amanteigados

Yandere

Imagine Jeon Jungkook: part.1

SINOPSE

“Onde Jeon JungKook sofre atormentado de sua instabilidade mental e seus demônios, apaixonado e incapaz de demonstrar qualquer outro tipo de afeto sem causar dor à sua amada (s/n).”

ELENCO

• Jeon JungKook - Himself

• You - Yourself

GÊNERO: #suspense #sad #hot #mistério #ficção adolescente #romance

NOTAS: Peço mil perdões pela demora à autora do pedido. Quis me dedicar ao máximo para fazê-lo, me empolguei e não sei se está de agrado - desculpe.- Não sabia o que era Yandere, fiz milhões de rascunhos até chegar ao resultado final. Espero muito mesmo que goste :D

• E sim, povo: haverá segunda parte. Que tal, uh? -.-

INFORMAÇÃO

Yandere: um termo japonês para uma pessoa que inicialmente é muito carinhosa e gentil com alguém antes de sua devoção que se torna destrutiva na natureza, muitas vezes através da violência. O termo é derivado das palavras yan significa uma doença mental ou emocional, e dere sentido de demonstrar afeto. Yandere são mentalmente instáveis, muitas vezes usando de extrema violência como uma saída para suas emoções.

Basicamente, Sweeties, significa ser uma pessoa mentalmente doente, que normalmente usa da violência para demonstrar suas emoções. Na história, vocês vão ver como é o seu comportamento muitas vezes parecendo pacífico e extremamente carinhoso.

Tenham paciência com ele, por favor. Ele não tem controle no que faz, é perverso, mas ainda sim ama a (s/n), que vocês vão perceber que gosta sim dele, mas tenta esconder de si, pois o teme e acha seguro se afastar, ao mesmo tempo em que não resiste. safrada

Boa leitura, amores. Desculpem pela introdução imensa, eu precisava esclarecer, hehe.

《QUAISQUER ERROS, POR FAVOR, AVISEM.》

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Fechei meus olhos, esperando pela dor, que havia se tornado frequente neses últimos dias. Não senti nada. Os abri novamente e o que vi foram seus olhos escuros me fitando como se fossem me levar à uma outra realidade. Já não era o mesmo rapaz. Ele sorriu perigosamente, me segurando pelos quadris em um aperto firme.

— Está com medo? — Sua pergunta me fez estremecer. Era claro que estava.

Abri a boca, mas as palavras já não vinham mais. Jeon gargalhou grave em meu ouvido, debochando. Me acertou um tapa nada delicado nas nádegas e mordiscou meu ombro desnudo do vestido.

— Isso…não é certo. — Recorri à minha única chance de sair de seus apertos.

— O que não é certo? Seu noivo a tocar? — Sua mão escorregou para lugares perigosos, mas eu me esquivei com o pouco de força que tinha. — Ah, minha jagi, não dificulte as coisas para mim.

Recebi um puxão forte nos cabelos, que me deixou levemente zonza. Engoli o choro e fui liberta. Me afastei até chegar em uma distância consideravelmente segura. JungKook não pensou duas vezes em tentar se reaproximar, mas fiz menção para que permanecesse em seu devido lugar.

—  Você. Você me atormenta com esse seu jeito estranho de me tratar. — Sussurrei como se guardasse um segredo, com a voz baixa e tímida.

Ficamos em silêncio. A música clássica abafada pela porta do cômodo em que estávamos foi a única coisa que nos impediu de ficarmos em um clima ainda pior.

— Então você já sabe. — Arrumei meu vestido, pronta para ir embora. De costas e ao batente da porta, pude sentir seu olhar pesar em mim. — Diga. Diga para mim, (s/n), o que de fato sou.

Yandere. — Disse num sopro.

Em vão, esperei alguma reação sua, mas nada pareceu lhe afetar de fato. Ele sabia que eu descobriria mais cedo ou mais tarde.

E então fui embora, amedrontada. Me sentia como uma presa. Mas ao contrário do que seria meu fim, seria obrigada a viver, agonizando na minha dor e ao lado de meu futuro marido.

Sempre soube que havia algo errado naquele olhar de bom menino, em como tentava incansavelmente me agradar e nas vezes em que parecia lutar contra si mesmo em minha frente. Era mesmo nítido seu desejo em mim, e mesmo sabendo mais tarde o quão perigoso era, não conseguia o evitar.

Gostava de seu toque quente, forte e carinhoso, mas o temia. Temia que ultrapassasse os limites. Foi com o passar dos poucos meses que vi do que era capaz. Ele fazia sentir-me impotente, incapaz de me defender. E isso seria ainda pior depois de nosso casamento.

— O que acha desta cor? — Sook erguia duas tiras em tons similares. Era um detalhe tão banal que poderia escolher de olhos fechados e ainda sim não me agradava.

— Não são a mesma coisa? — Me joguei no divã, fechando os olhos.

— Não, (s/n), não são. — Falava emburrada, franzindo o cenho.

— Para mim, são. — Dei de ombros, fitando as unhas pintadas em um preto cintilante.

— Vamos, se anime! É o seu casamento, não o meu. Tem que ter pelo menos uma coisa que goste. — Sook jogou as palhetas na mesinha de centro. 

Suspirei, fechando os olhos como se pensasse. Só conseguia pensar em como aquele papel de parede florido, o cheiro constante de chá e biscoitos, e a música clássica ao fundo me irritavam. Não que não gostasse, mas era mesmo uma merda estar nesse tipo de ambiente o tempo inteiro.

Encarei a garota pálida e bem vestida à minha frente. Min Sook além de alta, era magra e andava com leveza. Se irritava facilmente, assim como chorava. Era sensível, mas gostava de se mostrar forte aos outros. Tinha de a conhecer bem para saber de seus reais medos e ilusões. Amava minha irmã mais velha como a lua amava o mar, mas francamente nunca entendi sua forma de tomar a frente de tudo.

— Conseguiu pensar em algo?

— Não. Nunca me concentro o suficiente. Prefiro deixar que cuide de tudo. — Me rendi, me esparramando de forma desleixada no sofá pequeno e duro. — Odeio este sofá.

— Se prefere assim. — Ergueu as mãos aos ares, provavelmente fazendo uma festa por dentro. — Mas, venhamos ao fato principal: como anda a tua relação com Jeon?

— Não sei se devo te falar sobre isso. Sabe que não gosto muito dele.

— E…?  — Min Sook incentivou.

— E eu me sinto bem com ele. É mesmo um bom rapaz. — Fui o mais sarcástica possível. Desviei o olhar para um ponyo qualquer, cruzando os braços. 

— Por que está tão nervosa? Por acaso vocês já… 

— Não! — Elevei o tom de voz, logo me arrependendo. JungKook estava na sala ao lado e poderia ouvir-me bem com aquele grito. — Digo, não. Não fizemos nada de errado.

— É errado? — Ela riu, bebericando seu chá morno que estava pousado numa pequena mesinha ao seu lado, que lhe servia também alguns biscoitos amanteigados.

— Apenas não…ah, chega! Deixa-me um pouco só para espairecer. Talvez pense em algo de agrado. — Abanei uma das mãos, a expulsando. A garota riu, me deixando um beijo na testa, o qual eu limpei, fazendo careta. - uma coisa típica de crianças.

E então era só eu e minha enorme vontade de comer alguns doces que não fossem biscoitos amanteigados.

Até ele entrar.

Não se preocupou com qualquer sinal de que eu não o queria ali. Estava agora pacífico e calmo, o que era de seu costume quando estava com meus pais ou outros familiares. Um bom ator, eu diria. Chegava a se sair melhor que eu nas desculpas quando aparecia com uma ou duas marcas pelo pescoço ou pulsos.

— Por que está tão nervosa? — Ousou repetir a frase de Min Sook. — E, respondendo sua resposta sem nexo: só não fizemos nada porque simplesmente não deixa.

— Nunca irei ceder-te algo, Jeongguk. — Mordi o canto do lábio, me afastando quando se aproximou para sentar ao meu lado no pequeno sofá.

— Fica tão excitante assim, amor. Deveria tentar mais vezes. — Sinto o toque de sua mão gélida em minha bochecha, descendo até o colo desnudo de meus seios. Merda. Já devia saber que não era recomendável este tipo de vestido com sua presença. — És tão linda que perco o ar.

Seus lábios rosados e frios colaram em minha pele quente do pescoço, deslizando por todo local até chegar em meus ombros. Tremi, me sentindo uma inútil por deixar que meu corpo reagisse daquela forma. Seus dentes fincaram naquela área, fazendo pressão. Ergui os pulsos para lhe dar bons socos em seu peitoral, mas fui incapacitada com suas mãos contendo-me.

— Resista mais, isso me excita. — Quis gritar, mas sabia das consequências. Ninguém iria crer em mim uma vez que o queridinho de todo sul da Coréia abrisse a boca.

— Eu odeio…você. — Minha última frase, inutilmente, saiu como um gemido.

— Estou começando a me excitar. Quer mesmo isso, jagi? — A sucção em minha pele era sinônimo de roxo. Era isso que iria ficar quando acabasse. Me dava nos nervos quando fazia isso. Era sempre uma desculpa diferente: “malditos mosquitos” ou “alergias costumam ser frequentes em mim nesta época do ano.”

— Você é doente! Me solte, JungKook! Está me machucando.

— Não costumo ter controle no que faço. Sinto muito. — A barra de meu vestido foi erguida até as coxas. E eu, presa em uma de suas mãos, mal conseguia me mover. — Mas garanto que irá gostar desta nova brincadeira.

— Eu não quero!

— Não? — Seus lábios se juntaram em meu queixo, onde fincou os dentes, assim como fizera em meu ombro, o qual provavelmente já estava marcado. Gritei, sentindo dor.

— Por que faz isso comigo? — Disse entredentes, esmagando a vontade que tinha de cair em prantos.

Ele se afastou subitamente, ainda mantendo o aperto em meus pulsos. Maldito. Olhou em meus olhos melancolicamente, e se não soubesse quem era de verdade, o beijaria ali mesmo, naquele instante e sem hesitar.

— Porque você me descontrola, (s/n). Não posso me manter firme com sua presença. — Sibiliava as palavras com tanta certeza que pela primeira vez acreditei no que dizia. E então prosseguiu. — Sabe de minhas condições e mesmo assim não se afasta de mim. O que quer afinal, sabendo que posso perder o controle sempre que te vejo?

É. Fiquei sem falas agora.

Claro que sabia de suas condições mentais, claro que sabia do risco que corria, mas…merda! Ele havia me pegado desprevenida dessa vez. Simplesmente não tinha resposta e a única coisa que me vinha à mente era o quanto queria saber o motivo pelo qual gostava do risco que tinha me casando com ele.

Não pensei muito nas palavras seguintes, e elas fugiram por meus lábios.

— Porque tenho pena de você. O que eu ainda faria, se tivesse escolhas, em sua companhia? Tua presença me dá repulsa, odeio-te! — Não esperava ser respondida, muito menos com o peso de sua mão em minha cara.

E quando retomei os sentidos, consciente do que havia acabado de acontecer, não pensei duas vezes antes de retribuir aquele tapa e alguns arranhões.

— Maldito! Maldito! — Berrei, fodendo-me para os outros que poderiam ouvir.

— Cala-te! — Não tive força para gritar mais que ele, então minha única opção foi obedecer, mesmo que contra vontade e com os pulsos novamente presos.

Nos olhávamos como se à qualquer momento fôssemos iniciar uma guerra, pelo menos de minha parte. JungKook ainda estava com sua mesma face serena e debochada de sempre, porém os dois lados estavam com a perfeita marca de meus dedos.

Minha respiração estava ofegante quando usei de minha força para o afastar de mim. Me levantei abrupta, dando largos passos para minha segurança.

— Por acaso é louco?! — Gritei, sentindo as mãos trêmulas e ardidas pelo atrito que fizeram em seu rosto. — Ah…! Não sei por que ainda perco meu tempo tentando dialogar com alguém como você. Covarde!

— Amor, louco, eu sempre fui. Covarde…uh, prefiro a frase “você estava agindo como louca e berrando sem perceber.” — Seu polegar passou pelo filete de sangue fresco que deixara com todo prazer em sua bochecha. De repente, sorria com escárnio em destaque, encarando a cor vermelha em seu dedo. — E sabe de uma coisa? És ainda pior que eu, jagiya.

Arqueei as sobrancelhas, incrédula. Era mesmo petulância sua me comparar à ele.

— Idiota. — Comecei. — Maníaco, doente, canalha, covarde…!

Jeon JungKook desafiava as leis da física, tinha muita certeza disso. Me perguntei como, em questão de segundos, se aproximou. A distância entre nós era tão curta que o calor de seu corpo abrangia o meu, me embalando sorrateiramente, como uma música lenta.

— Se afaste. — Ordenei, entredentes, lutando internamente para que não deixasse-me levar.

Com o sorriso mais perverso que já vira, ele elevou o indicador aos lábios, pedindo silêncio. Meu estômago embrulhou. Temia o que faria a seguir.

— Você fala demais, meu bem. — Fiquei estática enquanto as pontas de seus dedos ásperos roçavam na carne de minha bochecha. — Não tenho outros modos de tratá-la, (s/n). Quando a vejo…todo sentimento que tenho por ti se expressa no que faço em seu corpo.

— Acha que isto… — Ergui os pulsos arroxeados, com as perfeitas marcas de seus dedos. — É amor, JungKook? Sua sanidade mental já não existe mais; está louco e precisa se afastar de mim.

— Mas eu não posso! — Senti meus pelos enrijecerem com a forma que gritou. Estava com raiva e parecia desorientado. — Por que finge não saber? Me responda!

— Porque não quero estar condenada a sofrer ao seu lado. — Sibiliei. Meu rosto queimava desde a ponta do nariz até os olhos. Merda. Não queria chorar e mostrar o quão frágil estava sendo. 

— Nunca vai entender… — Sussurrou, como se eu já não estivesse mais lá. Senti um vazio no peito. Era medo. — Eu não tenho controle quando a vejo inutilmente porque te amo, enquanto você…

Jeongguk riu anasalado, como se aquela situação fosse realmente engraçada.

— Diga. — Falei alto e em bom som.

— Enquanto você, não sabe o que é amor. É amargurada e de mente fechada para o estranho. — Cuspiu as palavras, que vieram como água fria em minha cara. — E ainda tem coragem de mentir, pois sei que há algo muito além de seus pais que a impede de me deixar.

— Sim, há: eu odeio você. Odeio como inferno! — Rebati quando seus dedos se fecharam em meu queixo, me trazendo para perto. O polegar passou por meus lábios, os abrindo.

— Não, você não odeia. Apenas não sabe como resistir.

A brasa de seus lábios envolveram os meus. Queimou como fogo. Sua mão deslizou para meu pescoço, fazendo pressão com os dedos. Ele me excitou. Abri os olhos e vi as chamas nos seus.

Seus lábios sugaram os meus com precisão e lentidão, aproveitando cada segundo de minha fragilidade. Tremi. Sua língua se arrastou pela minha, deixando-me escapar um suspiro.

— Ainda odeia-me? — Não ousei responder. Seria demais. 

Ele abandonou minha boca para roçar a sua contra a carne de meu pescoço e queixo. Arfei quando senti sua língua quente e úmida passar por ali enquanto os lábios abocanhavam minha pele, a sugando da mesma forma que fazia há poucos naquele beijo.

Me senti uma tola. Por que estava deixando que usasse meu corpo daquela forma?

E por que estava gostando?

Gritei quando as mãos grandes se chocaram contra minhas nádegas, as apertando sem pena ou preocupação com as marcas depois. Seu trabalho em deixar provas de que eu era sua propriedade não cessaram. Desgraçado. Ele queria fazer-me recordar de tudo aquilo quando me visse no espelho, que perdesse a paciência e gritasse o quanto o odiava por me fazer sentir assim. Por me fazer sentir sua. E pior: por gostar disso.

— Seja decente em agradecer por não ter perdido o controle ainda, meu bem.

— Nunca… — Minha voz saiu como um sussurro quase inaudível.

— Está me deixando louco, (s/n).

— Você já é. — As palavras fugiram sem olhar para trás.

Fui recebida com um tapa violento em minha bunda. Tive que fazer o máximo de esforço para não gritar novamente. Minhas unhas, involuntariamente, fincaram em seus ombros. Ele pareceu gostar.

— Acha que sou louco, que preciso de ajuda? — Sua voz era rouca e arrastada em meu ouvido. Espalmei as mãos em seu peito, encolhendo os dedos e deixando minhas unhas se deliciarem com a pele coberta pela camisa social que usava. Ele arfou, juntando o corpo quente no meu pela primeira vez, me apertando contra algo que pulsava quente e duro em minha barriga.

E então, todo o restante de sanidade que pensei ter se desfez. Meu vestido foi erguido novamente e as vibrações em meu interior iniciaram novamente.

— Quero que saiba o quanto te amo. Por hora, apenas saiba o que farei como seu marido quando nos casarmos para provar de meu amor, meu bem. — Dizia firme, seguro de si, apertando os dedos em minha cintura. 

Seus olhos agora estavam presos nos meus, como se uma magia nos prendesse. Podia ver em sua íris o vazio. E pela primeira vez entendi que aquele homem precisava de mim.

— Ainda te odeio.

— Mas não tem escolhas a não ser deixar amá-la de meu jeito. — JungKook exibiu os dentes, fincando-os contra seus próprios lábios. A cena me fez pulsar. Merda. Merda. Merda! — Porque no final, você nunca resiste.

Jeon arrastou a boca desde o colo de meus seios - onde deixei um gemido acanhado ser liberto. - até minha virilha. Fiquei com medo que notasse o quão úmida estava. 

Mas, para minha sorte, ele chegou às coxas. Confesso que me senti levemente desapontada por não poder ter seus lábios naqueles lugares. Incansável de suas perversidades e loucuras, ele fincou novamente os dentes em minha pele. Dessa vez doeu. Doeu muito. Tentei buscar apoio para as sensações que me abrangiam, mas tudo que consegui foi deixar um gemido alto e claro com seu nome estampado.

E ele não parou. Beliscou os interiores de minha coxa direita enquanto beijava, mordia e chupava a outra. Olhava em meus olhos durante todo o processo. Um fogo inexplicável me queimou nos interiores e eu pulsei forte. Chegou a doer, mas ainda sim era bom.

Já não estava mais nas condições de pensar o quão fraca estava sendo. Apenas sentia a dor; a dor que me levava à outros mundos.

— Chega! Che… — Seus braços se enroscaram por trás de meu joelho, me erguendo. Implorei para que ninguém entrasse naquela sala. Seria vergonhoso demais, ainda mais sabendo que eu mantinha um “ódio” de meu futuro marido.

Fui jogada numa brutalidade animalesca no sofá que tanto odiava. Era engraçado meu ódio nas coisas…odiava isso.

Nos vemos em nosso casamento, meu bem. 

Abri a boca para dizer algo, mas foi em vão. Desgraçado. Ele foi embora, sem ao menos hesitar ou fazer cerimônia. Enquanto caminhava, pude ver com clareza a bela marca de seu extenso membro duro, firme e pulsante. Estremeci. Aquilo entraria em mim por bem ou por mal.

Encarei minhas coxas, braços e pulsos. Estava marcada.

— Ah, Jeongguk, isso não acaba aqui.

~Sweetie♡

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FAÇA UM BISCOITO AMANTEIGADO DELICIOSO E FÁCIL | PREPARADA PRA CASAR?

biscoito grego - kurabie

ingerdientes:

2 gemas

400 gr de manteiga sem sal

1\2 copo de açucar

1 colher de baunilha

2 colheres de sopa de fermento em pó

nozes picadas à gosto 

açucar de confeiteiro para polvilhar

farinha de trigo (até dar ponto)

modo de preparo:

bater na batedeira a manteiga, as gemas e o açucar.Bater bem.Tire da batedeira e junte a farinha, o fermento e as nozes,va acrescentando a farinha aos poucos até formar uma massa homogênea e soltar das mãos, abra com um rolo e faça biscoitos,coloque em uma forma (não precisa untar), leve ao forno baixo e pré-aquecido,quando ele estiver começando a dourar por baixo esta pronto,assim que sair do forno polvilhe o açucar de confeiteiro. espere esfriar e guarde em potes fechados, pode congelar.

Amanteigados com recheio de geleia


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Ingredientes

  • 17 colheres (sopa) de açúcar
  • 6 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 ½ xícaras (chá) de manteiga
  • 1 pote de geleia de morango (320 g)

Modo de preparo

  • Aqueça o forno a 180ºC. 
  • Em uma superfície lisa, coloque a farinha de trigo e o açúcar. 
  • Acrescente a manteiga no centro e, com o auxílio de uma espátula, misture tudo. Com as mãos, amasse até ficar bem homogêneo. 
  • Abra a massa na espessura de 2 milímetros. Com um cortador no formato de coração, recorte os biscoitos. 
  • Separe a metade dos corações obtidos e vaze com um cortador menor do mesmo formato. 
  • Em uma assadeira sem untar, distribua os biscoitos sem sobrepô-los. 
  • Asse-os no forno a 180ºC durante 20 minutos. Retire e espere esfriar. 
  • Passe a geleia nos corações inteiros. 
  • Sobreponha os vazados e depois, com a ajuda de um saco de confeitar, complete o recheio com a geleia. 
  • Dica: use geleia de outros sabores e cortadores diferentes. Asse o coração menor que sobrou e guarde.
  • Rendimento: 40 porções
Capítulo 64

“Que bom que vocês acordaram, eu imagino o quanto deve está sendo difícil esses dias” A mãe de Clara disse normalmente. Dona Rosângela optou por ignorar toda a cena desastrosa e também ignorou o fato de que eu estava dormindo agarrada a sua filha. Eu estava começando a gostar da mãe de Clara, ela sabia como ser discreta e fingir que tudo estava normal.

“Você nem imagina mãe, esse menino não quer mais dormir a noite” Clara se aproximou do filho, Max estava feliz, logo se levantou ficando em pé sobre a cama e Clara o pegou no colo, eu estava um pouco afastada, não me sentia confortável ainda tendo a mãe de Clara por perto, Max no entanto era apenas uma criança ingênua, ele não podia sentir o clima estranho e acabou me chamando empolgado, eu não poderia o decepcionar e não responder ao seu chamado, me rendi a ele e fui até sua cama, no mesmo momento ele pulou do colo de Clara para o meu.

“Você está sempre aqui, Vanessa?” Dona Rosângela me perguntou “Max parece tão apegado a você” Eu não pude identificar se a mãe de Clara estava sendo irônica, se suas palavras sairiam com raiva ou ela simplesmente estava falando de forma natural e tentando entender tudo.

“Eu estou sempre aqui e sou tão apegada em Max quanto ele é comigo” Respondi tentando soar natural, talvez até, serena.

“Ouh” Ela soltou uma monossílabo de susto, pensei que era pela minha resposta, mas não  era “Eu já ia me esquecendo, eu trouxe uns biscoitinhos amanteigados e um pouco de suco de laranja para vocês” A mãe de Clara foi até sua bolsa de forma apressada e logo regressou entregando  para Clara um pote de biscoitos e para mim uma garrafinha com suco e dois copos plásticos em cima.

Agora eu realmente tinha ficado surpresa, não esperava essa atitude da mãe dela, pela quantidade de biscoitos e os dois copos, era nítido que ela tinha trazido para mim também.

“Obrigada” Agradeci realmente espantada, porém feliz, animada.

“Não tem que agradecer, foi eu mesma que fiz os biscoitos e o suco, você gosta de goiaba? Porque tem recheio de goiaba, mas dá para tirar, o suco, eu espero que não esteja muito doce” A mulher parecia estar se esforçando para agradar.

“Eu tenho certeza que estará tudo ótimo” Eu lhe dei um sorriso, ela não me sorriu de volta,  talvez ainda não estávamos na fase de troca sorrisos. Olhei para Clara, ela já devorava os biscoitos, Clara colocou o pote na minha frente como se tivesse me mandando comer, peguei um biscoito, Max que estava no meu colo logo pediu pelo biscoito.

Eu não sabia se Max poderia comer aquilo, sua dieta estava balanceada e eu não fazia ideia de suas restrições, entretanto ele já estava internado mesmo, o que pior poderia acontecer? Então dei o biscoito para Max comer, aquele menino poderia ser meu filho, ele amava comer, aos poucos fomos comendo os biscoitos e tomando o suco, tudo estava realmente muito bom. Clara e eu estávamos sentadas na cama e Max sentado em meu colo, ela com toda sua cara de pau, ignorou o fato de sua mãe estar sentada em uma cadeira a nossa frente e inclinou seu corpo  levando sua boca até meu ouvido.

“Você consegue sentir o gosto de chumbinho nesses biscoitos?” Ela perguntou, eu estava bebendo o suco e quase o cuspi direto na dona Rosângela, que estava sentada frente a mim. Eu realmente teria que rezar e agradecer por eu não ter cuspido o suco na mãe de Clara. Mano, Clara é louca. Só pode. Por que ela quer fazer graça logo agora?  “Eu acho que ela quer matar a gente e esses biscoitos estão envenenados” Ela concluiu e soltou uma leve risada, após isso ela voltou a sentar-se normal. Olhei para ela a recriminando e só ganhei um sorriso travesso de volta.

Clara estava feliz, acho que aos poucos ela estava recuperando sua confiança e conseguindo lidar com tudo  no fundo ela era tão forte, eu não poderia estar mais orgulhosa dela do que eu estava no momento.

Depois de comermos quase todos os biscoitos e bebermos todo o suco, fui ao banheiro escovar os dentes, não demorou muito para Clara aparecer por lá.

“Mano, eu vou te bater tanto, que vou te deixar esticadinha no chão” Falei ao ver o reflexo dela refletido no espelho, ela apenas riu, definitivamente ela estava feliz. E eu só poderia ficar mais feliz ainda sabendo daquilo. Terminei de escovar os dentes e dei espaço para ela fazer o mesmo.

“Me empresta a escova?” Ela pediu, mas antes que eu pudesse responder ela já tinha tirado da minha mão.

“Isso é nojento. É pessoal demais, me de minhas escova” Estendi minha mão para ela devolver.

“Isso é sério?” Ela me olhou como se eu fosse louca “Você sabe que a gente se beija e você já colocou a boca até mesmo na minha..”

“Ok, pode parar” Falei rapidamente, ela realmente não precisava continuar, eu já tinha entendido a mensagem “Você pode usar a escova. Tem todo o direito de usa-la” Clara me sorriu satisfeita e escovou seus dentes, aproveitei que estávamos sozinhas para dizer que eu teria que passar algumas horas longe.

“ Daqui a pouco eu terei de ir no escritório de Eduardo assinar uns papeis” Menti, eu realmente me senti mal naquele momento por mentir para Clara, mas se eu contasse a verdade, ela não iria me deixar seguir. Eu apenas … eu apenas, iria ter que mentir para ela, porém era por uma boa causa, certo?

“Tudo bem” Ela respondeu com pasta na boca, Clara as vezes era como uma criança, como não ama-la?

“Você poderia passar na sua casa ou na minha e trazer algumas roupas. Max vai tirar o soro e mudar de quarto amanhã, o médico disse que seu novo quarto terá um banheiro e vamos poder tomar banho lá”

“Max está tão bem, eu realmente não entendo porque ele tem de ficar 15 longos dias aqui” Falei irritada.

“É porque o médico dele quer me comer” Clara disse e soltou uma risada, como-se tivesse feito a piada mais engraçada do mundo, lhe dei um olhar fuzilador que serviu apenas para ela rir mais ainda “Você é uma ciumenta louca, tem ciúmes de coisas que não existe” Ela claramente zombava de mim.

“Sim, claro. E você não é? Confessa que estava com ciúmes de Eduardo ontem” Falei, Clara que sorria feliz, no mesmo instante parou de sorrir e me fechou a cara.

“Quer saber, Vanessa? Vai se foder” Ela  jogou a escova de dentes em cima de mim, fui rápida o suficiente e capturei a escova, Clara já tinha saído do banheiro e acabei indo atrás dela.

Fiquei com Clara, Max e dona Rosângela até mais ou menos meio-dia, a mãe de Clara se esforçava para conviver normalmente com a gente, eu tentava facilitar a vida dela, porém Clara era terrível, amava provocar sua mãe, foi inúmeras as vezes que pude ver a mãe dela nitidamente corada e Clara com um sorriso travesso.

As coisas estavam melhorando, só faltava mesmo uma coisa para tudo ficar realmente perfeito.

Seis metros um do outro, e meu olhar entrou em coma ao bater nos seus. Você havia sorrido de lado ao me reconhecer, mas desviou o calor para as outras meninas. Eu fiquei inconformada e fui com pressa para a frente do espelho ver o que faltava para você poder fixar em mim desejos e sensações. Não achei nada. Me sentei na beira da calçada, cruzei os dedos e sussurrava pedidos referentes, mas quando começou a chover, você pegou na minha mão, dividimos teu guarda-chuva, meu aconchego e minha risada tímida. Fomos até a esquina, que tinha uma horta cheia de margaridas e paramos ali. Por 5 segundos me encarando no fundo dos olhos, meu peito queimou só de pensar que estava me desvendando, disse: - Se importa com seu cabelo? - e eu queria responder, que sim, eu me importo, mas nem deixou a resposta surgir. Só jogou o guarda-chuva e convidou-me para teu lábio amanteigado, que fez meu estômago flutuar, congelar e ferver. Eu aceitei esse convite e permiti a revelação da minha sentença, que era ti. Aliás, depois disto, quem se importa com cabelo? Desse teu jeito improvisado e simples, fez a chuva e as margaridas serem essenciais para o romance que eu achei que para mim, seria passageiro.
—  um pensamento sem nexo