aposse

As onze regras Satanicas da Terra
1- Nao de opinioes ou avisos a nao ser que seja solicitado
2- Nao fale seus problemas pessoais a outras pessoaa a nao ser que tenha certeza de que queiram ouvir.
3- Quando for convidado em algum lugar, mostre respeito ao anfitrião, caso contrário não vá ate la.
4- Se um convidado em tua casa te desrespeitar, trate-lhe com crueldade e sem piedade.
5- Nao faça avanços sexuais se nao foi lhe dado um sinal.
6- Nao se aposse de posses de outra pessoa, a nao ser que isso seja um fardo e ela implore para que aliviem.
7- Reconheça o poder da magia que voce usou para obter tudo que voce desejava. Se voce negar o poder da magia que foi solicitada, ira perder tudo o que conquistou.
8- Nao se queixe daquilo na qual voce nao esta sujeito.
9- Nao machuque crianças.
10- Nao mate animais nao humanos, a nao ser que voce seja atacado ou para se alimentar.
11- Quando estiver andando em territorio aberto, nao mexa com ninguem. Se alguem mexer com voce, peça-o para parar, se ele nao parar, destrua-o

Adore-Me na beleza da santidade. Toda beleza reflete um pouco quem sou. Estou operando Minhas obras em você, sou o artista divino criando a beleza dentro do seu ser. Minha principal função é limpar os destroços e a bagunça, abrindo espaço para que Meu espírito se aposse de sua vida. Colabore comigo nesse esforço, abdicando de tudo o que Eu escolher tirar de você. Sei do que você precisa e e prometo lhe dar tudo isso. E com abundância! Sua sensação de segurança não deve se basear em bens materiais ou no seu controle sobre as coisas. Eu o estou educando para depender somente de Mim e encontrar satisfação na Minha presença. Isso significa que você precisa se satisfazer tanto com o muito quanto com o pouco, aceitando ambos como a Minha vontade para o momento. Em vez de se apegar e controlar, você vai aprender a se desapegar e a receber. Cultive essa postura receptiva confiando em Mim em todas as situações.
—  Deus falando com você

Se você tem o desejo de impactar essa geração com o que Cristo tem plantado em teu coração, você terá que queimar por Deus. Os maiores feitos de homens e mulheres de Deus na Terra, são apenas a ponta de um amor denso e profundo. Ser resposta para os que clamam, requer de nós a busca por conhecimento. E este conhecimento só é possível por intermédio de Cristo. Ser instrumento do pai, nos levará a sermos quebrados e a termos o ego lapidado e isto dói. Dói muito! Pois às coisas do mundo, gera dentro de nós um apego. Mas passaremos por um processo de desconstrução, vai ser um processo doloroso, mas no levará a nos alegrarmos sobre quem Deus é, a sofrer pelo que ele sofre e a querer o que ele quer. Não vamos sentir dor quando o orgulho for arrancado de nós. Mas iremos chorar ao ver uma vida morrer, longe do Criador.

Se tem uma mensagem que pode impactar essa geração e carregar um legado para as demais, é a mensagem daquele que mesmo sendo Deus, veio como homem, não se apossou de títulos, veio como carne, como um semelhante a nós o povo que necessitava de salvação. Homem este que serviu como pagamento para nossos erros e iniquidades, morrendo no lugar de pecadores como nós, pecadores esses que o desprezavam. Não existe nada neste mundo mais transformador do que aquilo que Deus é, fez e faz.

Peço a Cristo, que nos toque com sua sensibilidade para que possamos chorar, pelo que ele chora e nos alegrar com aquilo que o alegra, para que por amor a Ele o mundo o conheça. E essa sensibilidade adquirimos buscando ser íntimos do pai. Intimidade leva ao conhecimento, revelação e transformação. O contato com Deus nos leva a ter sede e fome por almas avivadas pelo amor.

QUEIME POR AQUILO QUE DEUS COLOCOU EM SEU CORAÇÃO, ATÉ QUE ISTO INCENDEIE PESSOAS!!!

One Shot Liam Payne 

Parte I | Parte II (Final)


7 Anos mais tarde

— Há alguns dias o mundo foi ao delírio com a primeira foto do novo bebê do casal Liam e Cheryl Payne no dia dos pais. O nome da criança ainda é um mistério, mas toda a repercussão do bebê nos fez pensar no que aconteceria se Liam Payne se descobrisse pai de mais uma criança e é isso que vamos descobrir nos próximos dias. Os nossos repórteres investigativos levaram meses para remexer o passado após recebermos uma ligação anônima nos passando uma informação que seria capaz de chocar todo o mundo, colocamos essa história bombástica nas mãos do nosso melhor pessoal e aqui estão as provas. Isabelle (seu sobrenome) nasceu há quase sete anos fruto de uma traição do ex-integrante do One Direction com uma dançarina bem no começo de sua carreira solo. Segundo fontes, a dançaria (seu nome completo) foi demitida após a noite que teve com Liam para ficar o mais longe possível de sua vida e não comprometer seu relacionamento com Cheryl. O que vocês pensam sobre o queridinho da One Direction agora? Daria tudo para ver a cara dele ao saber que ao invés de dois filhos, ele tem três somando com a que ele nem se deu o trabalho de conhecer.

Meus olhos estão completamente arregalados e minha boca seca, eu não consigo distinguir se o que eu acabei de vê é real o meu pior pesadelo, o que eu sempre temi. Todo o meu passado e a vida da minha filha foram expostos em um programa de fofoca, o vídeo das câmeras de segurança do hotel o qual Liam e eu passamos a noite anos atrás e fotos minha com a Izzy andando nas ruas.

Um dia se passou desde que essa matéria foi ao ar, eu não gosto de ficar procurando a vida dos outros na internet ou assistir canais de fofoca, então eu fui uma das últimas a saber, se minha não tivesse me ligado hoje, eu ainda não saberia.

Como eu não percebi que tinha pessoas tirando fotos minhas com Izzy? Como eles descobriram essa história se eu nunca contei a ninguém a não ser a minha melhor amiga?

Hannah. Só pode ter sido ela.

Respirando fundo peguei meu telefone rapidamente ao meu lado e liguei para a pessoa que eu confiei minha vida e que possivelmente me entregou aos leões. Nunca imaginei que seria traída dessa forma por alguém que eu considerava da família.

— Quanto você cobrou para enfiar uma faca nas minhas costas?

Foi o que eu disse após ouvir a voz dela pelo telefone, eu estou tão chateada e com raiva que tenho vontade de ir até a casa dela socá-la.

— Calma, (seu nome), eu não fiz o que está pensando, eu…

— Você o quê? Você me traiu! Você jogou a nossa amizade no lixo por causa de dinheiro. Que tipo de pessoa é você? Você não pensou na Izzy? Em como ela ficaria nessa história? Você não só me expôs, expôs a minha filha e isso foi a pior coisa que uma pessoa poderia ter feito.

Minha voz foi ficando embargada pelo choro à medida que eu deixava as palavras saírem sem controle da minha boca. Minha pequena agora será perseguida e tudo que eu não queria na minha vida era que Liam soubesse sobre ela, se ele tentar tirá-la de mim eu não sei o que fazer e tem o Zayn também… Meu Deus, o Zayn vai me matar.

— (Seu nome) por favor me escuta, eu nunca faria isso com você, amiga. Nunca! Minha prima não parava de falar e endeusar o Liam e eu acabei contando toda a história para ela porque eu sei que ele não merece que as pessoas pensem que ele é um santo ou algo além de um canalha sem coração. Por favor me perdoe, eu não queria que isso acontecesse, nunca pensei que ela poderia trair a minha confiança.

— Quem traiu a minha confiança foi você. Eu te confiei uma coisa tão séria e você a passou para frente, bem que dizem que para uma pessoa guardar um segredo você tem que matá-la um minuto depois que contar.

A porta abriu em um rompante e Zayn entrou na sala parecendo um furacão, seu rosto transmitia raiva e eu também estaria assim no lugar dele. Desliguei o celular passando o dorso da mão em meu rosto para limpar as lágrimas, mas novas voltaram a rolar de meus olhos fazendo o trabalho ser em vão.

— Me desculpe, Z…

— EU TE PERGUNTEI TANTAS VEZES, TANTAS VEZES, (SEU NOME), E VOCÊ MENTIU PARA MIM TODAS ELAS SEM REMORSO ALGUM! — Zayn gritou e eu apenas abaixei a cabeça chorando mais alto porque tudo que eu não queria era perder o Zayn e correr um grande risco de perder a minha filha também — O LIAM É O MEU MELHOR AMIGO, VOCÊ DEVERIA TER ME CONTADO. EU NÃO TERIA ME ENVOLVIDO, EU…

— Por favor, não fala isso… Eu te amo tanto, Zayn… — falei entre choro olhando em seus olhos castanhos completamente desapontados.

— Você me ama e mentiu para mim esse tempo todo? Me deixou registrar a filha do meu melhor amigo e não confiou em mim o suficiente para dizer a verdade. — ele abaixou a voz quando seus olhos encontraram os meus — Não existe amor sem confiança, não existe nada para falar a verdade.

— Eu não queria acabar com a amizade de vocês, Liam não tem nada a ver com nós dois. — caminho até colocando as mãos em seu rosto — Acredite em mim, por favor, eu não pretendia me apaixonar pelo melhor amigo do homem que mudou a minha vida, mas não se pode controlar isso, Zayn. Eu não deveria ter te deixado dar seu nome para a Izzy, mas você insistiu tanto. — Zayn suspirou e limpou as lágrimas de meu rosto com o seu polegar deixando um beijo em minha testa.

— Eu ainda estou chateado com você, mas acho que te entendo… Você queria apenas enterrar o passado. — eu balancei minha cabeça repetidamente assentindo e logo senti os braços de Zayn ao meu redor. Fechei os olhos e aproveitei o seu carinho. — Izzy está na escola? —  eu assenti novamente —  Eu vou buscá-la antes que alguém fale alguma coisa para ela.

— Eu te amo, Z.

— Eu também te amo. — ele me soltou beijando minha testa novamente e caminhou em direção a porta sumindo ao passar por ela.

Um dos meus problemas estava parcialmente resolvido, eu sei que apesar de tudo Zayn nunca vai abrir mão de ser o pai da Izzy, ele está com a gente desde que ela tinha quatro anos e desejava mais que tudo ter um pai, agora ela tem quase sete e não quero deixá-la confusa com toda essa situação.

~o~

A campainha tocou e tenho que admitir que um pequeno medo do que poderia ser se apossou de mim, poderia ser qualquer pessoa e entre ela Hannah disposta a pedir mais desculpas por ter provocado um tsunami na minha vida. Me levantando do sofá onde fiquei pensando no que fazer desde que Zayn saiu de casa, caminhei até a porta e assim que a abri tentei fechá-la novamente, mas a pessoa que eu menos queria ver estava disposta a entrar.

— Eu não vou sair daqui até você me explicar toda essa merda! — Liam colocou o pé entre a porta e batente para me impedir de fechá-la.

— Se ter uma filha é uma merda para você, apenas vá embora! — empurro a porta o máximo que posso, mas a força que o Liam aplica contra ela é mais forte então não consigo manter por muito tempo e caio no chão assim que ele a abre completamente.

— Não foi isso que eu disse. — ele entra me vendo jogada no chão — Me desculpe. — ele caminha até mim e tenta me ajudar a levantar mas eu bato em sua mão.

— Eu não preciso da sua ajuda! — me levanto e me afasto alguns passos — Vá embora daqui e não volte mais, é muita audácia a sua me procurar depois de ter me usado e em seguida me demitido.

— Eu não usei você, não fiz nada que você não quisesse. — como pode ser tão idiota? — E tenha a certeza que eu não estaria aqui se você não tivesse soltado nosso caso mídia e inventado uma filha que eu com certeza não tenho. Você não me engana, (seu nome), eu vi você há alguns anos com uma garota provavelmente filha de um de seus casos que agora você está usando para conseguir algum dinheiro.

Antes que eu pudesse sequer me controlar minha mão foi de encontro ao rosto de Liam o acertando, minha palma ardeu no mesmo momento tamanha a força que eu usei.

— Eu não quero nada de você! — minha respiração estava acelerada — A única coisa que quero é que vá embora e esqueça que eu existo como foi durante todos esses anos.

A porta abriu e eu fechei os olhos imaginando o que estava por vir e quando voltei a abri-los, Izzy passou por Liam correndo com um sorriso em seu rosto e parou diante de mim.

— Mãe, meu pai chegou! Meu pai chegou! — em dias normais eu daria risada de sua animação e seus pulinhos, mas não hoje.

— Eu não sou o seu pai! — a voz de Liam cortou a onda de animação que tomava conta de Izzy e ela se virou o encarando confusa.

— Quem é ele? — ela voltou a me olhar e eu apenas dei de ombros percebendo que Liam também estava confuso.

— Ninguém estava esperando na- — Zayn parou de falar assim que percebeu quem estava em nossa sala — Você chamou ele aqui? — a pergunta foi direcionada a mim juntamente aos olhos confusos e um pouco raivosos — Você não pode dizer a ela. — eu o conheço o bastante para saber que ele está com medo de perder o amor de pai da Izzy.

— Zayn? — Liam olhou para o amigo e a confusão estava feita.

— Contar o que papai? — Isabelle olhou para o Zayn.

— Papai? — Liam olhou da minha filha para o Zayn e eu teria que tirá-la da sala antes que tudo se tornasse uma bola de neve ainda maior.

— Izzy, vai lá em cima e junta todos os desenhos que você fez para o papai enquanto ele estava fora que ele logo irá ver todos eles, tudo bem? — ela assentiu voltando a se animar e subiu as escadas correndo antes de deixar um beijo na bochecha de Zayn.

— Alguém pode me explicar o que está acontecendo? — Liam puxou seu topete em sinal de irritação — Aquela é a minha filha? Por que ela chamou o Zayn de pai?

— Não! Aquela é a minha filha e sempre será. — Zayn disse rapidamente não dando espaço para que eu respondesse as perguntas.

— Liam, Isabelle é a minha filha e de Zayn também, por favor, vá embora e não volte a nos procurar. Você não quis mais nada depois daquela noite e Izzy não te pertence… Nos deixe viver nossas vidas. — praticamente implorei.

— Você roubou a minha filha! — Liam virou para Zayn ignorando o meu pedido.

— A única pessoa que quer roubar a filha de alguém é você. Pai é quem cria e durante anos eu tenho dado a minha vida por essa garota, pelas suas devo dizer. Você abandonou o seu posto e eu não vou deixar você voltar agora para exigir algo que não tem direito. — tudo que eu menos queria estava acontecendo bem na minha frente, eu não queria que as histórias se misturassem. Zayn e Liam eram amigos antes de Liam me dar a Izzy e isso não deveria interferir na amizade deles.

— Eu vou entrar com um pedido de guarda. Vocês esconderam a minha filha durante anos e querem que eu vá embora e finja que não a tenho? — Liam me olhou.

— Você não a tem! — Zayn esbravejou.

— Por favor, Liam, deixe que a Isabelle decida… Quando ela fizer dezoito anos, nós três nos juntamos e contamos toda a história. Deixe que a decisão seja dela, não vamos confundi-la. — eu já estava chorando novamente.

— Vocês terão anos para fazer a cabeça dela contra mim, eu não sou idiota. — Liam riu com ironia negando com a cabeça.

— A possibilidade dela se sentir enganada é imensa… Ela pode vir a ficar contra mim e Zayn, então nós três temos o que arriscar. — o silêncio se instalou em toda a sala.

— Tudo bem… Eu vou pensar e o que eu decidi vocês ficarão sabendo. — Liam deu as costas e se retirou da casa.

~o~

Liam só aguentou guardar o segredo até o ano seguinte, segundo ele não seria nada vantajoso ficar longe da filha enquanto ela cresce com um pai e uma mãe fazendo com que ele não seja nada na vida dela. A reunião foi antecipada alguns anos e depois de escutar toda a verdade, a não tão pequena Izzy pediu a Liam para chamá-lo de tio e sem escolha ele aceitou com a condição de poder pegá-la uma vez por mês para ficar um final de semana em sua casa junto à seus irmãos.




Espero que tenham gostado ❤

Não se esqueçam de me dizer o que acharam, é importante. ❤

- Tay

Contrato inviolável - Capítulo XII

Combinando e seduzindo


Acordei com o barulhinho de toque de mensagem e imediatamente sorri para o teto. Aquele era o dia e eu estava eufórico. Meus pais iam conhecer os pais dos meus namorados. Só uau…

— Ahhhhh….

Disse suspirante e me virei para ler a mensagem. Era o JYJ.

Mozão: “Bom dia Yu :D! Animado para o maior almoço em que já foi?”

Eu sorri ainda mais, ele tinha começado a me chamar de Yu desde o dia do sorvete – que inclusive foi super legal e onde eu conheci mais os dois e pude treinar minha gagueira, agora eu já falava com eles sem tremer inteiro, para mim era um ponto muito importante - Eu estava pisando em nuvens e não tinha vergonha mesmo de admitir. JYJ era minha versão de príncipe encantado coreano americano. E já tinha caído nas graças do pai Channy, um a menos.

Eu: “Bom dia, sim, estou animado ”

Mozão: “Que bom, eu pedi para minha mãe fazer brigadeiro para você, acredite, é o melhor doce do mundo”

Eu: “Obrigado, Upie”

Fiquei vermelho em escrever aquilo, mas foi como ele pediu para ser chamado por mim, disse que JYJ era muito comum e eu devia criar um apelido mais íntimo, só pensei naquilo, ele gostou e assim ficou. Mas eu ainda achava fofinho demais para aquele garoto bem mais alto que eu e com pinta de galã de drama, mas né, ele gostou ué…

Mozão: A Bi vai te buscar, tudo bem? Eu preciso ficar em casa para ajudar o HY. Te vejo mais tarde!

Eu: “Okie, bye!”

Sentei na cama e suspirei.

Parecia que os pais deles estavam animados e os meus curiosos. E meus tios… Todos estavam eufóricos para aquilo também e mesmo sabendo que a família deles era imensa, só em imaginar que quase todos os doms iam também me deixava nervoso. Aquilo não seria um almoço, seria um almoço buffet porque como ia caber tanta gente em um mesmo pátio?

Ficava a dúvida…

Ainda assim me levantei, tomei um longo banho e me deparei de novo com a saga do “Com que roupa eu vou, meu deus”. Eu nunca me preocupei com aquele tipo de coisa antes e a verdade é que eu não tive uma primeira boa impressão sendo levado machucado para a casa deles, mas né… Poxa, era minha última chance de parecer um namorado legal.

Um baby, como a Luhana falava… Eu ainda não tinha entendido direito aquilo.

O som da mensagem tocou de novo e eu corri para a cama cheia de roupa espalhada e olhei para a tela, era a Bianca!

Deusaqueen – Eu sei, era super meloso, mas para mim ela era uma deusa mesmo: “Não fique nervoso, Yutie, só se vista, eu já estou aqui”

Soltei o celular e olhei para a porta, ai deus! Porque ela era tão pontual?

Fiquei nervoso e pronto, acabei me olhando para o espelho vestido como o skatista que era e não como queria parecer, um garoto descolado arrumadinho.

Uma batida na porta me tirou do devaneio e eu suspirei, só podia ser o Sehun…

Fui com um bico abrir e quase gritei em pânico. Ai deus, minha crush agora namorada e deusa linda estava me olhando com o mesmo sorriso suave lindo que eu achava que foi desenhando especialmente para ela porque nossa, como era tão ela… Bem, ela estava ali, na porta do meu quarto bagunçado… Ai…

— Hummm, estamos combinando.

Ela disse sorrindo ainda mais e eu fiquei confuso, puxa, deveria ser proibido sorrir assim, porque ela fazia aquilo comigo…

— É?

— Sim. Eu gostei.

Olhei para baixo e estava com a camisa do acampamento meio sangue de cor amarela. Tinha saído umas de cores diferentes da padrão e eu comprei sem nem pensar muito. Ela usava uma igual com saia jeans e tênis branco. Eu estava de calça jeans e tênis de skatista… Branco. Puxa, estávamos vestidos de casal. UAU…

— Nossa!

Disse verdadeiramente surpreso, ela riu baixinho.

— Minha mãe vai amar isso. Ela disse que devíamos ter coisas de casal com você. Ela chama de trio moderninho.

Eu ri e me lembrei – Sem motivo sinceramente – De que Chin gostava de preto e eu não tinha nada de preto hoje… Então sacudi a cabeça. Para com isso, Yuto, enlouqueceu moleque!?

— Não quer?

— O que? NÃO! QUER DIZER SIM! Ahhhhh não é isso…

E ela tocou meu rosto com as pontas dos dedos e eu me segurei na porta fraco. Gente, eu tinha mesmo problemas sérios com aquilo:

— Eu entendi, não fique nervoso, combinado? Está tudo bem, vai ficar tudo bem, vai ser divertido e nós vamos juntar as nossas famílias para se sentirem tranquilas também. E é isso. Vai dar tudo certo.

— Haram…

Murmurei e ela desceu os dedos pelo meu ombro, braço até enlaçar os dedos nos meus.

— Vamos?

— Haram…

Repeti e lá se ia minha habilidade recém adquirida de falar com ela descoladamente. “Deus me leva!”

Choraminguei enquanto era levado até a minha sala e onde meus quatro pais estavam prontos e tão bonitos que me senti um pouco fora de mim outra vez.

Porque eu não ficava tão bonito em jeans quanto eles, puxa vida!? Sinceramente me sentia agora um pouco intimidado por ter uma família tão bonita, eu me sentia o patinho feio e agora namorando aqueles dois modelos de revista, ficava mais difícil ainda.

Eu devia ter tremido porque ela apertou de leve meus dedos e sussurrou:

— Relaxa, vai dar tudo certo, é só um almoço.

Claro que é, claro que sim…

— Vocês combinaram isso?

Jongin quebrou o encanto e me trouxe para a realidade onde ele estreitava os olhos para mim e minha deusa pessoal linda e que segurava a minha mão de forma protetora. Eu era idiota por gostar daquilo? Gostar não, eu queria gritar sempre que ela me segurava assim. Nossa, era bom!

— Não senhor Kim, mas acho que estamos mesmo sintonizados, ele fica lindo de branco e amarelo, não é? Na verdade, seu filho é muito especial, eu deveria te agradecer com mais frequência.

Ela disse se curvando educadinha e eu senti tanto orgulho na voz dela que devo ter ficado roxo de tanto que eu corei. Meu deus, ela disse que eu sou lindo na cara do meu pai!!! DO MEU PAI, KIM JONGIN DOM JUAN DE SEUL!

— Você é tão fofinha! - Pai Channy disse sorrindo e então emendou - Mas ainda assim nada de beijo de língua no meu Yutie, hein!

— PAI!

Eu choraminguei alto, querendo enfiar minha cabeça no travesseiro do sofá. Ela riu e assentiu:

— Pode deixar, senhor Kim Park.

E foi assim que saímos de casa, comigo quase desmaiando de vergonha e Bianca toda tranquila pacífica perfeita porque era assim que ela sempre agia.

Eu só pensava em como a mãe dela devia ser igual, a serenidade em pessoa porque né, ela tinha que ter puxado alguém, não era possível!

— Sua mãe é tão calma como você, Bi?

Perguntei antes que segurasse a minha língua.

Pai Soo riu baixo no banco da frente, nós dois íamos com ele e pai Sehun no carro do pai Sehun enquanto pai Channy e Jongin iam no carro do Channy. Optaram por deixar os outros carros em casa, já que tio Xing ia com os maridos no Porsche do tio Chen. Não queríamos fechar a rua de carros né. Parecia um cortejo aquilo, na verdade…

Tio Jimin ia com dois dos maridos, Tio Leo com três, Indy e tia July sozinhas no conversível delas, porque os tios Bang estavam no Texas aquela semana, menos tio Zelo que ficou com as crianças em casa e tio BM sozinho na moto dele com cara de exterminador do futuro, porque ele era desses. Eu queria dizer que aquilo tudo era um absurdo, mas quem me ouvia? Nem meus namorados me ouviam, achavam super normal aquilo tudo de gente indo para um almoço “amigável” de domingo.

— Minha mãe é mais a Bárbara sabe, dizem que eu puxei mais a minha avó.

Ela disse baixo me olhando de lado, algo naquilo me deixou ainda mais curioso….

— Você tem avó? Nossa que legal! – Ela assentiu e eu me aproximei em expectativa – E?

— Ela se chama Elizabeth Campone, ou Lady Campone como é mais conhecida, ela costuma viajar bastante, mas gosta mais da Romênia e da Rússia. Não temos muito contato, mas dizem que ela é bem calma também.

— Eu vou conhecer ela!?

Me tremi animado e mais ouvi, que vi ela rir bem baixinho:

— Quem sabe, minha avó é um pouco exótica, mas ela é muito fiel a família, como todos nós. Se for possível assim que der, eu te apresento a ela por telefone, combinado?

— Combinado! Uau… Lady Campone, parece tão realeza isso…

— Pois é…

E então ela mudou de assunto falando sobre o acampamento e que seria bem divertido e seguro para mim e como a voz de uma sereia foi dando todas as palavras certas para convencer meus pais receosos. Tinha que dar crédito a ela, Bianca tinha a lábia de um vendedor perfeito. Parecia um diplomata daqueles filmes americanos e quando chegamos de frente ao prédio dela, eu assisti quietinho meu pai Sehun titubear.

Um a zero para minha namorada, papai!

— Pronto?

Ela perguntou suave, eu respirei fundo e assenti:

— Pronto.

E saímos do carro para dar de cara com Chin no portão vestido quase a mini cópia do tio BM. Porque ele ficava tão UAU todo de preto e couro enquanto eu achava tio BM assustador?

— Olá, pequeno! Pronto para almoçar à moda brasileira?

Ele disse sorrindo e eu tremi todo, sentindo meu joelho ceder e tive que me manter de pé com todas as minhas forças. Não… Aquilo não podia estar acontecendo. Eu estava sendo além de idiota, não era possível!

Então Bianca me puxou mais para perto e falou no meu ouvido:

— Disfarça, Yuto. Ele não faz a menor ideia que você se sente assim, disfarça que eu e JYJ já temos um plano, não se preocupe, Chin vai ser seu, só tenha paciência, nosso primo é meio lerdinho com o óbvio.

Eu quase desmaiei.

Oi? Ai deus… eles tinham percebido, como assim ahhhhhhhhhhhhhhhhh!

— B-bianca, e-eu… er… d-desculpa e…

Então recebi um beijo leve no lóbulo da orelha e tremi todo de novo:

— Está tudo bem, eu te disse, nós temos um plano, deixa com a gente, tudo o que precisa é relaxar e se divertir. Confie em mim, combinado?

Eu engoli em seco e assenti nervoso.

Ela se afastou da minha pele mais ainda de mãos dadas comigo - graças a deus - porque eu podia cair duro ali mesmo sem apoio moral firme e nem se abalou com o olhar mortal do Jongin sobre nós.

O meu pai tinha chegado perto da gente nesse meio tempo e eu nem consegui me mover tamanho desespero que me apossou.

O que foi que eu perdi?

Melhor, o que estava acontecendo?

Então Chin veio para mim e me abraçou.

— Espero que se divirta!

Ele disse amável e eu soube, ia ser um dia louco, muito louco mesmo!

— Haram…

Murmurei derrotado, puxa… Porque ele cheirava tão bem mesmo?

[Uma casa sem quintal não sabe o que é poesia]

Um quintal, aos olhos do dicionário, pode ser um pequeno terreno com horta, um jardim ou um pátio acoplado a uma moradia. Um quintal, aos meus olhos, é onde a casa faz poesia. Quando todos os habitantes se recolhem para sonhar, ela desperta para sentir, escrever, falar. As paredes não têm só ouvidos: elas têm alma, e boca, e mãos. E dessa alma nascem todas as palavras que precisam ser ditas; e dessa boca ecoam todas as vozes dos nossos silêncios; e dessas mãos surgem os versos mais bonitos e necessários para redesenhar nossas lembranças.

A casa é a primeira moradora de qualquer casa. Ela conhece como ninguém a vida de cada inquilino que passou por ela. Alguns ficaram para sempre. Outros, apenas por uma noite — ou menos. Por ser concreta demais, não consegue expressar seus sentimentos mais profundos. Acusada de ser fria e vazia, transferiu toda a sua delicadeza para os fundos. Para se proteger, ela escondeu toda a sua poesia no quintal. Desde aquele dia, ele se apossou de sua ternura e passou a ser o responsável por compor o que ela sente. Ele sabe quando ela tem vontade de chorar. Ele sabe quando ela sente desejo por sorrir. A sensibilidade de uma casa depende do seu quintal.

Quando as pessoas perguntam quantas casas existem na minha rua, no fundo, querem saber quantos quintais existem ali. No fundo, querem descobrir quantos poemas existem ali. Uma rua com mais de trinta casas, por exemplo, é uma coletânea de poesia. Uma casa isolada é um poema triste. Uma casa sem quintal tem a métrica de uma casa — logicamente —, mas é uma casa que não teve a chance de ser poesia. Já um apartamento é uma casa que se mudou, que cresceu para cima e nunca mais pôs seus pés de cimento na infância. Um apartamento é um verso que vive de saudade. Eles tentam nos enganar e nos fazem até acreditar que o play é uma espécie quintal moderno, como se ali pudéssemos encontrar um vestígio de delicadeza, um pedacinho de candura, um restinho do que fomos quando éramos poesia. Bobagem. Play é autoajuda, é alegria que se esquece rápido.

Tenho certeza de que Manoel de Barros fazia poesia no quintal. Sorte a dele de ter apenas o Pantanal inteiro como jardim. Dizem que foi o Pantanal que escolheu nascer em volta do Manoel, não o contrário. As plantas mais raras começaram a brotar das sementes da sua solidão. Suas mãos, então, pintaram as primeiras manchas das onças. Seus pés ensinaram os jacarés a nadar. Suas asas criaram raízes no chão de nuvem. Ele voa com os versos, pousa num rochedo, descansa ao lado de um pequeno tamanduá. Só ele sabe que lágrima de crocodilo é sincera. Cada página da poesia do Manoel é uma folha que se despede do nosso quintal. Que tal a gente procurar de novo aquele nosso quintal interior?

Volto para meu quintal. Meu vulto agora é de menino. A roupa molhada ainda espera o vento no varal. A bermuda parece balançar com perninhas invisíveis. A camisa escura — que claramente já não me veste mais — parece querer me abraçar e dizer: “Ei, menino, vamos correr? Vamos brincar novamente de ser infância?” Se eu tivesse um lenço, choraria. Choro. A família não para de crescer. Aos domingos não cabemos mais na cozinha, por isso põe-se a mesa no quintal. As meninas pulam amarelinha. Os rapazes rodam pião. Os passarinhos fazem a festa quando cai uma migalha de pão. O chão reflete o galho da árvore maior. É a mão do poeta alimentando a liberdade. Sou livre?

Toda criança quando cresce deveria virar quintal.

[Texto e fotografia: Pedro Gabriel]

IMAGINE ZAYN MALIK.

– Essa é a segunda parte daquele meu especial/preference longo que eu tinha postado há um tempo atrás e que vocês gostaram muito e me deram uma resposta super legal. Queria pedir desculpas pela demora em postar a segunda parte, mas como vocês sabem, esse ano não tá fácil e eu não estou tendo tempo nem para dormir.  Para quem não leu a primeira parte, esse imagine faz parte de um especial que tem como tema “(Sn) é uma YouTuber e trolla ele” com cada parte sendo um dos meninos trollado pela namorada YouTuber. Vocês podem achar as outras partes em one-shots-da-1d.tumblr.com/tagged/youtube. A parte do Louis foi a primeira e você pode conferir ela na tag já mencionada. Espero que gostem, boa leitura.

[…]

– Olá Olá, galerinha, tudo bem com vocês?? Comigo está tudo ótimo. – sorri animada para a câmera, feliz de finalmente estar gravando. – antes de começar o vídeo dessa semana, eu queria pedir um milhão de desculpas por não ter postado nada na semana passada, mas fiquei mega doente e não estava conseguindo nem sair da cama direito. E para piorar, meu namorado estava viajando e como vocês sabem, não moro mais com os meus pais, ou seja, ninguém para cuidar de mim. – fiz beicinho. – mas agora estou muuuito melhor e resolvi atender uma sugestão de vídeo que vocês estavam fazendo há muuuito tempo para mim de trazer o Zayn aqui para o canal, já que ele nunca participou de nenhum vídeo meu. Como vocês já devem ter percebido, a tag “trollando meu namorado” está super famosa e eu decidi entrar na onda e trollar o meu querido namorado dizendo que me contaram que ele havia me traído semana passada, que foi quando eu fiquei doente e não pude acompanhar ele na viagem para Los Angeles. Eu to louca para saber a reação dele, porque se eu o conheço bem, ele vai ficar puto de ódio, tanto pelo boato inicial de que ele me traiu, como pela trollagem, já que ele não lida muito bem com brincadeiras, sempre apelando. Como nunca fui traída, pelo menos que eu saiba, não sei como reagiria em uma situação assim, então vou optar por fazer a namorada sofredora, que chora e se pergunta o porquê de isso ter acontecido com ela. Espero que gostem do vídeo e não se esqueçam de deixar aquele Like que ajuda MUUUITO na divulgação do canal. Vamos lá?!

Sorri para a câmera, enquanto dava o pause e a arrumei na estante da sala, entre meus livros bagunçados para que Zayn não pudesse vê-la. Apesar de estar super animada com o vídeo e com a ideia que eu tive para fazê-lo, ainda tinha medo da reação negativa que algumas pessoas poderiam ter por causa da presença de Zayn. Já até esperava que me acusassem de me aproveitar da fama do meu namorado, porque sempre soube que independente de quantos anos eu tivesse o canal e do quanto eu já alcancei por esforço próprio, com mais de sete milhões de inscritos e uma vida financeira estável, a partir do momento que eu namorava um cara famoso e bem sucedido, para as pessoas, todas as minhas conquistas se deviam ao fato de eu ser a namorada dele. Infelizmente, não era só comigo que isso acontecia. E isso me deixava puta.

Respirei fundo e decidi deixar todos esses pensamentos de lado, firme na minha decisão de não me privar de nada para tentar agradar essas pessoas que só conseguiam ser felizes se for à custa da dor alheia. Eles não mereciam nem um segundo do meu tempo. Sorri convicta e terminei de arrumar tudo, bem a tempo de Zayn chegar e eu conseguir dar play na câmera.

É hora do show.

– Oi, meu amor. Que saudades!! – Zayn me cumprimentou assim que abri a porta, todo carinhoso. Resisti ao impulso de corresponder seu abraço apertado e continuei com a minha cara de cu, visivelmente chateada. Lento como sempre, ele não percebeu minha expressão de primeira, só notando quando desviei de seu beijo. – (Sn)? Está tudo bem?

– O que você acha, Zayn? – perguntei de volta, erguendo a sobrancelha em um claro sinal de que não  estava tudo bem.

– Eu não sei, aconteceu alguma coisa?

– Acho melhor a gente entrar, não quero dar um espetáculo para os meus vizinhos. – disse bem séria, tentando arduamente não rir quando ele finalmente percebeu que eu não estava de brincadeira e que iríamos brigar. Era possível ver o brilho de desespero nos seus olhos.

Nos sentamos em silêncio no sofá, ele aguardando a briga começar e eu tentando pensar nas coisas mais tristes que conseguia me lembrar para não cair na risada. Finalmente, respirei fundo e comecei a dizer em voz baixa, encarando meus dedos entrelaçados.

– Apesar de ter imaginado essa cena um milhão de vezes, eu ainda não sei como começar a dizer tudo o que está engasgado aqui dentro. Já chorei muito, já gritei muito e te xinguei ainda mais, mas… Agora que eu to aqui, na sua frente, eu só consigo pensar em como você pode fazer isso comigo. O porquê, entende? Eu não consigo, mesmo depois de horas pensando, entender o porque de você ter feito aquilo comigo, mesmo depois de tudo o que a gente já passou juntos. – pausei, como se estivesse tentando não chorar. – eu não consigo entender, Zayn.

– Eu não faço ideia do que você está falando, (Sn). O que aconteceu, pelo amor de Deus?

– Não precisa mentir para mim. Chega, chega de todas essas mentiras, de todas essas desculpas, apenas… Chega… – bufei, enxugando uma lágrima guerreira que conseguiu sair do meu olho esquerdo. – eu já sei que você me traiu, Zayn.

– É o que, (Sn)? Da onde você tirou um absurdo desses?? – sua expressão mudou em uma fração de segundos, de confusão a ira.

– Já me contaram, Zayn. Me ligaram, me mandaram mensagens em todas as redes sociais possíveis me informando que você havia me traído e que eu era a nova piada mundial. Meu Deus, será que você não tem a menor consideração por mim? – encarei-o nos olhos, com dor e sofrimento. – eu confiava em você, Zayn!!! A sua palavra sempre era a que tinha mais valor para mim, e o que eu recebo em troca? Traição!!

– (Sn), isso é mentira, eu…

– Não tem desculpas para o que você fez, seu canalha. Você me traiu enquanto estava em Los Angeles, enquanto eu estava aqui, doente e sozinha, precisando de você!! Como você foi capaz? – perguntei com ódio no olhar. – da onde você conhece ela? Há quanto tempo vocês se conhecem? Essa não foi a primeira vez, não é?

– (Sn), me deixa te explicar, isso é…

– Você teria ficado com ela mesmo se eu tivesse ido junto com você na viagem? – continuei interrompendo-o. – Ora, que pergunta mais idiota, é óbvio que sim, não é? Canalhas estupidos sem o mínimo de decência não se importam com esse tipo de coisa.

– (Sn), isso tudo é mentira, eu juro. Eu nunca te trai, nunca, está me ouvindo bem?? – Zayn disse desesperado. Aproveitei o clima tenso e forcei um choro, como se estivesse totalmente quebrada por dentro.

–  Ela era mais bonita do que eu, Zayn? Ela te amava mais do que eu? Esteve do seu lado quando você mais precisou? – solucei – Por que, Zayn? Por que você fez isso comigo? – comecei a chorar de verdade, cobrindo o rosto com as mãos. – POR QUE? – gritei, sofrendo.

Meu Deus, que Dicaprio o que?! Era eu quem estava merecendo o Oscar.

– ME PERDOA!! – Zayn gritou de repente, me silenciando. Arregalei os olhos mesmo com minhas mãos tampando-os. – eu… Eu não sei porque fiz aquilo, ok? Quando eu vi já tinha feito e você não faz ideia do quanto eu me arrependo, mas…. Me perdoa, pelo amor de Deus. Eu não suporto te ver assim.

Lentamente, retirei minhas mãos do meu rosto e encarei Zayn que estava chorando com a cabeça apoiada nas mãos. Pisquei aturdida, ainda tentando entender o que tinha acontecido. Zayn havia me traído?

– Você… Você o que?

– Eu sinto muito, (Sn), mais do que você pode imaginar!! – sussurrou, sem me encarar. – eu não conhecia ela, encontrei-a naquela boate onde seria a festa de Sam e eu sequer a tinha notado, mas então comecei a beber e ela veio falar comigo e quando eu vi, já estava transando com ela. – arregalei ainda mais os olhos a medida que tomava consciência do que aquilo queria dizer. – mas eu quero que saiba, eu preciso que saiba, – virou-se no sofá, agarrando fortemente minhas mãos. – que ela não significou nada para mim, que é você que eu amo. Só você.

Pisquei uma, duas, três vezes até que uma ira incontrolável se apossou de mim, fazendo-me enxergar tudo vermelho. Não podia acreditar que aquele filho da puta tinha feito isso comigo.

– Você me ama? – perguntei com a voz perigosamente calma.

– Claro que sim, (Sn), você foi a única mulher que eu realmente amei. – afirmou com o cenho franzido, confuso do porquê de eu estar me ajoelhando no sofá. Sorri cínica para ele antes de me jogar em sua direção e grudar em seu pescoço, apertando-o máximo que eu conseguia.

– EU VOU TE MATAR, SEU FILHO DA PUTAAAAAAA!!! – gritei completamente irada, sem conseguir enxergar nada na minha frente que não fosse o ódio que eu estava sentindo. – VOCÊ SENTE MUITO? VOCÊ SÓ VAI SABER O QUE SIGNIFICA SENTIR MUITO QUANDO EU ARRANCAR SEUS OLHOS COM AS MINHAS UNHAS E MASTIGAR NA SUA FRENTE ENQUANTO VOCÊ AGONIZA DE TANTA DOR, IMPLORANDO POR PIEDADE E ENTÃO, EU CORTAREI O SEU PAU COM UMA FACA CEGA E DAREI PARA OS CÃES NA RUA COMEREM ELE, SEU DESGRAÇADO, FILHO DE UMA PUTA!! E ENTÃO EU TE DIREI “SINTO MUITO”. – tentei subir mais em cima dele, para arrancar seus olhos, mas seus braços dificultavam muito meu trabalho e eu só conseguia arranhar seu rosto. – EU VOU TE MATAR LENTAMENTE, ARRANCAR CADA CENTIMENTRO DE SUA PELE, ATÉ NÃO RESTAR MAIS NADA, E ENTÃO VOU JOGAR ÁCIDO SULFÚRICO NO SEU CORPO E OUVIR VOCÊ GRITAR DE DOR ENQUANTO EU TOMO SORVETE COM AS SUAS BOLAS!!!

Continuei atacando-o, dessa vez com tapas, até que parei ao ver seu corpo tremendo violentamente. Franzi o cenho ao pensar que ele estava chorando daquela maneira até que seu braço saiu da frente do seu rosto e eu pude ver o filho de uma mãe rindo até ficar sem ar. Ele estava rindo. Rindo não, gargalhando. Da minha cara.

– Você está rindo? Qual é a merda do seu problema? – perguntei inconformada, até que ele finalmente parou de rir, encarando-me com deboche.

– Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é mesmo, querida? – sorriu, soberbo. Franzi ainda mais o cenho, sem conseguir entender nada. – você acaba de ser trollada, meu amor.

Abri minha boca, mas nenhuma palavra saiu dela. Eu estava chocada. Paralisada.

– O que foi? O gato comeu sua língua? – riu. – dá um tchauzinho para a câmera, por favor. – pegou minha mão, acenando para a câmera que eu mesma havia escondido há alguns minutos. – achou que ia conseguir me trollar, não é? Mas o papai aqui é mais esperto, bebê. Você ainda não é páreo para mim.

– Mas… Como? – consegui perguntar, depois de algum tempo.

– Ah, foi muito fácil. Primeiro, eu sabia que você tinha que gravar algo urgentemente já que não postou nada na semana passada. Segundo, assim que eu cheguei, consegui ver a câmera entre os livros. Você já foi melhor, meu amor. – debochou, deixando-me levemente irritada. – depois veio com um papo de eu ter te traído sendo que eu jamais faria isso e você sabe. Eu sequer sai em Los Angeles, e quando fui na boate, fiquei conversando com você o tempo todo pelo telefone e que eu saiba, para te trair, eu iria precisar de duas mãos. E em quarto, mas não menos importante, eu sou muito mais esperto que você. – mandou-me um beijo no ar.

Ainda sem conseguir encara-lo de tanta raiva, sai de cima dele e fui em direção a estante pegar a câmera. Ouvir sua risada só me deixou mais nervosa e eu decidi me trancar no quarto.

– O que é? Não vai falar comigo? Já vai apelar, (Sn)?

– Você é um babaca, Zayn. – disparei, odiando ter sido trollada. Odiando sua risada. Odiando essa idéia. Odiando tudo. – não quero nem olhar para essa sua cara de babaca.

– Ora, ora, é como diria Shakespeare, meu amor. – conseguiu dizer entre risos. –  "se não sabe brincar, não desce pro play".

Que a minha intensidade não me impeça de respirar vezenquando, pois suspiro o tempo todo pra encontrar espaço nesse peito que já nem se cabe. Que essas explosões de vida, de beleza e dor me permitam ao menos, por alguns momentos, absorvê-las com tranqüilidade: para que eu consiga dormir sem ter de chorar ou gargalhar até a exaustão, pois sinto falta de apenas lacrimejar ou sorrir sem contrações, descontraída. Que a felicidade não me doa sempre e tanto, a ponto de assustar. Que haja alguma suavidade nos meus olhos diante do cotidiano e que eu não me emocione exageradamente com esta delicadeza. Que eu possa contemplar o mar sem que ele me afogue por completo. Que eu possa olhar o céu imenso e que isso não me aniquile por lucidez extrema. E que quando eu escrever um texto, ao ser publicado, assim, despido de qualquer revisão emocional, dotado apenas da intuição que me foi dada, que encontre a fonte precisa que agasalhe a palavra “palavra”. Que eu não viva só em caixa alta, com esses gritos que arranham silêncios e desgovernam melodias. Que eu saiba dizer sem que isso me machuque demais. Que eu saiba calar sem que isso me provoque uma tagarelice interna inquieta. Que eu possa saber dessa música apenas que ela se comunica com algo em mim, nada mais. Que eu possa morrer de amor e, ainda sim, ser discreta. Que eu possa sentir tristeza sem que ela se aposse de toda a minha alegria. E que, se um dia eu for abandonada pelo amor, não deixe que esse abandono seja para sempre uma companhia.
—  Marla de Queiroz.

One Shot Niall Horan

  • Pedido -  faz um que ela deixa a filha bebe em casa, do tipo 3 anos, e quando chega a casa esta uma bagunça, o marido dormindo no sofá e a filha passando a tesoura no cabelo dele. quero com o Niall. ☺ e pode ser daqueles detalhados?


— Vocês têm certeza de que ficaram bem sem mim?

(Seu nome) perguntou olhando o marido e a filha com atenção, apreensiva de deixá-los sozinhos em casa. É a primeira vez que isso vai acontecer e ela não pode deixar de se sentir um pouco insegura mesmo confiando na capacidade do marido de manter as coisas sob controle, mas ele é muito mole quando se trata da pequena de três anos. Não há nada que ela peça com os olhinhos pidões que ele não faz.

— Xim, mamãe.

— Não se preocupe, amor. Quando você chegar tudo estará do jeito que você deixou.

— Eu espero mesmo… — (seu nome) beijou o rosto da filha que se encontra no colo do pai — Se comporte, senhorita Charlie, ou nada de chocolate mais tarde.

— Vo fitar tétinha, né papai?! — Niall assentiu.

— Claro, princesa, você é o nosso anjinho. — ele beijou a testa da filha se voltando em direção a esposa — Tome cuidado na estrada. Eu te amo. — selou seus lábios ao da esposa podendo ouvir a risadinha da pequena próxima a eles.

— Eu amo você também… Amo os dois.

(Seu nome) deu mais um beijo em cada um deles enfim saindo de casa antes que se atrasasse. A apreensão ainda se encontra instalada em seu peito mesmo que ela tente se convencer que nenhum dos dois precisará dela e que Niall se sairá muito bem com a pequena.

Sem saber exatamente o que fazer, já que havia ignorado a explicação (seu nome) de como entreter a filha - achando que poderia facilmente exercer com sucesso essa função - Niall deixou o corpinho minúsculo da filha - comparado ao seu - no chão pensando no que fazer até que resolveu perguntar.

— O que quer fazer, princesa?

— Saão beeza! — Charlie gritou animada e foi necessário alguns segundos para que o pai a compreendesse.

— Isso! Arrume uma de suas bonecas. — Niall disse sorridente.

— Não, não. — negou rapidamente com a cabeça — Eu quer rumá papai.

— Mas o papai tem um cabelinho pequenininho… — tentou explicar a filha puxando os fios curtos de seu cabelo.

— Não pota, papai… Arlie quer. — falou de si mesma em terceira pessoa.

— Tudo bem, mas prometa não puxar muito o cabelo do papai? — a garotinha cruzou desajeitadamente os dedos em frente ao rosto dando um beijinho seguida.

— Eu promete!

Niall rapidamente arrependeu-se de ter aceitado brincar de salão de beleza. Sua boca estava borrada com um batom de (seu nome) e seus olhos tinham cada um, uma coloração diferente ao redor, causada pelo uso de maquiagem, a mesma coisa com suas bochechas. Se alguém o visse assim, seria zoação na hora, mas Charlie parecia bastante orgulhosa com o resultado. Mesmo sendo a cobaia, Niall se sentia feliz com a felicidade da filha.

— Não mexi cabeça. Vo fazer cabeio buito.

Charlie se abaixou mexendo dentro uma maleta um pouco grande onde ficavam seus utensílios de cabelo, ou seja lá como se chama, segundo Niall. Em volta de seus pulsos haviam algumas xuxinhas (prendedor de cabelo) coloridas que Niall pode notar quando ela foi em sua direção e se posicionou atrás de suas costas.

A promessa de não puxar os fios loiros quase desbotados pareceu nunca existir quando Charlie encontrou dificuldades para amarrar as xuxinhas nos fios tão curto e como uma típica descendente de brasileiros, a menininhas não sossegou até que uma das xuxinhas ficassem na cabeça do pai, sem nem ao menos saber que havia o causado uma dor no couro cabeludo. Assim como lutou para colocar a primeira, mais algumas foram colocadas a seguir para o azar do Horan.

Assim que a brincadeira/tortura acabou, Niall deixou menininha escolher novamente a brincadeira e se arrependeu mais uma vez quando foi puxado para o andar de cima e obrigado a vestir uma saia de balé que (seu nome) usou no halloween passado que é idêntica a da Charlie que está impecavelmente em seu pequeno corpo. Niall foi mais uma vez arrastado para a sala e teve que colocar um CD de músicas infantis e acompanhar a dança da filha sem direito a pausa ou tomava algumas broncas da pequena.

Essa situação seria cômica se ele estivesse como o telespectador e algum de seus amigos estivessem pagando esse mico, mas como é com ele e chorar não era uma opção, ele apenas riu de si mesmo balançando a bunda de um lado para o outro como a pequena ao seu lado fazia.

O cansaço apossou-se de seu corpo e mesmo assim ele teve que brincar de esconde-esconde, boneca  e de salvar a princesa do monstro, tudo isso com o mesmo traje, penteado e maquiagem, Charlie não permitiu que ele se livrasse de sua obra prima.

— O papai cansou, princesa. Um minuto para o descanso. — disse se jogando sobre o sofá e fechando os olhos que pesavam pelo cansaço.

— Eu vai pegar maix binquedinhos.

Niall assentiu vendo a garotinha correr em direção ao quarto de brinquedos que se encontrava no final do corredor, então ela não subiria a escada sozinha e nem correria algum risco. Tendo consciência de que a filha ficaria bem, cair no sono foi inevitável e logo ele estava respirando tranquilamente alheio do que acontecia à sua volta.

Quando Charlie voltou para a sala com estojo em mãos, viu que o pai estava dormindo e não quis acordá-lo. Olhando de um lado para o outro procurando o que fazer, ela soltou o estojo no chão fazendo com que algumas canetinhas se espalharem e correu até o sofá jogando as almofadas pela sala e começando a pular no estofado parecendo não se cansar.

Alguns minutos depois, que resultaram em um rosto completamente suado, Charlie desceu do sofá se sentando de frente para o estojo e de lá tirou uma tesourinha sem ponta. Um sorriso sapeca surgiu em seu rosto e ela se levantou girando seu corpinho olhando tudo à sua volta, até que seus olhos se focaram no cabelo cheio de xuxinhas de seu pai. Correndo até ele, ela tirou uma das xuxinhas jogando-a no chão e encaixou os dedos na tesoura pronta para cortar os fios loiros, mas antes que isso fosse feito, a tesoura não estava mais em sua mão.

— Charlie, não pode cortar o cabelo do papai. A mamãe já disse que essa tesourinha é para cortar apenas papel.

(Seu nome) repreendeu a filha com um olhar severo para que ela soubesse que aquele era um assunto sério, mas não pareceu funcionar quando a garotinha gritou um “mamãe" em animação e rodeou seus bracinhos em volta das pernas da mulher. (Seu nome) deixou um sorriso escapar e pegou a filha em seus braços a levando para cozinha para não correr o risco de acordar o marido.

— O que você fez com seu pai, em?! — ela riu colocando a garotinha sentada sobre a bancada.

— Papai é uma pincesa linda.

— E você a fada madrinha responsável pela transformação. — (seu nome) tocou o nariz da filha delicadamente a fazendo rir.

— Não, mamãe. Eu ser pincesa linda também.

— Ok, princesa linda… Vamos tomar banho? — Charlie assentiu sendo pega mais uma vez pela mãe.

Mesmo com toda a bagunça e a nova identidade de Niall, (seu nome) soube que deixá-los sozinhos não foi de todo o mal quando eles souberam se divertir, mesmo que Niall tenha corrido o risco de estar careca quando ela chegasse.



Espero que a parte das falas da criança não tenha ficado muito ridículo kkkk

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- Tay

Observei a imensidão azul sobre nós, escutando-o murmurar sereno variadas declarações escassas de sentido imediato. Os lábios roçavam suaves no meu ouvido e brevemente desnorteada ri silenciosa. Quando uma chuva possante desabou, enfim a coragem apossou-se do meu ser e mirei rumo às íris negras manifestando curiosidade. Por um instante pensei no quão meras e discretas eram, mas nos confins daquela noite dos olhos do rapaz haviam infindas estrelas.
—  Chrystal Serafim.
Você chegou na minha vida num momento de escuridão e me trouxe luz. Estava me ajudando a melhorar mas acabou me magoando, me deixando ainda mais triste. Sim eu estava ou ainda estou apaixonada por ti, ja nem sei aqui dentro ta uma confusão tão grande. Eu tinha esperanças que você sentisse algo por mim. Acho que nutri sentimentos inexistentes. Desculpa pelos termos que usei sei que aquelas palavras te magoaram. Eu não sou uma pessoa fácil de lidar e minhas mudanças de humor atrapalham bastante. Queria que você tivesse sido sincero sabe, teria doido menos. Apesar de tudo não quero me afastar. Sinto sua falta. Sinto saudades. Você acabou se tornando parte da minha rotina, me alegrava com sua voz, adora ver seu sorriso essas pequenas coisas deixavam meu dia mais feliz. Trazia um pouco de cor pra essa escuridão que se apossou de mim. Quero você de volta na minha vida nem que seja apena como um colega ou amigo.
—  Rafaella Nogueira
não vou ser mais uma na sua vida.

eu já cansei de te dizer
você não vai me entender
pois sinto que na minha vida
você se faz de turista
eu já cansei de te explicar
não tenho nada pra falar
já disse amor, que não é falta de amor
é que a inutilidade
se apossou de mim
e agora eu olho 
e nem vejo mais meu fim
então, me deixe no meu canto
não cause mais 
tanto desamor
tanta dor
nesse meu coração
pois o que você precisa
eu não vou ser.

Diferenciou

Ele é diferente
Atraente,
Contente,
Não sai da minha mente

Sorriso encantador
Já chegou,
Conquistou,
Coração acelerou

Olhar apaixonante
Delirante,
Excitante,
Se tornou importante

Olhos negros
Pequenos,
Jeito sereno,
Esse corpo moreno

Se diferenciou
Já entrou,
Apossou,
Coração ele roubou.

Bru Gomes

sereno me deito. - sereno… que piada! - a cabeça à mil por hora. um coração que descompassa angustiado. um corpo. um corpo cansado. uma imagem que me apossou a memória. um nome. uma boca. um brilho de olhar, que temo nunca mais esquecer. as músicas que nunca mais soarão da mesma maneira. um peito que não será mais teu aconchego. minhas mãos que nunca mais encontrarão os teus cabelos, as tuas curvas & costas. meus pés gelados que não mais escorregarão por entre os seus. minha boca sobre tua pele emitindo aquela voz trêmula: uma saudade. meu ouvido, agora surdo à sua respiração ofegante. Shakespeare já tinha me alertado: “essas alegrias violentas têm finais violentos […]”. dei de ombros, como de costume. vim parar aqui de novo. nessa nau dos corações despedaçados. dia desses estive tão feliz que até ri de mim. mas felicidade e efemeridade não rimam à toa. a gramática prevê tudo! eu é que sou tolo. e teimo em me fazer só coração. enxergo com ele. cheiro com ele. toco com ele… insisto em dar tarefas que não lhe competem. é trabalho demais. é desgaste demais. não tenho nem como culpar o coitado. não fui bom treinador. me falta prudência. e ainda assim me falta coragem. na mesma proporção, essa noite me faltou o sono. como me faltará você, nos próximos dias. me despeço aflito. como nunca antes estive em toda a minha aflição. estão livres os teus caminhos. como sempre estiveram. não me apetece ser a pedra. nem tampouco ser abrigo temporário. se queria raízes, só tenho asas - e o desejo de voar junto. se faltou entrega, esteve de olhos vendados o tempo todo. se minhas palavras feriram, deveria lembrar das que um dia te acalmaram. se pensa que estou indo por não te amar, só confirma o que eu sempre desconfiei: nunca soube o que é o amor. no entanto, aprendeu muito bem como jogar. como ferir. e eu que nunca fui bom jogador mesmo, atiro as cartas sobre a mesa: você venceu! te perdi… mas ainda sou meu.
—  Silas Tosta
As noites estão ficando cada vez mais longas e minhas olheiras denunciam isso. O desânimo se apossou de mim e meu corpo reclama disso. Vontades eu tenho aos montes, mas a minha rotina me desmente. Sou desmascarado pela aptidão. Os pensamentos em polvorosa fazem minha cabeça doer, como se mil agulhas me perfurassem o crânio. As palavras se tornaram confusas, aleatórias, cansadas de sempre dizerem o mesmo. Os olhos já sem brilho e esperança, apenas no automático. A boca seca e amarga, reflete o que as palavras se tornaram, algo vazio, seco, sem propósito algum, amargas o suficiente para não quererem ser ditas. A casa está vazia, o silêncio é quase palpável. Meu peito dói e não é fisicamente. Ultimamente tenho vivido saudades. Ultimamente esse tem sido meu inferno particular. Sempre o mesmo, sempre presente, um replay de um grande nada.
—  Rua Outono
Ele a tirou do seu conforto, roubou sua inocência, roubou sua intimidade, roubou sua verdade, roubou sua confiança, sua dignidade. Roubou o brilho no olhar. Tudo o que havia de belo, ele pegou, sem permissão… num golpe sorrateiro, silencioso e doloroso. Se apossou do bem mais precioso que ela tinha. Se aproveitou do segredo, se aproveitou da liberdade. Um golpe sujo, um plano perfeito. Ela foi a refém de toda aquela maldade. Como um tapa na cara, o silêncio de quem abandona a cena chegou, plaft! Doeu, muito mais do que ela imaginava. A dor do abandono, a dor do silencio. Foi sem deixar bilhetes. Deixou a dor e o desespero de uma jovem. A musica, parou. O café, esfrio. O céu, escureceu. O amor, alguém viu? As marcas permanecem firmes em seu corpo. A menina chora. O choro corta o silencio. Alguém? Naquela noite, mais uma vez, a historia se repetia.
—  Um ladrão, uma menina, um coração.
Being an artist, it's a profession too

This post is dedicated to all the hard working creative individuals out there who don’t always get treated the way they deserve. This post will be a mix of my opinion and the opinion of several artist’s posts I’ve read over the years. Unfortunately I can’t remember who wrote which part, so I won’t be giving credit unless someone can tell me who wrote what (help appreciated :) )!

Well, without mixing words, the title says it all “Being an artist, it’s a profession too” (include all creative fields in this statement from here on out) and there seem to be a lot of people that just don’t understand that, including some creative people. Artists have to pay bills, take care of their family etc. Even when doing something they love.

Asking an artist to do something for free… unless it’s your mate and he’s creating a gift for you, and even then, unless he offers… it’s not on the table. Think about it, would you turn around to your mechanic and say “Hey pal, how about you put a new motor in my car as a gift for me to show around?” or “Listen, if you put in a new radiator and suspension, it would be great exposure for you, get your name out there”. Same goes for any other profession that isn’t creative, so why do we try and peddle this crap on artists?

Even if an artist has no major responsibilities like a mortgage, rent or feeding himself and family (ex. He lives at home/studies), he still has constant bills to pay. Read any online tutorial, advice column or attend any course and what do all pro artists say you have to do? Practice, practice, practice… all the time. That means you have to buy sketchbooks, pads, pencils, erasers, brushes, paints, charcoal, rulers, boards etc. Not to mention books to keep up to date with trends, techniques and constantly learning from others, whether through a book or course.

I remember when I was at art school and I felt bad about having to ask my single mother to buy me some more material because I made a mistake or the teacher felt we needed to experiment. Suddenly just a simple A4 page and HB pencil weren’t enough. No you need a full range of pencils (Bs and Hs), different textured paper and a hard eraser and a putty eraser… because we have to experiment… and this is just for drawing. Paint brushes for actual painting (not just painting the side of your house) can cost quite a bit.

So we’ve established that an artist has to earn money to pay the bills and many of you might be saying, “okay, if he earns enough to get by, he’ll be happy for the rest of his life because he’s doing something he loves”. This statement isn’t totally wrong. To an extent he will be happy being able to do what he loves, but about earning enough… come on people, pay the man his due. I was always taught, you get what you pay for and that’s totally true, trust me, no matter what you’re talking about, there’s usually a reason to pay more for something. Some times you might not feel that you need what the extra cost brings, but that’s your personal choice.

Time is money and the more you pay someone, the more time they will spend on your product and the more research they will do for it. Ask any high level artist and he will tell you, if you start paying me less for more work, the work will suffer, because the artist will start finding ways to cut corners so that he wastes less time on said project to dish out more projects. Think about it, would you prefer to earn let’s say 500$ on one project or 520$ on 5 projects? And I’m not exaggerating, that does happen.

Let me take my own personal experience to illustrate the point here a bit. A few years back I decided that I was going to follow my dream and start working to become a comic colorist. A few years have passed and I’m still only working on sporadic projects and haven’t gone pro, but here’s what I learned.

The first few years I would accept one or another project for free to get the practice and exposure. In the beginning, my colouring style (I can say this now) was worth little or no cash, because it was still developing. But as time passed I got better, so when I started saying “I’m sorry, I can’t do that for free anymore” a lot of people suddenly didn’t want anything to do with me, but it was generally peaceful.

I then started taking on backend projects with the idea that it was good exposure for projects that would be published and somewhere down the line some (even if just a little) money would come my way. Well, it didn’t and I found that most backend projects don’t even get off the ground, they’re just a lot of empty promises.

I started to pick and choose my projects carefully on whether I believed in the project, whether I already new the team, whether it was payed and whether it was published. Let’s take a bit of a side trip for a moment, during all this I have a day job. I went from a Graphic Designer to a Web Designer to head of my digital creative department. My responsibilities kept building up. So I’ll admit that I committed what is considered the greatest sin amongst comic creators… I left a few people hanging. I blame this on being a little green and thinking I could take on the world and needed to get as many projects out there to get noticed.

Now going back to the initial topic, there seems to be a rising animosity between creative people and very often I find that the most smug creatives are in the Indie publishing Industry. Don’t get me wrong, I’ve met some of the best people in the Indie industry, people I call friends and who I know have my back and a lot of them much more professional than many pros. This includes some incredible editors who seem to always find a way to pay for the work, which can’t be easy. But there are those out there that are also convict that if you work for money or guaranteed publishing, you’re not a real artist and that your’e one of the reason’s the comic industry is going down the tubes.

Well, let me give you my opinion. The comic Industry has been accused of sometimes producing work that is weaker (sometimes a lack of a good story plot or crappy art) and I’m talking about the big publishers, but let’s analyse things a bit. Suddenly we have so many publishers and so many artists with thousands of titles. When I was a kid, we had less choices, but man oh man did we love collecting. Today the publishers are scared to take a risk, because honestly, how many caped crusaders can you have or how many times can you almost end the world? Not easy right? Those poor writers and editors, always having to come up with ideas. The artists have to constantly dish out work (I know titles come with bigger intervals than when we were kids), but each time they have to produce better quality work. Many times a lot of these pros might be working on 3 or 4 titles simultaneously, so they are taking less than a month on your comic, but add that to the pile… it’s a lot right?

And on top of that, and here’s the big problem, the Indy industry has creative people who are working for the love of the game and lot of times the quality might not be at pro level, but it’s a lot cheaper… and the writer might have had a year to work on all the back story to the project (I know a lot of guys work in a smaller time frame, this is just an example) as apposed to a Marvel writer for example who has to dish out constant story plots and entertainment over years, and the artist who doesn’t have a couple of months to design a character’s look and feel.
But of course, the Indy industry also has to realise that a lot of times, those artists accepting lower rates, they can be undependable, take longer to produce the work or be very temperamental. Here we illustrate the “You get what you paid for” statement. Even an Indy artist has to pay bills. Imagine you work a day job and they ask you to take on a project for backend or something similar. You will be working for a month or more almost every night, you don’t spend time with your family you’re using electricity and materials and it might start affecting your day job. So you start taking longer on the project, the other people on the team start pressuring you, so you start taking short cuts, the quality starts dropping, the team hassles you again and suddenly you wonder if it’s even worth continuing. The larger publishers have to insure that doesn’t happen, so they have to keep ther creatives happy, that means higher rates, that means the quality of the work has to be better, so you can’t hire just anyone and the higher up the ladder you go the more complicated it gets.

Some of you might be thinking: “Yeah, you talk big about the comic industry but you aren’t even a pro” and you’re right, this is only my opinion on my personal journey, but I can tell you that almost any creative industry is in the same boat. Designing webpages for example, if you want a cheap site, get a kid who’s finishing up high school or college, they will do it super cheap, but be warned that the quality of the design, interaction and usability of the site will probably be crap, unless you’re very very lucky. A quality designer brings more experience to the table, he’s had to troubleshoot many problems that might arise, he’s more efficient and he can meet web standards that rock your socks off. Same in any other industry, so that means you’ll pay more, but you get a fuller package.

Of course, I’m not saying experience is the only measurement, there are incredible artists who have not been published yet, but chances are they started drawing in the womb, so I consider that experience too.

The result of all of this “let’s get artists to work for free” is that the industry is forced to either lower their standards, work their artists to the bone (more work, same pay) or they start going to other countries where the workers are cheaper, instead of having artists all over the world with the best quality work all earning the same rates. And any artist who is accepting lower rates because today he can, is only hurting the industry for other artists and even himself in the future. When He suddenly starts a family or decides to get married or whatever and he goes to his boss and says “look can we up my rates, because I need more cash” there’s a strong chance that they’ll tell you that the industry isn’t what it used to be or the economy is down or they’ve just invested X amount on Y venture and can’t make extra investments or worse case scenario, “well I have an artist I can get working longer hours for less.”

And we’re all screwed again… So people, just like the Mona Lisa is priceless, any work of art has a price tag, and getting things for free is cool for you, but it doesn’t put food on the table for the artist

And Artists? Most of the “exposure” promised? Usually turns out to be a few facebook buddies and some blog followers. Think before you take on a project. Can you guarantee your best work on what they’re offering? If not, don’t accept. Think before accepting projects for no pay, because tomorrow you might decide what you really want to do is work as an entertainer on a cruise ship and the artists who are left trying to make a living have to accept crappy conditions for crappy pay…

A little fareness and kindness go a long way, keep that in mind. ;)