anonymousfeelings

[…] Ele estava ainda mais sombrio naquela noite, a pouca luz que incidia naquele pequeno quarto talvez fosse o motivo do temor. Seus olhos estavam vazios, sua pele e seus lábios perdiam a cor enquanto seu rosto ganhava uma expressão que há tempos não via, estava distante mais uma vez, perdido em seus próprios medos, em seus descontrolados sonhos, se tornava outra vez o fraco, o corpo que tantas vezes sucumbia em um deplorável estado, um corpo que agora via um vez mais ser atirado naquele abismo, naqueles sentimentos que roubavam as poucas nuvens que ainda ganhavam forma no seu céu. Com medo ele estava, apesar dos olhos vazios eu podia enxergar na profundeza daquela escuridão uma estranha dor, um estranho desconforto, ele adormecia, assistia mais uma vez o mesmo filme, via de longe todo o ser ser atirado em um chão frio, sendo consumido pelos seus sonhos inacabados, pelos seus desatinos ainda mais constantes, pela sua mágoa agora explicada pelos seus pálidos lábios, pela medo que se instala naquele corpo. Ele não está livre. Ele não está preso. Ele apenas não está em lugar algum dessa dimensão, provavelmente preso em seu próprio mundo, onde ao menos pode esboçar um sorriso, onde pode se reerguer. (Via Anonymous Feelings)

[…] Ele estava com raiva do reflexo que via naquele espelho. Fora ingênuo mais uma vez, caiu em mais uma armadilha do amor, se deixou levar por uma paixão, um sentimento que o destruía sempre que se envolvia, estava decidido mais uma vez a insensível se tornar, mas não sabia como, o sangue já não era a melhor forma de libertar seus sentimentos, a dor aguda apesar de silenciar seus medos por alguns instantes não era suficiente para acalmá-lo, ele estava sem saída, desolado, caindo novamente diante de seu reflexo tão vulnerável, diante de sua solidão. As paredes de seu quarto guardavam seus gritos, suas noites de insônia, suas palavras de dor misturadas com desprezo que urrava quando se sentia solitário, em cinzas se transformavam suas emoções, congelavam aos poucos então seu coração, ele pulsava ainda, mas não como antes, lentamente ele se acalmava, até parecia ser de um alguém normal, um alguém que não havia sido destroçado apenas pelo amor, que ainda acreditava que as pessoas podiam sentir. (Via Anonymous Feelings)

[…] Caia o céu. Caia seu mundo. Caia a última estrela. Triste. Solitário. Abandonado, era assim que se sentia, longe, distante do mundo, alheio aos seus próprios pensamentos, preso as mesmas ilusões. Fugir já não era uma opção, correr já não era mais tão importante, a hora de enfrentar seus medos se aproximava mas ele ainda não tinha a coragem necessária para fazer isso e talvez nunca tivesse. Seu corpo ardia, na sua alma era queimada pelo fogo intenso, a consumia o amor, a esperança, ele ainda sentia que talvez um dia pudesse dizer com segurança que a amava, mesmo sabendo que já não estava tão certo disso, suas lágrimas, sua mente, tudo dizia o oposto, tudo o mandava sofrer, chorar, desistir, ser fraco mais uma vez. Ecoavam as palavras, usavam-no para falar o que seus lábios não pronunciavam, esforçavam-se para provar que ele ainda era capaz de amar e um dia seria amado, em vão talvez, ele sabia que não era assim, completamente tomado pelo amor ele estava, seus sentidos já não eram mais eficazes, ele apenas chamava seu nome, apenas desejava tocar o rosto, ter a respiração a próxima e os braços moldando um abraço desajeitado, apenas desejava ser capaz de sentir algo pleno pela última vez, apenas queria fazê-la feliz. (Via Anonymous Feelings)

Foge dos medos, foge das ilusões, foge do mundo. Corra, grita ao mundo suas frustrações, afasta teus pesadelos, esquece as lembranças que tanto te atormentam, apenas sonhe, apenas ache uma saída do que chama de realidade, caia, mergulhe no abismo de seus devaneios, fuja das pessoas, fuja da mentira, fuja dessa dimensão caótica, apenas fuja, mesmo que sem destino, mesmo que ninguém escute teus gritos, mesmo que ninguém perceba a tristeza que invade teu ser, fuja. Sinta o peso do céu escuro que cai aos poucos, sinta o vento úmido das noites que tanto te assustam, sinta as sombras se esgueirando em todos os cantos, sinta a prisão que você está, sinta-se sem saída, acorrentado a sentimentos insanos, preso a mentiras que você mesmo criou para confortar sua mente, preso em um universo que não existe. Fuja solitário. Grite e não seja escutado. Chore. Mergulhe. Esqueça. (Via Anonymous Feelings)

 As mesmas histórias, os mesmos finais, tudo tão estranho, tão distante, incerto. Eu não enxergo apenas meu rosto no espelho, eu vejo todas as marcas deixadas pelo tempo, deixadas pela paixão, lágrimas enchem meus olhos, antes vazios, apenas com pensamentos eu sou torturado, lembro nas horas erradas, sinto em momentos inoportunos. Falta sanidade. Falta coragem. Estou caminhando em ruas escuras, nas noites mais sombrias. Sem destino, sem motivos. (Via Anonymous Feelings)

Realidade confusa de uma paixão. Amando o som do vento, amando as aves que sem destino povoam meu céu, o azul pastel volta a colorir a imensidão acima de mim, me apaixono novamente pela vida, pelos sons, pelo perfume, pelo teu beijo que tanto me revela sobre ti, me apaixono pelo teu toque sereno, pela tua voz tranquila, pelo som que nunca ouvi, pelo abraço que nunca senti. Tateio minha cama depois de despertar de um longo sonho, era nos meus braços que você estava, era tua cabeça que estava em meu ombro, desconfortável mas feliz eu me sentia, tendo você, amando você, querendo a cada dia te tornar a garota mais especial do mundo, sendo teu. Sorriso solitário, bobo, insanos meus pensamentos, levam todos o teu nome, chamam em minha mente repetidas as vozes, chamam o teu olhar para perto do meu, chamam a tua essência, quero unir-me a ti, quero ser inteiramente um prisioneiro do amor que nos une, quero, desejo que possamos juntos conhecer o infinito, se perder no abismo do nosso sentimento, na loucura de nosso amor, nas fantasias de nossa alma apaixonada. (Via Anonymous Feelings)

Acho que a minha foi a última geração que teve infância. Lembro das tardes que passava brincando na rua, correndo, pega-pega, pique-esconde, futebol, não tinha computador, não tinha internet, somente os pés descalços na terra molhada jogando bola de gude depois de uma chuva no final da tarde, apenas empinando pipa nos ventos de setembro, brincando com os primos nas férias de verão, era bom ser criança. As madrugadas eram feitas para sonhar, para recordar as brincadeiras do dia, sem energia, dormíamos. Não existia orkut, twitter, msn, a maior inovação tecnológica era um tamagoshi com poucas funções, hoje as crianças tem ipod, ipad, iphone, itudo, talvez já não exista mais infância. Sou feliz por ter vivido uma época na qual crianças realmente se comportavam como crianças. (Via Anonymous Feelings)

Cartas são escritas. Mentiras são pronunciadas. Pessoas mentem. Amigos choram. Sentimentos são criados. O coração é machucado. Dias passam. O tempo passa. A vida passa. Chegou a hora de deixar tudo para trás, esquecer o que foi dito ou pensado, chegou a hora de simplesmente viver. (Via Anonymous Feelings)

Tantas canções. Ainda não compreendo o poder que a música exerce sobre mim, me pergunto como algumas canções me conhecem tão bem, me mostram sentimentos que estão escondidos, emoções que desconheço. Cada uma deixa sua marca, momentos tristes, felizes, confusos, sempre tem algo que parece sintetizar tudo que sinto, profetizar o que ainda devo sentir. Algumas tem teu nome, outras tua voz, me lembram você, me fazem pensar no teu sorriso, no teu olhar penetrante, todas me motivam a não desistir de te amar. (Via Anonymous Feelings)

[…] Ele admirava o seu rosto refletido no espelho enquanto questionava se já havia visto aquele olhar triste em algum lugar,  ao que parecia era a primeira vez que via sua face no espelho depois de todos os erros que cometeu. Seus olhos estavam vermelhos, talvez por não ter dormido na noite passada ou chorado demais, não sabia ao certo, sua boca não tinha mais os tons vermelhos que costumava ver todas as manhãs, estava pálida, como se o sangue não circulasse pela região, estava cansado de ver aquela imagem, se envergonhava por parecer tão destruído, apesar de saber que realmente estava se sentindo pior do que aparentava naquele reflexo. Ele não sabia o que fazer senão transformar toda sua amargura mais uma vez em lágrimas que inundavam seus olhos, o gosto salgado em sua boca o fazia esquecer do que vira, estava viajando sem destino em cada gota que molhava o braço que usava para enxugar seus olhos, estava distante, outra vez mergulhava em suas fantasias. Tão distante a ilusão, tão seguro de si ele costumava ser, agora é apenas mais um covarde que tem medo de ver sua própria imagem, de enxergar seu próprio rosto, de ser quem realmente é. (Via Anonymous Feelings)