aos que ainda

C,

o cheiro de terra molhada
me fez lembrar daquele dia em que pegamos aquela chuva
e tu tentou me proteger
emprestando o teu casaco

eu achei tão fofo

tu tinha um jeito todo singular de me cuidar
de se preocupar
não tinha como me sentir desprotegida
porque tu era minha proteção
meu porto seguro
em dias turbulentos
eu corria para os teus braços
e me sentia em paz

mas tudo mudou
tu mudou
e deixou de ser calmaria
para se tornar a própria tempestade
me levando para longe dos teus braços

[me vi perdida em meio aos destroços que você deixou]

ainda continuo…

nc.

Respeito, gentileza e amor. É o que você precisa pra ser uma ótima pessoa, é o que você precisa para mostrar ao mundo que ainda há tempo, ainda há esperança, ainda há chances e que podemos mudar. Respeite e aceite as diferenças, não somos iguais. Seja gentil e ajude a quem precisa, você também precisará ser ajudado, lembre-se: gentileza gera gentileza. Mostre o seu amor, mostre que o amor transforma, esbanje a sua capacidade. Diga ao mundo o que você quer: PAZ.
—  Júlio, ao mundo.
Meu marido é um voyeur...

Olá para todos, sou a Danielle tenho 23 anos e sou casada com o Ronny a quase 3 anos. Quero avisar a todos, principalmente as mulheres casadas que estiverem começando a ler esta historia que se tiverem rigidos principios morais fechem o texto agora e nao o leiam. Agora se estiverem dispostas a quebrar velhos tabus vao em frente pois assim como voces tambem norteei minha vida com muita moralidade ate o dia em que ocorreu esse evento, e a pedido do meu marido escrevi e aqui estou publicando.

Um dia meu marido me falou sobre manage, como nasci e me criei no interior eu nem sabia direito o que era, entao ele me explicou que muitos casais convidam outra pessoa para juntos se divertirem, sexualmente falando. Fiquei furiosa com ele pois pensei que ele estivesse querendo transar com outra mulher, entao num impulso de raiva perguntei a ele o que sentiria se eu transasse com um outro homem e fiquei mais perdida ainda quando ele me respondeu, tesao muito tesao. Nao disse nada apenas fiz sinal de negativo com a cabeça e fui dormir. O Ronny veio logo depois mas eu fingi que estava dormindo pois queria pensar direito naquela conversa. E fui noite adentro pensando, as vezes eu concluía que meu marido nao me amava mais, outras vezes ficava pensando em como seria transar com outro homem. A noite passou e na manha seguinte meu marido me pediu desculpas pelo que disse, eu perguntei se ele ainda me amava como antes, e ele jurou que seu amor em nada tinha mudado que eu poderia ter certeza disso, entao eu o abracei e beijei muito porque tambem o adoro demais.
Ele viajou naquela tarde e ficou fora 10 dias, apesar de conversarmos todos os dias por telefone eu ja nao aguentava mais de saudades, nas transavamos quase todos os dias e 10 dias sem ele era para mim uma tortura ja que aos 22 anos, sexo é coisa que vinha a cabeça toda hora, inclusive eu ansiava para que tocasse naquele assunto novamente, mas ele n?o falou mais nada sobre aquilo.
Numa sexta-feira o Ronny anunciou que no dia seguinte estaria de retorno e que me levaria a um motel para matarmos a saudade, fiquei tao feliz e desde que acordei no sabado tratei de cuidar de mim, fui ao salao de beleza, fiz massagens, me depilei toda como ele gosta e ate comprei lingerie nova para juntos comemorarmos a sua volta. 
Assim que ele chegou no sabado a tarde tomou banho e fomos jantar, de tanta ansiedade nao comi quase nada, pois nao via a hora de irmos ao motel, ainda mais que ele prometia ser aquela noite inesquecivel. Quando chegamos ao motel ele me deixou dentro do carro e entrou na recepçao e lá demorou uns 15 minutos, quando voltou desculpou-se pela demora e disse que estava fazendo o pedido da bebida que tomariamos na suite. Entrarmos ele foi logo tirando minha blusa e a sainha que eu usava, e fiquei muito feliz por ter notado e elogiado minha lingerie, era uma tanguinha bem pequena e delicada e um sutiã meia taça, que segundo ele ficou muito sexy em mim. Notei que o elogio era sincero porque senti que seu penis fazia volume ao encostar em meu bumbum, entao o chamei, sentei ao lado da cama e tirei sua roupa. Ao ver que ele ja estava excitado eu comecei a masturba-lo, ele colocou as duas maos em minha cabeça e eu entendi o que ele queria, alias eu tambem estava querendo sentir o seu penis na boca. Comecei a fazer sexo oral e estava tudo t?o excitante que nem percebi quando bateram na porta da suíte. Meu marido afastou minha cabeça e disse que deveria ser o garçon trazendo a bebida que ele havia pedido e mesmo pelado foi atender a porta. Fiquei sentadinha na cama aguardando ele voltar para continuarmos com aquele ato que estava me dando tanto prazer.
Escutei outra voz masculina conversando com meu marido na ante-sala e logo o vi entrando no quarto junto com um rapaz de pele castanha escuro, alto, forte, parecendo um segurança, trajando apenas uma sunga exageradamente cavada. Trazia em sua mao uma bandeja com o champagne e duas taças. Enquanto colocava a bebida nas taças o Ronny aproximou-se de mim, estendeu a mao, me levantou da cama e me beijou, eu falei a ele com tom ironico, que aquilo é que era serviço de quarto, me referindo ao rapaz. Meu marido deu um sorriso maroto disse que eu ainda nao tinha visto nada. O rapaz encheu as taças, deu uma ao meu marido e com a outra veio em minha direção, estendi a mao para pegar ele me pediu para por a bebida em minha boca. Olhei para o Ronny e ele fez sinal de afirmativo com a cabeça. O rapaz se posicionou atras de mim e levou a taça ate minha boca, enquanto eu bebia, ele com a outra mao acariciava meu ombro. O Ronny que ja tinha largado sua taça no balcao me olhava e ao mesmo tempo massageava o proprio pinto. Veio ate nos e pegou a taça da mao do rapaz, que aproveitou para com as duas maos massagear meus ombros. Imaginei tratar-se de um daqueles massagistas profissionais que atendem em domicilio e que eu receberia uma gostosa massagem relaxante antes do sexo. Confesso que estava muito bom sentir aquelas maos grandes massagearem meus ombros e por um momento ate esqueci que nos encontravamos num motel, meu marido pelado e eu apenas de roupas íntimas sendo massageada por um homem que eu nunca tinha visto.
Fui surpreendida quando as maos do rapaz seguraram meus seios. Me assustei, ao mesmo tempo me arrepiei toda, pois voltou a minha cabeça o motivo pelo qual estavamos no motel. Abri rapidamente os olhos e quando ia fazer uma reclamaçao pela ousadia notei que o Ronny se masturbava a toda velocidade, entao ainda meio confusa nao esbocei reaçao alguma. A confusao na minha cabeça aumentou ainda mais quando o rapaz desabotoou meu suti? e tirou-o do meu corpo, voltando a segurar meus seios e aperta-los firme mais carinhosamente. Aí num impulso de moralidade olhei preocupada para o Ronny, que percebendo minha reaçao parou de se masturbar, aproximou-se, me beijou e disse que eu sou o grande amor da vida dele. Pensem o desconserto das minhas id?ias, eu ouvia as palavras de carinho do meu marido e sentia as maos grandes daquele estranho espremerem meios seios, era uma confusao total na minha cabeça. 
 O Ronny afastou-se um pouco e eu senti as maos do rapaz deslizar pela minha cintura deixando enroscar os polegares nas cordinhas laterais da minha tanguinha e assim ele foi baixando as maos pelas minhas pernas abaixando junto minha lingerie ate o meio das coxas. O Ronny mais uma vez interrompeu sua masturbaçao, ajoelhou-se na minha frente e terminou de tirar a última peça de roupa que cobria meu corpo, depositando-a sobre a cama.
 Imaginem voces, eu estava totalmente nua na frente de um homem estranho quase nu, meu marido tambem pelado, excitado e se masturbando, voces conseguem imaginar a cena, O rapaz saiu de tras de mim e veio ate a minha frente onde os dois ficaram olhando meu corpo, o rapaz comentou que eu parecia uma menininha, imaginei que ele estava se referindo ao meu sexo por eu estar toda depilada. 
Meio que involuntariamente eu olhei em direçao da cintura do rapaz e vi que a sunga dele ja nao mais comportava ocultar por completo o volume que se formou dentro dela. Na minha cabeça passavam-se mil pensamentos, por um lado os principios morais me cobravam uma reação imediata de repodia aquilo tudo, e por outro lado meu corpo estava todo excitado e eu tremia inteirinha. Novamente o rapaz veio atras de mim, e com o canto dos olhos vi sua sunga cair sobre a cama ao lado da minha lingerie. Me contive a nao olhar para o corpo do rapaz temendo nao poder me controlar, pois ja imaginava o que a sunga estava ocultando, por isso me limitei a continuar imovel, talvez esperando compreender melhor aquela situação. Fiquei paralisada quando ele novamente pos as maos sobre meus ombros, ai decidi que mesmo excitada daquele jeito colocaria um fim naquela cena. Abri meus olhos procurando em meu marido reunir mais forças para resistir a tentaçao mas o vi olhando atentamente para nos, masturbando freneticamente o proprio pinto, e como se nao bastasse senti o membro duro do rapaz encostar no meu bumbum e ai nao tive mais forças de lutar pela moralidade. O Ronny se aproximou e levou a mao ate meu sexo, e sorriu para mim ao ver o quanto eu estava excitada, pediu que eu abrisse as pernas para que pudesse tocar melhor em mim, ao fazer isso o rapaz aproveitou para empurrar o seu membro entre as minhas coxas, me deixando montada sobre o seu pinto. Era demais sentir a pulsação do seu membro entre as pernas, O Ronny ainda apertava a cabeça do pinto do rapaz contra o meu sexo, de tao molhada que eu estava ele quase conseguiu penetrar em mim a ponta do pinto, mesmo eu estando em pé. Nao resisti e tive o maior dos orgasmos ali mesmo, lambuzando ao mesmo tempo o penis do rapaz e a mao do Ronny que insistia em pressionar daquele pinto contra o meu sexo. Foi um orgasmo tao intenso que me faltou forças nas pernas e se o rapaz nao me segurasse pela cintura teria caido no chao. Me levantou nos bra?os, colocou-me de bruços na cama e come?ou a beijar meu bumbum e logo estava passeando com a lingua pelo meu sexo, apesar da intensidade do orgasmo que acabara de ter nao consegui parar de sentir prazer, com os olhos fechados escutava o barulho que meu marido fazia ao se masturbar bem do meu lado.
O rapaz parou de me chupar pegou um edredon, estendeu no chao e me pos de joelhos sobre a coberta, sentou-se ao lado da cama abriu as pernas e me chamou para dentro delas, foi aí que eu tive a vis?o do paraíso ao ver aquele pinto, grande, grosso e rijo, as bolas penduradas para fora da cama davam a impressão de estarem pesadas, cheias de esperma dando a entender que aquele rapaz precisava e muito de sexo. De joelhos entre suas pernas e sem conseguir desviar o olhar do seu membro escutei ele dizendo ao meu marido que queria ser manipulado. O Ronny passando a mao no meu cabelo me mandou (com estas mesma palavras) ?bater punheta para o rapaz, segurei no seu membro e comecei a masturba-lo e parecia que quanto mais eu o manipulava mais duro ficava. O Ronny acompanhava tudo de perto fazia pequenas pausas em sua masturbação dizendo estar a ponto de gozar, o rapaz, me mandava tocar punheta e olhar para o meu marido e mostrar a ele como seu pau estava duro com o meu carinho. Senti as duas m?os do rapaz segurarem minha cabe?a e a puxando em direção ao seu membro, foi so abrir a boca e receber a ponta do seu penis que pulsava ao contato da minha lingua. Por varios minutos me entreguei de corpo e alma aquele ato de olhos fechados apenas ouvindo os gemidos do meu marido se masturbando e do rapaz que insistia em colocar o que podia aquele penis dentro da minha boca, muitas vezes quase me afogando. Escutei meu marido dizer alguma coisa que nao entendi e com o pinto na boca olhei para ele, e num segundo fui alvejada no ombro e nas costas por jatos fortes de esperma vindo do seu pinto, gemendo gozava muito me pedindo para continuar chupando o rapaz, sem tirar o penis da boca vi o pinto do meu marido ir aos poucos diminuindo a intensidade dos jatos até ficar apenas gotejando esperma no carpet, ele continuava gemendo e quase chorando de prazer, balançando seu penis que agora um pouco menos duro mas ainda volumoso. 
Assim que o Ronny terminou de gozar, o rapaz afastou minha cabeça do seu membro, levantou-se e cobriu com o hedredon um balc?o que tinha no meio do quarto, me pos sentada sobre o balcao e posicionou-se entre minhas pernas, meu marido atras de mim me apoiava as costas e enquanto brincava com meus seios o rapaz passava a ponta do pinto no meu sexo, me deixando maluca. Ent?o vagarosamente foi forçando a entrada daquele membro no meu corpo. Meu sexo nao estava acostumado com aquele tamanho e mesmo muito excitada nao conseguia relaxar o suficiente para acolher aquele colosso dentro de mim. Mas com muita paciencia ele foi me invadindo lentamente e apesar do aspecto rude o rapaz foi ganhando a minha confian?a e carinhosamente colocando seu pinto dentro de mim me fazendo ter varios orgasmos durante a penetração. Assim que introduziu grande parte do membro ele parou um pouco e deixou meu corpo se acostumar so entao deu inicio aos movimentos de vai e vem me fazendo perder o juizo e gozar alucinadamente aos gritos com o meu marido mordendo a ponta da minha orelha. Por quase uma hora meu corpo foi explorado pelo rapaz, quando anunciou que ia gozar me deitou no balc?o e encostou a ponta do pinto quase explodindo na minha boca e mal eu passei a lingua ele começou a despejar esperma na minha boca, era tanto liquido que precisei engolir um pouco para nao me afogar. Apontou o pinto para os meus seios e ali soltou mais uma esguichada e acabou em cima do meu sexo e nas coxas, depois ainda subiu novamente com o membro ja um pouco mais mole e espalhou esperma por todo o meu rosto. 
Me elogiou muito como mulher e foi tomar banho. O Ronny me pegou nos braços e deitou-me na cama e novamente me deu mais uma prova do seu grande amor pois nao teve preconceitos de beijar minha boca e meu rosto mesmo eu estando toda lambuza de esperma de outro homem. Pegou a camera e tirou varias fotos para somente depois me enxugar. Assim que o rapaz voltou do banho fomos eu e meu marido para o chuveiro ai procurei retribuir um pouco do prazer que eu havia sentido, masturbei e chupei seu penis ate faze-lo gozar na minha boca provando que a partir daquele dia eu começava a gostar de sentir esperma nos labios, ate nao pelo gosto mas por sentir que nos mulheres mesmo com nossa fragilidade conseguimos atravez de nossa delicadeza e maciez acalmar corpos tesos e rudes.
Quando terminamos nosso banho, havia mais uma garrafa de champagne sobre a mesa, tomamos e eu estava morta de cansada deitei e peguei no sono ouvindo os dois conversando na ante-sala. Acordei no outro dia estava morrendo de fome, escutei barulho do meu marido arrumando a mesa na ante-sala, levantei e me deparei com uma mesa linda super arrumada e cheia de delicias. Um lindo buquet de flores enfeitava o meu lugar, com o buquet um cartao agradecendo pela noite, assinado pelo nosso mais novo amigo. Sob a minha xicara uma caixinha preta com um maravilhoso anel, presente do meu marido com muitas juras de amor. Com todos esses mimos e fiquei devedora pois tambem tive a maior noite de prazer da minha vida…
♤👰🐮💜

Eu menti dizendo que você não foi nada. Em anos de amores desencontrados, você foi a luz no fim do túnel. Tudo o que vinha de você, inclusive as birras, o ciúme, as discussões, as dores nas costas… Todos esses problemas e todos esses defeitos faziam de você a pessoa que veio para mim como um presente de compensação por anos sofrendo por quem não valia muita coisa, melhor, por quem não valia nada. Se engana ao pensar que ainda não lembro de você, que apaguei nossas fotos, que não lembro mais o seu número, que apaguei seus sms de textão com o tema “me perdoa”, que não procuro saber se está bem… Porque se não estiver, aconteça o que acontecer, eu largo tudo e vou aí te ver. Você foi o meu melhor por tanto tempo, me amou de uma forma tão verdadeira e errada, que não tem como esquecer, que não tem como ignorar. Me parecia errado, mas está bem claro agora. Você sente o que eu sinto quando o assunto é amor e por isso age assim. Sabe por que tô escrevendo isso? Porque sei que vai ler, porque sei que ainda acessa aqui quase diariamente, e não quero saber o que faz quando não acessa, sentirei ciúme… Eu só queria dizer que também sinto tudo isso, que na verdade, ainda sinto tudo isso e quero apenas que me desculpe. Ainda está tudo aqui, bem vivo. Você ainda vive em mim.
—  Tickets of Cassie, porque eu ainda sinto a sua falta.
Cansei de quem gosta, como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar. E eu gosto de você porque gostar não faz sentido. Permita-se. Se você acha que no fundo mesmo, apesar de todas essas reuniões e palavras em inglês que só querem dizer que você não sabe o que está falando, o que importa é ter pra quem mostrar que saiu o arco-íris. Permita-se. Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos. Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo que há em volta. E exploda os relógios. E chega aos poucos ainda que você ainda não saiba nem quem é pouco e nem quem é lento. Porque você morre. Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém. Permita-se. Eu não faço a menor ideia de como esperar você me querer, porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais. Eu não quero ir embora e esperar o dia seguinte, porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. Se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum equilíbrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.
—  Tati Bernardi.

Eu sempre pensei em pular do mais alto prédio pra sentir o vento batendo em meu rosto. Pularia de paraquedas? Não sei. Quem sabe de um avião? Tocar as nuvens, sentir o aroma daquele céu infinito e mergulhar nele. Ir de encontro a mais insana aventura, com o coração a mil e sem respirar. Mas talvez o chão não esteja lá, será que está lá? Eu sempre quis passar por uma aventura que me levasse pra outro mundo em mim. Sempre quis explorar essa parte minha que não conheço. Que se leva pelo momento, pela loucura, que se entrega ao abismo e chega ao chão com as pernas tremulas, um sorriso no rosto e que não consegue dizer outras palavras além de “que sensação incrível”. Eu quero me entregar ao que ainda não vi, quero sentir os meus pés nas nuvens, mas ficar feliz por chegar ao chão.

Letícia Stefani e Beatriz Cândido, em poucas palavras para o Entre amores.

Se desconsideramos o ideal ascético, o homem, o animal homem, não teve até agora sentido algum. Sua existência sobre a terra não possuía finalidade; “para que o homem?” - era uma pergunta sem resposta; faltava a vontade de homem e terra; por trás de cada grande destino humano soava, como um refrão, um ainda maior “Em vão!”. O ideal ascético significa precisamente isto: que algo faltava, que uma monstruosa lacuna circundava o homem - ele não sabia justificar, explicar, afirmar a si mesmo, ele sofria do problema do seu sentido. Ele sofria também de outras coisas, era sobretudo um animal doente: mas seu problema não era o sofrer mesmo, e sim que lhe faltasse a resposta para o clamor da pergunta “para que sofrer?”. O homem, o animal mais corajoso e mais habituado ao sofrimento, não nega em si o sofrer, ele o deseja, ele o procura inclusive, desde que lhe seja mostrado um sentido, um para quê no sofrimento. A falta de sentido do sofrer, não o sofrer, era a maldição que até então se estendia sobre a humanidade - e o ideal ascético lhe ofereceu um sentido! Foi até agora o único sentido; qualquer sentido é melhor que nenhum; o ideal ascético foi até o momento, de toda maneira, o “faute de mieux” [mal menor] par excellence. Nele o sofrimento era interpretado; a monstruosa lacuna parecia preenchida; a porta se fechava para todo niilismo suicida. A interpretação - não há dúvida trouxe consigo novo sofrimento, mais profundo, mais íntimo, mais venenoso e nocivo à vida: colocou todo sofrimento sob a perspectiva da culpa… Mas apesar de tudo – o homem estava salvo, ele possuía um sentido, a partir de então não era mais uma folha ao vento, um brinquedo do absurdo, do sem-sentido, ele podia querer algo - não importando no momento para que direção, com que fim, com que meio ele queria: a vontade mesma estava salva. Não se pode em absoluto esconder o que expressa realmente todo esse querer que do ideal ascético recebe sua orientação: esse ódio ao que é humano, mais ainda ao que é animal, mais ainda ao que é matéria, esse horror aos sentidos, à razão mesma, o medo da felicidade e da beleza, o anseio de afastar-se do que seja aparência, mudança, morte, devir, desejo, anseio - tudo isto significa, ousemos compreendê-lo, uma vontade de nada, uma aversão à vida, uma revolta contra os mais fundamentais pressupostos da vida, mas é e continua sendo uma vontade!… E, para repetir em conclusão o que afirmei no início: o homem preferirá ainda querer o nada a nada querer…
—  Friedrich Nietzsche.
os motivos pelos quais eu sempre voltei:

1. porque você calava os meus gritos rotineiros quando os meus surtos eram a representação viva de que eu não sei lidar com a vida fadada ao erro. um fado que ainda não aprendi a levar nas costas. e eu sou convicta de que você foi o meu erro mais bonito e verdadeiro. eu caí de peito nas tuas águas geladas e apesar da hipotermia alarmante, era o teu amor que queimava a minha pele no meio do teu mar morto. você ainda conseguia me trazer a tona quando eu não mais enxergava ali no fundo do abismo, o mesmo em que me submeti para te manter comigo.
2. porque você alimentava as minhas borboletas estomacais famintas. porque você se apaixonou pelo o meu amor e pela a idealização do meu romantismo barato. você se apaixonou pela minha fraqueza tanto quanto se encantou pela construção da minha ruína. o nosso amor destinado ao fim te era combustível porque todo desafio é válido para quem sabe perder. e você soube e me perde muito bem. é por isso que eu sempre volto.
3. porque quando eu acho que te esqueci, você me liga no meio da noite. e a tua voz rouca é como ignição para as esperanças renascerem em cada vértebra do meu corpo doente. e só você sabe maquinar cada engrenagem do meu ser mecanizado.
4. porque você é um trem desgovernado que me esmaga nos trilhos e também consegue ser a minha fuga da cidade, como se prender nos vagões e observar os prédios diminuindo de tamanho na distância e tempo. é que você me salva e me mata na mesma proporção e eu não sei se te amo por isso, mas sei que o meu sentimento não é em vão, porque cada partícula do meu sangue sussurra teu nome no meio da noite quando você não liga.
5. porque você sempre disse que o meu chorar era bonito e triste e beijava minhas lágrimas e eu ria porque o meu choro não são feridas vermelhas no joelho, mas você cuidava de cada gota que saía dos meus olhos com uma preciosidade classuda e eu te admiro por saber o que é gentileza.
6. porque você sempre foi a única pessoa que entendeu as minhas metáforas nonsense e os meus textos de madrugada e é por isso que você será o único a entender esse. e eu sei que se você pretendesse me machucar, replicaria esse texto me explicando porque nunca ficou, aqui comigo. mas eu sei que você também nunca pode. você me beijava com beijo de eternidade, você cheirava a eternidade e você caminhava comigo com jeito de eternidade, mas o teu olhar sempre foi de passagem e é por isso que você nunca ficou. e eu também nunca soube ficar porque você nunca me ensinou a ficar, você só me ensinou a ser uma mulher tão forte capaz de amar e de perder com a mesma intensidade.
7. porque as suas constelações mentais combinavam com as minhas e os nossos universos possuíam conexões intergalácticas que só nós e os nossos corpos entendemos. e dói mais ainda saber que ninguém entende os nós de nós. nosso amor nunca foi laço e nunca será, porque ele não é enfeite decorativo, ele só nos enforca. e é por isso que eu sempre volto, mas não fico.

Às vezes, odeio essa esperança que o amor nos dá. Antes de você, crítico, proferir suas discordâncias contra mim por ter escrito tal coisa, deixe-me explicar meu ponto de vista. Era uma vez… calma! Estou brincando. Não irei narrar um conto de fadas, pelo contrário. Enfim… Acredito que vocês também já devem ter se apaixonado por uma pessoa que já estava comprometida com outro alguém, ou que simplesmente não dava a mínima bola para a sua existência. Pois bem, você que já passou por isso, sabe muito bem como é difícil lidar com tal situação. Aos que ainda não passaram, deixe-me dar um pequeno spoiler do que acontece: o amor sentido pela pessoa lhe dará esperanças de que algum dia vocês ficarão juntos, independentemente de qualquer coisa. E justamente por essa esperança de algum dia seu amor ser correspondido, você acabará se privando, deixando de viver, rejeitando as inúmeras oportunidades de ser feliz que aparecerão em sua vida. O tempo passará e dificilmente seu amor será correspondido, você então entrará em negação, ficará mal ao lembrar das inúmeras chances de ser feliz que você descartou por escolher esperar tal pessoa. Não estou dizendo que acreditar no amor e esperar que seus sentimentos sejam correspondidos é algo errado a se fazer. Jamais diria isso. Apenas quero dizer que, caso você se depare com o terrível choque de realidade de que nem tudo é como esperamos, não desista, pois você não é a primeira e nem será a última pessoa a passar por isso. Já vivi isso também, e por mais que tenha doído e parecido ser o fim, não morri, estou bem vivo. Se eu consegui, você conseguirá também. Seja forte.
—  Pedricovick.
Óh Céus… Hoje estamos nos desconhecendo! Como em todas as outras vezes meu verdadeiro eu não agradou por muito tempo. Continuo a sentir atração, mas não apenas digo sobre sexo, o coração também está com uma vontade de mantê-lo por perto. Espero que para onde for, mantenha essa esperança boa, e que ao dormir, ainda tenha vontade de acordar. Por mais cruel que o destino possa parecer agora, para sempre haverá um momento bom - mesmo que tenha sido efêmero. E desejo perdidamente para os desencontros (não mais perdida do que encontro-me): Uma fé absoluta.
—  Os porquês de Amélia Roswell.
Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como sino ruidoso ou como címbalo estridente.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada.
Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria.
O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá.
Pois o nosso conhecimento é limitado; limitada é também a nossa profecia.
Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado.
Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança.
Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido.
Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor.
—  1 Coríntios 13:1-13

Esqueça-o. 

Esquecer não é tão fácil como todos imaginam, demora e demora muito. Não me digam que tenho que seguir em frente, arrumar novos amores, conhecer novas pessoas, parar de chorar pelos cantos e de lamentar por um amor que não deu certo, vocês não sabem o que senti, vocês não são as borboletas que voavam pelo meu estômago, não são o meu coração palpitando de alegria e nem as minhas lágrimas quando brigamos pela primeira vez, não são o meu sorriso no meio do beijo, não são as nossas gargalhadas, não são os olhares trocados e muito menos as palavras ditas, vocês não sabem de nada, não passaram por nada, não me digam que devo tentar, poxa vida, eu tento e estou ciente que o tempo desse amor acabou, meu cérebro me cobra isso todos os dias e pergunta ao meu coração - Por que ainda insistir em alguém que não te ama? - O problema é que meu coração sempre responde e responde da pior maneira. - Porque eu ainda amo- E mais uma vez a minha tentativa fracassa, volto ao meu quarto e sinto o aconchego do travesseiro que suga como um buraco negro todas as minhas lágrimas, lamento por não poder praticar o “esqueça-o” e coloco a máscara do “superei” para que todos que não são sabem de nada, acreditem que de uma certa forma eu segui em frente, mas a verdade é que não segui e que mesmo não estando mais presente nos meus dias você continua acelerando o meu coração mas não da mesma forma e sim com as dores que as lembranças me trazem.

E eu ainda continuo olhando pra porta mesmo sabendo que a pessoa que eu espero não vai entrar. Eu continuo esperando uma ligação que sei que nunca mais vou receber.
—   Eu continuo esperando por você.
E ainda que você fique triste, ainda que você se cale, ainda que você chore, ainda que você não queira ver ninguém. Lembre-se, eu estarei ao seu lado, ainda que você me mande ir embora, eu sentarei na porta do teu quarto, e esperarei você gritar o meu nome pedindo para eu te abraçar. Ainda que brigue comigo, que não queira mais a minha amizade, eu continuarei ao seu lado. Porque te conheço o suficiente para saber que não é isso que você quer. Como é bom ter você ao meu lado, saber que mudou a minha vida, saber que ao seu lado sorrir é certo, obrigada por acreditar em mim, agradeço sim, por saber que a porta do seu coração sempre estará aberta para mim, mesmo que todos estejam contra mim, agradeço por saber que posso correr pros teus braços quando o mundo parecer tão intimidador, mesmo que curtos, são tão aconchegantes, obrigada por está ao meu lado, nos momentos triste, mais escuros e vazios. Por preenche-los de alegrias, por clarear-los e enche-los de tanto amor. Não sou a pessoa mais calma deste mundo e você bem sabe, também não sou a mais fofa, não sei falar dos meus sentimentos, e tão pouco expressa-los, mas quero te informar. Eu amo você.
— 

De Poesografei para a sua querida, Scripturas.

Você sabe do sentimento antagônico que tenho sobre partidas e toda a crença na efemeridade. Eu nunca falei o porquê desse medo, eu nunca falei que em todas as fases da minha vida houveram afastamentos, silenciosos ou explosivos, das pessoas ao redor. Ainda que doesse, ainda que eu pedisse - aprendi a não fazê-lo -, compreendi que às vezes somos feitos para sermos estação. Hoje falei sobre ficar e esperar e em como os atos são inconstantes. Há dias penso sobre essas passagens que temos nos outros. nunca entendi muito bem quem, para dar passos à frente, precisa deixar pessoas para trás. Me doeu quando você disse que essas coisas são rotineiras, doeu porque me vi como um desses descartes que são comuns mas não deixam de ferir. 

Sempre me enxerguei efêmera. Sou aquela pessoa bonita que sussurra uns afagos e passa. Então você diz que não quer partir e digo não vai embora porque você é amor e promessa de tempo bom no meio do furacão. Eu te peço pra ficar desde antes dos desvios no percurso porque sabia desde aquele momento que você residiria no meu peito. 

Te vejo como os versos que canto quando só, elas me acalentam de maneira similar a olhar o céu e enxergar que há além dele mundos e multidões e promessas belas a serem cumpridas. Você me é como a literatura que devoramos em silêncio e nos entende de volta. Eu sei tudo sobre seus descaminhos, ainda que não tenha seguido ao seu lado em todos eles. Você me vê o vazio como quem o encaixou no seu milênios antes de conhecê-lo. 

Não sei sobre os dias que seguirão, mas hoje eles são bons como os segundos de quietude que passamos, porque não é necessário dizer mais nada quando há conforto ao lado de outra pessoa. Então você resmunga sobre já ser tarde enquanto conto o quinto bocejo dos últimos dez minutos. Nós somos fáceis como se o caminho fosse traçado para se cruzar. 

Gosto de pensar que as curvas nos levam a encontrar quem deve passar. Pessoas tocam, marcam e transformam. Gosto de imaginar que as marcas de seis anos atrás me trouxeram até esse momento em que você se espreguiça e espia os rascunhos e finjo não notar suas mãos sobre os papeis. Nesse minuto tive vontade de te sussurrar que não é necessário dizer eu te amo para falar de amor, ele talvez esteja nesse estado de calmaria que habita o mundo quando nossas respirações se igualam despropositadamente. É tudo tão simples que a gente mal nota. O amor talvez seja essa rotina bonita que fazemos sem querer.

G.