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Eu estava caminhando na rua, quando me deparo com uma cena pouco comum; um senhor de uns 70 anos sentado na calçada brincando com um vídeo game portátil. Aquilo me chamou tanta atenção e me passou logo pela mente que na velhice voltamos ser crianças.Mas me fez pensar também em como somos sempre os mesmos. Somos aquela criança assustada. Somos aquele adolescente que só se importa em se divertir com os amigos. Somos aquele jovem inconformado com o sistema. Somos aquele adulto que não consegue pensar em outra coisa a não ser em como pagar as contas no fim do mês. Somos aquele idoso carente por alguém com quem conversar. Somos sempre os mesmos, o que muda é como nos mostramos para o mundo em cada fase da vida. O que muda são as nossas prioridades. O que muda são as nossas vaidades. Coincidentemente é na infância e na velhice que temos tempo de sobra, que não podemos sair para ver nossos amigos, que não somos tão cobrados por fazer o que queremos. É na infância e na velhice que mais somos nós, porque só temos a nós.
—  Aline Nobre
Que seja tão doce quanto um algodão doce nas noites de alegria. E que seja tão puro e simples como a chuva no fim do dia. E que seja tão sublime quanto um beijo de bom dia. Enfim, que seja tão sincero quanto esta poesia.
—  Aline Nobre