atiradas

ouve morte, sim.
eu morri dentro de mim
não ouve enterro, choros, berros
missa de sétimo dia, flores jogadas
terra atiradas, sobre aquela caixa de madeira.
fui sepultado dentro de mim
e até agora, não há coisa pior que isso. 

Nós duas, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntas. Imagine só. Não precisaríamos ser namoradas, nem casadas, nem nada disso. Apenas amigas. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós duas estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntas. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado demais e a minha cama ser perfeita para nós duas. Eu teria medo do escuro sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçadas até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas uma no outra e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçadas, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de Ficção Científica em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos à tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando algo e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntas. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos juntas, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós duas e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando , e você estaria no topo da carreira. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor.
—  Desconhecido
Me desculpe mas, garotas que falam de transar, de fazer sexo, foder ou seja o termo que usam, o tempo todo, não a faz ser mais mulher do que as outras ou desejada. Garotas como essas esquecem o próprio valor, esquecem que o seu corpo é seu próprio templo. Esquecem de se valorizar e mostrar o que há de bom em si mesma. Mulher que é mulher, fala de sexo, mas debate política tranquilamente, fala de chupar, mas sabe muito bem desenvolver um assunto sobre a crise que ocorre na atualidade. Fala de pegada, chupões e gemidos, mas sabem se sair muito bem até quando for trocar receitas, de bolo, macarronada, ou até mesmo um simples mousse de chocolate. Mulher que é mulher, fala de posições e fetiches sexuais, mas sabem pegar uma casa do começo ao fim e deixar ela completamente arrumada e organizada. Sabem do que instiga um homem e como levá-lo ao ápice do tesão, mas sabe prender a atenção do mesmo no papo bacana que ela tem. Mulher é aquela que acorda cedo, vai trabalhar, passa o dia se matando pra ter um dinheiro no final do mês pra pagar suas contas, sem ter que depender de um homem, mas também é aquela que tem disposição de chegar em casa e ter uma boa transa com o seu parceiro. Sinceramente? Essas garotas que de 10 frases que falam, 11 é de transar, fazer sexo ou seja o que for relacionado a isso, pra mim, não passa de garotinhas chamando a atenção. Vamos lá garotas, deixem de ser atiradas e bora ser mulheres reconhecidas pelos seus esforços e desejada pelo que você tem a oferecer. E sexo? Transar? Trepar? Foder? Faça com quem te valorize e sabe reconhecer a mulher que você é tanto por dentro, quanto na vida e consequentemente na cama.
—  Mulher que é mulher, no ponto de vista de Escriturias. 

{das coisas que eu quero te dizer e não posso}

algo aqui dentro ainda sopra que não fomos só um engano
mas te lembrar ainda faz com que eu me pergunte
como chegamos a esse ponto? final ou não
eu nunca te amarrei a mim, eu nunca fiz da gente um nó
você sempre foi livre e a porta sempre esteve aberta pra você
(mesmo que isso não significasse que permaneceríamos imutáveis)
e eu sempre fui gentil, apesar das tuas partidas
das tuas palavras ácidas atiradas contra mim
do teu egoísmo descamando a minha pele
eu conhecia tuas dores, tuas inseguranças e os teus medos
mesmo quando você acreditava estar mantendo segredo sobre isso
só pra tentar parecer sóbrio pra mim, só pra me manter intacta
(eu não chamaria isso de engano)
quando você foi embora pela última vez eu tranquei a porta
eu troquei a fechadura e prometi que você não entraria mais
eu chorei no chão da cozinha, do banheiro, no corredor
eu chorei no escritório enquanto organizava papéis
e na volta pra casa quando a luz do sol vazava pelas frestas das árvores
e eu sabia que nenhum pôr do sol seria mais o mesmo sem você
hoje, exceto pelos dias de chuva, eu não choro mais
no entanto a ventania estourou as fechaduras
e a porta continuou aberta porque algo não me permitiu fecha-la
mas quando leio Guimarães Rosa, eu entendo
“o que é pra ser, tem muita força”

  • pedido


Sempre amei fazer aniversário mas isso mudou durante minha festa de cinco anos. Tudo estava normal para ser sincero, meus pais estavam radiantes e meus avós felizes por nossa família agora completa com a volta da pequena Jayne. Havia algumas pessoas que eu não conhecia no pátio, dois homens fortes e tatuados na porta dos fundos e uma mulher com olhar obscuro falando com meu pai. Assim que os viu minha mãe me chamou e me entregou uma mochila e um bilhete, ela me deu um beijo e pediu para que eu corresse até o metro onde um amigo da família me pegaria.

Precisou de dez anos para eu conseguir entender o que aconteceu, minha mãe e meu pai eram fundadores de uma gangue e as pessoas que foram na minha festa eram seus rivais, eles queriam o quarteirão e minha família não os deu.

Naquela noite toda minha família foi morta inclusive meus avós, a noticia saiu em vários jornais e por causa disso tive que mudar meu nome e viver escondido em uma gangue do Brooklyn.    Me criei no meio deles porém eles nunca me deixaram se envolver com os negócios da família. June o dono da gangue sempre apostou em mim como um grande jogador de basquete, eu era realmente bom por isso ganhei uma bolsa e fui morar em Londres onde estou agora com minha família. S/n é minha mulher e Brandon meu filho que está prestes a nascer.

- Liam -minha mulher gritou do banheiro e eu sai correndo.

- Eu esqueci a toalha -ela diz calmamente e eu coloco a mão no peito.

- Você vai me matar antes do nosso filho nascer -suspiro- é serio!

- Desculpa, meu bem! -diz sorrindo e em seguida beija meus lábios.

[…]

O dia estava nublado em Londres mas isso nunca me impediu de ir correr pela manhã, o frio está realmente castigando a todos mas não há nada que me deixe longe da minha rotina. O parque não estava com muitos visitantes o que facilitou o circuito que o treinador montou, terminei dez minutos antes.

- Está dispensado, Liam.

- Foi um ótimo treino -digo após pegar a mochila.

- Também achei, como está o pequeno Brandon?

- Quase saindo da mãe! -digo e ele arregala os olhos-

- Espero que esteja preparado para o melhor dia da sua vida!

- É.. eu também -digo e coço a cabeça.

Enquanto converso com o treinador vejo que uma mulher encostada na árvore me olha. Eu reconheceria aquele olhar sombrio mesmo que em uma multidão, era ela, a mulher que assassinou minha família.

- Onde você vai, Liam?

Assim que vê eu indo até ela a mesma começa a caminhar mais rápido, atravesso a rua e logo fico presso em um manifesto de estudantes, peço licença empurrando algumas pessoas  mas mesmo assim a perco de vista.

June me disse que eles viriam atrás de mim, e assim que eles chegassem era para eu ligar, e por mais que eu não quero atrapalhar agora existem mais pessoas em jogo, minha família.

- Você tem certeza que era ela?

- Eu reconheceria aquela, vadia, em qualquer lugar!

- Droga, ela nunca viaja sozinha. Liam me escuta.. você tem que tirar S/n dai.

- E para onde eu levaria ela, June?

- Vem para o Brooklyn!

- Não.. eu não posso largar minha vida aqui! Amanhã mesmo tenho um jogo.

- Então você prefere jogar a salvar sua família?

- Sabe o que eu prefiro? Não me meter nisso!

- Sinto em te dizer mas você nasceu no meio disso, pegue as passagens e venha, Liam. Você não suportaria perder mais uma família!

Desligo o celular e sinto meu estomago revirar, exatamente do mesmo jeito que ficou enquanto corria até a estação como minha mãe mandou. Durante a caminhada até minha casa vejo uma forte fumaça no ar, na hora me vem uma estalo na mente eu corro como jamais corri. Assim que dobro na esquina que dá de frente para minha casa vejo uma multidão com baldes e mangueiras tentando apagar o fogo que já estava mais do que alastrado.

- NÃO!! NÃO… -coloco as mãos na cabeça- S/N!!! -grito-

- LIAM VOCÊ PRECISA SE ACALMAR. -meu vizinho pede com lágrias nos olhos.

-  CADE MINHA MULHER? CADE MEU FILHO?

- UM CARRO.. UM CARRO PRETO ENCOSTOU AQUI E A LEVOU, E EM SEGUIDA O FOGO COMEÇOU!

- DE NOVO NÃO -digo e sinto as lágrimas em meu rosto.

- A POLICIA ESTÁ A CAMINHO VOCÊ PRECISA SE ACALMAR!

- Me empresta seu carro -peço-

- Eu.. você tem que dar depoimento!

- Me da a chave -peço entredentes e ele entrega.

[…]

Por mais que eu não quisesse eu sabia que eram eles que estavam com S/n, incendiar casas era um código “Quando o fogo cessar a pessoa morrerá”, odeio admitir mas June tinha razão eu devia ter levado ela para o Brooklyn dentro do quartel ela estaria protegida. Minha família fez coisas ruins no passado e por mais triste que isso seja estou pagando por isso.

Após oito horas de voo chego em Nova York, empurro algumas pessoas no desembarque e recebo um olhar de reprovação do June que me espera em frente a seu carro.

- Eles pegaram ela! -digo com os punhos cerrados.

- E agora nós vamos pegar eles -ele diz e me entrega a arma da sua cintura.

- Vou matar aquela vadia -digo entrando no carro.

- Ei gafanhoto, não quero que jogue sua vida fora!

- Eles queimaram qualquer vestígio de vida que eu tinha.

- Os Gonzales não vão fazer nada com sua mulher, eles querem a mim e sabiam que se mexessem com você, uma guerra estaria armada!

- E agora?

- É agora que a guerra começa!

[…]

- Liam, eu sei que você é melhor do que isso, eu sou inocente, juro!

- Eu também sou inocente porra -grito. E olha para mim, veja o que acontece com pessoas inocentes como nós!

- EU NÃO SEI ONDE SUA MULHER ESTÁ!

- ESTÁ MENTINDO -grito perto do seu rosto e ela se esquiva.

Lauren é a filha do Robbie o chefe da máfia, nós sequestramos ela ontem a noite durante uma festa de adolescente. Eu deveria me sentir mal mas tudo que sinto é medo, pois a cada minuto que passa é um minuto sem saber como estão as duas pessoas que eu mais amo no mundo. Ela é uma menina jovem mas já se meteu em muitas encrencas, quando mais nova ela que atraia as iscas para seu pai matar, por isso eu sei que ela sabe onde é o esconderijo.

- Se você não falar eu juro, que vou cortar um dedo do seu pé, agora mesmo!

- Acha mesmo que eu tenho medo de você? És uma piada!

Cerro os punhos e minha mão acerta em cheio seu rosto, sua cabeça acaba virando com a força e quando se desvira vejo que seu lábio esta rasgado.

- Olha, você sabe bater.. -ela gargalha- eu sei fazer melhor.

- Já chega dessa brincadeira -June diz e engatilha a arma- onde ele está?

- EU NÃO..

E antes mesmo que ela acabasse a frase June atira no pé dela, me assusto com o ato e a menina se contorce de dor na cadeira.

- Não vou perguntar de novo.

- EU FALO, EU FALO!

- Então fala, porra!!!

- Assim que ela chegou, Marcos, o enfermeiro induziu o parto e tirou a criança dela.. -ela para de falar e urra de dor- ela ficou fraca e eles jogaram ela no porão, eu tentei intervir e até levei comida para ela mas tinha muito sangue..

- Onde fica isso? - June pergunta com os cabelos dela nas mãos.

- No cassino, no CASSINO GONZALES!

- Desgraçados! -ele grita e atira no peito da menina três vezes.

Fecho os olhos pois o barulho do tiro me assusta, prefiro não olhar e sigo June até a garagem onde ele pega seu maior carro, observo o mesmo colocar algumas armas no banco de trás e logo dois de seus parceiros entram no carro.

- Você não vem? -Maison pergunta-

Entro no carro e não demora muito para que o mesmo arranque, o caminho até o Cassino é torturante e quando chegamos no mesmo par nossa surpresa o lugar está completamente vazio. Maison arromba a porta e então entramos, vejo a porta do porão exatamente como a garota descreveu e então corro até a porta.

- S/N.. -a chamo mas não tenho nenhuma resposta-

Empurro a velha porta e assim que abro sinto um forte cheiro de ferrugem, desço as escadas com a arma apontada e não demora muito para que eu veja ela atirada no chão. Jogo a arma e corro até ela, seu longo cabelo negro está cobrindo seu rosto e eu receio o tirar. Assim que tiro percebo que a mesma está pálida e seus lábios que antes tinham um tom vermelho sangue agora estão roxos. Me agarro em seu corpo já desfalecido e choro, choro por mim, pelo meu filho e por todos aqueles que a amam.

- Liam..

- Ela está morta, June! MORTA -abraço seu corpo.

- Achamos o Brandon..

Viro para trás e então vejo June com um pequeno embrulho nos braços, o mesmo se abaixa e então vejo o lindo do rosto do Brandon, a dor no meu peito é tanta que chega a ser sufocante é como se eu tivesse sido esfaqueado e não ela. Estico meus braços e aconchego meu pequeno filho, June me abraça e choramos abraçados no que parecia ser minha família. Brandon estica seus pequenos braços e dá um lindo sorriso, no seu rosto existem pequenos vestígios de sangue exatamente como na camisola de sua mãe.

Olho pela última vez nos olhos daquela que eu mais amei  e então os fecho.. Para sempre.  

[…]

Nunca consegui entender o porque de quando os bebês nascerem, eles chorarem como se não houvesse amanhã. É alto, é chocante, e é completamente injusto. Agora eu entendo! Aquele adorável pequeno bebê foi forçado a sair do ventre materno, e forçado a respirar o ar externo com seus pulmões novos em folha. É a natureza humana. Ninguém que ser deixado no frio, rejeitado e sozinho. Afeição, aceitação, e amor incondicional. Todos o queremos. Todos o procuramos. Mas quando o encontramos, é muito aterrorizante. Porque com a mesma rapidez que o encontramos, ele pode desaparecer. E voltamos à estaca zero, sozinhos.

- Eu te amo para sempre, babe! -digo e jogo a primeira pá de terra no caixão.

A saudade batia forte, a ponto de fazer eu me perguntar qual era a placa do caminhão que me atropelou e me deixou atirada no chão, sem saber o rumo de casa. Não conseguia acreditar. Você se foi e só me deixou saudade, só ficou o teu cheiro impregnado no travesseiro e eu me apego à ele, pois, é o pouco de ti que ainda mora aqui. Sentia como se meus dias fossem incompletos devido à sua ausência neles. Estou congelada naquele “adeus” que dissemos e não paro de reviver aquele momento todos os dia mentalmente. Se pudesse voltar até este dia, te abraçaria com todas as minhas forças e não te deixaria ir. Dói admitir, mantive silêncio durante tempos acreditando que você voltaria, quando perguntavam de ti eu sempre dizia “bem” era impossível dizer que tínhamos chegado ao fim, que eu havia perdido o meu amor. Acreditei que você iria voltar, que o nosso amor imperfeito fosse funcionar e a qualquer momento você iria ligar numa madrugada e iríamos voltar, nossas almas iriam se reconectar, mas foram só noites mal dormidas, foi só insônia e solidão. Perdoa se eu não fui feito um sonho, se eu te decepcionei é que eu sou real e falhei. Ainda penso muito em você, te relembro me dando todo aquele carinho que costumava, lembro-me da sua silhueta na escuridão, da noite em que nos agarramos um ao outro e nos perdemos ali, um no outro, eu mergulhei em ti e tu em mim. Naquele momento, não precisávamos de nada além de nós mesmos. Dói lembrar de nós, até da sua família eu sinto falta, eu sinto falta do seu olhar me fitando com desejo, com os olhos brilhando, aquele sorriso no canto da boca que dizia “vem cá para os meus braços”, sinto falta de como me olhava nos olhos e fazia com que nenhum problema importasse mais, porque estava com você, eu sinto tanta falta do que fomos e jamais voltaremos a ser.
—  Sobre a saudade, Juliana e Reyllan.
E lá estava Catarina atirada no chão com um pequeno corte nos joelhos, um cotovelo ensanguentado e uma bicicleta pouco menos de um metro de distancia de seu corpo. Os carros passavam e ela ficava lá, parada olhando para o asfalto. Cada vez mais as pessoas começavam a surgir, mas Catarina desandava chorar como se estivesse perdendo todo seu sangue, como se o corte mostrasse até seus ossos de tão profundo. Ela sabia que no fundo aquilo não tinha feito nem cocegas, mas também sabia que se caísse, ninguém iria questionar o motivo daquele choro. Catarina não só chorava, ela gritava, berrava, esperneava e olhava para as pessoas que não compreendiam o que acontecia ao certo, e qual a necessidade de tamanho drama, nem o que ela estava sentindo. Mas quem poderia? Nem ela estava conseguindo se compreender totalmente. Tudo o que ela queria era chorar. Chorar porque não estava mais conseguindo levar sozinha o peso do mundo. Ela olhava irritada e começava bufar, como se fosse explodir. “O que foi? Parece que nunca viram uma menina estirada no chão! Cuidem de suas próprias vidas!” Dizia. Mas logo esquecia que havia um circulo de pessoas olhando-a e voltava fazer suas caretas. Talvez ela precisasse de um médico, talvez uma garrafa inteira de cachaça. Melhor do que isto, era só mesmo um abraço. Catarina estava lá, chorando estirada no chão feito uma lagartixa porque todo mundo se cansava dela e ela se cansava de todo mundo também. Não conseguia entender como o amor funcionava, porque nada do que ela amou, amou de volta. Os que diziam amar, ela enfiou na cabeça que não era para ser e deu um modo de terminar. Catarina estava sozinha, pobre coitadinha. Um senhor de cabelos grisalhos gritou para chamarem uma ambulância, mas todos talvez soubessem lá no fundo que não era disto o que ela precisava. Catarina chorou porque haviam roubado todo o seu estoque de amor de cinquenta anos. Por que não por cem anos? Catarina não conseguia mais amar, ela estava oca. De tanto imaginar como seria feliz se conseguisse alguém que lutasse por ela, acreditava até em comerciais quando falavam que amavam quem estava do outro lado da telinha. Ela sofria demais porque estava começando a perceber que nunca seria de ninguém, e ninguém nunca se apaixonaria por ela. “Deixem ela aí”, gritou uma garota se aproximando. “Deixem ela aí, ela precisa chorar. Seu corpo está pequeno demais para tamanha dor”. O velho pé de ruga novamente gritou para que chamassem uma ambulância. Que velho chato! A menina então pôs sua mão sobre o ombro de Catarina. “Depende, existe algum hospital que cure um coração partido?” Todos os múrmuros pararam na mesma hora. Foi então que um minuto de silencio foi feito para Catarina. Naquele instante, um por um se atirou no chão e começaram a chorar também. Todos estavam machucados, mas não era só fisicamente. No final, Catarina era compreendida mais do que imaginava.
Não chora não Catarina, olha quantas pessoas acidentalmente caíram no chão. Acho que elas também precisam esvaziar.
—  Animicida.

— Eu já disse que não! — Berrei, pela décima vez naquela discussão.


— Não seja infantil, (s/n)! Não é a primeira vez que temos essa conversa. — Suas mãos se puseram nos fios coloridos, os bagunçando num ato de puro nervosismo. — Sabe que não gosto quando sai com aquele garoto. Ele não é confiável.


— E por que ele não é confiável? Porque tem intimidade comigo? Qual seu problema em ter confiança em mim? — Retruquei.


— Isso não seria um problema se não fosse atirada, dando desculpas de que “é comum em seu país”!


Arregalei os olhos, e de lábios entreabertos, pensei em dizer algo, qualquer coisa. Nada saiu. Quis chorar se pura raiva, mas soube que ali me mostraria fraca. Então, lhe dei as costas, subindo as escadas de volta para o quarto.


É claro que não ia deixar aquilo barato. Sabia que Yoongi falava besteiras vezes ou outra uma vez irritado, mas não poderia aguentar para sempre.


Agarrei seu travesseiro, um cobertor e a minha coragem. Não hesitei quando as joguei pela escada, deixando óbvio meu desejo para que ficasse afastado de mim àquela noite. Ele, nada fez, virou-se de costas e caminhou pesado até o sofá, onde se deitou, cobrindo o rosto com ambas as mãos.


A chuva forte caía em meus cabelos. Eu corria pela rua em busca de um abrigo daquele homem que me perseguia desde que havia saído de casa. Havia sido uma má idéia. Minha respiração falha quando me vejo encurralada. Suas mãos me agarram. Grito como nunca na vida.


Levantei de súbito da cama, com os cabelos úmidos e por um instante pensei que aquilo foi real. Olho para os lados. Estava escuro. Queria uma proteção, algo que pudesse me acalmar. Chamei por Yoongi.


— Oppa! Yoongi-oppa! — A porta rangeu. Sabia que era ele. Ele sempre vinha.


— (S/n)…? — A luz foi acesa e eu corri para seu abraço, o apertando. — Está tudo bem. Venha, deite-se, amor.


Abraçados, recebi um pedido de desculpas meio relutante. Sorri pequeno e deitei a cabeça em seu peito, me aninhando ali.


— Me desculpe também.


— Você sabe que não é muito comum…mas eu te amo.


~Swetie♡

Originally posted by sugaa

Pedido: Um hot do Harry que ele é traficante e ela é toda fofa, e ela fuma maconha pela primeira vez com ele em uma festa – Anônimo

*Aqui nesse link http://hot-1d-imagine.tumblr.com/pedidos vocês podem ver quais e a ordem que em os imagines vão ser postados, se o seu não estiver na lista é porque infelizmente não chegou, vou estar sempre atualizando a lista*

***

Imagine HOT Harry:

Minhas amigas passaram o dia todo ligando para mim, o motivo era uma festa que ia acontecer no centro da cidade, era provavelmente a festa do ano e eu não era muito de ir nesses tipos de festa, sou uma pessoa mais caseira mas minhas amigas ficaram me ligando e me importunando tanto que resolvi aceitar.

Eu estava pronta, uma blusinhas de bolinhas com uma saia preta meio curtinha, me atrevi até a colocar um salto alto preto estilo boneca. Passei uma maquiagem leve e esperei as meninas chegarem.

Quando finalmente a campainha tocou fiquei surpresa com as roupas delas, vestidos curtos e colados ao corpo e os salto mais alto que o meu, elas estava indo para a caça de homens.

- Ok, que roupa é essa? – Perguntei e elas sorriram maliciosas.

- Vamos, entre no carro que eu explico – Kate disse sorrindo.

Eu fiz o que ela pediu e Mary deu a partida no carro e Kate me encarou.

- A festa é do maior traficante de Londres – Kate jogou essa bomba na minha cara e sorriu como se ir para a festa de um TRAFICANTE fosse a coisa mais responsável que ela já fez.

- O QUE? VOCÊS ESTÃO ME LEVANDO PARA A FESTA DE UM TRAFICANTE? – Grito já com medo.

- Por isso pedi para você entrar no carro, pra não ter chance de fugir, foi um sacrifício fazer você vir com a gente – Kate diz e Mary assente enquanto dirigi.

- Eu nunca devia ter aceitado, olha para onde vocês estão me levando, eu sou a mais nova daqui e parece que sou a mais responsável, Mary pare o carro, vou descer aqui – Digo e Mary nega.

- Não vai não, por favor, (S/n), dá uma chance pra festa, tenho certeza que você vai gostar – Mary diz acelerando mais.

- Eu nem gosto de ir em festa, vou me sentir totalmente deslocada e além do mais se acontecer um tiroteio entre traficantes, se eu morrer por causa de vocês eu mato as duas – Digo e Kate e a Mary rirem de mim.

- Ok, pode matar nos duas mas você irá na festa com a gente, aliás essa roupa sua está muito bonitinha no máximo fofo para uma festa dessas – Kate responde.

- Esse é o meu estilo, não me sinto confortável usando um vestido colado igual o seu – Respondo.

- Quero impressionar o Harry Styles, ele é um deus grego, quero passar pelo menos uma noite com aquele homem – Kate diz suspirando.

- Os amigos deles também são lindos, se não conseguir nada com o Harry, eu parto para cima do braço direito ele, o Louis – Mary responde e Kate assente.

- Prefiro o Zayn – Kate responde suspirando pensando nos homens.

- Meu deus, vocês são ridículas – Digo passando a mão nos cabelos.

Depois de pelo menos 10 minutos chegamos a tal festa.

O barulho de música alta quase fazendo o chão tremer me deixou assustada, mas as pessoas que entravam no local me deixaram tremendo de medo.

- Calma, vai dar tudo certo, vamos lá – Mary diz me puxando em direção a entrada da festa.

O cara que ficava guardando a porta tinha uma arma enorme na mão e tinha um olhar muito assassino, estremeci de medo.

Ele olhou para nós e deixou a gente entrar.

- Tão fácil assim? – Perguntei e Kate riu.

- Meu amor, a entrada de mulheres bonitas é livre – Ela diz e eu coro, nunca me achei bonita, no máximo arrumada.

- Ok, o que iremos fazer agora que entramos? – Pergunto.

- Vamos tomar algo, vem – Kate puxa eu e Mary em direção ao bar. O local é em céu aberto, tem uma pista de dança gigante e várias luzes vindo de lá para cá, sem contar nas músicas que iam de Rap á Pop.

Mary pegou uma vodka e Kate pegou um Martini, como eu tinha certeza que iria rebocar as duas para casa, pedi um refrigerante.

- Você é muito careta, (S/n), devia pedir um Martini igual a mim, pelo menos uma cerveja – Kate diz bebendo tudo de uma vez.

- Não sou careta, sou responsável, vou dirigir para levar vocês duas para casa sãs e salvas, agora não exagere, não irei querer ver você vomitando por aí – Digo bebericando o meu refrigerante.

- Ok, mamãe – Ela diz rindo junto com a Mary e as duas saem gritando quando escutam uma musicas que elas gostam, elas dançam de uma maneira que me faz sentir vergonha alheia, mas eu dou várias risadas.

Continuo ali sentada com as pernas cruzadas enquanto observo o local, tem tipo um prédio todo de vidro com uma placa escrito “vip” pendurado na porta. Lá dentro, tem várias mulheres com vestidos piores que de Kate e Mary, elas rebolam na frente de alguns homens, um deles é loiro e o outro tem cabelos pretos com um topete. Eles bebem, fumam e riem de algo, percebo que os dois tem uma arma presa no cós da calça e eu paro de fitar eles, sentindo um arrepio do nada. Volto a beber meu refrigerante e vejo que Mary já está atracada com um cara. Ela não perde tempo. Sinto um arrepio do lado do meu corpo e encaro o prédio de vidro, lá tem um homem alto, com uma arma no cós da calça, ele usa uma blusa branca e uma calça preta, tem os cabelos encaracolados e longos até o ombro, ele me encara enquanto bebe alguma coisa. Meu corpo se arrepia por inteiro e eu desvio o olhar rapidamente. Bebo em um gole o meu refrigerante e uma Kate vermelha por dançar aparece na minha frente e pede outra bebida.

- Amiga, eu estou louca – Ela diz rindo e eu dou uma risada também.

- Estou percebendo, o que aconteceu? – Pergunto.

- Eu vi Harry ali na parte dos vip e olhei pro lado e vi o Zayn, só com o olhar dele em mim fiquei toda molhada, desisto do Harry, eu quero o Zayn mesmo – Kate diz e me encara.

- Você muda muito de opinião sobre o que você quer, daqui a pouco vai estar querendo aquele segurança lá da porta – Digo e nós duas rimos.

- Bom, moço me dá uma vodka por favor – Ela pede e eu franzo o cenho, o copo dela ainda está cheio.

- Mas…

- Você tem que beber pelo menos um copo hoje, por favor – Kate diz e eu assinto já sabendo que se eu negar Kate vai fazer o maior escândalo. O homem deixa o copo na minha frente e eu o pego e bebo em um gole, a bebida desce rasgando minha garganta e eu começo a tossir e Kate ri um pouco, logo eu fico melhor.

- Pronto, arrancou algum pedaço do seu corpo? Acho que não, vem está tocando a nossa música – Ela diz me arrastando para a pista de dança, lá ela rebola no ritmo e eu que me sinto constrangida em ficar parada na pista, resolvo dançar também, a música tem uma batida boa para balançar os quadris de um lado pro outro e eu faço isso e Kate sorri aprovando minha dança.

- Rebola esse rabo, amiga – Ela grita e eu dou uma gargalhada e dançamos juntas. Quando vou me virar de costas para ela, vejo um homem todo de preto na minha frente e paro na hora, e Kate faz o mesmo.

- O chefe tá chamando as duas – Ele diz e segura o meu braço com força e faz o mesmo com a Kate, meu coração bate fortemente e eu tento me soltar o que só faz o homem apertar mais o meu braço, gemo de dor.

Assim que chegamos dentro do prédio dos vip, ele sobe uma escada segurando nos duas, quando chegamos no topo ele abre a porta com o pé, já que estava apenas encostada.

- Me solta, você está me machucando, seu brutamonte – Digo me debatendo.

- Você está machucando ela, Luca? – Uma voz se sobressai em cima do som alto da música e eu paro de me debater.

- Não, senhor, eu apenas estava mantendo ela parada, mas ela é uma gata selvagem, não parou de tentar fugir – O brutamonte Luca diz e eu o encaro indignada.

- Gata selvagem? – Pergunto e ele me solta, vejo a marca vermelha no meu braço – Você me machucou mesmo.

Viro pra frente e me deparo com o cara que eu vi sentado enquanto as mulheres rebolavam para ele, o loirinho.

- Sim, ele machucou – Ele diz segurando meu braço – Luca, o Harry não vai ficar nada feliz com isso, se ele ver o que você fez, tenho pena de você mais tarde, bom, depois conversamos sobre isso, solte a outra também – Ele manda e eu vejo que Kate está com a boca aberta em choque, ela se aproxima de mim e sussurra no meu ouvido:

- Esse é o Niall, ele é um dos melhores amigos do Harry e está na gangue também.

Eu estremeço, vejo Luca sair e Niall me encara.

- Entrem, se divirtam, não é qualquer uma que Harry e Zayn chamam para ficar aqui em cima – Ele diz e eu reviro os olhos.

- Eu estou vendo várias por aqui – Digo me referindo as mulheres, Niall me encara e ri, ele é bonito e passa um ar de ser uma pessoa engraçada.

- Gostei de você, tem a língua solta, algumas aqui tem medo de falar algo, mas você garota… – Ele me observa de cima a baixo – Não é igual a nenhuma outra mulher daqui dentro, percebo o porque Harry ficou interessado em você, qual é o seu nome? – Ele pergunta.

- (S/n) – Respondo

- Belo nome – Niall diz sorrindo.

- NIALL – Escuto um grito rouco vir lá de dentro.

- Parece que o chefe não gostou muito do meu papinho com você, vamos dizer que ele é bem possessivo – Niall diz e me segura no braço delicadamente e pega Kate com a outra mão – Vamos lá, garotas.

Ele anda com a gente e vejo que tem vários homens sentados bebendo, alguns me encaram maliciosos e eu me encolho perto do Niall, me sinto desconfortável, me olhar cai em cima do homem que estava me encarando enquanto bebia, o cara de cabelos longos encaracolados.

- Pronto, chefe, aqui está ela – Niall diz – Esse aqui é o Harry, o dono da festa, princesa, Harry essa é a (S/n) – Eu coro com o que o Niall diz – E aqui está a outra que você pediu Zayn – Vejo Kate ficar vermelha com o olhar de Zayn.

- Bom, obrigado, Niall, acho que posso cuidar dela agora, solte-a – Harry diz e eu me sinto totalmente deslocada ali. Os olhos dele vão da minha cabeça aos pés, eles ficam focados nas minhas pernas por um tempo e um sorriso malicioso surge em seu lindo rosto. O que ele deve estar pensando?

- Venha sente aqui – Ele diz batendo em sua perna e eu o encaro séria. Quem ele pensa que é?

- Não, na verdade nem sei porque me chamou até aqui, essa área vip está entupida de mulher e você me chama pra que? Me desculpe, mas eu não sou atirada igual as outras e não irei sentar no seu colo, nem te conheço pra poder fazer isso, se me der licença irei voltar para onde estava, esse local está me deixando sem ar – Digo e vejo a expressão de surpresa, ele deve ser acostumado com mulheres fazendo o que ele manda. Me arrependo do que disse segundos depois, ele tem uma arma e é o maior traficante de Londres, com certeza vai me matar por ser tão insolente. Adeus mãe.

Harry sorri de lado, um sorriso cafajeste e se levanta, meu deus ele é bem alto, com certeza tem mais de 1,80 enquanto eu estou nos meus 1,65. Eu definitivamente sou uma anã na frente dele.

Ele caminha até mim e me puxa pelo braço e vai andando até umas escadas, lá ele sobe comigo e vamos para o terraço do local, o lugar é ventilado e ninguém consegue ver nós dois aqui em cima. Ele sorri para mim.

- Com suas palavras eu poderia ter dado um tiro em sua cabeça por me desrespeitar, é isso que eu faço quando me desrespeitam, mas invés de me deixar furioso com você, você me fez ficar bastante excitado, garota – Ele diz se aproximando e eu me encosto na parede enquanto ele me encurrala.

- E-eu… – Tento dizer mas ele sorri malicioso e se afasta.

Ele pega uma cigarro suspeito, era maconha certeza e acende, ele começa a fumar e eu o encaro.

- Quer? – Ele me oferece e eu nego.

- Eu não uso drogas – Respondo e ele ri.

- Eu sei você é toda certinha, totalmente diferente de mim, mas os opostos se atraem, vamos lá, só uma tragada, não faz mal eu juro – Ele diz e me oferece mais uma vez e eu o encaro na dúvida. Esse homem me convence muito rápido das coisas. Eu meio relutante me aproximo dele.

- Abra a boca – Ele diz e eu o faço, Harry coloca o cigarro entre meus lábios e eu trago a fumaça para dentro e começo a tossir e tiro o cigarro da boca e ele sorri e pega o baseado de volta.

- Nem doeu, você ficou mais sexy com o cigarro na boca – Ele diz e joga o cigarro no chão e pisa em cima o apagando.

Ele se senta no chão e eu o encaro de cima, seu olhar cai em minhas pernas e ele se mexe desconfortável. Então do nada ele puxa minha mão e eu caio sentando em seu colo, com minhas pernas envolta da cintura dele. Harry sorri malicioso e me beija com força, eu fico surpresa e eu não retribuo o beijo fazendo ele dar um grunhido sem paciência e me apertar mais nele. Eu gemo ao sentir o membro rígido dele tocar minha intimidade e ele sorri entre o beijo, o efeito da bebida começa a surgir e o da maconha também, me torno mais ousada. Retribuo o beijo e me movimento devagar sobre o membro coberto dele, sua calça faz uma fricção maravilhosa na minha intimidade e eu gemo mais alto.

- Porra – Ele geme e puxa minha blusa para cima e encara meus seios presos no sutiã – Gostosa.

Eu coro e ele retira meu sutiã e eu fico com vergonha, mas ao sentir seus dedos acariciarem meus mamilos eu esqueço toda a vergonha e me entrego. Harry puxa e aperta meus mamilos e no segundo seguinte ele se curva e lambe meu seio com vontade, minhas mãos vão para seu cabelo e eu o aperto contra mim.
- Harry… – Gemo e ele suga meu mamilo me fazendo arfar.

- Porra, quero estar dentro de você agora – Ele diz e eu me sinto mais molhada.

Ele me solta e eu o ajudo a abrir a calça dele, abro o zíper e ele puxa o pênis dele para fora, eu encaro aquilo e ele se acaricia por um momento – Levante essa saia e tire sua calcinha – Harry manda e eu me levanto e subo minha saia até acima da minha cintura e retiro minha calcinha, Harry pega a peça de roupa e leva minha calcinha até o rosto e a cheira, eu fico chocada e coro fortemente.

- Cheirosa, queria te chupar toda agora, mas minha vontade de te invadir é mais forte, estou louco para meter em você, venha – Ele manda e me estende um pacote de camisinha, eu visto nele e a cada toque meu ele geme – Senta em mim, (S/n) – Harry diz e eu seguro o pênis dele e vou guiando até a minha entrada e o encaixo lá, gemo quando a cabeça do membro dele me penetra, vou descendo devagar até que finalmente ele está todo dentro de mim. Deus, eu nunca me senti tão bem.

- Oh (S/n), você é fodidamente apertada – Ele diz e eu me sinto mais excitada e começo a me mexer sobre ele, seu membro entra e sai de dentro de mim e eu me apoio em seus ombros largos, Harry segura minha cintura e eu me movo com mais velocidade. Começo a gemer mais alto e Harry solta rosnados de prazer.

Ele me vira e me deita no chão e abre mais minhas pernas e começa a me penetrar mais forte, ele entra e sai de dentro de mim me levando a loucura, puxo a blusa dele e Harry rosna e arranca a blusa dele me deixando ver seu peitoral com tatuagens. Cravo minhas unhas em suas costas e ele geme roucamente perto do meu ouvido.

- Quando vi você lá de cima, eu fiquei louco para te ter aqui agora, quando você ficou na minha frente eu fiquei louco para ter essas pernas em volta de mim enquanto eu meto com força em você, porra eu te desejo, como isso pode acontecer assim do nada… OH – Harry diz com os dentes cerrados e no final ele geme alto

- Harry… eu… vou – Eu começo a falar.

- Goza, goza gostoso no meu pau – Ele diz e suga meus seios me levando ao orgasmo mais incrível da minha vida. Minha intimidade parece estar sugando e apertando ele por causa do meu ápice e Harry dá um gemido rouco alto e chega ao seu orgasmo, gozando dentro da camisinha. Ele fica por um tempo dentro de mim e eu recupero minha respiração. Ele sai de dentro de mim e joga a camisinha usada longe da gente. Me levanto e totalmente envergonhada por ter feito isso com ele sem nem o conhecer, eu me visto rapidamente.

Provavelmente eu fui só mais uma, assim que me arrumo percebo que ele já estava pronto e me encarando. Eu dou um suspiro e me viro para ir embora.

Mas Harry me segura no braço.
- Aonde vai? Posso levá-la para casa se quiser, sei que você bebeu – Ele diz me encarando.

- Você também – Respondo e ele sorri.

- Mas eu sou difícil de ficar bêbado e estou acostumado, vem vou deixar você em segurança – Harry diz me segurando pela mão com força e delicadeza e saímos dali de mãos dadas. Ele me mantém entre seus braços quando passamos por todos aquele mar de gente e quando saímos vejo os comparsas dele me encarar e fazem um movimento com a cabeça em sinal de respeito, franzo o cenho e me deixo ser levada por Harry, ele dá olhares mortais para alguns outros homens que me encaram malicioso e eu ainda não acredito que transei com um traficante.

Espero que tenham gostado, se sim, deixem uma ask me contando

*Os favoritos são importantes, então se gostou deixa seu fav lindo aí ;D

IMAGINE HARRY STYLES

“faz um do harry, que ele e a s/n briga (ela empurra ele) em um almoço de família (dele)? obg 😘😘😘”
•Olha quem voltooouuu🙌🏻

~*~

Observo Harry comendo tranquilamente ao lado de sua prima mais nova, mais nova e mais atirada, diga-se de passagem.

Ela praticamente se atira em cima de Harry, e ele parece gostar disso, o que me deixa mais enfurecida.

Fico observando meu noivo até que sinto uma mão em meu ombro, olho para trás e me deparo com um primo de Harry, muito bonito por sinal.

-Eu vi que você tá aí sozinha e resolvi vir te fazer companhia.- ele diz sorrindo pra mim.-

-Hm…tudo bem…-sorrio- qual é seu nome mesmo? Me desculpe, sou péssima com nomes.-falo envergonhada.-

-Tá tudo bem, meu nome é Jake.-ele diz com um sorriso.-

Fico conversando com Jake por uns 15 minutos até que sinto alguém me puxando violentamente pra sala de estar.

-Por que estava conversando com ele lá fora? -Harry diz com o rosto vermelho de raiva e as narinas infladas.

-Porque VOCÊ me deixou sozinha pra conversar com sua priminha gostosa!- digo com raiva.-

-Nós estávamos só conversando (S/N)! Não tente mudar o foco da discussão!- Harry estava falando alto, e alguns de seus parentes já olhavam pela janela da sala pra tentar ver a briga.

-Exatamente! Eu e Jake estávamos conversando! E estávamos porque você me deixou sozinha pra ficar com aquela vadia.- meus olhos já estavam cheios de lágrimas, nunca consegui brigar com Harry sem chorar.-

Tento virar as costas e ir embora, mas Harry segura meu braço.

-Ainda não acabamos!

-Acabamos sim! Não quero mais olhar pra você!- digo dando um tapa em sua mão que segurava meu braço.-

-Você não vai sair!.-Harry estava bem nervoso e isso era notável.-

-Sai de perto de mim!- empurrei Harry com todas as minhas forças.-

Não imaginei que Harry fosse se desequilibrar e cair em cima da mesa de vidro de sua mãe, a qual se espatifou em mil pedaços.-

-Meu Deus!- Anne entrou correndo na sala de estar e foi ajudar o filho que gemia de dor deitado em cima dos cacos de vidro.-

Harry tinha os braços cortados e sua mãe me olhava com pena, talvez por eu estar chorando e com a testa cortada, pois um pedaço do vidro também veio em minha direção.

-Me desculpa Anne, eu…me desculpa.-Sai correndo em direção ao ponto de ônibus mais próximo, deixando as lágrimas molharem todo o meu rosto.

Peguei o primeiro ônibus que veio e me sentei no último banco, pensando na merda que eu havia feito e chorando baixinho.

Cheguei em casa e me joguei no sofá, chorando mais uma vez e pensando em como Harry e toda a sua família deviam estar me odiando.

Depois de duas horas chorando, consegui dormir um pouco em meio às lágrimas, e senti dois braços fortes me levantando do sofá.

~*~

Acordei em minha cama e percebi uma singela caneca de chá e uma flor, Harry me olhava com atenção.

-Bom dia, (S/A).- Harry diz com um sorriso que eu sempre achei adorável.

-Bom dia.- digo coçando os olhos e sorrindo sem mostrar os dentes.

Pego a caneca de chá e bebo um pouco olhando nos olhos de Harry.

-Pode começar.- digo retirando a boca da caneca pra falar e colocando de volta em seguida.

Harry dá uma pequena risada e suspira em seguida.

-Me desculpa por ontem, eu sei que eu não devia ter te deixado sozinha pra conversar com a Mandy, sei que foi errado. Me desculpe.- ele dizia tudo isso olhando em meus olhos.

-Me desculpe por surtar e te empurrar em cima da mesa de vidro da sua mãe.- digo abaixando a cabeça com vergonha e colocando a caneca já vazia em cima do criado mudo.

Harry começa a rir e se arremessa em cima de mim me abraçando.

Começamos a rir escandalosamente e nos beijamos apaixonadamente.

-Por que eu nunca consigo ficar brava com você?- digo acariciando os cabelos de Harry e brincando com sua orelha.

-Porque eu sou lindo.- Diz convencido e me beija em seguida.

-Você é, sim.- beijo Harry e me esqueço completamente do acontecido da noite anterior.

~*~

Me digam o que acharam babys❤️
-Ana.

STATUS: Inimigas.

Pra q carnaval? Se eu passo o ano inteiro sambando na cara das zinimiga! 😘

Não me inveje, me supere, meio difícil né gata, bjus. 👄 

Fala das putas, mas você é igual querida. 🌝

Uso a irônia pra não chegar de vez dando uma mãozada na tua cara.  👌 

Amiga seja menos ridícula. 👌😉 

Sou linda demais pra me importar contigo, miga querida. 👌💋

Amiga o melhor lugar pra você ficar é na sua. :*

🌻🌸  te acho falsa 🌸🌻 

 Falando em bosta, como é que ta seu namoro miga?☺ 

Amiga existe tanta vodka boa pra tomar e você prefere ficar aí tomando conta da vida dos outros. 👊🍺

Amiga, os meninos ficam na sua cola porque sabem que você é fácil demais, bjus. :*

Oh amiga , deixa de ser vagabunda! Se você não foi capaz de ficar com o teu homem , deixe o meu em paz .👌👊

Miga, você é tão atirada que te apresentarei a um amigo meu, o nome dele é penhasco, se atira nele, cai fundo. 👌☺

Dê Like se pegar!

Imagine Liam Payne

Anônimo disse:

Faz um do Liam que eles são divorciados e ele fica cm as crianças na casa dela pra ela ir para um encontro e quando ela chega em casa cm o cara eles transam e o Liam dá um jeito de atrapalhar! Final feliz

Eai xuxu, espero que tenha ficado do teu agrado. Me conte o que achou na ask. Boa leitura.

-

Liam P.O.V

S/N tinha acabado de me ligar, ela sairia com o novo namorado e pediu para que eu ficasse com as crianças, Luke e Helena são os frutos gêmeos do nosso relacionamento, havíamos nos separado desde o nascimento das crianças, mas sempre tivemos um contato bem direto.

Sai da minha casa por voltas das 6 da tarde, minha mulher havia visado que sairia com o novo namorado por volta das 7:30, minha nova casa era um pouco longe, cerca de 40 minutos. O caminho foi tranquilo, peguei um trânsito e acabei chegando mais tarde que o previsto.

Sai do carro e vi um outro veículo parado na frente da minha antiga casa, eu tentava controlar minha raiva, olhei diretamente para a frente da casa e lá estava ela, S/N beijando o novo namorado. Eu teria que estragar esse momento com certeza.

- S/N, quanto tempo. Como está minha ex esposa? – Cruzo os braços e o beijo deles é desmanchado.

- Liam. Esse é John meu noivo. Pode subir, as crianças estão lá em cima.

- Eu até poderia dizer que pe um prazer te conhecer, mas não é. Estou subindo. – Entro e vejo S/N me olhar com raiva.

Subo os degraus delicadamente, nossos tinham apenas 4 anos e são os anjos da minha vida.

- Papai! – Eles falam em coro e agarram minhas pernas.

- Oi, meus amores. Como vocês estão? – Me sento no tapete de brinquedo deles.

- Estamos bem. – Helena diz. – Cadê a mamãe?

- Ela saiu com o amigo dela, o papai vai ficar com vocês hoje, vamos nos divertir muito.

- Papai, ele é namorado dela e nós não gostamos dele, nós queremos você de volta. – Luke diz e eu abracei meus pequenos que riam.

- Então vamos brincar e bagunçar bastante.

Pego na mão dos meus filhos e descemos os degraus delicadamente, vamos até a sala e eu coloco bob esponja o desenho favorito de S/N e das crianças, na mente me veem lembranças de nossas noites frias em baixo de cobertas assistindo esse desenho.

Me levanto deixando os dois no sofá, fui até a cozinha que continuava quase do mesmo jeito desde o dia em que fui embora. Fiz chocolate quente como os velhos tempos, mas dessa vez para meus filhos. Pego a xícara grande e azul e despejo o liquido na mesma, coloco chantili e alguns decorativos para ficar mais divertido.  Volto ao sofá e as crianças sorriem ao me ver com uma bandeja e os chocolates quentes sobre a mesma.

- Meus amores, já são 10 horas, tomem o chocolate quente, vistam seus pijamas, escovem os dentes e vão dormir.

- Você vem com a gente papai? – Helena pergunta eu apenas assisto com a cabeça. – Luke, termine isso rápido. Vamos seu bobão.

- Helena, não fale assim com seu irmão. – Eu rio e ela me acompanha.

Eles tomam o chocolate, eu deixo na mesa de centro mesmo, isso era algo que incomodava S/N quando éramos casados, eles colocaram pijama, escovaram os dentes e logo dormiram.

Desci as escadas e ouso a porta ser fechada, saio do caminho, pego as canecas e levo até a cozinha em seguida as lavando, ouso barulhos de beijo vindo da sala de estar, só poderia ser S/N e seu namorado. Encosto em uma das paredes, o namorado de S/N a joga no sofá indelicadamente e fica sua blusa sem mais nem menos, sua calça logo é atirada por um dos cantos da sala. Quando ela está completamente nua ele tenta dar a primeira estocada eu me sento na poltrona ao lado do sofá, pego uma revista ao meu lado e folheio sem interesse algum.

- Você está linda aqui S/N. – Mostro a revista em que ela aparecia.

- Porra, qual é? – Seu namorado coloca suas roupas rapidamente e a olha no olho. – Eu não aguento mais, seus filhos falando dele e agora ele aqui enquanto tentamos fazer sexo. Pra mim chega. Adeus, S/N. – Ele caminha até a porta e bate a mesma.

- Ops… – Gargalho e ela se veste rapidamente. – Você continua linda.

- E você continua sem graça.

- Você ainda me ama, eu sei. – Seguro sua cintura.

- É você tem razão.

- Foi meio entranho ver esse cara tentando transar com você.

- Esquece isso. – Ela me dá um selinho. – Volta pra casa? Eu sinto sua falta.

- Com toda certeza. Eu também, te amo.

Busquei a paz interior em cada canto seu, mas não me encontrei. Você não queria que eu fizesse de ti o melhor de mim, não quis que eu te desse meu mundo, não aceitou meus abraços sinceros, nada. Nada! Você simplesmente me deixou no chão. Eu tentei me reerguer tendo o seu carinho como base, mas olha só, estou aqui atirada ao chão novamente.
—  Isabela Queiroz.
  • Adivinha quem apagou o 1s do Niall, sem querer? postei esse do Malik para recompensar (vou fazer de novo)!


Simplesmente acordei indisposta, irritada com tudo e com todos! Levantei da cama e peguei o moletom que estava atirado no chão desde ontem a noite, minha mão direita tateou a estante até achar o elástico do meu cabelo. Depois de prender o cabelo, arrumar o quarto, e dobrar as roupas que o Zayn deixou atirada em cima do seu computador resolvi descer para tomar café.
Assim que cheguei na metade da escada vi que dois dos amigos do Zayn estavam sentados no sofá enquanto assistiam ao jogo, sinceramente isso me irrita muito o fato de eu não poder andar a vontade na minha casa por sempre ter alguém é extremamente estressante. Meu noivo me olha de uma forma séria e então volta a se concentrar no jogo, Dylan seu melhor amigo me cumprimenta com o sorriso e então eu digo as duas palavras que eles escutam todo santo domingo vinda mim.

- Bom dia - eles logo responderam -

Zayn vestia uma regata preta que deixava a mostra grande parte das suas tatuagens e um calção de basquete que eu lhe dei de aniversário. Da cozinha eu podia sentir seu olhar pesado sobre mim, ignorei totalmente a situação pois eu já estava irritada e agora a única coisa que eu quero é esse sanduíche de presunto. Passos pesados ecoam no chão de madeira e logo ele chega na cozinha.

- MAS QUE PORRA FOI AQUELA S/N ?

Ignoro Zayn para não brigar na frente dos seus amigos e volto para o meu quarto, posso ouvir seus passos atrás de mim e começo a pensar que hoje talvez ele esteja afim de brigar.

- Não sei do que você está falando - digo e mordo meu sanduíche-
- MAS QUE DIABOS! VOCÊ FOI NA COZINHA SEMI-NUA NA FRENTE DOS MEUS AMIGOS - ele estava mesmo irritado -
- Me desculpe se não posso andar a vontade na minha casa Zayn Malik!
- NOSSA casa - ele corrigiu -
-Que ironia você dizer isso Zayn.‘Nossa casa’-repito suas palavras-  A droga dessa casa está sempre cheia, todo o santo domingo eu tenho que juntar latas de cervejas e restos de doritos do sofá, enquanto você dorme depois de mais um dos seus porres! Eu estou cansando disso Zayn, sou sua NAMORADA não sua MÃE para ficar limpando a droga das suas bagunças.

Zayn continuava me segurando forte pelo braço. Seu maxilar estava travado e por um momento pensei que as veias do seu pescoço fossem estourar pela força que ele estava fazendo. Toda a ternura e o amor que eu via em seus olhos todas as manhãs agora se tornaram somente ódio. O mesmo me soltou e me empurrou para trás fazendo eu cair sentada na cama, assim que ele ouviu o barulho do prato quebrado olhou para trás com ar de arrependimento mas continuou a ir para fora. Me levantei rápido assim que lembrei o que ele fazia quando sentia raiva e corri até ele que já estava no jardim.

- Onde você vai Zayn? - perguntei com lágrimas nos olhos -
- Sai da minha frente s/n - ele me empurrou -
- Zayn - o olhei - se você sair por aquele portão eu vou embora!

Por mais que eu blefasse todas as vezes que nós brigávamos, agora era eu estava falando sério, era a hora do ultimato. Zayn pareceu não acreditar em mim pois tirou minha mão que segurava a moto e pediu para eu sair, meus olhos arderam naquele momento e eu nunca quis que ele saísse de perto tão rápido. Eu senti vergonha e arrependimento junto mas viver com esse Zayn desleixado já não era mais tão legal quanto nos tempos de adolescente. Eu já passei do tempo de ser a garota do “Malik” assim como ele já passou do tempo de ser o Bad boy da nossa cidade. Estamos crescidos e se ele quer continuar a ser assim vai ter que procurar, outra!

Depois de horas tentando cessar as lágrimas que insistiam e escorrer alternei entre empacotar as coisas e comer o doce de leite que estava do meu lado.
Tudo estava pronto, quer dizer a minha bolsa de fuga estava pronta. Não coloquei muita coisa pois amanhã ou talvez depois eu volte e pegue o que me resta. Só faltava o maldito celular..

- Esta procurando por isso?

Eu reconheci a voz, reconheceria ela até de longe mas me recusei a virar pois se virasse certamente desistiria de tudo, pois era só olhar para aqueles olhos que eu tanto amava para esquecer as coisas ruins e lembrar só das boas.

- Me desculpa S/n eu errei!
- É eu sei. -digo e então pego a bolsa-
- Vai ser assim então?
- Já era para ter sido assim há muito tempo! -digo e ele arregala os olhos-

Zayn se aproxima de mim e eu posso ver que seus olhos estão mais brilhantes que o normal, olho para o chão pois não quero ver ele chorar. O mesmo tira a alça da bolsa do meu ombro e então encosta minha testa na sua, abro a boca na intenção de pedir que ele se afaste mas minha única ação é sentir o gosto das minhas lágrimas.

- Eu te amo babe, me perdoa? -ele implora-
- Não posso.. eu não posso passar por tudo isso novamente Zayn, eu não preciso disso, posso muito bem ser feliz sozinha.

Acabou minha frase e então vejo que minha tentativa de tentar machuca-lo funciona pois ele me solta e caminha até a janela, e mais uma vez o que era para ser bom para mim se torna ruim para nós.
Encaro Zayn e o mesmo sorri de forma carinhosa enquanto suas lágrimas escorrem, pego minha bolsa do chão e olho novamente para ele e nesse momento sinto como se meu coração tivesse sido quebrado em mil pedaços de uma vez só. Limpo o rosto antes de sair da minha casa, e sinto o calor do dia coloco a mão sob a testa na tentativa de amenizar os raios solares..

- S/n você não pode fazer isso -Zayn diz assim que aparece no jardim-
- Po-Posso sim -gaguejo-
- Não.. Não.. eu não posso cometer os mesmos erros do meu pai.

Ele diz e então eu entendo que Louis o contou.

- S/n eu quero que meu filho cresça perto de mim, não quero ter que vê-lo apenas nos finais de semana. Não quero que ele tenha um padrasto assim como não quero ter que lhe dar uma madrasta! Quero que ele veja seus pais felizes e diga para seus colegas de escola com todo o orgulho que somos o melhor casal do mundo, quero ouvir ele falar suas primeiras palavras.. Eu não posso te perder baby, eu não posso perder meu filho. Vocês são tudo o que eu tenho, eu estou aqui nessa porra de cidade que eu mau conheço por ti! Minha família esta do outro lado do oceano toda destruída e parte disso é minha culpa, quando eu mais precisei eles me deram as costas, então por favor S/n não se iguale a eles. Eu posso mudar, eu quero mudar, se você quiser eu até uso aquele pijama ridículo do Batman.. Mas por favor S/n me da mais uma chance.

Um turbilhão de emoções tomou conta de mim, eu queria chorar e ao mesmo tempo sorrir e gritar que esse era o Zayn que eu conheci. Segurei minha pequena barriga e então olhei para meus pés, não demorou muito para eu ver o Nike preto se aproximar. Eu não disse nada e ele também não, apenas nos abraçamos, seus braços envolveram minha cintura com cuidado e eu o apertei contra mim e se não me encano nesse meio tempo ouvi sua risada abafada.

- Eu te amo. -digo e beijo seu rosto-
- Eu vou ser alguém melhor amor, eu prometo para vocês dois!.

Zayn diz e eu tenho a certeza de que amanhã tudo sera melhor. 

Assim eu espero..

TEXTO LÉSBICO ❤️

Nós duas, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntas. Imagine só. Não precisaríamos ser namoradas, nem casadas, nem nada disso. Apenas amigas. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós duas estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntas. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado demais e a minha cama ser perfeita para nós duas. Eu teria medo do escuro sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçadas até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas uma no outra e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçadas, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de Ficção Científica em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos à tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando algo e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntas. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos juntas, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós duas e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando , e você estaria no topo da carreira. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor.