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Amor sem Medidas - Capítulo 9 - Na casa dos amigos (Parte 2)

Sophia narrando

― Eu acho melhor ir indo… ― Eu disse, ao ver que Emmy soltou um pequeno bocejo. Sua pequena boquinha rosada formava um pequeno “O”.

O sono estava chegando não apenas pra ela, mas pra mim também. Já podia sentir meus olhos começarem a arder, as pálpebras pesando, e o meu corpo implorando por descanso.

― Quê? Não, nada disso. ― Lua disse, franzindo as sobrancelhas. ― Você não vai sair nessa chuva, ainda mais com a Emmy. Vocês podem pegar um resfriado, sei lá.

― Claro que vou, você quer que eu faça o quê? ― Perguntei retoricamente. ― Tenho que ir pra casa, daqui a pouco Chay e Mel chegarão, ou não. ― Ri ao imaginar o que eles estariam fazendo agora. E instintivamente senti meu rosto corar.

― É melhor você ficar e passar a noite aqui, tá chovendo muito. Amanhã se quiser pode ir embora. Anda, vai ser legal… ― Lua dizia com uma voz doce, e tentava me convencer com sua carinha fofa.

Não tinha como resistir. Suspirei, vencida pela insistência de minha amiga.

― Eu ainda não entendo como você consegue convencer as pessoas desse jeito, juro. ― Disse e rolei os olhos. Realmente não entendia como ela fazia isso. Lua sorria, animada.

― Isso quer dizer que você vai ficar? ― Ela sorria cada vez mais.

Pude ver mais um relâmpago e o barulho do trovão ecoou pelos céus. Eu novamente estremeci.

― Acho que sim. ― Disse sorrateiramente. Apesar de não gostar muito da ideia, achei que seria mesmo melhor dormir aqui, pois aquela chuva estava me aterrorizando. Bocejei.

― É, to vendo que cê já tá com sono. Você pode dormir no quarto de hóspedes. Vem, vamos pegar uma roupa minha pra você dormir. ― Lua disse. Se apoiou na cabeceira da cama, e se levantou.

Também me levantei, e peguei Emmy de cima da cama. Ela estava com sono, e já estava ficando levemente irritada. Começou a chorar.

― Não, não, meu amorzinho… Não chora, mamãe tá aqui. Shhh shhh, não chora, não chora… ― Eu sussurrava, e a balançava em meus braços, tentando acalmar ela.

― Melhor ajeitarmos tudo pra dormir, parece que tem alguém impaciente aqui… ― Lua disse, se referindo á Emmy, e riu brevemente. Emmy já quase tinha parado de chorar, apenas choramingava, reclamando.

Eu e Lua fomos ajeitar tudo. Emmy dormiria no quarto de Milenna e eu dormiria no quarto de hóspedes. Enquanto Lua ajeitava o berço para que Emmy pudesse dormir nele, eu a amamentava. Ela mamou durante um bom tempo enquanto eu e Lua conversávamos baixinho, e quando nos demos contas, Emily já havia dormido.

Coloquei ela no berço delicadamente para não acorda-la. Eu e Lua ficamos observando ela dormir por alguns minutos, velando seu sono, e logo depois saímos do quarto.

Lua me levou novamente ao quarto dela, disse que iria pegar uma roupa pra eu dormir. Se sentou em sua cama, e disse que suas roupas de dormir estavam na terceira gaveta de seu guarda-roupa.

Abri a gaveta e arregalei os olhos ao ver as peças que tinha lá.

― Meu Deus… Não me diga que você usa isso? ― Eu disse, surpresa, e levantei a lingerie. Lua viu e soltou uma gargalhada.

A lingerie era preta e toda rendada, não cobria praticamente nada do corpo. Tinha alguns enfeites provocantes que preferia nem comentar. Lua ainda ria muito.

― Você queria o que? ― Parou e riu mais um pouco. Talvez estivesse rindo da minha cara. ― Eu trabalhava numa boate de strip, eu vestia isso normalmente. Se você ficou assim ao ver isso, tinha que ver meu ”uniforme”.

Mesmo ainda olhando de canto para todas aquelas peças provocantes e sensuais eu ri. Tentei deixar isso pra lá e voltei a revirar a gaveta, em busca de algo mais normal.

― Sua gaveta parece uma mini sex shop. ― Eu comentei e nós duas rimos. Eu fiquei vários minutos procurando, mas tudo o que eu achava era camisolas quase transparente, lingeries de todos os jeitos, cintas ligas, corpetes e todas essas coisas…

― Eu sinto falta de usar essas roupas… ― Lua disse, e eu a olhei. Percebi que estava tendo um devaneio. ― Não sinto falta da boate e tudo mais, mas sim de usá-las com meu marido. Eu não vejo a hora da Milenna nascer pra podermos voltar a fazer amor normalmente. É estranho fazer isso enquanto grávida, é bom e diferente, mas mesmo assim, eu ainda sinto falta… ― Lua continuava pensando em voz alta, e eu apenas tentava rir baixinho.

― Argh, eu não acho nada que não seja provocante. Eu só queria uma roupa confortável pra dormir. Um short e uma blusa tava ótimo…

― Ah Sophia, que isso… É ótimo usar uma lingerie mais provocante de vez em quando ― Lua insistia.

― Acontece que eu não quero nada disso, eu só quero uma roupa confortável pra eu dormir. ― Eu disse, e Lua revirou os olhos.

― Tá, tudo bem, vou procurar outra coisa pra você… ― Ela suspirou, e ele se levantou da cama com um pouco de dificuldade, pela enorme barriga. Veio até mim, e abriu outra gaveta.

Rapidamente, retirou de lá uma camisola.

― Toma, essa é a mais “decente” que eu tenho. ― Lua disse, e bufou.

― Ah, melhorou. ― Eu disse, e eu e Lua rimos. ― Bem, eu vou me trocar.

― Tá bom. Eu vou me trocar e dormir também, o sono já chegou. ― Lua disse, e como se fosse para confirmar, soltou um longo bocejo.

― Boa noite. ― Eu disse, e mandei um beijinho pra ela, indo em direção á porta do quarto.

― Boa noite, até amanhã Sophs. ― Ela falou e também me soprou um beijinho.

Saí do quarto dela e fechei a porta. Fui até o banheiro do andar de cima, com a camisola de Lua ainda em minha mão. Entrei e me troquei, colocando a camisola e guardando a roupa que eu vestia antes.

Eu já sabia onde era o quarto de hóspedes, então fui até lá e entrei. Acendi as luzes, e arrumei tudo. Preparei a cama, coloquei minha roupa ali perto para eu me vestir amanhã, e fui logo me deitar, pois o sono já estava me dominando.

**

Micael narrando

Depois que eu voltei, desistindo de ir pra casa, eu e Arthur voltamos á assistir TV. Um filme qualquer, que nem estávamos prestando atenção.

― Aí cara, acho que vou subir, já to com sono… ― Thur disse, e coçou levemente os olhos.

Me ajeitei no sofá, e bocejei.

― Acho que também vou, já tá bem tarde… ― Me espreguicei, esticando meu corpo que já estava parado á algum tempo.

Eu e Arthur subimos. Desejamos “Boa Noite” um pro outro, e ele entrou em seu quarto. Eu fui em direção ao quarto de hóspedes. Já dormi lá uma vez, então já sabia onde era.

Assim que entrei, me surpreendi ao perceber que tinha alguém ali.

Andei devagar, tentando ver quem era. A pessoa também percebeu minha presença, pois se sentou na cama. Acendeu o abajur ao seu lado, e então pude ver claramente o rosto dela.

― Humm… Sophia? ― Perguntei, querendo confirmar.

― O que veio fazer aqui? ― Ela perguntou, ainda sonolenta. Coçou os olhos, e olhou algo em seu celular. ― E á essa hora?

― Vim dormir, ué. E você? Vai dormir aqui também? ― Perguntei, a encarando.

― Sim, e eu cheguei primeiro aqui. ― Ela disse um pouco irritada, se deitando novamente e cobrindo seu corpo com as cobertas. Tão linda quando fica brava.

― Tudo bem, eu vou dormir no sofá então… ― Eu disse, cedendo a cama para ela. Sophia não falou nada. Dei mais uma olhada nela antes de sair do quarto, fechando a porta em seguida.

**

Eu estava na cozinha. Lanchinho á noite é uma das melhores coisas que existem.

Tava comendo um sanduíche que eu havia preparado de qualquer jeito. Até que não estava tão ruim.

Dei mais uma mordida nele, até que ouvi passos. Estavam vindo pra cá.

Engoli rapidamente, me sentindo um pouco culpado por ter “assaltado” a geladeira. Vi alguém entrar na cozinha. Era ela.

― Pensei que tinha voltado a dormir. ― Comentei, encarando Sophia. Ela estava parada na porta, os braços cruzados sobre o peito, o cabelo um pouco bagunçado e com uma carinha de sono. Não pude deixar de reparar que ela ficava extremamente linda com aquela camisola.

― Pensei que tivesse dito que ia dormir no sofá. ― Ela retrucou, e me olhava desafiadoramente.

― O que veio fazer aqui? ― Perguntei, ainda olhando. Estava encostado no balcão. Ela riu de alguma coisa, e eu não entendi o por que. ― Que foi?

― Eu fiz essa mesma pergunta lá no quarto. ― Ela riu, eu também, mas logo paramos e voltamos a nos encarar. ― Eu só vim beber um pouco de água, mas já perdi a sede. ― Ela explicou. Se virou e foi andando em direção as escadas, para subir novamente para o quarto. E então, ela parou na metade do trajeto, se virando e voltando para a cozinha, onde eu estava. ― Er… Hoje tá meio frio pra se dormir no sofá, então… Eu pensei… Se você quiser… Sei lá, pode ir dormir lá… comigo.

― Tudo bem. ― Eu concordei, e não pude evitar o sorriso largo que apareceu em meu rosto.

― É, tudo bem. ― Ela confirmou, e vi um pequeno sorriso crescendo por seus lábios também. Nós nos entreolhamos. ― Bem, eu vou… subir.

― Ah, eu também vou. ― Eu disse prontamente. Coloquei o resto do meu sanduiche na geladeira e a segui. Sophia já estava subindo as escadas.

Ela chegou ao quarto e eu cheguei logo atrás. Nós dois entramos. Ela não falou nada, e foi logo até a cama, e se deitou lá, se cobrindo. Suspirei.

Fui até o meio do quarto, e comecei a tirar minha roupa. O casaco, o tênis e a meia, a blusa que eu vestia por baixo, e quando eu estava desabotoando minha calça, percebi que Sophia olhava pra mim, os olhos azuis um pouco arregalados.

― O que você tá fazendo? ― Ela dizia, meio que sem acreditar. Ela olhava pra mim, surpresa.

― Tirando a roupa…? ― Eu disse, como se fosse óbvio, e saiu mais como uma pergunta.

― E-Eu sei. Mas, por que tá fazendo isso? ― Ela perguntou, ainda olhando pra mim.

― Por que as minhas estão um pouco molhadas. ― Disse, calmamente. Desabotoei minha calça, que deslizou por minhas pernas, me deixando apenas com uma cueca boxer branca.

Sophia virou o rosto, evitando olhar pra mim. Eu ri.

― Sério mesmo que você vai ficar assim? ― Ela perguntou, e aos poucos, virou o rosto, olhando novamente pra mim. Vi que ela ficou vermelha.

― Aham. E é melhor ir se acostumando, porque eu só consigo dormir sem roupa. ― Eu a avisei, rindo ao ver sua reação.

Sophia negou com a cabeça e bufou. Se deitou novamente, de lado, talvez um pouco irritada, e fechou os olhos, tentando dormir. Ri baixinho.

Deixei as minhas roupas pelo chão mesmo, amanhã as arrumaria. Fui até a cama. Levantei as cobertas e me deitei ali, me cobrindo em seguida. A cama era quentinha e confortável.

Eu e Sophia estávamos deitados de costas um pro outro. Fechei os olhos, tentando dormir.

**

Sophia narrando

Acordei com a claridade que vinha da janela.

Continuei com os olhos fechados, tentando dormir mais um pouco. Estava tão bom ficar ali.

Abri os olhos lentamente, e vi ele.

Seu rosto estava tão próximo ao meu que eu até podia sentir sua respiração em meu rosto. Nossos narizes á centímetros de distância. Estava dormindo tão serenamente que eu podia ficar ali observando seu sono por horas.

Fechei os olhos, e tentei de alguma forma tirar esses pensamentos de minha cabeça.

Juro que tentava ignorar o fato de ter um homem desses dormindo colado á mim, só de cueca, mas era simplesmente impossível.

Fui acordando aos poucos, minha consciência voltando lentamente, e eu realmente pude perceber como estávamos.

Os nossos corpos estavam colados. Senti o peso do braço musculoso dele sobre mim. Minhas pernas se enroscavam com as deles. E eu estava com o braço sobre o pescoço dele.

Estava confusa. Tínhamos ido dormir virados de costas um pro outro, como podemos acordar nessas posições?

Suspirei e deixei isso pra lá. Tinha logo que sair dali, antes que eu não resista.

Tirei meu braço de cima do pescoço dele. Peguei em sua mão, que estava sobre minha cintura, e a levantei. Delicadamente, consegui tirar o braço que de cima de mim, e separei nossas pernas calmamente, para não acordá-lo.

Me afastei, a fim de sair dali. Mas, ele se mexeu. E mesmo inconsciente, colocou seu braço novamente sobre mim, me puxando para perto novamente. Ele continuava dormindo.

Involuntariamente eu sorri. Será que ele me queria por perto?

Sophia, o que você está pensando? Ele está dormindo, não está consciente de seus atos!

Novamente, tirei seu braço de cima de mim delicadamente, e dessa vez fui rápida e me levantei. Se eu ficasse mais, iria acabar me rendendo e ficar dormindo, agarrada á ele.

Peguei minha roupa que tinha guardado ontem. Fui em direção á porta, e antes de sair do quarto, olhei para Micael que continuava dormindo tranquilamente. Suspirei e saí.

Fui para o banheiro e tirei a camisola de Lua, logo colocando a minha roupa. Fiz minha higiene matinal. Saí e fui até o quarto da Milenna, onde Emmy estava dormindo. Entrei e vi minha pequena filha ainda dormindo, fui até ela e acaricie seu rostinho alvo. Logo saí do quarto, para deixar ela continuar dormindo.

Desci as escadas e ouvi algo na cozinha. Ou melhor, alguém. Fui até lá. Cheguei e vi que eram Lua e Arthur, ainda de pijamas, e tomavam café da manhã juntos, rindo e conversando.

Assim que perceberam minha presença ali, me cumprimentaram com um “Bom dia”. Os cumprimentei de volta, e me sentei junto á eles.

― E então, como passou a noite? ― Lua perguntou, e mordeu um pedaço de sua torrada.

― Foi boa… ― Eu disse, um pouco acanhada. Não conseguia tirar da minha cabeça que tinha dormido com ele.

― E o Micael? ― Lua continuava com as perguntas. Arthur riu.

― O que tem ele? ― Eu disse, como se nada tivesse acontecido.

― Sophia! Nem adianta negar, nós já sabemos que vocês dormiram juntinhos. ― Lua riu e Arthur ria ainda mais.

― Tá, tá bom, a gente dormiu junto sim. E antes que perguntem: apenas dormimos. Nada a mais. ― Eu admiti, e peguei uma fatia de bolo sobre a mesa.

― Awwwwwwn, viu amor? Eu disse, eles estão cada vez mais próximos, daqui a pouco estão casados como a gente. ― Lua comentava com Arthur, e eu a olhei. Eles deram um selinho.

― Ei! Eu to aqui ainda, sabia? ― Reclamei e eles riram.

Continuamos tomando café da manhã normalmente, e quando estávamos quase terminando, ouvimos águem chegar.

Era Micael.

Estava com calça, mas mesmo assim, estava sem camisa. Ele deve fazer de propósito, só pode. O que custa colocar uma camisa? Mas não, queria que ficasse babando no corpo perfeito dele.

― Bom dia. ― Ele falou, ainda com aquela carinha se sono, mas sorrindo.

― Eu vou ver se a Emmy já acordou… ― Eu disse, e me levantei rapidamente. Saí da cozinha, deixando eles lá.

Subi novamente as escadas, e fui até o quarto de Milenna. Entrei lá e fui até o berço, vi que Emmy tinha acordado.

― Bom dia meu amorzinho… ― Eu disse e sorri para ela. ― Vem com a mamãe, vem…

Eu a tirei do berço, trazendo-a para meu colo. Balançava ela levemente, a ninando. Dei um beijinho nela.

Troquei a fralda dela, e coloquei uma outra roupinha nela. Peguei a bolsa com as coisinhas dela que havia trazido e desci, para me despedir, pois já tinha que ir embora. Nem ao menos tinha avisado a Mel ou Chay que dormiria fora de casa.

Voltei até a cozinha. Vi que Lua já havia acabado seu café da manhã, e Micael continuava a comer. Não vi Arthur ali.

― Bebê! ― Lua exclamou ao ver Emmy em meu colo, e veio até mim.

Ela logo a pegou Emmy de meu colo, que se jogava pra Lua.

― Eu só vim dar tchau mesmo… ― Eu disse para Lua, que me devolveu Emmy. Eu a peguei.

― Mas já? Fica pelo menos pra almoçar comigo… ― Lua disse, fazendo biquinho.

― Não posso, já fiquei muito tempo aqui. ― Eu disse, e Lua fez uma carinha triste. Eu já estava me acostumando com o jeito de Lua para convencer as pessoas. ― E nem adianta fazer essa carinha.

Lua desistiu da carinha triste, revirou os olhos e bufou. Eu ri.

― Tudo bem, vou pedir pro Thur te levar em casa. ― Lua disse.

― Não, não precisa, eu pego um táxi. Não quero que ele se atrase no trabalho por minha causa. ― Eu disse, dispensando a carona.

― Eu posso te levar. ― Micael se ofereceu, falando pela primeira vez desde que eu tinha voltado pra cozinha. Abri a boca para recusar a carona dele também, mas ele não me deixou falar. ― Vamos, é só uma carona.

― Tá bom. ― Eu hesitei, mas acabei concordando.

Ele rapidamente engoliu o que estava comendo e se levantou.

― Só vou pegar minha camisa lá em cima e já volto. Me espera. ― Ele avisou, e subiu as escadas.

Vi que Lua tinha um sorriso malicioso no rosto.

― Pode tirando esse sorrisinho daí, é só uma carona, okay? ― Eu disse, e ajeitei Emmy em meus braços.

― Ah, qual é? Será que você não enxerga que… ― Lua ia dizendo, mas eu a interrompi.

― Não, não enxergo nada, porque não tem absolutamente nada pra enxergar. ― Eu disse,e Lua revirou os olhos.

Ouvimos passos e olhamos pra escadas. Vimos Micael, agora já com a blusa.

― Vamos? ― Ele perguntou, já com as chaves de seu carro na mão.

― Vamos sim. ― Eu concordei. ― Tchau Luinha, brigada por tudo. ― Eu disse, e a abracei.

― Tchau, e volta logo. ― Nós saímos do abraço. ― Vou sentir falta de você e dessa princesinha. ― Lua tocou o narizinho de Emmy com a ponta do dedo. Ela riu.

Lua acompanhou eu e Micael até a porta, e se despediu da gente. Nós também nos despedimos dela.

Saímos da grande casa, e pudemos perceber que já não chovia, e o sol majestoso sobre o céu brilhava intensamente.

Andamos até o carro dele, do outro lado da calçada. Entramos, e ele logo dou partida.

Não nos falávamos. Eu apenas dizia o caminho para chegarmos até o apartamento de Chay e Mel, nada além disso.

Emmy estava quietinha em meu colo, pois estava com sua chupeta.

Em pouco tempo, chegamos em frente ao edifício.

― É aqui. ― Eu avisei, e ele parou o carro. Nos olhamos. ― Er… Bem, obrigada.

Eu me aproximei dele, do rosto dele, e dei um beijinho em sua bochecha. Ele virou um pouco o rosto na hora, e o beijo acabou pegando no canto da boca. Ele sorriu.

― De nada. ― Ele sussurrou, ainda sorrindo.

Eu não podia estar mais vermelha. Odeio isso. Rapidamente sai do carro, batendo a porta com força, e entrei no prédio pisando forte.

Por que eu fiz aquilo? Droga!

Assim que cheguei ao apartamento, encontrei Chay sentado no sofá com seu notebook em suas penas. Não vi Mel.

Ele perguntou onde eu tinha passado a noite, e que ele e Mel tinham ficado preocupados. Contei tudo, que tinha dormido na casa de Lua, pois estava chovendo muito na noite passada.

Perguntei onde estava Mel, e Chay disse que ela ainda estava dormindo. Pedi pra ele olhar Emmy por um tempo enquanto eu tomava um banho.

Quando sai do banho, Mel já estava acordada, e estava olhando Emmy junto com Chay.

Mais tarde, eu e Mel preparamos o almoço juntas. Depois de almoçarmos juntos, dei papinha pra Emmy e fui para meu quarto com ela, deixando Chay e Mel sozinhos ali.