apaixone se

Cara eu realmente nasci na época errada, não me encaixo nesse mundo onde o que mais importa é quantas bocas foram beijadas na noite passada, ou por quantas pessoas diferentes você se apaixonou nesse mês. E o romantismo onde está? Talvez tenha sido esquecido em alguma sarjeta por aí, atualmente as pessoas escolhem o mais fácil. O que importa é a quantidade e não o conteúdo, raramente dá-se importância a uma boa conversa, ou uma troca de olhares sinceros, um pôr-do-sol ao lado de alguém importante, ou uma crise de riso até a barriga doer. Hoje as pessoas esquecem dos detalhes e levam a sério apenas a aparência, esquecendo-se da essência.
—  Último suspiro do caos.
Apaixone-se por alguém que te curte, que te espere, que te compreenda mesmo na loucura; por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, tua esperança. Apaixone-se por alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro, por alguém que caminhe junto a ti, que seja teu companheiro. Apaixone-se por alguém que sente sua falta e que queira estar com você. Não apaixone-se apenas por um corpo ou por um rosto; ou pela ideia de estar apaixonado.
—  Tati Bernardi. 
Canetei seu sorriso numa linha e a folha toda se apaixonou. Escrevi em mil metáforas, só pra falar de você de novo cada vez que eu tivesse que explicar alguma. Aprendi que delícia é o nome do gosto que seu nome deixa na minha boca sempre que eu te chamo. E quando debrucei minha esperança no seu sorriso, eu descobri o pra sempre. Tudo isso começou na saída de uma festa, quando sofri um acidente que mudou minha vida: eu bati meus olhos em você. Desse dia em diante descobri que entre nós não existe entre e que quando você me encara, eu fico igual seu guarda-roupas: uma bagunça só. Antes me perguntava “Quantas galáxias já não morreram no vácuo que você me deixa?”, depois entendi que tinha que aprender te paquerar por satélites, porque você mora no mundo da lua. Descobri que seus olhos eram um sol, enquanto reparava numa constelação em suas pintas e nessas liguei cada uma, fazendo um céu no seu corpo só pra me sentir um astronauta cada vez que eu me joguei nos seus braços. Com você aprendi que amor tem que fazer salivar, tem que ser aquele folheto de pizzaria, que entra por baixo de sua porta, te espera em casa e te deixa cheia das vontades. Aprendi que amor é tirar o fôlego sem sufocar, é quando seu primeiro último beijo se repete em todo “bom dia”, é saber que o palmo é a distancia do paraíso quando se está na frente de quem se gosta, e até eu te encontrar o amor nem pensava em vir quando, enfim, um brilho no olhar e um sonho em par pra mim, amar é assim… Talvez nosso erro foi ter ensaiado, ao invés de ter vivido, as linhas da música que eu queria ter escrito pra você. Era pra gente ter sido mágica, fomos apenas truque e nosso amor virou feijão no pote de sorvete. O meio ponto que faltou pra gente passar de ano juntos e fez com que meu coração em pedaço percebesse que seus cacos de vidro só refletiam selfies suas. Quando você foi embora, descobri que o espaço que você abriu no meu guarda-roupas era menor do que o buraco que sobrou no meu peito quando você tirou suas coisas de lá. De vez em quando, passava nas mãos os cremes que você deixou em casa, que costumava passar depois do banho, só pra ter a sensação que eu tinha acabado de te tocar. Devo dizer que escrevi seu nome de canetinha na minha mão, só pra ver se uma cigana via você na minha linha do destino. Desenhei corações nos mapas astrais, só pra dizer que a culpa era das estrelas, mas, no fim, aprendi que amarração de amor é mão dada, o resto é só propagando enganosa. Contigo aprendi que sotaque é a forma que a geografia encontrou pra ser sexy e que gemido nada mais é que a tradução em vogais de uma historia que o tesão escreve pelo corpo. Meu bem, me deixa ser a cura pra sua insônia, me chama de sono e me pega, faz meu sorriso se vestir com sua risada e me afoga com desejos só pra justificar o boca a boca. Vamos ser a causa justa da solidão, transformar o instagram num álbum de casamento e num teste de farmácia, ver o substantivo positivo virar um nome próprio. Hoje de manhã fotografei nossa felicidade, ela é a cara dos nossos filhos e até eu te encontrar o amor nem pensava em vir quando, enfim, um brilho no olhar e um sonho em par pra mim, amar é assim. Com você longe, descobri que amor é ficar encarando o telefone depois de uma briga. É entender que a diferença entre uma masmorra e uma fortaleza é só a existência de uma porta. É quando se aprende que não existem apostas numa relação, porque em todo jogo de bem-me-quer uma flor acaba mutilada. Me perdoa por minhas frases às vezes parecerem a calçada da fama, onde desfilam minhas famosas desculpas e te peço, que se você for pôr palavras na minha boca, é bom que sua língua venha junto e que o fim do nosso orgasmo seja o único desmancha prazeres entre a gente. Por mais que a vida fechou nossas portas em algum momento, eu continuo endereçando sorrisos para sua caixa de correio. Meu bem, sempre fomos o último casal a deixar a pista, a esperança é quem apaga a luz do salão depois de varrê-lo. Daqui, as luzes ainda estão acessas e por tudo que a gente viveu, acho que a gente ainda merece uma dança. Fica aqui meu convite.
—  Marcello Gugu. 
5

It’s Kind of a Funny Story (2010) - Anna Boden and Ryan Fleck

5 bullets on this film:

  • I think this movie deals with the topic of mental illness very well, without being too heavy, but in a sensitive way. It’s deep and it makes you think a lot, but there are some funny scenes as well. If you ever feel sad, watch this, it’ll make you feel better.
  • Zach Galifianakis and Emma Roberts are great, they really got into their roles. I loved how all the characters were well-developed  and how each one of them represented different mental illnesses.  
  • The musical interludes basically made the entire movie.
  • The setting is basically the same during the whole movie: a psychiatric hospital. However, the colors and the nice cinematography make everything seem cute and not-boring.
  • When I was around 14 I used to get really sad sometimes, so I watched this film and it really helped me. I also read the novel written by Ned Vizzini, which was based on his own life. I recently found out that he commited suicide in 2013 and I am devastated. When you feel sad, please don’t do anything stupid.