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Grand Piano

Minhas mãos doíam, meus pés estavam tão inchados que nem em pé eu conseguia ficar mais. O dia inteiro, só trabalho e trabalho, arrumando cabelo, maquiando, arrumando roupas só para deixar cinco rapazes apresentáveis para mais um de seus shows, sem nenhuma hora de descanso. Eu era a assistente da Lou Teasdale, a cabeleireira dos garotos, mas parecia como se ela fosse minha assistente, porque eu trabalhava mais que ela. Talvez seja porque eu ainda sou nova nesse emprego e ela queira ver minhas qualidades, se eu sou boa o bastante para continuar aqui ou coisas do tipo, mas, seja o que for, já estava me cansando. Quando terminei de arrumá-los e ver que tinha feito um bom trabalho, eles se levantaram e foram fazer seu show, aproveitando o tempo de descanso eu me sentei em uma das cadeiras em frente a um enorme espelho e fiquei lá, escutando as musicas sendo tocadas e esperando as dores passarem. Agora, o show já está no fim e eu ainda estou sentada nessa cadeira, lutando para não dormir.

Me espreguicei na cadeira e encarei meu reflexo no espelho. Eu estava horrível, meu cabelos desgrenhados, meus olhos inchados e minha pele tão pálida quanto a neve, nem tanto, mas eu estava muito pálida. Ouvi vozes vindo do corredor e logo percebi que o show havia terminado e os garotos já estavam chegando no camarim. Que vergonha aparecer como uma morta viva na frente de cinco vikings, deuses gregos. Eles não demonstram mas provavelmente devem estar me xingando por dentro. Esfreguei minhas mãos no rosto, tentando, sem sucesso, ter uma aparência melhor, levantei da cadeira e esperei eles chegarem, o que não demorou mais que 3 segundos.

— Iaê, kitty. — “Kitty” ou “gatinha” é como eles me chamam. Começou quando eles me viram sair de uma piscina e fizeram uma brincadeira dizendo que eu era uma gata, claro que fiquei bastante envergonhada, sentia meu rosto ficar vermelho e não por culpa do sol, mas eles disseram que todos são amigos e brincam uns com os outros, o que significa que não devo me preocupar com nada.

— Cara, você tá péssima — disse Harry, o que já era de se esperar.

— Me agradeça pelo menos por deixar de cuidar da minha aparência para cuidar de vocês — eu retruquei e logo todos que estavam presentes fizeram sons como “êeeh” e um deles disse “boa, kitty, bate nele”, com certeza foi o Niall.

— Me desculpa, só estava sendo sincero — disse Harry com um grande sorriso no rosto, o que arrancou um grande arrepio de mim, ele sempre tinha esses efeitos sobre mim. Eu tenho uma queda por ele desde que comecei a trabalhar aqui, acho até que isso nem é mais uma simples “queda”, é uma QUEDA TOTAL. Eu sempre sinto arrepios quando ele me olha, me toca ou sorri pra mim, sempre fico nervosa ao conversar com ele e fico com ciúmes a flor da pele quando vejo ele saindo com garotas, a maioria modelos sexys e loiras, mas eu não deixo transparecer, no assunto “esconder sentimentos” eu sou boa, apenas não quero me magoar apaixonando por alguém. Ainda mais sabendo que eu nunca irei ter chance com alguém como o Harry.

— Vamos logo, caras. A festa já deve ter começado — disse Liam, me fazendo voltar a realidade.

— Vocês vão sair? — eu perguntei hesitante.

— Ah sim, vamos em uma festa de um amigo nosso. Combinamos de estar lá antes da festa começar — ele disse dando ênfase nas últimas palavras — Se apressem.

— Mantenha a calma, parceiro — disse Zayn.

Então os outros quatro garotos começaram a trocar de roupa lá mesmo, na minha frente. Não sei como ainda estou respirando. Senti meu rosto se ruborizando ainda mais. Estava implorando para eles não tirarem as cuecas, mas estava torcendo para que a tirassem também.

— Ahn… isso é meio… ahn… estranho.

— O que foi? Você já viu a gente de cueca muitas vezes — disse Zayn.

— Sim, mas isso ainda continua estranho…

— Eu acho que cada vez que nós trocamos de roupa ela pensa que vamos tirar a cueca na frente dela — Harry disse arrancando risadas de todos no local, fazendo meu rosto ficar em um rubro total. Ele deve ter percebido que eu estava com vergonha. — Calma, kitty, foi só brincadeira.

Cada um deles vestiram suas roupas e foram se arrumar, enquanto eu estava lá, parada, no caso deles precisarem de alguma ajuda, o que foi uma boa ideia já que Harry estava acenando pra mim, como se quisesse que eu fosse até ele, e foi exatamente o que eu fiz.

— Como você acha que estou?

— Hm… Razoável. — na verdade ele estava um gato, como sempre.

— Sério? A por favor…

— Calma, calma — eu disse dando risada de sua carinha fofa quando ele fica triste com algo — Só precisa arrumar um pouco o cabelo e a camisa — enquanto eu falava eu o arrumava, na verdade não tinha muita coisa pra eu arrumar, eu apenas gostava de tocá-lo.

— Estou melhor?

— Só falta mais uma coisinha.

— E o que seria?

— Perfume — peguei um perfume bastante caro que estava em cima da mesa e passei em seu pescoço e um pouco na sua camisa — Agora está melhor.

— Muito obrigado, não sei o que seria de mim sem você, kitty.

— Disponha, mas eu posso saber porque está se arrumando tanto assim?

— Eu quero ter certeza de que estou lindo o suficiente para ganhar o coração de uma garota — então ele olhou pra mim, e, por uma fração de segundos, eu pude ver um brilho atravessar seus olhos. Meu coração começou a bater mais rápido.

— Sem querer ser intrometida mas quem é essa garota? — ele começou a chegar mais perto de mim, pude até sentir sua respiração de perto, meus olhos começaram a brilhar cheios de esperança, mas tudo foi por água abaixo com apenas duas palavras.

— Ciara Lopez.

— Ah tá. — era claramente visível a minha decepção, será que ele fazia isso de propósito? Brincar comigo desse jeito?

— Ela é uma modelo. Não conta pra ninguém, mas nós marcamos de nos encontrar na festa de hoje, já que ela também é amiga do nosso anfitrião. Vamos sair escondidos e ir pra um hotel, sem que percebam, não seria legal ter fotos nossas em jornais com todos comentando.

— E porque está me contando isso?

— Bom, você perguntou e sei que não irá comentar com ninguém.

Ele sabia muito bem disso, apesar de eu não ter muitos amigos aqui, só a equipe com que trabalho, eu não diria nada pra eles, não gosto de espalhar fofocas por aí, principalmente sobre o Harry, e ele sabia disso muito bem. É um dos motivos dele me contar muitas coisas, outras ele prefere manter em segredo absoluto.

— Bom, então… boa sorte hoje a noite, que seja incrível. — eu disso com um falso sorriso.

— Vai ser incrível. — e aquilo foi o fim do poço.

Ele se virou e eu o segui com o olhar até a porta, mesmo ele não estando mais lá eu ainda olhava atentamente como se estivesse.

— Hey, kitty, quer ir com a gente? — disse Niall chegando perto de mim e me tirando do transe.

— Acho melhor não, eu não conheço ninguém que irá estar lá e nem mesmo o dono da festa, vou ficar como um peixe fora d’água.

— Sem essa, garota, eu fico com você a noite toda. Vai ser legal. Como você é super amigável acredito que não demorará mais que dois segundos pra fazer amizade com todos da festa.

Por um momento fiquei pensando sobre o que ele falou, talvez fosse uma boa ideia sair um pouco, ultimamente eu só trabalho direto, mas logo descartei a ideia. Mesmo a pessoa dizendo que vai estar com você a noite toda, por mais legal que ela fosse, sempre há um momento em que ela te deixa só em um canto e vai conversar com seus amigos e você fica tipo “cadê a minha mãe?”. Eu também não queria que Niall se sentisse obrigado a ficar comigo, ele tem muitas coisas interessantes pra fazer.

— Tá tudo bem, Niall. — a decepção pela oferta recusada foi bem visível em seu rosto, eu me senti muito mal por isso, mas era melhor assim, também não queria ver Harry e essa tal de Ciara se agarrando por lá. — Eu ainda tenho que ajudar a Lou a preparar as roupas pro próximo show, você sabe. — eu realmente não tinha nada pra fazer, era apenas uma desculpa. Então ele assentiu com a cabeça e continuei — Vá lá e divirta-se, não se preocupe comigo.

— Bom, então até amanhã — ele me olhou com uma expressão triste e se virou ao ser chamado por Louis, gritando um “JÁ VOU" ao mesmo.

As vezes, quando eu conversava com Niall, sentia que ele ficava nervoso ao falar comigo, e, quando eu recusava uma proposta dele, eu via a repentina tristeza em seu rosto. Fazia um tempo que eu havia notado isso. Seria meio louco dizer que ele gostava de mim, como eu gosto do Harry? Não. Seria MUITO louco. Garotos como Niall e os outros nunca se apaixonariam por mim. Tenho uma risada estranha e não gosto de usar roupas justas e decotadas, não sou acostumada com vestidos e saltos, e eu sei que esses são o tipo de garota com que todos eles saem, tenho pouco tempo trabalhando aqui mas isso já é bem notável.

Eu sou uma estranha nessa mundo, e todos sabem.

Novamente o camarim ficou vazio, com apenas eu ali, as vozes animadas dos garotos ecoavam no corredor. Com passos lentos eu saí do camarim e apaguei a luz do mesmo, deixando-o em um vazio completo. Entrei no meu carro, seguindo pro hotel onde eu e o restante da equipe do One Direction estavam hospedados. Eu precisava de um bom descanso, o dia iria sem bastante corrido amanhã.

Parte 1

Fazia três semanas desde que passei a noite com Harry, mas nada me tirava da cabeça a nossa conversa e aquela noite maravilhosa que tivemos. Eu sabia que não podia misturar as coisas, que esse era apenas meu trabalho e que ele estava prestes a se casar, mas eu não conseguia evitar pensar nele.

Nunca nenhum cliente mexeu tanto comigo como ele mexeu. Ele me tratou com respeito, quis saber um pouco mais sobre mim. Diferente dos outros clientes que apenas me entregavam o dinheiro sem se preocupar com nada e iam embora. Ele foi carinhoso comigo como nenhum outro homem havia sido e olha que eu já conheci muitos homens na minha vida.

Depois daquele dia nós nunca mais nos encontramos, só que eu não conseguia parar de pensar nele e nas coisas que ele me disse, aquilo fez com que eu começasse a pensar em largar essa vida e arrumar um emprego que me dê futuro e que me faça feliz. Eu só continuo na boate porque já se tornou cômodo pra mim, mas eu sempre quis mudar de vida, acho que ninguém quer um emprego desses.

Hoje era meu dia de folga, então eu resolvi sair para dar uma volta, precisava pensar e relaxar um pouco, eu não estava mais tão feliz com aquela vida que eu levava, pra falar a verdade acho que nunca fui feliz com isso que eu fazia.

Sai da boate e fui para um parque que havia ali perto, era fim de tarde em Londres, estava um dia bom para passear e se divertir com a família, com os amigos no parque, mas eu só queria ficar sozinha e pensar um pouco em tudo o que estava acontecendo na minha vida, me distrai e esquecer um pouco dos problemas.

Cheguei ao parque e me sentei em um dos bancos que havia embaixo de algumas árvores, tirei um livro da bolsa e comecei a ler.

[…]

Eu já estava lendo há algumas horas e nem percebi quando alguém sentou do meu lado, apenas percebi que tinha alguém ali porque a pessoa me chamou:

- (S/N)? – aquela voz rouca perguntou.

Tirei os olhos do livro e me virei para Harry:

- Harry? – eu disse fechando o livro – O que faz aqui?

- Eu é que te pergunto. Não trabalha mais na boate? – ele perguntou me encarando.

- Trabalho, hoje é apenas meu dia de folga – eu disse dando um sorriso meio triste.

- Aconteceu alguma coisa? Você não parece muito bem – ele perguntou com a voz um pouco preocupada.

- Está tudo bem sim, só estou um pouco cansada. A noite de ontem foi bem cansativa – eu disse forçando um sorriso.

- Então você realmente não quer largar essa vida? Isso não te faz feliz e eu posso ver isso estampado no seu rosto. Deveria sair de lá e arrumar outro emprego, algum lugar onde você seja tratada com respeito e que não tenha que se sujeitar a todas as humilhações que você deve passar naquela boate – ele disse.

- Eu não tenho outro lugar para procurar emprego Harry. Não fiz faculdade, só tenho o segundo grau completo e acho meio difícil alguém dar um emprego para uma mulher que trabalhava em uma boate como uma stripper – eu disse sincera.

- Olha, eu posso te ajudar com isso se quiser. Eu não gosto de te ver naquela boate. Uma garota tão bonita como você não merece receber aquele tipo de tratamento, você merece muito mais do que aquilo e eu sei que nós nem nos conhecemos direito, que só transamos naquela noite e nada mais, mas pra mim foi muito bom e eu adoraria te conhecer melhor. Me deixa te ajudar – ele disse pegando na minha mão.

- Você não ia se casar? – eu perguntei.

- E casei – ele disse e eu não sei por que, mas acabei me sentindo um pouco triste por saber disso.

- Então porque quer me ajudar, sendo que você tem uma esposa agora? – perguntei tirando a minha mão da dele.

- (S/N), por favor, eu quero muito te ajudar, eu posso conseguir um bom emprego pra você e sobre a minha esposa, desde aquele dia eu não consigo parar de pensar em você, eu passei a me importar de verdade com você, eu não gostei de te ver naquela situação. Sei que nós fomos pra cama e eu acabei usufruindo dos seus serviços, mas eu gostei do que aconteceu entre a gente, mesmo parecendo muito errado o que fizemos. Nós dois temos problemas, mas se deixar eu te ajudar, prometo que você terá uma vida digna daqui pra frente – ele disse e eu estava surpresa com tudo o que ele havia dito.

Harry não parava de pensar em mim mesmo depois de casado? Eu não podia negar que também tinha não tinha parado de pensar nele, queria muito vê-lo mais uma vez e parece que o universo estava conspirando a nosso favor. Não queria mais aquela vida da boate, eu queria seguir outro caminho, queria ter um emprego bom, ser tratada com respeito, queria não usar o meu corpo para conseguir o meu sustento.

- Como você vai me ajudar Harry? – eu perguntei e ele deu um sorriso de lado, que era simplesmente lindo.

- Eu tenho um amigo que tem uma empresa e ele está precisando de uma secretária, vou falar com ele e ver se eu consigo te colocar como secretária dele – ele disse e eu me animei com essa ideia.

- Obrigada Harry, eu realmente não sei como te agradecer. Pra falar a verdade eu não consegui parar de pensar em você e em tudo o que você me disse aquele dia, me fez refletir e repensar nas escolhas que eu tinha feito para a minha vida. Eu cheguei a conclusão de que não queria mais aquela vida, só não sabia se iria conseguir recomeçar de outra forma e isso que você está fazendo por mim com certeza vai me ajudar muito – eu disse sorrindo pra ele.

- Não tem que agradecer, eu só quero que você tenha uma vida digna e que não pense mais em voltar para aquele lugar. Onde você mora? – ele perguntou.

- Num quartinho no fundo da boate – eu disse abaixando a cabeça com um pouco de vergonha.

- Ei – ele disse levantando o meu queixo – não precisa ter vergonha, eu vou dar um jeito nisso também. Eu tenho um pequeno apartamento que não uso mais e eu posso te emprestar pelo menos por enquanto, para que você possa recomeçar sua vida de outro jeito – ele disse e eu realmente estava feliz com aquela oportunidade, mas não sabia se era certo aceitar tudo isso.

- Não posso aceitar Harry. Não parece certo – eu disse olhando profundamente nos olhos dele.

- O que não é certo é você continuar morando num lugar indecente e continuar com aquela vida. Você merece muito mais, meu anjo – ele disse fazendo um carinho na minha bochecha.

Fechei os olhos com o carinho que ele estava fazendo e ele pareceu perceber que eu estava gostando, pois não parou. Abri os olhos e encontrei dois pares de olhos verdes me encarando enquanto se aproximava cada vez mais, seu olhar se alternava entre meus olhos e meus lábios. Eu sabia o que aconteceria se eu não o parasse agora, mas eu queria aquilo, estava com vontade de sentir os lábios dele nos meus outra vez e não impediria nada do que pudesse acontecer agora.

Ele parou de se aproximar quando faltavam alguns milímetros para nossos lábios se tocarem:

- Se não quiser é só falar que eu paro agora – ele disse, mas eu fiquei em silêncio.

Ele pareceu entender que eu também queria que aquilo acontecesse porque em seguida selou nossos lábios.

O nosso beijo era calmo, totalmente diferente do que trocamos a primeira vez que nos encontramos. Nossas línguas exploravam nossas bocas e a mão dele estava na minha cintura, me puxando para mais perto dele, enquanto a minha estava em seu pescoço. Ficamos algum tempo nos beijando, até que ele se afastou, colando nossas testas ainda de olhos fechados:

- Você é diferente de todas as outras garotas que já conheci. Eu quero muito te conhecer melhor e te ajudar no que for preciso. Me deixa te ajudar, meu anjo? Por favor – ele praticamente implorou.

Eu também queria conhecer melhor o Harry, mesmo sabendo que era totalmente errado me envolver ou até mesmo conhecer melhor um cara que era comprometido, recém-casado.

- Tudo bem, eu vou aceitar a sua ajuda – eu disse e ele deu um sorriso lindo.

- Eu prometo que vou te ajudar a ter uma vida digna a partir de agora tá? – ele disse me puxando para um abraço.

- Obrigada Harry, você não sabe o bem que está me fazendo – eu disse contra o peito dele.

- Não tem que agradecer, meu anjo. Vem, eu te levo de volta para a boate e se quiser podemos ir hoje mesmo para o meu apartamento – ele disse se levantando ainda abraçado a mim.

- Eu tenho algumas economias guardadas, não é muita coisa, mas acho que consigo me virar até conseguir outro emprego. Eu vou para o seu apartamento, mas se eu não conseguir o emprego eu saio de lá para não te dar trabalho tá? – eu disse enquanto andava ao lado dele.

- Nada disso (S/N), você vai conseguir esse emprego e pode ficar o tempo que quiser lá. Inclusive eu vou te ajudar com algum dinheiro enquanto não falo com o meu amigo.

- Não Harry, isso já é demais. Eu quero poder me virar sozinha, com o meu próprio dinheiro – eu disse parando de andar e olhando pra ele.

- Tudo bem… – ele disse – vou falar com o meu amigo amanhã mesmo e quem sabe ainda essa semana você comece a trabalhar.

Eu estava bastante empolgada com a ajuda que Harry estava me dando, mas eu não queria que ele fizesse tudo por mim, até porque não é certo. Eu quero ser independente, ter um emprego bom, quem sabe começar uma faculdade e mudar de vida, mas queria conseguir isso com o suor do meu próprio trabalho. Harry estava sendo um homem muito bom para mim e eu não sabia como agradecê-lo por tudo o que estava fazendo por mim, acho que a única maneira de agradecer é não o decepcionando.

Eu me mudaria para o apartamento dele amanhã mesmo, mas só enquanto eu não tivesse o dinheiro para ter o meu próprio cantinho.

Harry me deixou na porta da boate e se despediu de mim com um beijo no canto da boca e com uma promessa de que ele faria de tudo para me tirar daquela vida e me daria uma vida digna.

Entrei em casa com (S/N) em meu colo, as pernas entrelaçadas em minha cintura e os braços agarrados em volta de minha nuca. Sua cabeça permaneceu deitada em meu ombro desde que a peguei no carro e a trouxe para dentro. Poderia ficar assim pelo resto da noite, quieto, sentindo seu cheiro e sua respiração tranquila e sonolenta em minha pele, mas fui obrigado a me mover para fechar e trancar a porta, o que fez com que ela se remexesse em meu colo e levantasse a cabeça, olhando em meus olhos e sorrindo em seguida.
Estávamos em uma festa, dançando e nos divertindo, até que deu uma briga feia e tivemos que sair às pressas antes que a polícia chegasse e tocasse todo mundo pra fora da boate. (S/N) ria descontroladamente no banco ao meu lado enquanto eu dirigia.
O caminho foi longo, e durante o percurso até o nosso refúgio começou a cair algumas gotas de chuva, se intensificado mais a cada segundo, até que a quantidade de água passou a ser suficiente para formar uma cortina que cobria o para-brisa, escorrendo pelo vidro todo.
Percebia que (S/N) me encarava, estava inquieta, e parecia ansiosa. Quando estacionei o carro e o desliguei, ela se virou para ficar de frente para mim, ainda sorrindo.
Não precisou de muito tempo para que ela montasse em meu colo, se agarrando em meu corpo e beijando meu pescoço. Com pressa, mas cuidadosamente, eu saí do carro com ela no colo e a levei para dentro de casa.
- Aquilo foi um fiasco. - disse ela, rindo da situação enquanto se colocava em pé no chão.
- Eu pensei que ia presenciar uma morte hoje. Você viu como aqueles caras se agarravam?
Andei até ela, que estava de costas para mim, e apoiei as mãos em sua cintura, puxando seu corpo de encontro ao meu. Durante a noite inteira ficamos nos provocando enquanto dançávamos, e agora que, finalmente, estávamos a sós, podia sentir que toda aquela excitação estava a ponto de explodir ao nosso redor.
Segurei sua cintura com mais firmeza e apertei meus dedos em sua pele, puxando-a para mais perto e acabando com os últimos milímetros de distância que separava meu corpo do dela.
- Isso tudo é por causa da nossa dança? - seus dedos deslizaram para minha coxa, apalpando até chegar na parte interna delas. (S/N) moveu os quadris, roçando a bunda em meu pau por cima do tecido da cueca e da calça que o cobriam. Suspirei e colei meus lábios em seu pescoço, passando a língua vagarosamente pelo local. - Só me diga que isso é um sim, por favor.
Mordisquei algumas vezes sua pele antes de a virar para mim.
- Se é isso que eu preciso dizer pra te levar pra cama, então a resposta é sim.
- Romântico demais. - sua voz soou mais debochada do que aparentemente ela esperava.
- Não pretendo ser hoje.
Agarrei sua bunda e a apertei com força, soltando um grunhido junto. Talvez isso demonstrasse um pouco da vontade que eu tinha de colocar ela de quatro na cama e meter tão fundo que fizesse ela implorar por cada vez mais.
Quando ela viu que eu estava a guiando até o quarto, espalmou as mãos em meu peito e me encarou.
- Não precisamos ir até a cama, esse tapete peludo tem que servir para alguma coisa.
Olhei para o chão apenas por alguns segundos, e então a puxei para mim novamente, mas dessa vez fiz questão de agir mais rápido, fazendo com que ela sentasse no sofá à nossa frente e abrisse as pernas.
- Desculpa, meu amor, mas vamos ter que dispensar as brincadeirinhas hoje.
- Tapete. - sussurrou, se movendo até o chão e deitando sobre o grande tapete branco estendido no meio da sala.
Me agachei ao seu lado, e estendi a mão para que ela segurasse. Assim que o fez, puxei-a rapidamente, logo agarrei sua cintura com força, para então virá-la de costas.
Aproximei os lábios de seu ouvido, depois de tracejar sua nuca com beijos e chupões.
- De quatro é mais gostoso. - sussurrei, fazendo com que os pêlos de seus braços e nuca eriçassem.
(S/N) se posicionou no chão, ficando de quatro, com a bunda empinada para mim.
Porra. Aquela mulher nem sabia o quanto estava me provocando. Meu pau pulsava dentro da cueca, chegava a doer de tão duro.
Levei os dedos até a barra de seu vestido curto e puxei para cima, deixando à mostra sua calcinha minúscula e sexy. Não pude controlar a vontade e desferi um tapa em sua bunda, e observei enquanto sua pele ficava rosada.
Esperei até que ela terminasse de tirar seu vestido e voltasse a apoiar os cotovelos no chão. Eu mesmo fiz questão de tirar seu sutiã e sua calcinha, rasgando o tecido fino da peça.
Depois de vê-la completamente nua, pronta para mim, tirei minha camiseta rapidamente, abri o zíper da minha calça e me livrei dela juntamente com a boxer.
Segurei firme meu pau com uma das mãos e o esfreguei antes de posicioná-lo em sua entrada, deslizando a cabecinha somente o suficiente para ela sentir que eu estava entrando.
- Por favor. - pediu ela, seu tom de voz baixo e um tanto manhoso.
Acertei outro tapa em sua bunda antes de segurar sua cintura e puxá-la para perto, até sentir que estava completamente dentro dela.
Um gemido alto escapou de sua garganta, seguido de vários outros, alguns mais baixos e outros acompanhados de súplica. Comecei a me mover lentamente, saindo e entrando com calma, deixando (S/N) cada vez mais louca. Quando senti seus quadris se movendo e a vi rebolando em minha frente, não pude aguentar e estoquei com mais força. E dessa vez ela praticamente gritava de prazer. Com a mão livre, alcancei seu cabelo e o segurei em um rabo de cavalo, puxando-o e, consequentemente, fazendo ela levantar a cabeça.
- Ah, Louis… - sussurrou entre um gemido e outro. - rápido, forte…
Me excitava ainda mais ouvir ela gemendo enquanto eu metia meu pau nela.
Não tinha como me controlar mais. Puxei seu cabelo com força e continuei me movendo.
- Gosta assim?
- Ah, sim, por favor…
- Então pede, meu bem… é só pedir. - disse, saindo dela e enfiando devagar.
- Forte… ah!
Fechei os olhos e levei a outra mão até seu clitóris, com o indicador e o dedo médio comecei a acariciá-lo.
(S/N) rebolava descontroladamente, mexendo os quadris rapidamente e se impulsionando para trás e para frente.
Eu estava prestes a gozar, mas queria que ela chegasse primeiro. Aumentei a velocidade que meus dedos a esfregavam, e soltei seus cabelos para poder segurar um de seus seios e apertar seu mamilo já rígido, só para ouvir ela gritar uma última vez antes de se apertar contra mim e gozar.
Foi o bastante para que eu me derramasse sobre ela, gozando em sua boceta apertadinha e encharcada.
Não demorei para me retirar e deitar em seu lado, com a respiração ainda descompassada.
- O tapete tá aprovado? - perguntei, deslizando os dedos sobre a pele arrepiada de sua coxa.
(S/N) suspirou profundamente antes de se virar de frente para mim e morder o lábio inferior.
- Acho que ele merece mais uma chance antes de eu decidir.