atriz pornô

gith quote bios

comecei girls in the house um badalo amei


  1. eu tive irene
  2. ta amarrado no nome de lucy, stella, átila, denise e companhia
  3. dor na espinha, dor no cocs, encha ja a boca dela de botox
  4. oi eu queria estar morta
  5. ah vai se foder seu filho da puta do caralho
  6. a cara dela ja era toda fodida, ninguem vai perceber que ela ta doente
  7. só porque eu tenho fogo nao significa que eu seja vela 
  8. olha se vc nao tiver nada pra fazer quando sair daqui, suicídio é uma boa
  9. pq vc ta vestida de prostituta?
  10. num mundo que existe iggy azalea não quero ser a taylor swift 
  11. roubar? ja, claro mas foram varios beijos 
  12. sai de perto de mim agora senao minha mao vai decolar e pousar na tua cara
  13. só pode ser itambé 
  14. vc quer morrer, morre minha filha 
  15. roubaram meu boneco do ben10
  16. to segurando o brioco em minhas mãos agora 
  17. aquela brenda só cagou o dia inteiro 
  18. eu confiei em vc seu safado
  19. navalha navalhinha eu vou cortar sua cara todinha
  20. o vagabunda, sua filha de uma put….GLORIA GLORIA ALELUIA
  21. sua maldita
  22. para de dar close errado
  23. eu nao sou obrigada a aturar isso
  24. querida vai se foder
  25. eu vou expor ela
  26. e vem cá, tu é atriz pornô?
  27. piranhona sim, mas piranhona do amor
  28. posso te beijar de lingua?
  29. mas tu ta danada hein
  30. to brincando, sou evangélica 

nome e numero pra entrar no grupo do wpp ta obg te amo

Não gosto de quem se faz de santa, de prestativa, de solícita, de legal. Não gosto de quem fala miando, se finge de sonsa, faz caras e bocas. Não gosto de gente artificial, que tem duas caras, dois jeitos, dois comportamentos. Sou a favor da transparência, de gente de verdade, sem retoques, sem artifícios. Tenho pavor de mulher fingida. Que se finge de morta, mas no fundo rebola o tempo todo, faz cara de atriz pornô pra ser notada e depois diz que “ah-é-meu-jeito-sou-assim”. Tenho pavor de mulher que se insinua o tempo inteiro e depois diz “não-entendo-porque-todo-mundo-olha-pra-mim

One Shot Zayn Malik

  • Pedido -  faz um imagine que a (s/n) e o Zayn são atores pornos


— Vamos lá… Gravando!

A voz rouca do diretor ecoou no quarto e as não muitas pessoas ficaram em silêncio para que eu e o rapaz fizéssemos o nosso trabalho. O dia está chuvoso e agradeço pelo apartamento alugado ter um aquecedor que mantém o meu corpo aquecido, mesmo que depois de alguns minutos eu não precise mais dele para essa função.

Em passos lentos eu caminhei até o homem sentado em uma poltrona repassando em minha cabeça tudo que eu deveria fazer, temos um roteiro a cumprir e o quanto mais rápido terminar, mais rápido estarei de volta a minha casa.

Eu encaro isso como um trabalho, fazer sexo com vários caras não me deixa muito orgulhosa, mas é o que melhor paga minhas contas no fim do mês. A única coisa ruim nisso tudo é que os caras acham que eu ser uma atriz pornô faz de mim uma prostituta que vai dar para eles apenas ao ouvir cantada barata.  

Ao estar de frente para o homem, a qual a única coisa que sei sobre é que se chama Zayn Malik, me curvo para alcançar seus lábios iniciando um beijo quente que transmita desejo. Meus dedos se perdem em meio aos fios de seu cabelo e sua mão aperta minha cintura com mais força do que o necessário me fazendo gemer em seus lábios, o beijo não dura muito por conta de um pedido do diretor. Não muito lento e não muito rápido, apenas agir com naturalidade sem prolongar demais as coisas.

Zayn me puxa para o seu colo me fazendo sentar com uma perna de cada lado e puxa o meu cabelo para trás deixando meu pescoço exposto para receber os beijos e os chupões que ele distribui sobre a pele do mesmo. Com os olhos fechados mexo meus quadris fazendo uma fricção sobre seu membro para deixá-lo excitado.

O fato de fazer vídeos e ter minha cara estampada em sites pornô não me afeta mais, no começo eu fiquei com muito medo e até com vergonha de sair na rua, mas me acostumei com o tempo. Esse é o meu quinto vídeo e o segundo com o Zayn, parece que gostaram de nós dois juntos, então estamos fazendo um tema completamente diferente do primeiro.

Não muito tempo depois de começar a rebolar no colo de Zayn, já posso sentir seu membro dando sinal de vida abaixo de mim, me levanto para que ele enfie as mãos por debaixo do meu vestido e deslize minha calcinha para baixo.

Tudo que eu tenho que fazer ou que quero fazer está em minha mente em ordem para que as coisas não saiam do meu controle, eu gosto de criar uma personagem para cada vídeo, é uma forma que eu me sinto mais segura para fazer tudo sem me retrair.

Sustento meu corpo em uma perna, apoiando o pé da outra no descanso da poltrona de forma que minha vagina ficasse completamente exposta bem na frente do rosto do Zayn. Nossos olhos se encontram e um sorriso de lado se abre em nossos rostos quase que ao mesmo tempo, agarro seu cabelo com uma mão levando seu rosto de encontro a minha intimidade gemendo arrastado ao sentir o contado quente de sua língua em meu sexo. Jogo minha cabeça para trás sentindo Zayn me chupar fortemente fazendo um barulho pornográfico soar em nossos ouvidos e eu quase me esqueço que não estamos sozinhos e gravando um vídeo, com o quão bom é sentir sua barba por fazer roçar em minha pele. Meus dedos se apertam em seus cabelos ao que suas mãos se espalmam em minha bunda me puxando ainda mais contra sua boca, rebolo minimamente e já sabemos que é hora de parar.

Volto a ficar sobre o apoio das minhas duas pernas e Zayn se levanta começando a se despir, aproveito o momento e tiro meu vestido o jogando pelo quarto e logo meus lábios estão se atracando aos de Zayn novamente enquanto ele aperta um de meus seios. Com um gemido separo nossos lábios e desço um caminho de beijo até sua barriga ficando de joelhos a sua frente, o membro completamente duro e grosso bate contra o meu rosto e eu levanto minha cabeça encontrando o olhar faminto de Zayn ansiando por minha boca.

Com um sorriso safado estampado em meu rosto, envolvido minha mão direita no membro do homem começando a movimentá-la lentamente enquanto que com a outra massageio suas bolas. Não demora muito para que eu o tenha em minha boca movimentando minha cabeça para frente e para trás me deliciando com os gemidos roucos que Zayn não consegue evitar, uma de suas mãos se aperta em meu cabelo me fazendo gemer e começa a guiar os movimentos.

Antes de gozar Zayn me coloca de pé e me puxa até a grande janela do apartamento, onde as gotas grossas da chuva batem com força o embaçando. Isso não está no roteiro, ele mudou sem avisar e não me resta alternativas a não ser segui-lo.

Meu corpo, já com uma camada fina de suor, é prensado pelo o Zayn contra a superfície transparente e tenho uma de minhas pernas levantada pela grande mão de homem moreno atrás de mim, sem pensar ou ao menos esboçar uma reação não posso segurar o gemido alto que corta a minha garganta ao senti-lo se enterrar bem fundo em mim de uma vez. Maldito Malik, tenho certeza de que se uma de suas mãos não estivesse me segurando firme pela cintura, eu iria ao chão, minha pernas bambas não aguentaria o meu corpo por tamanho prazer esses bastardo está me proporcionando.

O gemido rouco e másculo de Zayn ao pé do meu ouvido me faz gemer alto e sinto meus seios ainda mais apertados contra o vidro me deixando mais extasiada, se possível. Percebo que não vou durar muito e Zayn não ajuda em nada deslizando a mão que antes apertava minha cintura até o meu clitóris começando uma carícia gostosa sem deixar de empurra-se para dentro de mim com força e rapidez.

Minha desconfiança deixa de ser apenas uma desconfiança quando não consigo me segurar e acabo gozando não muito tempo depois. Zayn desliza para fora de mim e segundos depois sinto seus dedos um pouco melados me penetrar por trás e sei o que ele está prestes a fazer. Dois de seus dedos estimulam meu ânus segundos antes dele posicionar seu membro em minha entrada e empurrá-lo para dentro devagar para que não me machuque e mesmo assim não posso deixar de jogar minha cabeça para trás gemendo esganiçado pela ardência no local.  

Zayn mantém seu membro parado dentro de mim para que eu me acostume e alguns minutos depois ele está o tirando lentamente para empurrá-lo em seguida e assim continua até que cinco estocadas depois ele se derrama dentro de mim apertando minha cintura.

Assim que escutamos que as câmeras já estão desligadas, Zayn solta minha perna se afastando e sinto uma ardência na parte de trás fazendo uma leve careta ao caminhar até os roupões pendurados em uma arara perto do banheiro.  

O diretor e algumas pessoas da equipe estão elogiando Zayn e eu, mas eu não importo muito com isso enquanto visto meu roupão já pronta para deixar aquele quarto e ir para o que está com minhas coisas quando Zayn segura meu braço.  

— Está tudo bem com você? — ele pergunta olhando em meus olhos.

— Claro que está, mas da próxima vez me pergunta o que eu acho antes de meter o pau na minha bunda.

— Me desculpe, eu só agi pelo momento… Eu estava excitado demais para pensar em permissão.

— Não interessa mais… Você já invadiu o único lugar virgem em mim e não podemos voltar atrás.

— Me desculpe mesmo.

Eu apenas assinto e caminho para a suíte ao lado rumando para o banheiro, coloco a banheira para encher em seguida. Eu estaria sendo hipócrita demais dizendo que não gostei, ele não fazer o que estava previsto e escrito em um papel tornou as coisas mais reais, mais verdadeiras. Como se não tivéssemos apenas atuando.




Espero que tenham gostado, amores :)

Eu escrevi hoje esse 1s e não demorou como o outro, então espero que não tenha ficado ruim.

  1. Deixe sua marquinha no favorito para que eu saiba que você passou por aqui.
  2. Votem bastante no Niall para que ele saiba que estamos com ele e adorando o trabalho solo dele.
  3. As votações ainda estão abertas para o 1D, então votem também.

Obs: Plágio é crime com pena prevista em lei.

- Tay


As pessoas dizem que querem menos joguinhos, que devemos ser mais verdadeiros e não precisamos ser orgulhosos. Que não tem problema transar no primeiro encontro, tudo bem dizer que sentiu saudades e é realmente normal ligar no dia seguinte demonstrando algum interesse. Mas parece que as pessoas que defendem isso só se envolvem com as que desprezam tal comportamento. Principalmente os homens, criaturas extremamente contraditórias. Eles podem dar ataque de ciúmes e achar que tem o direito de ficar com meio mundo enquanto você fica só com ele, mas você não pode curtir uma foto antiga dele que já passa por neurótica. Eles podem cismar que você tem a obrigação de chupar eles sem nem conhecer direito, mas se você disser que tá com saudades já vão dizer pros amigos que você tá confundindo as coisas. Eles torcem pra te comer no primeiro encontro, mas vão dizer que não tem chance de ter algo sério com “alguém assim”. Alguém assim como? Alguém que é dona de suas próprias vontades? Se você transa é puta, se não transa tá fazendo doce. Acreditem ou não, as mulheres tem as mesmas necessidades que vocês. Você não pode precisar deles por dez minutos pra dormir de conchinha que tá sendo romântica demais, mas eles podem sim inventar de querer te ver todos os dias sem compromisso. Está vedada a possibilidade de não responder uma mensagem deles, mas eles podem te dar vácuo até ficarem carentes de novo. Ela não pode usar roupa curta em público, mas olha pro primeiro rabo de saia que aparece em seu campo de visão. Beba com eles, é legal ter uma mulher que saiba acompanhar, mas não fique bêbada, é feio não manter a compostura. Não use muita maquiagem, fica artificial, mas não saia de cara limpa, parece uma relaxada. Legal, ela gosta de futebol, mas sabe o que é impedimento e parece meio forçada dizendo que tem um time do coração. Seja uma atriz pornô na cama, mas nada de ter tido muitos parceiros, o ideal é que ele seja o primeiro. Não coma besteira porque engorda, mas não invente de fazer dieta quando ele quiser pedir pizza. Parem de rotular e achar que temos que seguir um roteiro! Mania feia de querer criar um padrão em busca da mulher perfeita. Você resolve liberar só no quarto encontro, se mata na academia, deixa ele livre pra sair com os amigos, é delicada, porém independente, responde todas as mensagens, está sempre disponível, mas se faz de difícil, só usa decote sozinha com ele, atura sua falta de tato e ainda sabe cozinhar. Bingo! Conseguiu um namorado. Aí ele te trai com a primeira bêbada que nem é mais bonita do que você e usava saia curta no barzinho que ele foi com os amigos. Legal. Se existe uma regra que as mulheres devem seguir é: não existem regras! Não existem três passos pra ele ficar na sua nem manual de como fazer ele se apaixonar. Você não foi feita pra viver em função de um homem, se for pra ele gostar de você, vai te querer neurótica, safada, meio fria às vezes, ciumenta, cachaceira, tímida ou brincalhona. Seja você mesma, o cara tem que ter orgulho do mulherão que tem ao lado, com uma bagagem de chatices e uma porção de qualidades que se ele estiver disposto vai enxergar até por trás da sua TPM. A culpa não é sua por fazer tudo errado, a culpa é dele de achar que você não pode errar.
—  Eu dona de mim. Se fiz é porque tava afim.
Capítulo 143 - Dois cabelos loiros.

Eu: O que eu respondo?

Me sentia meio idiota fazendo aquela pergunta, mas já que o Fred tava acertando até o momento, achei melhor aproveitar a consultoria.

Fred: Diz pra vocês se encontrarem amanhã à tarde, ué.

É, né? Pareceu até meio óbvio demais depois que ele falou. Comecei a digitar já dentro do metrô, quando o Fred pareceu ter surtado de uma hora pra outra.

Fred: NÃO!!! Não!

Até dei um pulo de susto. O desespero na fala dele foi tão grande que eu imaginei que tivesse a ver com qualquer outra coisa, menos com a minha inofensiva mensagem. Percebi que o problema era ela quando ele tirou o celular da minha mão.

Eu: Ficou maluco?
Fred: Tu não pode encontrar essa mina amanhã!
Eu: Por que não?

Nunca imaginei que fosse ouvir qualquer frase parecida com aquela saindo da boca do Fred. Ele me proibindo de sair com uma guria - que não fosse a Alícia - era novidade.

Fred: São tantos motivos que preciso te listar.
Eu: Vamo lá.

Pisquei devagar e com tédio, pronto pra ouvir mais uma história idiota com importância superestimada na cabeça do Fred.

Fred: Amanhã tu precisa estar livre à tarde pra me ajudar com a festa.
Matt: Tu vai mesmo dar uma festa na segunda-feira?
Fred: Precisamos comprar as paradas, chamar a galera, aquela coisa toda de sempre. Vocês tão ligados, precisamos sempre de três cabeças pra organizar as festas.
Eu: E tu não pode chamar outra pessoa no meu lugar?
Fred: Tu não falou isso. - ele pareceu ofendido de verdade.
Eu: Ué. O que tem? Não é tu que sempre diz que nada é mais importante do que pegar uma mina?
Fred: “Bros before hoes.” É ISSO que eu sempre digo. - ele me apontou. - Não coloca porra de palavra na minha boca.
Eu: Beleza, qual é o outro motivo?
Fred: Tu vai encontrar a mina à tarde na casa dela, certo?
Eu: Pelo visto, sim.
Fred: Tu sabe o que vai rolar, certo? Ela não tá te chamando pra conhecer a coleção de selos dela.
Eu: É…
Fred: Ela não é o Matt.
Matt: Eu nem tenho coleção de selos.
Fred: Tem sim.
Matt: Claro que não.
Fred: Vinte e um selos de países diferentes guardados na tua gaveta já podem ser considerados uma coleção, Matheus.
Matt: Pô.
Eu: Foda-se! Continua!
Fred: Então, vocês vão meter, ela é gatinha, tu é jovem, tá precisando dar umas já faz um tempo…
Matt: O último selo que eu guardei eu tinha quinze anos.
Fred: Que mentira.
Matt: É verdade.
Fred: Eu te vi mexendo nisso semana passada.
Matt: Eu só tava arrumando, ué.
Fred: E na boa, tu acha mesmo que quinze anos é uma idade ok pra tu colecionar QUALQUER coisa?
Eu: Mano, como é difícil manter uma conversa com vocês, puta que pariu.
Fred: Voltando: o que eu quero dizer é que vocês vão transar várias vezes, a tarde inteira, até não aguentar mais e…

Eu já tava parecendo um cachorro assistindo um frango assado na padaria ouvindo o Fred falar. Ele tava narrando o melhor dia da minha vida ou o quê?

Fred: Com essas coisas que eu to falando vai ficar difícil tu deixar de encontrar a mina pra passar a tarde com dois idiotas organizando festa, né?
Eu: Sim.
Fred: Mas calma, tu já vai entender. Meu ponto é: vocês vão ficar trepando até pouco antes da festa, tenho certeza.
Eu: Hm.
Fred: OU PELO MENOS É ISSO QUE EU ESPERO QUE TU FAÇA.
Eu: Certo.
Fred: E aí tu vai simplesmente dizer “tenho uma festa pra ir” e ir embora?
Eu: É… Eu acho.
Fred: Não, velho. Ou tu vai chamar pra continuar transando, ou tu vai chamar pra não ficar chato, ou ela vai se convidar. E aí de repente tu tá de casal numa festa com infinitas possibilidades de mina pra tu pegar. Melhor não.

Na boa, eu não teria essa capacidade de pensar tão longe no lugar dele. Mas fazia sentido.

Eu: Mas e aí? Eu falo que não posso ir amanhã e perco uma tarde de sexo com a mina?
Fred: Claro que não. Daí tu passa pra outro dia.
Eu: E se outro dia ela não estiver mais a fim?
Fred: Se vocês já tivessem transado, tu corria esse risco. Mas nem rolou ainda, então ela tá ansiosa e na expectativa. Vai querer no dia seguinte mesmo.
Eu: Pode crer.
Fred: Confia em mim, cara. Responde aí dizendo que apareceu um bagulho de última hora e tu só vai poder ir na terça.
Eu: Não acredito que vou fazer o que tu tá mandando, mas vamo lá.
Fred: Pode confiar. Ah! E não esquece de perguntar se ela vai estar sozinha em casa amanhã também.
Matt: Acho que a gente passou a estação.
Fred: PORRA!

A gente realmente tinha se empolgado na conversa. Descemos na estação seguinte e voltamos uma pra poder descer perto da república. Respondi a mensagem da guria assim que o Fred devolveu meu celular, e ela pareceu bem tranquila sobre a gente se encontrar no dia seguinte. Às vezes transformamos coisas simples em problemas sem nem perceber, e depois ainda ficamos botando a culpa no mundo como se fôssemos azarados. Pensei que a guria fosse ficar puta, ou não fosse mais querer me ver, e no fim ela só respondeu um “beleza”.

O Matt ficou sem falar nada no caminho até a república. Provavelmente ainda tava anestesiado com a história toda. Muita coisa aconteceu na vida dele nos últimos dias. Até nas últimas horas. Logo ele que é um cara que curte o sossego e valoriza a calmaria, tendo que lidar com tanta coisa ao mesmo tempo. Queria poder ajudá-lo de algum jeito.

Fred: Pra começar eu acho que prima não é parente.
Eu: Ei, Matt. Parece que tão oferecendo um trampo na biblioteca da faculdade mesmo.
Matt: Sei.
Eu: Amanhã tu pode ver isso na hora do intervalo. Vou contigo, se quiser.
Fred: Trabalhar na biblioteca deve ser chato pra caralho.

Incrível como o Fred não perde a oportunidade de ser inconveniente.

Fred: Trabalhar em qualquer lugar deve ser chato pra caralho, na verdade. Mas, ei! Tu precisa estar livre amanhã pra me ajudar com a festa, demorou? - ele falou com o Matt. - Começa com esse trampo na terça só.
Matt: Não sei nem se vou conseguir.
Eu: Vai sim.

Eu sou pessimista pra caralho na maior parte do tempo, mas reconheço que às vezes é preciso mentir um pouco pra si mesmo - ou pros outros - que tudo vai dar certo pra vida ficar mais fácil.

Chegando na república, o Fred ficou acelerando pra gente já começar a ligar pras pessoas pra avisar sobre a festa e arranjar os gorós, mas ninguém tava no clima. Eu tava com preguiça e um pouco de sono, e o Matt… Pff. Parecia que alguém da família dele tinha morrido. Entrou em casa e foi direto pro quarto se enrolar no edredom. O Fred reclamou (pra caralho), mas depois de tantos anos nós já aprendemos a abstrair. Fui pro meu quarto e deixei ele divagando sozinho na sala sobre o quanto a “Milena da Atlética” tinha cara de vagabunda mas não se aproveitava daquilo. A última frase em que eu me lembro de ter prestado atenção foi “ela faria mais sucesso que a Marcela se assumisse que tem cara de atriz pornô”, seja lá o que isso quer dizer na cabeça do Fred.

No quarto, encontrei o Dudu deitado na cama com a luz acesa lendo um livro. Ele me cumprimentou, mas tava tão concentrado que nem devia ter reparado em quem eu era. Só quando me deitei na cama e cobri a cabeça com o lençol ele notou a minha presença.

Dudu: Tu quer que apague a luz?
Eu: Não, tá de boa.

Na real eu queria, mas não ia foder com a leitura do cara só pra eu poder dormir mais rápido. O Dudu é um cara legal. Gosto dele.

Eu: Tem festa na casa do Fred amanhã, se quiser colar. - minha voz saiu abafada embaixo do lençol, mas ele entendeu.
Dudu: Na segunda-feira?
Eu: Pois é.
Dudu: Ah. Massa.
Eu: Pode chamar os caras.
Dudu: Demorou.

E alguns minutos depois, eu dormi.

Acordei com o barulho do Dudu abrindo uma gaveta emperrada, ainda bem, porque eu tinha esquecido de colocar o celular pra despertar.

Eu: Caralho, que horas são?
Dudu: Relaxa, tá cedo.

Disse isso e saiu do quarto. Ainda fiquei uns dez minutos coçando o rosto e olhando pro teto, como se aquilo fosse me trazer algo de útil pra vida, mas é que às vezes o ato de enrolar é mais forte que eu.

Quando finalmente decidi sair da cama, vi o quarto do Fred e do Matt vazio, e encontrei o Matt tomando sucrilhos numa tigela vermelha na sala da cozinha. O Felipe tava no banho e o Dudu tava amarrando o tênis próximo da porta de saída.

Eu: Cadê o Fred?

O Matt deu de ombros. Achei estranho, mas também não tava no melhor dos ânimos pra trocar ideia aquela hora da manhã. As manhãs não foram feitas pra conversar.

Tomei um sucrilhos rápido e troquei de roupa enquanto o Matt me esperava feito um zumbi encostado no sofá da sala. Tava na cara que ele não tava com a menor vontade de viver. Saindo do quarto, dei de cara com o Felipe atravessando o corredor.

Felipe: E aí, Thom.
Eu: E aí.

Ele desviou e entrou no quarto. Eu já tava pra sair andando quando me lembrei de chamá-lo pra festa do Fred.

Eu: Se liga, vamos dar uma festa na casa do Fred hoje. Se quiser colar.
Felipe: Hoje?
Eu: É.

Qual é o problema das pessoas com festas na segunda-feira? Parece que todo mundo tem que confirmar a informação umas três vezes antes de decidir se vai ou não.

Felipe: Hoje tenho outra festa pra ir, cara. Não vai rolar.
Eu: Ah, suave.
Felipe: Festa do Lobo, não tá sabendo?

E por que eu estaria?

Eu: Acho que não.
Felipe: Festa do Michel Lobo, diretor de eventos da Atletica, meu brother.

Sorri pra fingir que eu sabia quem era.

Eu: Pode crer.
Felipe: Falou, velho.

Ele fez um gesto engraçado com as mãos e saiu andando. Eu fui logo atrás e chamei o Matt, que me obedeceu como uma ameba.

Eu: Tu tá parecendo uma ameba sem cérebro.
Matt: Amebas não têm cérebro.
Eu: Vamo nessa, vai, Matt.

Atravessamos a rua da faculdade como se estivéssemos indo pro inferno. Eu tava com muita preguiça de assistir qualquer aula que fosse, e naquele dia eu sabia que ainda ia ter que correr atrás do professor de finanças pra pegar minha nota da recuperação, o que me deixava com mais preguiça ainda.

Só acordei daquele estado de pura preguiça quando vi um cabelo loiro ao longe, bem em frente à área de fumantes. Ou melhor, não só um cabelo loiro, mas dois, é bem próximos.

Eu: É o Fred?
Matt: O Fred e a Vicky.
Eu: Tá me zuando que o cara veio mais cedo pra ficar com a guria. Esse mundo anda muito esquisito.

Próximo post: 10/08 - finalmente #FESTADOFRED

Cada pessoa que sentimos alguma coisinha deixa um pedaço escondido dentro da gente e que não sabemos onde é que se enfiou. É tanto pedaço deixado para trás que nem sabemos qual deveríamos de fato ficar. Você vai fazer um almoço e tem uma paixãozinha pela atendente, vai ao centro da cidade e no ônibus tem um garoto lindo que você com certeza teria beijado. Tem a crush do colégio, a professora gata que você imagina sendo uma atriz pornô e seu primeiro amor que mora na sua rua ou do outro lado do oceano pacífico. Tem o Calebe, a Joana, o Edgar e até a Clara. Cada um deles parece ter deixado uma marca dentro de você. Ou por algo bom ou por algo ruim. Todos que estão na sua vida aparecem por algum motivo seja ele qual for, não vieram em vão. Valorize ou manda se foder.
—  O menino Charlie.