arranjei

Eu não consigo te falar, nem me expressar direito, então resolvi te escrever. É que são coisas tão simples, que pode ser que alguém já te contou, pode ser algo que outras pessoas também devem perceber, mas se torna tão difícil pra mim dizer, que eu tenho certeza que vai soar muito clichê da minha parte. Eu sei que você vai achar muito bobo, que vai ser muito delicado para nós dois, mas foi o jeito que eu arranjei de te dizer, de demostrar, foi o jeito que eu conseguir criar coragem. Talvez você nem leia, talvez você nem se importe, talvez nem seja tão importante assim, mas é que pra mim sempre acaba sendo. Tudo pra mim é muito urgente, muito intenso, muito imenso. Eu gosto de você e gosto de ficar com você. É que eu penso em você desde o amanhecer, até quando eu me deito. Eu me amarrei em ti, acho que foi um daqueles nó, que a vida vai ter um trabalhão gigante pra desamarrar. É que eu sempre quis te conhecer, acho que eu já estava te esperando a tempos, foi só em teu colo, só em teus braços, só junto a ti que estou totalmente protegida e satisfeita. Meu bem, você pra mim é privilégio. Sorte grande de uma vez na vida. Minha chance de ter alegria. Não preciso de mais nada, não quero mais nada. É que eu só quero você, o resto tanto faz. E eu sei que você sabe, isso acontece sem querer, mas é que eu vejo o mesmo que você. Simples. Eu vejo nós juntos, hoje, amanhã, depois de amanhã, todas as semanas que irão vir, todos os meses seguintes, o ano inteiro e depois de décadas do teu lado, que você se torne o meu “Para sempre”. Você quer ser? Porque eu estou disposta a passar a minha vida toda do teu lado, se Deus permitir mais um desejo: Que em todas as outras vidas, seja você novamente.
—  Carolline Libório.
Eu aprendi a lidar. Acho que é a única coisa que pode ser feita, lidar. Porque não dá pra esquecer, não dá pra ignorar, não dá pra odiar. Aprendi a lidar com a sua presença nos meus sonhos e pensamentos, e a lidar com a sua ausência na minha vida. Aprendi a lidar com a vontade de ter, e a lidar com a dor por não te ter. É o que tenho feito ultimamente, me esforçado ao máximo para lidar. Foi a única forma sensata que arranjei pra diminuir um pouco essa dor causada por um vazio de amor.
—  Aluador
Nem a morte pode separar
  • Ele: Ela sofria bullying e eu a defendia, ela se cortava e eu ajudei ela a parar, ela foi estuprada pelo padrasto e eu o coloquei na cadeia,ela me disse que a mãe a odiava, eu ajudei ela a fugir de casa, ela disse que amava ver a lua, então lhe dei as estrelas, ela disse que queria ver um anjo, então coloquei asas, ela disse que queria viajar, então comprei as passagens, ela disse que me amava e eu respondi que ela era meu mundo, ela disse que estava se sentindo sufocada, eu lhe dei espaço, ela disse que eu era bom demais pra ela, eu lhe disse que ela que era boa demais pra mim, ela disse que eu precisava lhe sustentar agora, então arranjei um emprego, ela disse que eu chegava em casa tarde, eu então mudei o horário, ela me disse que eu não fazia nada direto,eu lhe disse que ia melhorar, ela me disse que queria ir embora, e eu disse que iria ajuda-lá a fazer as malas e ela aparentemente aceitou, então cheguei mas cedo do trabalho e vi uma carta jogada no chão em frente a porta do quarto dela, na carta dizia:- "A culpa não foi sua, você fez de tudo, e eu tentei ser feliz mas não consegui suportar as dores do passado, eu precisava ir embora dessa vez pra sempre" então eu abri a porta e a vi lá deitada no chão com os pulsos cortados e sem nenhum batimento no coração, e então eu chorando olhei para o céu e disse:- Eu fiz de tudo pra te ajudar pequena, mas se não deu certo eu vou embora com você, a morte não vai nós separa, peguei a lâmina que estava ao lado dela e me cortei, fiz um corte tão profundo que sabia que daqui a poucos segundos eu a veria novamente então dei o meu último sorriso junto com meu último suspiro.
Eu arranjei alguém melhor que você, mas isso não significa muita coisa. Ainda não auferi alguém para tomar teu lugar, teu espaço. Alguém com quem eu queira compartilhar minha vida, meus pensamentos, meus desejos e segredos. Não encontrei uma amizade melhor que a tua, um colo melhor que o teu, um amor mais reconfortante que o nosso. A verdade é que eu encontrei milhares de pessoas melhores que você. Mas não encontrei nenhuma pra fazer eu te esquecer.
—  Leonardo Ribeiro
Alice, por que me deixou cantarolar sozinho o amor que um dia te dei? Eu estou desmoronando como uma casa velha que se quer aguenta um vento leve. É como se eu fosse um de seus papéis de rascunho, dos quais você queimou. Lembro do começo quando me mostrasse o quanto o amor poderia ser brilhante, intenso, belo, mas de tão inocente, jamais percebi que isso um dia me cegaria. Você sempre esteve sã Alice, pois eu te protegi com toda a armadura que arranjei em meu corpo e com a coragem que restava na pontinha da minha alma, mas agora percebo que isso jamais bastou. Imaginava que no final, como todas as histórias belas e efêmeras de amor, iríamos nos formar em um só, mas nisso eu também estive enganado. Como fui tolo em achar que VOCÊ deixaria isso ser possível, como fui sensível o suficiente para achar que você me amava. Você se dá para mim como um teorema e na maioria das vezes gargalho através de seus lábios rubros e seus dentes cerrados, da mesma forma como você faria, você sempre soube como um teorema comparado à você seria uma bobagem enorme, mas isso eu não sabia. Durante todo esse tempo que estávamos um ao lado do outro, durante todo esse tempo que você fingia amar, ou mesmo escondia de mim a maldição de não conseguir sentir, eu juro que achei em você apenas pureza, dignidade, hipérboles e leveza, mas você era um mistério irresolvível. “Tolo, idiota, tolo” são as palavras que passeiam pela minha mente todas as vezes que me lembro de nós, você é apenas uma mulher amaldiçoada que guarda almas e nunca, nunca dá a sua, e eu fui seu prisioneiro, Alice, fui seu prisioneiro por que eu quis ser. Você para mim era um doce, mas hoje esse doce se estragou, e eu não aguento mais vê-lo e perceber que o sabor adocicado virou azedo. E talvez por sua culpa eu tenha uma parcela enorme dela também em minhas costas, por provar do teu veneno e o saborear, lambendo os dedos até o final, o gosto da solidão que me deixastes é cínico e pessimista. E eu grito no silêncio que ecoa por meus ouvidos por um socorro que nunca virá, por que houve uma época, Alice, em que você costumava ser meu pilar, costumava, Alice, costumava.
—  Alice, 1980 (Poesografa)
Eu o vi ontem, o vi antes de ontem, na semana passada e provavelmente acabei de vê-lo de novo. Nos olhos verdes daquele garoto que nada tinha a ver contigo, no jeito de falar de outro, no cabelo daquele ali, na risada de outro e até seu nome andam gritando por ai. Depois de esbarrar com pedaços de ti coloquei nossa musica pra tocar no repeat e fiquei repassando tudo que fomos, tudo que vivemos e por sorte deletei nossas conversas ou as estaria lendo agora. Quanto tempo demora pra realmente superarmos algo? Quanto tempo passa até todas as feridas serem cicatrizadas? Por que ainda há fragmentos de você pelo meu caminho? Não era pra ser assim, mas quem é que determina? O peso do mundo está caindo sobre meus ombros e quem me ajuda a segurar se não mais você? Estou sem seus braços, estou sem você, eu me viro bem sozinha, ando repetindo isso pra mim mesma, porque eu sempre me arranjei no meu canto e você apareceu tirou-me de lá, jogou-me na parede e no olho do furacão e depois se foi, parece que agora eu sendo só eu é pouco. Tão eu, tão ingênua que achei que tinha deixado passar que ja tinha esquecido, mas ai você ri aqui e ali e meu subconsciente entra em alerta. Mas assim como tampar o sol com a peneira, como tentar fechar feridas de bala com band-aids, tentar por uma pedra em cima de nós se torna uma causa perdida e decepcionante. Eu só espero que você lembre da minha musica, que quando escute minha cantora favorita  lembre de mim, lembre-se que eu disse pra não ir, mas você teve que ir, espero que lembre-se dos meus olhos castanhos nos verdes do seus e lembre-se que seja quem for segurando a sua mão agora eu estava aqui o tempo todo, até você não estar mais, até não sobrar mais nada de nós.
—  Letters to Chuck