atordoada

Eu menti. Eu não superei, eu não segui em frente. Você ainda significa tanto para mim. Na verdade eu menti para mim mesma e acreditei nessa mentira. Pensei ter te esquecido, passado uma borracha nos nossos momentos e conversas, mas quando falo contigo tudo isso volta. Volta com tanta força que me deixa atordoada. Então volta. Fica do meu lado, fica aqui comigo.
—  Esmorecidas
Mentes Atordoadas.

Aquele vinho barato de sempre disse ao garçom, vou repetir a mesma bebedeira excessiva, vomitar meus erros vulgares, as palavras que não foram digeridas. Já se foram um, dois, três, dez maços de cigarros o horário afirma são as 2 horas da manhã, tenho que pegar o trem para o trabalho as 5 há sempre um cinzeiro entupido com destroços da alma humana observo a minha volta, só existem dois lábios desgastados nesse salão, dois pares de olhos enverrugados… O meu e do comparsa embriagado ali, provavelmente dois corações detonados e milhões de bares lotados agora. Porque por mais que tentamos afogar nossas pensamentos no álcool destilado ele não sofre efeito algum. É só uma desculpa para cair na bebedeira, nunca esqueci o formato dos teus lábios, teus olhos durante a noite me procurando quando estava fora da cama, dos teus braços em volta do meu corpo em uma noite fria nunca irei me deslembrar. Droga! Não acredito que isso ocorreu, que me conquistou, que eu doei meus sentimentos  e você partiu, assim, de uma hora para outra, mas quem aguentaria alguém chata, fria e irônica? Do que adianta a vista mais bonita da cidade, se não tenho você ao meu lado todas as noites? Do que adianta ter todo o dinheiro do mundo? Se nenhuma fortuna irá reformar um coração acabado, o álcool não faz efeito, o que fazia efeito em mim era você.

Soabrir em companhia de Vireipassaro. 

Só quem tá dentro entende a importância...

Eu acordo todos os dias sorrindo, mesmo quando não me lembro o sonho. Isso é porque eu acordo sabendo que tenho você, confesso que já fiquei atordoada duvidando que talvez tudo que já vivemos tenha sido coisa da minha cabeça, é perfeito demais, pareço não merecer. Mas é tudo tão maravilhoso de sentir, que sou obrigada a cair na real, você é uma parte de mim, mas é aquela parte que move tudo que há por dentro.
Me derreto toda quando eu tô irritada descontando tudo em você, e tu me vem todo carinhoso tentando me acalmar, me prendendo em teus braços, me fazendo sentir o amor que há em você. Não dá pra resistir a sua carinha de cachorro sem dono quando faz alguma coisa de errado, admiro você sempre tentar consertar e deixa visível o medo que tem de me perder. E quando você vem todo amoroso pra mim, com seus braços abertos e diz que está carente, tenho vontade te apertar em meus braços até quebrar seus ossinhos e você não conseguir mais andar pra longe de mim.
Confesso que o futuro me assusta, por mais que eu planeje ao seu lado, morro de medo dele me surpreender de uma maneira dolorosa, tirando você de mim.
Em tão pouco tempo você foi capaz de se tornar tudo que eu tenho. Meu lar garantido, meu conforto.
E mesmo com alguns detalhes dificultosos, enfrentamos tudo juntos, porque é assim que se ama né?, segurando na mão, sendo sustento.
E só nós dois, que estamos dentro desse amor que entendemos o quanto cada momento signfica muito para nós, tudo é parte da história que compartilhamos a caneta e escrevemos juntos, a nossa história.
Eu te amo ❤️

Levantei-me daquele chão úmido, de lagrimas derramadas, após sua partida. Troquei o disco da vitrola antiga no canto daquele cômodo estreito. Eu não podia mais ouvir aquela música. Você cantava ela pra mim todas as noites. Tirei a camiseta velha, já fazia semanas que eu a usava, ela tinha seu cheiro, deixado por você quando me abraçou naquele fim de tarde que tudo ainda fazia sentido. Coloquei os cabelos pra cima, em um rabo de cavalo bagunçado, tirei uns três dedos do comprimento, porquê até o tamanho do meu cabelo me lembrava você. E sair, por uma nova rota. Mais deserta. Mais sombria. Não suportava contato. Palavras gentis me embrulhavam o estomago. Caminhei pelo que me parecia longas horas. O tempo fechou. Um temporal vinha aí. Ou não? Esse sol? Que estranho! Achei que era mais tarde! Está tão escuro aqui! Tão úmido! Minha nova camisa está molhada! Olhei pra trás e percebi que não tinha andado mais que cinco passos! Também pudera está assim toda atordoada. Nem me lembro quanto tempo faz que eu me senti assim tão só. Tão perdida. Seus passos era meu guia. Eu te seguia com destreza. Com você eu era uma versão completa de mim. Mas, você se foi. E levou consigo meu equilíbrio. Meus sentidos. Meus sorrisos. Parei por um instante, ou dois. Nem isso eu sei dizer mais. Encarei aquela imensidão azul, brilhante, ofuscando a minha visão. Droga! Era como olhar diretamente nos seus olhos! Daquele céu não viria temporal por tão cedo… Assim como você, que talvez não viesse nunca. Recuei meus passos, e retornei para o único lugar que eu sabia voltar depois de você. Peguei a velha camiseta, liguei a vitrola e o temporal caiu.
—  Detalhares .

estou cansada, ando muito sonolenta ultimamente, sem animo algum pra nada, minha cabeça anda perturbada, atordoada, incontrolável. penso umas mil coisas ao mesmo tempo, e no final tudo se resumi a tristeza. vivo triste o tempo todo, meus olhos estão mortos, tenho olheiras que nem base/pó disfarçam. tenho dores inabitáveis, irreversíveis, tenho o caos nos olhos, esses olhos tristes, que um dia foram felizes, por ter tido você. minha vida toda é baseada em: faça isso, faça aquilo, e mesmo fazendo tudo certo, ainda julgam está incorreto, ficam pesando cada dia mais minha mente, meu peito, meu ser. viver está sendo cansativo, exaustivo. chorar já não é mas uma saída, não tem saída pra uma alma monótona, fria e escura. não tem jeito pra tristeza, à não ser continuar sendo fielmente a ela. talvez ser triste seja o caminho pra felicidade que tanto tenho buscado.    

O rolo da minha câmera ainda está repleto de fotos suas.

A insônia voltou.

O céu é tão mais bonito essa hora da madrugada que chega a doer.

Mas esqueço que não sinto mais dor.

Eu queria ter você aqui comigo.

Voltei a usar o Tumblr que não sabia ter, depois de abandonar todos os meus seguidores no outro lugar. Vou me deixando em cada pedaço que crio.
Em cada que ainda é reblogado em meu nome.

Dessa vez suponho ser o fim.

Noir.

Mas tô calma.

Só o meu peito que rachou feito vidro blindado depois de tiros de suas submetralhadoras.
Só eu que caí do oitavo andar como se ainda vivesse em 2016.
Você me humilha e rebaixa minha escrita como se ela não tivesse me salvado um milhão de vezes durante essa vida tenra.
Olho pela janela aquela mesma árvore e hoje ela não está seca. Está verde, não existem frutos, parece até que o tempo não passou pra ela. Parece até que sou eu ali de novo me dizendo: um dia você vai ser feliz. Calma.

Queria dizer que eu amo muito você. Mas que parece que fui atropelada e levantei ligeiro atordoada no meio fio, sem saber ou parar pra avaliar se estou sangrando, se estou machucada, com hemorragia. Só estou andando pela estrada nua entre mortos e feridos.
E deixando o rastro de sangue
Anestesiada
Pelo caos
Em acender meu cigarro
Nesse incêndio
Que está minha vida.

Amar é uma guerra com poucos sobreviventes.

Imagine - Harry Styles

Espero do fundo do meu coração que vocês gostem dessa terceira - e última - parte! Beijos 

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- Cinquenta euros pelo seu pensamento. – A voz de Harry me despertou.

- Desculpe. – Me ajeitei melhor em seu colo. Estávamos jogados no sofá da casa enquanto um filme estranho passava na televisão.

- O que tem te deixado preocupada? – Ele se movimentou para melhor me encarar. – Desmanche esse bico e me conte!

- É que sua turnê vai começar semana que vem e a minha turnê com os livros na semana seguinte e, bom, não vamos mais nos ver; e acho que eu vou sentir saudade. – Despejei tudo sentindo meu coração apertar e Harry sorrir de lado.

- Você acha que vai sentir saudade? – Ele perguntou contendo o sorriso e eu acenei com a cabeça me sentindo uma boba por admitir. – Eu também acho que vou sentir saudades.

- Não fique debochando da minha cara! – O empurrei com o braço.

- É que eu olhei a sua agenda de lugares e sem querer, temos algumas cidades que podemos nos encontrar. – Ele mordeu minha bochecha. – Então eu posso debochar o quanto eu quiser.

- Isso é sério? Tipo, vamos nos esbarrar sem querer por alguma cidade? – Harry assentiu com a cabeça. – E você, nem para me avisar! Eu fiquei aqui pensando quantos dias ia ficar sem te ver! Sofrendo em vão!

- Isso tudo é amor? Ou só excesso de drama? – Harry me abraçou.

- Um pouco dos dois. – Murmurei despreocupada.

- Certo!

Harry e eu estávamos juntos a seis meses depois daquela noite no meu apartamento. Ele nunca me pediu em namoro oficialmente, mas nenhum de nós dois saiu com outra pessoa. Não posso negar que tudo que eu queria era gritar ao vento que Harry Styles era meu namorado, mas eu não tinha esse direito, assim como ele também não podia dizer que era “o cara” da (S/N) (S/S). Estávamos em uma via de mão dupla, mas se ele estava despreocupado, eu não tinha o que cobrar.

Mathew dizia que eu era louca de não querer “colocar uma algema naquele gato”, mas, por algum motivo, eu não me preocupava. Já Mathew se preocupava por nós dois.

- Você desligou de novo. O que foi dessa vez? – A voz de Harry era impaciente. Eu me levantei bruscamente do sofá.

- Mas que coisa! Eu não posso mais pensar? Vai ficar me monitorando toda vez que eu perco o foco? – Eu comecei a recolher minhas coisas.

- O que? Onde você vai? – Harry levantou também.

- Olha, já passamos o final de semana inteiro juntos e você já está ficando paranoico. Vou para casa, tenho que preparar algumas coisas para a viagem e você também deve ter; nos vemos qualquer dia. – Passei por ele sem ao menos beija-lo e fui embora.

Por sorte, um taxi passou naquele momento e eu embarquei nele, pedindo para que o motorista me deixasse em casa.

No meu apartamento a bagunça havia se instalado por eu ter passado mais tempo na casa do Harry do que nele; eu não sabia por onde começar a arrumação, mas sabia que deveria começar, principalmente por saber que ficaria mais um tempo longe do meu canto.

Passava da meia noite quando sentei no sofá com comida e podia ver a casa limpinha. Foi aí que eu me lembrei do celular e notei que ele estava no silencioso, com mais de dez mensagens de Harry.

Nas mensagens ele dizia que de forma alguma ele queria ser controlador, só estava tentando me entender; que se preocupava quando eu ficava aérea demais.

Mas poxa, eu vivia no mundo da lua e foi assim que eu consegui uma “carreira” como escritora. Eu sempre estava sonhando acordada, era algo natural meu. Era algo meio impossível de mudar.

Decidi que não o responderia de cabeça quente, e por isso fui tomar um banho para ir dormir em seguida.

No dia seguinte, acordei com barulhos dentro do apartamento, assim como risadas e meu coração acelerou demais quando isso aconteceu. Levantei devagar, já imaginando que meu apartamento estava sendo assaltado, quando dei de cara com Mathew e Harry conversando no meu sofá.

- A bela adormecida despertou finalmente. – Mathew praticamente gritou, me abraçando em seguida. – Eu vim ver você e encontrei seu príncipe encantado do lado de fora da sua torre; como tinha chave, abri para entrarmos.

- Ah, tudo bem! – Eu disse meio atordoada.

- Mathew, você nos dá cinco minutinhos para conversar? – Harry se pronunciou.

- Claro! – Ele caminhou para a cozinha enquanto eu o assassinava mentalmente.

- Me desculpe. – Harry suspirou.

- Está tudo bem. Brigar é normal, mas excesso de preocupação me assusta; eu não moro com meus pais a anos e essa coisa de ter alguém me perguntando sobre tudo, o tempo todo, me incomoda. Mas é algo que eu tenho que me acostumar.

- Eu não sabia. Sinto muito. Sabe, não é minha intensão te pressionar, te sufocar em um relacionamento; apenas queria ser seu confidente. – Ele corou.

- E você é! Afinal de contas, é para o seu abraço que eu volto. – Sorri. – Não tem do que se desculpar; estamos aprendendo a lidar um com o outro.

- Bom, eu estou indo amanhã para a casa da minha mãe e depois embarco direto para a primeira cidade da turnê; mas antes de ir, quero te pedir uma coisa: namora comigo? De anel e tudo? – Harry tirou uma caixinha do bolso da calça jeans justa.

- Namoro! De anel e tudo. – Sorri o vendo correr os dedos pelo próprio cabelo, aliviado.

- Eu prometo que vou tentar ser mais paciente com os seus silêncios. – Depois de passar o anel pelo meu dedo anelar, ele me abraçou e beijou minha testa.

- E eu prometo não gritar mais com você! – Beijei seu queixo.

- Eu vou para essa turnê mais feliz que nunca! – Ele beijou meus lábios. - Eu vou indo, afinal tenho algumas malas para arrumar. Nos vemos em Boston?

- Eu vou ser a que autografa livros. – Sorri enquanto o levava até a porta.

- Então vai ser fácil de achar. – Com um último beijo me despedi dele e fechei a porta, dando de cara com Mathew que me estendeu uma xícara de café.

- Pode começar a me contar detalhe por detalhe! Esse tipo de babado eu a-d-o-r-o!

i’m in love with the shape of you

  • Olá pessoas!! Tudo bom? One shot/imagine novinho em folha, espero que gostem. Eu sumi de novo, mas tenho sim alguns imagines em comecinhos. É que eu demoro demais num imagine só e no processo de um começo outro e vira tudo uma bagunça. Desculpem os erros, por mais que tente sempre tem coisa errada.
  • A maioria desse imagine eu escrevi ouvindo Shape of You - Edinho Sheeran
  • Enjoy it!

Keep reading

Depois de tanto massacrar meus pensamentos, ainda atordoada, lembro-me de sair do meu quarto - o lugar mais seguro do universo - e ir lá fora. O céu estava nublado, não havia nenhum feixe de luz. Nada. Senti algo encostar na ponta do meu nariz e em seguida cair. Isso se repetiu de novo e de novo. Estava começando a chover. Eu pensei por um momento assistindo as gotas atingirem o chão violentamente no quanto eu odiava carregar o fardo de pessoa que sempre se importava. Deitei-me na grama e fechei os olhos. Tive a impressão de ouvir meu coração bater cada vez mais devagar, senti medo por um momento que ele simplesmente parece de bater por estar cansado. Então meus olhos se abriram e eu ainda estava sozinha. Ninguém entenderia se eu tentasse explicar o que estava sentindo. Mas sabiam. Não queria contar ao mundo que estava enfrentando um dia péssimo, porque eu não era a única pessoa a sentir vontade de desaparecer, e uma gratidão imensa por não desaparecer.
—  Os porquês de Amélia Roswell.
Olha, você tem passado as mãos em minhas cicatrizes com carinho; como se tentasse sempre internalizar que aquilo realmente aconteceu comigo; como quem diz que se pudesse as apagaria de minha pele para que eu não me remoesse em dor. Você olha meus machucados sangrando, os passa água oxigenada e segura minha mão enquanto espera meu corpo reagir. Você me olha no chão com os ossos quebrados depois de mais uma de minhas lutas mal planejadas e insiste em me levar para casa e diz que você mesma fará compressas para minhas costelas fraturadas, e você faz. Você me faz sentir abençoada, mesmo coberta de gaze e atordoada pelos remédios para dor, numa manhã de abril. Você me faz sorrir, mesmo quando meus pontos se abrem. Você olha nos meus olhos e diz que eu sou linda, mesmo eu sendo apenas uma junção de retalhos e remendos. E quando eu entro em desespero e me encontro chorando no chão da sala dizendo em meio aos soluços que eu não suporto mais toda essa dor, você me dá colo, afaga meu cabelo até que eu me acalme, pega minha mão, abre as janelas e me mostra as cores que dançam no céu.
—  O poema destinado a alguém que merece poemas melhores
Estava atordoada demais, confusa demais, talvez com um pouco de medo também, precisava fugir, se esconder, ficar só, mas onde em uma cidade cheia de gente a solidão podia ser tão grande a ponto de nem a sua respiração lhe fazer companhia?
Estava bom demais pra ser verdade. Estava tudo indo tão bem, sabe? Tudo mesmo… Mas, do nada, tudo voltou a ser o que era antes. Aquela tristeza inexplicavelmente avassaladora dentro de mim; aquele vazio que me corrói; a vontade incontrolável de chorar em todos os momentos… É, aqui estou eu novamente. Sendo atordoada por pensamentos que eu não sei de onde vem ou o por quê de estarem aqui. Embora eu seja rodeada de pessoas, me sinto só. Estranho, né? Mas, é isso mesmo que acontece. Não importa onde esteja, sempre estou com várias pessoas por perto. Só que mesmo com tanta gente ao meu redor, eu me sinto extremamente sozinha. Quando quero chorar, não consigo encontrar alguém realmente  disposto a me ouvir, me aconselhar… Ok, não precisa dar conselho e blá blá blá. Mas, só um colo pra eu deitar, e chorar o quanto eu quiser. E alguém pra dizer que vai ficar tudo bem - mesmo que isso não vá acontecer.
—  Sigilografou
Ai Johnny, esse negócio de amar não é a porra mais sem noção que nós podemos fazer? Pois é meu caro, é a maior obra de merda! Então palmas para nós, que somos fodidos amantes, pessoas atordoadas por um amor, ou vários amores. Um brinde a quem se deixa envolver por alguém mesmo sabendo que pode ser a porra mais idiota que já fez, e que irá fazer novamente. Assobios para quem não tem medo de ter o seu coração estraçalhado. Uma rebolada no colo de quem sabe em que buraco está se metendo, e mesmo assim, se mete nele sem pensar duas vezes, e à aqueles que tem medo de altura, mas mesmo assim se jogam desse abismo sem proteção alguma. Mas aos que tem coragem de amar, meus parabéns, porque é a porra e a merda que pode ser mais bonita na vida de alguém.
—  Eu sinto muito, Johnny.

cadê meu sono, m. ? eu queria tentar dormir sem que você acordasse de madrugada com a respiração pesada e me visse atordoada e inquieta me alimentando de alguma coisa que prendesse minha atenção
e eu repetindo com um sorriso de lua insinuante ta tudo bem volta à dormir logo eu vou

Oi, não sei bem como começar um texto de uma forma boa, ou talvez de uma forma boa o suficiente pra você… Mas vou tentar.
Todas as palavras neste texto definem um pouco do meu amor por você como irmã, é como se fossem todas as palavras iguais, mas escritas de formas diferentes. É assim que vejo nossa amizade, somos iguais na forma que pensamos e somos diferentes ao mesmo tempo e é isso que nos mantêm unidas mesmo de longe.
Não entendo e nunca vou entender como eu consegui me apegar tão rápido a você, porque demoro muito pra considerar alguém, sempre. Algumas pessoas conheço a 2 anos, mas gosto a 4 meses, outras, a 1 ano, mas amo a 9 meses… mas você é diferente.
Logo quando te conheci senti isso, senti que era diferente. Senti que algo em você se encaixava em mim e no meu modo de pensar e agir.
Quando nada parece fácil e quando todos me deixam, você me faz rir com uma mensagem. E sabe o que eu acho mais engraçado e fascinante em você? É que você é como eu, se recebe, dá da mesma forma. Dá de maneira justa ou 10 vezes melhor como recebeu, por isso sei e sinto que você é verdadeira, porque é recíproco todo carinho que eu te dou, recebo igualmente e, na maioria das vezes, muito melhor.
O que eu quero dizer é que você veio pra ficar. Não importa se um dia deixe de me considerar, ou se cansar de mim. Mas veio pra ficar, porque sei que sempre vou ter uma lembrança sua, pelo resto da vida.
Mesmo que um dia eu vá pra longe, e que minha mente esteja atordoada de coisas, mesmo que um dia eu não tenha mais tempo para pensar em mim mesma, sei que uma hora o tempo vai me dar uma lembrança de você, porque você é e sempre será importante pra mim.
Tempo, esse sim surpreende. Não importa se passem anos que não lembramos de tal fato ou pessoa, mas um dia ele vai te trazer a memória algo que foi bom, ou ruim. Mas, falando de você, sempre vai ser algo bom de uma forma ou de outra, porque pessoas deixam marcas, algumas lembranças, outras sentimento, e você deixou tudo isso. Quero que saiba que sempre vou estar aqui, mesmo sendo difícil e apesar da distância, quero te ver bem, seja lá como for. Eu amo você.
—  Fernanda Thais - Uma amizade que o tempo não leva.

Há 46 minutos eu tô nessa rodoviária fedida que cheira a salgado extremamente gorduroso e pessoas sem banho.

Você nunca achou que eu teria coragem de ir embora. porque apesar de falar milhares de vezes. nunca tomei uma atitude. Nem eu me achava capaz de fazer isso.

Quando você disse que estava comigo por conveniência. meu coração deu uma vacilada cruel. foi pior ainda quando bebeu demais e me atacou.

Eu fiquei jogada no chão pensando que essas coisas de relacionamentos violentos só aconteciam nos filmes e livros tristes. Mas lá estava eu. atordoada. achando ridículo uma menina branca. de classe média sendo atacada por um homem fodido. que tinha mais problemas do que eu tinha bolsas e sapatos.

Só que eu amava você e achava que nosso amor nos salvaria de tudo. Eu errei. Você ganhou. Como sempre.

Enquanto você dormia. Me lembrei que não sou boa em compartilhar. Desde criança o que era meu ninguém podia tocar. Porque eu era especial. E era isso que a mamãe sempre falava antes de me abandonar.

Então. Envenenei toda a merda da sua comida e aqueles seus suplementos idiotas de academia. Cansei de me sentir uma menina indefesa e louca. Você merece. Merece pois por mais que eu seja estúpida. Egocêntrica. Narcisista. Metida. Arrogante. Não tinha o direito de me marcar.

Por mais que eu não fosse a mulher mais inteligente e bonita. Não tinha o direito de me trair e jogar na minha cara. Não tinha o direito de me machucar fisicamente e nem falar coisas ruins.

Isso não foi um relacionamento destrutivo, foi uma relação que destruiu duas pessoas pra sempre.

1:15 Am

Todas as manhãs quando te vejo, sempre fico à espera do seu abraço, pois sei que por mais atordoada que eu tenha acordado, o seu abraço irá me fazer esquecer até os meus piores pesadelos matinais., você de alguma forma me inspira, enquanto ouço você falar só consigo prestar atenção na sua boca e quando você sorri, a minha alma dança.

Acordei atordoada assim como quando fui dormir, tenho apenas a vaga lembrança de mudar a posição na cama na esperança de ter o sono como meu aliado para que essa dor que despedaça meu peito cesse, ao menos durante o tempo que meu subconsciente faz seu trabalho sozinho. Tenho que assumir que a tentativa, embora tola, teve certa eficácia durante certo tempo, logo depois percebi que foi em vão. Permaneci sentindo a dor que despedaça me coração em partículas minúsculas, o desejo de sequer abrir as cortinas azuis que ocupam boa parte da parede que está ao meu lado é um sinal de que esse será mais um longo dia, um daqueles dias que pretendo não pôr os pés para fora mesmo com a insistência de todos, prefiro morar em mim por mais algumas horas. Aqui, eu cuido da saudade, me resguardo das críticas, dos comentários sobre minhas olheiras ou sobre o meu cabelo, coisas que eu confesso, há muito não dou muita atenção. Prefiro a companhia dos meus livros ou talvez interpelar os sentimentos depositando no papel algumas palavras sem sentido. Olho para as fotos na cabeceira da cama, tiro o cd do Los Hermanos em meio à tantos outros que mais parecem capítulos de uma história que se acabou. Não guardo esperanças, meu coração está vazio, não tenho mais nada a me apegar.
—  Elisa Barthett e Afllordapele
O meu maior problema é que eu acredito em você. Eu acredito quando você me diz que não bebeu tanto assim e enfia os dedos entre os meus cabelos tentando fundir a minha boca com a sua. Eu acredito nas suas mãos nas minhas, na sua risada e nas suas mentiras. Acredito nas suas meias palavras e quando as luzes se apagam. Quando tudo que eu escuto são as minhas unhas rasgando as suas costas e sua boca dizendo que quer me fazer sua. Eu acredito no silêncio. Nos sons que não quero deixar escapar enquanto os seus lábios passeiam pelo meu corpo, agarram os meus seios deixando marcas para eu nunca negar que você esteve ali.  Eu acredito que ainda tenho controle sobre qualquer coisa e que não estou sendo escrava desses desejos que eu nem sabia que tinha enquanto estou presa adrenalina que percorre as minhas veias, e a  minha pele atordoada pelo teu cheiro e pela sua boca. Eu sou escrava de todas as sensações escrotas e absurdas que você desperta nesse meu corpo que me trai a cada vez que as digitais dos seus lábios são imprensas nas lugares mais intensos de mim.  Eu sou escrava desse meu ego estupido que acredita que é mais esperto do que o seu dialogo chinfrim. Que acredita que quando você me toca, o tudo é o nada, e que o nada são apenas dois corpos em busca de uma satisfação puramente egoísta. O problema é que o nada é o tudo. O nada é a ressaca moral que eu tenho às 11 da manhã. É o nosso silêncio. O nada é quando tudo o que  sobra são as marcas quentes do seu corpo no meu lençol e a minha vontade de te ter mais uma vez ali.
—  We’re the silence, Danielle Quartezani