assado

Receita de frango empanado com Doritos e molho especial

Recentemente alguns sites postaram as 22 laricas mais gostosas do mundo e eu resolvi me aventurar em uma delas. 
Fiz o frango empanado com Doritos e gente quase morri comendo, sem exageros fica extremamente gostoso, e o Doritos de nachos da um sabor diferente. 
Façam e sejam felizes por favor. hehe

Ingredientes

• 2 peitos de frango
• 1 Doritos sabor nachos 200gr (ou sabor de escolha)
• farinha de trigo
• 2 ovos
• 1 xícara de leite
• sal e pimenta  

Modo de Preparo

Comece triturando o Doritos (pra evitar que você coma tudo antes de terminar a receita rs), se fizer no triturador/processador/liquidificador qualquer coisa do gênero vai ficar mais fininho e melhor, mas se não tiver nenhum, pode esmagar o Doritos dentro do próprio pacote, esmague beeeeem. 

Corte o frango em tiras e tempere com sal e pimenta. 

Prepare 4 refratários, um com leite, farinha, ovo e doritos, nessa ordem. 

Passe o frango no leite, depois na farinha, no ovo e por último no Doritos, coloque em uma forma untada com manteiga e leve ao forno em temperatura alta por 20 a 30 minutos. O tempo vai depender do tamanho do frango e do tipo de forno, o ideal é que você experimente depois de uns 20 minutos.

O frango vai ficar macio por dentro e crocante por fora. Uma delícia. :D 

Para acompanhar, você pode fazer esse molho especial enquanto o frango assa. 

Ingredientes

• 2 colheres de creme de leite
• 2 colheres de maionese
• 1 dente de alho bem picado
• 1 colher de sopa de limão
• 1 colher de chá de pimenta
• 1 colher de sopa de salsa 
• 1 colher de sopa de cebolinha
• sal e pimenta 

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes até ficar homogêneo. Deixe uns minutos na geladeira antes de servir. 

Larique-se com o frango à Doritos \o/

  Olhei mais uma vez para a extensão da mesa que já estava completamente cheia com a decoração que eu havia feito esperando apenas a hora certa para por o prato principal sobre ela.

  - Você acha que ele vai gostar? - Pergunto a Gemma que está ao meu lado sorrindo assim como eu.

  - Menina, se ele não gostar eu dou na cara dele. - Ela diz rindo me fazendo revirar os olhos. - Desculpa. - Pede agora um pouco mais controlada. - Você está muito tensa, tente relaxar um pouco mais, hm?! - Seu pedido é acompanhado de um carinho nas costas.

  Suspiro frustrada. Esse é o segundo ano em que eu e Zayn comemoramos algo juntos, especificamente, nosso aniversário de namoro e para mim está é uma data super importante e tem um enorme significado já que foi o dia que encontrei um homem maravilhoso e que me compreende como ninguém mais. Não seria justo eu fazer algo desleixado para ele.

  - Ok, vou tentar. - Digo vencida pela insistência de minha melhor amiga.

  - Nossa olha a hora. - Ela diz um tanto dramática, mas quem sou eu para falar de drama? - Preciso pegar a roupa da minha mãe no shopping, qualquer coisa me ligue. - Ela diz me envolvendo em um abraço aconchegante que me deixa um pouco mais segura.

  Acompanho a loira até porta e lhe dou um outro abraço forte tentando deixar que ela leve consigo toda minha preocupação, mas não sei se funciona pois assim que fecho a porta sinto minhas pernas fraquejar dando início a uma tremedeira.

  - É apenas o Zayn, apenas o Zayn…- Repito a mim mesma fechando os olhos de uma maneira forte tentando centralizar a ideia de que não é nada demais além de um jantar com meu namorado no qual estamos completando dois anos de relacionamento e que nada pode dar errado, NADA!

  Argh, isso não está dando certo.

  Faço meus pés seguirem caminho para a cozinha. Tenho que distrair minha mente de alguma maneira.

  Olho para o frango recheado que coloquei no forno a pouco tempo. Pelos meus cálculos ele ficará pronto perto da hora que marquei com Zayn. Perfeito.

  Sigo caminho para meu quarto e decido que já está mais que na hora de começar a me arrumar. Sobre minha cama tem várias sacolas das compras que fiz hoje pela manhã, pego uma delas que pertençem a uma loja de cosméticos e apanho uma toalha em seguida indo para o banheiro.

  Retiro tudo que tem dentro da sacola e coloco sobre a pia de mármore.

  - Hoje eu mereço um banho de banheira. - Digo para o reflexo que me encara enquanto me imita e sorrio para ele começando sentir a felicidade me atingir.

  Ligo a torneira da banheira e deixo com que a água morna caia sobre ela enquanto vai a preenchendo.

  Retiro minha calça e em seguida do restante das roupas que deixo com que caiem no chão. Solto meus fios rebeldes que até então estavam presos em um rabo de cavalo horrendo e me sinto livre. Após ver que a banheira está considerávelmente cheia, fecho a torneira e jogo a essência de baunilha sobre a água, o que faz com que um cheiro extremamente agradável suba até minhas narinas.

  Entro na banheira e permito-me fechar o olhos e relaxar enquanto flashback’s de dois anos de namoro com Zayn Malik invadem minha mente.

  Lembro de que quando era pequena, por volta dos dez anos, imaginava que um dia iria encontrar um cara que fosse realmente um príncipe, que iria me tratar como uma princesa e que seríamos sempre felizes compartilhando de um amor real. Isso não aconteceu, encontrei Zayn, mas ele não é um príncipe, ao menos chega próximo a isso. Mas ainda sim ele me trata como uma princesa, não somos felizes sempre, temos nossas desavenças, mas ainda sim nos preocupamos um com o outro e fazemos dos momentos bons, eternos e sem dúvida o amor que sentimos é real!

  Após um banho pra lá de relaxante, pego a cera que eu havia comprado e respiro fundo.

  - Ah, eu odeio isso! - Xingo após retirar de forma bruta a “fita” recheada de cera eu coloquei sobre a perna. - O Malik me paga. - Resmungo e após analisar minha fala acabo por rir.

  Isso é pra ele.

(…)

  Me analiso mais uma vez no enorme espelho do quarto. Eu ainda não estou pronta, falta por o vestido, porém minha imagem maquiada e com saltos usando apenas lingerie realmente tinha me pego de surpresa. Eu estou uma gata, muito gata!

  Olho no relógio de meu celular e vejo que são 20h00, falta apenas uma hora.

  Jesus.

  “Mau posso esperar pra te encontrar.”

  Mando para o número de Zayn sentindo meu sorriso rasgar minha cara.

  A mensagem demora um pouco mas logo chega e não tarda para ser visualizada.

  “Eu também meu amor.”

  Meu coração fica quentinho ao ler essas palavras simples que me fizeram suspirar.

  Me visto por completa dou um retoque em minha maquiagem que realça meus olhos. Pego meu celular e tiro uma foto no espelho logo enviando para um grupo onde estão Gemma, Lou, Lottie, Eleanor, Fizzy e Sophia que enviam milhares de elogios e piadinhas no duplo sentido que me fazem ansiar mais ainda pelo jantar. Digo tchau a elas e sigo com o celular em mãos até a cozinha me maravilhando em ver como tudo estava correndo bem e meu frango já exalava um cheiro digno de banquetes (não que eu queira me gabar).

  Sentei-me na ponta da mesa e não consegui retirar o sorriso da minha cara nem a ansiedade do meu peito.

  Dois anos, cara!

(…)

  Meus pés tremiam de forma frenética, minhas unhas decoradas por um esmalte cintilante já eram pressionadas por meus dentes que não se controlavam.

  O frango já estava devidamente assado, mas achei melhor deixa-lo dentro do forno para não estar frio ao que Zayn chegasse. Falta dez minutos para as nove e ele não me mandou mensagem alguma, nem mesmo está online para me dar ao menos uma esperança de que ele não vai se atrasar tanto.

  “Cadê você?”

  Envio mesmo sabendo que está dentro do horário combinado e acabo por me culpar em estar apressando ele.

  A mensagem chega mas não é visualizada o que me deixa um pouquinho preocupada.

  - Ainda está no horário. - Tento me convencer.

  Basta ter paciência, é nosso dia, ele não irá dar mancada.

21h10min

  “Zayn, você está vindo?”

21h15

  “Vou tirar o frango do forno, ok?”
“ Te amo.”

21h30min

  “Zayn aconteceu alguma coisa? Por que está demorando?”

21h45min

  “ Cadê você Malik??????”

21h55min

  “ Você me disse que estaria aqui…”

  21h57min

  “ Você se esqueceu né? ”

22h05min

  “ Não precisa se preocupar em responder, já vi a foto que o Jason postou no instagram”
  “Photo”

  Eu não queria chorar por isso, não queria chorar por ele, mas a ardência em meus olhos não permitiu que eu continuasse a fazer uma pose forte e acabei por me deixar desabar ali mesmo.

  Eu me sentia tola por ter tentando fazer com que tudo ocorresse da maneira mais perfeita possível, enquanto Zayn ao menos se preocupou em olhar no calendário para ver que dia é hoje e não pensou duas vezes para ir para uma festa com seus belíssimos amigos. Ele sequer teve a decência de visualizar minhas mensagens.

  Arranquei meus saltos e os deixei jogados por ali mesmo, guardei o frango novamente e apaguei as velas que eu havia acendido para dar um ar mais romântico. Idiota. Apaguei a luz da cozinha e corri para o quarto arrancando de forma bruta meu vestido.

- Eu sou uma retardada! - Gritei com fúria e me joguei na cama dando liberdade para que as lágrimas tomassem conta do meu rosto assim como a dor que agora dominava meu peito.

Aah eu te odeio Zayn Malik!
 

Acalmem que vai ter segunda parte, risos.

ME DIGAM SE GOSTAREM E FAVORITEM OK?!

Vocês acham que Zayn merece perdão? Uhhhhhm???

coisas que me fazem continuar acreditando em nós ou pequenos detalhes que eu quero te lembrar pra ver se tu também volta a acreditar:

1. lembra daquela vez que tu falou que a pulseira que eu tanto gostava de usar me deixava sexy e eu passei a usar ela todos os dias

2. lembra quando eu pedi pra ti me indicar uma música e tu me mandou uma que te lembrava nós dois

3. lembra quando eu sai da faculdade pra ir direto te encontrar e falei que estava morrendo de fome e tu comprou um assado pra mim

4. lembra quando tu foi em uma festa e a gente acabou ficando sem se falar por dois dias e tu me mandou mensagem pedindo por favor pra mim não ficar mais longe de ti

5. lembra quando eu te fiz um texto de aniversário e tu falou que a unica coisa que falta era muito de mim na tua vida

6. lembra aquele dia lá na praia que a gente dormiu juntos e tu me acordou com vários beijinhos nas costas

obs.: desculpa a repetição de palavras e a falta de interrogação, é que são esses “lembra’s” que me mostram o quanto tu queria que fosse eu e eu ainda acredito que tu também se lembra de cada um deles.

outro dia uma amiga tava reclamando da realidade - não do jeito banal e vitimista que essa frase faz parecer, mas de uma forma genuína
eu não queria ficar catando palavras agora
ela dizia que não é tão fácil encarar a onda da massa, dos padrões, das certezas, do que é vendável, do que é bonito, do que é aceito, do que é normal
porque não é
ainda que uma meia dúzia de porcentagem esteja dizendo que tudo bem ser assim ou assado ou de qualquer jeito
vigora um muro do padrão do normal e do ok e estar fora é estar fora (ainda que você ache razões diárias para amar estar fora, você ainda estará fora e há sempre o risco de num dia ou outro as razões se esquecerem, acontece)
e eu entendi porque eu também sei
dos muros nos quais eu não entrei
todo mundo está fora de algum, sabe, em algum momento
o normal de verdade é um castelo utópico em cima do morro, vazio
as pessoas andam com plaquinhas de normalidade e tinturas cobrindo o que não cabe ali pra ninguém ver
mas o que eu queria ter dito não é que isso não importa - porque na prática importa sim, é difícil sim estar sempre fora dos muros e eu não poderia desmentir sem ser cega
o que eu queria ter dito é que eu não sou cega e daqui de fora do muro eu vejo essa galera foda da porra, linda demais, por dentro e do avesso, inteiramente incrível e sensacional de tantos e tantos jeitos que os muros descartam
e dá pena saber que de lá de dentro, a maioria das pessoas nunca vai ser capaz de ver toda essa beleza
então era isso, yas, vai ser difícil por todas as pessoas que não conseguirem ver (era isso que eu queria ter dito) mas isso não quer dizer que você não seja linda

os-cara  asked:

Que tal uma foto com a Sra Couple Ninfo na posição de frango-assado e um cacete enfiado no cu. Mas ela também tem que abrir a bucetinha com dois dedos para deixar o grelinho bem a mostra.

Ótima ideia! Que tal essa?

Sabe aquele olhar que os cachorros de rua dão para os frangos sendo assados na vitrine giratória do supermercado? Então, passei a dominar este olhar com o passar dos anos. Não me leve a mal, pois não me refiro àquela sensação que a grama do vizinho é sempre mais verde, que o cabelo da fulana é mais bonito ou que aquela sua rival dos tempos de escola está namorando o cara “perfeito”. Não é esse tipo de invejinha que todo mundo tem e nega a que me refiro. Sabe quando sair todo final de semana, ter vários “crushes” ou se exibir com o cara mais bombado da balada já não faz mais sentido? Primeiro porque quando sai a primeira coisa que você faz é procurar um lugar para sentar e segundo porque você acha “crush” uma gíria idiota de adolescente. Neste momento você começa a refletir que não faz tanto tempo que saiu da adolescência e já acha várias coisas irritantes. Você começa a se questionar em que momento da vida desgostou das boys bands, deixou de ter um ídolo teen e parou de pesquisar fofocas sobre o mundo dos famosos. A maioridade que você tanto almejou chegou e impôs o seu preço. Você começa a mudar gradativamente, revê conceitos, formula princípios e muda algumas opiniões. Você cresce e torna-se uma estranha. O namorado “gêmeo” do Taylor Lautner que outrora você tanto desejou dá lugar a outro que está com você nos piores momentos. Seu festival de amizades de balada dá espaço a um círculo restrito que você é capaz de contar com os dedos de uma só mão. Em determinado momento você passa a desejar apenas um emprego estável, boas amizades, um parceiro leal e uma casa aconchegante para voltar no fim do dia. Creio que o olhar de um cachorro de rua desejando um frango assado é o mesmo olhar que adquirimos quando amadurecemos. É o nosso jeito de encarrar que mesmo algumas coisas indo bem outras darão errado, este é o nosso modo de demonstrar que ter vinte e poucos anos pesa.
—  Tainara, d-istopia.
eu acho que eu superei o amor romântico - ela me disse

porque o amor romântico pede muitas coisas
da permanência incondicional às doações sem retorno exacerbadas
demonstrações constantes e monumentais
obras faraônicas
slogans premoldados
peças fabricadas para explodir as sensações
você precisa dizer e sentir coisas - ciúmes
porque o amor romântico é assim e assado e - acima de tudo - não morre.
então ainda que aquela relação (presumidamente recíproca porque o amor romântico exige reciprocidade) te sugue toda energia e felicidade, qualquer possibilidade de seguir sua vida na direção que lhe caberia, só ou em outras companhias, ainda que tudo isso seja verdade, você não pode ir embora porque o amor romântico é sobre estadia estática
e quando alguém quebra esse pacto tão selado por promessas vazias gritadas aos ventos cibernéticos e as declarações prontas em datas comemorativas, quando alguém desiste ou falha ou cansa ou se dá conta de que simplesmente não tem dado certo, quando alguém sai do ciclo seleto que é formado por aqueles que entendem de romance, essa pessoa é má, vil, cruel, destruidora de sonhos, talvez até mentirosa
e eu queria dizer que talvez essa pessoa seja apenas aquilo que todo mundo deveria ser pelo menos um pouco todos os dias: livre
eu queria dizer que as relações têm que saber se por - e por que não? até o sol o faz
o meu sentir me persegue indefinidamente e se transforma mas não desmancha, cansa mas não se arrefece. só se mistura na rotina do prosseguir.
é muito sobre isso, eu acho, agora.
o amor romântico quer uma grande renúncia que nunca é sua - você sempre espera que o outro esteja aos seus pés
e quando você decide se curvar pra entrega e ela não é notada - esse é o maior absurdo, o vencedor dos insultos ao seu ego
porque o amor romântico quer ser pago
e me perdoa por ter cansado desse jogo, por jogar agora todo o meu amor diariamente janela da alma a fora, por dizer ‘tô aqui agora ou mais tarde’, ainda que a pessoa jamais venha, eu nunca paro pra esperar sentada então a espera nunca mais me dói, me perdoa pela disponibilidade, por sempre conversar com profundidade, por falar como me sinto com tanta desenvoltura, por escrever sobre, por procurar, me perdoa por sumir do nada sem hora pra voltar, me perdoa por ser exatamente quem quero ser o tempo todo, por ter deixado de me perguntar qual vai ser a reação do outro, por sair quando sinto que preciso, por voltar quando bate vontadde, me perdoa por só fazer as coisas quando sou capaz de sentir amor enquanto faço, me perdoa por sentir tanto amor o tempo todo ainda que não haja formato, nome, título ou destinatário
me perdoa por não me sentir mal sobre nada disso
sobre não caber na cartilha do romantismo como prática social cotidiana
também não caibo nas cartilhas desse novo-amor-livre fabricado pela indústria libertária
eu sinto e é mais ou menos só isso - fico feliz por não precisar entitular

— Olha só, vamos tentar não falar sobre isso?
— Sobre o quê?
— Sobre eu estar aqui. Sobre a gente ter se conhecido e qualquer coisa que acontecer daqui pra frente. Vamos tentar simplesmente não falar a respeito. Não perguntar se tá acontecendo mesmo, se a gente tem motivos, se vai ser assim ou assado. Querer saber o que um tá sentindo, o que o outro tá sentindo. Sei que devo parecer louca mas falar sobre as coisas avacalha tudo pra mim. Falar estraga. É só dar nome que morre.
—  Daniel Galera.
Suposta Carta de Suicídio

Quando as pessoas encaram a morte, impõem duas opções: ou você é esperto o suficiente para morrer no fim da vida, velho moribundo, em um quarto velho com cheiro de vida ultrapassada, ou você é um idiota por morrer cedo – tirando as causas naturais. Morrer cedo pode ser um tiro no pé, já que ninguém sabe o dia de amanhã. Dia de amanhã que não existe, só em nossas mentes. Por outro lado, alguém que dá um tiro sangrento na própria cabeça não quer saber do dia de amanhã. Entenda: ele já passou por tudo que aguentou passar (sejamos sinceros, na maior parte das vezes coisas horríveis, físico ou psicologicamente) e não quer mais experimentar. É gostoso experimentar, ninguém negará isso. Quando aquele primeiro beijo te invade junto com a língua da outra pessoa na sua boca e seus instintos gritam para você fazer assim e assado. Isso é lindo. Mas do experimento só vem algo bom quando existe o equilíbrio da vida. Você precisa do ruim para viver e vice versa. Todo mundo precisa cair da bicicleta para poder aprender que daquele jeito é foda de andar. Mas ninguém continua andando de bicicleta caso ela continue caindo, minuto após minuto, mesmo que isso não seja culpa sua – talvez, claro, seja. O fator importante não é discutir de quem é a culpa, mas sim falar de quem cai.

Naquelas primeiras vezes que você andou de bicicleta e seu pai levantou você pelo braço, limpou sua camisa rasgada e falou “tenta de novo, assim e assado, porque assim é melhor”, você quis tentar de novo. Porque tinha alguém lá, dividindo a sua angústia de cair, dividindo a dor que você sentia por ter ralado todo o joelho nas pedras. Ele queria te ajudar e você aceitou isso. Quando se cresce, claro, não existe quem te puxe pelo braço e também não é preciso. Você, obviamente, sabe caminhar sozinho, sabe fazer as coisas que te interessam. Só que aquele abraço e aquele sorriso são indispensáveis. Aquela mão estendida pra você poder se agarrar quando tudo desmoronar e você cair no chão. É disso que cada um precisa – com suas variações, claro. Quem vai pelo caminho contrário, no que estão acostumados a chamar de “idiota”, não quer mais medir as escolhas, porque assim não dá mais; ele tentou isso por toda a sua vida. Quem vai pelo caminho contrário do suposto único sabe que existe algo muito errado com ele e que, naquela hora de botar a corda no pescoço, não parece ter uma solução a vista. Virgínia Woolf se matou por causa das vozes em sua cabeça, mas ela tinha marido e fama, o objetivo de muita gente por ai. E um bom marido, diga-se de passagem. Ela tinha uma mão que se estendia todos os dias para poder ajudar ela nas suas sucessivas quedas de bicicleta, mas tinha mil homens a puxando para o abismo. Ela tinha algo muito errado – e, meu amigo, ela sabia disso. Se matar parece algo besta, só se mata quem é pobre, só se mata quem é fraco. Mas, meu caro, entenda, pobre de alma e fraco de espírito. A alma não aguenta ficar sem comer, não aguenta ficar sem sorrir; o espírito precisa de alma, cai das pernas se não tem suas muletas.

A felicidade, tantos otários pensam, é um objetivo que deve ser alcançado: trabalhando, ralando, roendo unha e suando ferro. Mas ninguém pensa que não existe futuro. Que cada momento feito agora é a base, aquele tijolinho do chão, que vai, no futuro, construir algo para que você possa olhar pra trás e fale “que tempos felizes” e (claro!) ser feliz por isso. E morrer feliz por isso. Mas então, me diga, se a felicidade é o agora montado em pequenos espaços de quebra-cabeças, então o que há de ser de mim, que não monto esse quebra-cabeça todos os dias? Eu que não tenho minha felicidade momentânea, meu ínfimo sentimento de prazer e gozo, como vou fazer a felicidade-mor? Talvez seja por isso que alguém passa a navalha no pulso. Não existe a porra de um momento feliz na porra da vida e quando aparece, tímida, calada, como um estalo de dedos que não dura nem três segundos nos ouvidos alheios, ela se afoga no meio de tantas outras mágoas. A vida é longa demais, já dizia Elliot. E eu, na minha santa ignorância, concordo. Que a vida se faça nesses três míseros segundos, de energia dissipada no espaço e sentimentos ardentes intercalados, e eu morra feliz; naturalmente.

Por isso, não importando se sou um abestalhado ou um perdido, um sábio ou um maluco, não procuro mais felicidade; não espremo mais a laranja até sair seu fluido sujo e azedo; não procuro mais quem estenda a mão nas minhas infinitas quedas. Eu coloco um fim na minha indiferente existência, escrevo no meu corpo a assinatura da morte e rezo para que em um futuro próximo exista descanso para a alma desgraçada que é a minha, que busca três segundos de felicidade.

2

Assim Assado  "Assim Assado" 1974 Brazil Soul Psych Latin Funk

full

https://www.youtube.com/watch?v=X7HRdwqy_Co&feature=youtu.be


The name of the band and the cover of the disc explicitly reveal the influence: Dry and Wet. Investing in androgenia, progressive rock and samba-soul, Assim Badoo tried to be a response of the small Industrial Company of Discs to the enormous success that the Dry and Wet did to the young public. Led by Miguel de Deus (formerly Brazões), who signed most of the compositions and assumed the guitar and vocals, the group never took off, leaving only this single disc, now almost forgotten. Curiosity: in 1977 Miguel de Deus falls headlong into funk, casting the rather interesting (and rare) “Black Soul Brothers”………….


Band formed by Miguel de Deus in 1974, inspired by the Dried and Wet and making clear both in the name, which is copied from a song of Dry and Wet, both on the cover of the band’s only album. Also the visual was well androgen but the Music, a mixture of Pscodelismo, with Progressive and a strong touch of Brazilian music. The only album that had the same name as the band, did not get repercussion despite presenting a lot of sound quality…………..


There is no denying or even concealing the great influence that Secos & Molhados exerted on the aesthetics of the group Assim Assimado. In this work, “we see” Ney Matogrosso, João Ricardo and Gerson Conrad at various times, whether on the cover (a satire of the original), the visual, the sound and even the name of the band (making an allusion to the song “Assim Barbado” Of the first disc). But reflecting in a deeper way, I would say that it is even unfair to reduce the work of Thus Roast to a cheap copy of the Dry & Wet. Definitely, his work is much more than that and has its own attractions, in addition, of course, to be as cult, interesting and revolutionary as Secos & Wet.
To illustrate the importance of the “So Barbecue for Brazilian Rock”, we highlight the leader and principal composer: Miguel de Deus. Impossible to walk the history of Brazilian music and not come across this legendary figure, who among other important works, was also leader of the group The Brazões and later, one of the pillars of Brazilian Funk with his Black Soul Brothers. And the most interesting of all is that we find here a Miguel de Deus “a little different”, singing and composing songs that go to an alternative and why not say exclusive, with elements of Progressive Rock and also regional music. His performance on this record is slightly different, for example, from the Brazões era, even the essence (in this case, psychedelic music) being the same. Just for this realization the album is already worth it.
Another important fact that deserves to be highlighted is that So Barbecue had its moment of daring (and unfortunately, of commercial failure) when registering the disc by the small label CID (Companhia Industrial de Discos). The idea was really to be the seal’s response to the Dry & Wet phenomenon and, of course, to ride that success. It is unclear whether it was an opportunity or a test of courage, but the fact is that for a promising band to launch a work for a small label, at the time, was unusual.
Finally, the main fact that makes the Roasted Track so worth it are the songs contained in the album, all highly inspired and worthy of admiration.
To begin with, the samba a la Jorge Ben “Viva Crioula”, the progressive “Na Boca da Estrada” and the hard “Hasta”. Three different songs, but complement each other beautifully. The following songs, “Sombras” and “Morena”, flirt with regional music (Rock Rural), the second in an even more incisive way, which comes to remember Alceu Valença and Zé Ramalho. One of the highlights of the album.
The Samba-Rock “Pieces” draws attention to the suingue and to present fuzz in the moments of music growth. Fuzz that is also more than present in the sequence, in the great “Yellow Gray”.
Surely, the best theme of the album is the song “Rock Blue”, which without exaggeration, comes to remember The Third, only to see the level we are talking about. Variations of drums, hallucinated guitar solos and great vocal performance make this song a treasure of the National Rock. This compliment also fits very well in the songs “Sol, Sal, Sol Tropical” (radiating) and “Lunatica” (lyrics highly consistent with the title and the “insane” arrangement).
So Barbecue is, say, a full plate for those who love Progressive Rock, but on the other hand, its sound is so versatile that it tends to please also those who appreciate other musical styles. Undoubtedly, this is an essential feature of what we can call “classical band”.
To highlight this marvelous band and their only album released, we can reaffirm that the Assim Asado has characteristics and traits of its own and it is not a copy or cover of Dried & Wet. There is a direct influence, after all, Rock glam was in vogue at the time and the whole of Brazil was ecstatic with Ney Matogrosso and Co. So even so, we can not blame the band for mirroring what was happening in the best musical world, Even because, what their members really wanted was to present what they had the most special talent and ability to create great songs.
Try to look at the Baked So (and listen to their songs) without having any pre-established reference … they will surely discover things that only they could show !!
Good fun!………….


In 1974 Miguel de Deus, ex-Os Brazões, formed his new band, Assim Asado. He signed most of the compositions, played the guitar and did the vocals. The main inspiration was the band Secos & Molhados, in the name, on the album cover, in the visual glitter and androgen adopted by the band. The band’s sound was a mix of progressive rock with Afro-Brazilian rhythms. The group never took off and recorded only a single album, considered a rarity nowadays.

From this equation they originated incredible firecrackers, like the music “Pieces”, a rock samba that begins calm and splendorous until falling in the swing of the refrain, simply irresistible. From each attempt of vocal affectation (“Shadows”, “Sun, Salt, Tropical Sun”) other great songs appeared as the rock “Hasta” and the contagious “Viva Crioula”…………..

01. Viva Crioula
02. Na Boca da Estrada
03. Até
04. Sombras
05. Morena
06. Pedaços
07. Amarelo Cinza
08. Rock Blue
09. Sol, Sal, Sol Tropical
10. Lunática

Dieta Japonesa - 5kgs por semana

Segunda-feira
Café da manhã: 1 ou 2
Almoço: 4 e 5
Jantar: 6 e 15

Terça-feira
Café da manhã: 3
Almoço: 5, 6 e 7
Jantar: 16

Quarta-feira
Café da manhã: 3
Almoço: 4, 8 e 9
Jantar: 17

Quinta-feira
Café da manhã: 3
Almoço: 10, 11 e 12
Jantar: 18 e 19

Sexta-feira
Café da manhã: 3
Almoço: 9 e 13
Jantar: 20

Sábado
Café da manhã: 3
Almoço: 14
Jantar: 4

Domingo
Café da manhã: 3
Almoço: 6 e 7
Jantar: 21

Agora a tabela:
01 CAFÉ COM ADOCANTE OU SEM ACUCAR
02 CHÁ COM ADOCANTE OU SEM ACUCAR
03 CAFÉ COM UM BISCOITO AGUA E SAL
04 2 OVOS COZIDOS COM SAL
05 VERDURAS A VONTADE
06 1 BIFE GRANDE
07 FRUTAS A VONTADE
08 SALADA A VONTADE
09 TOMATE A VONTADE
10 1 OVO COZIDO
11 CENOURA CRUA OU RALADA
12 UMA FATIA DE QUEIJO
13 1 FILÉ DE PEIXE FRITO
14 FRANGO ASSADO A VONTADE
15 SALADA DE PEPINO
16 SÓ PRESUNTO A VONTADE
17 PRESUNTO E SALADA DE REPOLHO, CENOURA E CHUCHU A VONTADE
18 SALADA DE FRUTAS A VONTADE
19 IOGURTE NATURAL
20 BIFE E SALADA DE FRUTAS A VONTADE
21 COMER O QUE QUISER DENTRO DO REGIME

Da libertação das químicas à ditadura cacheada

Em 2012, quando eu resolvi me aventurar novamente no mundo cacheado,(eu tinha passado seis meses fazendo uma escova progressiva mais fraquinha) ouvi diversas vezes que assumir nossos cabelos naturais era um grito de liberdade. Não só isso, como também uma atitude política. 
Todos que estudaram história, no mínimo, possui um embasamento sobre o papel do negro na sociedade, de como foram arrancados de sua terra para trabalhar para o branco de forma escrava. E desde então, tudo que é associado a cultura negra - o cabelo, forma de vestir, as músicas, religião - não faz parte do padrão eurocêntrico. Ou melhor, até faz, o padrão do que não seguir, o que não ser. Colorismo está ai pra provar isso.
Sendo assim, nós cacheadas e crespas - independente da cor - sempre sofremos com as odisseias capilares. Seja por zombaria por não fazer parte do padrão do cabelo liso, seja por falta de bons produtos no mercado nacional, seja por falta de representatividade, inúmeras razões. 
Com o movimento da aceitação, muitas meninas finalmente aceitaram suas molinhas, correram atrás de suas raízes negras - ou não - e começaram a passar adiante a ideia. O empoderamento da mulher cacheada/crespa ganhou força, nunca fomos tão valorizadas tanto por nós mesmas quanto pelo restante do mundo. E mesmo que ainda houvesse aquele grupinho pra tentar desencorajar, continuamos firmes e fortes na transição. 
O mundo parou para olhar as mais belas pérolas renascidas após meses com duas texturas. E assim fomos caminhando, desenvolvendo técnicas, trocando hidratações, tudo em prol do cabelo natural, saudável e belo. 

Ditadura?

Se você entrar em qualquer grupo de cabelos hoje em dia - especialmente do low/no poo -  verá uma grande massa crespa/cacheada participando. E é essa massa que vai empurrar você para um padrão.
Toda sociedade possui seus padrões e nós, que lutamos durante tanto tempo para nos aceitarmos, estamos tentando nos encaixar em outro. 
É tanta menina se perguntando se está fazendo a fitagem de maneira correta, tentando não frizzar o cabelo,querendo day afters perfeitos, seguindo a técnica tal e condenando quem não segue, querendo conseguir o cacho perfeito ou ter todos os produtos que falam ser bons, que acabam se esquecendo do principal motivo de termos entrado em transição: LIBERDADE.
SOMOS LIVRES PARA AJEITAR O CABELO DA FORMA QUE QUISER, ou não ajeitar. Não tente se encaixar num novo padrão, usar só produtos assim ou assado, fazer o corte em camadas porque disseram ser o melhor, finalizar o cabelo só de uma forma, cronograma capilar religiosamente… Use o que o seu cabelo pedir, seja adepta sim de uma técnica, mas adapte tudo se necessário para o melhor do seu cabelo. Afinal, ninguém o conhece melhor do que você mesma. Não se prenda a algo que leu ou viu em um vídeo, se aquilo não dá certo pra você, ou é muito caro, exige muito do seu tempo e dinheiro para pouco resultado… Pra que tamanho esforço? Pra ter o cacho perfeito?
Cabelo perfeito é o seu cabelo saudável, livre. E você também. 

  • Bem, eu escrevi isso de madrugada assim que a ideia veio na cabeça, e acho que pela primeira vez peguei gosto pelo o que escrevi. Segundo a Nath e a Moni ficou bom então resolvi postar.
  • Se vocês gostarem, posso continuar como uma série de imagines.
  • Espero que gostem <3 /Mari

Sweet Business

Corri até a casa e passei pelo portão sem nem ao menos tocar a campainha. As fãs logo me alcançaram e começaram a gritar aos quatro ventos o nome de Harry. Abri a porta sem me importar se o assustaria ou não, o encontrando largado no sofá.

- Cara, como você anda sozinho em dia de folga? - tirei o cachecol e o pendurei. - Sério, elas são insanas. - andei até o sofá dando tapinhas em sua perna para ele se sentar, e assim ele fez.

- Sou inteligente e não anuncio no Twitter onde estou indo. - sorriu sarcástico deixando a mostra seus dentes brancos e suas covinhas mordíveis. - Ai, sua canibal. - reclamou me empurrando quando mordi o local da covinha.

- Uai, só falei que estava indo na casa de um certo all the love… - dei de ombros. - E elas só me seguiram por sua causa, na verdade por causa das fotos que vazaram. - falei tranquilamente enquanto brincava com a manga do casaco.

- Quais fotos? - ergueu as sobrancelhas.

- Aquelas lá… De você com o rosto nas tetas da Kendall. - olhei para ele que relaxou a expressão e sorriu sapeca virando pra mim. - Quê?

- Ciúmes essa hora, s/n? - ele apertou meu nariz e eu fechei a cara. - Não é saudável sentir isso às… - olhou para o relógio da lareira - três horas da tarde.

- Vai se foder, Harry. - empurrei seu rosto que estava perto demais do meu. - Ah, se eu ficar doente a culpa é sua, lá fora está frio e aqui tá quente demais, tenta entender que não somos frangos que precisam ser assados, obrigada. - levantei indo na direção do regulador de temperatura.

- Fresca, muito fresca, como te aguento? - fingiu estar inconformado.

- Porque sou linda, cheirosa e gostosa. - tirei o casaco ficando com a regata. - E não menos importante, você me ama. - soltei beijinhos voltando pro sofá. Suas íris permaneciam em mim e eu ficaria envergonhada se não estivesse acostumada.

- Esqueceu de acrescentar convencida. - assentiu com a cabeça. - Resolveu sair de frente do computador e ir pra academia?

- Às vezes é bom ser saudável. - dei de ombros prestando atenção no filme que passava na televisão a nossa frente. - Harry para de olhar pros meus peitos. - continuei sentindo seu olhar em mim

- Eles estão maiores desde a última vez que te vi… - sua cabeça estava virada pra mim, encostada perto da minha fazendo sua boca ficar perto do meu ouvido e ele tinha um sorriso safado nos lábios. - E que os toquei. - virei-me pra ele e seu sorriso aumentou, ele ia se aproximar mais quando eu o empurrei de novo pelo rosto.

Rolei os olhos o ouvindo gargalhar e me perguntei que tipo de melhor amigo tinha.

Continua?

Piromania.

Sobre esses incêndios que provoquei a minha vida inteira.

Sempre achei o fogo uma coisa legal. Colorida. Quente e perigosa. Eu gostava de atravessar meu dedo contra a chama da vela. Me queimava sempre. Eu gosto de queimar a língua com café. E beijos lentos. 
Sobre essas vezes em que minha cama esquentou… E o pior, esquentou sozinha. A solidão é a coisa que esquenta o meu segundo travesseiro. A solidão é a coisa que me faz rodar em círculos dentro dos meus lençóis. Os lençóis que se queimam com o frio do meu corpo sem socorro. Na minha cabeceira, tem um cinzeiro que eu nunca usei. É um câncer simbólico. Todo mundo sempre me pergunta se eu fumo. Só falo em cigarro, cinzeiro, cinza, cinzentos. Nunca coloquei um cigarro na boca. Mas já coloquei um cigarro permanente no coração. Aqui dentro, ainda é estiloso se matar.
Um cigarro que aspira toda a poluição do mundo. Que faz o meu sangue ferver… E adoecer.
Ainda é agradável anestesiar o líquido frio da tristeza e aumentar o mercúrio interno.
Eu quero não menos que três febres por dia. Por motivos de precaução. Por motivos de alucinação.
Eu coloco uma lanterna na vida e finjo amar, sem que ninguém perceba. Escondo a lanterna e finjo que sou assim mesmo. Por natureza. É patológica, meu bem, a fé na vida. Se apiedem de mim, por favor.Não tenho coragem de levantar e encarar o primeiro dia de mundo lá fora. Todos os dias são segundas-feiras quando o assunto é: existir. Preguiça.
Eu só nunca gostei de fogos de artifício, porque o meu céu não precisa dessas gambiarras. O sol por si só já é uma falsa explosão. O amanhecer é uma falsa nova chance. Quente, porém falsa. Pão colocado no microondas e servido como recém-assado. Nova data de validade. Todo dia. Todo dia é um dia adiado. Uma nova etiqueta pra um mesmo homem. Só que mais velho, mais feio, mais sofrido, mais gordo e com mais graus de febre.
Eu poderia assar a alma das coisas mortas dentro de mim e comer. Sabe, pra sobreviver. A carne ainda está fresca, congelada. Imortal. Mas eu reconheceria o gosto e teria nojo de pôr pra dentro. Nunca fui muito fã de sushi de tristezas. É algo meio nojento matar a fome de melancolia com algo que ainda pulsa. Deve ser anti higiênico também. 
Eu gosto das coisas bem assadas. Asso as pernas que ainda não têm assaduras. Sabe o que isso significa? Coisas que não se mexeram ainda. Que não caminharam pra longe de mim. Coisas que o fogo ainda alcança. 
Coisas que eu ainda posso destruir e colecionar as cinzas. Juntar todas elas e tentar formar pelo menos um túmulo chique. Chega dessa pieguice de jogar tudo pro alto e deixar que o mundo se encarregue de fazer voltar. Torcendo pra que não volte, sabendo que há a possibilidade de voltar. Porque sempre volta… Sempre. Você é enterrado por aquilo que enterrou.
Armas de fogo. 
São as melhores opções.
Eu uso os amores esquecidos, os sonos incompreendidos, os números perdidos, as amizades fugidas, os papéis rasgados, os cadernos encharcados, o sentimento desaprendido. Eu uso a solidão sabotada e o meu corpo alcoolizado como ferramentas pra incendiar a minha dor. Mas a fumaça tóxica que sobra continua linda.

(Cinzentos)