atendy

E depois de meses ela veio falar comigo. Fiquei paralisado por uns 10 segundos sem conseguir entender nada. “Será que era ela mesmo me chamando?” - pensei. Sim, era ela. Peguei o celular e era uma mensagem dela, ou melhor, uma ligação. Eu atendi. Ouvir ela me chamando com aquela voz tão doce e suave que ela tem, fez meu coração acelerar e a cada palavra que ela dizia, meu coração palpitava mais rapidamente. Depois de alguns minutos conversando e sem conseguir parar de pensar naquela voz tão suave, ela foi dormir. E eu? Bom, eu não consegui dormir naquela noite pela simples ligação que recebi dela.
—  K. Shibahara.

me ligaram e eu não atendi achando que era cobrança. dai o número me enviou uma mensagem, era meu professor de penal. estou sem crédito pra retornar e com medo de ficar reprovado.

Back to home

Londres. Como é bom estar em casa. Depois de cinco horas no avião, nada melhor do que voltar para casa. Mas infelizmente não vou ficar aqui por muito tempo, apenas três dias, não é muita coisa, mas para quem estava fora há seis meses, como é o meu caso, é muita coisa.
Assim que cheguei ao aeroporto liguei para Julie, a melhor amiga de minha namorada, ela não atendeu, então tentei mais uma vez.
- Oi. - disse Julie, ao atender.
- Oi Julie, e o nosso plano? Acabei de chegar e já estou indo para casa.
- Não se preocupe, ela já está comigo. Não atendi antes, porque a (S/a) estava do meu lado, ela acabou de entrar no provador. Que horas eu levo ela para casa?
- Bom, eu mando mensagem, só não deixe ela com o seu celular. - disse sem me preocupar, aliás, elas estavam no shopping, creio que a (S/a) não vai fazer questão de ir embora tão cedo.
- Ok, vou desligar que ela acabou de sair. Beijos! - sorri lembrando ás vezes que íamos em alguma loja e a (S/a) entrava no provador e sai toda feliz com o seu jeito desajeitado. Ah, quantas saudades!
- Beijos, cuide bem dela.
- Pode deixar. - e então ela desligou.
Peguei minha mala e fui direto ao carro que esperava por mim. Segui até a casa que dividia com (S/n), demorei uns trinta minutos, pois nós moramos em uma casa um pouco longe do centro da cidade. Assim que cheguei matei um pouco da saudade de Dexter, nosso labrador. No instante que ele me viu, ficou com tanta alegria que começou a pular em cima de mim, queria muito ficar com ele o resto do dia, mas tinha uma surpresa para preparar, queria que ele ficasse dentro de casa comigo, mas infelizmente ele não é aquele cachorro do tipo que fica quieto. Sem falar que (S/n) não gosta de vê-lo muito dentro de casa, porque a última vez que ele entrou, bom, podemos dizer que ele fez algumas coisas na nossa cama e comeu, literalmente, o sapato novo dela. Sorri lembrando desse momento.
Entrei e coloquei minha mala no quarto, onde tirei de lá um vestido que comprei para minha namorada nessa noite tão especial, o coloquei na cama e uma lingerie, no chão deixei um sapato que também tinha comprado.
Segui até a cozinha e comecei a preparar a surpresa, iria fazer um jantar romântico, porém teria que correr contra o relógio, pois já eram uma da tarde e eu ainda teria que fazer o jantar e arrumar a decoração.
Comecei pela decoração, coloquei o pano mais bonito na mesa, os pratos com seus talheres, duas taças, um buquê no centro e mais tarde colocaria as pétalas espalhadas pelo chão e as velas.Terminando as coisas da decoração comecei a fazer o jantar, fiz um macarrão ao molho branco com queijo e brócolis, (S/n) ama massas, coloquei um vinho na geladeira e assim que terminei a janta comecei a sobremesa. Bom, eu pensei em várias coisas para fazer de sobremesa, mas de todas as minhas ideias nenhuma superou o tão famoso “brigadeiro” pode parecer meio nada haver, mas (S/n) ama brigadeiro e desde a primeira vez que experimentei esse doce me apaixonei, e hoje o dia é dela, com certeza ela vai adorar. Depois de feito coloquei na geladeira e fui me arrumar, tomei banho e coloquei um terno, passei perfume e desci novamente para a cozinha. Mandei uma mensagem para Julie e logo recebi outra dizendo que elas já estavam vindo. Espalhei as pétalas na cozinha, apaguei as luzes e fiquei em pé, esperando minha amada chegar, confesso que fiquei nervoso, mas só de lembrar que a (S/a) iria amar, já ficava calmo.

(S/n) On
Assim que Julie me deixou em casa me senti um pouco triste, Liam estava em turnê e eu não gosto de ficar nessa casa sozinha, apesar do Dexter, nosso cachorro, me fazer companhia eu ainda sinto falta do Liam. Então, quando Liam está em turnê, passo a maior parte do tempo com Julie e Dexter. Assim que entrei em casa Dexter começou a pular em cima de mim, estranhei, ele estava tão feliz. Fiquei um tempo com ele e depois fui em frente à porta, peguei minha chave da bolsa e abri a porta, me virei fechando a mesma, acendi a luz e tirei meu casaco enquanto me virav… Ai meu Deus! Não estou acreditando no que estou vendo!
- Li-Liam - disse totalmente surpresa, eu realmente não estava acreditando no que via. Ele deu um sorriso.
- Surpresa! - falou sem tirar o sorriso dos lábios.
- Ai meu Deus! Eu só posso estar sonhando, eu… Eu. - me embolei com as palavras colocando minhas mãos em minha boca.
- Não amor, é tudo de verdade.
- Não, não pode ser. - falei ainda sem acreditar. Ontem mesmo ele me disse pelo telefone que voltaria só daqui duas semanas e agora ele aparece aqui, do nada de terno e uma mesa linda a sua frente. - Você está em turnê. Como?
- Bom - ele disse passando a mão em seus cabelos e depois descendo para a nuca. - Eu tenho três dias de folga e pedi ‘pra’ Julie ficar o dia com você enquanto preparava a surpresa. - disse timidamente.
- Mas ontem mesm…
- Quer parar de perguntar e vir me abraçar, não sei você, mas eu estava morrendo de saudades. - ele me interrompeu rindo.
Segui até ele parecendo uma boba apaixonada, que de fato sou, com um sorriso estampado no rosto.
- É claro que eu estava! - disse assim que fiquei na frente dele. Sorrimos e então nós abraçamos. Ele me segurou firme pela cintura e eu agarrei seu pescoço. Senti o seu perfume soltando um sorriso. Terminamos o abraço nos beijando, quantas saudades desse beijo.
Ficamos longos minutos apenas nos abraçando e beijando, sentindo a companhia um do outro.
- Agora sobe, tem um presente em cima da cama pra você. - Liam disse assim que partimos o beijo.
- Tem mais coisa?! - disse soltando um riso e segui até o nosso quarto.
Assim que entrei vi um vestido lindo em cima da cama e uma lingerie preta toda rendada, além de um sapato em baixo. Meu namorado é perfeito. “Calma (S/n), não chore, você não pode chorar” disse para mim mesma enquanto segurava algumas lagrimas. Tomei um banho, coloquei a lingerie, o vestido e depois o sapato. Não fiz maquiagem, sabia o quanto Liam me ama ver sem nada no rosto. Desci as escadas e percebi que estava tudo escuro, assim que entrei na cozinha vi algumas velas em cima da mesa, provavelmente ele tenha feito isso enquanto eu me arrumava. Estava tudo tão perfeito, as pétalas espalhadas, as velas, que iluminavam a cozinha, o Liam… Ok, pode chorar.
- (S/a) - Liam me chamou me fazendo parar de olhar cada detalhe e direcionar meu olhar a ele, que estava sorrindo. Ele empurrou uma cadeira para trás e então percebi que era para mim sentar.
- Eu te amo. - disse assim que cheguei perto dele lhe dando um beijo que fui retribuída.
Nem preciso deixar que nossa noite foi perfeita! A comida estava uma delícia, ele acertou em cheio, massas é minha paixão. Soltei uma gargalhada ao receber a sobremesa, mas tenho que admitir que ele também acertou em cheio. Conversamos sobre a turnê, os meus dias de trabalho, o Dexter, sobre tudo. Depois que terminamos fomos para o quarto, já nos pegando no meio do caminho, e, bom, não preciso dizer o que aconteceu depois, se é que me entendem.

Escrito e enviado por: Tami

Quer ver o seu aqui? Nos mande via submit!

9

Por volta das 13 hrs da tarde, com a movimentação um pouco reduzida por conta do horário de almoço, dividimos as tarefas, fiquei no balcão, e minha prima foi adiantando algumas encomendas do período da tarde na cozinha.  Avistei um homem, alto, moreno, mais velho, um tanto atraente, e de rosto não muito estranho, entrar na “Yamashita Cake’’.  Sendo breve ele pediu uma banana split, atendi o pedido dele, observei discretamente enquanto ele comia, tentando lembrar da onde eu o conhecia, após um tempo, ele realizou o pagamento, e saiu. De repente, vejo minha amiga Camilly correndo atrás dele, me dizendo  enquanto corria, que era ele, que ela tinha certeza de que era, o seu primeiro namorado, esbocei um sorriso e tudo começou a fazer sentido. Será que ainda existe amor?! 

Capítulo 102   2ª Temporada

–7 de Fevereiro

Estava tão bom o meu sono, mais tão bom que eu não queria acordar, porém o meu celular tocava do meu lado.

Me virei e sem ver quem era atendi.

Eu: Alô?

Xx: Ana?

Eu: Anhãm, quem é?

Luan: Sou eu amor.

Eu: Oi amor. –bocejo

Luan: Cê tava dormindo?

Eu: Estava sim. Que horas são?

Luan: Nove e dez.

Eu: E o que você faz acordado? –me ajeitei na cama

Luan: Eu tenho que estar em uma rádio ás 10:00.

Eu: Ah. –bocejo de novo. –Você ta bem?

Luan: Com sono ainda, –riu . –Mas to bem, e você meu amorzinho?

Eu: Bom, –ele riu já sabendo o que eu falaria. –Eu estava ótima enquanto dormia. Mas falando com você gato to bem vai. –dei risada

Luan: Sem drama hein.

Eu: Ei, eu que falo isso. Você não pode usar meu próprio argumento contra mim.

Luan: Uai, cê usa um monte que é meu contra mim.

Eu: Mas eu posso meu amor.

Luan: Então eu também posso.

Eu: Ta bom. –sorrio

Luan: Eu já to com saudade de você amor.

Eu: Também to gato.

Luan: Quando você vem?

Eu: Acho que na quarta. –na verdade eu vou na terça, mas vamos deixar ele esperando

Luan: Sério? –pergunta sorrindo

Eu: Anhãm.

(…)

Eu: Come tudo viu. –olhei pro Breno que concordou

Bruna: Bom dia cunha dorminhoca. –sorriu beijou o Breno. –Oi coisa gostosa da tia!!

Eu: Bom dia. –sorri de volta

Bruna: Tem tapioca cunha?

Eu: Ali no pote Bru. –apontei pra ela enquanto colocava o suco de laranja no meu copo

Bruna: Faz pra mim? –faz voz de criança

Eu: Cara, eu sou explorada nessa casa. –olhei pra ela que riu e fez um coração com a mão

Bruna: Eu te amo gata.

Eu: Só agora você me ama né?!

Bruna: Claro que não. Sempre te amei. –ela riu mordendo uma bolacha água e sal. Ignorei ela enquanto colocava a tapioca na frigideira. –Acordou cedo hoje cunha.

Eu: Seu irmão me acordou.

Bruna: O Pi acordado de manhã? Milagre.

Eu: Parece que ele vai em uma rádio lá em Minas, daí teve que acordar cedo.

Bruna: Ah.

Eu: Que foi Bruna? –perguntei desconfiada

Bruna: O quê? –arregalou os olhos

Eu: Ué, você ta toda estranha. Que, que se aprontou? –ela olhou pros lados

Bruna: Sabe o Gu?

Eu: Sei. –olhei pra ela

Bruna: -deu mais uma olhada ao redor e parou do meu lado. –A gente… –faz uma pausa gesticulando 

Eu: É o que eu to pensando? –perguntei sorrindo

Bruna: Anhãm.

Eu: Mentira! –o sorriso dela aumentou. –Onde eu tava?

Bruna: Dormindo. –riu

Eu: Ah. –dei risada. –Mas e aí?

Bruna: Cara o Gu, é um cara maravilhoso. Me espanta tudo que a Ju fez pra ele.

Eu: Pra você ver.

Durante o nosso café da manhã a gente ficou conversando e ela me contou como tomou a iniciativa.

Gustavo: Bom dia. –sorriu pra gente

Eu: Bom dia.

Bruna: Oi. –sorriu enquanto comia o resto da tapioca

O Gu me da um beijo na testa e beija a Bruna na testa também.

Gustavo: Tudo bem? –senta

Eu: Hurum. –tomo um pouco de suco

Bruna: Bem e você?

Gustavo: Muito bem. –eu não me aguentei e comecei a rir enquanto me engasgava com o suco e eles me olharam. A Bru fez uma cara tipo: para de rir sua idiota!

Eu: Ó sem melação perto de mim viu.

Gustavo: Você contou pra ela?

Bruna: Anhãm.

Eu: Uma hora eu ia ficar sabendo meu querido.

Bruna: Verdade. Um de nós ia contar pra ela.

Gustavo: Com certeza.

(…)

Dois dias depois. –9 de Fevereiro. 

Peguei o avião com a Bru e o Breno. Rumo ao Rio de Janeiro.

O Luan não sabe que vamos pra lá hoje. É uma surpresa que eu quero fazer pra ele.

Bruna: Cê conseguiu falar com o Rober?

Eu: Consegui. Ele me ligou e disse que quando a gente chegar é só retirar o cartão na portaria do hotel. E quando der 21:30 ele vai mandar alguém pra buscar a gente.

Bruna: Ah sim. Então ele não sabe mesmo que estamos indo?

Eu: Não. Ele acha que eu vou amanhã.

Assim que chegamos no Rio um carro nos esperava. O Rober estava dentro dele.

Eu: O Luan não percebeu que você saiu?

Rober: Não, ele ta dormindo ainda. Fiquei de passar no quarto dele mas aí lembrei que vocês chegariam esse horário.

Quando entramos no hotel, algumas pessoas nos reconheceram e pediram pra tirar foto.

Pegamos o cartão do quarto e fomos pro elevador.

Rober: O quero do boi é esse. E o de você é o 409.

Bruna: Na porta ao lado. –ele concordou sorrindo

Eu: Brigada Rober.

Rober: De nada. Bom eu tenho que acordar o boi até mais tarde.

Bruna e Eu: Até.

Entramos no quarto e eu coloquei o Breno na cama.

(…)

Rober: Ana, daqui cinco minutos chega o carro de vocês viu.

Eu: Brigada.

Terminamos de nos arrumar e descemos pro saguão do hotel.

Em cinco minutos pontualmente o carro chegou.

Luan Narrando

Hoje eu não consegui falar com a Ana, e nem com a Pi. Não sei se elas vão vir amanhã. Queria tanto avisar ela que houve uma mudança na agenda e amanhã eu volto pra casa.

Então não vai precisar dela vir pra cá.

Só que as bonitas não me atende.

Amanhã irei ver umas coisas do DVD e fazer algumas fotos pro Berton.

Eu: Boi, cê não conseguiu falar com a Ana não? –perguntei assim que o Rober entrou no camarim

Rober: Consegui não boi. –coloca o celular no bolso

Depois de quinze minutos comecei atender os fãs.

Eu: Brigado pelo carinho viu. –olhei sorrindo pra uma fã que deixava o camarim sorridente

Rober: Ta quase acabando boi. –ele estava com um sorriso muito suspeito

Eu: Que sorrisinho é esse? –ele negou e um casal entrou no camarim

Mais uma saiu e eu abaixei a cabeça e coloquei uma das mãos no bolso e a outra passei no cabelo. Quando escuto a risada dela e aquela vozinha tão familiar me chamando de pai.

Não pode ser que eu to ficando louco. Isso não é coisa da minha cabeça.

A risada dela aumentou e pude ouvir a voz dela. E a da Pi também.

Uma luz  no fim do túnel- Capítulo 73

POV Micael
Ligação ON
- Alô?!- disse com a mão tremendo levemente.
- Rua xxxxxxxx número 409 ás 21:00 amanhã. Venha sozinho senão o bebê paga!
Tu tu tu tu
E o barulhinho final avisando de que a ligação havia sido finalizada, me fez quase que jogar meu celular no chão de ódio dela. Arthur e Pedro me olharam como se pedissem uma resposta
- Era a Karol cara, me deu um endereço pra eu ir encontrar ela pra pegar o Benjamin de volta.- eles respiraram fundo e sorriram.- Mas ela me quer sozinho lá, o que vai ser impossível, eles devem ter ouvido o endereço…- disse e sem completar a frase meu celular tocou novamente e eu logo atendi
Ligação ON
- Alô?!
- Senhor Micael, é o Henrique!- o policial responsável pela investigação falou do outro lado da linha.- Ouvimos sua conversa com ela, e conseguimos rastrear o endereço de onde a ligação foi efetuada. Você prefere ir agora ou esperar até amanhã?- pensei por alguns segundos e preferi não arriscar ir agora, poderia ser pior.
- Não, podemos esperar até amanhã.- ele deu um leve suspiro do outro lado e eu assenti
- Tudo bem, o senhor quem prefere. Qualquer coisa você pode me ligar. Tchau!
- Tchau e muito obrigada!- disse com um leve sorriso e desliguei o celular
Ligação OFF
- E aí?- Pedro pediu
- Eles ouviram a conversa e eu preferi esperar ir até amanhã, como foi marcado. Agora é só não deixar chegar na Sophia. E preciso que vocês também mantenham em segredo e não contem nem pra Lua nem pra Rafaela, certo?!- eles assentiram- Isso vai dar certo, amanhã estarei com Benjamin de volta e em meus braços.- eles sorriram me fazendo sorrir também, ouvindo um barulho de sapato batendo nas escadas.
Sophia desceu vestindo uma calça preta mais folgada, com uma blusa branca e vermelha de mangas até os cotovelos, nos pés calçava uma bota preta sem salto, que ia até a metade da panturrilha. Tinha nos braços uma bolsa bege pequena, e no outro braço carregava Bernardo. Atrás vinham Lua, carregando a bolsa de Bernardo, e Rafa sorridentes por conseguir tirá-la do quarto.
- Você está linda meu amor- disse enquanto ela vinha até mim. Lhe dei um rápido beijo e deu um beijo no topo na cabeça de Bê.- Obrigado por conseguirem tirá-la do quarto.
- Você não irá nos agradecer quando sua conta de cartão chegar.- Lua disse nos fazendo rir
- Irei sim.- disse sorrindo mais ainda
- Lua não exagere, não irei comprar o shopping inteiro, iremos fazer apenas algumas compras.- Sophia disse olhando pra mim e eu sorri.
- Você que sabe- Rafa disse como se ela mentisse, me fazendo rir.
- Vá lá meu amor, e compre o que você quiser ouviu?!- disse olhando nos olhos dela que sorriu delicadamente enquanto eu dava um beijo na sua testa.- Qualquer coisa ligue pra mim!- disse sussurrando pra Lua que assentiu e piscou.
- Podemos deixar as crianças com vocês?- Rafa disse e nos olhando vendo a encrenca que nos metemos.
- Fazer o que né?!- Arthur falou recebendo uma reclamação de Lua
- Arthur não diga isso!- ela falou e semicerrou os olhos saindo com Sophia e Rafa.
- Ih cara você se ferrou- Pedro falou rindo e eu ri junto, recebendo de Arthur um tapa no peitoral.
(…)

Paris FR, 22 de maio de 1995.
Querido Bernado,
      Me desculpe por não está escrevendo tanto como antes, mas aqui em Paris anda tudo muito corrido, muitas pessoas chegam ao hospital precisando da minha ajuda e acabo quebrando nossa promessa de escrever todos os dias para você.
      Essa semana atendi uma menina do Brasil e ela me falou que te conhecia, e através do seu livro e eu fiquei tão feliz em saber que você está indo bem como escritor.
       E acabei lembrando daquela nossa viagem pra Grécia, foi lá que você começou a escrever seu livro e onde nos conhecemos, há dois anos.
        Tudo isso me fez ficar com mais saudades de você. Espero te vê logo Bê, aqui fica sem graça sem sua risada e seu bom humor.
         Agora, espero conseguir “reatar” nossa promessa e te escrever mais.
                                                                                       Abraços,
                                                                                                   Manuela.
—  Autor Desconhecido 

anonymous asked:

Hola. Espero te siga yendo bien en tu servicio. Oye, tu que piensas de las Kardashian? Han tenido un exito con muchas chicas, que las quieren imitar en su manera de ser y hasta copiar su forma de arreglarse. Se que practicamente su fama se debe a que Kim ha podido sacarle provecho a ese sex tape que salio hace años, al parecer porque el ex fue quien lo saco a la luz publica. Pero en verdad han hecho algo que merite esa fama? A veces no entiendo esa admiracion por el reality show. Saludos.

Jajajaj holaa sii me esta llendo mejor, gracias!! Hoy atendi a unos italianos y a un argentino! :D

Mmmh honestamente no creo tener comentarios del pasado de las tipas, puedo tener uno qe otro comentario sobre el imperio qe ahora tienen las tipas, like man, desde videos de ejercicios hasta make up, y desde ropa a videojuegos! La verdad qe eso es mercadotecnia y aprovechar del todo tu fama!

Difiero con ellas en muchos aspectos pero la verdad no voy a negar lo hermosas qe estan :p

anonymous asked:

Matheus n tá legal e anda tomando aqlas parada de tarja preta. Saiu do zap mas euhein. É isso, sei nem pq tô passando esse recado

Primeiro, quem está falando? Não sei o que ta havendo. Soube que ele anda mal sim, mas não pra chegar à esse ponto. Ele já é adulto, e tenho certeza que não vai fazer nenhuma merda!! Ele me deixou uma msg e deletou o whats sem nem ter esperado eu responder, quando vi a msg do mesmo já era tarde. Nunca apoiei essa atitude dele de tomar tarja preta sem antes consultar o médico e ele sabe muito bem disso, não sabe o quanto isso me deixa chateada. Pra vir aqui me mandar esse recado, está praticamente querendo dizer que eu tenho alguma culpa nisso. Gostaria de saber o porquê ele tomou essa atitude sem nem antes ter me ouvido. Me preocupo e muito com ele, e se for possível.. Peça para o mesmo reativar o whats que eu quero ter uma conversa com ele!! Sempre atendi os pedidos dele, está na hora dele atender o meu. Não estou gostando nada da percussão que isso está tomando, tá me machucando, ta me preocupando.. Mesmo que ele não veja isso, ta me afetando por um lado. Espero que esteja tudo bem, e que ele volte a ativar o whats, se ele ainda se preocupa comigo, ele vai ativar e atender o meu pedido! Grata.

illumipizza asked:

☎ - Última ligação?

2 ligações perdidas da minha mãe

Ligação q eu fiz: liguei pra minha mãe antes q ela ligasse pra polícia, pq eu n atendi o telefone </3

Imagina o sermão q levei…!

Essa é minha mãe, seu nome é Izabel, ela me deixou há seis dias. Deus a levou. Ela era meu guia, minha inspiração, minha segurança, minha alegria, meu amor. Eu estou perdida, não sei qual direção seguir, não sei qual o próximo passo, não sei o que vai ser de mim. Eu já fiz ela chorar, se estressar, se orgulhar e sorri. Eu fui o motivo da último vez que a ouvi sorrindo. Contei que havia sonhado que ela morria. Ela riu e me chamou de boba, “abestalhada”. E eu ri junto com ela. Um dia antes dela me deixar ela tentou me ligar, eu não atendi, estava no ônibus, fiquei com medo de ser assaltada. Tentei ligar quando cheguei em casa, mas deu caixa postal. Ela estava tentando se despedir. E agora a minha última lembrança dela é rindo de mim.
Eu a amei e amo com todo meu ser, eu não consigo seguir em frente, me sinto vazia. Meu maior medo se realizou.

Eu sempre fui movida pela felicidade dela. Eu precisava fazer meu máximo pra dar o melhor a ela. Eu não sei como seguir enfrente, mas sei que preciso mantê-la orgulhosa. E eu vou fazer disso minha meta de vida. Porque eu preciso manter a mulher da minha vida sorrindo.

anonymous asked:

meu pai se casou de novo, quando eu era pequena nos eramos muito proximos, tudo que ffaziamos era junto, e quando ele saiu de casa, n atendi as ligações e se recusava a me ver. Hj ele disse q era pq n queria q eu sofresse nenhum trauma por eu ser mt nova e tal, mas n consgo aceitar essa mulher dele, n sei se podemos voltar a ser oq eramos ... oq vc acha?

Seu pai tinhas boas razões pra fazer o que fez, o que não significa que foram certas, mas independente disso ele é seu pai e é o único que você vai ter. Não existem garantias de que daqui a uma hora ele vai estar vivo, se eu estivesse no seu lugar, iria agora ligar pra ele e dizer que o amo. A vida não te dá certezas, valoriza o que você tem agora ♥ 

Sou um dos que ajudaram a contribuir na ajuda humanitária promovida pelo Facebook

Recentemente, recebi uma notificação meio que diferente das já convencionais do Facebook. Imagina que era uma curti ou comentário de um dos meus post. Nada disso! Era uma notificação de agradecimento do próprio Facebook para aqueles que atenderam o chamado para vaquinha solidária em pro da ajuda humanitária pelas vítimas do terremo no Nepal, que devastou o país. Eu atendi o chamado.

View On WordPress |  Sou um dos que ajudaram a contribuir na ajuda humanitária promovida pelo Facebook #blogdodcvitti

Starved - Capítulo 1


Capítulo 1:
O celular tocava sem parar na sala de estar. Eu estava com muito sono.  Já era oito da manhã em um sábado e eu não havia conseguido dormir.  Sou um simples executivo que não tem uma vida empolgante. Nada demais, afinal de contas. Levantei-me com todas as forças possíveis e sai do quarto, caminhando pelo corredor.  O chão de madeira estava gelado. Meus pés, então descalços, faziam barulho pela casa silenciosa e até solitária.  Já na sala, fui em direção à pequena mesa que ficava no centro, com os sofás envolta.  Peguei o celular e o atendi. Era referente ao meu trabalho. Meu chefe informou que por conta da nevasca não teria como ir para o serviço.  Ele não fazia a ideia do quanto aquele telefonema me deixou grato.  Neste dia, eu realmente não aguentaria mais um minuto daquele trabalho miserável. 

Abri a cortina da janela, mas parecia que haviam colocado uma placa branca, tampando totalmente a visão de fora. Nem um palmo sequer eu conseguia visualizar por causa da nevasca. Por um momento, senti certa vibração pelos pés. Depois os fitei e senti essa vibração aumentar, agora mais para um tremor, fazendo os objetos do recinto se movimentarem pela intensidade.  Nada anormal. Sempre alguma vez no ano acontecia esse tipo de coisa naquela merda de lugar.  Dei de ombros para mim mesmo, liguei a TV e me espalhei pelo sofá.  Mas a maldita estava com uma leve interferência, dificultando a visualização dos canais. Levantei-me novamente, procurei um filme qualquer, inseri no DVD player e voltei a sentar-me no sofá. E então, outra vibração, outro tremor. Bem mais intenso que antes. Ouvi pratos se espatifando da cozinha.  Respirei fundo, pausei o filme e fui até a cozinha. Havia um montinho de cacos perto da pia. Peguei os pedaços mais grossos com a mão e varri o resto, jogando em um saco de plástico preto.  Vesti meu casaco, peguei o saco e me fui até a porta de entrada da minha residência.  A nevasca ainda estava forte, porém eu podia visualizar o que tinha ao meu redor. A rua estava totalmente deserta, obviamente, se é que o que eu estava vendo era exatamente a rua, pois mal dava para ver o pavimento.  E então, outro tremor. E um barulho ensurdecedor de algo se partindo.  Quando olhei para trás, vi uma rachadura enorme se abrindo mais e indo na direção da minha casa. E minha casa partiu-se ao meio. Os escombros fizeram o chão tremer, mais do que já tremiam, me fazendo perder o equilibro. Tentei recuperar minha sanidade e levantei-me rapidamente, correndo o mais rápido para longe dali.  Eu passava e via as casas desabando, o tremor só se intensificando, carros saindo numa velocidade absurda e vindo na minha direção, quase me atropelando.  Continuei correndo o máximo que eu conseguia. Meus pulmões pediam clemência, mas eu estava em pânico.
 Finalmente vi sinal de pessoas, mas todas corriam para direções aleatórias, totalmente apavoradas e gritando de terror quando aquela catástrofe entrava em ação. Apenas continue correndo, mas eu estava exatamente igual aquelas pessoas: sem rumo algum. Fugir para onde, afinal?  Tropecei em um escombro e caí de joelhos no chão, minhas mãos pousando em pedaços de vidraças. Quando as tirei rapidamente, senti aquele maldito ardor, e minhas mãos levemente ensanguentadas. Tentei não me apavorar mais do que eu já estava apavorado.  Maldito frio. Imaginei o que eu iria passar se eu não tivesse pego o meu casaco antes de sair da minha agora então destruída casa.

Eu me levantei e comecei a correr, outra vez. Só que em um ritmo um pouco mais lento, tentando não ficar entre escombros ou passagens da rua.  Eu vi pessoas sendo arrastadas por carros vindo com toda velocidade, perplexo. Nunca imaginei ver aquilo em minha vida. A bile em minha garganta veio à tona.  Olhei mais para frente e vi caminhões tombados, e muitas pessoas saqueando-os.  Não conseguia entender a natureza humana poderia se transformar tão selvagem em tão pouco tempo. 

Vi uma mulher próxima desesperada, gritando tanto, que parecia que sua garganta queria se rasgar. Ela gritava o nome de alguém. Eu queria ajudar. Mas sei que eu não conseguiria mesmo que tentasse. Quem quer que ela estivesse procurando, talvez, nem esteja mais entre nós. Pois então segui em frente. Sem olhar para trás.

Veio o cansaço. Veio a fome. Veio o sono. Tudo de uma vez, por fim. Os flocos de neve batiam em meu rosto, que já estava dormente de tanto frio. Não sentia meus lábios, mas com certeza estavam todos feridos. Já estava anoitecendo. E definitivamente, não foi o dia que eu esperava ter. E muito menos esperava esquecer.  Eu me perguntava: foi apenas um terremoto? O quão grande esse terremoto foi?  Nada me vinha. Mas isso não importava por hora. Eu só queria um local para dormir e de preferência algo para comer.  Eu entrei em um estabelecimento quase intacto, mas muito empoeirado e as sem iluminação alguma. Quando percebi, consegui por um minuto me animar.  Estava numa loja de conveniências.  Havia suprimentos por todos os lados, mesmo que esparramados, derrubados, abertos no chão ou desordenados nas prateleiras, e me recompus.  Achei e peguei alguns pacotes com carne e outros alimentos salgados, até doces.

No entanto tive uma ideia excelente para me livrar de todo aquele frio por um momento.  Fui até os fundos do estabelecimento e achei uma lata de lixo bem alta, e a trouxe comigo. Peguei revistas que estavam numa das prateleiras do balcão do caixa e as joguei dentro do lixo. Procurei então por fósforos, algo que me fizesse ter fogo, simplesmente. Felizmente havia uma prateleira com várias caixas de fósforos disponíveis para eu usufruir. Eu tinha que admitir: sortudo. Eu era muito sortudo.  Voltei para a onde havia deixado a lata de lixo e rasguei uma folha das revistas, acendendo um palito e colocando fogo nela. Depois, joguei a folha dentro do lixo, e rapidamente, tudo dentro dele começou a queimar.  Sinceramente, o conforto daquele calor até me acalmou. Entretanto, eu não sabia como eu ia comer alguma coisa. O que mais havia para comer que não necessitava de preparo eram sacos de salgadinho, mas aquilo de jeito nenhum faria minha fome dissipar. Talvez até me faria passar mal. Então fiquei pensando por um momento.  Precisava de uma grade, algo do gênero. Lembrei-me de onde as revistas estavam. Aquele suporte era parecido com grades.  Agi rapidamente então, quebrando o que as segurava do balcão, quase tombando para trás com a força que utilizei. Coloquei aquele suporte como uma tampa encima da lata de lixo.  Sim, fazer o que eu estava fazendo era um insulto à higiene. Mas era preciso.  Abri os pacotes de carne, e os coloquei cuidadosamente encima do suporte de grade. Rapidamente a carne começou a assar, e eu pude sentir aquele cheiro delicioso. Meu estomago murmurou, mas fui paciente. Olhei para fora. Estava tudo muito silencioso. E a neve estava mais calma que antes. Porém quase não havia iluminação. Apenas onde eu estava, por causa da lata de lixo. Quando a carne já estava no ponto, as retirei e coloquei encima do pacote para esfriar um pouco, mas não consegui esperar por muito tempo. Comi como se eu tivesse passado uma semana fazendo jejum. E ainda sobrou bastante carne.  Eu joguei mais algumas revistas dentro do lixo, para que o fogo permanece-se por mais tempo e me recostei em um canto do local.  Meus olhos pesavam. E em poucos momentos, deslizei para um sono profundo. 
  – Ei. – escutei uma voz murmurar baixo. Em um solavanco levantei e recuei.  – Desculpe! Não se preocupe, não vou fazer nada.  Fitei então a direção de onde a voz havia saído, era suave e doce, e me deparei com uma garota. Aparentava ser uma adolescente. Não imaginei que uma pessoa com essas características vindo até a mim naquele momento. Me permiti relaxar um pouco. Na verdade, não sabia porque fiquei tão alarmado.  – O que quer? – perguntei, sem delongas.  – Tem algo pra comer aqui? Ou já pegaram tudo, como nos outros locais? – perguntou ela, um pouco angustiada.  – Na verdade… tem bastante. – respondi-lhe, me sentando. – Eu assei algumas carnes e tem bastante sacos com biscoitos pra comer, bebidas também, mas não achei água alguma. – Finalmente… sério, obrigada. – respondeu ela, dando um suspiro, e adentrando mais o local, indo em direção à lata de lixo.

– Sem problemas. – respondi, levantando-me – Você já vai? – perguntou ela, mastigando a carne assada.  – Na verdade, não. – respondi, olhando-a de soslaio. Adolescentes eram tão curiosos.  – Qual o seu nome? Meu nome é Joana. – É Carl. – O que você vai fazer agora, Carl? – É uma pergunta bem difícil, devo mencionar. – respondi, suspirando longamente. – Você está sozinha por acaso? – É… pelo jeito sim… – respondeu ela, um pouco baixo demais. Decidi não me aprofundar muito nesse assunto.  – Você mora por aqui?  – Não… nem ao menos sei em que cidade estou. Apenas me afastei o máximo quando tudo começou. – Não achou ninguém pra acompanhar você?  – Não. Não há mais ninguém. – respondeu ela, mais amarga agora.  Decidi então realmente mudar de assunto. – Quantos anos você tem?

– 15. E você? – 29. – respondi, fazendo certa careta. Provavelmente ela achava que eu era como um avô para ela.
 
– Você também está sozinho? – É.  – Você parece ter um bom senso de sobrevivência. – falou ela, aparentando segurar uma risada.  – Receio que você esteja certa. De preferência que realmente esteja. – respondi, abrindo um saco de biscoitos próximo.  – Então… para onde você vai agora?  – Dizem que o sul é um lugar que costuma não ter terremotos. – comentei, mas não sabia se era verídico. Então, comecei a ouvir passos. Levantei a mão, sinalizando para que ela não falasse. Ela me fitou apreensiva, olhando ao redor.  Não eram passos de uma pessoa, na verdade, parecia um grupo de pessoas andando. Conseguia ouvir múrmuros, mas não compreendi o que elas diziam.  – Você vai ver…? – pronunciou ela, quase em um sussurro.  – Eles com certeza vão passar aqui, mas podemos pedir informação… pois não faço a mínima ideia de onde estou também. – admiti, caminhando até a entrada da loja.  Quando olhei na direção de onde vinham os passos, me surpreendi.  O grupo, com aproximadamente sete pessoas, estava com roupas imundas e armados. E havia alguma coisa vermelha nessas vestimentas, que não quis ficar muito tempo para realmente constatar o que era.  Mas não tive tanto tempo de sobra.
 – Pega eles! – um deles berrou, e todos os restantes fitaram nossa direção. Quando vi o rifle apontado para nós, paralisei. Olhei para Joana, que estava mais atônica que eu, e levantei os braços, acenando para que ela efetua-se o mesmo gesto.  O grupo se aproximou e puxou meus braços para baixo, prendendo-os atrás das minhas costas. Minha real preocupação era com Joana. Afinal, ela era só uma adolescente, seja lá o que eles queriam conosco. – O que vocês querem? Por favor, deixem a garota. – pedi o mais calmo possível.
 
– Isso é Deus! Ele quer sacrifícios! Ele mostrou sua ira contra nós! – respondeu o mesmo homem que comandou que nos pegassem. Sua voz parecia uma hiena gritando, e com certeza ele não batia bem da cabeça. 
 
– Isso não faz sentido algum! – gritou Joana apavorada.  – Cale-se, menina! – berrou o homem, aproximando-se dela. – Não! Deixe-a! Ela é só uma criança! – berrei. Ele deu uma coronhada forte na cabeça de Joana, fazendo-a impactar com o chão com força total. Simplesmente me desesperei. Dei uma cotovelada no outro rapaz que prendia meus pulsos, e fui para cima do homem, que provavelmente era o líder.  Mas senti algo batendo no meu crânio. E daí, vi apenas a escuridão.




 Eu não sabia onde eu estava, mas minha cabeça latejava de dor. Meu corpo estava dormente. Não conseguia arranjar forças para movimenta-lo. Havia quatro pessoas ao meu lado. Três homens e uma mulher, como uma fileira, recostados na parede.  Mas a mulher não era Joana. Nem havia sinal dela.  Mal conhecia a garota, mas o fato de eu a ter visto levando aquela coronhada me deixou muito chocado.  Como alguém poderia fazer algo do gênero à uma simples garota, que não tem como revidar? Estou furioso com isso e irritado, pois não faço a mínima ideia do porquê que nos pegaram sem mais nem menos. O líder, se aproximou, falando em voz baixa, como se estivesse orando. Levantou o homem que estava na ponta da fileira, o despiu, deixando-o totalmente nu.  Quando fitei o que estava mais à frente, fiquei mais perplexo do que nunca. E não acreditei no que com certeza iria ser feito em seguida.  Havia vários pedaços de madeira queimando, amontoados num canto do recinto. Havia um certo círculo no centro do amontoado, ajustado propositalmente, imaginei. Levantaram um tipo de poste metal atrás do homem despido, e o amararam lá com uma corda grossa.  Colocaram-no no círculo que não havia madeira sendo queimada. O homem começou a murmurar e se mexer levemente, mas provavelmente estava que nem eu, debilitado e sem forças. Então, o líder e outros homens, empurraram as madeiras queimando para mais perto dele. Eu apenas fechei meus olhos. De forma alguma veria aquilo. O cheiro era horrível. Senti uma ânsia enorme para vomitar, mas não tinha forças nem para isso. Efetuaram o mesmo processo com a mulher. Não. Eu não estava aguentando mais aquilo. Preferiria ser queimado vivo primeiro que todos do que saber que aquilo estava sendo feito da minha frente.  Pior que o cheiro, era a alma desumana das pessoas que estavam fazendo aquilo. Mas sabia que minha vez estava próxima. Bem próxima. Onde estava Joana?  Engoli um seco. Não.  Por favor, que isso não tenha acontecido com ela.  Porém, se ela foi pega e não estava ali… a única constatação era essa.  Respirei fundo, tentando ignorar esses pensamentos. Eu estou sozinho, afinal. Desde o início estive. Mas no fundo sei que ficar sozinho é muito ruim. Tentei mexer minhas pernas. Finalmente algum sinal de vivacidade delas. Mas ainda estavam muito moles.  O homem ao meu lado parecia ter recobrado um pouco suas forças também, porque não parava de se remexer. Mas tinha os pulsos amarrados. Como os meus. A minha ideia era que ela desamarra-se a dele para ele desamarrar a minha. Mas e se ele não desamarra-se a minha? Eu nem conhecia aquele homem.  Então, eles terminaram o processo e vieram buscar uma nova isca. Levantaram um homem velho, diferente do que estava ao meu lado, mas aquele homem se debatia com veracidade.  Aproveitei que estavam distraídos, e consegui me levantar. Mas quando fui dar impulso para correr, alguém me puxou, me levando ao chão de costas, com tudo.

– Nem pense nisso! Ninguém sairá daqui! – berrou um deles, mas reconheci a voz, era o líder.  Eu vi o reflexo de alguém agarrando o líder por trás, e o puxando para fora da minha visão já turva. Senti um baque, e depois algo se rasgando.  Juntei minhas forças para me levantar, e senti algo nas cordas dos meus pulsos, e depois, meus braços livres para se movimentarem. – Levante-se! – berrou o homem que estava ao meu lado antes.  Eu o fitei, e vi o líder se levantando atrás, tirando algo do bolso da calça. Uma arma.  Entrei em pânico, e puxei o homem que me libertou para o lado, o fazendo rolar, felizmente fazendo os tiros não o acertarem. Levantei e corri para cima do líder, o empurrando de volta para o chão, tirando a arma em punho.  O soquei diversas vezes, mas ele era resistente, me jogando para o lado e trocando as posições, agora quem apanhava era eu. Senti meu rosto ficar dormente por conta das porradas, mas o meu agora parceiro de fuga deu-lhe um chute nas costelas, o tirando de cima de mim.  Ele me levantou com rapidez e corremos o mais rápido para um tipo de balcão que tinha no local. Meu parceiro tinha uma pistola em mãos, e trocava tiros com os presentes no recinto. Não sabia de onde ele havia pego aquela arma, mas de uma coisa eu sabia: aquele balcão não ia aguentar por muito tempo. As balas nos perfurariam em breve. A fumaça do local já estava me fazendo passar mal. O cheiro de carne queimada ainda impregnava minhas narinas.  – Com certeza não tem só eles aqui! – gritou ele, em meio aos tiros. – Temos que fugir! Você me ouviu!? Ouvi o que ele disse. Mas não conseguia processar nada. Eu estava perdendo meus sentidos aos poucos.

Senti que ele agarrou meu braço, me levantou e correu meio que me levando junto até a porta do recinto, e ouviu uma bala passar de raspão pela minha cabeça. Já fora do recinto, recobrei um pouco da minha consciência, então corremos o quanto podíamos. Ele trocava o pente da arma enquanto isso, e eu quase não via nada pela escuridão do corredor que seguíamos sem saber o destino que iria oferecer. Havia muitos pedaços de vidro, metal e concreto pelo chão. Os terremotos atingiram esta construção, sem dúvidas. Imaginei que não duraria nem 2 meses em pé.  – Essa construção está só a rapa. Algo que faça impacto nas paredes, alguma explosão, iria desabar isso aqui muito rápido. – comentei.  Viramos o corredor e me deparei com uma janela no corredor. Rapidamente me aproximei para ver, pois havia uma claridade estranha saindo dela. A janela dava visão para um piso baixo.  Olhando mais atentamente, constatei que havia três pessoas amarradas, de joelhos e com as bocas tampadas por um pano amarrado atrás da cabeça.  E fiquei surpreso. Uma delas era a Joana. Há alguns minutos atrás, pensei que ela estava… morta. – Vamos logo, não tem nada aí! – disse ele, afobado.  – Joana! Ei! — gritei pela janela. Ela não sabia de onde saia o som, mas olhou freneticamente ao redor para saber. Até que finalmente me viu, e seu rosto estava totalmente atordoado.  – Precisamos sair desse lugar! – berrou o meu até então parceiro, voltando para o corredor, mas antes, eu o puxei com intensidade pelo ombro.  – Não viu? Há pessoas ali embaixo!  – Não conhecemos esse lugar!  – Não há ninguém para nos impedir de tira-los de lá, acabei de ver! – falei, com certa impaciência.  Se deixássemos eles lá, aqueles caras fariam a mesma coisa que haviam feito com as pessoas anteriores. E eu não sairia daquele lugar imaginando isso. – Acho que no fim desse corredor há alguma escada. Vamos, daí talvez estaremos mais perto da saída também. – argumentei para tranquiliza-lo, porém se havia alguma incerta naquela frase, eu diria que tinha sim, por inteiro. – Qual o seu nome, afinal? – Bruno. Sargento da 2 CIA. – respondeu ele, enquanto finalmente achamos a escada para o andar de baixo.
 – Carl. Apenas Carl. – respondi, descendo as escadas com pressa.

Encaramos um salão enorme sem absolutamente nada, nem móveis, parecia uma residência abandonada. Procurei ao redor alguma porta ou abertura, e me deparei com uma entrada. Me direcionei à ela, com Bruno em meu encalço.  Estávamos em um corredor novamente. Diabos, prédio grande do cacete. Abri a primeira porta mais próxima, e finalmente, adentramos o recinto onde eles estavam presos.  Corri até Joana e tirei o pano amarrado em sua boca, e ela começou a falar desesperadamente.  – Eles vão voltar! Eles saíram porque ouviram os barulhos vindo de cima! – Então não temos tempo. – disse Bruno, desamarrando as outras duas pessoas, enquanto eu desamarrava Joana.  E então, ela me abraçou em seguida.  Admito que foi estranho. Mas naquela hora, permiti retribuir o abraço.  Ainda bem que ela não viu ou sentiu o que eu senti lá encima.  Ela com certeza estaria mais apreensiva do que já estava.

– Acalme-se, vamos sair daqui. – tentei acalma-la, ajudando-a a levantar-se.  Tinha um rasgo em seu casaco, e estranhei por um momento. Percebendo meu olhar, ela meneou a cabeça. – Não, não! Isso foi do terremoto! – respondeu ela, um pouco acanhada.  Eu assenti. Parece que aqueles lunáticos achavam melhor queimar pessoas vivas do que qualquer outro sacrilégio.
 Nos apressamos para fora do recinto, e quando chegamos ao salão vazio, ouvimos passos vindo das escadas. – Desgraçados! Voltem aqui! – berrou o cara, felizmente, era só um.    Segurei a mão de Joana e corri, arrastando-a junto.  Bruno atirou no homem com sua pistola em mãos, mas ela descarregou, e não havia mais pente disponível. Só nos restou correr. Conseguimos sair da residência, mas o homem continuava disparando contra nós.  Em momento algum olhei para trás, apenas corri, até que não ouvi mais tiro algum.  Permiti dar uma olhadela, e constatei alguém estirado no chão, no meio da rua deserta, e alguém em pé ao seu lado, olhando-o, como se quisesse constatar que estava morto. Era o Bruno.  E olhando mais atentamente, vi que quem estava estirado no chão, era o cara que estava atirando em nós.
Nem ao menos quis saber como ele executou aquilo.  Apenas continuei correndo, com Joana em meu encalço, sem parar.  De súbito, virei com ela, procurando o Sargento. Ele já nos acompanhava, limpando suas mãos, segurando uma outra arma.