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Eu sei que preciso ser forte. Eu sei, quando sento no banco encostado a janela no metrô, e vejo de relance um homem se sentando ao meu lado. Tem outro sentado a minha frente. Eu sei que preciso ser forte quando me sinto encurralada. Olho pela janela para conseguir voltar a respirar. Eu preciso ser forte, quando saio de casa de saia e tenho que encarar os olhares animalescos que sobem pelas minhas pernas. Eu preciso ser forte quando sento no trem e ouço um rapaz comentando com o amigo que ele “também adoraria dar uma escalada”, ao ver minha tatuagem. Quando subo as escadas da estação ou do shopping e alguém me deixa passar e eu tento me convencer de que não foi apenas uma atitude pra ficar olhando minha bunda. Preciso ser forte pra não chorar na frente dele, não quando ele acabou de me falar que nenhum homem nunca vai se apaixonar por mim porque eu estou tão fora do padrão de beleza. Ou quando ele diz que eu não preciso expor tanto meu corpo e me rebaixar pra conseguir o que quero. Que preciso me valorizar mais. Me lembro de todas essas situações enquanto estou olhando pela janela, buscando minha força novamente enquanto me sinto encurralada. Então ela vem. Quando vejo outra garota sentada do outro lado do vagão pelo reflexo do vidro. E eu me vejo nela. Sei o que ela está pensando. “Não devia ter saído de saia hoje”. “ essa blusa talvez esteja muito decotada”. “Por que diabos eu passei esse batom vermelho que chama tanta atenção pra mim?”. Eu sei, porque também penso isso. Mas não agora, que preciso ser forte. Eu levanto, como se fosse sair do trem, e esbarro a perna com força quando o homem ao meu lado não me dá passagem. Paro na sua frente, e vejo seu olhar aterrorizado ao pensar que eu vou sair do vagão e ela vai ficar sozinha com todos esses homens. Eu a olho, e digo bem alto: “ Oi, Mari! Nem reconheci você! Como você está? Vem, vamos sentar ali!” sem nem ao menos esperar a sua reação e a puxando pela mão. Vamos para o final do vagão, e ela diz “obrigada” baixinho, mais com os olhos do que com a voz. Descemos na próxima estação e nos separamos. Não sei qual o nome dela, nem falei o meu. Ela me ajudou da mesma forma, e eu esqueci de agradecer tambem. Não sei quantas vezes na vida fui forte. Acho que eu apenas finjo ser. Preciso ser forte, mas tenho tanto medo. Só penso em ser forte, e de repente me lembro da pixação na parede em algum lugar: “moça, faz da sua dor a sua luta”. É lindo, mas muito difícil na prática.

Sobre dizer "eu te amo"

Eu sempre demorei pra falar “eu te amo” pra alguém. Inclusive, existem pessoas que nunca ouviram isso da minha boca. Sempre quis ter certeza desse sentimento antes de falar para alguém, mas sempre fui muito confusa em relação ao amor. E sempre tive medo de não ser correspondida, por isso guardava o amor dentro de mim. Até agora. Falar sobre o amor nunca foi tão fácil depois de você. É tão natural dizer “eu te amo”, que a cada fala eu quero encaixar isso pra que você saiba. “ Bom dia, eu te amo”. “Você tá bem? Eu te amo”. “Boa noite, eu te amo”. Você me trouxe uma certeza que nunca tive antes. E eu sei que é verdadeiro, porque quando eu falo isso pra você, uma coisa diferente toma conta de mim, as borboletas no estômago e um sorriso brota no meu rosto sem que eu perceba isso. Eu sei que te amo, por falar com você pelo telefone e ficar ofegante de repente como se você estivesse aqui, ou quando a saudade é tão forte que chega doer e rola uma lágrima discreta pelo meu rosto. Mas principalmente, eu sei que é verdade porque eu digo que te amo porque eu quero dizer, e não apenas para retribuir o que você disse. Eu te amo.

É que você é um tipo de cara que eu nunca tive antes.

Você é o cara que desistiu. Desistiu de tentar arranjar motivos banais para não estarmos juntos, mesmo que as vezes pareçam existir muitos. Desistiu de tentar lutar contra esse sentimento que nos invadiu de repente, desistiu de resistir a isso que se alojou na gente. Desistiu de me afastar e aceitou junto comigo essa nova fase pra nós dois, sabendo que juntos somos mais fortes que qualquer coisa.
Você é o cara que desaparece. Desaparece com todas as minhas inseguranças e medos. Com o meu ciúmes desnecessário, quando renova a minha confiança a cada dia. Você desaparece com as minhas angústias e com as lembranças ruins das minhas experiências anteriores. Você desapareceu com meus receios de tentar novamente. Desapareceu com os sentimentos negativos que eu alimentava em relação a mim mesma.
Você é o cara que enche. Me enche de alegria a cada manhã, apenas com uma mensagem de bom dia. Enche meus dias de alegria, de planos para o futuro e de certezas de que por mais que as coisas estejam difíceis, estando ao seu lado vai dar tudo certo. Você me enche de beijos, abraços apertados e carinhos amorosos, me enche de amor e segurança.
Você é o cara que reclama. Reclama do pouco tempo que temos juntos, reclama se eu apago a luz a noite, porque você quer explorar um pouco mais meu corpo, meu rosto.
Você é o cara que mente. Mente pra todo mundo que olha pra gente de fora, afirmando que não vamos durar, já que não temos fotos nem “um relacionamento sério” no Facebook. Você mente por não fazer declarações gigantescas de amor nas minhas redes e nem com testemunhas ao nosso redor, mas faz isso baixinho a noite, no escuro do quarto quando estamos apenas nós dois, dizendo que me ama ao pé do ouvido. Porque você, assim como eu, sabe que não devemos dar satisfação do nosso amor para ninguém além da gente.

É, você é um cara que eu nunca imaginei que existia de verdade. Ainda bem que, às vezes (só as vezes), eu me engano.

Desprevenida

Eu nem vi quando ele entrou. Só sei que entrou pela casa por todas as frestas possíveis, escancarando as janelas e as portas. Trouxe junto toda a brisa de verão, varrendo a casa toda, silencioso como sempre foi. Pensei que seria passageiro, apenas aquelas visitas indesejadas que se você não dá atenção vai embora logo. Mas ele se instalou aqui, não só no sofá da sala, mas também no box do banheiro, na pia da cozinha e dentro do meu guarda roupa. Quando eu menos espero, ele está lá me encarando. Eu soube que não iria embora quando me acompanhou até o serviço. Em cada tecla que eu digitava, ele estava lá também. Sei que não partirá logo. Também não desejo que vá. Espero que minha rotina maçante não o afaste. Ouço sua voz no meio da noite e vejo sua face iluminada pelos trovões lá de fora. Perambulando pela casa durante a madrugada, observando a todos os meus passos, acariciando meus cabelos no travesseiro e enxugando minhas lágrimas que nada tem a ver com ele. Ele se alojou em partes desconhecidas do meu ser. Nesse instante, espia sobre meu ombro para ver o que escrevo. Sim, Amor, mais uma vez eu escrevo sobre ti. E como estou feliz desde que você chegou.

Tempo certo

É o que sempre dizem por aí: “tudo tem seu tempo certo para acontecer”. E foi assim mesmo. Eu, tão cansada de relacionamentos falsos, pessoas vazias, sempre fria e distante, nunca me apegando a ninguém, sempre mantendo uma distância segura de todo e qualquer cara que aparecesse em minha vida. Eu sempre com uma resposta na ponta da língua, eu sempre sarcástica, eu que não levo nada a sério, eu sempre buscando novas aventuras noturnas, eu apenas querendo viver, eu porra loca, como tantas vezes ouvi, eu crítica e desconfiada. Eu, que já estava me acostumando a ter vários corpos e nenhuma cama, já me conformando com a ideia de ficar sozinha, achando que o amor não tinha sido feito pra mim… E ai você aparece. Literalmente, de um dia pro outro. E me desarma tão facilmente, coloca todas as minhas certezas a prova. Exatamente como falei, eu passei tanto tempo construindo uma muralha ao redor do meu coração, para me proteger da crueldade do mundo, para que ninguém nunca me machucasse… E você derruba essa muralha como se fosse um castelo de areia na praia. Foi exatamente assim que você chegou na minha vida, repentino e forte como uma onda. E você tão facilmente conseguiu enxergar o que eu sempre tento esconder de todos. Que por baixo dessa frieza, de toda essa ironia e sarcasmo, existe uma garota com medo de amar de novo. Medo da rejeição, medo de sofrer, medo do abandono, de se entregar e não ser correspondida, como tantas vezes aconteceu. Você derrubou todas as minhas resistências, e eu percebi que o meu coração gelado podia arder novamente. Ainda tenho medo, é verdade, mas você me faz lembrar de que a vida só vale a pena se existe aquele frio na barriga que te leva adiante. Você me faz querer tentar de novo, e isso já é tanto pra mim. Eu que há tanto tempo não pensava em um futuro, em ter alguém para dormir comigo, alguém para passar os domingos de pijama assistindo filme e comendo pipoca, sem me preocupar com o meu cabelo bagunçado. Alguém com quem eu possa ser eu mesma. Você tem noção do como isso é grandioso para mim? Não precisar fingir, não ter que encenar ser aquela menina de familia, aquela “moça pra casar”, ter a liberdade de falar sobre tudo com você, sem pensar que você vai me julgar. Agora, na madrugada, eu ainda me pego pensando em você. E só a lembrança dos seus beijos me tira o ar, e quando eu fecho os olhos e imagino você, é algo que eu não sei o nome, mas que invade meu corpo e quando eu percebo, lágrimas já estão escorrendo pelo meu rosto. Mas diferente de outras vezes que elas rolaram de mágoas passadas, dessa vez as lágrimas escapam esperançosas, como se até elas pudessem sentir o bem que você me faz. É quando eu me dou conta de que estou completa e totalmente apaixonada por você. Eu, que não acreditava mais no amor, em casamentos e finais felizes, agora vivo como uma romântica incurável, sorrindo pelas ruas, toda boba de amor. Agora sinto que estou em uma corda bamba, mas com a certeza de que seus braços estarão ali para me amparar se eu cair. Minha cabeça não descansa tão bem nesse travesseiro quanto no seu peito. E agora, sem sombra de dúvidas, eu sei que sou sua. Acho que sempre fui, e por isso não deu certo com ninguém antes. Mas se você apareceu agora, é porque essa é nossa hora de sermos felizes. Mesmo parecendo que eu te conheço há anos, e que sempre fui apaixonada por você, é recente e novo o que estamos vivendo. Mas que seja duradouro e belo como tem sido. Essa é a nossa hora de sermos felizes, porque realmente, é como dizem por aí: “tudo tem seu tempo certo para acontecer”.

É muita gente desejando que dê errado, contra apenas duas pessoas querendo que dê certo… Não sei porque as pessoas insistem tanto em se meter na vida e no relacionamento dos outros, como se tivessem algum direito de julgar seus atos ou seus sentimentos, e ainda inventar fatos que não existem, apenas para prejudicar… Quero pensar que as pessoas fazem isso na inocência, que não era esse o objetivo delas, mas não consigo imaginar que atitudes assim não tenham um indício de maldade, um traço de veneno… Não sei se é pior as pessoas que ficam fazendo a cabeça de uma, ou o próprio cabeça de vento que se deixa levar por tudo que falam. Acho que não existem mais relacionamentos apenas de duas pessoas. Tudo um dia acaba, tudo acaba dando errado. Mas queria ter tido mais tempo pra nós, para nossos erros e nossos acertos… E se desse errado no final, que fosse por um erro realmente cometido por um de nós, e não apenas por rumores alheios… Mas foi mais fácil terminar o que nem mesmo teve tempo de começar, antes que pudesse chegar ao final… 

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Depois de passar o dia todo dizendo “sim, está tudo bem”, tendo que fingir que não se importa com nada, agindo com frieza para mostrar que ainda é forte… Ela deita a cabeça no travesseiro e deixa as lágrimas rolarem mais uma vez, pelos mesmos motivos, pelas mesmas decepções. Ah, morena… será que algum dia você vai deixar de ter esperanças nas pessoas?

Coisas que você tirou de mim

De tudo que você me tirou, o que eu mais sinto falta é a minha confiança. Conheci outra pessoa e ouço ele falar que gosta de mim, que eu o faço feliz e que se sente bem comigo. Como vou acreditar no que ele me diz, se você me dizia as mesmas coisas e fez o que fez? Como posso acreditar em alguém depois de você ter me magoado tanto?
Quero poder acreditar de novo no amor. Quero ter coragem para arriscar de novo, sem medo do que sobrará de mim amanhã.
Mas você levou toda a minha segurança, e deixou apenas angústias em meu peito.

Sejamos laço

Eu e você, de uma hora pra outra viramos “nós”. E mesmo que eu ainda seja eu, e você ainda seja você, agora somos nós. Não um só, não duas metades que se completam… Somos dois corpos inteiros, que funcionam muito bem separados, mas que juntos ficam bem melhores.

Ainda que agora sejamos nós, não quero que o que temos vire um nó. Nó aperta, machuca. Nó é o que você usa pra prender uma coisa bem forte, para que ela não tenha como escapar, não tenha como sair dali.

Quero que sejamos laço. Porque laço embeleza e enfeita um presente maravilhoso que a vida nos deu. Quero que sejamos que nem o laço da garota mais espoleta do parque, que corre e pula enquanto o grande laço vermelho ainda está preso na cabeça dela. A cada pulo da garota, o laço frouxo parece que vai cair no chão e se perder em meio a areia… Mas quando ela sente que o laço está quase caindo, ela vai e puxa as duas pontas de novo, para que ele fique mais firme e mais forte que antes…

Não quero que viremos nó… Sejamos apenas laço …

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“É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo,
no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando…
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso…
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!" 

Mário Quintana

Do que você tem tanto medo? Por que tanto medo assim,cara? Por que você pensa tanto nas coisas? Aliás, por que pensa tanto que as coisas vão dar errado? 

Para com isso, não pensa mais em nada. Para, por favor. Eu não aguento escutar você, logo você, falando sobre essas coisas. Você não. Por que você tem tanto medo? Não pense em mais nada não. Só me abraça, e fala que vai ficar tudo bem, como você sempre faz. Para de ter medo, por favor. Não deixa seu medo acabar com o que a gente tem. Por favor… 

Eu também tenho medo. Ah, tenho medo de tanta coisa. Tenho medo de que aconteça algo com minha mãe. Tenho medo de que meus irmãos não voltem da escola. Mas nem por isso eu posso trancá-los todos em casa. É preciso viver, apesar do medo. E eu, tenho medo de tanta coisa. Você me conhece, né? Conhece minhas manias, minha insegurança… É quase um TOC. Verificando três vezes se todas as portas estão trancadas. Abrindo e fechando as janelas pra ver se não tem nada lá. Até pequenas coisas, como dormir com as costas encostadas na parede, deixar a etiqueta da coberta do lado direito do corpo, acender e apagar as luzes pelo menos cinco vezes e verificar o quarto de cabo a rabo. Mas, quando você está comigo, eu esqueço todos esses medos. Não me importa de que lado está a etiqueta da coberta, contanto que você esteja comigo debaixo dela. Quando você está aqui, eu nem mesmo percebo se as luzes estão acesas, ou apagadas. Nem sei se esqueci a porta aberta.

Não. Eu não esqueço de todos os meus medos. Eu tenho medo de outras coisas. Tenho medo de sentir demais a sua falta. Tenho medo de nunca mais achar outro peito onde a minha cabeça se encaixe tão perfeitamente, como um travesseiro feito exclusivamente para mim. Tenho medo de esquecer seu rosto. Tenho medo de nunca mais ouvir você cantar pra mim, porque quando você canta… Nossa, quando você canta, é tão magnifico que eu nem tenho palavras para descrever. É como se o mundo todo parasse, e só existisse a gente naquela bolha, onde tem você cantando pra mim. Quando estou com você, eu me sinto tão infinita, de um jeito que nunca senti antes. Ás vezes eu tenho medo até de que você não sinta o mesmo. Eu sei que esses medos são sem fundamento, porque sei que você está ali. Você sempre está. Então paremos de ter medo. Tá? Por favor, para. Não. Na verdade, não precisa parar de ter medo. Só para de me impedir de tentar te proteger. 

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Fica

Sério que você precisa ir embora agora? Já? Não vai não. Fica mais um pouco. Ainda quero saber como foi sua semana. Fica. Ainda quero te contar como foi minha prova. Fica mais um pouco. Depois a gente pode ir naquela esfiharia da esquina, é, aquela lá que você adora. Fica, vamos assistir um filme. Comprei filmes novos essa semana. Sei que você não gosta de terror, a gente pode assistir alguma comédia. Odeio a dublagem brasileira, mas se você quiser, posso colocar em português. Fica. Só mais um pouco. Deita aqui comigo, na cama ou no tapete da sala, e me ajuda a terminar esse caça-palavras. Fica. Deixa eu te beijar mais uma vez, já que não sei quando vou te ver de novo. Fica aí logo vai. Você pode dormir no sofá da sala. Ou na rede. Ou na minha cama mesmo. Eu deixo até você ficar do lado da parede. Fica. De manhã eu faço aquele ovo mexido com queijo e pão na torradeira,do jeito que você gosta. Fica. Vai ter trem amanhã. Ou você pode ir direto pro serviço. Fica. Eu preciso terminar de ler esse texto, mas gosto de ler deitada no seu peito, enquanto você mexe nos meus cabelos. Fica aí, e me ensina a andar de bicicleta amanhã na praça. Fica aí e amanhã a gente acorda cedo pra subir no Pico. Mas se você não quiser ficar, tudo bem. Eu sei que você só faz o que quer, e sei também que não gosta de ser pressionado. Se você não quiser, não precisa ficar não. Mas eu queria tanto que você ficasse, viu… Além disso, eu quero que você queira ficar. Então fica aí, vai. Só mais um pouco… 

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