arte renascentista

Escola de Atenas / The School of Athens, Rafael, 1509-1511.

A Escola de Atenas é um dos painéis que compõem o quarteto de pinturas, encomendadas pelo Vaticano, que retratam ramos distintos do conhecimento tais como a Filosofia, Teologia, Direito e Poesia. O afresco conta com a representação de duas figuras centrais, Platão e Aristóteles, cercados de filósofos de outras épocas, demonstrando a continuidade histórica do pensamento filosófico clássico.  

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O FEMININO

Bárbara Matsuda

O momento que julgo decisivo para a minha escolha em estudar artes foi uma viagem que fiz em 2012 para o MoMA. Sendo eu uma leiga na época, tinha como definição de arte as referências mais “quadradas” da arte clássica e renascentista. Foi, portanto, um choque ao me deparar com as mais diversas linguagens da Arte Moderna. Mais que choque, considero um insight: Um baque de visualidade ao perceber que o campo da arte poderia ser tão variado e trazer tantas mensagens e experiências sensoriais também. Na realidade, sempre fui interessada por arte. Minha curiosidade, quando criança, sempre foi mais evidente se comparado aos colegas a minha volta; embora creio que o fazer artístico seja algo intrínseco na infância (e que talvez se perca conforme crescemos). Desde pequena, lembro que costumava desenhar constantemente a figura feminina. Algumas vezes desenhava mulheres a partir de minha imaginação, criava traços intuitivos simplesmente; outras vezes rabiscava personagens, as quais considerava tão reais que eram quase como amigas para mim. Com a adolescência, porém, o ato manual de criar - especificamente em pintura e desenho - se perdeu, ao passo que o interesse pela história da arte, escrita e fotografia cresceu absurdamente.

O feminino é um valor para mim, tanto que está constantemente presente em meus trabalhos. E ao contrário do que ocorria quando criança, atualmente não há mais tanto aquela ingenuidade em restringir tal questão meramente ao corpo (ainda que não consiga fugir totalmente disso, mesmo hoje). O feminino para mim vai além: Está nos detalhes, nas sutilezas, no olhar. Mesmo sendo o caráter de gênero algo altamente questionável e em debate atualmente; creio que, de forma geral, há um quê muito característico na percepção da mulher. Ressalto, entretanto, que o feminino em minha pesquisa não está restrito à mulher; e sim a tudo o que se familiariza como tal.

Tanto que, vejo que há muito de feminino dentro da produção de artistas homens ao longo da história da arte. Seja nas cores vivas do pop arte de Andy Warhol e Jasper Johns; na delicadeza das cenas de Toulouse-Lautrec; no romantismo de Magritte ou na sensibilidade dos detalhes de Hokusai. Quanto à inspiração de artistas mulheres, estas são geralmente contemporâneas e discutem mais diretamente sobre o feminino atual. Posso citar como exemplos as artistas Marina Abramović, Jessica Lagunas, Petra Collins. Elas discutem frequentemente sobre padrões de beleza e outras pressões pelas quais as mulheres passam. Pode-se afirmar que possuem até uma visão feminista. Por outro lado, apesar de me identificar com tal pensamento, o feminismo não é exatamente o que procuro em minha pesquisa central.

Para conversar com tal universo feminino, muitas vezes acabo por utilizar minha própria imagem: O autorretrato. Naturalmente, um aspecto ou outro mais pessoal de identidade ou vivência acaba aparecendo. No entanto, busco gerar reflexões gerais que circundam um todo feminino. Ser mulher -ou se sentir como tal - dentro da sociedade contemporânea já é por si só algo muito próprio, principalmente no que se refere às imposições de conduta e estereótipos de comportamento e beleza.

Como já foi trabalhado acima, é inegável que a minha poética é, como um todo, muito feminina. Seja pela figura da mulher presente frequentemente, seja pelo modo delicado como as imagens são editadas ou composição, etc. O universo pop também é um meio que me influencia bastante. O cinema, música e principalmente literatura acabam por aparecer como referências em minhas obras. De fato, o uso da palavra (pelo significado ou puramente estético) é algo que constantemente procuro adicionar. Deste modo, a investigação do feminino, somados ao olhar plástico e uso do audiovisual e mídias sociais são instrumentos que pretendo continuar a trabalhar em meus estudos.

A Criação de Adão, Michelangelo, 1510.

A Criação de Adão é, sem dúvidas, uma das obras mais conhecidas e reproduzidas do mundo. O afresco faz parte do teto da Capela Sistina, local onde Michelangelo representou as  principais cenas do Gênesis, e representa o momento em que Deus criou o  primeiro homem, Adão. No entanto, a cena pode ser observada de um ponto de vista diferente se nos atermos à razão. Alguns estudiosos acreditam que Michelangelo discretamente representou um cérebro ao redor de Deus para indicar que o divino nada mais é do que um criação da nossa mente, abrindo espaço para a dualidade do título da obra. Por outro lado, há aqueles que interpretam  a alusão ao cérebro como Deus concedendo ao homem a inteligência ou como fonte primordial de intelecto. 

Conversa Sagrada / Sacred Conversation, Giovanni Bellini.

Bellini foi um importante pintor renascentista e renovador da escola veneziana. Suas obras apresentam um estilo policromático e retratam com profundidade os personagens nela inseridos, características que tiveram grande impacto no desenvolvimento do renascimento. O pintor teve grande influência do cristianismo e da arte bizantina no início da sua carreira, e, com o tempo, ele incorporou técnicas flamencas em seus afrescos. Seu conhecimento sobre pintura foi transmitido ao seu principal aprendiz, Ticiano.

O Triunfo de Galatea

Artista: Rafael Sanzio
Criação: 1512
Período: Renascenista
Localização: Villa Farnesina, Roma

A obra O Triunfo de Galatea foi inspirada em um mito clássico, o qual se trata do triunfo do amor platônico frente ao amor carnal. A figura central é a representação da ninfa dos mares, Galatea, que foge do seu admirador Polifemo e vai de encontro ao seu amor platônico Ácis. O olhar da ninfa para o cupido com as flechas guardadas revela a sua rejeição ao seu admirador, bem como a sua busca por um amor ligado mais a espiritualidade do que físico. 

O Profeta Daniel

Artista: Michelangelo
Criação: 1512
Período: Renascentista
Localização: Capela Sistina

Uma das quatro técnicas mais utilizadas durante o renascimento cultural, principalmente por Michelangelo, foi a cangiante. O método é baseado nas alterações de matizes durante as variações de tonalidade para dar o efeito de sombra. Na obra O profeta Daniel é possível ver a mudança na matriz do amarelo para o verde.