araqus

Doce Veneno

Alguns me intitulam de veneno, outras de doçura, eles tinham o que cativavam de mim. Pobre Beatriz que serve de garçonete desde os 17, virou Mascote do bar, embriaga a imaginação dos homens, todas as noites. Ela servia-me e eu sabia o que veria, olhar de desaprovação. Beatriz tinha agora 22 continua de garçonete. Tenho alguns anos de experiência, sou a procurada que ingere e mastiga o veneno da alma. Sou especialista em tragar corações, danço esse tango aos corações quebrados, me alimento do amor, sugo a paixão sou veneno desaforado que não encontra pouso, não faço parte dos produtos eu sou a freguesia, aviso-te que sou veneno moço, mas sei ser doçura, vai passando os produtos que coração irei estilhaçar? Sou a sedutora de araque, que um dia tragaram seu coração, e como tenho alma condenável e egoísta fiz plágio da desilusão.

Dama do Bar. 1