aos que ainda

Respeito, gentileza e amor. É o que você precisa pra ser uma ótima pessoa, é o que você precisa para mostrar ao mundo que ainda há tempo, ainda há esperança, ainda há chances e que podemos mudar. Respeite e aceite as diferenças, não somos iguais. Seja gentil e ajude a quem precisa, você também precisará ser ajudado, lembre-se: gentileza gera gentileza. Mostre o seu amor, mostre que o amor transforma, esbanje a sua capacidade. Diga ao mundo o que você quer: PAZ.
—  Júlio, ao mundo.
Eu menti dizendo que você não foi nada. Em anos de amores desencontrados, você foi a luz no fim do túnel. Tudo o que vinha de você, inclusive as birras, o ciúme, as discussões, as dores nas costas… Todos esses problemas e todos esses defeitos faziam de você a pessoa que veio para mim como um presente de compensação por anos sofrendo por quem não valia muita coisa, melhor, por quem não valia nada. Se engana ao pensar que ainda não lembro de você, que apaguei nossas fotos, que não lembro mais o seu número, que apaguei seus sms de textão com o tema “me perdoa”, que não procuro saber se está bem… Porque se não estiver, aconteça o que acontecer, eu largo tudo e vou aí te ver. Você foi o meu melhor por tanto tempo, me amou de uma forma tão verdadeira e errada, que não tem como esquecer, que não tem como ignorar. Me parecia errado, mas está bem claro agora. Você sente o que eu sinto quando o assunto é amor e por isso age assim. Sabe por que tô escrevendo isso? Porque sei que vai ler, porque sei que ainda acessa aqui quase diariamente, e não quero saber o que faz quando não acessa, sentirei ciúme… Eu só queria dizer que também sinto tudo isso, que na verdade, ainda sinto tudo isso e quero apenas que me desculpe. Ainda está tudo aqui, bem vivo. Você ainda vive em mim.
—  Tickets of Cassie, porque eu ainda sinto a sua falta.

há dias que a gente dorme
de olho aberto
de alma entregue ao que ainda está aceso
e mesmo com a musculatura solta
permanecemos tensos
indóceis
há dias em que tomamos remédio para dormir
ou apuramos as dores
amarrando bem os braços nos lençois
soterrando fundo a cara no colchão

maluz

Cansei de quem gosta, como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar. E eu gosto de você porque gostar não faz sentido. Permita-se. Se você acha que no fundo mesmo, apesar de todas essas reuniões e palavras em inglês que só querem dizer que você não sabe o que está falando, o que importa é ter pra quem mostrar que saiu o arco-íris. Permita-se. Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos. Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo que há em volta. E exploda os relógios. E chega aos poucos ainda que você ainda não saiba nem quem é pouco e nem quem é lento. Porque você morre. Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém. Permita-se. Eu não faço a menor ideia de como esperar você me querer, porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais. Eu não quero ir embora e esperar o dia seguinte, porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. Se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum equilíbrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.
—  Tati Bernardi.
Se desconsideramos o ideal ascético, o homem, o animal homem, não teve até agora sentido algum. Sua existência sobre a terra não possuía finalidade; “para que o homem?” - era uma pergunta sem resposta; faltava a vontade de homem e terra; por trás de cada grande destino humano soava, como um refrão, um ainda maior “Em vão!”. O ideal ascético significa precisamente isto: que algo faltava, que uma monstruosa lacuna circundava o homem - ele não sabia justificar, explicar, afirmar a si mesmo, ele sofria do problema do seu sentido. Ele sofria também de outras coisas, era sobretudo um animal doente: mas seu problema não era o sofrer mesmo, e sim que lhe faltasse a resposta para o clamor da pergunta “para que sofrer?”. O homem, o animal mais corajoso e mais habituado ao sofrimento, não nega em si o sofrer, ele o deseja, ele o procura inclusive, desde que lhe seja mostrado um sentido, um para quê no sofrimento. A falta de sentido do sofrer, não o sofrer, era a maldição que até então se estendia sobre a humanidade - e o ideal ascético lhe ofereceu um sentido! Foi até agora o único sentido; qualquer sentido é melhor que nenhum; o ideal ascético foi até o momento, de toda maneira, o “faute de mieux” [mal menor] par excellence. Nele o sofrimento era interpretado; a monstruosa lacuna parecia preenchida; a porta se fechava para todo niilismo suicida. A interpretação - não há dúvida trouxe consigo novo sofrimento, mais profundo, mais íntimo, mais venenoso e nocivo à vida: colocou todo sofrimento sob a perspectiva da culpa… Mas apesar de tudo – o homem estava salvo, ele possuía um sentido, a partir de então não era mais uma folha ao vento, um brinquedo do absurdo, do sem-sentido, ele podia querer algo - não importando no momento para que direção, com que fim, com que meio ele queria: a vontade mesma estava salva. Não se pode em absoluto esconder o que expressa realmente todo esse querer que do ideal ascético recebe sua orientação: esse ódio ao que é humano, mais ainda ao que é animal, mais ainda ao que é matéria, esse horror aos sentidos, à razão mesma, o medo da felicidade e da beleza, o anseio de afastar-se do que seja aparência, mudança, morte, devir, desejo, anseio - tudo isto significa, ousemos compreendê-lo, uma vontade de nada, uma aversão à vida, uma revolta contra os mais fundamentais pressupostos da vida, mas é e continua sendo uma vontade!… E, para repetir em conclusão o que afirmei no início: o homem preferirá ainda querer o nada a nada querer…
—  Friedrich Nietzsche.
Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como sino ruidoso ou como címbalo estridente.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada.
Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria.
O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá.
Pois o nosso conhecimento é limitado; limitada é também a nossa profecia.
Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado.
Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança.
Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido.
Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor.
—  1 Coríntios 13:1-13

Você sabe do sentimento antagônico que tenho sobre partidas e toda a crença na efemeridade. Eu nunca falei o porquê desse medo, eu nunca falei que em todas as fases da minha vida houveram afastamentos, silenciosos ou explosivos, das pessoas ao redor. Ainda que doesse, ainda que eu pedisse - aprendi a não fazê-lo -, compreendi que às vezes somos feitos para sermos estação. Hoje falei sobre ficar e esperar e em como os atos são inconstantes. Há dias penso sobre essas passagens que temos nos outros. nunca entendi muito bem quem, para dar passos à frente, precisa deixar pessoas para trás. Me doeu quando você disse que essas coisas são rotineiras, doeu porque me vi como um desses descartes que são comuns mas não deixam de ferir. 

Sempre me enxerguei efêmera. Sou aquela pessoa bonita que sussurra uns afagos e passa. Então você diz que não quer partir e digo não vai embora porque você é amor e promessa de tempo bom no meio do furacão. Eu te peço pra ficar desde antes dos desvios no percurso porque sabia desde aquele momento que você residiria no meu peito. 

Te vejo como os versos que canto quando só, elas me acalentam de maneira similar a olhar o céu e enxergar que há além dele mundos e multidões e promessas belas a serem cumpridas. Você me é como a literatura que devoramos em silêncio e nos entende de volta. Eu sei tudo sobre seus descaminhos, ainda que não tenha seguido ao seu lado em todos eles. Você me vê o vazio como quem o encaixou no seu milênios antes de conhecê-lo. 

Não sei sobre os dias que seguirão, mas hoje eles são bons como os segundos de quietude que passamos, porque não é necessário dizer mais nada quando há conforto ao lado de outra pessoa. Então você resmunga sobre já ser tarde enquanto conto o quinto bocejo dos últimos dez minutos. Nós somos fáceis como se o caminho fosse traçado para se cruzar. 

Gosto de pensar que as curvas nos levam a encontrar quem deve passar. Pessoas tocam, marcam e transformam. Gosto de imaginar que as marcas de seis anos atrás me trouxeram até esse momento em que você se espreguiça e espia os rascunhos e finjo não notar suas mãos sobre os papeis. Nesse minuto tive vontade de te sussurrar que não é necessário dizer eu te amo para falar de amor, ele talvez esteja nesse estado de calmaria que habita o mundo quando nossas respirações se igualam despropositadamente. É tudo tão simples que a gente mal nota. O amor talvez seja essa rotina bonita que fazemos sem querer.

G.  

depois da dor da partida
depois da agonia da ausência
agora a dor e a agonia deram lugar ao alívio.
ainda bem que você me machucou
agora eu pude ver o quanto eu aprendi
ainda bem, obrigada

os motivos pelos quais eu sempre voltei:

1. porque você calava os meus gritos rotineiros quando os meus surtos eram a representação viva de que eu não sei lidar com a vida fadada ao erro. um fado que ainda não aprendi a levar nas costas. e eu sou convicta de que você foi o meu erro mais bonito e verdadeiro. eu caí de peito nas tuas águas geladas e apesar da hipotermia alarmante, era o teu amor que queimava a minha pele no meio do teu mar morto. você ainda conseguia me trazer a tona quando eu não mais enxergava ali no fundo do abismo, o mesmo em que me submeti para te manter comigo.
2. porque você alimentava as minhas borboletas estomacais famintas. porque você se apaixonou pelo o meu amor e pela a idealização do meu romantismo barato. você se apaixonou pela minha fraqueza tanto quanto se encantou pela construção da minha ruína. o nosso amor destinado ao fim te era combustível porque todo desafio é válido para quem sabe perder. e você soube e me perde muito bem. é por isso que eu sempre volto.
3. porque quando eu acho que te esqueci, você me liga no meio da noite. e a tua voz rouca é como ignição para as esperanças renascerem em cada vértebra do meu corpo doente. e só você sabe maquinar cada engrenagem do meu ser mecanizado.
4. porque você é um trem desgovernado que me esmaga nos trilhos e também consegue ser a minha fuga da cidade, como se prender nos vagões e observar os prédios diminuindo de tamanho na distância e tempo. é que você me salva e me mata na mesma proporção e eu não sei se te amo por isso, mas sei que o meu sentimento não é em vão, porque cada partícula do meu sangue sussurra teu nome no meio da noite quando você não liga.
5. porque você sempre disse que o meu chorar era bonito e triste e beijava minhas lágrimas e eu ria porque o meu choro não são feridas vermelhas no joelho, mas você cuidava de cada gota que saía dos meus olhos com uma preciosidade classuda e eu te admiro por saber o que é gentileza.
6. porque você sempre foi a única pessoa que entendeu as minhas metáforas nonsense e os meus textos de madrugada e é por isso que você será o único a entender esse. e eu sei que se você pretendesse me machucar, replicaria esse texto me explicando porque nunca ficou, aqui comigo. mas eu sei que você também nunca pode. você me beijava com beijo de eternidade, você cheirava a eternidade e você caminhava comigo com jeito de eternidade, mas o teu olhar sempre foi de passagem e é por isso que você nunca ficou. e eu também nunca soube ficar porque você nunca me ensinou a ficar, você só me ensinou a ser uma mulher tão forte capaz de amar e de perder com a mesma intensidade.
7. porque as suas constelações mentais combinavam com as minhas e os nossos universos possuíam conexões intergalácticas que só nós e os nossos corpos entendemos. e dói mais ainda saber que ninguém entende os nós de nós. nosso amor nunca foi laço e nunca será, porque ele não é enfeite decorativo, ele só nos enforca. e é por isso que eu sempre volto, mas não fico.

E ainda que você fique triste, ainda que você se cale, ainda que você chore, ainda que você não queira ver ninguém. Lembre-se, eu estarei ao seu lado, ainda que você me mande ir embora, eu sentarei na porta do teu quarto, e esperarei você gritar o meu nome pedindo para eu te abraçar. Ainda que brigue comigo, que não queira mais a minha amizade, eu continuarei ao seu lado. Porque te conheço o suficiente para saber que não é isso que você quer. Como é bom ter você ao meu lado, saber que mudou a minha vida, saber que ao seu lado sorrir é certo, obrigada por acreditar em mim, agradeço sim, por saber que a porta do seu coração sempre estará aberta para mim, mesmo que todos estejam contra mim, agradeço por saber que posso correr pros teus braços quando o mundo parecer tão intimidador, mesmo que curtos, são tão aconchegantes, obrigada por está ao meu lado, nos momentos triste, mais escuros e vazios. Por preenche-los de alegrias, por clarear-los e enche-los de tanto amor. Não sou a pessoa mais calma deste mundo e você bem sabe, também não sou a mais fofa, não sei falar dos meus sentimentos, e tão pouco expressa-los, mas quero te informar. Eu amo você.
— 

De Poesografei para a sua querida, Scripturas.

GENT É AMANHÃÃÃ

Como vai ser dia dos namorados :‘V vai ter especial simm, e eu vou postar uns desenhitos de ships 🌟 lindos & maravilhosos 🌟 pra gent comemorar o amor alheio e fictício que une nossos ♡’s hueheuhs ok :’) 

(E se quiserem me sugerir algum ship que vocês gostem muitão ainda dá tempo!!! Corre que é só hoje o gerente ficou MaLUcO hueheuechega )

Neste momento são 02:16 da manhã. Eu procuro uma pessoa na minha lista de contatos pra poder conversar e não encontro ninguém, todos estão dormindo. A única coisa que restou nessa madrugada solitária e fria foram a dor e as lágrimas que estão escorrendo o meu rosto nesse momento. Eu não sei descrever como eu me sinto, mas é algo que vem acabando comigo dia a dia. Tenho a impressão que isso também vai acabar com as pessoas que estão ao meu redor e que ainda se importam comigo. Elas tentam me ajudar, mas eu só as afasto, só as machuco. Por que a área de relacionamentos tinha que foder tanto com a minha vida? Eu não consigo me reerguer. Eu não consigo confiar em ninguém mais. Eu não tenho vontade de fazer mais nada. Eu até tento, mas parece que nada vai pra frente. Há um buraco enorme no meu peito. Eu já me acostumei a acordar, colocar um sorriso no rosto e fingir que está tudo bem, mas eu estou morrendo. Ninguém entende a minha dor. Só um milagre pra me tirar dessa situação, mas espera aí, eu nem acredito em milagre, então o que eu vou fazer? Pra onde eu devo ir?
—  Minha alma está gritando.
Cara princesa do Senhor:

Aquilo que não te fazia bem e que se foi, saiba que não se trata de perda mas cuidado do Pai. Ao que te fazia ou ainda faz chorar durante as noites, não é o propósito Dele  para você e por isso quero que saiba: deixe ir. 

Abra as mãos para se livrar do que não foi Deus que te deu, e, estenda-as para receber o que só Ele pode te dar. Vamos, não tenha medo princesa. O teu coração é pra ser jardim florido e não casa de lamentação; você nasceu para alcançar os sonhos mais lindos, e não se conformar com pouco, com apenas uma fração. É preciso que olhe para dentro de si agora e reconheça todo o seu valor: você não foi feita para sofrer e menos ainda para aceitar receber pouco ou quase nada, você é feita para transbordar. Você merece ser valorizada, merece que saibam te amar. Nada menos. 

Por isso, princesa, abra mão das migalhas que o mundo tem te oferecido. Mas faça sem medo. É preciso se esvaziar primeiro do que não lhe faz bem para que Deus possa te preencher. Abra espaço para Ele no seu coração: deixe ir tudo o que não satisfaz, dê adeus aos falsos amores e ilusões sem olhar parar trás. Você é princesa comprada por um alto preço, feita de realeza pelo Único que mais pode te amar. Se entregue, confie. Deus sabe o que faz, pequena, Deus sabe o que faz. 

Mais uma vez lhe digo: segure a mão do Pai e não tema, siga-O. Ele sabe o que faz.


( De verso e alma, escrevinhei. Rascunhos sobre “Ela”. )

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
A outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que ouço
A outra metade é o que calo

Que a minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço

Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Pois metade de mim é plateia
A outra metade é canção
Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também

Oswaldo Montenegro

One shot com Louis - Love’s to blame - Parte 6

Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5

***

- Não me lembrava dessa mania de assaltar a cozinha do meio da noite, (S/N) - a voz de Louis adentrou a cozinha. Revirei os olhos no mesmo momento e respirei fundo, não deixaria a cozinha, estava com fome demais para fazer isso.

- Deve ser porque você não me conhece. - Dei mais uma garfada e não cogitei olha-lo. 

- Isso não é verdade - ele se inclinou do lado contrario do balcão ficando a minha frente. Infelizmente me forçou a olha-lo. Ele não estava com cara enxada ou olhos baixos, ao que tudo indica ele ainda não tinha pegado no sono embora já estivesse de pijama.

- O que você quer? - Falei cortando qualquer tipo de reação que ele poderia ter me vendo olha-lo daquela forma.

- Eu vim em paz - ele erguei os braços como tivesse se rendendo. - Eu quero que fique tudo bem entre nós já que vamos ter que conviver…- Eu ri sem humor, ele só poderia estar brincando comigo.

- Para Louis! Para com o teatro! Não tem ninguém aqui. Não se faça de bom moço porque você não é. - Louis ficou sério deixando-me terminar. - É apenas um final de semana, não precisamos ter contato. Faça como fez quando foi embora, finja que eu não existo, estou tentando fazer o mesmo com você. 

- Por que você fica tão na defensiva? Eu estou tentando ser amigável, na verdade eu ainda quero ser seu amigo. E quanto ao passado…- ele respirou fundo e evitou me encarar - Você não entende, nunca vai entender…

- Por que você não tenta? - larguei o garfo e cruzei os braços - Vamos lá Louis, diga de uma vez o que aconteceu na noite em que terminamos…Eu sei muito bem que você nunca gostou da Maia. - Engoli seco e Louis me encarou novamente, dessa vez mais surpreso.

- Você sabe?

- Obvio que sei. Por Deus! Nosso namoro foi curto mas foi o suficiente pra saber quem você é…Ou era. O que aconteceu Louis? Você afastou até o Alex de você, ele era seu melhor amigo - ele ficou calado - Não vai dizer nada, então? Tudo bem, então parece que não temos mais nada a falar. Boa noite. - me levantou da cadeira de frente ao balcão, sem intenção nenhuma de chantageá-lo embora tenha dado certo.

- Espere! É complicado, e eu não posso contar pra você. Mas entenda que terminar com você foi a coisa mais difícil que eu já fiz, eu sei que eu mereço todo o seu rancor…

- Sim, você merece. - Interrompi - Tudo bem, não precisa contar nada. Vamos deixar tudo como está, é melhor. - Finalmente saio daquela cozinha com o coração mais apertado do que quando eu entrei.

- (S/N)….

Flashback

- Louis? - Um velho senhor aparece em meio aquelas pessoas esnobe e mesquinhas. - Finalmente. Por que demorou tanto?

- Fui buscar a (S/N), vocês vão adorar conhece-la. - Louis parecia mais feliz que o normal, mais seu pai por outro lado estava extremamente incomodado.

- Eu sei que vou…Mas antes precisamos ter uma conversa.

- Pode ser outra hora? Deixei (S/N) esperando no quarto lá em cima. - Seu pai balançou a cabeça e Louis suspirou deixando-o falar.

- Escuta filho, a muito tempo estou querendo te falar isso. - Louis ficou sério. - Estamos falindo.

- O QUE?!? O que aconteceu? - O senhor suspirou

- Sofremos uma queda brusca nas vendas por conta da concorrência, e esse contrato com os Maia’s é a única coisa que pode nos salvar agora, mas me parece que a filha deles tem algum tipo de problema com sua…bem…com sua namorada

- Mas o que?

- Na verdade eles querem que você e Maia…Bom…- O senhor estava meio sem jeito porém sua reação era algo tão fictícia quanto a peruca que usava.

- Vocês não querem que eu namore Maia, né? - O jovem aprendiz estava perdido…

- É a única forma de salvar a empresa, não estou pedindo por mim e sim pela sua mãe… ela precisa disso filho. - Os olhos de Louis lacrimejavam só de ouvir o nome da mãe, que por sinal estava em uma situação delicado. - Vamos lá filho, namorar Maia é como ganhar na loteria, ela é uma garota linda. - O senhor apontou para a mais nova esnobe que estava presente, Louis evitou olhar ainda muito surpreso. - Pela mamãe…

FlashBack

- Você é um covarde Tomlinson, um covarde! - Disse em frente ao espelho que do banheiro ficava no final do corredor. 

- Sim, ele é…- Levei um susto quando a voz de Alex adentrou o banheiro, graças a porta que deixei aberta. - O que aconteceu?

- Nada, ué. - disse piscando varias vezes e evitando olhar nos olhos.

- Sei quando está mentindo. Desembucha…- Suspirei empurrando Alex para fora do banheiro.

- Vamos pro meu quarto. - Não demos nem dois passos quando escutamos barulhos vindo da escada e alguns segundos depois estavam no mesmo corredor, dois ex-namorado e dois ex-velhos-amigos. Aquele momento foi o mais estranho de toda nossa estadia naquela casa, todo mundo se olhando mas ninguém tinha a coragem de dizer nada.  Logo nós que tivemos uma história juntos.

- Vá dormir, amanhã conversamos. Eu preciso bater um papo com Louis… - Alex deu um beijo em minha testa e eu fiz careta.

- Mas…

- Sem “Mas”, pela primeira vez faça o que estou te pedindo, ok?

- Tudo bem…- Sussurrei convencida.

FlashBack

Alex tinha saído do trabalho mais cedo para sua sorte, estava aliviado. Só pensava em chegar em casa e esticar um pouco as pernas, tinha sido uma semana puxada na mercearia onde trabalhava já que ele era o único que fazia o serviço braçal descarregando toda as encomendas.

Ao chegar na porta de casa estranho o volume alto vindo do local, então pensou que sua irmã tinha saído mais cedo da escola ou talvez estivesse até mesmo matando aula, enquanto destrancava a porta pensava em como usaria a falta da irmã como chantagem. Assim que deu o primeiro passo para dentro da casa encontrou Louis sentado no sofá.

- Louis? - Ele disse em um tom alto já que a musica estava ainda mais alto que sua voz, porem Louis escutou muito bem o amigo. - Que merda ta fazendo aqui?

- Bem… - Tomlinson coçou a cabeça extremamente nervoso.

- Eu achei esses CD’s, se você….- (S/N) dizia descendo as escadas até se deparar com o irmão. - Alex? - Ela estava tão assustada quando os dois.

- Mas que merda ta acontecendo aqui? - O casal abaixou a cabeça totalmente sem graça. - Espera ai…Vocês dois…- Alex apontou - Não…Droga Louis, você ta pegando minha irmã?

Flashback

- Quanto tempo, irmão…- Louis disse assim que eu entrei

- Não me chame de irmão! - Foi a ultima coisa que consegui ouvi, até tudo ficar em pleno silêncio. Embora estivesse muito curiosa, decidi dormir. Alex me contaria depois, eu espero.

Narrador ON

- O que faz aqui? E não vai me dizer que foi por acaso, porque eu te conheço muito bem. - Alex cuspiu as cada palavra com um certo desprezo da pessoa em sua frente.

- Eu preciso falar com ela, Alex. - Já por outro lado, Louis parecia estar implorando.

- Você não vai! Você já bagunçou a vida dela uma, não vai fazer isso de novo, não enquanto eu estiver vivo. - O irmão protetor inflou o peito. 

- Eu não tenho medo de você, Alex. Você me ensinou tudo que você sabe, não esqueça disso. - Alex riu sarcasticamente 

- Não me provoca Tomlinson, O que eu te ensinei não foi nem a metade do que eu fiz. Fique longe da (S/N), é meu ultimo aviso. 

- O que tá acontecendo aqui? - John e sua mulher descem as escadas atordoados.

- Por que Louis tem que ficar longe da sua irmã, Alex? 

FlashBack

- (S/N) me contou sobre o término, eu sinto muito cara. - Alex adentrou o vestuário depois de um treino puxado, ele não era mais seu treinador porém o acompanhava em todo jogos.

- Tanto faz… - Louis deu de ombros.

- O que está acontecendo com você, irmão? - Alex colocou a mão nos ombros do amigo que fez questão de recuar.

- Não me chame de irmão. - Louis saiu dali deixando Alex confuso, era o fim da amizade.

FlashBack

#Continua