assado

Nossa, mas você é mulher, não pode fazer isso. Menina para de drama, que dor o quê. Cheia de mimimi. Que short curto, em? Pra quê calça jeans? está calor. Que vestido curto, coisa de piranha usar. Que vestido grande, parecendo freira. Risos. O quê?? Você já tem vida sexual ativa? Na minha época, isso era pouca vergonha. Menina, vai arrumar um namorado: esse negócio de esperar pra casar, não serve. Você é muito exibida, pare. Você é tímida demais, precisa mudar. Você é feia. Devia experimentar umas maquiagens. Nossa, você fica tão bonita natural. Prefiro seu cabelo enrolado. Eu gosto do seu cabelo liso. Você não fica bem de batom roxo, use o rosa. Nossa, batom rosa é pra aparecer, tire. Você fica beijando qualquer boca, não é coisa que uma moça faça. Mas também né? Você não sai desse quarto pra conhecer uns caras, não beija na boca, por isso tá solteira. Pra mim, TPM é coisa de mulher querendo chamar atenção. Nossa, mas você também é muito submissa, ele precisa te ajudar em casa. Mas nossa, você não faz nada pro seu marido, vai acabar sofrendo consequência, perdendo e sendo traída por incompetência. Ai menina, você é muito nova pra sofrer por homem. Mas olha ai, você tem coração de pedra, por isso ninguém quer. Tampa esse corpo, você não pode ficar se exibindo assim. Menina, coloca um decote ai, o que é bonito é pra ser mostrado. Tira isso, coloca aquilo, faça isso, faça aquilo, mulher não pode isso, mulher não pode aquilo, moça de família é assim, piranha é assado, se comporte como moça direita, seus seios são muito grandes, faça redução. Nossa, que seios pequenos. Que bunda grande, eu tiraria. Que bunda pequena, eu colocaria. Que pernas finas, é engraçado. Pernas grossas devem incomodar, né? Você é bem branquela. Por ser negra você sente mais calor?
—  Das coisas que estamos cansadas de ouvir. Anelise Cristine.

Receita de frango empanado com Doritos e molho especial

Recentemente alguns sites postaram as 22 laricas mais gostosas do mundo e eu resolvi me aventurar em uma delas. 
Fiz o frango empanado com Doritos e gente quase morri comendo, sem exageros fica extremamente gostoso, e o Doritos de nachos da um sabor diferente. 
Façam e sejam felizes por favor. hehe

Ingredientes

• 2 peitos de frango
• 1 Doritos sabor nachos 200gr (ou sabor de escolha)
• farinha de trigo
• 2 ovos
• 1 xícara de leite
• sal e pimenta  

Modo de Preparo

Comece triturando o Doritos (pra evitar que você coma tudo antes de terminar a receita rs), se fizer no triturador/processador/liquidificador qualquer coisa do gênero vai ficar mais fininho e melhor, mas se não tiver nenhum, pode esmagar o Doritos dentro do próprio pacote, esmague beeeeem. 

Corte o frango em tiras e tempere com sal e pimenta. 

Prepare 4 refratários, um com leite, farinha, ovo e doritos, nessa ordem. 

Passe o frango no leite, depois na farinha, no ovo e por último no Doritos, coloque em uma forma untada com manteiga e leve ao forno em temperatura alta por 20 a 30 minutos. O tempo vai depender do tamanho do frango e do tipo de forno, o ideal é que você experimente depois de uns 20 minutos.

O frango vai ficar macio por dentro e crocante por fora. Uma delícia. :D 

Para acompanhar, você pode fazer esse molho especial enquanto o frango assa. 

Ingredientes

• 2 colheres de creme de leite
• 2 colheres de maionese
• 1 dente de alho bem picado
• 1 colher de sopa de limão
• 1 colher de chá de pimenta
• 1 colher de sopa de salsa 
• 1 colher de sopa de cebolinha
• sal e pimenta 

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes até ficar homogêneo. Deixe uns minutos na geladeira antes de servir. 

Larique-se com o frango à Doritos \o/

Algumas pessoas vão te julgar, apontar o dedo e dizer que seu cabelo deveria ser “assim ou assado”. Vão se achar os donos da verdade. Mas não dê ouvidos e faça como o seu cabelo o que bem entender. Se livre dos padrões impostos pela sociedade. Seja livre.
—  Nessa Cross
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Lombinho de Porco Assado com Ervas & 2º Aniversário Be Nice!

Em todos os aniversário não pode falta bolo. E de preferência daqueles cheios de layers, cremes e várias texturas. Mas antes do bolo, cá em casa há sempre o belo do assado. E parece que vamos festejar e iniciar o ano assim, com um belo assado no forno!
Porco criado pelos meus pais, com batatinhas biológicas da aldeia, tudo isto aromatizado com um punhado de ervas frescas, alho e azeite do Alto Alentejo.
A passagem de um ano para o outro é sempre especial aqui no blog, porque é no dia 1 de Janeiro que comemoramos mais um aniversário!!! É altura de festejar tudo o que o blog me deu e dá de bom. Conheci tantas pessoas, e continuo a conhecer; fez-me voltar a acreditar em mim e despertou a minha vontade de aprender mais e mais. 
Por causa disso, procurei mais formação na área com mini cursos na Escola de Hotelaria de Coimbra, e foi aí que tomei uma das decisões mais difíceis de 2014: Voltar a estudar! 
A meio do ano, arregacei as mangas e inscrevi-me no curso de Pastelaria Avançada em Óbidos. Voltei a pegar nos livros para estudar para as provas de admissão. Fiz entrevista, fiz exames e consegui!
Tive o apoio de todos os que estão à minha volta: os meus pais principalmente; o meu doce amante Pedro e todos os amigos próximos (eu adoro-vos muito). 
Para este novo ano, aquilo que eu mais desejo é ter muita força para continuar o curso com serenidade, concentração e confiança em mim; Ser mais autentica; Respeitar todos os alimentos e Cozinhar sem preconceitos!

Agradeço de coração a todos os que acompanham o blog, todos os likes e comentários; todas as sugestões e todas as mensagens de carinho. Espero continuar a fazer por merecer o vosso apoio!

E assim vai começar 2015! FELIZ 2º ANIVERSÁRIO!

p.s. Aceito explicações de francês hihihihihih!!!!

1 Lombinho de Porco (escolha um do tamanho que achar adequado para si e para a sua família);
Batatinhas, cenouras, e cebolas descascadas e cortadas em cubos ou gomos todos iguais;
1 ramo de ervas aromáticas (eu usei tomilho fresco e alecrim);
1 bolbo de alho;
Azeite qb, de boa qualidade;
Sal;
1 a 2 Colheres de Sopa de Pimentão doce;
2dl de Vinho Branco;

Num processador de alimentos, coloque metade dos alhos descascados, 2 a 3 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de pimentão doce e triture tudo. Não coloque o sal nesta etapa porque irá secar a carne. Tempere o lombo previamente (2 ou 3 horas antes, ou como a minha mãe faz, de um dia para o outro!!) com a pasta de alho.
Aqueça uma grande frigideira anti-aderente, coloque um pouco de azeite, o resto dos alhos esborrachados e o ramo de ervas. Coloque o lombinho (ou os lombinhos) de porco, tempere com sal, e vá selando-o (fritando a primeira camada de carne) a toda a volta. Refresque com o vinho branco e deixe o álcool evaporar. 
Num tabuleiro de ir ao formo, coloque a carne com os sucos e tudo o que ficou na frigideira. Em volta coloque as batatinhas, cenouras e cebolas, envolvidas com o resto do pimentão doce e sal. Salpique tudo com um fio de azeite se necessário.
Leve ao forno a assar a 180ºC, durante 45/60 minutos ou até os legumes estarem tenros e a carne cozinhada por dentro mas rosada.
Retire o lombinho do forno, coloque-o na tábua de corte e deixe-o repousar durante 5 minutos antes de cortar. Não se preocupe, a carne não vai arrefecer, e este processo vai ajudar a que a carne mantenha os sucos no interior e seja mais fácil fatiar.
Sirva imediatamente e acompanhe com um bom vinho!

It´s Nice to be Nice!
Foodstyling and Photography: Rosa Cardoso

coisas que me fazem continuar acreditando em nós ou pequenos detalhes que eu quero te lembrar pra ver se tu também volta a acreditar:

1. lembra daquela vez que tu falou que a pulseira que eu tanto gostava de usar me deixava sexy e eu passei a usar ela todos os dias

2. lembra quando eu pedi pra ti me indicar uma música e tu me mandou uma que te lembrava nós dois

3. lembra quando eu sai da faculdade pra ir direto te encontrar e falei que estava morrendo de fome e tu comprou um assado pra mim

4. lembra quando tu foi em uma festa e a gente acabou ficando sem se falar por dois dias e tu me mandou mensagem pedindo por favor pra mim não ficar mais longe de ti

5. lembra quando eu te fiz um texto de aniversário e tu falou que a unica coisa que falta era muito de mim na tua vida

6. lembra aquele dia lá na praia que a gente dormiu juntos e tu me acordou com vários beijinhos nas costas

obs.: desculpa a repetição de palavras e a falta de interrogação, é que são esses “lembra’s” que me mostram o quanto tu queria que fosse eu e eu ainda acredito que tu também se lembra de cada um deles.

Suposta Carta de Suicídio

Quando as pessoas encaram a morte, impõem duas opções: ou você é esperto o suficiente para morrer no fim da vida, velho moribundo, em um quarto velho com cheiro de vida ultrapassada, ou você é um idiota por morrer cedo – tirando as causas naturais. Morrer cedo pode ser um tiro no pé, já que ninguém sabe o dia de amanhã. Dia de amanhã que não existe, só em nossas mentes. Por outro lado, alguém que dá um tiro sangrento na própria cabeça não quer saber do dia de amanhã. Entenda: ele já passou por tudo que aguentou passar (sejamos sinceros, na maior parte das vezes coisas horríveis, físico ou psicologicamente) e não quer mais experimentar. É gostoso experimentar, ninguém negará isso. Quando aquele primeiro beijo te invade junto com a língua da outra pessoa na sua boca e seus instintos gritam para você fazer assim e assado. Isso é lindo. Mas do experimento só vem algo bom quando existe o equilíbrio da vida. Você precisa do ruim para viver e vice versa. Todo mundo precisa cair da bicicleta para poder aprender que daquele jeito é foda de andar. Mas ninguém continua andando de bicicleta caso ela continue caindo, minuto após minuto, mesmo que isso não seja culpa sua – talvez, claro, seja. O fator importante não é discutir de quem é a culpa, mas sim falar de quem cai.

Naquelas primeiras vezes que você andou de bicicleta e seu pai levantou você pelo braço, limpou sua camisa rasgada e falou “tenta de novo, assim e assado, porque assim é melhor”, você quis tentar de novo. Porque tinha alguém lá, dividindo a sua angústia de cair, dividindo a dor que você sentia por ter ralado todo o joelho nas pedras. Ele queria te ajudar e você aceitou isso. Quando se cresce, claro, não existe quem te puxe pelo braço e também não é preciso. Você, obviamente, sabe caminhar sozinho, sabe fazer as coisas que te interessam. Só que aquele abraço e aquele sorriso são indispensáveis. Aquela mão estendida pra você poder se agarrar quando tudo desmoronar e você cair no chão. É disso que cada um precisa – com suas variações, claro. Quem vai pelo caminho contrário, no que estão acostumados a chamar de “idiota”, não quer mais medir as escolhas, porque assim não dá mais; ele tentou isso por toda a sua vida. Quem vai pelo caminho contrário do suposto único sabe que existe algo muito errado com ele e que, naquela hora de botar a corda no pescoço, não parece ter uma solução a vista. Virgínia Woolf se matou por causa das vozes em sua cabeça, mas ela tinha marido e fama, o objetivo de muita gente por ai. E um bom marido, diga-se de passagem. Ela tinha uma mão que se estendia todos os dias para poder ajudar ela nas suas sucessivas quedas de bicicleta, mas tinha mil homens a puxando para o abismo. Ela tinha algo muito errado – e, meu amigo, ela sabia disso. Se matar parece algo besta, só se mata quem é pobre, só se mata quem é fraco. Mas, meu caro, entenda, pobre de alma e fraco de espírito. A alma não aguenta ficar sem comer, não aguenta ficar sem sorrir; o espírito precisa de alma, cai das pernas se não tem suas muletas.

A felicidade, tantos otários pensam, é um objetivo que deve ser alcançado: trabalhando, ralando, roendo unha e suando ferro. Mas ninguém pensa que não existe futuro. Que cada momento feito agora é a base, aquele tijolinho do chão, que vai, no futuro, construir algo para que você possa olhar pra trás e fale “que tempos felizes” e (claro!) ser feliz por isso. E morrer feliz por isso. Mas então, me diga, se a felicidade é o agora montado em pequenos espaços de quebra-cabeças, então o que há de ser de mim, que não monto esse quebra-cabeça todos os dias? Eu que não tenho minha felicidade momentânea, meu ínfimo sentimento de prazer e gozo, como vou fazer a felicidade-mor? Talvez seja por isso que alguém passa a navalha no pulso. Não existe a porra de um momento feliz na porra da vida e quando aparece, tímida, calada, como um estalo de dedos que não dura nem três segundos nos ouvidos alheios, ela se afoga no meio de tantas outras mágoas. A vida é longa demais, já dizia Elliot. E eu, na minha santa ignorância, concordo. Que a vida se faça nesses três míseros segundos, de energia dissipada no espaço e sentimentos ardentes intercalados, e eu morra feliz; naturalmente.

Por isso, não importando se sou um abestalhado ou um perdido, um sábio ou um maluco, não procuro mais felicidade; não espremo mais a laranja até sair seu fluido sujo e azedo; não procuro mais quem estenda a mão nas minhas infinitas quedas. Eu coloco um fim na minha indiferente existência, escrevo no meu corpo a assinatura da morte e rezo para que em um futuro próximo exista descanso para a alma desgraçada que é a minha, que busca três segundos de felicidade.

  Olhei mais uma vez para a extensão da mesa que já estava completamente cheia com a decoração que eu havia feito esperando apenas a hora certa para por o prato principal sobre ela.

  - Você acha que ele vai gostar? - Pergunto a Gemma que está ao meu lado sorrindo assim como eu.

  - Menina, se ele não gostar eu dou na cara dele. - Ela diz rindo me fazendo revirar os olhos. - Desculpa. - Pede agora um pouco mais controlada. - Você está muito tensa, tente relaxar um pouco mais, hm?! - Seu pedido é acompanhado de um carinho nas costas.

  Suspiro frustrada. Esse é o segundo ano em que eu e Zayn comemoramos algo juntos, especificamente, nosso aniversário de namoro e para mim está é uma data super importante e tem um enorme significado já que foi o dia que encontrei um homem maravilhoso e que me compreende como ninguém mais. Não seria justo eu fazer algo desleixado para ele.

  - Ok, vou tentar. - Digo vencida pela insistência de minha melhor amiga.

  - Nossa olha a hora. - Ela diz um tanto dramática, mas quem sou eu para falar de drama? - Preciso pegar a roupa da minha mãe no shopping, qualquer coisa me ligue. - Ela diz me envolvendo em um abraço aconchegante que me deixa um pouco mais segura.

  Acompanho a loira até porta e lhe dou um outro abraço forte tentando deixar que ela leve consigo toda minha preocupação, mas não sei se funciona pois assim que fecho a porta sinto minhas pernas fraquejar dando início a uma tremedeira.

  - É apenas o Zayn, apenas o Zayn…- Repito a mim mesma fechando os olhos de uma maneira forte tentando centralizar a ideia de que não é nada demais além de um jantar com meu namorado no qual estamos completando dois anos de relacionamento e que nada pode dar errado, NADA!

  Argh, isso não está dando certo.

  Faço meus pés seguirem caminho para a cozinha. Tenho que distrair minha mente de alguma maneira.

  Olho para o frango recheado que coloquei no forno a pouco tempo. Pelos meus cálculos ele ficará pronto perto da hora que marquei com Zayn. Perfeito.

  Sigo caminho para meu quarto e decido que já está mais que na hora de começar a me arrumar. Sobre minha cama tem várias sacolas das compras que fiz hoje pela manhã, pego uma delas que pertençem a uma loja de cosméticos e apanho uma toalha em seguida indo para o banheiro.

  Retiro tudo que tem dentro da sacola e coloco sobre a pia de mármore.

  - Hoje eu mereço um banho de banheira. - Digo para o reflexo que me encara enquanto me imita e sorrio para ele começando sentir a felicidade me atingir.

  Ligo a torneira da banheira e deixo com que a água morna caia sobre ela enquanto vai a preenchendo.

  Retiro minha calça e em seguida do restante das roupas que deixo com que caiem no chão. Solto meus fios rebeldes que até então estavam presos em um rabo de cavalo horrendo e me sinto livre. Após ver que a banheira está considerávelmente cheia, fecho a torneira e jogo a essência de baunilha sobre a água, o que faz com que um cheiro extremamente agradável suba até minhas narinas.

  Entro na banheira e permito-me fechar o olhos e relaxar enquanto flashback’s de dois anos de namoro com Zayn Malik invadem minha mente.

  Lembro de que quando era pequena, por volta dos dez anos, imaginava que um dia iria encontrar um cara que fosse realmente um príncipe, que iria me tratar como uma princesa e que seríamos sempre felizes compartilhando de um amor real. Isso não aconteceu, encontrei Zayn, mas ele não é um príncipe, ao menos chega próximo a isso. Mas ainda sim ele me trata como uma princesa, não somos felizes sempre, temos nossas desavenças, mas ainda sim nos preocupamos um com o outro e fazemos dos momentos bons, eternos e sem dúvida o amor que sentimos é real!

  Após um banho pra lá de relaxante, pego a cera que eu havia comprado e respiro fundo.

  - Ah, eu odeio isso! - Xingo após retirar de forma bruta a “fita” recheada de cera eu coloquei sobre a perna. - O Malik me paga. - Resmungo e após analisar minha fala acabo por rir.

  Isso é pra ele.

(…)

  Me analiso mais uma vez no enorme espelho do quarto. Eu ainda não estou pronta, falta por o vestido, porém minha imagem maquiada e com saltos usando apenas lingerie realmente tinha me pego de surpresa. Eu estou uma gata, muito gata!

  Olho no relógio de meu celular e vejo que são 20h00, falta apenas uma hora.

  Jesus.

  “Mau posso esperar pra te encontrar.”

  Mando para o número de Zayn sentindo meu sorriso rasgar minha cara.

  A mensagem demora um pouco mas logo chega e não tarda para ser visualizada.

  “Eu também meu amor.”

  Meu coração fica quentinho ao ler essas palavras simples que me fizeram suspirar.

  Me visto por completa dou um retoque em minha maquiagem que realça meus olhos. Pego meu celular e tiro uma foto no espelho logo enviando para um grupo onde estão Gemma, Lou, Lottie, Eleanor, Fizzy e Sophia que enviam milhares de elogios e piadinhas no duplo sentido que me fazem ansiar mais ainda pelo jantar. Digo tchau a elas e sigo com o celular em mãos até a cozinha me maravilhando em ver como tudo estava correndo bem e meu frango já exalava um cheiro digno de banquetes (não que eu queira me gabar).

  Sentei-me na ponta da mesa e não consegui retirar o sorriso da minha cara nem a ansiedade do meu peito.

  Dois anos, cara!

(…)

  Meus pés tremiam de forma frenética, minhas unhas decoradas por um esmalte cintilante já eram pressionadas por meus dentes que não se controlavam.

  O frango já estava devidamente assado, mas achei melhor deixa-lo dentro do forno para não estar frio ao que Zayn chegasse. Falta dez minutos para as nove e ele não me mandou mensagem alguma, nem mesmo está online para me dar ao menos uma esperança de que ele não vai se atrasar tanto.

  “Cadê você?”

  Envio mesmo sabendo que está dentro do horário combinado e acabo por me culpar em estar apressando ele.

  A mensagem chega mas não é visualizada o que me deixa um pouquinho preocupada.

  - Ainda está no horário. - Tento me convencer.

  Basta ter paciência, é nosso dia, ele não irá dar mancada.

21h10min

  “Zayn, você está vindo?”

21h15

  “Vou tirar o frango do forno, ok?”
“ Te amo.”

21h30min

  “Zayn aconteceu alguma coisa? Por que está demorando?”

21h45min

  “ Cadê você Malik??????”

21h55min

  “ Você me disse que estaria aqui…”

  21h57min

  “ Você se esqueceu né? ”

22h05min

  “ Não precisa se preocupar em responder, já vi a foto que o Jason postou no instagram”
  “Photo”

  Eu não queria chorar por isso, não queria chorar por ele, mas a ardência em meus olhos não permitiu que eu continuasse a fazer uma pose forte e acabei por me deixar desabar ali mesmo.

  Eu me sentia tola por ter tentando fazer com que tudo ocorresse da maneira mais perfeita possível, enquanto Zayn ao menos se preocupou em olhar no calendário para ver que dia é hoje e não pensou duas vezes para ir para uma festa com seus belíssimos amigos. Ele sequer teve a decência de visualizar minhas mensagens.

  Arranquei meus saltos e os deixei jogados por ali mesmo, guardei o frango novamente e apaguei as velas que eu havia acendido para dar um ar mais romântico. Idiota. Apaguei a luz da cozinha e corri para o quarto arrancando de forma bruta meu vestido.

- Eu sou uma retardada! - Gritei com fúria e me joguei na cama dando liberdade para que as lágrimas tomassem conta do meu rosto assim como a dor que agora dominava meu peito.

Aah eu te odeio Zayn Malik!
 

Acalmem que vai ter segunda parte, risos.

ME DIGAM SE GOSTAREM E FAVORITEM OK?!

Vocês acham que Zayn merece perdão? Uhhhhhm???

— Olha só, vamos tentar não falar sobre isso?
— Sobre o quê?
— Sobre eu estar aqui. Sobre a gente ter se conhecido e qualquer coisa que acontecer daqui pra frente. Vamos tentar simplesmente não falar a respeito. Não perguntar se tá acontecendo mesmo, se a gente tem motivos, se vai ser assim ou assado. Querer saber o que um tá sentindo, o que o outro tá sentindo. Sei que devo parecer louca mas falar sobre as coisas avacalha tudo pra mim. Falar estraga. É só dar nome que morre.
—  Daniel Galera.
eu acho que eu superei o amor romântico - ela me disse

porque o amor romântico pede muitas coisas
da permanência incondicional às doações sem retorno exacerbadas
demonstrações constantes e monumentais
obras faraônicas
slogans premoldados
peças fabricadas para explodir as sensações
você precisa dizer e sentir coisas - ciúmes
porque o amor romântico é assim e assado e - acima de tudo - não morre.
então ainda que aquela relação (presumidamente recíproca porque o amor romântico exige reciprocidade) te sugue toda energia e felicidade, qualquer possibilidade de seguir sua vida na direção que lhe caberia, só ou em outras companhias, ainda que tudo isso seja verdade, você não pode ir embora porque o amor romântico é sobre estadia estática
e quando alguém quebra esse pacto tão selado por promessas vazias gritadas aos ventos cibernéticos e as declarações prontas em datas comemorativas, quando alguém desiste ou falha ou cansa ou se dá conta de que simplesmente não tem dado certo, quando alguém sai do ciclo seleto que é formado por aqueles que entendem de romance, essa pessoa é má, vil, cruel, destruidora de sonhos, talvez até mentirosa
e eu queria dizer que talvez essa pessoa seja apenas aquilo que todo mundo deveria ser pelo menos um pouco todos os dias: livre
eu queria dizer que as relações têm que saber se por - e por que não? até o sol o faz
o meu sentir me persegue indefinidamente e se transforma mas não desmancha, cansa mas não se arrefece. só se mistura na rotina do prosseguir.
é muito sobre isso, eu acho, agora.
o amor romântico quer uma grande renúncia que nunca é sua - você sempre espera que o outro esteja aos seus pés
e quando você decide se curvar pra entrega e ela não é notada - esse é o maior absurdo, o vencedor dos insultos ao seu ego
porque o amor romântico quer ser pago
e me perdoa por ter cansado desse jogo, por jogar agora todo o meu amor diariamente janela da alma a fora, por dizer ‘tô aqui agora ou mais tarde’, ainda que a pessoa jamais venha, eu nunca paro pra esperar sentada então a espera nunca mais me dói, me perdoa pela disponibilidade, por sempre conversar com profundidade, por falar como me sinto com tanta desenvoltura, por escrever sobre, por procurar, me perdoa por sumir do nada sem hora pra voltar, me perdoa por ser exatamente quem quero ser o tempo todo, por ter deixado de me perguntar qual vai ser a reação do outro, por sair quando sinto que preciso, por voltar quando bate vontadde, me perdoa por só fazer as coisas quando sou capaz de sentir amor enquanto faço, me perdoa por sentir tanto amor o tempo todo ainda que não haja formato, nome, título ou destinatário
me perdoa por não me sentir mal sobre nada disso
sobre não caber na cartilha do romantismo como prática social cotidiana
também não caibo nas cartilhas desse novo-amor-livre fabricado pela indústria libertária
eu sinto e é mais ou menos só isso - fico feliz por não precisar entitular

Sabe aquele olhar que os cachorros de rua dão para os frangos sendo assados na vitrine giratória do supermercado? Então, passei a dominar este olhar com o passar dos anos. Não me leve a mal, pois não me refiro àquela sensação que a grama do vizinho é sempre mais verde, que o cabelo da fulana é mais bonito ou que aquela sua rival dos tempos de escola está namorando o cara “perfeito”. Não é esse tipo de invejinha que todo mundo tem e nega a que me refiro. Sabe quando sair todo final de semana, ter vários “crushes” ou se exibir com o cara mais bombado da balada já não faz mais sentido? Primeiro porque quando sai a primeira coisa que você faz é procurar um lugar para sentar e segundo porque você acha “crush” uma gíria idiota de adolescente. Neste momento você começa a refletir que não faz tanto tempo que saiu da adolescência e já acha várias coisas irritantes. Você começa a se questionar em que momento da vida desgostou das boys bands, deixou de ter um ídolo teen e parou de pesquisar fofocas sobre o mundo dos famosos. A maioridade que você tanto almejou chegou e impôs o seu preço. Você começa a mudar gradativamente, revê conceitos, formula princípios e muda algumas opiniões. Você cresce e torna-se uma estranha. O namorado “gêmeo” do Taylor Lautner que outrora você tanto desejou dá lugar a outro que está com você nos piores momentos. Seu festival de amizades de balada dá espaço a um círculo restrito que você é capaz de contar com os dedos de uma só mão. Em determinado momento você passa a desejar apenas um emprego estável, boas amizades, um parceiro leal e uma casa aconchegante para voltar no fim do dia. Creio que o olhar de um cachorro de rua desejando um frango assado é o mesmo olhar que adquirimos quando amadurecemos. É o nosso jeito de encarrar que mesmo algumas coisas indo bem outras darão errado, este é o nosso modo de demonstrar que ter vinte e poucos anos pesa.
—  Tainara, d-istopia.

outro dia uma amiga tava reclamando da realidade - não do jeito banal e vitimista que essa frase faz parecer, mas de uma forma genuína
eu não queria ficar catando palavras agora
ela dizia que não é tão fácil encarar a onda da massa, dos padrões, das certezas, do que é vendável, do que é bonito, do que é aceito, do que é normal
porque não é
ainda que uma meia dúzia de porcentagem esteja dizendo que tudo bem ser assim ou assado ou de qualquer jeito
vigora um muro do padrão do normal e do ok e estar fora é estar fora (ainda que você ache razões diárias para amar estar fora, você ainda estará fora e há sempre o risco de num dia ou outro as razões se esquecerem, acontece)
e eu entendi porque eu também sei
dos muros nos quais eu não entrei
todo mundo está fora de algum, sabe, em algum momento
o normal de verdade é um castelo utópico em cima do morro, vazio
as pessoas andam com plaquinhas de normalidade e tinturas cobrindo o que não cabe ali pra ninguém ver
mas o que eu queria ter dito não é que isso não importa - porque na prática importa sim, é difícil sim estar sempre fora dos muros e eu não poderia desmentir sem ser cega
o que eu queria ter dito é que eu não sou cega e daqui de fora do muro eu vejo essa galera foda da porra, linda demais, por dentro e do avesso, inteiramente incrível e sensacional de tantos e tantos jeitos que os muros descartam
e dá pena saber que de lá de dentro, a maioria das pessoas nunca vai ser capaz de ver toda essa beleza
então era isso, yas, vai ser difícil por todas as pessoas que não conseguirem ver (era isso que eu queria ter dito) mas isso não quer dizer que você não seja linda

EU SEMPRE QUIS SER UMA MULHER FORTE 

Pra mim, isso significava ser uma mulher independente, inteligente, de opinião própria, cheia de coragem , que sabendo que é impossível vai lá e faz e que usa o tropeço pra dar um passo mais largo…

Esse desejo me fez avançar por muitas vezes. Me fez estar sempre nos primeiros lugares das classes, me pôs em destaque, me fez ir à luta com pouca idade sem mimimi.

Na adolescência eu lembro dessa moça resoluta e intrépida que tinha até uns ares de feminista não revelado.

Mas o tempo e as cargas mais altas vieram e me mostraram que ser uma mulher forte não tem exatamente a ver comigo. Porque olhar pra dentro de mim me faz ver fragilidades, inseguranças, medos e uma infinidade de dúvidas. Isso não é ser uma mulher forte, porque isso me faz parar, envergar em qualquer tropeço, retroceder na primeira ameaça e abalar por conta de opiniões externas.

Ora, se olhar para mim me expõe às minhas fragilidades, eu preciso de algo externo que me capacite a ser uma mulher forte. As outras pessoas, cheias de mais fragilidades e inseguranças não serão capazes de fazê - lo e as circunstâncias - sempre tão variáveis e incertas - muito menos.

É por isso que ser uma mulher forte tem a ver com algo/alguém que não muda e que é eterno, pelo que, tenho descoberto, ser uma mulher forte tem a ver com fixar meus olhos e coração em Deus.

Sim.

Tem a ver com confiar nos planos de paz que Ele tem a meu respeito, mesmo quando as coisas não acontecem; tem a ver com me enxergar com os olhos que ele me vê e não parar porque fulano pensa assim ou assado a meu respeito; tem a ver com encontrar segurança nele, em sua soberania amorosa que dirige todas as coisas para o meu bem; tem a ver em me deleitar nele e no seu amor, sem depender do amor dos outros e, principalmente, tem a ver com ser o que ele me convida a ser e seguir firme nesse propósito, independente das circunstâncias e/ou adversidades.

Tudo isso é que vai me fazer caminhar e não retroceder quando recebo um “não” da vida; que vai me permitir fazer escolhas que me conduzem ao bem, ainda que no momento elas sejam difíceis e me tragam alguma privação; e que vai me permitir ser a mulher confiante e segura que sempre almejei.

Deus está me ensinando sobre isso. Mas o mais legal é perceber que ele se importa com minha fragilidade e, ao contrário de mim, não se assusta com ela; na verdade, ele conhece o meu coração, estava lá quando cada um das minhas inseguranças começou a ser formada, assim como deseja me levar a essa condições de mulher forte firmada nele.

Com efeito, ele me chama de vaso mais frágil e deseja aperfeiçoar o seu poder na minha fraqueza. E não somente isso, mas Ele veio para os que se reconhecem frágeis e convida os fracos e sobrecarregados a se achegarem até ele.

Eu ainda desejo ser essa mulher forte. Creio que estou sendo formada nesse sentido; aprendendo a confiar, amar, deleitar e depender do meu Criador, redentor e resgatador. Tenho certeza que a mesma intrepidez de outrora estão sendo/serão possíveis e visíveis graças à minha aproximação a ele e a segurança que encontro no seu cuidado.

“Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti”. (2 crônicas 20:12)

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.
Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”.
(2 Coríntios 12:9,10)

~ Monara Barreto

O querer fera ferida
Permanece inquieto
Palpitando sobre verões
E versões de primaveras caseiras


Tivemos uma hora livre
Para devotarmo-nos a religião crua:
Nossos corpos quentes fantasiados de monumento
Tateando entranhas por debaixo de versos usinas usuais


Um eu lhe amo
Era cadencia de cada suspiro
Cuspido do estômago de algum galho de Eva
Onde colidíamos ainda mais como cernes mortas


Teu beijo gosto de borboleta
Valeria até amanhã de manhã
Assim assado ao teu lado
Fui menos revés e mais par


Romantizares meu altar como cabala
Sacrificara vaias de filhos legítimos por covas
Romanizaram nossos corpos como aspas
Beatas entoavam cânticos românticos sob os pés de nossa despedida


Vosso pranto limpava caminhos
Para jovens arlequins correrem
O fel  bebida originara do caule pagão
Secava-se em mãos maniqueistas


O manequim de molde
Fora um Adônis Sebastião
Instruído por artesãos psicológicos
A declarar guerra à rebarbas rítmicas


E quanto a nós, de vosso santuário
Petrificamos como mito para o algoz anel anelar
Rimando vestidos brancos com buquês
Buscava lábios e filos para suas mátrias

—  A Cabala Caput De Dois Corpos, Pierrot Ruivo 
Querido Dean.
Venho por meio desta carta lhe dizer que sou grata. Sim, grata. Por me fazer ver que pessoas aparecem, somem, voltam, e se vão pra sempre. Por ter me feito sorrir naquela noite que eu queria muito chorar, e por me fazer chorar naquela noite em que tudo que eu precisava era um sorriso. Te agradeço por de certa forma ter me feito bem, e por ter me feito mal. Por me enxergar como sou. Exatamente assim. Dramática, exagerada, chorona, insegura, louca e sua. Me ensinou que posso querer me entregar ao ponto de te deixar saber da minha vida, de forma inteira, meu passado, presente e me fazer ver que eu consigo querer alguém em meu futuro. É uma pena que nem tudo que queremos, acontece. Quero te dizer que te odiei todas as vezes que me tratava mal, e todas as vezes que era um idiota comigo, mas te amava todas as vezes que vinha pro meu lado querendo carinho. Eu tinha vontade de acertar em cheio sua bochecha com um soco, todas as vezes que você fazia eu me sentir idiota por te dizer o que sentia. Tinha vontade de te dar um beijo quando era bobo só pra me arrancar um sorriso. Você me disse que iria embora, e eu não pude te pedir pra ficar como fez quando eu queria ir. Tudo bem, eu não queria ir, mas precisava. Você pediu que eu ficasse, e fiquei. Você já foi tantas vezes e voltou. Me mandou ir e eu não fui. Aí que tá a pequena diferença, você vai e volta, e eu? Eu nunca fui. Eu sempre fiquei. Quando você ia fazer merda, onde eu estava? Com você, pedindo que não a fizesse. Quando não estava bem, onde é que eu estava? Do seu lado te consolando e te pedindo pra ficar bem, pra que eu pudesse ficar também. Todas as vezes que pisou na bola, eu sempre permaneci, e sempre aceitei. Talvez esse seja o erro da história, e meu. Eu sempre aceitei. Seus carinhos e socos, suas palavras bonitas e as feias também. Eu sempre aceitei, e não, nada de reconhecimento. Porque se reconhecesse, faria no mínimo, ficar comigo, do meu lado. Você do nada parou de se importar, começou a fazer pouco caso de mim, como se tanto faz tanto fez. Como se eu nunca tivesse significado nada. Eu nem sei mais em que acreditar. Hoje você é assim e amanha é assado. Age positivamente em um dia, e de forma negativa no outro. Desculpa. Desculpa ser tão complexa, eu só queria, que pelo menos dessa vez, tivesse durado. Mas não, não te peço pra ficar. Você nunca quis isso. Se quisesse, não teria ido e voltado um milhão de vezes como fez. Obrigada por me fazer ver que posso carregar alguém dentro de um coração do tamanho da palma da minha mão.
—  A última carta.

[…] — Você não me parece realmente contente com sua sorte, perdoe-me se falo assim, tão cruamente, mas é a impressão que tenho e gostaria de saber qual a razão — disse Mark, servindo o conhaque. — Ficaria muito feliz se demonstrasse que estou enganado.

— Não tenho a mínima intenção de discordar — respondeu Martin com um sorriso irônico. — Na verdade, não estou nem um pouco satisfeito com o mundo e, além disso, não pretendo ficar satisfeito com ele. Por outro lado, noto que você usou duas vezes palavras muito próximas em sentido, ‘contente’ e 'feliz’. A felicidade e o contentamento na minha opinião são estados animais, felizmente efêmeros, e me parecia extremamente desastroso se durassem muito tempo. Certamente não me imagina disposto a prolongar por horas e por dias o prazer que me proporcionou essa torta de maçã, por maior que tenha sido.

Mark se permitiu um pequeno sorriso cético e sem dúvida pretensioso.
— A felicidade não é o objetivo da humanidade? — perguntou ele, como se estivesse certo da resposta.

— Mark, eu não sei o que é a humanidade — respondeu Martin com um certo bom humor. — Mas, afinal, se a felicidade consistisse em estar contente com a própria sorte, não estaríamos muito mais avançados do que o homem de Neandertal. Sem dúvida, esta noite estaríamos mastigando um pedaço de bisão mal assado. Cristóvão Colombo não teria descoberto a América e a média de vida do homem seria de uns 40 anos, porque ninguém teria se dado ao trabalho de descobrir a cura para esta ou aquela doença — soltou uma longa baforada do pequeno charuto. — O mais interessante no ser humano é a sua insatisfação, que o leva a procurar sempre outra coisa.

(…)

— Resumindo, você se contenta em não estar contente.
Martin começou a rir.

— É um contentamento que me parece mais durável do que o outro — observou ele, com um olhar malicioso.

—  Gerald Messadié.