amanteigados

biscoito grego - kurabie

ingerdientes:

2 gemas

400 gr de manteiga sem sal

1\2 copo de açucar

1 colher de baunilha

2 colheres de sopa de fermento em pó

nozes picadas à gosto 

açucar de confeiteiro para polvilhar

farinha de trigo (até dar ponto)

modo de preparo:

bater na batedeira a manteiga, as gemas e o açucar.Bater bem.Tire da batedeira e junte a farinha, o fermento e as nozes,va acrescentando a farinha aos poucos até formar uma massa homogênea e soltar das mãos, abra com um rolo e faça biscoitos,coloque em uma forma (não precisa untar), leve ao forno baixo e pré-aquecido,quando ele estiver começando a dourar por baixo esta pronto,assim que sair do forno polvilhe o açucar de confeiteiro. espere esfriar e guarde em potes fechados, pode congelar.

Amanteigados com recheio de geleia


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Ingredientes

  • 17 colheres (sopa) de açúcar
  • 6 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 ½ xícaras (chá) de manteiga
  • 1 pote de geleia de morango (320 g)

Modo de preparo

  • Aqueça o forno a 180ºC. 
  • Em uma superfície lisa, coloque a farinha de trigo e o açúcar. 
  • Acrescente a manteiga no centro e, com o auxílio de uma espátula, misture tudo. Com as mãos, amasse até ficar bem homogêneo. 
  • Abra a massa na espessura de 2 milímetros. Com um cortador no formato de coração, recorte os biscoitos. 
  • Separe a metade dos corações obtidos e vaze com um cortador menor do mesmo formato. 
  • Em uma assadeira sem untar, distribua os biscoitos sem sobrepô-los. 
  • Asse-os no forno a 180ºC durante 20 minutos. Retire e espere esfriar. 
  • Passe a geleia nos corações inteiros. 
  • Sobreponha os vazados e depois, com a ajuda de um saco de confeitar, complete o recheio com a geleia. 
  • Dica: use geleia de outros sabores e cortadores diferentes. Asse o coração menor que sobrou e guarde.
  • Rendimento: 40 porções
Capítulo 64

“Que bom que vocês acordaram, eu imagino o quanto deve está sendo difícil esses dias” A mãe de Clara disse normalmente. Dona Rosângela optou por ignorar toda a cena desastrosa e também ignorou o fato de que eu estava dormindo agarrada a sua filha. Eu estava começando a gostar da mãe de Clara, ela sabia como ser discreta e fingir que tudo estava normal.

“Você nem imagina mãe, esse menino não quer mais dormir a noite” Clara se aproximou do filho, Max estava feliz, logo se levantou ficando em pé sobre a cama e Clara o pegou no colo, eu estava um pouco afastada, não me sentia confortável ainda tendo a mãe de Clara por perto, Max no entanto era apenas uma criança ingênua, ele não podia sentir o clima estranho e acabou me chamando empolgado, eu não poderia o decepcionar e não responder ao seu chamado, me rendi a ele e fui até sua cama, no mesmo momento ele pulou do colo de Clara para o meu.

“Você está sempre aqui, Vanessa?” Dona Rosângela me perguntou “Max parece tão apegado a você” Eu não pude identificar se a mãe de Clara estava sendo irônica, se suas palavras sairiam com raiva ou ela simplesmente estava falando de forma natural e tentando entender tudo.

“Eu estou sempre aqui e sou tão apegada em Max quanto ele é comigo” Respondi tentando soar natural, talvez até, serena.

“Ouh” Ela soltou uma monossílabo de susto, pensei que era pela minha resposta, mas não  era “Eu já ia me esquecendo, eu trouxe uns biscoitinhos amanteigados e um pouco de suco de laranja para vocês” A mãe de Clara foi até sua bolsa de forma apressada e logo regressou entregando  para Clara um pote de biscoitos e para mim uma garrafinha com suco e dois copos plásticos em cima.

Agora eu realmente tinha ficado surpresa, não esperava essa atitude da mãe dela, pela quantidade de biscoitos e os dois copos, era nítido que ela tinha trazido para mim também.

“Obrigada” Agradeci realmente espantada, porém feliz, animada.

“Não tem que agradecer, foi eu mesma que fiz os biscoitos e o suco, você gosta de goiaba? Porque tem recheio de goiaba, mas dá para tirar, o suco, eu espero que não esteja muito doce” A mulher parecia estar se esforçando para agradar.

“Eu tenho certeza que estará tudo ótimo” Eu lhe dei um sorriso, ela não me sorriu de volta,  talvez ainda não estávamos na fase de troca sorrisos. Olhei para Clara, ela já devorava os biscoitos, Clara colocou o pote na minha frente como se tivesse me mandando comer, peguei um biscoito, Max que estava no meu colo logo pediu pelo biscoito.

Eu não sabia se Max poderia comer aquilo, sua dieta estava balanceada e eu não fazia ideia de suas restrições, entretanto ele já estava internado mesmo, o que pior poderia acontecer? Então dei o biscoito para Max comer, aquele menino poderia ser meu filho, ele amava comer, aos poucos fomos comendo os biscoitos e tomando o suco, tudo estava realmente muito bom. Clara e eu estávamos sentadas na cama e Max sentado em meu colo, ela com toda sua cara de pau, ignorou o fato de sua mãe estar sentada em uma cadeira a nossa frente e inclinou seu corpo  levando sua boca até meu ouvido.

“Você consegue sentir o gosto de chumbinho nesses biscoitos?” Ela perguntou, eu estava bebendo o suco e quase o cuspi direto na dona Rosângela, que estava sentada frente a mim. Eu realmente teria que rezar e agradecer por eu não ter cuspido o suco na mãe de Clara. Mano, Clara é louca. Só pode. Por que ela quer fazer graça logo agora?  “Eu acho que ela quer matar a gente e esses biscoitos estão envenenados” Ela concluiu e soltou uma leve risada, após isso ela voltou a sentar-se normal. Olhei para ela a recriminando e só ganhei um sorriso travesso de volta.

Clara estava feliz, acho que aos poucos ela estava recuperando sua confiança e conseguindo lidar com tudo  no fundo ela era tão forte, eu não poderia estar mais orgulhosa dela do que eu estava no momento.

Depois de comermos quase todos os biscoitos e bebermos todo o suco, fui ao banheiro escovar os dentes, não demorou muito para Clara aparecer por lá.

“Mano, eu vou te bater tanto, que vou te deixar esticadinha no chão” Falei ao ver o reflexo dela refletido no espelho, ela apenas riu, definitivamente ela estava feliz. E eu só poderia ficar mais feliz ainda sabendo daquilo. Terminei de escovar os dentes e dei espaço para ela fazer o mesmo.

“Me empresta a escova?” Ela pediu, mas antes que eu pudesse responder ela já tinha tirado da minha mão.

“Isso é nojento. É pessoal demais, me de minhas escova” Estendi minha mão para ela devolver.

“Isso é sério?” Ela me olhou como se eu fosse louca “Você sabe que a gente se beija e você já colocou a boca até mesmo na minha..”

“Ok, pode parar” Falei rapidamente, ela realmente não precisava continuar, eu já tinha entendido a mensagem “Você pode usar a escova. Tem todo o direito de usa-la” Clara me sorriu satisfeita e escovou seus dentes, aproveitei que estávamos sozinhas para dizer que eu teria que passar algumas horas longe.

“ Daqui a pouco eu terei de ir no escritório de Eduardo assinar uns papeis” Menti, eu realmente me senti mal naquele momento por mentir para Clara, mas se eu contasse a verdade, ela não iria me deixar seguir. Eu apenas … eu apenas, iria ter que mentir para ela, porém era por uma boa causa, certo?

“Tudo bem” Ela respondeu com pasta na boca, Clara as vezes era como uma criança, como não ama-la?

“Você poderia passar na sua casa ou na minha e trazer algumas roupas. Max vai tirar o soro e mudar de quarto amanhã, o médico disse que seu novo quarto terá um banheiro e vamos poder tomar banho lá”

“Max está tão bem, eu realmente não entendo porque ele tem de ficar 15 longos dias aqui” Falei irritada.

“É porque o médico dele quer me comer” Clara disse e soltou uma risada, como-se tivesse feito a piada mais engraçada do mundo, lhe dei um olhar fuzilador que serviu apenas para ela rir mais ainda “Você é uma ciumenta louca, tem ciúmes de coisas que não existe” Ela claramente zombava de mim.

“Sim, claro. E você não é? Confessa que estava com ciúmes de Eduardo ontem” Falei, Clara que sorria feliz, no mesmo instante parou de sorrir e me fechou a cara.

“Quer saber, Vanessa? Vai se foder” Ela  jogou a escova de dentes em cima de mim, fui rápida o suficiente e capturei a escova, Clara já tinha saído do banheiro e acabei indo atrás dela.

Fiquei com Clara, Max e dona Rosângela até mais ou menos meio-dia, a mãe de Clara se esforçava para conviver normalmente com a gente, eu tentava facilitar a vida dela, porém Clara era terrível, amava provocar sua mãe, foi inúmeras as vezes que pude ver a mãe dela nitidamente corada e Clara com um sorriso travesso.

As coisas estavam melhorando, só faltava mesmo uma coisa para tudo ficar realmente perfeito.

Seis metros um do outro, e meu olhar entrou em coma ao bater nos seus. Você havia sorrido de lado ao me reconhecer, mas desviou o calor para as outras meninas. Eu fiquei inconformada e fui com pressa para a frente do espelho ver o que faltava para você poder fixar em mim desejos e sensações. Não achei nada. Me sentei na beira da calçada, cruzei os dedos e sussurrava pedidos referentes, mas quando começou a chover, você pegou na minha mão, dividimos teu guarda-chuva, meu aconchego e minha risada tímida. Fomos até a esquina, que tinha uma horta cheia de margaridas e paramos ali. Por 5 segundos me encarando no fundo dos olhos, meu peito queimou só de pensar que estava me desvendando, disse: - Se importa com seu cabelo? - e eu queria responder, que sim, eu me importo, mas nem deixou a resposta surgir. Só jogou o guarda-chuva e convidou-me para teu lábio amanteigado, que fez meu estômago flutuar, congelar e ferver. Eu aceitei esse convite e permiti a revelação da minha sentença, que era ti. Aliás, depois disto, quem se importa com cabelo? Desse teu jeito improvisado e simples, fez a chuva e as margaridas serem essenciais para o romance que eu achei que para mim, seria passageiro.
—  um pensamento sem nexo