amo ele ainda

Eu sinto muito por a gente não ter dado certo. Você pode pensar que não, mas eu sinto. Eu queria que tivesse dado certo mesmo que as probabilidades estivesse contra a gente. Mas acontece que você era tão errado para mim quanto eu era a certa para você. Eu acredito que nosso amor no final das contas era realmente forte, só não foi suficiente.
—  Ainda não acabamos, acabamos ?
Mas é que eu não estou preparada para receber gente nova em minha vida. Juro que tentei, viu? Saí com um cara novo hoje, e ele era legal, ninhas amigas disseram que ele era bonito, mas eu não vi nada. Veja bem, eu estou ótima assim. Perdi as duas pessoas mais importantes da minha vida e acho que isso me traumatizou. Acho que a dor foi tanta que, agora que estou em paz, não quero mudar. Nem que seja para melhor. Falei um monte de besteiras só pra não assumir que ainda o amo, que ele ainda mexe comigo, porque não consigo aceitar que ele está feliz sem mim e seis meses depois eu ainda sinto a falta dele. Não é que eu não esteja feliz. Eu estou. É só que a familiaridade era toda dele, e eu ainda sou a mesma e não quero me moldar para caber em mais ninguém. Foi ele quem mudou para não se encaixar mais em mim, e eu superei isso, juro que superei, mas sou eu quem não quer mudar. A única familiaridade que ainda me resta, o único vestígio da pessoa que ele foi um dia sou eu, eu na forma que ele me fez e que hoje eu tanto amo por mim mesma. A versão de mim que eu aprendi a amar. Amo a minha paz e não quero ninguém mexendo jela, nem que seja ao preço de euforia. Cansei de euforia, só quero encaixar nos mesmos abraços.
—  Se fosse do jeito que eu quero.
Uma pequena saudade...

Nunca te desejei tanto, teu corpo, teu beijo, desejo de abraçar tuas curvas e nelas deslizar, de sentir o gosto salgado e doce dos teus lábio secos. Até hoje sofro com esse desejo de almejar te ter, olhar para o sorriso de seus olhos e proferir o quanto o amo. Me levou as nuvens, porém no inferno deixasse-me ao dizer em meio de palavras mal argumentadas, que o medo é maior que o amor.
Eu poderia descrever a dor que sinto por meio de gritos, mas prefiro o silêncio, a solidão. Aqui estou, mais um dia sem você, me engando com outras pessoas, tentando achar nelas o que encontrei em você. Seu problema é ser único, não tem substituição a qual preencha meu coração.

O abraço dele será único, ele sempre será meu porto seguro, não importa o que aconteceu entre a gente, eu sempre o amarei, ele foi o primeiro, ele foi o primeiro a dizer que me amava e o primeiro a provar isso. Sempre vou tratar nossa relação com o mais cuidado do mundo, não deu certo, ainda o amo e sei que ele ainda me ama também. Seria pedir muito se tentássemos outra vez? Todo mundo merece uma segunda chance, certo?
Mas você simplesmente desistiu, sem tentar, achei que éramos mais que isso, achei que nossa relação iria superar todos os obstáculos que estavam á nossa frente, infelizmente, ele não era tão forte como pensávamos. Enfim, você nós jogou por água abaixo, e eu te desculpo por isso.
—  Damn it, I loved you
Sinto falta da amizade dele e do que eramos. Olhando bem as conversas eu lembro o quanto a gente se amava, bom, eu ainda amo ele. Foi o meu melhor amigo e durou dois anos. Dois anos apoiando ele e ele me apoiando, eramos tão unidos, tão inseparáveis, tão completos, tão honestos, tão verdadeiros, tão irmãos. E do nada: acabou. De uma hora pra outra, ele se afastou e eu também, não eramos mais como antes, não tinha papo, não eramos mais aqueles irmãos. Meu melhor amigo se foi, e hoje, meu amigo é o papel em branco.
—  Deveria mesmo ser assim o final?
Eu a amo, disse-lhe dias atrás, mas amo você também. Ele ainda se pergunta como é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo e da mesma maneira. Pergunta-se quem ele ama mais, quem ele deseja mais, qual dos dois ele sente mais falta… Pergunta-se mais um milhão de coisas que nunca terá as respostas, pois nunca poderia perguntar ao garoto ao seu lado. Então, por enquanto se contenta em tê-lo na sua cama por uma noite roubada. Mesmo que apenas pra sentir o corpo dele, pele com pele, se tocando e permitindo que, de uma maneira poética apenas, eles se amem.
—  Cousins