alma e voz

É difícil encontrar quem diz o que pensa, assim, sem rodeios ou disfarces amigáveis. Pensar, apesar de simples, não é um exercício feito para todos. E dizer o que pensa - não o que parece ser conveniente - é um trabalho árduo para poucos. O mundo parece se calar diante do próprio mundo. Opiniões contrárias não são bem vindas, e por isso também não são expostas. Eles querem que você pense igual, sem questionar o porquê. Ou melhor: eles querem que você não pense, assim jamais questionará nada. Quem tenta gritar para as flores quando centenas gritam para as montanhas é passado despercebido, é passado como louco, é passado pro passado. A gente perdeu uma capacidade essencial: ouvir. E não me refiro apenas ao que está a nossa volta, como as buzinas dos carros ou os o barulho do mar. Eu me refiro a escutar o que, na maioria das vezes, sequer tem algum barulho. Como escutar o ruído baixinho enquanto trovões bombardeiam o céu. E o ruído somos nós mesmos, enquanto os trovões são todos aqueles nos privam de sermos o que somos. Por isso, chega! Chega de se excluir. Chega de dizer que está suficiente, quando na verdade está uma porcaria. Chega de sorrir amarelo pros tapas na cara sem piedade. Chega de esconder o rosto por vergonha, a alma por pudor e a voz por educação. Não deixemos que nos calem com panos cobertos de falsidade. Diga o que precisa quando achar preciso. Não balance a cabeça concordando com tudo, porque discordar também é um direito seu. E ter opinião própria é um direito de todos.
—  Capitule

Imagine Liam Payne - por Mel

Parte 1Parte 2Parte 3

Parte 4

           Um mês havia se passado desda que Liam cobrara a promessa de seu pai e desda então os preparativos para o casamento do jovem príncipe começaram.

           Estavam a duas semanas do casamento, todos no reino se preparavam para a chegada de uma nova rainha, as flores da primavera enfeitavam janelas, portas, vigas e fontes, era hora de escolher sua melhor roupa para prestigiar a grande cerimonia que vinha pela frente.

           No castelo, as janelas do salão se abriram novamente para a limpeza e reforma para que todos tivessem a visão dos noivos, nos jardins chegaram enfeites, flores, mesas e grandes caixas abarrotadas de vinhos e champanhes. Em uma das grandes torres, o príncipe junto a um alfaiate real e seus pais, realizava a prova da farda de casamento:

- Acho que dá para ajustar um pouco mais no braço – a rainha sugeriu e o alfaiate se prontificou a ajudar.

- Solte um pouco na calça, muito justo o deixa meio afeminado – o rei analisou a bundo do filho que estava milimetricamente marcada na calça.

- Assim está bom, não mexa na calça.

- Como não? – ele se virou para a esposa meio incrédulo.

- Está ótimo assim!

- Mamãe, papai… - Liam interrompeu cansado – Eu posso opinar na minha própria roupa, os chamei apenas por consideração a vocês, e não para decidirem como devo me vestir – suspirou e olhou o alfaiate pelo reflexo no espelho – Solte um pouco na calça pois esta me incomodando, e ajuste nos braços, obrigado.

- O que foi isso Liam? – seu pai perguntou – Desrespeitou a mim e a sua mãe em frente ao alfaiate, acha isso certo?

- Eu só falei como queria minha roupa, já vou me casar a força e não posso nem opinar no que vou usar? – ele tirou a blusa ficando com a fina camiseta de baixo à mostra.

- Não fale assim meu filho – a rainha encostou em seu ombro com cuidado e carinho – É seu casamento, deveria estar pelo menos um pouco animado.

- Não estou falando nenhuma mentira mãe.

- Você está tão insatisfeito assim?

- Muito papai, vocês conseguiram o que queriam certo? Vou me casar com uma linda princesa e ser um ótimo rei – passou as mãos no cabelo e colocou a espada na bainha.

- Mas não queríamos que fosse infeliz – o rei suspirou e olhou para a esposa.

- Isso é impossível devido as circunstâncias, me perdoe majestade, agora se me dão licença – fez uma breve reverência e saiu do quarto.

**

           Em uma casa um pouco longe dali, a jovem preparava uma sopa para sua mãe e cantarolava baixo a música do único e mais importante baile que já tivera chance de comparecer. A expressão exausta da menina denunciava como ela não descansava direito a dias, sua cabeça girava em torno dos remédios da mãe e do casamento do príncipe, ela se sentia meio perdida e isso piorava cada dia mais:

- (S/n)? – a mãe chamou e a menina colocou a sopa em um prato.

- Estou aqui mamãe – sorriu ao chegar na sala e ver a mãe sentada na antiga poltrona de seu pai – Desculpe se demorei.

- Tudo bem minha princesa – a mãe sorriu a olhando e a menina balançou a cabeça se sentando no sofá ao lado.

- Não sou uma princesa mamãe – suspirou e a mãe a olhou – Esta bom?

- Delicioso como sempre minha filha – sorriu novamente – E pra mim você é uma princesa.

- Eu sei – a jovem sorriu e pegou os remédios sobre a mesa – Toma mãe, você tem que tomar esses dois agora – estendeu os comprimidos e observou a mãe tomar.

- O rei foi muito gentil em nos ajudar com os remédios depois que você saiu do castelo né? – a mais velha disse pensativa tomando a sopa.

- É… Foi sim… - (s/n) suspirou sem esconder a chateação.

- O que há com você minha filha? Ultimamente esta sempre triste e suspirando triste por ai, você esta assim desde que parou de trabalhar no castelo e nunca fala o por que.

- Não é nada mamãe, estou apenas desanimada – sorriu sem graça.

- Você não me engana (s/n), mas não vou insistir… Só que gostaria que me falasse já que sou sua mãe… - terminou a sopa e alguém bateu na porta.

- Eu vou atender, já volto – (s/n) levantou e foi até a porta a abrindo.

           Os olhos dela se arregalaram e o coração parou brevemente, ali a sua frente o homem alto e de vestes caras estava parado na sua porta com a cesta com frascos de remédios, ele deu um passo parando em frente a jovem e suspirou:

- Em primeiro lugar eu quero pedir perdão por todas as minhas ações impensadas e por manda-la embora sem nenhuma piedade – o rei começou e estendeu a cesta – Em segundo lugar, venho entregar os remédios de sua mãe.

- Er…

- Não acabei senhorita – ele a interrompeu – Em terceiro lugar, precisamos conversar seriamente sobre meu filho… - ele olhou a menina respirar fundo e afastar um pouco dando espaço para que ele passasse.

- Entre por favor…

**

           Os convidados estavam todos sentados confortavelmente no salão, o grande tapete vermelho repleto de pétalas de flores traçava o caminho até um altar constituído de vigas brancas, o jovem príncipe estava em pé ao lado do padre e da mãe a espera da princesa. Liam suspirou se lembrando da jovem que morava do outro lado do reino e se permitiu lembrar do sorriso e olhar da garota, sentiu os olhos marejarem e se recompôs ao ouvir a marcha nupcial iniciar. Todos se colocaram de pé e olharam em direção a porta, logo o rei apareceu ao lado da jovem vestida inteiramente de branco, Liam olhava para os pés quando a mãe o cutucou.

           A moça parou ao lado do príncipe e ambos encararam o padre que fez sinal para todos se sentarem, a cerimônia foi iniciada e todos estavam atentos as palavras proliferadas pelo padre. Ao pedir para que os noivos juntassem as mãos Liam suspirou esticando a mesma e logo a jovem ao seu lado a tocou com calma fazendo um choque percorrer por ambos os corpos, o padre então começou a recitar os votos reais e Liam repetia segurando a mão de sua noiva, ele prometeu ama-la, cuida-la e honra-la até o fim de suas vidas. Ao chegar na vez da noiva o padre perguntou se a mesma poderia levantar o véu do rosto para que ela pudesse olhar diretamente nos olhos do marido, mas ela não o fez, começando seus votos em seguida:

- Vossa alteza, de coração puro e alma bondosa – a voz que saiu por de trás do pano fez com que o coração de Liam pulasse no peito – Eu venho hoje até aqui te entregar o pouco que eu sou para que você me transforme em tudo que você é. Venho hoje até aqui para prometer te honrar, amar, cuidar e proteger sempre que puder. Eu não sou nenhuma princesa, não possuo riquezas, nem sou a mais recatada das donzelas, mas eu posso aprender se for o que você desejar. É uma coisa extraordinária quando conhecemos alguém com quem podemos dividir nossa alma, e eu conheci você… Agradeço aos seus pais por te colocarem no meu caminho, agradeço a sua mãe por ter me proporcionado aquela noite em que cavalgamos por seus campos, agradeço ao seu pai por ter aparecido em minha porta duas semanas atrás e agradeço a princesa que colaborou para nossa felicidade… Eu te amo Liam James Payne! Te amei quando você sorriu, te amei quando você me mostrou como viver melhor, te amei no primeiro olhar…

           Liam respirou fundo e esticou os braços levantando o véu, lágrimas de emoção escorreram por seu rosto quando ele finalmente viu sua amada a sua frente, (s/n) sorria abertamente igualmente emocionada e tremia levemente de animação:

- Eu os declaro marido e mulher, pode beijar a noiva… - o padre finalizou e sorriu.

           Ela se aproximou do jovem príncipe e logo sentiu as mãos do mesmo se apoiando em sua cintura, suspirou e o olhou nos olhos:

- Já pode beijar a noiva – ela sussurrou dando uma risada fraca.

- Finalmente! – ele soltou e grudou os lábios nos da garota.

           Palmas altas invadiram o salão e gritos denunciavam a alegria pelo novo casal, eles separaram o beijo e se olharam sorrindo:

- Eu te amo - ele sussurrou e ela sorriu abertamente.

E por mais clichê que seja… Eles viveram felizes para sempre…

mel/

*Lindas, me digam o que acharam e se gostariam de mais imagines desse tipo.
XOXO