algo muito comum no século XXI mas você está noiva com o filho do Sócio dos seus pais. Kim Namjoon parece não ligar para isso, ele vai tentar a todo custo te ter de volta. Será que ele vai conseguir?

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-De novo.

Meus dedos voltam as teclas do piano, correndo ao ritmo da melodia. Os olhos dos outros alunos me pressionam, como se torcessem para meu fracasso, não que eu duvide disso. Tento manter o foco, mas a cada segundo que passa o nervoso toma conta de mim. Consigo terminar perfeitamente. Sem errar uma nota. 

O professor suspira em desaprovação, começa a caminhar de um lado para o outro, o único som que podia ser ouvido era de seus sapatos batendo no chão. Ele para na minha frente, olhando no fundo dos meus olhos -Te falta amor- E se vira de costas para mim, seguindo o trajeto da saída - Alegria também…como posso te dizer? Você está vazia- Ao chegar na saída ele se volta em minha direção -Ache isso até o final do mês ou saia da minha aula. Turma, liberados. 

Não sei o que aconteceu nos cinco minutos lá, sentada, olhando para o piano. Estática. Não me importo que os outros estudantes tenham visto tal cena deprimente, só que é difícil ouvir isso quando eu treino todo santo dia. Eu me sinto frustrada, não importa o quanto eu tente, nunca será bom o suficiente. Isso é injusto. Me forço a sair do banco e depois da sala, até que bato meu rosto no braço de alguém. Como consegui essa proeza? 

-Desculpa. Volto meu olhar para a pessoa a qual é dona do braço. Camiseta preta. Calça jeans. Braço colocado propositalmente na parede. Kim Namjoon -Devo começar uma briga ou podemos pular para a parte que temos de limpar os pianos como punição? 

-Hoje eu estou pessoalmente um pouco cansado. Mas e ai? Quando eu vou poder te dar aulas particulares? 

-Você perdeu o juízo.

-E você precisa encontrar paixão. Eu sou o melhor aluno da turma. Sabia onde ele queria chegar e odiava concordar com isso, mas infelizmente, o mais velho sempre tinha razão. Ash isso é tão irritante. 

-As 20:30 na sua casa amanhã. Mas uma coisa eu não podia negar, Namjoon foi meu primeiro e único amor. Se tem alguém que pode me ajudar a encontrar paixão na música, essa pessoa é ele. 

Vou contar-vos um pequeno segredo. Talvez não tão pequeno, mas entendam, os segredos nunca o são. A minha mãe é professora de matemática e o meu pai é militar. E sim o segredo é esse, porquê? Porque as pessoas, quando sabem que a minha mãe é professora, olham para mim como se eu fosse sortuda, e tivesse aulas particulares com ela e o mundo fosse inteletualmente perfeito. E elas não entendem o que é sentir-se inferior pois toda gente vê em ti um reflexo da tua mãe, não entendem o que é a tua própria mãe preocupar-se mais com as tuas notas e com o que os outros falam de ti e dela do que com a tua saúde mental.
Eu vivi num mundo onde não podia me vestir mal, onde desobedecer (mesmo minimamente) era sinónimo de castigo físico, andar na rua era um suplício e a minha opinião equivalia a absolutamente nada. Para os meus professores e colegas tudo era reflexo dos meus “papais” e, por isso, exigiam que eu fosse “perfeita”, ou pelo menos o mais “certinha” e normal possível.
As coisas com o meu pai nunca foram simples, aqui em casa era “senhor”, “senhora”, “se faz favor” e “com licença” e eu, como filha mais velha, e filha única até aos 5 anos, fui criada para seguir regras, para abafar o choro, para ignorar as vontades. Fui criada para gostar de futebol (e aprendi a jogar apenas para satisfazer meu pai) e atividades físicas em geral, de música, línguas, literatura e matemática. Educaram-me para que eu soubesse um pouco de tudo, nunca, em toda a minha infância, eu tive direito a jogar qualquer tipo de jogo não educativo, aqui em casa nunca houve ou haverá video jogos, playstation ou derivados. Cresci rodeada de livros, um cachorro que morreu quando eu tinha 15 anos e regras a mais. Larguei fralda e biberão com pouco mais de um ano, com 3 anos eu recebia livros de presente, e eu nem ler sabia, com 8 recebia-os em inglês, com 9 recebi dicionários, dicios e um livro sobre a sexualidade. Depois disso, recebi uma bicicleta e, aos 15 anos, um Nokia Express Music. Computador? Depois dos 15 e ainda hoje não tenho um meu ou que possa usar livremente. Sair à noite? Aos 18. Ter vontade própria? Só agora.
Por anos eu não podia faltar às aulas, não podia usar as cores que queria. Eu cresci numa jaula prateada, e quem via de fora pensa que eu fui feliz… quem vê de perto pensa que eu sou feliz. E quem me vê, mas vê de verdade, sabe que eu nunca o fui.
Rodearam-me de pó e exigências mudas, encheram-me a cabeça com consequências, deveres e discursos de como a vida é dura. Encheram-me os bolsos de chocolate a cada aniversário mas nunca diziam “Amo-te”, pelo contrário diziam “Parabéns, agora és adulta!”, todos os anos a mesma frase, como uma exigência muda para que eu fosse mais e melhor. Mas eu nunca consegui ser. Eu segui as regras todas, não namorei, nem “poluí” meu corpo, fui à missa, respeitei os outros, não saí da linha, tive sempre notas positivas, e até tentei me inserir num grupo.
Falhei. Com 15 anos eu acordei para a vida e vi que falhei. Com 15 anos eu não tinha sonhos, amigos, boas notas, o orgulho dos meus pais ou sequer o carinho dos meus irmãos. 15! Eu era uma criança criada numa jaula bem pintada quando de repente a porta se abriu e meu mundo caiu. E de repente “esquece que eu existo”, e de repente vi-me totalmente sozinha. Vou contar-vos outro segredo. A minha própria mãe não gosta de mim. Nem eu dela. Não entendam mal, eu amo-a mas dói. Não entendam mal, ela ama-me mas eu só desiludo.
Entendam! Quando alguém diz “Que sorte a tua mãe é professora, deve ajudar-te imenso.” eu vou para casa, entro no chuveiro e choro. “Que sorte, teu pai é militar, podes fazer o que queres.” Não! Não e não!
E eu oiço, na rua “ela deve ser rica” e grito para mim: Não! Não e não!
Não tenho um mercedes nem um ferrari, o smartphone que uso é barato, o computador daqui de casa tem 9, n-o-v-e, anos e o carro que tenho tem 16.
Dói, ver um mundo que não me conhece invejando esta suposta felicidade, invejando o que na verdade é um lar destruído, um casamento furado e três filhos infelizes, invejando profissões que matam o cérebro, invejando uma casa que ainda nem está paga. Invejem meu “segredo” também. Eu nunca fui verdadeiramente feliz.
“Tem gente pior”, bom ao menos essa gente tem amor.
—  Cristina Lemos, desabafo não revisado e cheio de imperfeições.
Lollipop! [ChanBaek, Shotacon]

Vou te levar pra loja de doces, garoto
Vou te deixar lamber o meu pirulito




Pedofilia, segundo o dicionário e o Wikipédia, é um distúrbio ou perversão que faz com que uma pessoa em idade adulta se sinta atraída por crianças pré-púberes (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade ou no início dela). É a prática sexual que se efetiva no contato íntimo entre um adulto e uma criança, através de estimulação genital, atos sexuais, carícias e etc.

Pedofilia é crime. Pedofilia é uma doença.

Então sou um criminoso doente.

Quer dizer, espera lá, Chanyeol! Vamos analisar a situação calmamente, olhar os prós e os contras, argumentar e discutir para só então chegar numa conclusão certeira, de julgamento correto e justo, porque ir se autodenominando um criminoso doente… Okay, okay, isso precisa ser explorado, é o melhor a se fazer. Para ser mais rápido na análise, vou usar o quê, por quê, quem, onde, quando, quanto e como.

Primeiro, o que está em questão? O fato de eu ser um criminoso doente. Por quê? Porque há um garotinho, sabe, e eu tenho sentido umas coisas estranhas por ele. Quem é esse garotinho? Byun Baekhyun, de 14 anos, meu aluno. Onde normalmente se encontram? Na casa dele, às tardinhas. Desde quando se conhecem e quando foi o momento que passou a sentir essas coisas por ele? A gente se conheceu através de Nini, quer dizer, Jongin, meu melhor amigo.

Kim Jongin conhecia a família do garoto muito bem, pois os Kim se faziam de bons parceiros dos Byun. Numa festa que os Byun deram por algum motivo de gente rica, Jongin deveria estar lá e insistiu que eu fosse, conheci o garoto aí. Semanas depois, numa tarde ensolarada, recebi um telefonema dos pais de Baekhyun, queriam saber se eu estava disposto a dar aulas particulares ao filho. Não pensei duas vezes antes de dizer sim. Disse sim por dois motivos: A) eu precisava do dinheiro para a faculdade e gastos pessoais e B) porque naquela noite da festa, quando vi Baekhyun no piano, sei lá, me bateu um pouco de pena? Ele parecia ser um garoto solitário, tímido e carente. Já fui assim na adolescência, por sorte que encontrei Nini. Baekhyun precisava de um amigo também.

A partir disso, desde o segundo mês do ano tenho dado aulas particulares a Baekhyun. Quatro vezes por semana, às tardes, estou a caminho da casa do garoto para encontrá-lo e ajudá-lo nas tarefas, ensinar e tirar dúvidas. E foi nesses encontros que passei a olhá-lo de forma diferente. De uma forma que não se olha para um homem, ainda mais para um garoto. Comecei a reparar em cada coisinha de Baekhyun! Diga-me se isso não é doentio.

Byun Baekhyun é baixinho. Perto de mim se faz quase que anão. Se bem que talvez eu seja a pessoa muito alta em comparação a todo mundo. Ele tem uma pele clarinha, clarinha quase como papel por sair pouco de casa; tem cabelos na cor do mais puro chocolate num corte bem infantil com direito à franjinha. Os olhos são meio que castanho-escuros, às vezes mais claros pela luz do momento. Tem uma voz doce, fala baixo também, mas quando ri ou gargalha… Soa estridente, sabe, só que é um estridente agradável de se ouvir. Apesar de sorrir moderadamente, assim que o faz… É algo que merece atenção por ser bonitinho.

Normalmente abaixa a cabeça, morde os lábios e sorri. Aí as covinhas vão se formando, os dentes ficam à mostra, todos pontudinhos e cândidos, e então ele ergue os olhos. Faz um bagulho estranho no meu peito – também nas partes baixas, porque às vezes é tão… tão indecente. Principalmente quando ri contido das minhas piadas infames.

Baekhyun tem mãos bonitas, mas acha que são de menina, costuma dizer que tem vergonha disso. Os dedos são bem branquinhos, finos e bem longos, ideais para piano. E há uma pintinha no dedão, acho uma graça essa pintinha. Certas vezes, quando terminamos as lições mais cedo, peço que ele toque piano para mim.

Resultado: tesão.

Deixa eu explicar para não ficar parecendo um pervertido ao máximo, pois Baekhyun tem lá sua culpa. Começo a assistir sua performance na paz, tudo okay, os dedos dele lá, se movendo com delicadeza e agilidade nas teclas. Mas esse garoto faz questão de me lançar olhares e sorrir. Aí a velocidade dos dedos aumentam, Baekhyun lambe os lábios e seus cabelos já estão um pouquinho úmidos pelo empenho no piano, e minha mente surta! Só fico imaginando a agilidade desse menino em um outro instrumento como, por exemplo, uma flauta longa, grossa…

Foco, Park Chanyeol, foca no foco.

Bom, o fato é que Baekhyun faz umas coisas comigo, me deixando mais… vivo. Não faz por mal, o garoto mal sabe que eu sou o tarado na questão. Ele é inocente, angelical. De bom coração. Eu sou o pervertido. No entanto, não há só isso, o lado sexual. Há também a parte mais romântica (?) na coisa. Tipo… Tipo… Tipo… Tipo quando ele me conta o que aconteceu no colégio, o que sonhou na noite passada, ou seus desejos, as coisas que gosta. A gente divide segredos, sabe. Gosto disso. Sei sobre ele e ele sabe sobre mim, mesmo que seja só um tiquinho de nada.

Acho que fiquei gamado por Baekhyun na primeira vez que ele me segredou algo, porque saí diferente de sua casa naquele dia, ansiei para voltar bem rápido e passar mais tempo ao lado dele. Para ficarmos juntos e sozinhos na espécie de escritório e biblioteca de estudos da casa dos Byun.

— Chanyeol — ele murmurou.

— Sim — respondi no mesmo tom.

— Posso te dizer uma coisa?

— Pode me dizer o que quiser.

Respirou fundo.

— Acho suas tatuagens lindas. Na verdade, você fica muito legal com elas. Bem… legal, sabe — a voz saiu sussurrada. — Muito… bonito.

Então ele havia reparado em mim? Quer dizer, as tatuagens são quase que visíveis no braço e uma parte do pescoço. Mas Baek havia reparado muito para notar as tatuagens que eu tentava esconder por debaixo das camisetas.

— Sério?

Só consentiu meio envergonhado.

— Baek, posso te dizer uma coisa? — chamei baixinho. Ele aquiesceu. — Seu sorriso é lindo. Muito mesmo. Você deve sorrir mais vezes.  

— S-sério?

Confirmei.

E Baek sorriu. E eu sorri todo bobão.

Sei tanto sobre ele! Inclusive o seu amor por doces. Melhor, por um doce. Um mero doce que me causa momentos de insanidade, que me faz acreditar no inferno e nas presepadas derivadas dele. Que deixa euzinho, olha só, deixa a mim, um cara de 25 anos já resolvido com a vida, prestes a concluir a faculdade e ingressar num novo futuro, parecendo uma cadela no cio que só pensa em sexo.

E tudo por causa de um pirulito, porque se há uma coisa que Baekhyun ama nessa vida, essa coisa se chama pirulito de morango com recheio de chiclete. Você precisa assistir, sabe, ver cara a cara como Baekhyun chupa esses bagulhos. É como se estivesse fazendo boquete. Como se fosse um pornô! Assisti a muitos vídeos indecentes para atestar aqui que nenhuma atriz peituda fez/faz um trabalho tão bom em chupar como Baekhyun com um mero pirulito na boca, pois esse garoto sabe deixar alguém duro só de observá-lo, imagina ele trabalhando aquela boquinha linda nas minhas partes baixas! O melhor de todos. Já passei noites com a mão direita ocupada só por culpa desse moleque.

E Deus, ele não faz por mal!

O garoto é inocente demais. Puro demais. Criança demais. O problema sou eu! Eu sou o pecador. Eu sou a pessoa que fica imaginando umas coisas quando ele está ocupado com o doce na boca fazendo os exercícios que passei. Eu sou a pessoa que fica tentado com a visão. Sou eu quem vai ao banheiro e se tranca lá para aliviar a tensão na cabeça.

Sério, minha relação com pirulitos é de amor e ódio.

A cada dia que se passa, a cada dia que minha relação com Baekhyun se torna mais próxima – ele até me considera seu amigo! –, fico cada vez mais preso nesse vórtice de pirulitos, sentimentos e Baekhyun.

O quanto fica maluco? O quanto as coisas que sente por Baekhyun te afetam?

Olha, mais que bastante é uma boa resposta, tem a tendência a aumentar. Aumentar mais do que deveria. A questão aqui é: isso tudo só acontece com Baekhyun. Estive reparando em outros garotos que dou aula. Não sinto nada. Não sinto nadinha.

E para se ter uma ideia, é de praxe eu sair da casa de Baekhyun, subir na minha moto e dirigir o mais rápido que posso pela cidade para só então chegar a meu apartamentozinho, mal tirar as roupas e cair na cama, na privada do banheiro, debaixo do chuveiro ou no chão da pequena sala com as mãos ocupadas no meio das pernas pensando no garoto. Agora eu tenho umas fotos dele no celular – o próprio Baek tirou –, e costumo olhá-las quando me toco. Imagino ele ali, do meu ladinho, me excitando mais com sua voz.

Antes de dormir, a última coisa que quero ter em mente é o rosto de Baekhyun, por isso olho as fotos que tenho do garoto. Por isso sorrio feito babaca para o biquinho que ele fez ao se fotografar. Por isso coloquei Baekhyun de fundo de parede do meu telefone.

Como vai parar com isso? Como vai fazer parar deixar de ter esses pensamentos de Baekhyun, seu aluno?

Não sei como. Só sei que… Só sei que…

— Chanyeol! Ei! Alô, Chanyeol!

A voz preocupada de Baekhyun me traz de volta à realidade. Droga, entrei nos devaneios de novo e aposto que fiquei olhando para ele como um retardado.

— Chanyeol, está bem? — perguntou. — Você está um pouco pálido.

— Acho que acabei dormindo de olhos abertos — respondi. — Dias de prova na faculdade.

— Por que não disse? A gente podia ter cancelado as aulas para que estudasse mais!

E deixar de te ver?

— Tá tudo bem, Baek. — Sorri.

— Não parece — murmurou. — E deveria ter me contado que estava em semana de provas.

— Não queria te sobrecarregar, pequeno. Você também está passando por provas na escola.

— Saber sobre você não me sobrecarrega, idiota. E para de me chamar de pequeno. Eu já tenho quatorze anos, Chanyeol!

— E daí? — provoquei. — Tem quatorze anos e tamanho de um anão, por isso vou te chamar de pequeno até você crescer. Se crescer. Se.

— Vou crescer e ficar mais alto que você! Espera só, espera só. Esfregarei minha altura na sua cara.

— Essas crianças de hoje em dia, tudo iludida — falei pegando seu caderno de exercícios para conferi-los. — Bom, em compensação da altura, você está ficando um gênio da matemática. Resolveu exercícios avançados do ensino médio. Meu pequeno hobbit é um Einstein!  

— Babaca.

— Baixinho.

— Idiota.

— Bonitinho.

— Estúpido.

— Você é um docinho — finalizei rindo.

Baekhyun revirou os olhos tentando parecer irritado, mas sorriu depois. Sugeri uma pausa nas tarefas para que ele pudesse espairecer a cabeça, tomar uma água e comer alguma coisa. Segui sua figura toda descalça e usando umas roupas folgadas até à cozinha. Minutos mais tarde, com um pote de sorvete em mãos, estava eu e Baekhyun largados no chão do seu quarto.

Seu quarto era simples para um garoto, uma cama grande, uma escrivaninha com o computador, uma estante com livros, mangás e algumas figuras de super-heróis ao canto, o guarda-roupa e o banheiro, só. Nada de pôsteres, bola, bagunça, mau cheiro e aquele ar de “aqui jaz um garoto”. Baekhyun era organizado. Ainda assim, eu tinha que confessar que seu quarto era maior que todo o meu apartamento.  

— Chanyeol.

— Hum.

— Você gosta de alguém?

Caralho.

Ajeitei-me de lado, com o apoio do cotovelo, para fitar Baekhyun. Ele continuou deitado de costas, com as cabelos espalhados pelo tapete, a colher do sorvete parada sobre o queixo enquanto aguardava minha resposta.

— Bom, depende — respondi.

— Como assim?

— Ainda estou um pouco incerto sobre o que sinto — falei.

— E o que você sente?

— Por que quer saber? — perguntei.

Baekhyun fechou os olhos e mordeu o lábio.

— É que quero entender, sabe.

Caralho².

— Baekhyun… você está gostando de alguém?

Diz que não. Não, melhor, me diz quem é. Vou… Vou… Vai fazer o quê? Vai bater na garota?

— Bom, depende — respondeu baixinho. — Ainda não sei se a pessoa gosta de mim. Quer dizer, acho que ela está com alguém.

Afundei a colher no sorvete e levei à boca em pura frustração. Pensei bem antes de falar alguma coisa e delatar o que não deveria ou de fazer o que não deveria com Baekhyun. Porque olha, ele está tão vulnerável no tapete, todo folgado, e posso ver as curvas do seu corpo com facilidade. Se eu me curvasse e o beijasse, o que ele ia achar? Será que gritaria? Não ia ter problema, pois não tem ninguém em casa e… Park Chanyeol, se sua mãe soubesse os pensamentos que anda tendo, sério, ela te castraria. Não teria bilau para contar história.

— Menino ou menina?

Baekhyun corou.

— É tão errado! — ele sussurrou.

Droga. É menino. Quem é o cabaço. Quem.

— Quando você está perto dele — comecei a falar —, seu coração dispara?

— Sim… — A resposta veio seguida de um suspiro.

— Você sabe todos os defeitos, falhas, imperfeições e ainda assim, quando deita a cabeça no travesseiro, pensa nele, sonha com ele?

— Sim.

Cacete.

— O que significa, Chanyeol?

Sério, vou me matar.

— Que você está… apaixonado.

Baekhyun se remexeu e se colocou de lado. A posição nos deixava muito próximos, olho a olho. Se eu estendesse minha mão até seus quadris, puxaria facilmente o trazendo até mim. Eu queria muito fazer isso.

— Você sente a mesma coisa com a tal pessoa? — ele perguntou.

Se meu coração disparava quando estava perto de Baekhyun? Sim, apesar de outras coisas também dispararem, meu coração ficava sinistro. Se eu sabia todos os defeitos, falhas, imperfeições e ainda pensava nele todas as noites? Sem parar. Todo o maldito dia. O caso é que esses defeitos e falhas se tornaram perfeitos para mim. Tipo, quer dizer, gosto quando Baekhyun gagueja, quando cora, ou como é fácil de se emocionar. Sei que ele odeia legumes e os come de cara amarrada, fazendo beiço. Gosto desse beiço. Ele é péssimo em futebol e corre tão estranho! Adoro vê-lo – sofro também –todo ocupado e de sorrisos ao chupar seu pirulito. Mesmo assim, gosto de tudo isso.

— É.

A partir disso nós não falamos mais nada. Continuei a degustar do sorvete em silêncio e Baekhyun ficou na sua, quietinho. Chegou a dormir no tapete. Meus pensamentos subversivos atacaram. Mais uma vez, deitado ali, Baek se encontrava vulnerável. Se eu fosse bem discreto e com jeitinho… Afinal, ele gostava de garotos, sua primeira experiência seria comigo.

Park Chanyeol, para. Sério, para, mano.

Você está precisando é de uma boa dose de porrada. Como não quer ser um criminoso doente tendo esses tipos de pensamento? Baekhyun é só um garoto inocente, caraca. Para de ser tão estúpido!

Levantei-me e chamei Baekhyun. O garoto resmungou alguma coisa e esticou os braços. Remexeu-se mais um pouquinho até se virar para o outro lado e ressonou baixinho. A camiseta subiu e vi sua pele branca. Vi também sua boxer escura e parte do seu cofrinho. Que busanfa. Minha moeda teleguiada implorou para cair naquele cofrinho de vez.

Vai lá, se aproveita do menino. Imagina como vai ser bom, hein?

Não vai, Chanyeol. Baekhyun te considera um grande amigo.

Oh, amigo que anda te deixando duro.

Não é culpa do Baekhyun se Chanyeol mal consegue segurar as bolas!

Ele tá de bandeja, Chanyeol. Não tem ninguém em casa e você pode apro…

Estuprar o garoto? Sério, Chanyeol? Vai querer fazer isso?

— Ai, cala a boca! — gritei. Nossa, além de criminoso doente, ainda é maluco. Por sorte que Baekhyun não acordou.

Comecei a caminhar em direção à saída. Ou eu ia embora, ou me mataria no banheiro do Baekhyun por ter feito algum tipo de atrocidade. No entanto, a visão do garoto deitado no chão me fez parar. Ele ficaria desconfortável ali, e mais tarde sentiria frio. Voltei a ele e sem pensar muito, com um medo tamanho, peguei Baekhyun no colo. Parecia uma pena de tão leve e cheirava tão bem! Sabonete de banho refrescante. Com calma e delicadeza, o coloquei na cama. Ele se encolheu como uma bolinha e ri. Joguei um lençol sobre seu corpo e não resisti, levei minha mão até seu rosto para empurrar os cabelos que lhe caíam nos olhos.

A sensação de tocar sua pele foi única. Macia, tão maciazinha! Qualquer tipo de pensamento pervertido ou imoral desapareceu sob aquele toque. Nem me dei conta do instante em que me ajeitei na cama ao lado de Baekhyun só para admirá-lo.

— Ah, pequeno, você é tão lindo — sussurrei. — Às vezes me deixa maluco, sabe, de tão tentador que é, mas te vendo dormir agora… Prometo que vou me comportar, eu juro. Nunca farei mal a você. Sou seu amigo.

Baekhyun soltou uns resmungos e foi minha deixa para me levantar e ir embora. Não saí de lá sem antes confessar o que tanto me atormentava e que nunca poderia dizer a ele.

— Eu sei que sou apenas seu amigo e professor, Baek — falei. — Mas sinceramente? Estou estupidamente apaixonado por você.

Isso fazia de mim um pedófilo? Sei lá. Se sim, eu ia pagar meus pecados no inferno. Entretanto, Baekhyun fazia de mim um cara apaixonado e se por sentir uma coisa dessas significasse sofrer sozinho pelo resto da minha vida, sofreria a cada continha de um terço um milhão de vezes, mas nunca faria algo de ruim àquele garoto. O importante é o que sinto e que vai mudando a cada sorriso que ganho, a cada segredo que recebo e a cada instante que passo ao lado dele. Talvez isso se torne amor em breve. Talvez já seja amor. Não sei, é incerto. O coração é meio sinistro.

Se tiver que ser amor, será. Se já for, vou amá-lo em segredo guardando os sentimentos tão errados até que um dia desapareçam. Enquanto isso não ocorrer, Baekhyun vai ser a pessoa a me deixar estupidamente enamorado. E dizem que não há sentimento mais puro no mundo do que gostar de alguém.

Bom, contanto que Baekhyun não chupe mais pirulitos ao meu lado, tudo ficará só no puro.

….

….

Quem eu quero enganar?

Pureza nunca esteve dentre as minhas qualidades mesmo. Então por favor, Baek, chupe quantos pirulitos quiser. Não me importo.

                                                     *pop!*

Não me recordo corretamente do meu primeiro beijo.

Tenho a vaga lembrança de muito molhado e sem graça com uma menina suspeita atrás da quadra do colégio. Acho que ela chutou minha canela no fim e ainda disse que eu era babão. Aposto que é lésbica aquela trouxa. Bom, agora nem é sensato fazer a questão de me recordar desse passado escuro, não é algo que vá me deixar orgulhoso. Porém, algo que nunca esquecerei é do meu primeiro beijo com Baekhyun.

Naquele dia à tarde eu me via mais que apaixonado – e tarado. Também, Baekhyun estava bonito. Havia acabado de acordar de um cochilo maroto, tinha os olhos um pouco inchados, os cabelos apontando para todas as direções e usava um pijama muito ousado que deveria ser proibido de existir. Gostei daquele pijama, vi coisas que deveriam ser chamadas de oitava maravilha do mundo (em um relacionamento sério com a bunda e as coxas daquele garoto).

Como de costume, nos reunimos no escritório e nos perdemos nas listas de exercícios, explicações e teorias. Trouxe à aula um assunto mais difícil, matemático, repleto de números, equações e situações-problema – amo números e tudo aquilo que o envolver, quanto mais difícil, mais Park Chanyeol gosta. Tentei ser o mais claro possível para que ele pudesse armazenar cada coisinha. Perguntava-me o motivo de Baekhyun ter ido tão mal num bimestre escolar ao ponto dos pais precisarem contratar um monitor. O garoto era inteligente. Estava com anos de avanço em comparação a qualquer garoto de 14 anos.

No final, depois da longa lista de tarefas que passei e das reclamações que ouvi, decidi brincar com Baekhyun utilizando os números binários. Dava para mandar mensagens, formular um punhado de pensamentos através daquela língua.

E lá estava ele, todo ocupadinho tentando decifrar a mensagem que eu tinha passado. Fiz questão de deixar a atividade grande, pois assim poderia admirá-lo um pouco mais – lê-se secar até o talo.

Baekhyun coçava os cabelos despreocupadamente no momento que levou a mão até o bolso da calça do pijama e tirou de lá um lindo pirulito. Desembrulhou o doce com a agilidade abençoada daqueles dedos afilados e enfiou o pirulito na boca. Sugou.

Welcome to the second round in hell, Chanyeol.

Na medida em que eu o observava de forma tão pecaminosa deflorando aquele pirulito sortudo, me sentia morrer e reviver.

Ah, sim, como Baekhyun adorava chupar aquele pirulito! Que inveja. Chupava com força, fazendo uns barulhinhos de prazer, como gemidos. Eu podia sentir de longe a sensação borbulhante e prazerosa que ele desfrutava ao passar sua língua por toda aquela extensão arredondamente doce, gozando daquele sabor inconfundível e glicosado que dominava sua boca. Às vezes Baek tirava o doce da boca de modo lento, olhava o pirulito por uns instantes e o levava de volta para a cavidade quente e acolhedora. E eu só lá, observando tudo em silêncio. Era um lamber gostoso, e ele lambia, lambia como se não houvesse um amanhã para lamber de novo.

Foi entre uma lambida e outra que Baekhyun percebeu meu olhar. Não tive tempo nem para disfarçar a vergonha e a derrota. Mentiria se dissesse não estar excitado.  

— Você quer um pirulito? — perguntou sorrindo.

— Vou aceitar se me der um. — Para enfiá-lo no seu c…

Chanyeol. Chanyeol.

Mas sério, seria literalmente um cu doce!

Baekhyun tateou os bolsos do pijama em busca de um pirulito, não encontrou nenhum e estava prestes a sair do escritório para pegar um no quarto. Não deixei que fosse. Segurei seu pulso impedindo-o de se afastar.

— Não precisa ir.

— Vou pegar um pirulito pra você!

— Não precisa pegar outro — falei calmamente. — Temos um pirulito aqui mesmo.

Terminei de dizer isso e puxei o doce da boca de Baekhyun. Fez um pop! no momento que saiu e levei em direção a minha boca. Pronto, estava feita a merda. Fiz questão de deixar aquele pirulito coberto por minha baba. Fiz questão de gemer assim que o sabor adocicado do morango artificial preencheu minhas papilas gustativas. O troço era bom, incrivelmente gostoso. Fiz questão de fazer tudo isso olhando para Baek. Ele gostava de garotos, certo? Não seria ruim sentir uma coisinha por mim ali, todo sedutor com o pirulito na boca. Esqueceria quem quer que fosse o garoto por quem estava apaixonado enquanto olhasse para Park Chanyeol. Dei uma longa lambida e me despedi do doce.

Estendi o pirulito para ele, esperando que pegasse, esperando que reagisse. E se ele tivesse nojo? Oh, senhor, que vergonha. Já quase ia levando o doce de volta à boca quando senti seus dedinhos capturando o palito da guloseima. Colocou tudo na boca e ainda abriu um sorriso tímido para mim no final!

— Sabe que é um beijo indireto, certo? — perguntei.

Concordou.

— P-podemos dividir mais vezes — ele falou. — Se você quiser.

Hum, disse a coisa mais absurda da sua vida, Baek.

— E que tal desse jeito.

Levantei-me da cadeira às pressas e empurrei Baekhyun para cima da mesa do escritório. Sem piedade, arranquei o pirulito de sua boca ouvindo aquele pop! bonitinho e colei a minha ali. Lábios adocicados e mornos foi o que recebi de resposta. Lambi até que pudesse invadir e me aproveitar daquela boca quente e com sabor de morando de Baekhyun. Senti-me mal por estar sendo daquele jeito, tão bruto e desesperado, apertando o garoto de forma abusiva, que deixei as coisas relaxarem. Segundos depois, um Baek correspondia ao meu beijo. Estava entregue.

O beijo fazia estalos pelo escritório e meus gemidos eram verdadeiros. Só Deus sabe como me controlei para não abaixar as calças ali mesmo e fazer algo mais gostoso do que uma simples troca salivar muito deliciosa. Paramos de nos beijar um pouquinho depois, quando o sabor do morango já tinha desaparecido das bocas.

— Tudo bem a gente dividir o pirulito assim mais vezes? — questionei sedutoramente em seu ouvido.

Ele soltou um suspiro com a carícia que fiz com a boca em seu pescoço e riu baixinho por sentir cócegas.

— T-tudo bem — gaguejou.

Rocei meus lábios por seu pescoço mais uma vez e dei uma leve mordidinha ali. Findei o ato com um selinho e uma piscadela.

— A gente se vê amanhã — despedi-me. — E não chupe mais pirulito sem mim.

Baekhyun passou a dividir o doce comigo todo o dia.

                                                  *pop!*

Nossa relação saiu de simples beijos trocados no escritório, totalmente regados por muito carinho e o sabor artificial gostosíssimo dos pirulitos de morango e recheio de chiclete, numa noite de sexta-feira.

Fizemos sexo por telefone. Ou quase isso.

Sim, isso mesmo.

Eu estava terminando de revisar o projeto que apresentaria na próxima semana. Precisava tirar uma boa nota nele para fechar com honra e congratulação perfeita as matérias da faculdade. Se eu continuasse dessa forma, só tirando notas máximas, com toda certeza concorreria ao intercâmbio e a chance de emprego. Os professores gostavam de mim, eu era um excelente aluno e não seria surpresa se conseguisse isso. Meu último ano da faculdade seria maravilhoso.

Terminei a revisão e caí na cama para tentar dormir um pouco; já se passava da meia-noite.

Meu telefone começou a tocar. Estranhei por um instante e por quase que o deixei tocando. Para me ligarem àquela hora só podia significar uma coisa: Nini. Deveria estar em crise. Mais uma vez. No entanto, como um bom amigo que era, atendi.

Enganei-me, pois ouvi a voz de Baekhyun no outro lado da linha.

— Chanyeol, oi!

— Baekhyun? — Chequei o número de telefone; era ele mesmo. Nunca pensei que ele me ligaria. Havia dado meu número a ele fazia tempo para caso tivesse alguma dúvida ou precisasse de ajuda. — Baekhyun, está com algum problema? — perguntei preocupado.

— Não, não! Eu só… só liguei para conversar com você.

— Com saudades de mim?

— U-um pouquinho.

Sorri ajeitando-me na cama. Nesse mesmo tempo, ouvindo a respiração de Baekhyun pelo telefone, soube o que ele fazia enquanto falava comigo. Um pop! muito conhecido se fez ouvir. Caralho, esse menino vai me matar ainda. O que ele tem na cabeça ao me ligar chupando pirulito? O quê? Eu cuspi na cruz, é isso?

— Chanyeol, estou chupando pirulito.

— Eu sei, seu maléfico. E o que já disse sobre chupar sem mim?

— Mas estou chupando pensando em você. Conversando com você.

A simples frase de Baek bastou para que eu me sentisse quente de todas as formas inimagináveis. Quando dei por mim, já estava sem calça e cueca, completamente nu naquela cama, tocando-me ao ouvir a voz do garoto. Meu pênis aumentava lentamente só de ouvir Baekhyun.

— Como foi seu dia? — questionei baixinho.

— Divertido — começou a contar. — Fui ao cinema com Sehun, depois a gente se perdeu no shopping!

Mesmo sabendo que o tal Sehun era o único e melhor amigo de Baekhyun – e eu tinha uma leve sensação de que ele era o garoto por quem Baekhyun tinha sentimentos –, senti ciúmes. Haviam ido ao cinema, passeado no shopping, se divertido! O que não daria para fazer isso com Baek uma vez na vida.

Meus dedos apertaram a carne do meu pênis já um pouco melado pelo pré-gozo. Soltei um gemido deitando a cabeça no travesseiro e fechando os olhos. Ouvia Baekhyun do outro lado da linha e só o interrompi uma vez para perguntar onde ele estava e como estava.

— Deitado na cama, só de pijama.

— Qual pijama?

— A-aquele que você disse achar bonito uma vez…

Ah, o pijama ousado!  

Rapidamente fiz uma cena toda do quarto de Baekhyun. E lá estava ele, esparramado na cama como costuma ficar. Pernas abertas, mãos ocupadas com o telefone e o pirulito na boca. Os cabelos de chocolate em completa bagunça pelo lençol. O pijama indecente apertado demais no corpo. A camiseta um pouco levantada deixando à mostra a pele clara de sua barriga. A calça colada às pernas, demarcando as coxas e a bunda. Sua voz baixinha no telefone só para mim. O som dos pops!pops! do pirulito, ou as lambidas pecaminosas distribuídas na guloseima.

Entre essa cena e a voz de Baekhyun no telefone, trabalhei com meus dedos em meu pênis deixando-o grande, vermelho e pulsante em poucos minutos. Estava longe de gozar ainda, faltava muito para isso. Deixei a coisa deitada em minha barriga e apontada para mim levando dois dedos à boca. Suguei o suficiente para deixá-los bem babados e voltei na masturbação. Vaivém lentamente, vaivém lentamente, o sonzinho da respiração e chupadas de Baekhyun naquele pirulito, vaivém lentamente, gemidos, gemidos, mais vaivém lentos, respiração descontrolada.

— Chanyeol, você está bem?

— Tô bem… — respondi falho.

— É que você está gemendo! — acusou. — Ouvir isso não está me ajudando.

— Ouvir você com essa voz gostosa chupando esse pirulito também não está me ajudando.

— Chanyeol, o que você está fazendo?

— O que será, Baekhyun?

— Isso… S-sério?

— Sim — falei baixo. — Me masturbando. Por sua culpa.

Ficamos em silêncio. Eu ainda ouvia as chupadas do pirulito e Baekhyun ainda ouvia a minha respiração descontrolada devido ao que fazia. Latejava tanto, doída tanto aquela sensação.

— Geme mais pra mim, Channie. Geme, por favor.

Filho da mãe, como consegue soar tão inocente e gostoso só com esse pedido? É claro que posso fazer isso.

— Baekkie — gemi.

Ouvi um suspiro em resposta.

— Channie, o que eu faço? Estou tão quente e… e-endurecendo p-por você.

Minha sanidade foi para o brejo. Completamente para o brejo com o que pensei.

— Baekhyun, ouça — falei lentamente. Chupei os dedos sujos de pré-porra e levei aos olhos, tapando. — Estou pelado, totalmente pelado e com uma ereção assustadora só por te ouvir. Sinto que posso explodir a qualquer momento do jeito que estou. Então quero saber se quer brincar comigo. — Respirei fundo. — Por favor.

— C-claro. Faço qualquer coisa por você.

Um suspiro de alívio saiu da minha boca. Amém.

— Vá e tranque a porta do seu quarto — mandei. Pude ouvi-lo correr pelo cômodo. — Agora quero que tire todas as suas roupas. Fique sem nada.

— Tá — respondeu depois de um tempo. — E agora?

— Deite na cama de pernas abertas.

— Estou deitado, Channie. O que devo fazer?

— Feche os olhos e ouça só a minha voz.

— Sim.

— Relaxe — disse por fim.

Deixei o telefone mudo por alguns minutos para que pudesse me ajeitar também. Tranquei as portas de casa evitando que um Jongin entrasse ali como bem quisesse. Coloquei lençóis limpos ao lado para quando tudo terminasse, pois eu faria uma sujeira grande. Por fim, deitando-me de pernas bem abertas e chamando por Baekhyun, começamos.

— Estou deitado na sua cama, totalmente nu e sedento por contato humano, o que você vai fazer, Baekhyun?

Ele demorou um pouco para me responder, mas quando o fez, sério… Esse garoto simplesmente me deixa maluco.

— Subo na cama e vou engatinhar até você — murmurou. — Vou subir em você.

— É? E depois?

— Sentar no seu colo… r-rebolar.

A imagem de Baekhyun fazendo o que falava me acertou em cheio. Minhas mãos foram para meu pênis latejante, acabei fazendo uma leve massagem no local simulando um Baekhyun sentado em mim, rebolando.

— Estou colocando minhas mãos em seu quadril, apertando a carne, forçando mais seu rebolado em mim.

— Você geme em meu ouvido manhoso, porque já estou deixando você duro.

— Daí não me aguento e te jogo na cama, fico por cima.

— Com carinho, você me beija. Ao mesmo tempo que isso acontece, suas mãos passeiam por meu corpo. Você faz uma leve masturbação em mim e eu…

— Geme meu nome.

— Channie…

Santo Deus. Que quente.

— Paro de te beijar e desço minha boca por seu pescoço. Mordisco, deixo uma marquinha aí. Vou descendo, vou descendo até chegar a seus mamilos. Chupo cada um. Faço como você costuma fazer com os pirulitos. E depois… Estou indo, Baekhyun, estou indo mais para baixo. O que faço a seguir, pequeno? Acho que vou chupar suas coxas…

— Não! — gritou. — Não seja mau. Vá e…

— E…?

— M-me chupe, Channie.

Chupei Baekhyun. Chupei e gemi alto. Minha mão estava mais rápida em meu pênis, minha respiração toda desregulada e ofegante. Eu estava todo suado. O suor escorria do meu couro cabeludo, ia descendo e descendo e fazendo morada em meus músculos do peitoral, ou então nas tatuagens. As costas tatuadas já estavam molhadas e grudentas também, e mesmo assim, nesse estado, uma felicidade e um desejo insano de chupar Baekhyun me invadia. Eu lamberia ele todo, morderia, beijaria. Queria estar dentro dele e só de imaginar me colocando sobre Baek e o penetrando… Gozei. Gozei ao mesmo tempo que gritava seu nome. Baek me acompanhou e o ouvi ofegante do outro lado da linha. Chamou por meu nome de um jeito pecaminoso. “Yeollie!”

— Você está bem? — perguntei.

— Sim… E você?

— Muito melhor agora.

— Ah! Isso foi bom, sabe.

— Muito bom. — Sorri. — Você tem uma excelente imaginação.

Ele riu e aposto que mordeu os lábios.

— Quero te ver — confessou.

— Eu também.

— Gostaria que estivesse aqui comigo, para dormirmos juntos.

— Imagine que eu estou aí do seu lado — sussurrei. — Feche os olhos e me imagine, uh? Estou te puxando para meus braços, apertando você bastante para que não escape de mim.

— Ah! E você me dá um beijo de boa noite.

— Na testa ou na boca?

— Os dois.

— Ambicioso — provoquei. — Beijo sua boca como a gente faz no escritório, lento e calmo. Daí beijo sua testa.

— E me diz boa noite.

— Boa noite, Baekhyun. Tenha bons sonhos.

— Boa noite, Channie.

E fiquei no telefone até ouvi-lo ressonar baixinho. Desliguei a ligação uma hora depois, completamente feliz ao mesmo tempo que cansado. Fechei os olhos e imaginei Baekhyun ali, preso em meus braços para que não escapasse nunca mais. Senti seu cheirinho de sabonete de menta e afaguei seu rosto. Soprei os cabelos que lhe caíam nos olhos e dei um último beijo em sua boca, um selo delicado.

Sonhei com Baekhyun a noite toda.

                                                    *pop!*

A nossa primeira vez juntos aconteceu umas semanas depois, no meu apartamento.

Era de tardezinha, praticamente ao pôr do sol, quando recebi uma ligação de Baekhyun. Ele estava próximo a minha casa, mas um bocado perdido e assustado pelo bairro ser tão estranho. Bom, eu morava no lugar onde podia pagar, e o bairro não era barra pesada, pelo contrário, muito seguro e local de moradia de muitas famílias decentes, era apenas um pouco… como dizer? Repleto de vida. Havia barraquinhas de comida,  feira e vendas praticamente uma do lado da outra. Crianças brincando na rua, um falatório interminável e o constante cheiro de comida no ar. Baekhyun morava num bairro de pessoas ricas que mal se viam na rua ou paravam para uma conversa cordial de vizinhos, seria normal estranhar o lugar que eu me escondia.

Fiquei muito feliz com a visita. Baek havia perguntado meu endereço dias atrás, dei sem pestanejar dizendo a ele que podia ir me ver a qualquer momento. Não pensei que o momento seria justamente naquele dia. Deixei Jongin em casa jogando videogame com o aviso de sumir dali em poucos minutos ou levaria um pé na bunda e montei na moto. Seria legal dar uma voltinha com Baekhyun na garupa. Como ele não estava muito longe, cheguei bem rápido e o fiz subir na motocicleta.

— Segure bem firme, tá bom?

— Vamos pra onde?

— Já viu o mar com o pôr do sol?

Seus olhinhos brilharam.

Dirigi sem pressa, com calma para não assustá-lo, mas ainda sentia o aperto das mãos de Baekhyun em meus quadris. O percurso não foi muito longo, o lugar que eu morava até à praia mais próxima possuía um caminho curto.

Havia uns gatos pingados aqui e ali, bem afastados de nós, então não me importei de pegar na mão de Baekhyun entrelaçando nossos dedos e o puxar para mais perto das ondas que iam e vinham na areia. Observei seus olhos brilhantes no mar à frente. Baekhyun encostou sua cabeça em meu braço e abriu um sorriso pequeno. Soltou uma frase bem baixinho. “Oh, Yeollie, isso é lindo! Obrigado por me trazer aqui”. Após isso, aquela mesma sensação louca e gostosa se apoderou de meu coração acelerado. Chamei por Baek num sussurro e me inclinei devagar, fechando os olhos em seguida e colando nossos lábios.

Um beijo doce e puro.

Baekhyun me abraçou e enterrou o rosto em meu peito. Ficamos mais um pouquinho ali até o sol desaparecer no fim do mar.

Já de volta, subindo as escadas do prédio onde morava, levei Baekhyun rapidamente para o apartamento. Minha surpresa foi Jongin estar ainda lá, praticamente seminu, jogando videogame.

— Eu não te falei para ir embora, sua coisa? — perguntei irritado. — O que está esperando? Vai logo!

Ele não se surpreendeu ao ver Baekhyun ali, apenas bagunçou os cabelos do garoto, deu um leve beijo no rosto do mesmo e disse para estudar bastante. Para mim, ao contrário, socou meu ombro e deixou um claro aviso de “estou observando essa coisa toda, ai de você se ousar magoar meu Baek”. Seu a sua bunda morena! Sério, eu trouxe Baekhyun, de 14 anos e eu 25, para minha casa e ele vem me dizer sobre magoá-lo? Alô, Nini, acorda para vida, meu amigo.  

Baekhyun começou a explorar meu apartamento pequenininho. Sentei-me na guarda do sofá enquanto o via andando para lá e para cá olhando tudo curiosamente. Assim que terminou de investigar minha morada, parou frente a mim, deixando aqueles olhos escuros fuzilarem minha pessoa. Puxei a barra de sua camiseta o trazendo para mais perto, perto o suficiente para um beijo.

Ele rejeitou. Virou o rosto. Rejeitou um beijo meu. Baekhyun. Me. Rejeitou. Que caralho é esse?

— Você está ficando com Jongin? — perguntou sério.

— Hã?

— Jongin é a pessoa por quem você está apaixonado?

— Baekhyun, do que você está falando? — Minha confusão era óbvia.

— Kim Jongin e você. Estão… estão dormindo juntos?

Oi? Eu ouvi isso mesmo? Baekhyun acha que eu e Kim Jongin, intimamente chamado de Nini, meu amigo de, sei lá, há mais de anos, estamos juntos, ficando, dormindo naquele sentido? Okay que Nini é bonito, isso eu não nego. Com aquela pele morena e os cabelos escuros, um corpinho sensual, bunda interessante, Nini era até que gato. Mas meu melhor amigo, cacete! Nunca o vi dessa outra forma, nunca senti nada por ele a não ser um sentimento de fraternidade. Jongin era praticamente meu irmão!

— Baekhyun, você é burro ou o quê?

Burro, sim, burro.

— Você sempre está com ele! — argumentou. — Parecem sempre tão… tão assim, muito unidos.

— Mas é claro, porra! Jongin é meu melhor amigo, meu irmão.

— Então vocês não têm nada?

— A gente tem a amizade — respondi. — E será que você é lerdo, garoto? Quem é a pessoa que eu fico beijando, ligando pra ouvir a voz, pra desejar boa noite, a pessoa que divido pirulitos e segredos, essas coisas todas? Por quem você acha que eu estou apaixonado?

Ele ficou em silêncio.

— Responde, Baek.

Baixou os olhos e uniu as mãos, como se estivesse envergonhado.

— Eu — a resposta saiu mais como uma pergunta.

— Sim, você, Byun Baekhyun.

Coloquei minhas mãos em cada lado de seu quadril e o prensei no meio das minhas pernas. Rocei meus lábios por seu rosto, mordisquei de leve sua boca e soltei um suspiro.

— Eu, Park Chanyeol, estou apaixonado por um garotinho de quatorze anos chamado Byun Baekhyun — murmurei. — Estou fodidamente apaixonado por você, pequeno.

Passando seus braços por meu pescoço, Baek enterrou seu rosto ali e aspirou o ar com força. Sua respiração naquele local arrepiou cada pelinho do meu corpo. Deixei que ele me abraçasse pelo tempo que quisesse, não me importava de dar a ele aquele tipo de carinho. No entanto, acabei sucumbindo ao pecado por meus olhos se desviarem para sua poupança guardada naquele jeans maligno.

Sim, eu apertei aquela bunda com gosto. Baek gemeu e foi o basta para que uma sessão de amassos e beijos molhados se iniciasse. Já havia trazido o garoto para meu colo e apertava as carnes daquela poupança gostosa. Entre uns beijos e outros, um barulho ecoou. Um ronco. Um estômago roncando em pura fome.

— Acho que alguém aqui está precisando ser alimentado.

Baekhyun escondeu o rosto com as mãos e concordou.

— Vou te alimentar, tá bom? — Beijei seu rosto. — Aliás, logo vai escurecer bastante, posso te levar pra casa.

— E-eu posso ficar hoje — segredou.

Arqueei uma sobrancelha.

— Estou dormindo na casa do Sehun. — Fechei a cara. — Eu e Sehun somos só amigos! Juro!

— Hum.

— É sério, Channie! — falou desesperado. — Sehun vai me encobrir, daí posso ficar hoje, com você. Se você quiser. Ou eu posso ir embora e… — Não deixei que ele terminasse, selei os lábios rapidamente, só para calá-lo. — Ou eu posso ficar. Quero ficar.

— Você fica.

— Tá.

— E não gosto desse Sehun. É ele por quem você está apaixonado?

— Você é burro ou o quê, Chanyeol?

Sou sacana, porque quero ouvi-lo dizer que está apaixonado por mim.

— Hein, quem é o garoto que você gosta? — perguntei de novo.

— Você sabe quem.

— Não sei, não.

— Para com isso. Você sabe muito bem.

— Diz pra mim, vai — pedi docilmente. — Por favor.

Mais uma vez, escondeu o rosto em meu peito todo envergonhado para reunir coragem de me olhar e dizer um lindo “você” que me tirou o ar por alguns minutos. Droga, eu não estava só apaixonado por ele, eu estava de quatro, todo aberto, arrombado e fodido por esse garoto. Acho que eu o amava mais do que me era permitido.

Estávamos sentados no chão da minha pequena sala. Baekhyun encostado em mim se aproveitando de um pirulito, enquanto eu dava uma revisada no material para a prova que tinha em breve.

Ele parecia um pouco entediado pelos suspiros que soltava e pelo modo como estava praticamente se sentando em meu colo. Eu apenas fingia ignorância. Tinha que me controlar para não pegá-lo e jogá-lo de quatro nesse chão só para ficar fodendo até o dia seguinte.  

— Já estou acabando — falei. — Mais um pouquinho e termino.

Baek aquiesceu e se ocupou de chupar aquele pirulito maldito. Ele estava fazendo de propósito os barulhinhos que me deixavam excitado. A cada lambia, eu aposto, ele se divertia com minha cara. Cheguei a lançar a ele um olhar reprovador que tive em resposta uma carinha inocente e um pop! seguido de “que foi, Yeollie?” Espera eu mostrar o que foi e veremos você dizer Yeollie assim.

Uns minutos depois, a voz angelical de Baekhyun encheu a sala numa musiquinha infantil.

Pirulito que bate-bate

Pirulito que já bateu

Quem gosta de mim é ele

Quem gosta dele sou eu!

Não demorou muito para que meu autocontrole desse adeus.

— Channie — chamou dengoso. — Quer chupar meu pirulitinho?

Baekhyun nem piscou direito e já estava sentado em meu colo. Tirei aquele maldito pirulito da sua boca e levei a minha, fitando o garoto num misto de raiva e prazer. Raiva, pois queria fodê-lo tanto, com força! Mas se o fizesse assim, assustaria Baekhyun. Prazer, pois ele sentado em meu colo me lembrava da noite que quase transamos por telefone.

— Vou dar a chance de você retirar o que disse. Ou…

— Ou…?

— Hoje à noite vamos fazer coisas piores do que naquele telefonema. Lembra dele? — perguntei.

Aquiesceu sorrindo todo vermelho.

— Não vai querer mesmo chupar meu pirulitinho? — insistiu com uma carinha fofa, toda inocente.

Maldito.

Respirei fundo e disse:

— Pro quarto. Agora. E tire essas roupas, porque essa noite vou chupar você até o talo.

                                                 *pop!*

De fato, como havia dito, chupei Baekhyun como sempre sonhei.

O garoto correu para o quarto e já ia tirando as roupas muito rápido, todo desesperado. Impedi que o fizesse. Expliquei a ele entre uns beijinhos e outros, quase que num sussurro, que fazer uma coisa daquelas, principalmente com a pessoa por quem tinha uma grande paixão, merecia cada segundinho, bem lento, para fixar a memória e esta nunca ser esquecida. A memória deveria ser linda, memorável, e eu queria muito que a primeira vez de Baekhyun fosse a coisa mais bonita de que ele pudesse se lembrar.  

Por isso eu o despi. Tirei suas roupas aproveitando para olhar o corpo pequeno que em pouco tempo estaria sendo violado por mim. Quando Baekhyun já estava nu, tratei de me despir. Deixei que ele admirasse as tatuagens que tanto gostava. Seus dedos iam seguindo as linhas confusas por minhas costas, braço e uma pedaço do pescoço. Era um emaranhado de linhas tribais meio que flamejantes.

Deitei Baekhyun na cama e fiz todo o processo de beijá-lo da cabeça aos pés. Por mais que quisesse estar dentro dele de imediato, tinha que ser lento, cheio de carinho. Enquanto sugava seus mamilos e as mãos dele se afundavam em meus cabelos, minha outra mão trabalhava em seu pênis em crescimento. O corpo de Baek era desprovido de pelos, e o pouco que tinha era fininho, praticamente transparente.

— Channie… M-mais.

Direcionei minha boca a seu abdome liso. Tracei uma linha de beijos até suas coxas. Passei reto daquele lugarzinho que Baekhyun tentou me levar ao puxar meus cabelos em desespero.

— Channie, não seja mau!

— Com calma, meu amor.

— Meu amor nada! Eu quero que você me chupe!

Gargalhei lhe dando um beijo e pedindo para que tivesse calma. Logo, logo eu estaria lhe chupando até que tivesse o melhor orgasmo da sua vida. Mordi as tais coxas satisfazendo o meu sonho. Não via a hora de morder e estapear a bunda de Baekhyun.

Por seus murmúrios insistentes para que eu fosse logo onde latejava, dei a ele o prazer tão esperado. Coloquei todo o seu pênis na boca; poderia engoli-lo com facilidade. Lambi o lambuzando de baba e pré-gozo. Parei com minha língua antes que Baekhyun gozasse.

— Agora lembra da nossa historinha? — murmurei me deitando ao seu lado. — Eu deitado na cama, nu, de pernas abertas, ansiando por contato humano. O que você faz agora, Baekhyun?

— O que você quer que eu faça, Channie? — perguntou manhoso olhando para minha ereção.

— Me chupe como se fosse um pirulito.

Primeiro ele levou a mãozinha que tremia um pouco para meu falo. Seus dedos longos rodearam toda a minha extensão e ele massageou um pouco sentindo a carne, me sentindo. Sem que eu precisasse dizer ou explicar coisa qualquer, abriu a boca e colocou ali metade de meu pênis. Deu uma chupada e chegou a brincar com a língua em minha glande inchada. Baekhyun não conseguiria colocar tudo aquilo dentro da boca até à base – eu deveria ter me depilado, tadinho. Mas como ia saber que teria a melhor noite de sexo da minha vida?! –, só que se esforçou para me chupar como fazia com seus pirulitos de morango com recheio de chiclete.

Eu soltava gemidos incontroláveis e tinha afundado minha mão nos cabelos de chocolate de Baekhyun. Não o forçava, poderia fazê-lo se engasgar, apenas gostava de sentir sua cabeça indo e vindo no meu pênis. No momento que ele apertou minhas bolas e as lambeu, soube que estava na hora de ir aos finalmente. Gozaria dentro dele.

Pedi que me desse um minuto para pegar algo. Corri até o guarda-roupa atrás do lubrificante que comprara uns tempos atrás num surto irracional de desejo por Baek. Sorte que tinha comprado. Voltei à cama.

— Agora, Baekkie, fica de quatro pra mim.

Virando-se de costas e pondo-se de quatro deixando seu cuzinho rosado bem fechadinho na minha cara, realizei mais um sonho antes de lambuzar o local e dois de meus dedos para o que vinha a seguir; dei outro tapa forte nas nádegas brancas de Baekhyun, deixei uma marca. Ele soltou um gritinho em resposta.  

— Vai doer — avisei. — Se estiver muito insuportável, diga, pelo amor de Deus, para que eu pare.

Rocei o primeiro dedo na entrada de seu ânus e enfiei. Baekhyun contraiu a bunda e soltou um grito de dor que fora abafado pelo travesseiro. Como ele não pediu para parar e a dor seria inevitável, enfiei o segundo. Pude ouvir o chorinho baixo dele.

— Baekkie, aguente só mais um pouco — murmurei.

Em pouco tempo eu já podia fazer movimentos de tesoura. Baek ainda soltava uns gemidos de dor, mas também de prazer. O lugarzinho não estava tão largo e eu me encontrava em desespero para poder me afundar ali.

— Baekkie, posso ir? — perguntei beijando suas costas.

— P-pode — respondeu. — Mas eu não quero assim.

Retirei meus dedos do buraco apertado e esperei que ele estivesse de frente para mim. Baekhyun ficou de joelhos na cama por sentir o desconforto na bunda.

— Quero me sentar no seu colo — falou baixinho. — Como no telefone.

Não pestanejei com seu pedido. Fui me sentar de pernas abertas tendo como apoio a cabeceira da cama. Masturbei meu pênis um pouquinho e o lambuzei de lubrificante para só então chamar Baekhyun. Ele se posicionou colocando cada perna do lado do meu corpo. Segurei suas nádegas e apertei a carne abrindo-a para que Baek pudesse se sentar. Tive que soltá-lo um pouco e manusear meu pau para o buraquinho piscante dele. Minha glande roçou o local.

— Desce devagarinho — mandei.

O garoto fez como o mandado. Na medida em que eu ia entrando, Baekhyun chorava. Vendo sua carinha de dor que fez meu peito doer, busquei seus lábios e imediatamente suas unhas se afundaram em meus ombros, arranhando, marcando, deixando machucado. Não me importei, pois ele estava sentindo uma dor do caralho. Não entrei de uma vez, parei para beijá-lo e dar carinho. As carícias ajudaram-no a esquecer a dor por uns instantes e aproveitei-me disso para me afundar por completo. Baek escondeu seu rosto em meu pescoço e depois mordeu meu ombro.

— C-channie… p-por f-favor. — Por favor o quê?

Entendi o que ele queria dizer quando rebolou em mim.

— Espera um pouquinho até você se acostumar.

— N-não! V-vai logo!

Começamos o vaivém lento. E era para continuar lento, mas me descontrolei. Estava dentro do Baekhyun. Completamente. Meio que perdi a noção de que ele estava dolorido e eu precisava de calma. Puta merda. Meti com força, fui com tudo. Usei meu pau como nunca havia usado. Caralho, aquilo era tão bom! Segurava as nádegas de Baek apertando muito forte e o fazendo descer e subir num ritmo rápido.

O quarto estava abafado demais. Tanto o meu corpo quanto o de Baekhyun vertiam água. O som dos meus gemidos eram tão altos, os do meu pequeno também. A sanidade me bateu e diminui o ritmo com medo de machucá-lo. Deixei livre para que ele ditasse como deveríamos ir.

Baekhyun passou a rebolar lentamente de modo tímido e assim que pegou o gosto, as coisas estavam mais rápidas. Tão rápidas que ele quicava em mim. Mas eu precisava de mais. Por isso o deitei na cama, arreganhei suas pernas e me afundei até onde era possível. Continuei desse modo até que meu ápice chegasse e atingisse o ponto de prazer de Byun. E quando veio, derramei-me por completo dentro de Baek. Ajudei-o a vir também lhe dando uma masturbação rápida.

Ele gozou tão bonitinho!

Gritou meu nome assim que chegou ao clímax. A pele toda corada e úmida, os cabelos num emaranhado, a boca vermelha pelos beijos tão afoitos que trocamos e o corpo marcado por mim. Era aquele Baekhyun que se enrolou como uma bolinha em meu peito e pediu num sussurro que eu lhe desse carinho. Dei. Dei a ele todo o carinho que tinha guardado. Inclusive, para não deixá-lo daquele jeito, todo sujo de sêmen e com meus fluídos saindo de sua bunda, tratei de lhe dar um banho.

Banhei Baekhyun como se banha um bebê nos primeiros dias de vida.

Já na cama de lençóis limpos, deitei o garoto em meus braços e o vi ressonar baixinho completamente dominado pelo sono. Baek ainda ficava abrindo os olhos como se estivesse se certificando da minha presença ali.

— Estou aqui, amor. Estou aqui — dizia a ele.

Acarinhei seu rosto e deixei minha mão perdida em seus cabelos. Sua pele tão macia, a respiração lenta e os lábios vermelhinhos me fizeram sorrir. Era tão bom tê-lo ali comigo. Eu havia sonhado noites e mais noites com Baekhyun em meus braços e agora o tinha. Não precisaria olhar para as fotos ou imaginá-lo, ele simplesmente estava comigo.

E por quanto tempo ele vai ficar, Chanyeol?

Isso me trouxe à realidade. Eu havia me apaixonado por um garoto de 14 anos! Tínhamos 11 anos de diferença. O que ia ser de nós dois?

— Meu Deus, isso é tão errado — murmurei. — Tão, tão errado.

Surpreendendo-me, Baekhyun abriu os olhos sonolento novamente. Fitou-me um pouquinho e abriu aquele sorrisinho infantil que eu adorava. As covinhas aparecendo e os dentinhos pontudos e cândidos à mostra. E fazendo uma força para se levantar, inclinou-se e grudou nossos lábios.

— Channie, eu te amo — sussurrou.

Naquele instante, com Baekhyun em meus braços, os lábios ainda formigando pelo recente beijo e o coração disparado por aquilo que havia acabado de ouvir, tudo pareceu tão certo.

Tão certo que desejei que continuasse assim para sempre.

                                                     *pop!*

Amor, segundo o dicionário e o Wikipédia, é a afeição viva por alguém ou por alguma coisa: o amor ao próximo. Sentimento apaixonado por outra pessoa. Paixão ou gosto vivo por alguma coisa. Sentimento de adoração e devoção por alguém, a pessoa amada. Zelo e dedicação. Amor platônico. Amor isento de desejo sexual. Amor regado de desejo sexual. É a formação de um vínculo emocional com alguém ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser.

Amor é uma onda que vaivém na praia farta de sentimentos preciosos. Amor é um vício.

E eu estava totalmente repleto e viciado nesses sentimentos preciosos.

Estava repleto de Baekhyun.

Embora nosso fôssemos capazes de nos amar confortavelmente, como um menino e uma menina, fazíamos às escondidas; eu o amava com uma vontade imensa de colocar Baekhyun num potinho de vidro e deixá-lo perto de mim a cada segundo, e ele me amava – mesmo que estivesse envergonhado grande parte dos momentos – demonstrando seus sentimentos em coisinhas simples, em pequenos sorrisos, frases e olhares. Guardava tudo isso no coração.

Nossa, eu era um fodido apaixonado. Um fodido apaixonado capaz de recitar Camões e Shakespeare para meu garoto.

Embora eu tivesse ficado longe de Baekhyun por dois anos, nunca deixamos de dizer um ao outro o que cada um sentia. Era uma saudade intensa a maior parte do tempo, sabe. Ter partido da Coréia para aquele intercâmbio e conseguido um emprego fez de mim um sofredor. Pensei um milhão de vezes que deveria largar tudo e voltar para Baek, mas daria uma vida digna a ele? Persisti.

Embora naquelas chamadas de vídeo eu quisesse chorar, continuava sorrindo como um idiota, dizendo coisas indecentes e confessando entre um sussurro e outro o que tinha no coração. Baekhyun chorava, ele era um bebê chorão, mas eu era forte por nós dois.

Embora eu estivesse um pouco magoado por não ver Baekhyun no aeroporto para me receber, era o suficiente saber que estava no mesmo país que a pessoa que me deixava um retardado muito enamorado.

E no instante que cheguei em meu apartamento e vi Baekhyun me esperando com bexigas e um bolo de boas-vindas, a coisa que mais quis dizer era para que ele ficasse de quatro na cama naquele instante. No entanto, só o abracei apertado afundando meu rosto em seu pescoço.

— Deus, como eu senti sua falta! — falei sentindo meus olhos lacrimejarem.

— Eu senti mais — ele disse baixinho.

— E você está tão bonito, tão… tão… Você cresceu um pouco!

— Um pouco uma ova, Park Chanyeol. Cresci bastante e fiquei bonito, não acha?

— Oh, meu pequeno hobbit está um gato.

— Nossa, você é um babaca.

— Gatinho.

— Besta.

— Gostosinho.

— Maluco.

— Vem cá me abraçar, meu pirralhinho.

Embora ainda não pudéssemos nos amar confortavelmente, no meu apartamento não existia sociedade, tia fofoqueira e ética que colocasse limite nas formas que beijei Baekhyun, que apertei suas nádegas, que chupei seu pescoço e disse um punhado de coisas indecentes que iam de “vou fodê-lo por uma semana, seu cu vai ficar moído” até a “não sabe como minha pica sentiu saudades de você, garoto”. No meu apartamento era só eu e ele. E continuaria dessa forma até o nosso para sempre, porque eu curtia essas coisas clichês regadas de veadagem sentimental.

O amor que Baekhyun e eu tínhamos era puro. Sem pecado.

— Channie — chamou manhoso. — Quer chupar meu pirulitinho? Ele sentiu tanto a sua falta.

Ah, é claro, enquanto eu tivesse ao meu lado um garoto chamado Baekhyun e seu doce favorito chamado pirulito, nada nunca seria tão puro entre nós.

E sinceramente? Eu amo pirulitos.

Principalmente quando posso dar uma chupadinha básica no doce.

Pedido: A sn entra na academia de muay thay que o Zayn frequenta daí o Zayn fica tentando conquistá-la a chamando de namorada, roubando beijos, a agarrando e ela fica irritada o morde o xinga daí ela da em cima de um mini pra fazer ciúmes nele. - lolane

***

Imagine Zayn Malik:

Hoje eu começo minhas aulas de muay thay.
Entrei na academia e cumprimentei algumas pessoas pelo caminho.

-S/n! Hoje vamos treinar pesado.
Mark meu professor me cumprimentou.

-Mas já? É meu primeiro dia.
Falei brincando.

-É mas não pense que vai ter moleza não.
Falou e começamos a treinar.

Durante o treinamento reparei em um moreno que não parava de me olhar.

-Quem é aquele?
Perguntei discretamente para Mark apontando com a cabeça para o moreno.

-Zayn? Ele vem aqui quase todos os dias.
Explicou.
Olhei novamente para ele e o mesmo piscou para mim.

-Parece convencido.
Cochichei revirando os olhos.

-Ele não para de olhar para você.
Cochichou de volta sorrindo. Olhei para o tal Zayn e vi o mesmo me olhar sorrindo.

(…)

-Bom…nosso treino acaba aqui.
Falou e eu suspirei exausta.

-Amanhã no mesmo horário.
Falei e ele concordou. Peguei minha bolça e vi que minha garrafa estava vazia.

-Malik! Vai querer lutar?
Mark o chamou e o mesmo se aproximou dele.
Peguei minhas coisas e desci as escadas indo para o bebedouro encher minha garrafa.

Encontrei algumas amigas e fiquei conversando com elas, Valentina sugeriu que fôssemos ver eles lutando já que eu acabei de começar minhas aulas de muay thay.

Subimos novamente e lá estava Zayn e outro cara lutando.
A luta acabou e o moreno veio até mim com um sorriso no rosto.

-Quer algumas aulas particulares?
Perguntou malicioso.

-Não preciso, Mark é um ótimo professor.
Respondi.

-Mas eu garanto que posso ser ainda melhor.
Sussurrou em minha orelha e eu me arrepiei.

-Sai daqui! Eu nem te conheço.
Exclamei já de saco cheio.

-Claro que me conhece! Minha namorada.
Falou e roubou um selinho de mim.

-Se enxerga garoto!
Falei e o empurrei. Mas por ele ser bem mais forte do que eu, ele segurou em meu braço e me puxou para mais perto dele, colando nossos corpos.

-Você fica tão bonitinha quando tá brava.
Riu de leve com a língua entre os dentes.

-E você não tem nada melhor para fazer?!
Perguntei irritada e mordi seu lábio quando o mesmo ia tentar me beijar de novo.

-Au!
Gritou e me soltou cobrindo a boca com a mão.

-Isso é para você aprender!
Falei e me afastei do mesmo.

-Pega leve com o cara S/n!
Gritou Mark que viu toda a cena.

-Me machucou amor.
Zayn disse e quando olhei para o seu rosto vi seu lábio sangrando um pouco.
Senti um pouco de pena mas logo passou assim que ele sorriu e passou a língua pelo lábio me olhando.

Voltei a conversar com minhas amigas mas Zayn não parava de me olhar, já irritada comecei a falar com Josh para fazer ciúmes no Malik.

-Então Josh, anda treinando muito?
Sorri para o mesmo que me olhou confuso mas logo respondeu.

-É o professor não pega leve!
Riu cansado.

-Eu notei que depois da academia você ficou mais forte, com mais corpo.
Falei e ele concordou.

-É você também.
Piscou e eu sorri.

-Posso tocar?
Perguntei me referindo a seus músculos do braço.

-Claro!
Sorriu e eu fiquei apertando sentindo o olhar de Zayn queimar sobre nós.

-Eai Josh! Aproveitando a academia?
Zayn se aproximou e meus olhos se reviraram quase que automaticamente.

-Muito.
Sorriu.

-Esqueci de te apresentar minha namorada. S/n.
Zayn sorriu e apontou para mim. Arregalei os olhos e o olhei indignada.

-Wou! Vocês namoram? Eu não fazia idéia.
Comentou assustado.

-Nós não…
Tentei falar mas fui interrompida por Zayn.

-Não costumamos falar isso para as pessoas. Pode nos dar um minuto?
Falou a Josh que concordou antes de ir embora.

-Você está louco?
O perguntei incrédula.

-Louco por você.
Falou e nos aproximou de novo.

-Quer levar outra mordida é?!
Perguntei nervosa.

-Quantas quiser amor.
Sorriu safado e me beijou.
Estaria mentindo se dissesse que não gostei.


***
Espero que tenha gostado.😘

Reações dos paqueras caso descobrissem que a Docete é da realeza e que estava proibida de os ver

Armin: Mas não pode nem pela internet? Você vai viver em algum tipo de prisão? É isso que você quer?

Castiel: Que lindo o seu futuro haha. Divirta-se com todas as regras de etiqueta que você vai ter que conviver diariamente agora.

Kentin: Espera… Então eu passo meses fora e quando volto, você me diz que não poderemos mais nos ver? Eu estava louco para voltar e mostrar para você o quanto fiquei mais legal e agora?!

Lysandre: Então não poderemos nos ver mais nenhum dia? Nem uma vez por mês? Você vai ter aulas particulares, não é? Compreendo que você não deva ser exposta de tal forma, mas por favor, sempre que puder, volte e reveja seus amigos. Sentiremos sua falta.

Nathaniel: Então eu vou ter que fazer par com a Melody naquele passeio escolar? Como eu vou fazer essa garota desgrudar de mim? Ela é legal, mas eu já disse que não quero nada com ela. Ah Docete, você está me deixando em maus lençóis. Mas de qualquer forma, boa sorte na sua nova jornada. E estude bastante porque as pessoas estão de olho em você agora e elas querem que você seja inteligente.

Capítulo:3 (continuação )- As Lendas do Colégio

- “Ela acertou tudo… e fez a caneta, sem nenhuma rasura” – pensou Pepa.

Quando alcançou o corredor, Van começou a caminhar para fora do colégio, observando sua folha de horários. Ela teria aula de educação física a seguir, mais precisamente natação, soltou um longo suspiro e chegou até um terraço, onde havia alguns bancos de metal, com desenhos antigos feitos com o próprio aço.

O tempo foi passando e Vanessa não se encontrou mais sozinha, ao seu lado estava Luiza, com um sorriso alegre no rosto, começando a comentar como Vanessa havia sido corajosa em enfrentar a professora Fernanda.

- E você foi bem na prova ? – Luiza indagou.

- Sim – respondeu – e você?

- Ah, eu fui bem também. Eu acho que acertei todas – disse.

- Que bom! – exclamou sem entusiasmo.

As duas continuaram conversando, ou melhor, Luiza falava e Vanessa respondia esporadicamente. Até que mais quatro garotas aproximaram-se das duas. Era Anny com as mesmas garotas de antes.

- Olá, Vanessa. Vamos comer alguma coisa? – indagou Anny.

- Vamos – Van respondeu, levantando-se, olhando para Luiza que continuou sentada – vamos? – indagou, olhando para a garota.

- Eu estou sem fome – respondeu, abaixando sua cabeça.

Luiza virou-se de costas e começou a caminhar juntamente com as outras garotas, sendo seguida por Vanessa que colocou suas mãos no bolso da calça, caminhando com a cabeça erguida, ouvindo a conversa das garotas.

- Por que se transferiu fora de temporada? – indagou Bella. Ela era a mais alta da turma, tinha um par de olhos vermelhos que amedrontava qualquer pessoa. Seus cabelos eram negros e curtos, na sua nuca saia um pequeno rabo de cavalo com poucos fios que morriam no final do seu pescoço.

- Eu precisei – disse.

- E está gostando daqui? – indagou Anny.

- Ah, eu achei que seria um colégio rigoroso, mas eu vejo que algumas garotas têm tatuagem e brincos, eu fiquei surpresa. Além das professoras terem cabelos curtos e não usarem uniforme – comentou.

- Realmente, não é nada tradicional. Mas o ensino aqui é bem rígido, felizmente você está por dentro da matéria – comentou outra menina, de cabelos loiros e longos, ela chamava-se Polly, e aparentemente parecia ser a mais alegre do grupo.

- Eu pensei isso por causa da arquitetura do lugar, esse colégio parece um castelo medieval. E nossos uniformes são bem conservadores – comentou.

O uniforme das alunas foi muito bem desenhada por dois estilistas. A calça era de alfaiataria preta. No tronco usavam uma camisa branca de manga comprida, com três únicos botões que se iniciavam do peito até o pescoço, onde havia uma gola longa e bem acentuada, permitindo que uma gravata azul-marinho ficasse chegando até o umbigo. E para finalizar, usavam um casaco preto, com dois bolsos de cada lado, e mais dois bolsos internos.

Ao longe pareciam elegantes cavaleiras, mas eram apenas garotas. A roupa era feita com o melhor material possível e deixava todas as alunas bem apresentáveis.

- Esse uniforme é um exagero – Anny comentou – mas eu gosto dele.

- Ele é confortável – Vanessa comentou.

Elas continuam andando até um salão de pedras, onde haviam várias mesas redondas cheias de cadeiras de metal, igualmente decoradas como as do terraço. No centro de cada mesa havia um vaso com flores brancas, chamadas: copo-de-leite. No fundo, havia um estabelecimento aberto, onde serviam refeições gratuitamente, pois estavam inclusos no preço da mensalidade do colégio.

As meninas caminharam até o balcão, pegando o cardápio e passando entre elas, começando a ler o menu do dia.

- Vai querer comida ou lanche? – indagou Anny.

- Depende. O que vocês vão pedir? – indagou. Ela mesma não queria ficar comendo comida, enquanto todos comeriam um lanche rápido, sem contar que teriam aula de natação em seguida.

- Lanche – todas responderam uníssono.

Elas fizeram seus pedidos e sentaram-se numa mesa vazia, começando a conversar sobre assuntos particulares, onde Vanessa começou a sentir deslocada. Ela desviou sua atenção para um canto, observando que havia duas meninas encostadas na parede, discutindo alguma coisa.

- Elas… Vão brigar pelo jeito – Van comentou em voz baixa.

- Provavelmente – Thaís disse.

- Elas não se dão bem? – Vanessa indagou.

- Na verdade. Leticia é bastante esquentada, ela anda com a gente também – Anny disse.

- E quem é Leticia? – Vanessa indagou, olhando para as duas garotas.

- O que tem o olho esquerdo enfaixado – Anny disse, apontando para a menina.

- “Olho enfaixado?” – indagou em pensamento, ela não havia notado esse detalhe.

Leticia era alta, tinha o olho esquerdo tampado por um tapa-olho preto de couro, tinha cabelos loiros, que caiam por seus ombros, seu único olho a mostra era azul escuro e ela estava sem seu casaco e com as mangas da camisa arregaçados, mostrando uma tatuagem de um dragão em seu braço direito, parecia ser a aluna mais rebelde dali.

E de repente para a surpresa de Vanessa, Leticia fechou seu punho e golpeou a face da outra garota, levando-a ao chão com sangue no nariz. Thaís levantou-se da mesa e caminhou até Leticia, segurando seu braço e a puxando para trás.

- Apenas a Thata consegue acalmar minha irmã – Polly comentou.

- Ela é sua irmã? –Van indagou.

- Sim. Por quê? Não nos parecemos? – indagou Polly, com um sorriso maroto.

- Bom… Vocês se parecem um pouco – disse, notando que ambas tinham cabelos loiros e olhos azuis.

- E acreditaria se eu dissesse que somos gêmeas? – indagou.

- Não – respondeu.

- Mas somos! – disse, rindo baixinho em seguida – não somos idênticas, mas somos.

- Ela deveria estar na nossa turma, não é? – indagou Vanessa, notando que ela não estava na aula.

- Esse colégio é pequeno realmente. E minha irmã certamente dormiu até mais tarde, por isso perdeu a aula – comentou – ela não tem jeito. Eu tentei acordá-la, mas ela jogou o meu despertador no meu rosto – disse, apontando para sua bochecha, onde havia uma marca avermelhada.

Vanessa achou melhor não dizer nada, notou que Thais estava trazendo Leticia para a mesa. A menina estava com o cenho franzido e balbuciava alguma coisa, ao mesmo tempo em que Thais tentava acalmá-la.

- “Ninguém vai repreendê-la? Nenhuma supervisora? E a garota caída?” – Vanessa pensava, observando o lugar, vendo que todo mundo agia como se nada tivesse acontecido. Aquele colégio era muito estranho!

Leticia sentou-se à mesa ao lado de sua irmã Polly e ficou em silêncio, com o olho fechado e braços cruzados. Aos poucos ela foi se acalmado e abriu o olho, olhando diretamente para Vanessa.

- Você é a aluna transferida? – indagou, com uma voz rouca e baixa.

- Sim – Van respondeu, tentando não se intimidar com aquela garota. Ela deveria ter a mesma idade que ela, mas parecia ser mais velha e a mais surpreendente era que Polly era bem sorridente, ao contrário de Leticia. Eram gêmeas apenas no sangue.

- E eu tenho mais uma irmã, Vab. Por parte de pai apenas. Você falou com ela o dia inteiro – Polly comentou.

Vanessa ficou um tempo pensativa; ela estava pensando em quem seria essa moça até que ela abriu a boca, ficando surpresa. A única pessoa que havia conversado era Luiza, e notando, ela também era loira.

- Ela é mais nova, mas era um ano adiantada, pois é muito inteligente. Ela é bem bobinha – Polly comentou – não anda com a gente, pois sempre acaba falando besteira.

Vanessa não disse nada. O que ela ia dizer? Concordar? Isso estava fora de cogitação, ela não ia ficar falando mal de ninguém pelas costas no primeiro dia de aula. Ela nunca havia ido para uma escola antes, mas não era ingênua e muito menos estúpida. Sem contar que as irmãs de Luiza estavam na mesa também.

- Qual colégio você estudava? – Anny indagou, com certa curiosidade.

- Eu nunca estudei num colégio antes. Esse é o meu primeiro – respondeu.

De repente, todas as garotas pararam de conversar e voltaram sua atenção para Vanessa, olhando-a como se ela fosse um extraterrestre. Elas estavam surpresas. Van comportava-se tão bem perto delas. Não aparentava estar nervosa, sendo que nunca havia ido a um colégio antes.

- Nunca? Como assim? Nem quando era criança? – Thais indagou.

- Nunca. Minha mãe não me deixava sair de casa. Eu só tive aulas particulares – respondeu, dando um leve sorriso em seguida ao ver que todas as olhavam com perplexidade, até mesmo Leticia deixou sua irritação de lado.

Por que ela não deixava você sair? – Anny indagou.

- Porque ela era louca – respondeu secamente, fazendo todas ficarem em silêncio. Talvez não fosse saudável ficar indagando sobre a vida pessoal de Van de maneira tão rude. Elas começaram a comer quando seus lanches chegaram e quando terminaram, foram caminhando até a aula de educação física pela área externa do colégio, indo até um vestiário.

- Tenho certeza que nunca teve aula de educação física – Anny comentou, colocando sua mochila dentro de um armário de metal.

- Realmente – respondeu.

Vanessa começou a retirar sua roupa, notando o olhar das outras garotas em seu corpo, isso a incomodou e a deixou constrangida, mas não podia parar de se vestir, pois todas estavam fazendo o mesmo. Quando ficou apenas com sua calcinha e sutiã, Vanessa observou que todas pararam para olhá-la.

- Algum problema? – indagou, mostrando-se um pouco irritada.

- Nenhum – Anny disse baixinho, dando atenção ao que fazia – apenas achei seu corpo bonito – disse em seguida, causando um desconforto em Vanessa, que travou.

- Bonito? – indagou, estranhando aquele comentário.

- Sim, bonito – disse, olhando diretamente para os olhos de Vanessa sem nenhum pudor.

O biquíni de todas era preta e sem nenhum detalhe a mais. Elas finalmente terminaram de se trocar e foram caminhando até a piscina, onde havia uma professora com um apito na boca, usando biquíni e uma camiseta, que tentava disfarçar sua barriga de chopp. Agora Vanessa podia notar que aquele colégio era bastante estranho. Muitas alunas tinham piercings nos mamilos, tatuagens, brincos e algumas cicatrizes no corpo. Nesse aspecto, Leticia era a campeã. Ela tinha brincos, piercings, um tapa-olho, um dragão no braço e nas costas havia uma águia.

“Parece que todo mundo do meu grupo malha…” – pensou, observando o corpo de Thais e as outras, vendo que eram definidas, mas nada exagerado – “eu comecei a fazer barra há três meses… pensei que estava bem… mas me sinto uma magrelinha aqui” – pensou em seguida, sentindo-se desconfortável novamente. Num canto estava Luiza, olhando para a piscina. Ela era a garota mais magra do lugar e parecia que nunca havia tomado sol. Vanessa observou Leticia aproximar-se dela, com passos lentos, olhando para a irmã menor. Ela não ouviu a conversa, mas Luiza parecia estar um pouco abatida.

- “Pobre garota… deve ser muito zuada” – Vanessa pensou – “eu não quero ficar aqui com uma reputação dessas por mais de um ano… deve ser terrível”.

A aula de natação foi divertida para o grupo de Vanessa. Elas eram competitivas e terminavam os exercícios rapidamente para depois relaxarem na piscina. Vanessa tentou acompanhar o ritmo delas, mas acabou desistindo. Quando a aula estava quase terminando, uma garota aproximou-se da professora, toda vestida, com um papel na mão. Van observou que era a mesma garota que Leticia havia socado no refeitório. E agora a menina estava com um curativo no nariz e entregando um exame médico para dispensa da próxima aula para a professora.

- Por que sua irma bateu nela? – Van indagou, olhando para Luiza que estava ao seu lado.

A loirinha arregalou os olhos, sentindo-se feliz com alguém conversando com ela, abriu um lindo sorriso e aproximou-se mais de Vanessa.

- Esse colégio tem cada fofoca que você não acreditaria – disse.

- Que fofocas?

- Olha, depois dessa aula estamos dispensadas. Vamos conversar mais, e eu vou te dar umas dicas para se dar bem aqui – disse – você já começou bem, pois está andando com o grupo das minhas irmãs.

Esse grupo é bagunceiro, pelo visto – comentou, vendo Anny tentando afogar Polly na piscina.

- Elas não são piores como as garotas do quarto ano. Mas depois nos falamos – disse, afastando-se de Vanessa, vendo que Thais se aproximava delas.

E quando a aula finalmente terminou, todas foram para o vestiário, começando a tomar banho juntas. Van estava próxima a Luiza, que comentava alguma coisa com ela sobre algum filme idiota que ela assistiu.

- “Estão me olhando novamente… pervertidas” – Vanessa pensou, tentando se concentrar no seu banho, mas estava sendo impossível.

O banho dela foi rápido, se afastou, enrolando sua toalha, indo até seu armário. Seus cabelos estavam jogados no seu rosto, lhe dando um ar sensual.

Sentou-se no banco de madeira e tirou a toalha que o cobria na cintura e começou a secar seus cabelos. De repente, parou com o que fazia ao ver que tinha uma garota lhe olhando na entrada do vestiário. - “Eu não a vi antes… quem será?” – pensou, olhando para a garota que parecia ser mais velha – “será que é de outra turma?”.

Está Escrito (Maktub) - Cap.11

Gemini : Depois de você ter concluído a faculdade ficou melhor pra nós,agora temos mais tempo juntas, e isso me deixa muito feliz;

Allysson : Me deixa feliz também,pelo menos meus pais já não estão tanto em cima de mim e posso sair contigo mais vezes.

Gemini : Estou muito ansiosa para quinta chegar.

Allysson : Mal acredito que faremos 3 meses de namoro, e a cada dia que passa te quero muito mais;

Gemini : Eu digo o mesmo.

Allysson : Somente uma coisa me deixa com medo…

Gemini : O que?

Allysson : Meus pais descobrirem e mudar comigo, não que eu me importe tanto , mas, sei lá né *faz cara de triste*

Gemini : Amor, seja lá qual for a decisão deles eu to com você.

Allysson : Eu sei, mas estou começando a criar coragem de falar pra eles,apesar que eles nem devam desconfiar ,mas não quero esconder nada mais Mini, é como se eu não estivesse sendo sincera comigo mesma, .

Gemini : Você viu que quando falei pra minha mãe ela tomou um susto, mas me aceitou,mesmo que tempos depois, e também ter mudado um pouco no inicio, acho que é assim por que eles não estão acostumados com isso, e que isso aconteça com eles,mas ela gosta muito de você, e isso me deixa feliz Ally, não sei como será daqui pra frente se seus pais não concordarem, tenho medo disso também;

Allysson : Eles são tão desligados que não prestam atenção em nada da minha vida, mas se eu tomar alguma decisão, eles vão querer se intrometer, mas tudo bem,vamos deixar isso pra lá, estou feliz por você estar se empenhando com suas aulas particulares, logo logo você vai concluir , isso me deixa orgulhosa de você, sabe;

Gemini : Eu nunca pensei que teria uma oportunidade dessas, minha mãe só fala nisso, acho que no dia que me formar, ela desmaia *risos*.

Allysson : Você merece ter muito mais do que isso, fico feliz por ver tia Lucy feliz.

Gemini : Ah, não te contei, ontem a Iohanna me ligou!

Allysson : O que ela queria com você ?

Gemini : Me falou monte de besteiras,sabe eu nem liguei.

Allysson : O que ela te falou ?

Gemini : Isso não importa amor

Allysson : Importa sim, eu quero saber, me conta.

Gemini : Desejou mal pra nós, e disse que você vai descobrir quem eu sou, sinceramente, algumas coisas machucaram, mas não liguei, fora isso, eu gosto da amizade dela.

Allysson : Eu disse pra ela não fazer isso, ela quer perder minha amizade.

Gemini : Me sentiria culpada se isso acontecesse, afinal vocês são amigas á muito tempo,relaxa, ela deve estar com ciúmes, isso é besteira.

Allysson : Tá, eu vou deixar passar pois é você que está me pedindo, mas da próxima vez eu vou ter uma conversa muito séria com ela.

Gemini : Agora vem cá, dá beijinho *faz biquinho*.

~ Ally beija Mini ~

Allysson : Você é uma fofa amor, as vezes dá vontade de te morder toda.

Gemini : Com tudo que não doa muito, eu aceito, ah ! mordida de amor não dói , conhece esse ditado ?

Allysson : Será que tia Lucy deixa você dormir aqui de quinta pra sexta ?

Gemini : Ela sempre acha melhor finais de semana, no caso de sair, como nunca dormi aqui, ela pode até maldar, ou querer não deixar, não sei, só conversando com ela, aquelas conversas de mãe pra filha…

Allysson : Você tem que implorar pra ela deixar, ai vai ser muito bom ter você aqui a madrugada toda, podemos fazer coisas legais, e…

Gemini : E ?

Allysson : ~silencio~

Gemini : Fala

Allysson : Tentar algo que nunca aconteceu entre nós;

Gemini : O que?

Allysson : Eu preciso mesmo dizer, sou tímida Mini, deixa isso pra falar, só de pensar já começo a tremer aqui, *faz cara de tímida*.

Gemini : Você está falando de , sexo ?

Allysson : Quem, eu ???????

Gemini : Ué, foi a única coisa que me veio na cabeça.

Allysson : Tà né, sim, é isso mesmo. *abaixa cabeça*

Gemini : Olha pra mim Ally, acho que não deveria existir timidez entre nós, né ?

Allysson : Desculpa, isso me deixa meio sem jeito, já que nunca pensei nisso, e ultimamente tenho pensado e… tenho sentido estranhas vontades;

Gemini : Haaaaaaaaaaaam né, safadinha!

Allysson : Para amor, isso me constrange.

Gemini : Veja bem, se for acontecer, vai ser natural, relaxa.

Allysson : Então você também quer ?

Gemini : Se eu dissesse que não estaria mentindo né, veja bem, se minha mãe permitir, ponto pra nós, a gente tenta, e … tá, até pra mim falar disso é meio , meio, ah você sabe !

Allysson : Tá, vou esperar quinta chegar, se ela não deixar,liga pra mim, eu tento convencer ela!

Gemini : Tá né…

Allysson : E tomara que ninguém entre aqui, por que, toda vez que estamos juntas alguém interrompe *risos*.

Gemini : Como a Joana, nesse instante… hahaha, bom, vou pra casa, olha, minha mãe já está ligando, até mais Ally !

Allysson : Fica aqui mais um pouquinho, por favor, *faz cara de dengo*.

Gemini : Você sabe que não pode fazer isso, o que ganho em troca ? u_u

Allysson : O que você quiser !

Gemini : Essa é uma boa proposta, então Ally, quero te beijar muiiiiiiiiiiiiiiito, já que só vou te ver na quinta (se tudo der certo), e por favor, quando chegar na casa de seus tios, dá um jeito de ligar pra mim ?

Allysson : Ligo sim.

~E então 4 dias se passaram, e a quinta feira chega~

(CONTINUA)

XXXIV – Capitulo

Minhas pessoinhas, antes de lerem o capitulo por favor, um minuto de atenção para o horário politico aqui (rs).

1 - Algumas pessoas tem me cobrado os capitulos, gente… eu SEMPRE posto quando prometo, então se eu disser que vou postar TAL dia eu irei postar, só não acontecerá CASO aconteça algo inesperado, ou eu fique sem internet.

2- Compreendam que eu não tenho mais todas as tardes livres agora, apenas a quarta-feira pois, Estudo ( tô muito mal inclusive ) , treino, dou aulas particulares de Inglês e faço curso e tenho que dar atenção pra crush. E AINDA não começaram minhas series, elas estão em pausa mas quando começar haha daí vai complicar de verdade meu tempo. E eu pretendo arranjar um estagio em 1 ou 2 meses. E torçam  para que eu não rotule com ninguém, por que isso encurta o tempo também.

3 - Não vou abandonar a fic, vou até onde conseguir, até onde tiver história e tempo livre. 

4 - Eu passo o tempo inteiro no twitter, pra acompanhar os acontecimentos, então sigam @ClanessaNewFic e saibam que eu não morri durante o dia.

Agora sim, obrigado.

XXXIV – Capitulo

POV Clara

Sábado chegou, a minha grande estreia na boate, não via a hora de finalmente ligar todos aqueles equipamentos e botar a caixa de som no volume máximo com as musicas que eu mais gostava, levantei totalmente animada, tarde, porém animada, como já se passava das 11 horas, comi uma maça enquanto preparava o almoço. Paula estava fazendo horas extras no sábado, então preparei algo diferente para agrada-la e também para de certa forma comemorar aquele dia.

Fiz uma lasanha caprichada, acompanhada de arroz e salada. Max me fez companhia enquanto eu preparava o almoço, ele brincou com seus carrinhos em cima da mesa enquanto eu hipnotizada às vezes ficava encarando a sua fofura.

Paula passou pela porta largando sacolas e sua bolsa no sofá, suspirou pesada e caiu ali, comecei a rir do seu jeito cansado e ela riu junto.

- Trabalhar no sábado, não é de Deus. Tô morta. – falou

- Então você trata de dormir, por que hoje à noite quero você lá na boate para minha estreia hein. – falei com um tom de comando

- Okayyy mandona, vou sim, não se preocupe sobre isso hahah. – sorri a ela e levantei a forma para mostrar a ela a lasanha pronta.

- Nossa! Que delicia, assim até vale a pena trabalhar no sábado. – levantou e veio á cozinha para olhar mais de perto.

- Arruma a mesa lá então, vamos almoçar. – falei

Nos unimos a mesa para almoçar, Paula saboreou a lasanha e fez muitos elogios, já não aguenta mais ouvir quando passou do quarto. Acabava rindo e revirando os olhos.

- Quem mais vai a sua estreia hoje? – perguntou

- As pessoas mais próximas, Edu, Vanessa, o Erick e talvez a menina dele. Acho que só. – também havia pensado em convidar meu irmão mas ainda não tinha feito, iria aproveitar quando levasse Max para minha mãe cuidar mais tarde.

-Hm – pensou – por acaso posso levar o cara que tô ficando. – ela riu

- Pauzão tá com um cara? – perguntei a ela rindo e usando o apelido que eu tinha dado a ela a alguns anos.

- Sim, estamos ficando a algumas semanas, ele parece legal, mas não é nada sério. – explicou

- Leva ele sim, mas dai esse não pode entrar de vip, por que são apenas meus amigos próximos que posso levar sem pagar. – falei e ela assentiu, não viu problema algum.

POV Vanessa

Alexandre encarou o transito de São Paulo em pleno sábado a tarde para ir a minha casa, ele tinha uma viagem para domingo a noite, e queria a oportunidade de me ver, passou acanhado pela minha porta, com um sorriso amarelo, por ainda estarmos brigados. Quando o via daquele jeito me doía um pouco, achei que já havia passado da hora de ficarmos daquele jeito.

- Que saudade me abraçou. – e eu podia sentir o peso do arrependimento e a saudade dobre suas costas.

- Oi. – retribui o abraço apertado.

Ele me soltou para me encarar por um momento. – Desculpa amor, sério, eu fui idiota, não tenho motivos para achar que Erick é má influência para você. E está certa, tô forçando a barra e não quero te perder. – falou triste

- Você me conhece, e sempre entendeu esse meu lado, foi o principal motivo que eu escolhi você, não quero que me decepcione assim novamente Alexandre! – falei a ele, assentiu, depois sorriu de canto.

- Amo você de verdade, quero que me perdoe, para tudo voltar ao normal. Prometo ser um bom menino. – ele brincou

Foi impossível não rir com ele, eu adorava aquele seu jeito. – Tá bom, está perdoado. – ele sorriu alegre e me deu um beijo firme nos lábios.

- A noite, podemos sair… Jantar… – ele deu a ideia, mas já tinha planos.

- Ou… podemos ir na boate na estreia da minha amiga como DJ. – falei

- Clara vai tocar? – perguntou surpreso

- Vai. – falei orgulhosa. – Ela estreia hoje, todos vão estar lá.

- Então vamos, claro, até quero agradecê-la por cuidar bem de você aquele dia. – falou me abraçando.

‘’É cuidou bem mesmo você não faz ideia como ela me cuida BEM, bem GOSTOSO’’  pensei pra mim acabei soltando uma risadinha aleatória.

- O que foi? – perguntou

- Nada. – sorri

Ale me acompanhou a academia para uma tarde de  treino, pegamos pesado, chegamos pingando suor, ele foi para casa para tomar banho e se aprontar para mais tarde, e eu cheguei na minha. Passei pela cozinha para buscar uma água. Minha mãe parou o que estava fazendo para pegar gelo no refrigerador, e colocar no copo para mim.

- Então vocês se acertaram? – perguntou

- Parece que sim. Vamos ver por quanto tempo. – falei minha mãe encarou incrédula.

- Nossa Vanessa! Que indelicada. – acabei rindo do seu jeito

- Mas é verdade mãe, principalmente nessa confusão que está minha vida. – falei enquanto tomava uns goles da minha água bem gelada. Fechei os olhos, estava tão bom.

- Mas e a outra moça? O que vai achar disso? – perguntou

Isso nem eu sabia, só sei que nunca havia prometido nada a Clara, só havia dito que meu relacionamento estava meio decaído, mas nunca prometi nada a ele, em relação a nós, além de sentir coisas fortes por ela.

- Não sei, mas ela sempre lida muito bem com as coisas. – respondi largando o copo na pia e entrando no meu quarto para um banho.

O que vestir era a questão do momento. Encarei o armário por um tempo, tentando tirar uma ideia dali, não queria nada muito simples, como calça jeans, então pensei em um vestido básico, e nada chamativo. Saia também era algo que incomodava a certo ponto.

Acabei escolhendo um vestido preto – é claro – Não adianta eu poderia ficar 12 horas ali, ia acabar no preto por que era uma cor básica e perfeita. Ele tinha um corte na perna e dava volume aos seios, fazia um X nas costas, que deixava a mostra. Era perfeito para minhas costas definidas.

Depois de algumas horas ali, me arrumando escolhendo sapato e maquiagem, comi alguma coisa antes de sair, por que sabia que não aguentaria a fome por muito tempo.

- Diz pra Clara que mandei meus parabéns a ela. Pelo novo emprego. – minha mãe disse enquanto eu calçava o salto para finalmente sair.

- Pode deixar. – falei

Alexandre me pegou em casa de carro, usando suas roupas que nunca variavam muito, camisa xadrez, uma bermuda jeans, barba por fazer. Combinava com ele, mas incomodava bastante a minha pele.

- Tá linda. – falou me dando um beijo antes de arrancar o carro.

- Obrigada.

POV Clara

Estava empolgada, enquanto eu colocava musicas mais calmas do meu set enquanto as pessoas chegavam, a festa começaria mesmo depois da 1 hora, após todos chegarem. Meu irmão acompanhava as pessoas que chegavam com os olhos ao meu lado. Eu havia o convidado, e ele aceitou o convite na hora. A boate era para maior, mas como ele veio comigo, nem perguntaram sua idade, foi uma realização pessoal para ele, entrar em uma boate de maiores, com a penas 16 anos, no caso dele era algo para compartilhar com os amigos no outro dia.

- Caramba! – ele olhava empolgado – Nunca vi tanta mulher linda em um lugar só. – falou

- Aproveita que com essa barba aí você até tem cara de mais velho… e passa o rodo. – ele riu do meu jeito.

- Vou seguir seu conselho.

Depois desceu para buscar uma bebida para nós dois no bar. Foi a vez de Junior invadir a sala com sua pose de galanteador em com a menina que havia esbarrado em mim no outro dia ao seu lado.

- Oi. – falou me puxando para um abraço – Caramba, a casa vai lotar hoje. Quero ver você…

- Vou botar pra foder! – interrompi

- Isso aê caralho!! – ele sorria branquinho, bem arrumado, a moça ao seu lado me deu oi sem graça;

- Vocês são…? – apontei pros dois e ela riu, com certeza não eram um casal.

- Irmãos! – falou

- Ah, então aqui é tudo em família? – perguntei surpresa

- Haha, não tudo. Mas boa parte. – ela respondeu

A casa foi lotando aos poucos, todos meus amigos e convidados chegaram, empolgados ficaram um tempo lá em cima e depois desceram para a pista para aproveitar, eu tinha a visão privilegiada, por trás daquele vidro eu via tudo, meus únicos pontos cegos eram o bar e os banheiros. Mas podia ver a porta de entrada, todos os cantos e toda a pista.

Meu irmão que não perdia tempo, podia ver lá de cima, ele com uma moça encostada na parede, pegando a menina loucamente.  Mais um pouco ela convida ele para um motel, queria ver a justificativa que ele iria dar. Ri sozinha lá de cima pensando na cena.

E falando em cena, Vanessa atravessou a porta de entrada, maravilhosa mesmo de longe, estava tudo perfeito, até eu ver o homem que a acompanhava, agora sim eu teria de me segurar para não fazer uma ‘’cena’’.

Amanhã tem mais. E ai vem treta.

Cê ta pensando que é malandro e pode me ganhar? Na escola que você estudou, dei aula particular. Cheio de marra, vem cheio de gracinha. Não me confunda com essas tuas amiguinhas. “É puro luxo, dinheiro, ostentação.” Assim você me ganha fácil, só que não! Não me vendo por um camarote, eu trabalho faço meu malote, se dinheiro não faz minha cabeça, o que mais você tem pra que você mereça? Intelecto a gente não compra, muito menos a disposição. Eu prefiro uma boa pegada do que desfilar com você num carrão!
Capítulo 2 (continuação)- As Lendas do Colégio

- Sim, semana passada eu terminei – disse.

- Eu posso sugerir outro muito bom do mesmo autor – disse, soltando um longo suspiro.

- Qual seria? – indagou com curiosidade. De repente, Luiza que estava até agora atrás de Vanessa, começou a ficar entediada com o assunto e se afastou, resmungando alguma coisa – “até que fim ela partiu” – pensou Vanessa em seguida.

- As Muralhas de Um Soldado – disse.

- Ah, sim. Aquele personagem é definitivamente caótico, eu já li esse livro. Obrigada pela sugestão. Ela é um dos meus favoritos – disse, pegando o seu bloco de anotações de volta, guardando-o na mochila.

- Por que foi transferida nesse período? – indagou Melchar.

- Eu precisei – disse – sei que não é época, mas foi necessário. Eu espero conseguir acompanhar o ritmo.

- Você chegou no período de testes – disse Melchar – quarta-feira eu aplicarei uma prova a respeito da matéria citada hoje.

- Sem problema, eu já estudei um pouco a respeito – disse – bom, eu preciso ir agora.

Melchar não disse mais nada, ficou observando a nova aluna sair. Quando Van deixou a sala de aula, Melchar voltou sua atenção ao seu material, com um sorriso animado no rosto. Finalmente apareceu alguma aluna interessada em literatura. Vanessa correu pelos corredores, indo até a sala de Fernanda. Felizmente ainda estava no horário; a porta da sala estava aberta e havia algumas alunas conversando pelo corredor.

- Olá. Você é a aluna nova. Quantos anos você tem? – indagou uma garota, de curtos cabelos castanhos. Ela tinha um par de olhos castanhos claros e tinha traços fortes em seu rosto.

- Ah, oi. Eu tenho dezessete. E qual o seu nome? – indagou.

- Eu me chamo Anny e temos a mesma idade, aliás, quase todas têm dezessete anos – disse, estendendo sua mão para Vanessa, que a apertou, num cumprimento típico entre garotas.

- Certamente, pois estamos no terceiro ano – disse Vanessa, deixando um pequeno sorriso simpático desenhar-se em seu rosto.

- Infelizmente aqui temos o quarto ano, portanto, não sairemos tão cedo – comentou – eu espero que você se dê bem com as garotas, afinal ficará conosco durante um bom tempo.

- Eu espero que sim – disse, não gostando do olhar que Anny lhe dirigiu em seguida, ela parecia estar intimidando.

Vanessa começou a adentrar na sala lentamente com Anny que andava logo atrás dela. Luiza estava sentada na segunda fileira de baixo para cima, acenou para Van e abriu um sorriso, pedindo para que ela se sentasse ao seu lado.

“Droga… essa menina de novo” – pensou Vanessa, começando a caminhar na direção de Luiza.

Van moveu seu corpo para a segunda fileira, mas parou quando sentiu um leve empurrão em suas costas, ela olhou para trás e encontrou um par de olhos que lhe encaravam com seriedade. Van continuou andando em frente, passando reto por Luiza que ficou chateada.

Any sentou-se em silêncio, ficando no meio daquele quarteto, deixando Anny na ponta e as outras duas desconhecidas a sua esquerda. Elas estavam sentadas nas últimas fileiras daquela sala. Atrás delas havia mais quatro moças, que conversavam com Anny e as outras.

- Bom dia! – a voz de Fernanda adentrou na sala de aula – hoje eu aplicarei uma prova surpresa, eu espero que estejam preparadas.

As alunas pareceram entrar em pânico, menos a mesa que estava sentada. Vanessa observou que elas não moveram um músculo sequer de sua face, ficando impassível ao que Pepa falava. As outras moças da mesa de trás estavam no mesmo estado.

- Vocês já sabiam? – indagou Van num sussurro para Anny.

Anny permitiu abrir um sorriso de canto, mas não disse nada, voltando sua atenção para Pepa, que começava a distribuir as folhas dos testes. Quando Pepa terminou de entregar o teste, ela olhou para Van.

- Espero que você saiba alguma coisa, caso contrário eu terei que falar com a diretoria mais tarde – disse.

Van não disse nada, abaixou seu olhar e olhou para as questões da prova, vendo que já havia estudado aquela matéria antes. Na verdade, Van nunca havia pisado em uma escola anteriormente, ele sempre teve aulas particulares, por causa de sua mãe que tinha fobia de sair nas ruas, sendo assim, ela acabou isolando sua filha também com medo que algo lhe acontecesse.

- Eu já estudei isso – disse Vanessa, chamando a atenção de Fernanda.

- Então não será problema tirar a nota máxima, não é? – indagou.

- Não, não será – disse.

Tanto Pepa como as outras alunas ficaram perplexas com a resposta que Vanessa havia dado. Ela mal havia chegado e já enfrentou a professora mais antipática daquele colégio. Pepa não disse nada, voltando para seu lugar. O tempo foi passando e Van havia terminado sua prova, levantou-se e passou por Anny, entregando o teste para Fernanda, que a recebeu com certa surpresa.

- “Garota impertinente” – pensou Fernanda.

- “Mulher arrogante” – pensou Vanessa.

Pepa olhou para folha e só de bater o olho na primeira página, acabou constatando que os três primeiros exercícios estavam corretos.

- Está dispensada – disse Pepa friamente.

Van já estava com sua mochila nas costas, começou a caminhar para fora da sala, sendo observada por algumas pessoas com curiosidade e surpresa. Quando ela saiu, Pepa voltou sua atenção para o teste, corrigindo-o com atenção, ou melhor, dando um ponto positivo em cada questão correta.

- “Ela acertou tudo… e fez a caneta, sem nenhuma rasura” – pensou Pepa.

Cap 2 (Sentimento Irresistível)


Cinco anos atrás…

Clara tinha recém completado dezoito anos e passado para a melhor faculdade pública de Direito do país quando seu pai lhe presenteou com uma viagem aos EUA. Ela finalmente ia realizar seu sonho: conhecer a neve e aprender a esquiar. Seus pais viviam bem, mas não eram ricos, por isso pela primeira vez ia viajar para o exterior. Gustavo, seu namorado, pretendia tirar férias no mesmo tempo para acompanhá- la.


Vanessa nasceu numa família abastada, e por isso todo ano viajava ao exterior. Adorava esquiar e como era uma excelente esquiadora, toda temporada era chamada para dar aulas nas escolas de esqui. Não precisava do dinheiro, fazia porque gostava. No alojamento onde ficava só tinha brasileiros e mais especificamente muitas brasileiras, quase toda noite faziam as famosas festas. Esse ano ia aproveitar muito pois esse era o último ano, já que, em breve, começaria a faculdade de arquitetura.

- - - - - - - - - - - - -

- Van, temos uma aluna nova - disse Edu seu amigo e dono da escola de esqui.

- Mas a turma de iniciantes começou ontem - retrucou Vanessa, acostumada a dar aula na turma avançada.

- Eu sei, mas ela quer aula particular e como você é nossa melhor esquiadora te coloquei pra ensiná- la, tudo bem?

- Sem problemas, ela está aonde?

- Está lá fora, te esperando.

- Ok, pede para ela esperar só mais um pouquinho, pois vou colocar outra blusa térmica, porque hoje a temperatura lá no topo da montanha está muito baixa.

- Van, a menina nunca esquiou, não vai assustá- la levando- a lá pra cima, não seja má com ela - disse Edu rindo.

- Pode deixar que eu cuidarei dela direitinho, mas me diz, é gatinha?

- Gatinha? Ela é parece um anjo, é loirinha, olhinhos meio esverdeados e mesmo por baixo daquela roupa toda deu pra ver que tem um corpinho, vários alunos já foram dar as boas vinda pra ela.

- Nossa, acho que não vou precisar nem de outra blusa, me deu um calor de repente - disse rindo e se afastando.

- Oi, prazer você que é a Clara? - perguntou
- Sou sim, e você é a Vanessa né? - perguntou lendo o nome no crachá.

- A própria, e então, preparada? - perguntou rindo

- Estou sim, eu sempre tive vontade de aprender a esquiar mas confesso que agora estou com um pouco de medo.

- Ah, relaxa é bem tranqüilo, quando você aprende esquece todo o medo, pois a sensação de liberdade é maravilhosa, parece que você está voando. E outra, você não tem o que se preocupar, afinal, está tendo aula com a melhor professora - disse rindo

- Tou vendo que você é bem modesta - disse Clara. - E tem um sorriso lindo - pensou.

- Eu sou meio palhaça não liga não, logo você se acostuma, eu faço isso pra descontrair as pessoas que têm medo - disse brincando ao jogar uma bola de neve no casaco de Clara.


Durante a aula Clara reparou que Vanessa era muito profissional e que raramente fazia brincadeiras. Por sua vez, Vanessa sentiu Clara meio desajeitada e com dificuldade de se equilibrar no esqui.

- Clara, presta atenção, você tem que jogar o corpo para o lado oposto ao da curva - disse demonstrando como fazia os movimentos.

Quando Clara foi repetir o movimento, se desequilibrou e caiu sentada na neve.

Vanessa se segurou pra não rir, mas ao ver que Clara tava rindo começou a rir e se jogou na neve também.

- Tempo pra descansar professora?

- Cinco minutos.

Ficaram conversando e quando perceberam tinha passado meia hora.

- Me ajuda a levantar? - pediu Clara fazendo bico.

- Vamos preguiçosa! Que hoje ainda quero ir na montanha mais difícil.

- Que? - perguntou Clara fazendo cara de assustada.

- Estou brincando, foi só pra descontrair - disse Vanessa colocando o esqui no pé e foi a vez de Clara ,rindo muito, atirar uma bola de neve no casaco da professora.
No restante do dia Clara caiu outras vezes, e toda vez era a mesma coisa, começavam a conversar e esqueciam de tudo e todos, era como se existissem só as duas.

- Vamos fazer o seguinte: vou te segurar para mostrar como faz - disse Vanessa segurando na cintura de Clara.

- Ai você vira… Entendeu? - perguntou

- Ahan - respondeu Clara.

A verdade é que Clara não tinha prestado atenção no que ela disse, pois estava hipnotizada sentindo o suave perfume da professora e concentrada na maravilhosa sensação das mãos dela no seu corpo.

Com o passar dos dias, Clara foi se mostrando uma excelente esquiadora e uma ótima companhia. De vez em quando se esbarravam e se tocavam, era inevitável, e quando isso acontecia era como se levassem um choque e, sempre, culpavam o frio por tais “descargas elétricas”.

- Clarinha, hoje à noite os brasileiros vão fazer uma festinha lá em casa, porque você não aparece? Vanessa a convidou com aquele sorriso no rosto que impossibilitava qualquer recusa.

- Eu vou adorar. Tenho me sentido muito sozinha à noite, pena que meu namorado teve um imprevisto e não pôde me acompanhar, vocês iam adorar se conhecer.

- é uma pena, mas aparece lá mesmo, você vai se divertir- disse Vanessa se afastando e piscando pra ela.

- E ai, a loirinha já tá no papo? - perguntou Edu rindo.

- Não Edu, já te falei várias vezes que ela é hetero e somos apenas amigas!

- Mas você sente algo por ela?

- Sinto, qualquer um sentiria, ela é linda, inteligente, meiga, apaixonante. Às vezes nos tocamos sem querer e eu sinto algo que não sei explicar, é tao bom tocar nela, estar perto dela.

- E ela sente o quê?

- eu não sei, às vezes acho que ela não é indiferente, uma vez eu a segurei pela cintura pra ensinar um movimento e eu tive a impressão que ela estremeceu, mas pode ter sido o frio. Edu o que você acha de mim? Tipo, você me acha bonitinha e tal?

- Van, baby, você não tem espelho em casa? Até eu que sou gay estremeço por você gata. Estou brincando, mas vou falar o que eu escuto da mulherada: A Van é linda, maravilhosa, tremendamente sexy, ousada, confiante, segura de si…
- E também boa de cama. Aliás ,isso é o que eu mais escuto: que você é insaciável!

- palhaço- disse rindo e abraçando o amigo

- sabe, eu a convidei hoje pra festa - disse Vanessa

- você a convidou? E a Marina?

- O que tem ela?

- Hello? Ela ta falando pra todo mundo que é sua namorada.

- Era só o que faltava - disse Vanessa desanimada.

- Mas ela é? - perguntou Edu curioso

- é o quê?

- Sua namorada, ué?

- Hello Bicha, eu tenho cara de quem tem namorada?? Meu lance com a Marina é só físico e ela sabe e aceitou minhas condições desde o início.

- Você não vale nada, todo ano é isso, você vem para cá e quando vai embora deixa vários corações partidos.

- Eu tenho o seguinte lema: curta a vida porque a vida é curta!! Carpe Diem!

- Mas aposto que se fosse a Clara…

- Mas ela é diferente de todas, eu não sinto vontade de apenas dormir com ela, eu quero estar perto dela, compartilhar as coisas com ela, conversar…

- … gata, você tá gamada mesmo!!

- Edu, esse frio tá congelando seus miolos, vamos embora- disse empurrando o amigo para dentro da escola.


No fundo, Vanessa sabia que sentia mais que uma simples atração por sua aluna, estava apaixonada como nunca esteve antes. Mas era muito complicado e não queria pensar nisso agora, porque sabia que seu amor era impossível, Clara nunca se apaixonaria por ela

- … a hora de voltar à caça Van, você apaixonada tá me saindo uma sentimental muito da chata! - pensou Vanessa ao voltar para o apartamento.
De noite, na festa…

- Olá, você vem sempre por aqui? - perguntou Vanessa brincando

- Ai, que susto, nem percebi que tinha alguém atrás de mim.

- E ai, está gostando da festa?

- Estou sim, mas acabei de chegar

- Tava achando que você não viria.

- Imagina, combinado, combinado está.

- O que é isso que você ta bebendo?

- Uma batida de morango. Está deliciosa, aceita?

- Só um pouquinho, porque eu sou meio fraca pra bebida, mas como está muito frio é bom pra aquecer o corpo.

Nesse instante toca o telefone de Clara

- Oi Gustavo, acabei de chegar.

- Ahan, é eu tou aqui com ela

- Ta, você também se cuida

- Beijo- Era meu namorado, querendo saber se eu cheguei bem, se já estava com você. Ele quer muito te conhecer, mas também já falei tanto de você pra ele.

- Ah é? E o que você falou? - perguntou curiosa

- Só falei a verdade: que você é divertida, inteligente, bem humorada, simpática, e que eu me sinto muito bem com você.

- E é recíproco Clarinha, eu também me sinto assim - disse tentando disfarçar a alegria que sentia

- Falei também que ele perdeu a oportunidade de conhecer a melhor esquiadora do mundo.

- Ah, isso é verdade - disse Vanessa brincando.

- E a mais modesta também - completou Clara.

- E Van, por falar nisso, cadê o seu?

- O meu o quê?

- O seu namorado, ué!

- Ah, então eu não tenho.

- Como assim? Mas você é tão linda! - perguntou surpresa.

- Hum, é que… - vanessa não conseguiu responder por que foi interrompida por uma voz conhecida.

- Então, essa é a próxima vítima? - perguntou Marina num tom amargurado.

- Do que você ta falando?- perguntou Clara a Marina.

- Marina, não faz isso… - pediu Vanessa num tom angustiado.

- Ah, você não sabia queridinha - disse Marina pra Clara ignorando o pedido de Vanessa, e continuou. - Ela te usa, faz o que quer e depois te joga fora, né amor? -disse num tom de ironia.

- Amor??? - perguntou Clara sem entender nada do que tava acontecendo.

- Eu te liguei várias vezes, Van, pra gente vir juntas a festa. Por que você ignorou as chamadas? - questionou Marina.

- Eu não as vi, e pára de me controlar porque você sabe que eu odeio, agora se você me dá licença - respondeu Vanessa pegando Clara pelo braço

- Engraçado, ontem à noite você me queria perto, aliás, bem perto - disse num tom malicioso.

- Clarinha, por favor vem comigo que eu vou te explicar tudo! - pediu Vanessa quase implorando e a levando para o outro canto da sala.

Capitulo 10

POV VANESSA MESQUITA
Encaminhei-me em direção a Polly, que estava sentada em sua cama com alguns cadernos e sentei-me ao seu lado.

- Vanessa… Polly começou, mas eu a cortei com um aceno de mão.

- Eu já sei de tudo. Por que não me contou que  ele fez isso contigo, Polly?

Eu não conseguia raciocinar direito. Ela tinha ido acampar aquele final de semana com o Logan. Como ela conseguia continuar sendo amiga dele depois daquilo?  Mas eu não quis pressioná-la já que eu sabia que aquele não era um assunto fácil para ela. Entretanto, tudo o que eu mais queria era que aquele garoto se afastasse de vez da minha Polly; que sumisse para sempre, talvez. Eu, sinceramente, não tenho ideia do faria se o visse na minha frente.

- Eu.. eu.. – Polly começou, mas eu a puxei para um abraço antes que ela falasse qualquer coisa. Apertei-a contra o meu corpo e comecei a afagar os seus cabelos.

- Shhh… – falei. – Vai ficar tudo bem, eu to aqui agora.

Senti o corpo dela relaxar embaixo do meu, e um suspiro longo veio dela, como se estivesse esperando tempo demais por aquilo. O meu senso autoprotetor gritava dentro de minha cabeça. Eu estava preocupada com a minha Polly, mas também estava furiosa com aquele imbecil do Logan.

- Você pode prestar queixa na policia, você sabe disso, não é? – falei após um certo tempo de silêncio.

Polly se soltou dos meus braços e me observou. Seu rosto estava molhado de lagrimas, e seus olhos vermelhos, o que só me fez querer protegê-la mais ainda. Ela negou com a cabeça respirando fundo logo depois.

-Não, não – falou ela. – Não quero dar queixa.. Depois daquele dia ele nunca mais tentou nada.

Respirou fundo.

- Então me prometa, por favor, que você vai se afastar dele – falei.

Polly concordou com a cabeça.

- Se afaste dele também – ela disse.

Como se você precisasse pedir pra eu me afastar do Logan Lesma.

- Ok – respondi. – Quer que eu fique aqui o da semana? Eu posso ficar…

- Não, não – ela disse. – Não quero causar mais problemas do que já causei.

- Você não me causa problemas, Polly! – Eu disse dando um tapa na cabeça dela. – Você querendo ou não, pelo menos hoje eu durmo aqui.

E então depois de tanto tempo, eu finalmente pude ver um sorriso surgir no rosto da minha irmã.

Passei aquela noite em claro enquanto Polly dormia em meus braços. Fiz cafuné na sua cabeça a noite inteira. Eu simplesmente odiava o fato de ela ter ficado tão desprotegida bem debaixo do meu nariz e de eu estar sabendo só aquela hora.

Apesar de eu não ter pregado o olho, a noite passou rápido, e de repente já era hora de eu ir embora. Era o que eu menos queria, abandonar Polly novamente, mas não havia nada que eu pudesse fazer, eu tinha que voltar.

Arrumei minhas coisas, observei Polly dormir por alguns instantes e me aproximei, depositando um beijo em sua testa, sussurrando um “eu te amo” em seguida.

Estava no ônibus e decidi pegar o meu celular, esperando encontrar ali uma mensagem de lovespizza, mas me frustrei quando vi que ali não havia nenhuma. Revirei o histórico e olhei a ultima coisa que eu havia mandado no dia anterior. Grossa ao extremo, cortando qualquer possibilidade de resposta. O arrependimento me bateu imediatamente, e quando percebi já estava digitando uma nova mensagem para ela.

blackeyes: hey, tudo bem?

POV CLARA AGUILAR

Depois daquela mensagem que eu havia recebido de blackeyes, eu não tinha ousado responder. Ela havia sido extremamente grosso em suas palavras, o que só podia significar uma coisa: não quero conversar. No fundo, eu estava preocupada com o que quer que tivesse acontecido com ela, mas tentei ao Maximo não pensar, pois acabaria cedendo e mandando uma quinze mensagens de uma vez até ela me responder o que a diabos tinha de errado.

Após tantas emoções naquele dia, fui para casa. Após tantas emoções naquele dia, fui para casa. Paula não estava em seu apartamento quando cheguei e só ali, sentada no sofá da minha mais nova sala de estar, eu percebi o quanto eu estava sozinha.

Era extremamente estranho chegar em casa e não ser recebida por aquela pestinha da Bella me agarrando pelas pernas… Mas ainda era terça=feira, eu teria que esperar pelo menos até o final de semana para que eu pudesse vê-la, quem sabe até trazê-la para a minha casa. Fui até o meu quarto e abri o livro de Anatomia, aquela matéria parecia que ia ser o meu ponto fraco do semestre.

Os dois primeiros meses da faculdade passaram tão rápidos que eu sequer percebi. As provas estavam ali, batendo na minha porta e eu ainda não me sentia cem por cento preparada para nenhuma delas. Estudar medicina era algo extremamente cansativo. Livros, livros e livros. Essas foram as minhas companhias durante todos aquelas semanas. Perdi as contas de quantas vezes tive que dispensar saídas com as meninas para ficar estudando em casa. Principalmente Anatomia. Aquela matéria estava acabando com a minha sanidade. Simplesmente era muita coisa para decorar de uma vez só, e eu não estava tendo sucesso nenhum. Lembra que eu falei antes que eu estava encantada por Anatomia? Pois é, ela se mostrou uma grandessíssima vadia. Me seduziu e me largou.

E por falar em largar (e não em vadia), nesse meio-tempo  blackeyes tinha me enviado exatas duas mensagens. Uma perguntando se eu estava bem, e outra perguntando se eu havia recebido a mensagem. Mas eu sabia que ela sabia que eu tinha recebido a mensagem, afinal, o aplicativo indica quando a outra pessoa recebe. Não respondi nenhuma delas. Como assim ela vinha falando comigo como se não tivesse sido aquele poço de ignorância de antes? Tá ok que, ele não foi tão ignorante assim, mas depois que tínhamos conversado por tanto tempo, aquilo foi praticamente um tapa na cara. Ela foi sempre tão simpática. Vê-la sendo monossilábica comigo quase se ela me ignorasse. As vezes ela me considerava só mais uma dos “mimadinhos” que ela sempre dizia. Era isso. Apenas mais uma mimadinha…

Tentei me concentrar nos livros à minha frente, mas não consegui. Adivinha a matéria? Pois é. Inferno de Anatomia. A minha prova era em duas semanas e eu não tinha decorado metade das coisas.

Levantei-me e fui até a minha cozinha, pegando um copo d’água e bebendo ele em um gole só. Encarei o meu celular na mesinha de centro da minha sala.Respirei fundo. Eu não acreditava que ia fazer isso. Fui até ele e o peguei, abrindo o tão familiar aplicativo da faculdade.

lovespizza: gostaria de saber como eu faço para receber ajuda da monitoria som uma matéria especifica.

Nunca foi tão difícil na minha vida apertar o botão “enviar”. Fechei os olhos e o apertei, como se isso me tornasse menos culpada. Não se passaram nem quinze segundos para que eu recebesse a resposta. O que foi uma coisa boa, já que eu consegui respirar. Desde que eu enviara  a mensagem, eu estava prendendo a respiração.

blackeyes: oi!! É realizado um grupo de estudos segunda, quarta e sexta. Quando se trata de uma matéria especifica, eles designam o melhor monitor da matéria pra te dar aulas particulares, alguma outra duvida?

lovezpizza: não. só isso, obrigada.

Larguei o celular na mesinha da minha sala, mas continuei encarando ele, mordendo os lábios, como se esperasse por uma resposta.

Clara idiota pensei. Por que ela responderia?

Chacoalhei a cabeça, tentando mandar esses pensamentos embora enquanto pegava um pedaço de pizza frio de dentro do micro-ondas.

Quando voltei para sala, notei o visor do meu celular acesso, e o meu coração se acelerou sem nenhum motivo aparente.

Larguei a pizza – sim, LARGUEI a pizza – em cima da mesinha e peguei o celular, desbloqueando ele. E então, visualizei a mensagem que fez com que meu coração parasse por alguns segundos.

blackeyes: sinto sua falta.